Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.

Entre o Céu, a Terra e o Inferno

Capitulo 18 – Revelações e Confissões: Parte I

No inferno, o exercito dos 7 se reunirão novamente:

- Precisamos fazer algo logo! – Afirmava Cobiça.

- É, eu sei! – Disse Orgulho – Eu já estou providenciando o próximo líder do exercito de Inveja!

- Enquanto ao meu reino Orgulho? Está uma verdadeira loucura! Ninguém obedece mais a ninguém, e estão todos loucos! – Disse Kagura.

- Luxuria, deixa que logo, logo eu cuido disso! Ou melhor...aquele a quem desobedecer as suas ordens mande para o saibuso! – Disse Orgulho.

- E enquanto a mim? – Disse Gula.

- Mande eles pararem de brincar e irem trabalhar! Gula, você é muito bonzinho! – Zombou Orgulho.

- Mas, o que devo fazer com o Sesshomaru? – Perguntava Naraku.

- Hunf...nada por enquanto! – Disse Orgulho – Vamos deixar ele se divertir! Mas ele logo vai perceber...que é extremamente perigoso o contato afetuoso entre humanos e demônios, principalmente para os humanos!

Na Terra, Kagome esperava ansiosamente na recepção do hospital. Não via a hora do médico a chamar e ela tirar aquele bendito gesso de seu braço. Inuyasha, Milena e Souta a faziam companhia. Mas Inuyasha era o que parecia mais impaciente. Como os médicos podiam demorar tanto?

- Por que esses médicos demoram tanto? – Ele se queixou.

- Isso é porque estava marcado pras 5 da tarde! E ainda são 4:30! – Kagome respondeu.

- Feh! Mesmo assim é uma verdadeira demora! – Inuyasha bufou.

Passado mais um 5 minutos, um homem, alias, o mesmo homem que havia atropelado Kagome aquele dia, apareceu no hospital:

- Ah! Vocês por aqui? – Ele sorriu.

- Keh! Por um acaso atropelou outra pessoa! – Inuyasha disse sarcástico.

- Inuyasha! – Kagome o repreendeu dando-lhe uma cotovelada.

- Não, vim aqui pra comprar um remédio pra minha esposa! E a propósito, como esta seu braço? – Ele perguntou preocupado.

- Bem melhor do que naquele dia! – Ela disse.

- E você, como está? – Perguntou Milena.

- Ah! Bem! – Uma garota veio até ele.

- Papai vamos logo, quero voltar pra casa...- A garota olhou espantada para Inuyasha e Kagome, assim como eles também a olharam – O que estão fazendo aqui? – Ela sorriu.

- Ah, Rin, eu vim tirar o gesso! – Kagome sorriu.

- Hum...então foi ela quem você atropelou aquele dia papai? – Rin perguntou.

- Infelizmente sim querida! Espero que eles tenham me perdoado!

- Keh! – disse Inuyasha, assim levando outra cotovelada de Kagome.

- Claro que sim! Sabemos que não foi por mal. Afinal, você mesmo disse que perdeu o controle do carro! – Kagome sorriu.

- Mas, seu braço está bem Kagome? – Rin perguntou.

- Sim! – Ela sorriu – E isso graças a essa nova medicina!

- Como se o Kouga não tivesse nada a ver com isso! – Inuyasha debochou.

- Kouga? O garoto do shoping? – Rin perguntou.

- Que garoto do shoping? – Souta, Milena e o pai de Rin perguntaram ao mesmo tempo.

- Nhã...- Kagome dizia nervosa – ele é um amigo nosso! E ele...me apoio muito em relação ao braço!

- Que bom querida! Mas porque nunca me apresentou ele? – Milena perguntou.

- Isso é porque..."Você não pode vê-lo mamãe" – Kagome pensou.

- Ele sempre anda muito ocupado! – Disse Inuyasha.

- Ou será que é porque ele desaparece?! – Zombou Rin.

- Desaparece? – Os três perguntaram ao mesmo tempo.

- Nhá...Rin, vem aqui! – Kagome a puxou para um canto – Rin, acho que é melhor te falarmos a verdade!

- Ok, estou esperando por isso a mais de uma semana!

- Talvez você ache estranho, mas ...ele é um anjo! E nem todo mundo pode vê-lo!

