Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.
Entre o Céu, a Terra e o Inferno
Capitulo 22 – Aventuras
Como da ultima vez, Kagome fora nas costas de Miroku até o hospital, com ele contando tudo no caminho, a garota estava surpresa, nenhum deles sabia que um beijo de um demônio podia fazer tanto mal à um humano, então, fazer algo a mais...seria mesmo morte certa.
Chegaram ao hospital, entrando pela janela do quarto. Dentro, não tinha ninguém, além de Kouga e Rin. Kagome desceu das costas de Miroku, indo ao lado da cama de Rin, do lado oposto de onde Kouga estava.
Eles escutaram o aparelho de batimentos cardíacos dar sinal de que o coração parou. Então começaram a se preocupar.
Mas antes que pudessem começar, eles perceberam que alguém iria abrir a porta, Kouga não se preocupou muito, porém Kagome e Miroku seriam vistos. Os dois entraram em pânico, mas rapidamente Miroku matutou uma idéia.
- Não vou deixar que ele entre! Enquanto isso, cuidem da Rin! – Ele sussurrou.
Miroku se colocou na frente da porta, não deixando o médico ou enfermeira abri-la. Miroku mandou Kouga e Kagome andarem logo, mexendo os lábios. Os dois se entreolharam, fizeram um sinal com a cabeça de que iriam prosseguir, então começaram.
Estenderam suas mãos sobre o corpo de Rin, e delas saia uma forte luz branca. Tanto Kagome, quanto Kouga estavam com os olhos fechados, por alguma razão, eles sabiam que aquele era um caso especial, afinal, ninguém nunca havia salvado um humano que estava naquelas condições.
Miroku fazia força para que o médico não abrisse a porta, por fim resolveu abrir novamente suas asas azuis, assim a passagem ficou completamente bloqueada. Mas ele começou a sentir que estavam batendo com algo mais forte na porta, algo como...uma cadeira? Miroku ouviu esse nome da boca de uma mulher.
- Andem logo ai! Tá ficando difícil segurar! – Miroku advertiu, porém baixinho. Neste momento, a porta bateu muito forte contra sua asa, fazendo uma pena cair.
Kouga e Kagome pareceram fazer mais força, assim, uma luz ainda mais forte saiu de suas mãos. Kagome gostou da sensação. Fazia tempo que não utilizava tanta energia assim para salvar alguém. Se sentiu feliz e útil novamente.
Logo os dois acabaram, e assim abriram os olhos. Olharam para o aparelho, e viram que o coração de Rin voltara a bater, os três se aliviaram.
Kouga e Kagome olharam para Miroku, este quase não agüentava mais. Kouga então, pegou o braço de Kagome a levou para fora do cômodo, pela janela. Miroku abriu um portal, e entrou neste. Quase que imediatamente a porta caiu.
Os dois médicos e as 4 enfermeiras entraram no local, e perceberam que Rin já estava bem. Voltara a sua cor natural, não suava mais e seu coração batia normalmente. Mas não entendiam o que havia acontecido ali.
Foi quando uma das enfermeiras achou uma pena, a pena de Miroku. Os seis olharam atordoados para aquela pena, alguns não acreditaram, outros se surpreenderam.
- Parece que tivemos uma ajudinha de lá de cima! – Disse um dos médicos.
No inferno, Naraku conversava com Orgulho:
- DROGA! – Naraku deu um soco em uma arvore – Aqueles malditos anjos! Um dia, eu vou matar todos eles.
- Ira, sabe que eu não posso deixar! Precisamos dos anjos para realizar o nosso plano! – Disse Orgulho.
- É, eu sei! – Ele olhou para Orgulho – Pelo menos, o Inuyasha não será mais um problema!
- Entre aspas! Precisamos de um líder para Inveja o mais rápido possível! E de preferência, uma mulher!
- Hum...você já deve ter uma idéia!
- Claro que tenho! – Ele sorriu – E será perfeita!
De volta a Terra, Kagome, Kouga e Miroku davam a volta pelos arbustos, até chegar a entrada do hospital. Os três estavam aliviados, porém, Kagome não tinha coragem de dizer uma palavra. O que havia acontecido alguns tempos antes ainda estava em sua cabeça. A cena, o beijo. Um beijo roubado e não correspondido, mas era um beijo. E ela sabia que aos olhos de Inuyasha era mais do que um toque que Kouga ousou e Kagome não correspondeu, era uma traição. Ela o conhecia, teria de provar que não quis beijar Kouga, pois Inuyasha não a perdoaria de outra forma.
