Pois é gente. Boatos chegou ao seu fim. Foi rápido, porque não conseguiria continuar escrevendo mais coisa, ia ficar muita enrolação.
Os capítulo foram rápidos? Sim, mas é um estilo que gosto bastante de usar... E apesar de adorar muito drama, muito 'chove-não-molha' não consigo escrever assim... uu
E bom, a pedidos de algumas pessoas tentei deixar esse com um clima mais romântico que os outros, espero que tenha conseguido (a pessoa NADA romântica uu).
Muito¹²³ obrigada a todas as pessoas que leram, comentaram (ou não XD), deram palpite e que me incentivaram a continuar. E que não desistiram dela quando eu atrasava demais pra atualizar! XDDD De coração gente, acho que se não fosse por vocês eu nunca teria terminado ela. uu
Enfim, como eu não sou muita boa com as palavras pra essas coisas, chega de enrolação e vamos à fanfic!
Espero que vocês tenham gostado de lê-la tanto quanto eu gostei de escrever!
-x-x-
Capítulo 9
"Não insista, Reita!" O vocalista elevou a voz, outras pessoas dentro do Café o olhando com curiosidade. Ele estava sério, o cenho franzido e as mãos apoiadas sobre a mesa. "Já disse que não dá mais." Disse mais controlado, voltando ao tom de voz normal.
"Eu não entendo. Realmente não entendi." Reita balançou a cabeça e tomou mais um gole de café, como se para digerir melhor as palavras do outro. "Estávamos indo tão bem Ruki, por que você quer terminar agora?" Tentava soar calmo, mas o desespero começava a crescer em seu peito. "Foi alguma coisa que eu fiz de errado? Olha Ruki, eu posso tentar consertar e-" Ele alcançou as mãos do baixinho sobre a mesa, mas Ruki as afastou antes que pudesse toca-las.
"Eu... Eu me enganei." Passou as mãos pelos braços, olhando para algum ponto na mesa. "Achei que gostasse de você, mas..." Encolheu os ombros, suspirando. Esperava que Reita conseguisse entender o que quis dizer com a frase. "Sinto muito."
Não houve resposta. Reita estava ocupado demais tamborilando os dedos na mesa, não querendo acreditar nas coisas que tinha acabado de ouvir. Ruki suspirou, olhando o relógio em seguida. "Preciso ir." Encarou Reita, preocupado. "Você vai ficar bem?"
O baixista fez um breve aceno com a cabeça. "Não se preocupe." Fez um gesto com a mão, mandando o outro ir. "Pode ir, não quero te atrasar."
Ruki levantou da mesa, saindo do pequeno e confortável Café, o mesmo que sempre iam juntos. O baixista suspirou e escondeu o rosto entre as mãos, abafando uma risada. Em alguns segundos foi embora também, saindo cabisbaixo.
xxx
"Não acredito que vocês fizeram isso!" Kai praticamente gritou, com os olhos tão arregalados que pareciam que iam saltar de suas órbitas, assistindo um Reita rindo tanto que chegava a se dobrar no sofá. "Vocês dois são completamente loucos!"
"Foi tão convincente Kai!" Ele respirou fundo, recuperando o fôlego, ainda rindo. "Eu quase chorei porque parecia que era mesmo verdade."
O baterista apoiou as mãos na cintura, balançando a cabeça. Que ótimo, além de Uruha ser um enxerido sem vergonha e Aoi ter um comportamento psicopata, Reita e Ruki eram loucos. Estava em tão boa companhia que tinha vontade de chorar. "E deu certo?"
"Isso eu não sei. Vamos esperar até amanhã." Reita relaxou o corpo no sofá do apartamento de Kai, apoiando a cabeça no encosto e mirando o teto. Tinha sido uma ótima idéia. Às vezes pensava em coisas tão mirabolantes que ficava orgulhoso de si mesmo. Às vezes até duvidava se tinha sido mesmo idéia sua.
