Historia UA (Universo Alternativo)

Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.

Entre o Céu, a Terra e o Inferno

Capitulo 23 – A Aparição do Antigo Rei do Exército de Ira

Inuytaisho se sentou no sofá, com Inuyasha na poltrona da frente. Os dois se encararam durante algum tempo, até que Inuyasha resolveu quebrar o silêncio:

- Pai, vai dizer logo ou vamos ficar nos olhando como estatuas no museu? – Inuyasha perguntou.

Ultimamente, estava difícil para Inuyasha chamar Inuytaisho de pai. Afinal, depois que se lembrou de tudo (e descobriu que ele não era seu pai em outras vidas e nem mesmo quando ele era um demônio) era estranho, um ser com quem viveu tão pouco tempo em relação a sua idade, talvez até mais novo, ser chamado de pai. E também, Inuyasha nunca tivera um pai quando demônio, afinal seu pai havia sumido pra sabe Deus onde, e sua mãe morrido na hora do parto.

Pelo menos, era o que contavam lá no inferno.

- Filho, você ainda tem aqueles pesadelos? – Inuyasha estranhou a pergunta.

- Tenho, mas por que a curiosidade? – Ele disse como se fosse superior.

- E, esses pesadelos são diferentes do que sua mãe, ou Miroku tem, não é? – Inuyasha só se confundia mais.

- Claro que sim! Afinal, as dores ocasionadas nos meus pesadelos, tem um efeito real quando eu acordo! – Ele disse indiferente.

- Como eu pensava!

- Hã?!

- Inuyasha, você é igual a mim! – Agora sim, Inuyasha não fazia idéia do que ele estava falando.

- I...igual a você?!

- É, exatamente! – Ele o olhava culpado – Eu tenho isso também, desde que...eu nasci praticamente!

- E..então porque nunca me falou?! – Ele disse um pouco mais alto.

- Eu queria te dizer quando você fosse mais velho, seria...em seus 20 anos. Mas tenho percebido que seus pesadelos tem ficado casa vez piores.– Inuytaisho não podia entender, mas Inuyasha sabia que aquilo era a prova concreta de que seu pai (pelo menos) havia feito algo de muito errado em outra vida, ou pior: havia sido um demônio.

- Pa...pai...

- Talvez seja algo genético, sei lá! – Ele se levantou – Mas filho, tome cuidado! E se quer uma dica: durma com uma cruz ao seu lado! Como eu, você pode até ter aflições de cruzes, igrejas, ou algo do gênero. Mas ajuda muito! – Ele e virou e foi para a cozinha.

Inuyasha não sabia mesmo o que responder. Dentre muitas coisas que haviam acontecendo, está era mais uma das que ele se surpreendeu. Seu pai, aquele pai, talvez tivera um destino como o dele. Mas por quê? Por que ele teria seu mesmo problema?

Escutou um barulho de coisa caindo no chão, quando olhou pra trás, viu que era Miroku que estava atrás da escada e (provavelmente) escutado toda a conversa:

- Você ouviu, não é?

- Ou...ouvi! – Ele dizia pausadamente – Afinal...o que aconteceu com seu pai?

- Sei lá! – Inuyasha levantou – Só sei que cada vez estão me aparecendo coisas mais estranhas!

- É, parece! – Miroku se levantou também. Mas sua mão direita começou a doer profundamente. Ele então se ajoelhou no chão novamente.

- MIROKU! – Inuyasha foi ajudar o primo.

Enquanto isso, no inferno, Naraku conversava com Kagura (esta estava amarrada em correntes, e com dois guardas atrás). Os dois estavam na frente de uma porta enorme, que estava aberta, entretanto havia uma grade negra na frente:

- Kukuku! Não sei porque não faço isso! – Ele deu um sorriso maligno – Alias, não sei porque Orgulho me proíbe! – Disse ele com Kagura ao seu lado, do lado do 'saibuso'. Ela estava morrendo de medo, quase sem fala – Admita Kagura, você não quer morrer! Vamos, admita!

