Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.

Entre o Céu, a Terra e o Inferno

Capitulo 19 – Revelações e Confissões: Parte II

- Co...co...como? – Kagome tentava entender a noticia que Sango havia lhe dado – Seu namorado? Mas...quando...e por quê?

- ...Kagome...é que...

- Ma...mas você disse que ele e você nunca tiveram nada!

- Não gosto de falar que tivemos, porque se não, ele acaba achando que tem chances de voltar comigo, o que nunca vai acontecer! – Ela disse com convicção.

- Ma...mas o que aconteceu pra você ficar tão abatida assim? Por um acaso ele te fez algum mal? – Kagome perguntou.

- Acho, que seria melhor se eu contasse do começo...

Flash Back (contado por Sango):

Bem Kuranosuke e eu sempre nos conhecemos. Éramos primos de segundo grau e a família dele sabia muito bem sobre o incidente de meus pais, todos menos ele, já que eles achavam que ele era muito pequeno. Ele sempre havia sido criado com muitos mimos e paparicos, portanto acabou virando um menino muito mimado quando pequeno. Eu o detestava. O menosprezava. Isso, porque ele tinha tudo o que ele queria devido aos pais, cuja ele dava pouco caso. Eu, que queria os pais que ele tinha, sentia inveja de sua felicidade. E (por ironia do destino) ele acabou sendo meu vizinho.

Depois que eu conheci Miroku, comecei a me sentir mais feliz, mais viva. E (apesar de gostar muito dele) queria arranjar um namorado logo, pressa de criança.

Miroku me incentivava. Dizia que era muito bom eu ter alguém pra gostar, e tudo o mais. Inuyasha dava pequenos conselhos, mas nada muito sério até então. Até que os dois começaram a encher minha paciência. Diziam que eu ia morrer B.V. se continuasse daquele jeito. Lógico que eu sabia que era brincadeira, mas mesmo assim me irritava.

Certo dia, eu e Miroku estávamos conversando sobre esse assunto, até que ele falou:

- Cuidado Sango, você poderá ser acertada por uma flecha de cupido!

- Quanta bobagem Miroku! Isso não existe!

Curiosamente (naquele mesmo dia), quando eu estava voltando pra casa, acabei trombando com Kuranosuke e (por alguma razão inexplicável) acabei me apaixonando por ele. Mas paixão boba mesmo, tipo flecha de cupido.

Passou-se pouco tempo, e logo eu tive com ele meu primeiro beijo. Passado mais um mês eu e ele começamos a namorar. Estávamos praticamente encantados um pelo outro. Eu faria qualquer coisa por ele naquela época. Mas achava extremamente injusto o que a família dele fazia. Escondia dele meu passado.

Ele achava que eu tinha perdido meus pais em um acidente de carro, e que meu hematoma na perna e no braço, eram todos derivados do acidente. Por esta razão, ele raramente pedia para seu pai me levar pra casa de carro, com medo de eu ter algum trauma, ou algo assim.

Eu queria acabar com aquilo, e queria muito. Então, o chamei pra conversarmos e tomarmos sorvete. Entre uma colher e outra, acabar falando sobre quase tudo o que aconteceu, so escondi a parte da criatura sombria dos céus, isso era capaz de fazê-lo ter medo (já que ele morria de medo de fantasmas).

Eu esperava qualquer reação da parte dele: Alegria por saber de minha coragem na hora do assalto, ou na hora de contar a ele. Pena, por eu ter perdido meus pais de maneira tão brutal. Susto, por saber da verdade. Ou raiva, por termos escondidos isso dele.

Mas para a minha surpresa, nenhuma dessas reações aconteceu. Bem...a raiva apareceu, mas não pelo motivo que achei que apareceria:

- Fraca! – Ele disse.

- Co..como?

- Você...não teve capacidade de ter salvado seus pais! – Naquela hora levei um choque. Achava que o que ele falara era verdade. Me senti péssima, inútil e culpada – VOCÊ FOI UMA DAS RESPONSÁVEIS POR MATAR MEU TIO E MINHA TIA! – Ele gritou e saiu da mesa. Ele deu alguns passos e saiu correndo. Eu me levantei chorando muito. Sentia meu coração estraçalhado em mil pedaços. Tentei correr, mas não consegui. Acabei tendo uma vertigem muito forte e desmaiei.

Quando acordei, já estava no hospital. Uma enfermeira veio me atender. Ela perguntou o que tinha acontecido, e eu só consegui chorar e soluçar. Ela então pediu o telefone de meus pais, isso só me fez chorar mais.

Depois de muito chorar, consegui dizer o telefone da minha tia. Ela, mais que depressa, veio me buscar pra eu ir pra casa.