Tinham voltado da turnê há dois dias, e finalmente teriam uma merecida semana de descanso. E agora que estava com Ruki, como um casal 'feliz e bem sucedido' como Aoi fez questão de enfatizar durante a viagem inteira, e depois de repetir milhões de vezes que realmente gostava do mais novo –porque Ruki se recusava a acreditar, dizendo que no dia seguinte acordaria e tudo não passaria de um sonho- queria aproveitar o máximo que podia ao lado dele, sem se preocupar com jornalistas, curiosos, paparazzos e nem com seu empresário lhes importunando.
E a idéia de 'terminar' com Ruki não podia ter sido melhor. Além do mais, agora que o relacionamento não era uma farsa, não havia motivo para continuar com aquilo. E mostrar a verdade para o mundo estava fora de cogitação. E de qualquer forma, a sua vontade de sacanear todos os curiosos tinha ido para o ralo quando teve noção dos seus sentimentos por Ruki e o que aqueles boatos implicavam.
"Reita, você é um gênio." Murmurou baixo, alcançando a mesinha de centro para pegar o celular que tocava. Kai tinha voltado para a cozinha, um cheiro bom vindo de lá. "Hey, seu destruidor de corações."
"Não enche Reita, quase chorei fazendo aquilo." a voz de Ruki soava divertida e encantada do outro lado da linha. "Você tinha que ter pensado em outra coisa."
"Ah é, no quê, por exemplo?"
"Não sei... Podíamos transar bem na frente deles. Daí todos iam ver como nosso relacionamento vai bem."
"Humhum. Daí seríamos expulsos da banda e da PSC. E nunca mais íamos conseguir arrumar emprego porque nossa cara ficaria marcada. Então a gente teria que morar embaixo da ponte e-"
"Eu não me importaria de ter que passar por nada disso se você estiver comigo."
Reita não respondeu, sentiu seu coração acelerar e seu peito esquentar de maneira gostosa. Abriu um sorriso enorme. "Onde você está agora?"
"Casa."
"Não saia daí." E desligou o aparelho ao se despedir, pegando suas coisas sobre a mesa e levantando do sofá. "Hey Kai." Parou no batente da porta da cozinha, cruzando os braços. "Obrigado por me consolar."
"Disponha." O moreno riu, indo até a porta para abrir para o amigo. "Juízo, vocês dois."
"Claro." Reita virou-se e Kai balançou a cabeça ao ver os dedos cruzados atrás das costas do loiro, que virou apenas o rosto para dar um sorrisinho antes de entrar no elevador.
Em poucos minutos, ele estava no apartamento de Ruki, os lábios colados aos dele enquanto faziam o trajeto até o quarto, dificultado em cem vezes porque eles se recusavam a se largarem.
Quando as canelas do menor bateram na cama, ele partiu o beijo para verificar se estavam no lugar certo. Sorriu para Reita antes de tirar a própria camisa e a arremessar em um canto qualquer, o cinto seguindo o mesmo caminho. Suas mãos desceram até as calças e ele abriu o botão e desceu o zíper, parando aí. Ergueu o rosto para encarar Reita, corando pelo jeito como o loiro o observava. "Vai ficar só olhando?" Perguntou para incitar o outro a tomar alguma atitude.
O baixista se aproximou, os lábios achando um ponto perfeito no pescoço dele, beijando e lambendo e sugando enquanto as mãos corriam pelo dorso despido. Ruki fechou os olhos e mordeu os lábios, seu corpo esquentando a cada carícia, a cada beijo e sua respiração falhou quando dedos longos adentraram sua calça. "Reita..." Tombou a cabeça no ombro dele, empurrando os quadris para frente contra o toque aveludado daqueles dedos.
Com a mão livre, Reita tentou erguer o rosto dele, mas tudo o que conseguiu foi vê-lo corar ainda mais e apertar seu corpo, enterrando a cabeça em seu peito. "Ei... Por que toda essa vergonha?" Perguntou parando com as carícias. Ruki grunhiu se empurrando contra ele novamente, mas Reita afastou as mãos de onde estavam. "Não é como se eu nunca tivesse feito isso."