- An...jo? – Rin perguntou.

- É! E é por isso que ele consegue abrir aquele portal e desaparecer!

- Eu acredito! – Rin sorriu.

- Sério?

- Normalmente eu não acreditaria, mas como eu vi com meus próprios olhos, acho que posso te dar um desconto! – Ela sorriu, as duas então voltaram para o lugar.

- Então querida, vamos? – Disse o pai de Rin.

- Ah, claro papai! Até mais Kagome, até Inuyasha! – E os dois foram embora.

- Sorte que a Rin não é tão desastrada quanto o pai! – Inuyasha zombou. Kagome deu-lhe outra cotovelada – ITAI!

-Será que dá pra perdoar o cara! Ele já pediu desculpas, e foi o Sesshomaru que o fez perder o controle! – ela disse irritada.

- Hunf! Mesmo assim! – Kagome estava pronta pra dar outra cotovelada em Inuyasha, mas o médico a interferiu.

- Senhorita Higurashi, já pode entrar!

- Certo! – A garota sorriu e foi.

Pouco tempo depois, Kagome saiu do hospital girando o ombro:

- Graças a Deus! Não agüentava mais aquele gesso!

- Nem eu! – Inuyasha sorriu.

- Ei, vocês dois? – Milena os chamou – Vocês vão voltar pra casa, ou vão querer ir a algum lugar?

- Eu não sei, o que quer Kagome? – Inuyasha a perguntou.

- Será que não podíamos ir ao shoping, assistir um filme?

- Por mim tudo bem!

Não demorou muito e os dois já estavam no shoping, na fila de ingressos. Decidiram (após muita discussão) que iriam ver um filme de comédia. Logo haviam entrado lá e já assistiam ao filme. Bom...mais se beijavam que assistiam o filme.

Entretanto, aquele momento de felicidade do casal iria durar pouco. Após a saída deles do cinema, eles acabaram encontrando uma presença feminina, que talvez, não fosse tão agradável. Encontraram os olhares sarcásticos e que demonstravam puro ódio neles. Mas esses olhos não podiam demonstrar um olhar diferente:

- Hora, hora, hora...quem encontramos aqui? – Kagome e Inuyasha se espantaram com quem estava em sua frente (principalmente o ultimo).

- T...subaki? – Inuyasha disse completamente pálido – O que...está fazendo aqui? – A voz dele quase não saia, tamanho era seu medo da pessoa de sua frente.

- Uma visitinha! – Ela debochou – Estava com saudades de você! – Ela sorriu sarcástica.

Kagome podia não saber quem ela era, mas pela sua aura maligna era um demônio, e muito forte pelo que ela pode perceber.

- Inuyasha...quem é ela? – Kagome perguntou receosa, mas quem respondeu sua pergunta foi a própria Kagura.

- Sou Tsubaki, no inferno mais conhecida como Preguiça! – Ela deu um sorriso tão maligno, que fez os corpos de Kagome e Inuyasha estremecerem.

- Por um acaso ve...veio aqui...pra e levar... dede volta pro infer...nono, ou a...algo assim? – Inuyasha Gaguejava, tamanho era seu medo. Seu coração batia completamente descompassado.

- Não posso fazer isso ainda Inuyasha! E nem com você Kagome! Vocês conhecem as regras, um demônio mandado para uma pena na Terra, não pode ser tirado ela antes que se provo um motivo! – Ela ainda sorria malignamente – E isso vale para anjos também! Mas não vim aqui por sua causa! Só aproveitei pra te mandar um recadinho! – Ela voou até atrás do Inuyasha e sussurrou em seu ouvido – Mate-a!

A cabeça de Inuyasha começou a latejar de tanta dor. Ele ajoelhou no chão e pôs as mãos neste. Sua mente começava a delirar e ele via lembranças do pesadelo daquela noite. Ele começou a ficar zonzo, seu corpo pesado e febril, e seus olhos variavam de violetas e dourado. Kagome se ajoelhou ao lado dele, pondo uma mão em suas costas:

- O QUE DISSE A ELE?! VAMOS O QUE DISSE A ELE?! – Ela dizia enfurecida.

- Logo você irá descobrir! Agora se me dá licença eu vou indo! Tenho que ver outra pessoa! – Logo um circulo de fogo apareceu. Tsubaki entrou nele e foi embora.