- Não, não quero!

- Então pare de tentar fugir da pena que lhe dei! Se tentar mais uma vez, você não vai só ver o saibuso, como vai entrar dentro dele! – Kagura ainda estava atônica - Schließen Sie führt von den ewigen Tod! – Naraku pronunciou, e as portas do saibuso se fecharam. Kagura conseguiu respirar aliviada.

- Prometo Naraku, que não vai acontecer de novo!

- Hum...que bom! Pois se acontecer...você vai morrer! Guardas, levem-na para o calabouço! – Os dois guardas saíram voando com Kagura sendo arrastada no chão.

Quando ela chegou lá, começava mais uma séria de chicotadas em suas costas, e ela não era a única. Haviam muitos outros no mesmo estado que ela, mas com machucados mais profundos. Alguns já estavam tão acostumados, que nem gritavam mais. Mas Kagura ainda não era um deles.

A cada chicotada era um novo grito da demônia. Às vezes, jogam sal em suas costas para que doesse mais os ferimentos, isso fazia os gritos de Kagura aumentarem em duas vezes.

Certo tempo depois, as chicotadas acabaram. Mas só de pensar que mais tarde a seção se repetiria, a deixava com calafrios. Sua roupa já estava toda rasgada pela parte de trás. Isso a fazia pensar. Se não tivesse aceitado a proposta de Naraku naquele dia, não estaria naquela situação. E assim, ainda teria a amizade de Sesshomaru.

Ela parou. Olhou para o céu escarlate do lugar, e começou e lembrar. Lembrar-se de um tempo que ela acreditava que nunca mais iria voltar.

Flash back

Era 3000a.C:

- Ai...que saco! nunca temos nada pra fazer no inferno! - Reclamava Sesshomaru em cima de uma arvore..

- Você que é preguiçoso! - ele olhou para a mulher que estava no chão - Um demônio preguiçoso! - Ela zombou.

- Hunf! E quem é você pra falar com Sesshomaru, o príncipe do sofrimento?!- Ele desceu da arvore.

- Sou Kagura! – Ela sorriu – E alias, sou meio nova aqui!

- Hum...quantos anos? O que fez para vir pro inferno? Em que território está?

- Bem...primeiro, tenho 21 anos de experiência aqui no inferno, eu não 'vim' pro inferno, eu nasci demônio, e estou nesse território mesmo, o da Ira. Mas...você é mesmo o Sesshomaru? – Ele assentia com a cabeça – O filho do grande Inuytaisho? – Ele assentia novamente com a cabeça – Puxa...então você é como eu?

- ...Como assim, como você?

-...- Ela fica em silencio um momento – Você é como eu, não veio pro inferno, nasceu aqui!

- Isso é verdade! – Sesshomaru pausou uns instantes, depois continuou – Você parece ser interressante! – Ela sorriu.

- Você também! – Ela estendeu a mão – Em fim, prazer!

- Prazer! – Ele apertou a mão dela, e sorriu de leve.

Vários anos se passaram, e Kagura e Sesshomaru, haviam formado um certo laço, cuja os humanos chamariam de amizade. Mas para muitos demônios, isso era absurdo. No inferno, os demônios raramente se comunicavam, não que não conversassem, mas nunca se abriam com outros. Eram extremamente poucos aqueles que assim o faziam.

Mas Kagura e Sesshomaru pareciam se entender bem, pouco eram as coisas que não tinham em comum. Tinham muitos pontos de vista parecidos, inclusive o de não gostar de humanos e (principalmente) anjos. Sesshomaru também contou que odiava anjos tanto o quanto possível, devido a um acontecimento ocorrido no passado:

2650 a.C.:

- Ai...que droga meu! Odeio lutar contra anjos, sempre fico cansada! – Kagura se jogou no chão.

- Você está bem? – Sesshomaru (de pé) estendeu a mão para que Kagura pudesse ficar sentada, esta assim o faz.