Mas algo também a atrapalhava, ela soube que Kouga a amava, e não queria magoar os sentimentos do anjo. Estava tão confusa que chegava a doer a cabeça. Se falasse com Inuyasha magoaria Kouga, e se ficasse com Kouga magoaria Inuyasha e a si mesma. E sua dor de cabeça aumentava mais e mais.
Kouga estranhou o silencio da amiga, que em um momento daquele já estaria falando pela alegria de Rin estar sala, mas foi só olhar mais de perto que viu uma lágrima presa nos olhos dela. Ele parou, e deixou Miroku e Kagome andarem um pouco mais a frente dele:
- Kouga, o que foi? – Perguntou Miroku olhando para trás, Kagome faz o mesmo..
- Eu é que devo perguntar, o que aconteceu Kagome? Por que está tão...tão...triste! – A garota se espantou – Po...por um acaso você e o Inuyasha brigaram? Ele...te fez algum mal! Ah! Se fez eu ainda mato aquele idiota! – Kagome não sabia o que responder. E mais, estava assustada: ele não se lembrava da briga entre ela e Inuyasha? Afinal, ele estava lá!
- Ele não gostou muito da idéia de ser chifrado! – Miroku zombou, porém sério. Ele olhou para Kagome irritado e em seguida para Kouga, da mesma maneira. Foi a vez de Kouga se espantar.
- Chifrado? Chifrado com quem?
- Hora, como 'com quem'? Com você! – Disse Miroku bravo.
- E...eu?! Quando foi isso? Se aconteceu, eu não me lembro! – Kagome e Miroku estranharam.
- Na...não se lembra? – Kagome falou meio atônica – Co...como não! Vo...você me beijou a força e...
- A força? – Perguntou Miroku – Então você não quis beijar o Kouga?
- Na...não! – Kouga ficou chateado com a resposta, mas já esperava por ela – Na...na verdade...eu nem...nem consegui corresponder!
- Nada tá fazendo sentido aqui! – Disse Kouga
– Olha, ele não beijou a Kagome, pelo jeito quem a beijou se passou por ele, e ainda a beijou a força sem ela corresponder...e nem querer! – Disse Miroku – Só que o Inuyasha acha que vocês se beijaram intencionalmente! – Kagome e Kouga se entreolharam.
- Isso parece obra de algum demônio! – Disse Kouga irritado – "Maldito! Se fez passar por mim pra enganar a Kagome!".
- ...demônio? – Kagome pesou um pouco – Quando demônios beijam humanos, estes desmaiam, não é?
- Pelo menos, é o que o Sesshomaru disse!
- Eu desmaiei...após ter beijado o Kouga. – Ela falou um pouco triste.
- Me beijado uma ova! Eu não beijei você!
- Certo! E nessa confusão toda, quem devia estar sabendo disso seria o Inuyasha! – Miroku terminou.
Os três se entreolharam e saíram à passos largos até dentro do hospital, onde Sango, Inuyasha, o diretor, Sesshomaru e agora o pai e a mãe de Rin estavam:
- Sentimos...muito...pela...demora! – Disse Kagome com falta de ar.
- Vocês conseguiram? – Perguntou Sesshomaru. Miroku levantou a mão dando um sinal de positivo.
- Que bom! –Inuyasha suspirou aliviado. Neste momento o médico entrou na sala.
- Bem...eu não sei o que dizer! – Ele disse afoito. O pai de Rin se levantou.
- Aconteceu algo de errado? – O médico balançou a cabeça negativamente, e tirou uma pena branca do bolso.
- Achei essa pena lá dentro! – Kouga e Kagome olharam para Miroku, afinal pela cor da pena só podia ser dele. – E acho que alguém lá em cima deve gostar muito da sua filha! Ela melhorou sem nenhuma ajuda! – Sango, o diretor e o pai de Rin se aliviaram também – Mas faremos um exame, dentro de alguns dias ela poderá sair do hospital! Mas agora, ela está dormindo!
- Graças a Deus! – Disse o pai dela.
- Bem, é melhor eu voltar para a escola! – O diretor olhou para Inuyasha, Miroku, Kagome, Sesshomaru e Sango respectivamente – Estão liberados por hoje! Mas não pensem que vai ser sempre assim não! – Os quatro sorriram, Sesshomaru continuou sério. – Até mais! – Ele se levantou e foi embora.
- Até! – Disseram todos (menos Kouga) em uníssono.