A dor de cabeça de Inuyasha cessou. Kagome agora o ajudava a levantar. Ele ainda parecia um pouco inconsciente, mas estava voltando ao normal aos poucos.

- Inuyasha, você está bem? – Kagome disse preocupada.

- Sim, só estou um pouco zonzo! – Ele ainda enxergava um pouco embasado.

- É melhor irmos embora! – Kagome pegou seu celular e ligou pra sua mãe.

- Kagome...será que você se importaria se você fosse pra minha casa? – Ela se espantou um pouco com a pergunta, porém sorriu e acenou com a cabeça.

Em pouco tempo, Milena já estava indo buscar Kagome, e logo eles chegaram na casa dele. Miroku (na hora em que olhou Inuyasha) imediatamente foi fazer um chá e pegar um termômetro. Kagome colocou Inuyasha sobre sua cama. Ele ainda estava um pouco febril, mas nada grave:

- Agora fique quietinho ai! – Ela tirava o termômetro de sua boca.

- Já estou bem Kagome! Não precisa se preocupar mais! – Inuyasha se sentava na cama.

- Bem, vejamos...- Ela fingiu não ouvir o que ele disse – 38,5 DE FEBRE! Pode se deitar mocinho! – Ela empurrou Inuyasha na cama e o cobriu.

- É incrível como as palavras de um demônio podem fazer mal a humanos! – Miroku disse entrando no quarto com uma bolsa de água quente.

- Gente, eu já estou bem! – Ele insistia.

- Deixa que eu vou lá embaixo pegar um remédio que acaba com a febre rapidinho! – Miroku desceu as escadas e foi para a cozinha.

- Que bom que vocês escutam o que eu digo! – Inuyasha reclamou com uma gota na cabeça.

- Hora bobo! Como quer que eu não me preocupe com você! Aquela tal de Tsubaki disse só umas 2 ou 3 palavras e você já ficou nesse estado! – Kagome suspirou – Como quer que eu não me preocupe com você! – Ela se sentou na beirada da cama.

- Ok, ok...- Ele suspirou e ela pôs a mão sobre a testa dele – Calma Kagome, não vou morrer! –Ele disse divertido. Essa frase tinha dois sentidos, e ela entendeu bem os dois.

- Como vou saber! E se aquela Tsubaki vier aqui e te matar!

- Você não ouviu o que ela disse? Eles não podem fazer nada!

- Ainda! – Ela ressaltou. Milena então entrou no cômodo.

- O Inuyasha já está melhor?

- Já, já sim senhora Higurashi! – Ele respondeu.

- Mas ainda está um pouco febril! Ah, se você quiser ir embora mãe, pode ir!

- Era sobre isso que eu ia pergunta! Tenho que buscar o Souta! Qualquer coisa me liga!

- Ok mamãe!

- E, melhoras Inuyasha! – Milena sorriu, este sorriu de volta.

- Obrigado! – Milena então desceu as escadas.

- Trouxe o remédio! – disse Miroku.

- Ah! Ele tem um gosto horrível! – Inuyasha fez cara de nojo.

- Abre a boquinha! – Miroku servia a colher ao primo, este virou a cara – Ah para Inuyasha! Você já tem 17 anos! ...quero dizer...sei lá quantos milênios de anos!

- Keh! – Ele olhava pra janela.

- Ai, ai...se você tomar o remédio eu te dou um pirulito! – Miroku pôs a colher na frente da boca de Inuyasha, este virou a cabeça pro outro lado – Ah Inuyasha, para de ser chato!

- Hum...já sei! – Kagome começou a fazer cócegas em Inuyasha, este deu risada. Neste momento, Miroku pôs a colher de remédio na boca dele. Inuyasha quase engasgou na mesma hora. Kagome então parou de fazer cócegas.

- Que é? Querem me matar! – Ele então começou a tossir.

- Era a única coisa que dava pra fazer! – Kagome e Miroku disseram em uníssono.

- Keh! – Inuyasha virou de lado.

- Kagome, me faz um favor? – Miroku perguntou.

- Claro! É só falar!

- Me ajuda a por a caixa no armário?