Passei um ano me remoendo de culpa. A única hora do dia em que isso não acontecia era na hora do recreio, em que Miroku e Inuyasha estavam comigo. Mas mesmo assim me doía, doía muito lembrar das palavras de Kuranosuke.

Até que um dia ele apareceu ajoelhado na porta de minha casa, me pedindo perdão. Dizendo que o que ele dissera era besteira. Que ele tinha somente 13 anos que (como meninos se desenvolvem as lentamente que meninas) ele agiu sem pensar. Se próprio chamou de menino mimado, disse que se mataria se eu não o perdoasse.

Resolvi conceder meu perdão a ele. Ele parecia estar sendo sincero, e ainda gostava dele. Mas meu orgulho foi mais alto, e eu só permiti que fossemos amigos, qualquer coisa além disso era proibido.

Um ano depois ele se mudou para a Espanha graças ao trabalho de sua mãe. Fiquei muito aliviada, por não ter que agüentar mais ele morando ao meu lado, e ter que me lembrar daquelas palavras que ele dissera todo o dia. Já que, apesar dele ter me pedido perdão, ainda doía, e como doía.

Jurei a mim mesma que quando ele voltasse, teria o perdoado completamente, mas não voltaria com ele jamais.

Mas, quando ele voltou, ele queria mesmo era conquistar a minha paixão por ele, o que pra mim é impossível. Tanto, que hoje ele me beijou.

Fim do Flash Back

- Kagome..- Sango começou a chorar novamente – Eu não quero voltar com ele! Por que ele não entende isso?! – Kagome abraçou a amiga de novo.

- Calma Sango, vai ficar tudo bem! – Sango afundou seu rosto no peito de Kagome, assim a molhando – "Agora sei porque ela tem medo de confessar o que aconteceu para Miroku! Ela tem medo de...se machucar de novo!" Sango... – Ela ainda chorava – vai ficar tudo bem, eu prometo!

Sango ainda chorava muito. Chorou tanto que eram 11 horas da noite quando parou, e em seguida dormiu. Kagome pediu ajuda para a tia de Sango, para a ajudarem a levar Sango para o quarto (que era no cômodo ao lado). Esta dormiu a noite inteira, devido ao cansaço emocional que havia recebido naquele dia. Não naquele, como desde que perderá seus pais.

Na casa de Inuyasha, este tinha mais um pesadelo:

- Mate-a!

- Que...quem disse isso? – Ele perguntava. Estava em uma floresta escura. Com sangue nas mãos e em sua espada.

- Mate-a!

- Nã...eu não quero!

- Mate-a!

- Pare! – Ele gritou.

Viu um vulto andar por entre a floresta. Inuyasha o seguiu. Queria acabar logo com aquilo. Sabia que era um sonho, mas também, sabia que não podia acordar até que tivesse chegado ao fim. Esse era o seu maior desafio.

O vulto chegou a um corpo desfalecido perto do riu. Era Kagome. Ela estava com as asas cortadas, vários cortes no corpo e cheia de sangue. Inuyasha teve terror. Ver sua Kagome naquele estado era horrível, mesmo ele sabendo que era só mais um pesadelo. Ele foi até ela. Largou sua espada e levantou sua cabeça. Mas ele viu sua imagem no riu. Estava diferente. Com olhos vermelhos e caninos maiores. Notou também que suas garras eram mais afiadas. Ele se levantou assustado. O que era aquilo afinal?

- Uma visão do futuro! – Disse o vulto que começava a ganhar forma. Inuyasha a reconheceu.

- T...Tsubaki?! – Ele perguntou assustado.

- Preguiça! – Ela afirmou – Agora vamos acabar logo com você, demônio! – Ela levantou um espelho, e deste saiu uma cobra, que atacou Inuyasha no ombro. – Doendo? – Inuyasha se ajoelhou no chão – Parece que sim! – Ela sorriu sarcástica. Mandou outra cobra, essa atingiu seu estomago. Inuyasha vomitou sangue – Oh! O demoniozinho está ficando cansadinho? – Ela levantou o espelho novamente, e deste saiu uma terceira cobra que atingira seu coração, desta vez, Inuyasha acordou.

- AH! – Ele acordou ofegante. Viu os lençóis cheios de sangue e ele não conseguia mover seu ombro direito, havia uma grande dor no peito. Miroku logo acordou.

- Que foi Inuyasha, está tudo bem?! – Ele por uma mão nas costas dele, porém Inuyasha começou a vomitar sangue – Ai meu Deus! Inuyasha! – Ele ainda vomitou mais um pouco de sangue e parou. Miroku pôs a mão em sua testa, e depois na de Inuyasha. Notou que ele estava muito febril.