Mas, neste momento Inuyasha pareceu relembrar de seus problemas, e mais, do ódio que sentia por Kouga e Kagome. Olhou pra ela com frieza, está percebeu, e ficou desconfortável.
Precisava falar com ele, precisava dizer a verdade a ele. Não estava suportando mais a idéia de que o perderia:
- Inuyasha...- Ele não esperou ouvir mais nada, se levantou e ia caminhando até a porta – Inuyasha...- Ele parecia ignorar - ...INUYASHA! – Foi quando ele sentiu dois abraços o agarrando por trás – Por favor...me escute! – Ela começou a chorar e soluçar.
Sem muito trabalho ele desviou seus braços dos dela, assim indo embora, sem ao menos olhá-la nos olhos. Kagome continuou a chorar, mas agora mais intensamente.
Kouga pensou em ir consolá-la, mas Sango fez isto primeiro. Ele começou a pensar no que fazer. Queria ajudar Kagome de alguma forma:
- Vá falar com ele! – Disse Miroku.
Kouga o olhou surpreso, e ao mesmo tempo agradecido. Deu um sinal positivo com a cabeça e saiu voando o mais rápido possível atrás de Inuyasha.
Miroku olhou para Sesshomaru, ele também pareceu compreender qual o motivo dele estar na Terra. Miroku se aproximou dele, um pouco receoso, mas tinha que ter certeza:
- Sesshomaru, duvido muito que você me responda alguma coisa mas...por um acaso, você gosta da senhoria Rin? –
Sesshomaru estranhou a pergunta, e obviamente não respondeu. Mas Miroku pode perceber pelos olhos dele, claramente, que a resposta era sim.
Neste momento, Kouga conseguiu chegar até Inuyasha, assim parando um pouco a frente dele. Inuyasha parou:
- Inuyasha, precisamos conversar! – Inuyasha ficou em silêncio alguns segundos, mas voltou a andar, com a cabeça abaixada, fingindo nem perceber. Passou por Kouga, mas este segurou seu braço – Eu falo sério! – Inuyasha ainda estava quieto, e com a cabeça abaixada – Inuyasha, a Kagome está sofrendo muito por causa de mim e de você e...
-Eu e você?! - Ele debochou – Não seria você e ela?! – Ele sorriu sarcástico.
- Inuyasha, qualquer um que te olhar agora vai perceber que você não está bem! E isso é por causa da Kagome não é? Você ainda a ama muito, não é? – Ele desfez sorriso, Kouga continuou – Admita Inuyasha! Você ainda a ama! Então, pelo menos escute o que nós temos a dizer!
- Não quero saber!
- Mas é importante Inuyasha! – Kouga foi para a frente dele, ainda segurando seu braço – Ela precisa de você! Ela...está desamparada, sozinha, precisando de ajuda! Por favor Inuyasha, vai lá falar com ela!
- ...Pra que ela precisara de mim se ela tem um anjo como você! Pra que ela precisaria de uma criatura tão inútil como eu se ela pode ter alguém tão bom como você! – Inuyasha finalmente o encarou. Desta vez, ele não estava bravo, irado e nem com ódio, mas estava extremamente triste. Até Kouga, sentiu pena dele.
-" Inuyasha...não acredito que você..." Inuyasha...a Kagome não te traiu! Na verdade ela foi beijada a força! Nem fui eu quem a beijei! – O olhar de raiva voltou em Inuyasha.
- E quer que eu também acredite em gnomos?!
- Não é isso Inuyasha! Me escute por favor! A Kagome foi beijada por algum demônio! Algum demônio cuja tem o poder de mudar de forma! Não era eu naquela hora! Se quiser, eu trago o Bankotsu aqui e você pergunta pra ele: 'O que o Kouga fez hoje de madrugada?' e ele vai te responder 'Estava cuidando de alguns humanos!' quer tenta?!
- ..."Sem sombra de duvidas, esse demônio seria o Naraku! Mas como vou saber se ele não está mentindo?"...Como quer que eu acredite em você?! Acha que eu não sei que você sempre gostou da minha Kagome? Mentia só pra poder ficar perto dela! Mentiu pra mim, quando eu perguntei se anjos visitavam alguém duas vezes, e é claro que não! Vocês não tem nem tempo! A Kagome também, fica te dando esperanças...- Ele fora cortado por Kouga
- Ela não me dá esperanças! E eu nem possuo!
- Ok, mesmo que não tenha sido você que a beijou, como não vou saber que ela não queria te beijar?! Afinal, eles demoraram tanto no beijo!
- Mas ela foi beijada a força! Ela não quis me beijar! E nem nunca vai querer!