"Eu sei..." Ele murmurou, ainda sem erguer o rosto. "Mas... Eu ainda tenho vergonha."
E Reita lembrou bem de como essa vergonha pulava a janela quando ele chegava no limite. "Você não parecia envergonhado quando se masturbou chamando meu nome no hotel."
Foi o suficiente para Ruki levantar o rosto, espantado. "Co- onde você..." Ele não conseguiu formular a frase, porque ainda estava chocado demais. Como Reita sabia disso? Tinha certeza que todos tinham descido! E foi ele quem trancou a porta!
"Uruha deixou minha câmera ligada. No melhor ângulo." E cada palavra do baixista o deixava ainda mais sem jeito. Se tivesse um buraco naquele quarto, pra onde quer que fosse, não hesitaria em se jogar dentro dele. Reita riu, vendo como ele sentou na cama, os olhos vidrados e o rosto vermelho. Ajoelhou-se a sua frente, sorrindo e tomando o rosto redondo em suas mãos.
"Reita... Eu... Eu..." Gaguejou muitas vezes. "Eu sinto muito... Eu... Que vergonha!" Soltou suas mãos das do baixista e escondeu o rosto com elas, extremamente envergonhado.
"Não fique." Disse acariciando o cabelo dele. "Você estava lindo. E eu tanto queria estar lá com você." Ruki o olhou, ainda corado. "Beijando você... Tocando você..." Debruçou-se sobre ele, o deitando na cama e ficando por cima. "E ouvir você chamar meu nome quando perdesse o controle."
Ruki suspirou, envolvendo o pescoço dele com os braços, o puxando para um beijo. "Então me faça perder o controle agora."
Era um espetáculo deslumbrante. Seus corpos se encaixavam com uma perfeição fora do comum e moviam-se com uma paixão inebriante. Reita deixava que Ruki controlasse o ritmo, suas mãos apenas o mantendo firme em seu colo, enquanto o menor subia e descia o corpo, ofegando e vocalizando suas sensações.
E era intenso, sempre. Nomes escorrendo dos lábios, a cabeça de Ruki pendendo para trás, suas costas formando um arco, as unhas arranhavam as costas de Reita, que abafava seus gemidos no peito do menor.
Eles se completavam. E era perfeito.
xxx
"Não, eu não vi Uruha... São 10 da manhã. E você me acordou."
Reita acordou com a voz de Ruki ao seu lado, sentado na beira da cama com o telefone grudado na orelha, vestindo apenas uma bermuda preta, o cabelo úmido. Sentou na cama e o abraçou por trás, dando um beijo em seu pescoço.
"Ótimo Uruha, agora você acordou ele também." E Reita murmurou um 'bom dia' próximo ao bocal do aparelho, alto o suficiente para o guitarrista ouvir. "Faça-me o favor, não vou discutir isso com você pelo telefone. Aliás, não vou discutir isso com você!" O baixista podia ver pela expressão do vocalista que Uruha devia estar falando merda. "Uruha, eu vou desligar, está bem? Tchau." Desligou o aparelho, bufando, e o colocou na mesa de cabeceira, virando logo em seguida no abraço do loiro, lhe dando um beijo leve nos lábios.
"O que Uruha queria a essa hora?"
"Me consolar." Abafou uma risada. "E contar que o término do nosso romance gerou mais um recorde de vendas para aquela e outras revistas." Reita sorriu satisfeito com o sucesso de seu plano. "Ah, e também que nosso empresário quer nos ver. Hoje."
"Hoje não..." O loiro resmungou, abraçando Ruki mais forte e inalando o cheiro do sabonete que impregnava sua pele. Ruki passou os dedos pelos fios claros do outro, deixando-se manter cativo no abraço. "E eu achando que ia ficar o dia todo com você."
Ruki sorriu e suspirou, virando novamente para frente e relaxando contra o corpo do baixista, colocando as mãos sobre as dele, espalmadas em seu peito. Se não estivesse ali, com ele tão próximo, podia jurar que era um sonho. "Isso é um sonho..." Pensou alto, mordendo os lábios em seguida.