- Eu...estou bem Miroku, não se preocupe! – Ele disse rouco.

- Que bem nada! – Ele disse nervoso – Vou ligar pra ambulância, não, não! Eles iriam fazer perguntas que eu não sei responder! Então vou chamar o Kouga, não, seria pior! Ai meu Deus, O QUE EU FAÇO?! – ele se perguntava.

- Você...nunca foi bom em tomar decisões,... Miroku! – Inuyasha ainda estava rouco, e fazia pausas entre as palavras. Então, ele arregalou os olhos, pôs a mão na boca, mas não adiantou. Vomitou mais sangue.

- Oh céus! – Ele se desesperou - Já sei!

Miroku se transformou em um anjo, abriu um portal e foi para o céu. Lá, ele procurou por Kouga em vários lugares. Mas não o encontrou. Resolveu então perguntar para Bankotsu onde ele estava, este disse que ele estava ocupado no momento.

Miroku não viu outra escolha, teve que pedir ajuda para uma ultima pessoa. Abriu o portal e foi para a casa em que ela estava:

- KAGOME! – Ele gritou, e a garota deu um pulo da cama. Ela observou a imagem de anjo em cima de seu colchão (que estava no chão) e se assustou com a preocupação do anjo.

- Miroku, o que aconteceu? – Ela disse preocupada.

- Te explico no caminho, agora me dê sua mão! – Ele estendeu a mão para Kagome, ela a pegou. Ele abriu um portal, mas reparou que não poderia entrar com uma humana. Resolveu tomar medidas mais extremas – Sua nas minhas costas! – Ele se agachou e se arrumou para que Kagome subisse ali. Esta assim o fez. Ele então saiu pela janela e voou o mais ato possível para que ninguém a visse.

- Miroku, agora me diga, o que aconteceu?

- O Inuyasha esta muito mal! Acordou vomitando sangue e com muita dor no peito, parece! – Ela se chocou.

- Fo...foi por causa de um pesadelo, não é?

- Sinto em lhe dizer que sim!

- Mas porque me chamou Miroku, não posso fazer nada!

- Você já foi um anjo da cura, não foi?

- Fui mas...

- Então! Basta usar seus poderes no Inuyasha!

- Mas como Miroku, se estou em forma humana!

- Eu li em um livro uma vez, que isso é extremamente possível! Basta você se concentrar, e tudo dará certo!

- Se você diz...

Eles finalmente chegaram na casa de Miroku, entrando pela janela do quarto. Ao verem o estado de Inuyasha, Miroku percebeu que ele piorou. Ele puxou a camiseta de Inuyasha, e pode ver grandes hematomas vermelhos pelos lugares e que a cobra havia o atacado, suava e mantinha os olhos fechados. Inuyasha agora tremia muito. Estava com uma mão sobre seu ombro e a outra sobre seu coração. Vomitou mais um pouco de sangue, e agora, suava muito.

- Inuyasha...- Kagome sussurrou. Não poderia acreditar no que seus olhos viam. Queria que aquilo fosse um pesadelo, mas não era.

- Vamos Kagome, use seu poder de cura nele!

Kagome, sem dizer mais nada, foi em direção dele, estendeu suas mãos pelo corpo dele (como sempre fazia) e usou toda a sua força para que saísse alguma luz, qualquer luz, mas nada aconteceu. Ela tentou novamente, nenhum sinal. Foi para a terceira tentativa, em vão.

Ela então começou a chorar. Chorou desesperadamente. Ainda tentava fazer alguma coisa, mas sem sucesso. Miroku, vendo que aquilo não daria em nada, tentou se aproximar. Ele pôs uma mão no ombro de Kagome e o apertou:

- Não posso curá-lo, mas posso ajudá-la a curar! Vou passar meus poderes temporariamente pra você! Assim você vai curá-lo! – Ela o olhou nos olhos – Prometo!

Ela então respirou fundo, estendeu sua mão sobre Inuyasha e tentou novamente. Dessa vez, a luz branca de sua mão apareceu. Ela estendeu a outra mão sobre Inuyasha, que agora estava melhorando. Seus hematomas haviam sumido, e sua dor para lentamente. Ele agora respirava normal, e sem problemas.

Então ele abriu os olhos:

- Inuyasha...- Kagome lacrimejava.

- Kagome, estava...chorando? – Ele disse preocupado.

- Inuyasha! – Ela pulou em cima dele (quase o fazendo cair) e o abraçou. Não podia decifrar a alegria que sentia.

- Ca...calma Kagome! – Ele retribuiu o abraço - Po...por que esta chorando?