- ...não sei se vai conseguir me convencer dessa forma! – Ele disse sério.
- Pensa bem Inuyasha...ela caiu em uma pena de ficar vivendo 2000 anos como humana por sua causa! Quando vocês eram anjos e demônios, ela sempre te ajudava, assim como você a ajudava! E, talvez nessa vida ela também tenha te ajudado! E, pensa bem...Se ela não te amasse, ela não teria feito metade dessas coisas! Inuyasha, a Kagome te ama muito!
- ...e se eu te disser que mesmo com esses argumentos você não me convenceu?
- ...Eu teria que te dizer que a Kagome está infeliz! Pensa bem Inuyasha...você mesmo viu ela chorando por você à alguns minutos atrás! Inuyasha...a Kagome não correspondeu aquele beijo, aposto que você deve ter percebido. Pensa bem Inuyasha, ela estava chorando porque não queria te perde, e se ela não queria te perde, era porque ela ama você!
- ...não sei Kouga...as vezes não parece tanto assim.
- Mas ela te ama! E admita Inuyasha, você também a ama!
Inuyasha virou seu rosto de lado. Lembrou-se de várias vezes que Kagome havia dito que o amava, incluindo naquela vida humana. Mas não descia. Talvez não fosse tão prático de perdoá-la. E sua cabeça, por mais que ela não quisesse beijar o Kouga (ou talvez Naraku) não parecia. E ele também não tinha muita vontade de acreditar em Kouga.
Kouga também percebeu que Inuyasha não estava confiando nele. Ele pensou um pouco, e decidiu que tentaria somente mais uma coisa.
- Porque eu estaria aqui, se a Kagome gostasse de mim? – Inuyasha se intrigou com o comentário - Se ela quisesse ficar comigo, eu estaria ao lado dela. Se é isso que quer saber, sim eu a amo muito, mais do que você possa imaginar, ou igual a você. Por isso, se eu pudesse fazê-la feliz, eu tentaria a todo o custo. Mas eu não posso! Porque ela não me ama! E mais uma vez eu repito: se ela me amasse, eu estaria ao lado dela agora, a beijando e dizendo que a amava! – Inuyasha não gostou muito daquele explicação, mas percebeu que talvez fosse verdade – Oh céus, que bom que seria se fosse assim! Eu, junto de Kagome, que maravilha! Mas não é assim e nunca vai ser, porque, ela não me ama! Por favor, entenda Inuyasha, ela não quer te trair, e nem quis! Ela quer é ficar junto de você!
Kouga o olhou pesaroso, ficou um pouco em silêncio. Inuyasha olhou pro céu, afim de achar uma resposta. O que Kouga falou era verdade, porque ele estaria ali, em sua frente tentando o convencer de que a Kagome o ama, se ele podia estar ao lado dela, a fazendo feliz. Inuyasha também averiguou a questão dos demônios. Talvez, eles quisesse de todas as formas separá-lo de Kagome. Inuyasha não iria deixar, seria mais forte que isso.
Desta vez, ele se sentia culpado, afinal, havia brigado com a garota sem nenhum motivo. Ele olhou mais uma vez para Kouga. Este, o olhava esperançoso, esperando que suas palavras havia surtido efeito.
Ele soltou a mão de Inuyasha, este estranhou. Agora, Inuyasha estava livre para ir embora ou ir atrás de Kagome. Ele pensou um pouco no que realmente iria fazer. Confiar em seu orgulho, que lhe dizia para ir embora, ou preferência seu coração, que dizia para ficar com Kagome.
Como ex-demônio, ele iria ouvir seu orgulho. Mas como humano, preferiu seguir seu coração, assim, saiu correndo para a direção de onde estava o hospital.
Kouga viu seu rival voltando onde Kagome estava. Então se joelhou no chão. O céu nublado lhe parecia uma bela ocasião para fazer as pazes com alguém. Melhor que um dia ensolarado. Pensou no que Kagome iria sentir quando ouvisse, da boca de Inuyasha que a perdoava. Sorriu, imaginou a garota feliz, isto o fazia feliz. Mesmo que tivesse que perdê-la para ele.
Viu seu relógio apitar, e nele escrito o local e o nome da pessoa que precisava de ajuda. Ele se levantou, abriu um portal e foi embora.
Inuyasha sentiu as pequenas gotas de chuva em seu rosto. Ele então se apressou.
Mas acabou batendo em alguém:
- Eu sinto muito...- Mas seus olhos se espantaram com quem havia trombado.