Os dois desceram e guardaram a caixa no balcão. O problema é que quando Kagome subiu em uma pequena escada pra colocar a caixa de remédios, Miroku aproveitou pra passar a mão em seu traseiro. Isso gerou uma pequena discussão entre a falsa humana e o anjo. Mas em pouco tempo eles subiram de novo, e para a surpresa deles, Inuyasha estava dormindo.

Tão belo que até parecia um anjo, Kagome pensou. Porém ela sabia que anjo, não era o substantivo certo para chamar um ex-demônio.

Enquanto isso, Rin e seu pai voltavam à pé para casa. Portanto, a viagem estava demorando mais do que o esperado. E para a surpresa de Rin, ela acabou encontrando um certo amigo dela cuja estava sentada em cima de uma arvore :

- Sesshomaru, o que está fazendo aqui? – Rin pergunta alegre.

- Estava só descansando! – Ele desceu da arvore.

- Oi, prazer, sou o pai de Rin! – Disse ele estendendo a mão. Sesshomaru a apertou. O pai de Rin estranhou o fato dele não ter demonstrado nenhum afeto com ele. Rin percebeu.

- Não liga não pai, ele é meio tímido! – Rin sorriu.

- Ok, se quiser pode nos acompanhar! – Disse o pai de Rin – E a propósito, pode me chamar de Kotaro! – Ele sorriu. Sesshomaru então ao acompanhou até a casa deles. Pouco tempo depois, haviam chegado à casa de Rin e Kotaro:

- Puxa! Devo mesmo arrumar aquele carro! – Ele disse um pouco cansado.

- Também acho! Já estou ficando cansada de tanto andar! – Rin olhou para Sesshomaru – Você, quer entrar pra tomar alguma coisa? – Ele nada falou, mas afirmou com a cabeça – Ótimo!

Os três entraram na casa, cuja o primeiro cômodo era a cozinha, por isso Sesshomaru se sentou em uma das cadeiras, enquanto Rin preparava um chá. Logo estava pronto e (como somente os dois estavam na cozinha) Rin sentou-se a na frente de Sesshomaru na mesa:

- Então Sesshomaru, já nos conhecemos faz um tempinho, certo? – Ela tomou um gole de chá então olhou pra ele. Ele nada fez, mas a expressão em seus olhos diziam sim – Bom...eu adoraria saber um pouco mais sobre você! – Ele entranhou a pergunta – Bem...você sabe mais sobre mim do que eu de você! Então, por onde começamos...já sei! De onde você veio? – Ele sabia que não podia revelar muito sobre si, portanto teria que mentir (mesmo não querendo fazer isso, não pra ela).

- Vim da Argentina! Mas nasci aqui! Morei lá por 4 anos! – Ele disse o primeiro nome de país que lhe vinha da cabeça.

- E lá, como é? – Ele não entendeu a pergunta – O clima, a cultura, as pessoas...

Pelo pouco que Sesshomaru tinha passado na Argentina, pode fazer um pequeno resumo sobre lá. Inventou algumas coisas e outras disse com convicção. Rin parecia fascinada com o tal lugar. Ficou até mesmo curiosa para conhecer:

- Será que um dia poderei ir pra lá?

- Quem sabe.

- Bom...e seus hobies, metas, vontades...

- Meu hobie é...- Ele pensou rápido – fazer caminhadas. Meta...ser regente da empresa do meu pai e vontade...conhecer o mundo. – Inventara todas aquelas mentiras, mas não podia simplesmente falar a verdade. Ainda não era a hora.

- Hum...do que você mais gosta de comer?

- Gosto muito de carne, de preferência de peixe.– Isso, Sesshomaru não mentira.

- Certo! – Ela sorriu. Mas o olhou de uma maneira estranha, diferente. Sesshomaru percebeu.

- O que foi? – Ele perguntou.

- ...Acho que já tive em algum lugar! – Ela afirmou – Deve ter sido só de vista! – Ela sorriu.

- É, deve mesmo! – De repente Sesshomaru viu sua sombra no chão, e notou que ela estava na forma de Naraku, com certeza ele desejava falar com ele – Sinto muito Rin, tenho que ir! – Ele se levantou.

- Mas já?

- Sim! – Ela se levantou e abriu a porta pra ele.

- Então, até depois!

- Até.