- Como porquê? Você quase acabou de morrer Inuyasha! – Ela o olhou nos olhos – E...como nunca me contou cobre isso antes?!

- Se contasse, você só ficaria preocupada, e não adiantaria nada!

- Parabéns Kagome, conseguiu salvar meu priminho! – Os dois olharam para Miroku, que tinha um sorriso de orelha a orelha.

- Não me chamar de priminho Miroku! – Inuyasha disse irritado.

- Não conseguiria sem sua ajuda Miroku! – Ela sorriu.

- Que ajuda? – Ele perguntou debochado.

- Hora, como assim 'que ajuda'? Quando você pôs a mão sobre meu ombro e transferiu seus poderes pra mim!

- Kagome, isso é impossível, se esqueceu? – Ela pareceu ter acordado, realmente, nenhum anjo podia transferir poderes a um humano.

- Então...quer dizer que...- Ela respirou fundo.

- Muito obrigado Kagome! – Inuyasha agradeceu – E a você também Miroku!

- Hora, de nada! – Miroku sorriu. Kagome abraçou Inuyasha mais forte. – É melhor você ir Kagome, se não, você vai acabar deixando Sango preocupada! São... – Miroku olhou no despertador – 6 e meia, e Sango acorda cedo!

- Certo! – Ela se levantou da cama – Tchau, Inu... – Mas ela fora interrompida pelos lábios de Inuyasha, que se uniram aos seus. Eles se beijaram como se fosse a ultima vez.

- Sabe... – Ele pigarreou – Odeio segurar vela! – Eles param, Kagome estava levemente corada.

- É melhor irmos Miroku! – Ele se agachou e ela subiu nas costas dele. Porém, dessa vez ele não resistiu, e acabou apertando o traseiro de Kagome – Inuyasha, se cuida! ... SEU HENTAI! – Ela, mais que depressa, se jogou pra trás e caiu feio no chão – Au! – Ela disse se sentando e massageando as costas.

- Mi...ro...ku! – Inuyasha o olhou com extrema fúria. Podia-se ver o inferno inteiro nos olhos de Inuyasha.

- C...calma priminho...e..eu não fiz nada!

POW! PAFT! SOCK! TAFF! PAFT! STUFF! SOFT! PUFF! STOCK!

- Doeu…priminho! – Miroku dizia quase inconsciente.

PAFT!

- NÃO ME CHAME DE PRIMINHO MIROKU! – Inuyasha reclamou.

Neste momento, o inferno, Kagura (ou Luxuria) caminhava por entre as chamas. Havia algo a perturbando. Mas era difícil de saber o que era, se demônios raramente se abriam com outras pessoas.

Ela caminho até encontrar Sesshomaru, que estava encostado em uma arvore:

- O que faz aqui Kagura? – Ele perguntou.

- O que quer fffalar som o sssenhor SSSessshomaru? – Jaken perguntou.

- Quem foi que disse que eu queria falar com ele? – Ela perguntou debochada.

- Se não quer falar comigo, então por que ainda está aqui? – Ele a olhou frio.

Seus olhos se colidiram. Kagura ainda podia se lembrar quando fora a primeira vez que Sesshomaru a olhou daquele jeito. Sentiu um pouco de remorso no peito. Quem sabe tudo fosse diferente se ela não tivesse sido escolhida. Quem sabe ele agora estaria menos frio e mais sarcástico, e ela estivesse em seu lugar. Quem sabe eles ainda fossem amigos.

- Não tenho culpa se você não foi escolhido! – Ela disse confiante.

- Eu nunca disse que a culpa era sua. – Ele a olhou superior – Você que subjuga essa culpa como sua. Eu não tenho nada a ver com isso. Se tem se sentido sozinha e rejeitada, olhe para si mesma e me responda; quando foi que a culpa era sua. – Ela se chocou – Se não temos mais nenhuma amizade, é porque demônios não tem amigos! – Ele disse frio.

- Co...como não?! Todas as criaturas no universo tem alguém com quem confiar!

- O inferno, é lar de seres que se tornaram ser malignos. Vieram para cá devido a um péssimo exemplo na Terra. Podíamos ter escolhido um caminho diferente, mas não quisemos. Essa é a pena, viver em um mundo onde fazemos o que sempre gostamos, mas devemos viver um mundo sozinho, sem ninguém.

- Enquanto a demônios como eu e você, que foram concebidos aqui! Que nasceram, não porque quisemos, mas sim porque fomos obrigados! – Ela ressaltou um pouco sua voz.

- Nascemos com o destino de viver sozinhos. Somos diferentes dos anjos, que após ter um ótimo comportamento na terra, se tornam bebezinhos no céu. Aqui, os que nascem do ventre de uma demônia, tem as mesmas obrigações de qualquer demônio daqui.