- Olha por onde anda idiota! – A garota as levantou – Ah, oi Inuyasha! – ele se levantou.
- Ki...Kikyo, o que esta fazendo aqui?
- Que é?! Não posso passear na rua?! Tenho que ficar em casa o tempo todo?! – Ela se estressou.
- N...não é isso! Só achei estranho você estar aqui em horário de aula!
- Ué?! Não posso matar aula?!
- Kikyo, você nunca matou aula!
- Estou matando agora! E mesmo porque, não tenho que dar minhas satisfações a você!
- K...Kikyo, você não está bem! Você...não parece você! – Inuyasha disse preocupado.
- Como é que é?!
- Você...
- Tá achando que eu mudei só porque você terminou comigo! Claro que não Inuyasha!
- Ma...mas eu não disse isso!
– Inuyasha, sou uma mulher forte, não preciso de homens chatos e rabugentos como você! E se acha que eu estou triste só porque levei um 'pé na bunda' de você, ESTÁ MUITO ENGANADO!
- Mas Kikyo, eu não...
- E TEM MAIS! SAIBA QUE EU NUNCA AMEI VOCÊ INUYASHA, OUVIU BEM, NUNCA! – E ela saiu estressada. Algumas pessoas o olhavam intrigadas, querendo saber o porque daquela confusão.
- " Em todos esses anos, eu nunca vi a Kikyo com tanta raiva de alguém!" – Inuyasha sentiu a chuva apertar – " Mas agora tenho que pre preocupar com outras coisas!" – Ele começou a correr.
Chegou no hospital, mas somente Sango estava lá, ainda por cima no ponto de ônibus que não ficava longe, segurado um guarda-chuva:
- Aonde foi o Miroku?! E a Kagome?!
- O Miroku sumiu, já a Kagome disse que iria pra casa! Mas Inuyasha o que aconteceu entre vocês?
- Depois eu te explico Sango! – Inuyasha se virou e correu alguns passos para o leste, depois parou – Sango...você sabe onde fica a casa da Kagome?
- Ai Inuyasha! – Ela disse irritada – Ela mora à algumas quadras daqui, naquela direção! – Ela apontou para o norte – É na quarta virada a direita! Daí vão ter três prédios na rua, o dela é o do meio! – Inuyasha assentiu com a cabeça – O numero do andar dela é 7! E é só um apartamento, portanto não se preocupe!
- Certo! – Inuyasha voltou a sair correndo.
Na casa de Kagome, a garota havia acabado de chegar. Ela estava molhada pela chuva, mas não se importou de encharcar sua cama ao deitar-se nela. Ela somente abraçou seu travesseiro, e começou a chorar. Chorou muito e descompassado. Queria não ter aceitado sair com o tal demônio.
Na rua, alguém colocou o volume do som alto, e no inicio da musica "Anywere" do Evanescence. Kagome, ainda em prantos, prestava atenção na melodia. A letra dela parecia ter sido feita sobre medida para o caso dela e de Inuyasha. Isto era, se ele não tivesse a pego no 'flagra' com Kouga. Aquela musica fez Kagome se sentir pior. Como queria ele de volta. Como queria uma vida sem problemas, sem interferências dos seres do outro mundo.
Mas el escutou algumas batidas na porta. Pensou que fosse sua mãe, já que ela estava sozinha.
Ela andou até a porta, e no caminho percebeu que sua mãe havia levado uma cópia das chaves, então quem seria?
Abriu a porta, e nem pode imaginar o tamanho de seu aliviou quando viu Inuyasha na frente dela. Molhado, cansado e arrependido.
Ele a abraçou e a beijou. Ela não estava entendendo muito a situação, ainda mais que o beijo dele parecia diferente, frio. Igual ao que Kouga havia lhe dado alguns momentos antes.
Ela podia estar errada, mas nunca sentira um beijo de Inuyasha como aquele, sem sentimentos.
Ela se encontrava mais confusa. Seria ele o verdadeiro Inuyasha?
Mas escutou as portas do elevador se abrirem, e neste momento, Inuyasha parou de beijá-la. Ele rapidamente se transformou em Naraku. Kagome tomou um susto, dando um pulo para trás.
- Droga, foi por pouco! – Ele sussurrou, mas sorriu maligno – Até a próxima, minha 'querida' Kagome! – Ele arrastou a palavra 'querida'. Depois abriu um portal e foi embora.