Ele saia pela porta. Mas por alguma razão parou. Seu rosto estava muito próximo do de Rin. Ele então começou a se aproximar. O coração da pobre garota bateu descompassado, e estava mais vermelha que um tomate. Seria o 1º beijo dela. Seria? Esta fechou os olhos. Seus lábios estavam quase se encostando, mas por algum motivo, Sesshomaru parou, deu as costas e foi embora.

- "Ainda não é a hora Sesshomaru! Ainda não." – Este pensou, andou até a virada da esquina da rua, abriu um portal e foi para o inferno. Deixando Rin, sozinha e um pouco confusa.

- "Calma Rin, calma!" – Ela dizia para si mesma, ainda rubra – "Caramba! Quase que ele me beijo!"– Ela pôs a mão no coração – "Mas ainda não foi desta vez! Mas será que...eu estou gostando mesmo do Sesshomaru? Mas ele é só um amigo! Ou talvez esteja querendo brincar comigo! Não, o Sesshomaru não parece ser do tipo de homem que faz isso! Se não, não teria hesitado! Ele deve ser muito tímido! ...Ah, é melhor eu para de pensar nessas coisas!" – Ela fechou a porta e foi para a sala.

Neste momento, na casa de Sango, a campainha tocou:

- Deixa que eu atendo mana! – Disse um garoto de cabelos pretos medianos amarrados por um rabo de cavalo, tinha 11 anos e algumas sardas no rosto - ...Kuranosuke, o que está fazendo aqui?

- Olá Kohaku! – Disse Kuranosuke – Sua irmã está? – Kohaku o olhou meio curioso. Piscou algumas vezes antes de chamar sua irmã.

- MANA! PRA VOCÊ! E pode entrar, espere ela na sala!

- QUEM É? – Gritava ela da cozinha.

- SEU NAMORADO! – Da cozinha, Sango enrubesceu. Sabia que não tinha nenhum namorado, e provavelmente era seu irmão a zombando.

- HORA KOHAKU ...- Sango chegou na sala – SABE QUE EU Nã...- Ela abaixou o tom de voz ao olhar para Kuranosuke.

- Deixarei os pombinhos a sós! –Kohaku viu que Kirara também observava a cena, então pegou a gata no colo – E você também! – Ele sorriu amarelo, a gata não pareceu ficar muito feliz. Kohaku (segurando Kirara) saiu da sala.

- O..olá Sango! – Kuranosuke sorriu.

- Oi, Kuranosuke! – Ela sorriu ainda um pouco corada – Sinto muito pela besteira que meu irmão falou!

- Tudo bem! Se ele ainda acha que nós temos algum sentimento um pelo outro eu não ligo! – Kuranosuke sorriu. Sango se sentou no sofá ao lado dele.

- Quer alguma coisa? Chá, biscoitos, pão, ...- Ela ia continuar, mas ele a cortou.

- Eu quero conversar, só isso! – Ele sorriu, Sango corou mais, ela estava um pouco nervosa sobre o que Kuranosuke queria falar com ela. Queria esquecê-lo. E como queria...

- Então...pode falar! – Ela ainda dizia nervosa.

- Sango...- Ele pegou as mãos dela – eu queria...queria te pedir...perdão!

- Mas Kurano...- Ele a cortou.

- O que eu fiz foi errado! Você sabe disso!

- Mas você já me pediu desculpas antes! E sabe que eu te perdoei!

- Não, você não me perdoou, não da maneira que eu queria! – Ele dizia sério – Sango...eu ainda gosto muito de você! E...você sabe disso! Mas por favor Sango...volte pra mim!- Sango tirou suas mãos das dele.

- Você sabe muito bem que isso eu não sou capaz de fazer!

- Mas se já disse que me perdoa, por que não posso voltar pra você?! A minha Sango! - Ele então se aproximou mais dela.

- Po...porque não!

- Sango,...mesmo você dizendo isso, saiba que eu ainda não desisti de você! – Ele a puxou pela nuca e a beijou. Neste momento, Kohaku apareceu na sala e somente presenciou a cena do beijo. Ele não teve duvidas, sua irmã havia voltado a namorar o Kuranosuke. Ele, então, foi para o seu quarto.