- Como pode ser tão frio, Sesshomaru! Demônios também tem sentimentos! Assim como...

- O Inuyasha? Aquele imbecil quis se apaixonar por um anjo porque quis! E meu pai, outro idiota!

- E você Sesshomaru?! Se apaixonou por uma humana por que quis? – Ela debochou irritada.

- Isso, não é da sua conta. – Ele voou para longe da vista de Kagura. Está viu o pequeno ser verde se desesperar e sair correndo atrás de Sesshomaru.

Kagura começou a andar sem rumo. Pensou em como era antes, quando ela e Sesshomaru eram, de certa forma, amigos. O que no inferno era difícil. Pouco se ouvia alguém chamar outro demônio de 'amigo'.Ela mesma, quase nunca chamou algum demônio de amigo.

Talvez, Sesshomaru estivesse certo. Talvez, os demônios nascessem somente com o intuito de matar pessoas. Ela não queria isso. Queria ser livre.

Ela queria fazer alguma coisa. Queria que todos os demônios estivessem uma escolha. Ser ou não ser demônios, pra muitos era uma pena. Porém, para seres como ela, era uma injustiça. Ela sabia quem muitos demônios estavam lá contra a vontade, que nasceram de um ventre de um demônio, e que por isso, viviam tendo que matar humanos que muitas vezes não mereciam. Não que ser demônio fosse ruim, ela mesma gostava da vida. Mas se pudesse, ela preferia outra coisa.

Mas não podia mudar. Se quisesse, teria de ser uma decisão de todos os 7. E ela sabia que nenhum deles iria querer. Principalmente Orgulho, que era o "chefe" deles.

Ela parou. Sentiu uma brisa sobre sua face:

-"As vezes, só as vezes...queria ter nascida humana!" – Ela pensou. Mas logo teve um arrepio – O Orgulho está me chamando! – E ela foi embora.

Depois de muitas discussões, Miroku levou Kagome de volta para a casa de Sango. Lá, ela optou por não dormir, já que mesmo que tentasse, sabia que não conseguiria. Então ficou sentada no colchão o qual dormira antes, pensando:

-" Isso foi...muito injusto! Como puderam fazer tamanha crueldade com o meu Inuyasha? Não deixá-lo dormir! Que tipo de...de...demônio faria isso!" – Kagome começou a chorar, o que fez Sango acordar.

- Kagome, já acordou? – Ela se sentou na cama, mas percebeu o estado emocional em que se encontrava a amiga. Ela se assustou – Kagome! – Sango foi em direção a ela e a abraçou – Calma, o que aconteceu?

- Nada Sango! – Ela mentiu, pensou rápido em uma desculpa, por fim deu a primeira coisa que veio a cabeça – Foi só um pesadelo!

- Que tipo de pesadelo? – Sango perguntou.

- Um terrível pesadelo!

- Sabe...o Inuyasha costuma ter pesadelos também! – Isso fez Kagome chorar mais.

- Fiquei sabendo...- Ela e soltou de Sango, e enxugou as lágrimas.

- Bem...vamos tomar café?

- Claro! – Kagome conseguiu sorrir. Mas estava com muita raiva.

As duas foram para a sala de jantar. Lá tomaram o café da manha.

Enquanto isso, Inuyasha tomava um leite enquanto Miroku só o olhava:

- Como consegue tomar 3 copos de leite, e ainda comer 2 pães com copa, toda a manha, sem engordar? – Miroku perguntava.

- Vai saber! – Disse Inuyasha depois de tomar o ultimo gole do copo.

- Você não engorda de ruim, isso sim! – Miroku debochou.

- Pra um ex-demônio, isso seria um elogio! – Inuyasha deu uma mordida no pão. Miroku começava a pensar.

- "E agora? Como vou sabe se o Kuranosuke ainda é namorado da Sango?" – Ele pensou – "Já sei, é só eu perguntar pro Kohaku! Mas tem que ser uma hora em que a Sango não esteja em casa!"

- Bem, hoje é sábado e não tem nada pra fazer. Será que a gente não podia sair com as meninas?

- Grande idéia Inuyasha! – Miroku sorriu, Inuyasha estranhou.

- Não sabia que gostava tanto assim da Sango! – Ele zoou.

- Idiota! – Miroku sussurrou – Bem, é o seguinte: você vai convidar a Kagome e a Sango pra sair, ou melhor ainda, você vai convencer a Kagome a convidar a Sango pra sair!

- Que?! Como assim? – Ele perguntou assustado, mas Miroku fingiu não ligar.