Kagome viu tudo ficas embaçado novamente. Seu coração pareceu bater um pouco mais devagar, então ela caiu no chão, desfalecida.
oOoOoOoOoOoOo
Kagome acordou mais tarde com uma forte dor de cabeça. Abriu seus olhos e viu que estava em seu quarto. Encontrou os olhos castanhos de sua mãe, a olhando preocupada:
- Querida, está tudo bem? – A mãe pôs a mão sobre a cabeça da colegial, esta tremeu. Só de lembrar das palavras de Naraku, a deixavam mais zonza – Já é a segunda vez que você desmaia hoje! – Kagome se sentou na cama.
- Não é nada mãe...é só uma tontura boba...
- Que tontura boba Kagome! – A mãe repreendeu – Vou te levar no médico agora mesmo...
- Não precisa mãe, eu já estou melhor! – Ela sorriu.
- Tem certeza querida? – Ela insistiu – Não seria melhor...
- Tenho mãe! – Kagome pegou a mão de sua mãe, em sinal de que estava tudo bem.
- Certo! – Ela sorriu – E agradeça ao Inuyasha!
- Inu...yasha? – A essa altura do campeonato, Inuyasha era a ultima pessoa quem ela pensou que veria.
- Ele está na sala! – Kagome se levantou, indo até o cômodo.
Sentado no sofá, Inuyasha se culpava mentalmente pelo que tinha acontecido. Lembrava-se da cena que presenciara antes de Kagome desmaiar. Naraku, disfarçado dele próprio, beijando Kagome, sua Kagome, transformar no corpo dele e desaparecer. No final o que Kouga havia dito era verdade, e Inuyasha havia feito Kagome sofrer sem nenhum motivo. Isso o trazia mais transtornos.
Viu a garota se aproximar, temerosa. Ele se levantou. Ela podia ler seus olhos, e neles haviam o pedido de perdão:
- Kagome, eu...
-Me perdoe Inuyasha! Eu fui mesmo uma tola! Não devia ter aceitado aquele beijo tão facilmente! – Ela o olhou culpada. Aquilo doía em Inuyasha, muito por sinal.
- Não Kagome, eu é quem deveria te pedir perdão! – Ele parou um momento e se aproximou dela – Olha só o que eu fiz...por minha causa ...você sofreu!
- Inuyasha...
- Eu só te faço sofrer Kagome! – Ele a olhou um pouco pesaroso, está parecia obter o mesmo olhar -...E...quanto ao beijo do Kouga... – Mesmo não sendo culpa dela, e nem culpa do Kouga, aquela lembrança o trazia repulsas. Agora ele sabia como Kagome se sentia quando ele beijava Kikyo.
- ...Isso é passado! E aquilo também...não me agrada nem um pouco! – Ela sorriu, triste, mas sorriu. Percebendo isso, Inuyasha a abraçou.
- Kagome, me prometa uma coisa?
- Claro Inuyasha! É só dizer!
- Não vamos mais brigar, sem antes perguntarmos um ao outro o que aconteceu!
- ...Por mim, tudo bem!
Seus lábios se uniram, em uma brincadeira que só eles conheciam. Nunca houve nada melhor para nenhum dos dois. Nem em nenhuma outra vida, nem com nenhuma outra pessoa. Era somente entre eles, entre si que conseguia ser tão especial.
- Kagome, Inuyasha? – Eles param.
- Sim mãe? – Kagome respondeu, um pouco corada.
- Eu vou voltar a trabalhar, por volta de umas 8 horas eu já estou aqui! Se quiserem comida tem na geladeira ou no armário, e vocês sabem cozinha, não sabem? – Os dois afirmaram com a cabeça – Ótimo, já estou saindo! – Ela abriu saiu pela porta de casa e a trancou em seguida.
- Que horas são? – Kagome perguntou.
- Quatro e meia! – ele respondeu olhando em seu relógio de pulso – Tive que ligar pra sua mãe! Afinal, não ia te deixar com a roupa molhada! Ela também me emprestou umas roupas do seu pai! Mas, ele não vai ficar bravo?
- Que isso! Ele não é do tipo de pai que fica ciumento! – ela sorriu.
- Ufa! Isso me deixa mais aliviado! – Ele sorriu.
Eles se olharam mais uma vez, e nesta hora suas bocas se encontraram. Era um beijo tão doce, mas ao mesmo tempo tão selvagem...
Podiam se conhecer a milênios, mas aquele toque, simples toque, nunca deixou de ser tão especial.
Porém, nunca houve um algo mais. O ato cuja os anjos, por piores que fossem, nunca cometiam, e demônios... bem, demônios são demônios.