"Não, não é." Reita respondeu, entrelaçando os dedos nos dele. "Pode ter acontecido rápido, mas é bem real." Beijou o lado da bochecha dele, apertando o abraço. "Estou bem aqui."
"Dizem que aquilo que acontece rápido demais tende a durar mais tempo... Porque esse tempo não é usado pra pensar muito." Comentou, deitando a cabeça no ombro dele como um sorriso contente nos lábios. Não podia estar mais feliz. Agora que tinha plena certeza dos sentimentos de Reita por si. "Sabe que eu até fico grato pelas fofocas daquela revista?"
"Hm, mesmo. E por quê?"
"Se não fosse aquilo... Acho que... Nunca estaríamos aqui, assim." Gesticulou apontando ambos.
"Talvez sim, talvez não. Você acha que o Uruha ia ficar só olhando?"
Ruki riu, concordando. "Tem razão. A mais nova dele agora é juntar Kai e Miyavi."
"Kai e Miyavi?" Reita perguntou, uma sobrancelha erguida, puxando Ruki para encara-lo melhor.
"Oops... Acho que falei demais."
"É. Falou e agora vai me contar direitinho sobre essa história."
"Não posso! Prometi ao Uruha que não contaria pra ninguém!" Soltou-se do abraço do outro, ficando de pé a uma distância segura. "Além do mais, eu preciso fazer o café." Mas antes que ele saísse do quarto, Reita o alcançou e o empurrou contra a parede, prendendo seu corpo.
"Ah, vai me explicar isso sim."
"Reita..." Murmurou, corando ao sentir o corpo dele tão perto, olhando para baixo, entre os dois. "Podemos conversar depois que você estiver vestido?" Perguntou com um sorriso sem graça.
O baixista segurou o rosto dele com as mãos, o beijando de leve. "Podemos. Então vá fazer o café que eu estou com fome."
"Abusado." E Reita lhe mandou um beijinho antes de entrar no banheiro.
Quando saiu do banho, devidamente vestido com sua calça do dia anterior e uma camisa de Ruki seguiu direto para a cozinha, chamado pelo cheiro gostoso que vinha de lá. Sorriu ao ver Ruki de costas para ele, na ponta dos pés para alcançar o armário suspenso. Aproximou-se pelas costas dele, colocando a mão em sua cintura e pegando um copo colorido com a outra. "Esse?" O baixinho confirmou com a cabeça, pegando o copo de Reita.
"Uruha sempre coloca ele aí pra me sacanear." Disse fazendo bico, Reita tentando não rir. "Pode rir vai, vocês já se divertem mesmo com a minha baixa estatura."
"Eu não me divirto! Acho adorável." Beijou a testa dele antes de sentar à mesa, espantado com a quantidade de comida. "Isso tudo é pra mim?"
Ruki encolheu os ombros, sentando em frente a ele. "Tenho que agradar não é? Posso não cozinhar tão bem quanto o Kai, mas sei me virar."
Reita começou a comer. "Está ótimo." E viu quando Ruki abaixou o rosto e sorriu, murmurando algo próximo a um 'que bom'. "Preciso ir em casa." Começou. "Deve estar uma zona."
"Você faz bagunça no meu apartamento, Reita, imagine no seu próprio!"
"Ahn, não é pra tanto! Você é viciado em limpeza!"
"O quê? Eu não sou viciado em limpeza!"
"Tudo bem, você não é viciado em limpeza e eu não sou bagunceiro. De acordo?"
"De acordo."
Era engraçado, como eles pareciam estar em uma lua-de-mel.
Terminaram o café em silêncio, e quando Reita se precipitou para levantar da mesa, Ruki levantou com ele, levando a louça para a pia e abrindo a bica para começar a lavar. O baixista o abraçou pelas costas, apoiando o queixo em seu ombro, parecendo interessado no que ele fazia.
"Reita?"
"Hm?
"Pode ficar pra jantar?"
"Posso ficar pra sempre?"