-...pra mim poder perguntar pro Kohaku se a Sango gosta de mim! – Miroku disse confiante.

- E como você quer que eu convença a Kagome a chamar a Sango pra sair junto com ela?

- Dá um jeito! - Miroku respondeu.

Duas horas depois, Inuyasha ligava para Kagome:

- Se eu não ligar, é capaz do Miroku me matar...Alo?

- Alo? Inuyasha, é você?

- Sou sim! Sabe eu... – Ele ia continuar, mas ela o cortou.

- Já esta se sentindo melhor, ou ainda esta machucado?

- Não, eu estou bem, e obrigado por perguntar! Mas eu te liguei pra pedir um favor!

- E qual seria?

- Bem...por alguma razão, o Miroku quer ir falar com o Kohako, e ele não quer que a Sango esteja ai! Então, ele quer que você dê um jeito de sair com a Sango!

- Bem...não sei se isso vai dar certo!a Sango não esta se sentindo muito bem...

- Por favor Kagome, é só desta vez! Se não, o Miroku vai ficar enchendo a minha paciência!

- Ok, ok...vou ver se dou um jeito!se eu conseguir eu te ligo!

- Ok

- Tchau!

- Tchau! – E ele desligou – Esse Miroku... – Inuyasha disse para si mesmo.

- E ai Inuyasha, já falo com ela?

- Já, já sim Miroku...

- Que bom! – Ele sorriu.

- Se ela conseguir convencer a Sango, ela nos liga!

- Certo...- Miroku deu um sorriso amarelo – E você vai comigo!

- O QUE?! – Inuyasha gritou espantado.

Na casa de Sango, Kagome tentava arrumar uma desculpa para sair com Sango:

- " Se minha mãe tivesse em casa dava até pra ir pra lá, mas ela ta trabalhando! Droga! Preciso arranjar um lugar!..." Sango? – Ela disse se referindo a garota entrar no cômodo.

- Quem era no telefone Kagome?

- Era...a minha mãe! Ela queria saber se eu tinha dormido bem! – Kagome sorriu – Sango, será que podíamos ir em alguma sorveteria?

- Claro que sim, mas porque?

- Hã...é que...estou com vontade de tomar sorvete, só isso! – Ela sorriu.

- Certo, tem uma perto da minha casa, se quiser...

- Ótimo, então vamos logo! – Ela sorriu.

As duas se arrumaram para ir para a sorveteria. Neste meio tempo Kagome ligava para Inuyasha avisando que os dois já podiam ir falar com Kohaku, mas que tinham de ser rápidos.

Poucos minutos de Kagome e Sango saírem de casa, Inuyasha e Miroku chegaram:

- Mas quem será a essa hora? – Kohaku se perguntava abrindo a porta – Inuyasha? Miroku?

- Oi Kohaku! – Disse Miroku – Nós...

- Sinto muito mas a minha irmã e a Kagome acabaram de sair, e eu não sei aonde ela foram não!

- Não se preocupe Kohaku, viemos aqui pra falar com você! – Disse Miroku.

- Comigo? – O garoto se perguntou.

Os dois entraram na sala, se sentando no sofá. Kohaku se sentou em uma poltrona a frente deles. Ele estava curioso para saber o que eles queriam falar:

- E então, o que que foi? Aconteceu alguma coisa de errado?

- Bom, queríamos saber se a Sango gosta de algum menino! – Perguntou Miroku.

- Hum...ultimamente ela tem ficado um pouco mais alegre que o normal, mas não sei se seria por causa de algum garoto! - Miroku soltou um sorriso, mas logo o desfez.

- E...ela tem falado sobre algum menino ultimamente? – Ele perguntou.

- Não muito...a Sango é um pouco fechada, principalmente em relação a esses assuntos. Mas ela conversa muito com a Kagome sobre isso, ela deve saber de alguma coisa!

- A Kagome não contaria! – Disse Inuyasha

- Hum...então pra ficar mais fácil, ela tem falado sobre mim? – Perguntou Miroku.

- Não, na verdade não! – Miroku se desapontou.

- Bem...e ela, tem falado muito...sobre... – Miroku iria falar, mas Inuyasha interferiu.

- Olha, a Sango ainda tem algum relacionamento com o Kuranosuke? – Inuyasha disse direto, afinal já estava se cansando com a demora do primo.

- Kuranosuke? – Kohaku perguntou – Não, acho que...- Mas ele se lembrou do beijo que vira no dia anterior – Espera! Ontem mesmo ele veio aqui pra tentar voltar com a Sango! – Miroku levou um choque – E...parece que ela aceitou!

- Como assim, parece? – Inuyasha perguntou desconfiado.