Inuyasha pegou Kagome no colo e a levou para o quarto dos pais, assim depositando a garota na cama, está enrubesceu, sabendo o que o ex-demônio planejava fazer.
- Inuyasha...
- Não se preocupe Kagome, confie em mim! – Ele sorriu.
- Eu...nunca fiz isso antes...nem em minhas outras vidas humanas... – Ele desfez o sorriso, mas logo o colocou novamente.
- Não se preocupe, eu prometo que não vai ocorrer nada errado! – Ele se sentou ao lado dele, e entrelaçou sua mão na dela – Eu prometo! – Ele a beijou.
Aquelas palavras fizeram Kagome ceder. Afinal ela também queria, talvez até mais que ele.
Eram 7 horas quando os dois se deitaram na cama, cansados, porém completos. Afinal, tinham se tornado um, tinham feito amor pela primeira vez.
Enquanto que para Kagome era somente sua primeira vez, deveria ser a milionésima para Inuyasha. Mas nenhuma se comparava a aquela que ele acabara de ter.
Ele virou pro lado, e viu que a garota adormecera. Resolveu então levantar, se vestir e sair do quarto.
Qualquer um que o visse, perceberia que ele parecia o homem mais feliz do mundo, e era como se sentia.
Ele foi tomar um copo de água. Precisava. Encheu até a boca do copo e depois tomou tudo em um gole só.
Mas foi só colocar o copo em cima da pia que todas suas antigas preocupações voltaram. Ainda não engolia o que Naraku fizera. Por um acaso estava tentando deixar sua Kagome doente, ou pior, morta? Era isso que queria saber. Ele olhou para a janela que estava na frente da pia, viu toda a cidade. Viu um casal de enamorados andando de mãos dadas pela calçada, felizes. Queria poder fazer isso, sem interrupções, sem problemas, sem culpas. Mas por enquanto, isso era uma coisa que não aconteceria.
De repente sentiu um par de braços o apertarem por trás, está era Kagome, que parecendo saber as dores do ex-demônio, foi consolá-lo. Afinal, eles estavam juntos, pro que desse e viesse. E ficariam assim até o fim.
Ele pôs sua mão por cima da dela. E ficaram naquele momento por um bom tempo. Viram o pôr-do-sol e as estrelas se formarem no céu. Queriam ficar daquele jeito pra sempre. Mas o sempre, estava muito longe.
- "Eu te prometo Kagome, que nós vamos sair dessa! E ficaremos juntos, pra sempre!" – Inuyasha jurou em pensamento.
Ficaram daquele jeito por mais um tempo, até que Inuyasha resolveu olhar no relógio e percebeu que estava tarde. Se despediu de Kagome com um longo beijo, depois fora embora.
Naquele momento, Kouga fora ver Miroku:
- Então, pra que me chamou Miroku? – Perguntou Kouga, entrando no quarto.
- Quero saber se conseguiu juntar aqueles dois! – Miroku sorriu.
- Ah, consegui! – Kouga também sorriu. Mas então ficou sério – Mas eu...acabei descobrindo algo sobre o Inuyasha! – Miroku ficou intrigado.
- Algo?
- Pode ser só impressão minha mas...- Ele fez uma pausa, se lembrando das palavras de Inuyasha – Ele não se sente seguro pela Kagome ter sido uma anja! Acho que é como se ele...não se sentisse digno de amá-la!
- Hum...isso explica o ódio repentino que ele teve depois de ver a Kagome com você! Acho que... por ser com você, um anjo, ele se sentiu humilhado! Mas fico feliz que agora ele sabe que não foi você, e sim um demônio do inferno! – Miroku se calou. Mas logo levou um choque – Mas...como souberam que...você gostava da Kagome?! Que eu saiba, nenhum demônio deveria saber disso! – Kouga também se assustou.
- Está insinuando que há um espião entre os anjos?
- Precisamente!
- Mas...acho que não! Se não, provavelmente os lideres dos 4 reinos saberiam!
- Mesmo assim, é melhor ficarmos de olho, e talvez até avisar o Bankotsu!
PIPIPIPI!
- Bem, tenho que ir, tchau Miroku! – Kouga abriu um novo portal.
- Até mais Kouga! – Miroku acenou.
De repente ele ouviu a porta da frente se abrindo. Mas ficou tranqüilo quando da janela viu Inuyasha entrar.
Este recebeu uma boa bronca de sua mãe por não ter dado noticias o dia todo, mas ela se tranqüilizou vendo que o filho estava bem.