Aquele beijo deixou Sango muito aflita. Mal podia acreditar que Kuranosuke havia só voltado pro Japão pra poder ficar com ela. Ela não correspondera ao beijo, e poucos segundos depois ela o empurrou pra trás e deu tapa na cara dele.

- Kuranosuke. Sabe que eu não te quero mais! – Ela disse brava.

- Ma...mas por que Sango? Não me diga que...- Ele fez uma pausa...- você gosta de outro garoto não é?

- Não é bem isso...

- É aquele garoto de cabelos curtos...que tomou lanche conosco hoje, né? O Miroku! – Sango levou um choque.

- Não, que isso! Eu e o Miroku...claro que não! – Ela riu seu graça – E como foi ficar lá na Espanha? É bom? – Sango tentava desconversar, mas Kuranosuke não estava querendo mudar de assunto. Ele se levantou.

- Saiba que ainda não me convenceu a desistir de você! Mas agora tenho que ir embora! Tchau, minha futura Sango.

Sango se levantou sem graça e abriu a porta para que Kensuke saísse. Ela nem ao menos fez questão de se despedir. Sabia que era impossível ficar com Kuranosuke. Jamais esqueceria do que ele lhe fizera.

Ela se jogou no sofá e desatou a chorar. Ficou assim por alguns minutos. Estava muito confusa. Sobre Kuranosuke ter aparecido, sobre seu passado, o dia da morte de seus pais, Miroku... Chegou até a comparar Miroku com Kuranosuke.

Ela levantou em um sobressalto. Como podia comparar um a outro Miroku podia ser pervertido, mas nunca faria o que Kuranosuke a fez. Nunca...

Sua cabeça estava cansada. Ela precisava falar com alguém. Alguém que soubesse da tragédia de seus pais. Resolveu então chamar Kagome.

Ela, neste momento, conversava com Miroku na sala da casa dele:

- Puxa, que enrascada que você e ele se meteram! – Miroku falou.

- Eu sei! – Ela suspirou – Aposto que todo o céu e inferno já sabe! E agora...eles atacaram Inuyasha.

- Kagome, você sabe o que aquela demônia disse pra ele?

- Não faço idéia! Só sei que quando ela falou, ele pareceu muito espantado! – Eles ficaram em silencio um momento, até que Miroku resolveu falar.

-...Droga!

- Que foi? – Kagome perguntou.

- O Inuyasha não pode dormir!

- Como assim, não pode? – Ela perguntou assustada.

- É que ele vai acabar tendo pesadelos!

- Mais ele só caiu no sono! Não pode ter tido um pesadelo!

- Kagome...eu não sei, mas talvez isso faça parte da pena de Inuyasha.

- Como assim? Eu, não estou entendendo!

- Sabe, desde pequeno, Inuyasha sempre tinha pesadelos.

Flash Back (contado por Miroku):

Começou quando ele havia acabado de fazer 3 anos. Desde então, todo noite era a mesma coisa:

- MAMÃE! – Ele gritou chorando. Eu acordei com o grito dele (já que dormíamos no mesmo quarto)

- Calma, o que foi querido? – Minha tia Izaoy foi falar com ele, o abraçando.

- Tive...um pesadelo! – Ele choramingou.

- O que foi Izaoy? – Perguntou Inuytaisho.

- Ele teve outro pesadelo!

- Mas...isso já acontece a 10 dias noites seguidas! – Ele falou alto.

- Calma querido, vai ficar tudo bem! – Izaoy disse pra ele.

E esses dias foram passando, e os pesadelos de Inuyasha não paravam. Chegaram até a levá-lo ao psicólogo, mas nada especificava o porquê daquilo.

Certo dia, quando ele tinha 10 anos, ele não gritou a noite. Nossa, como minha tia e meu tio ficaram felizes. Quando ele levantou de manhã, eles perguntaram como ele tinha dormindo e se tinha tido pesadelos. Mas para a infelicidade deles, não veio a resposta que eles queriam:

- Bom...decidi que não vou mais atormentar ninguém a noite só por causa desses pesadelos bobos! – Ele sorriu.

Certa vez, ele decidiu que não dormiria nunca mais.

- O que está fazendo Inuyasha? – Perguntei a ele referindo ser meia noite e ele fazer pipoca.