- Sim, sim! Só feri um pouco a minha aza, mas logo vai cicatrizar. - Ele se sentou ao lado dela. - ...humf! Meu pai...morreu lutando contra um anjo...quando eu tinha 14 anos! – Kagura serrou os punhos.

- Você viu?

- Não, se tivesse visto, tinha matado aquele anjo imbecil! – Ela mantinha os punhos serrados.

- Minha mãe...também morreu morta por um anjo! – Sesshomaru olhou para o céu. – Quando eu tinha 5 anos. Infelizmente, mesmo eu tendo a visto, não consegui salvá-la!

- Você...viu a morte de sua mãe? Mas você estava na Terra?

- Não exatamente...você conhece o espelho de Kaguya? – Kagura se espantou – Pois é...Kaguya e minha mãe eram...bem próximas. E um dia, Kaguya resolveu me mostrar como minha mãe atuava na Terra. Eu acompanhava alucinado. Mas...aos 5 anos acabei vendo a morte de minha mãe. Tanto que também ela foi ajudar minha mãe, na hora da morte dela! – Sesshomaru dizia com certa culpa, Kagura percebeu.

- Sesshomaru...- Kagura o olhava melancólica.

- E foi tudo pra decidir sobre a vida de um mero humano! – Ele olhou para Kagura - Mas eu já me acostumei com isso! – Ele sorriu. Kagura não sabia o que dizer. Como anjos podiam ser tão...cruéis?

- E seu pai?

- Meu pai...odiou a morte de minha mãe! Nem sei como não matou aquele anjo ainda!

Eles ficaram em silêncio por um tempo, até que Kagura resolveu perguntar:

- Sesshomaru, sua família é uma família de demônios cachorro?

- Sim. Somos os demônios cachorro daqui de Ira. A família de Inveja são os gatos, de Luxuria as águias, de Preguiça os Ursos, de Gula os ratos, de Cobiça são os escorpiões, e de Orgulho, as cobras. São famílias que o único jeito de herdar seu poder, é passando pelo sangue.

- Hum...não sabia disso!

- Mas os únicos sobreviventes da minha geração somos eu, o meu pai e 2 primos dele. Ela está quase extinta.

- Por que motivo?

- Anjos! – Neste momento, Kagura percebeu que o ódio de Sesshomaru por anjos não era nada pequeno.

A cada ano novo, era uma nova tortura aos demônios. Principalmente naqueles 50 anos. Ela se lembrava bem, que em 1955a.C. (devido a morte do dono do território de Cobiça) muitos demônios se rebelavam contra outros. E surgiu uma guerra entre os territórios de Luxuria, Cobiça, Preguiça e Gula (considerados, territórios fracos, mais conhecidos como do Sul) contra Orgulho, Inveja e Ira (territórios fortes, conhecidos como os do Norte). E naquela época, não haviam demônios que podiam ir a Terra, devido a 'greve'.

Os demônios não podiam abrir seus portais a Terra, e o único jeito era passar pela passagem principal. Mas somente os donos de Territórios podem passar por aquela. Então ninguém tinha como fugir. Ou se era forte, ou se não era nada.

Entretanto, porque Ira continuava indo a Terra?

Sesshomaru acabou descobrindo isso, quando viu seu pai passar pela porta principal. Este ficou intrigado, e ao seu lado estava Kagura, muito mais curiosa que ele:

- Por que seu pai iria para a Terra em um momento tão critico como esse? – Ela perguntou.

- ...Adoraria saber!

Sesshomaru já vinha desconfiando do pai à algum tempo. Mas foi em uma trégua (que durara somente 2 meses) que ele foi pego de surpresa quando Naraku apareceu em sua frente, lhe entregando um bebê.

- Sesshomaru, este é o seu irmão! – Sesshomaru segurou a criança no colo.

- Que irmão? – Sesshomaru respondeu. Kagura observava tudo de trás de uma arvore.