Inuyasha já subia para seu quarto, quando seu pai entrou em casa. Este foi cumprimentar o filho, e a primeira coisa que disse foi:
- Depois do jantar Inuyasha, quero ter uma conversa séria com você!
Inuyasha somente afirmou com a cabeça, e logo a comida já estava na mesa. Onde os 4 foram jantar.
.O.O.O.O.
- Suikotsu, muito obrigada pelas suas informações! – Agradeceu Naraku ao mais novo amigo.
- Que isso, fora uma honra Ira! – Curvou-se Suikotsu.
Ele estava diferente. Possuía mascas em seu rosto, e seus olhos (antes azuis) agora estavam vermelhos. Também possuía azas de morcego negras, e uma calda comprida e fina. Sua voz era mais grossa, e seus cabelos estavam mais armados.
- Não precisa se humilhar pra mim! – Naraku sorriu – Você é um de nós agora! – Naraku sorriu mais largo.
- Agradeço aos seus elogios, mas preciso voltar para o céu! Os donos de território estão me esperando! – Suikotsu preparou-se para abrir um portal, mas fora advertido por Naraku.
- Tome cuidado para eles não te pegarem, e cuide bem do seu orgulho! – Naraku sorriu, este sorriso fora retribuído por Suikotsu, que voltara para o céu.
Continua...
Olá pessoal! Demorei menos dessa vez, né?
O cap 23 tah na metade, logo, logo eu posto ele!
Ah, agradeço a todas as reviews que tenho recebido! Muito obrigada!
Agra, sem mais delongas vou responder as que me enviaram!
sakura-princesa – bem, nhá...oi! Todo bem?
(A vê olhando malignamente) O.O SOCORROOOOOOO ELA VAI ME MATAR!
Toh ficando com medo d vc! Mt MT medo! (anotar, se enconder debaixo das cobertas antes de dormir)
Por favor, NAUM ME MATE T-T! TE IMPLORO!
Hehehe...(ri sem graça) bem, como pode perceber, o Inu e a k-chan estaum as boas (menos mal pra mim o.o) Hehehe...xD
Bem, jah vou indo, (se ajoelha) NAUM ME MATE! T-T!
Xauzinhu
PS. NAUM ME MATE!T-T
Lory Higurashi – Ah, sem problemas! E naum se preocupa, q a rin ..bem...leia o cap! U.u! Heheh! O novo cap tah aki! Bjões!
Dani – xD! Precisava criar um drama nessa parte! O.o! xD! Bjaum
Sakura-Haruno-chan – (Outra q quer me matar...) Naum se preocupe, todo dará certo no final!
Pelo menos, por enkuanto kukuku
xD! Aki tah o novo cap! Bjux
dessinha-almeida – Tah aki a continuação, leia pf! Bjinhos
Letícia – Ah, obrigada! Demorei mt pra escrever akele cap! :P!
Sim, o Naraku é o Ira!
O Kouga é inocente, coitado! Ainda mato qm escreveu essa fic! (pêra ai, fui eu :S)
Heheh!
O seshynão sabia mesmo da regra, mas naum se preocue, tudo voltara "quase" ao normal!
O novo cap tah aki! Espero q goste!
Bjoes
lariinha – xD! Q bom q gosto da fic! Fiko feliz! :D!
Eh, a fic parece meio grande...
Nem quero ver kuantas paginas tem, mas da ultima vez tava 149! :S!
xD! Axo q naum demorei mt (espero) jah q o cap tah aki!
Bjaum!
oikik-chan - Naum se preocupe, a rin vai fikr bem! :D! Afinal, eu so adepta a final feliz!
Pelo menos por enkuanto kukuku
xD! Ah, ela vai...pera ai, leia a fic! U.U!
Hehehe!
Kokoro no Kissus!
sergio-kun – Ah! Brigada pelo elogio!
Q bom q vc sempre gosta!
Sem pessoas como vc a fic naum andaria...
xD!
Bem, agra vc para d fik curioso!
Kissus!
Bem gente, antes de partir, quero avisar uma coisinha:
Esses dias, tive uma idéia para fazer uma história paralela baseada em Entre o Céu, a Terra e o Inferno", não sei se vocês vão gostar ou não, mas tem a ver com dois personagens dessa fanfic! É uma história que vai contar do passado deles, mas eu ainda não posso por, se não vai estragar uma surpresa que eu estou preparando! Ela está com a metade de seu 1° cap pronto, e logo logo (assim que eu revelar uma coisinha nessa fic) eu posto ela!
Agra finalizando ak:
Bjos e abraços a todos!
Xauzinho!