- Acabei de decidi que nunca mais vou dormir! Vou ficar acordado pra sempre! – Ele tirou a pipoca do microondas.

- Tem certeza que é uma boa idéia?

- Absoluta! Assim, aquele tal de Naraku nunca mais vai me chatear! – Ele pegou a pipoca e foi pra sala assistir televisão.

E foi assim por 3 dias. Porém, na manha do quarto, ele acabou dormindo na aula. Eu tentava acordá-lo de qualquer jeito, mas não conseguia:

-Hum...- Eu me virei pra carteira de trás e o vi dormindo - Acorda Inuyasha! Acorda ou o professor vai...hã?! – Eu o cutucava. Percebi que ele suava frio na aula, tremia, franzia a testa e dizia coisas que eu não entendia – Acorda Inuyasha! – Eu o chacoalhei. De repente o professor chegou.

- O que se passa aqui?! – Ele disse em tom bravo – Hora! É uma sala de 6ª série e ainda acontece isso! Acorde agora senhor Inuyasha! – A sala inteira começou a dar risada, mas eu estava muito preocupado – Acorde Inuyasha! –Ele o chacoalhou e nada, foi ai que ele percebeu o que eu também percebi - ACORDE! – Porém, nada aconteceu – Oh céus, o que ele tem? – O professor olhou pra mim.

- Não sei! – Disse assustado. A sala começou a se preocupar também, e as risadas foram diminuindo uma a uma – Acorde Inuyasha! – Eu ainda o chacoalhava. A menina que sentava atrás dele o chacoalhou também. Mas nenhum sinal diferente.

- Vamos, acorde garoto! – Disse a menina atrás dele. De repente a sala se encontrava em um coro dizendo "Acorda Inuyasha!". Eu, o professor e a menina ainda o chacoalhávamos. Um menino então pegou um copo de água e jogou nele, só assim ele despertou.

- NÃO ME MATE, POR FAVOR! – Ele gritou, foi o suficiente para deixar a sala, eu e o professor assustados. Ele respirava ofegante, e pôs a mão sobre seu peito – De novo! Por que...por que isso acontece comigo?! – Uma lágrima escorreu no rosto dele – Por que não me deixa em paz?! POR QUE NÃO ME DEIXA AO MENOS NÃO DORMIR?!

A sala ficou estática diante de seu comentário. Inclusive eu.

Ligaram para a casa de meus tios os chamando para a diretoria, eu estava junto de Inuyasha quando meus tios chegara,. Mas, ao invés do professor e o diretor ficarem bravos, eles se preocuparam com ele. Afinal, ninguém ficava daquele jeito quando dormia, principalmente na aula. Minha tia começou a chorar, e Inuyasha estava decepcionado consigo mesmo.

Porém, foi uma surpresa maior, quando descobrimos que ele também tinha esses pesadelos quando cochilava, ou simplesmente fechava os olhos por muito tempo.

Quando tínhamos 14 anos, na hora do recreio, estávamos brincado de verdade ou desafio. O desafio de Inuyasha, foi fingir dormir dentro do banheiro das meninas. Ele então entrou lá. O certo era ficar 2 minutos, mas isso se estendeu por 10. Todos estavam zoando, dizendo que ele tinha gostado de ficar ali. Até eu zoei no começo. Mas depois de um tempo, ele não voltava. Quando entramos lá dentro, tinha várias garotas ao redor dele o acudindo.

Perguntei a uma garota o que havia acontecido. Ela respondeu que ele havia se deitado no chão, dizendo que ninguém de lá podia saber que ele estava fingindo. Elas riram. Então uns 10 segundos depois, começou o pesadelo.

Ele mais uma vez tremia, franzia a testa e suava. Mas naquele dia, finalmente entendemos o que ele falava:

- Não, não vou matá-la!.. Não quero matá-la!...Me deixe em paz...por favor...ME DEIXE EM PAZ!

- Tá tudo bem? – Uma garota perguntou.

- Não...- Ele pôs a mão no estomago – Ainda sinto aquele chute! – Ele respirava ofegante.

A partir daí, decidi saber quem era Naraku. Mas, tudo que soube foi que, ele era um demônio do inferno, e nada mais.

Fim do flash back.