- Hora...eles se beijaram, nada de mais! – Kohaku disse simples, mas isso fez com que Miroku se estressasse.

- Se beijaram em?! – Ele disse sério. Mas neste momento, Sango e Kagome entraram na casa.

- Tem certeza Sango, que não existe mais nenhuma sorveria pro aqui? – Kagome insistia.

- Não perto da minha casa! Depois nós vamos pra lá!

- "Droga, porque justo hoje a sorveteria tinha que estar fechada?" – Kagome se perguntava.

As duas pararam quando entraram na sala e viram Inuyasha e Miroku sentados no sofá. Sango olhava-os confusa, afinal o que estariam fazendo em sua casa? Mas quando seus olhos cruzaram com os de Miroku, ela sentiu um frio na espinha. Ele nunca a havia olhado daquela forma, cuja ela não conseguia definir. Seria...irritado? Decepcionado? Ou seria ciúmes? Não sabia explicar, só sabia que tinha que falar alguma coisa:

- Mi...Miroku, Inuyasha? O que estão fazendo aqui? – Ela perguntou meio sem graça.

- Nós... – Inuyasha ia dizer, mas Miroku interferiu.

- Já estamos de saída! – Ele se levantou – Até depois Kohaku, tchau Kagome! – Ele disse sorrindo. Mas ao passar por Sango, a olhou meio fria – Adeus para sempre, Sango.

Ele saiu pela porte seguido de Inuyasha. Mas aquelas palavras fizeram Sango gelar, afinal porque ele havia a olhado daquela maneira? Sango se sentiu culpada, e seus olhos já davam sinais de que iriam desabar. Ela não agüentou, se ajoelhou no chão e começou a chorar, logo acudida por Kohaku e Kagome:

- Sango calma, o Miroku não fez aquilo por mal! – Kagome tentava inutilmente dizer algo, mas não pareceu alegrar a pobre moça ajoelhada no chão. Por fim Kagome se ajoelhou ao lado dela.

- Irmã, não fique triste, vai ficar tudo bem! – Disse Kohako colocando uma mão sobre o ombro de Sango.

- Não, o Miroku não é do tipo de homem que fica bravo com qualquer um por qualquer motivo! – Sango soluçou – Eu devo ter feito algo, eu devo...

- Kohaku, o que ele veio perguntar pra você? – Kagome questionou.

- Um monte de coisas, se a Sango estava apaixonada por alguém, se ela não havia comentado comigo, e se ela ainda namorava o Kuranosuke!

- Kuranosuke? – Kagome perguntou.

- Kurano...suke. – Afirmou Sango.

- E foi só eu responder que sim que ele já ficou bravo! – Disse Kohaku.

- "Miroku...você deve estar muito apaixonado pela Sango!" – Kagome pensou.

Enquanto isso, Miroku e Inuyasha voltavam pra casa. Porém Miroku andava em passos largos, o que fazia Inuyasha ficar pra trás:

- Ei...ei...EI?! MIROKU ME ESPERA! – Inuyasha saiu correndo até ele. Este se virou.

- Hora, ande mais depressa Inuyasha! – Ele disse meio irritado.

- Só porque você ficou irritado não quer dizer que eu tenha que pagar por isso! – Inuyasha retrucou – E também, tente se acalmar! – Inuyasha foi ao lado ele ofegante, e pôs suas mãos em seus joelhos.

- Ok, ok, eu vou mais devagar! – Miroku se acalmou um pouco – É, você tem razão, é melhor mesmo eu me acalmar!

- Também acho! – Inuyasha se levantou – E na minha opinião, você devia voltar lá e falar com a Sango.

- Não tenho nada pra falar com ela! – Ele disse sério, porém calmo – Só não sei porque ela me esconde as coisas! – Miroku olhou pro céu – Assim, até parece ela não confia em mim! – Ele sorriu e olhou para Inuyasha – Vamos?

- ...vamos! –

Eles saíram andando, mas aquele sorriso de Miroku não pareceu muito convincente, na verdade, ele sentia que Miroku estava muito decepcionado com Sango.

De repente Miroku parou no meio da calçada, se ajoelhando no chão:

- Miroku! – Inuyasha se preocupou.

- "Droga!" – Ele apertou sua mão esquerda sobre o braço direito – "De novo!" – Ele lançou um olhar de agonia, mas logo a dor passou, e Miroku retomou a compostura.

- Ta tudo bem Miroku? – Inuyasha perguntou preocupado.

- Tá, ta sim! – Ele sorriu – Foi só uma sensação estranha! – Ele sorriu sem grassa – "Alguém deve ter ido pro saibuso!" – Miroku pensou – Agora, vamos votar pra casa!