- Várias foram as vezes que ele acordava no meio da noite. Dessa forma, ele tinha 4, 5 pesadelos. Acordava dolorido, já que você sabe Kagome, que coisas feitas por um demônio em um sonho...

- Trazem efeito real quando acordam! – Os olhos da garota começaram a lacrimejar – Como...puderam...fazer isso com o meu Inuyasha! – Ela começou a chorar – Ele sofrendo todo esse tempo...que droga! – Ela pôs as mãos no rosto.

- ...Hum! agora que eu me lembrei! – A garota levantou o rosto – Kagome! Esse era o nome! – Ela se espantou – Várias vezes em seus sonhos ele dizia seu nome! – Ele sorriu – Tinha me esquecido!

- Meu...nome...- De repente o celular de Kagome começou a tocar. Ela olhou no visor, e era Sango – Alo?

- Kagome...- A garota dizia do outro lado da linha fanhosa.

- Sango?! – Kagome se assustou com a voz da garota – O que aconteceu? – Ela olhou para Miroku, este pareceu preocupado.

-Você pode vir aqui...por favor?

- Claro! – Ela olhou pro relógio, eram 8 horas - Mas vai ter que ser pra dormir! Algum problema?

- Nenhum!

- Já estou indo! – Kagome se levantou.

- Me desculpe!

- Que isso! Fez bem em me ligar!

-...Obrigada! – E Sango desligou.

- Bem Miroku, tenho que ir embora!

- Ma...mas o que a Sango queria? – Ele perguntou preocupado.

- Ela não falou. Mas ela quer falar comigo hoje!

Kagome ligou para sua mãe falando para ir buscá-la para levá-la na casa de Sango. Pediu também para pegar suas roupas, escova de cabelo, de dentes, em fim...tudo.

Eram 9:30 quando Kagome chegou na casa de Sango. A garota ainda tinha os olhos avermelhados por causa do choro. Ela pois suas coisas no quarto de Sango, que agora tinha uma cama pronta.

As duas então foram pra sala, se sentaram no sofá e começaram a conversar:

- Então Sango, o que queria falar comigo? – A garota então começou a chorar e soluçar, Kagome então a abraçou – Calma! Não precisa falar se não quiser!

- Não...eu preciso de sua ajuda! – Sango olhou nos olhos da amiga – É...sobre o Kuranosuke!

- Kura...nosuke? por um acaso, você gosta dele?

- Não, é que...- Ela soluçou novamente – Naquele dia em que contei tudo sobre meu passado pra você, esqueci de um detalhe. Não achei que fosse importante, pois achei que Kuranosuke não iria voltar, mas...

- Mas?

- Kuranosuke era meu namorado! – Kagome se espantou.

Continua...

N/A: Aqui, mais um cap
Bem, o 19 jah tah pronto, mas vou ver c ele tbm naum precisa d alterações (esse sofreu algumas )

As reviews:

Lory Higurashi: Acho q consegui diminuiri a curiosidade sobre o Kuranosuke, (ou será q naum??) O cap 18 jah tah aki ! Bjos (PS: talvez um dia ele melhore :D)

Agome chan: Bem, quanto ao que o Inuyasha vai fazer, pode ficar tranqüila, que por enkuanto ele naum vai terminar com a Kagome! Mas quem sabe mais tarde...bem naum sei! Quanto ao povo lah d cima, logo logo eles vaum aparecer! Mas por enquanto ficaram bem quietinhos! Agra o Bankotsu...ele parece ter seus segredos...logo logo vc vai descobrir quais! Tah aki o cap 18! Espero ter resolvido suas confusões! Kissus

dessinha-almeida: Bom, nesse cap a Rin jah soube sobre o Kouga, quanto ao Sesshomaru, vai demorar um pouco mais! Espero q tenha gostado desse cap! Bjos

oikik-chan: Naum sei c deixei menos ou mais confusa com esse cap! Mas lhe garanto que o Kuranosuke naum eh lah flor que se cheire! Aqui tah o cap! Dps vc me fla c te deixou mais ou menos confusa, ok? Bjinhos!

jessie-love-sama: Esse cap fla um poukinho sobre ele aqui! Mas no próximo ira aparecer mais coisas! Bjux

kagome-higurashi-star:- O.O Tah! O cap jah tah aki! Naum precisa fikr brava, ok? Bjokas