Ele seguiu andando com Inuyasha atrás, mas Inuyasha sentia que aquela estranha sensação de seu primo não era normal. Na verdade, não era nada normal.

Enquanto isso, no Inferno, Naraku conversava com Orgulho, e junto com eles havia mais uma mulher: Cabelos negros, olhos e cabelos compridos e negros, um batom púrpura nos lábios e uma pele branca:

- Está e a mulher, Kaguya! – Disse Naraku

- Certo, deixe-me ver... – Orgulho a olhava de cima a baixo, como se procurasse algum defeito. Mas percebeu que não havia nenhum – Hum...prefeita!

- Pra que me querem? – Ela perguntou ríspida – Quero voltar logo pro reino de Luxuria!

- É sobre isso mesmo que queremos falar! – Disse Orgulho – Por um acaso você aceitaria ter muito poder, muita força e ordenar um reino? – Perguntou ele.

- Hum...claro que sim! Isso é o que todos os demônios desejam, e eu sou um deles! – Ela sorriu.

- Certo, ela esta aprovada Ira! Bom trabalho! – Disse Orgulho – Mas agora eu tenho que ir embora! O resto é com você! – E ele foi embora.

- "Este homem, me é familiar!" – Ela ol olhou desconfiada.

- Ótimo Kaguya, ótimo! – Ele a olhou – Mas...o quanto você almeja isso?

- Muito!

- O bastante para que isso se realize?

- Claro! – Ela disse superior.

- Então, bem vinda ao Exercito dos 7, Kaguya!

- Hum...

- Você tem se superado muito ultimamente. Conseguiu até matar um Anjo, coisa que se é difícil de fazer. Tem concluído 98 a cada 100 missões que Kagura lhe oferece está indo muito bem, portanto quase todos nós do Exército dos 7 percebemos que você era perfeita!

- Como assim quase todos?

- Há uma pessoa que não sabe! Mas logo você saberá quem!

- Então, eu vou ser a líder do exército de Inveja, certo?

- Não, na verdade não! – Kaguya se espantou.

- Mas até onde eu saiba somente esse exercito carecia de um dono! Todos os outros já tem!

- E quem disse que você vai nos completar? Na verdade, você vai substituir!

- Substituir?

- Exatamente! – Naraku deu um sorriso de canto. Kaguya ainda estava confusa.

Neste momento, Orgulho voava pelo Inferno:

- Até que enfim achamos uma nova Luxuria! – Ele sorriu maliciosamente.

Continua...

N/A: Bom gente, aki tah mais um cap! Demorei dessa vez, mas eh q fikei sem net :(! Mas tah aki esse cap! Logo mais eu posto o próximo!

Respondendo reviews:

Agome chan – o.o naum keria t deixar taum loka assim!Kuanto ao inuyasha termina com a Kagome, naum c preocupe, que ele naum vai terminar naum, bem... /-...naum sei! O Kuranosuke já deu pra saber mais sobre ele nesse cap, por isso ao q ele naum eh mais um problema. O Bankotsu..bem, ele eh o Bankotsu! Quando precisar ele vai dar as caras! Naum sei mesmo quanto caps vai term, mas TALVEZ tenha 35 (disse TALVEZ) ! Naum c preocupe, que o cap 20 jah tah kause pronto, falta soh o final, por isso eu logo posto! Ki9ssus pra vc tbm!

sakura-princesa – Hehe! Ele tah sofrendo bastanti nessa fic mesmu! Mas era praser assim mesmo! xD! Brinkdera! Aki tah o novo cap! Pod ler c kiser! Bjos

oikik-chan – Bem, O Kuranosuke jah foi expllikdo aki! Espero q tenha resolvido suas duvidas Bjos

kagome-higurashi-star – Huahuhauha! O Sesshy eh tímido! Ele naum tinha coragem d beijar a Rin ainda (ouviu, ainda) mas logo esses dois c entendem ! Bem, jah q vc mando o.o, tah aki o cap! Bjos

kun-kouga-kun – Hehehe! O Kuranosuke naum eh taum bom assim! Ele eh bem do mau! ...BEEEEEEM! Mas, cá entre nós, precisava d alguém pra te um conflito com a Sango e o Miroku! Aki tah o cap sobre o Kuranosuke (espero ter resolvido suas duvidas) Bjos.

dessinha-almeida – Hehehe! Tah aki a continuação da conversa dlas! Espero q tenha gostado! Bjos!

Lory Higurashi – Ah, com Inuyasha Taisho tudo pode! xD! Mas axo q no anime ele sofreu Mais, jah q perdeu a mãe e coisa e talz...bem o cap tah aki ! Bjokas!

Bem genti, bjos para todos e ateh a próxima!