- "Como Ira teve tempo de fazer um filho enquanto nós estávamos em guerra? Não tem como!"

- Kagura, pare de nos espionar! – Disse Naraku nervoso. Ela saiu de tas da arvore – Que bom que obedece ao novo rei de Ira! – Os dois se espantaram.

- Rei...de Ira! – Disseram os dois em uníssono.

Naraku dispensou Kagura, e conversou a sós com Sesshomaru. Somente duas horas depois, eles se encontraram, e mais do que nunca, Kagura queria saber do ocorrido:

- Sesshomaru, de quem era aquele bebê?

- Do Inuytaisho.

- E o que queriam?

- Queriam que eu ficasse com ele. Prontamente recusei.

- ...o que houve com seu pai?

-...ele não pode ser meu pai. – Fora a primeira vez que ela o viu frio. E o tom ameaçador que ele usou, foi horrível vindo de alguém que admirava o pai.

Mais tarde, fora anunciada a saída de Inuytaisho. O ex-Ira. Que fora mandado para a Terra por 3900 anos. Motivo? Desconhecido. Naquela época não se falavam muito sobre os motivos das saídas.

Os fatos que se sucederam foram em explosão: a guerra recomeçou, morte em maça dos demônios , troca do líder do território de Orgulho, troca do líder do território de Preguiça, matança em excesso e assim foi...

Certo dia de trégua, os dois se encontraram novamente, e esses momentos estavam se tornando cada vez mais raros:

- AH! NÃO AGÜENTO MAIS! – Ela gritou.

- Percebi. – Ela estranhou o tom da voz de Sesshomaru.

- Você tem falado dessa maneira desde aquele incidente com seu pai...

- Já disse, ele não é meu pai.

- Hum...- Ela ficou quieta um momento, mas depois continuou – Sabe...pensava que se algo acontece com o rei de um território, quem fosse em seu lugar seria seu filho!

- Não, isso é para os reinos da Terra! Aqui vai o demônio mais forte até aquele momento. E eu juro, um dia, serei o líder de algum território, de preferência, este.

- ...Espero que consiga!

-...o que faria se fosse chamada?

-...Sinceramente não sei! Se pudesse, entregaria meu titulo pra você, já que não quero ter o peso de um reino sobre minhas costas! – Sesshomaru fez cara de desconfiado, mas pareceu acreditar (ou fingiu).

Entretanto, somente 4 dias depois, Kagura lutava contra a dona do Território de Luxuria, que queria amargamente derrotá-la (por alguma razão, a 'rainha' não se simpatizou com a 'plebéia'). Kagura levava uma imensa desvantagem, mas não se deixou abater, e continuava lutando.

Todos que viam a luta (enquanto lutavam com outros demônios) pensaram amargamente que a vencedora seria Luxuria, mas fora uma surpresa geral quando Kagura a matou.

Todos os próximos pararam imediatamente de lutar ao ver o corpo de Luxuria agora caído no chão. Nem Kagura acreditava no que via.

Sem a menção de ninguém, Ira (Naraku) e Inveja (Na época um homem de porte forte e loiro) apareceram e viram o corpo de Luxuria:

- Parece mesmo que Luxuria morreu! – Inveja checou o pulso da mulher,

-Hum, então já podem avisar, que teremos uma nova Luxuria, Kagura. Ou melhor, espalhem que a antiga Luxuria morreu, já que noticia ruim corre rápido no inferno!

Devido a guerra, Kagura não teve cerimônia, mas ela recebeu uma pedra azul, em nome de Luxuria.

Não se passou nem 3 semanas, quando Kagura e Sesshomaru se encontraram novamente:

- Sesshomaru, o que queria tanto falar comigo? – Ela perguntou.

- Você mentiu.

- Como?

- Disse que não queria ter o peso de reino em suas costas. E agora é líder de Luxuria, não é?

- Sesshomaru, acontece que...

- Não quero saber de suas desculpas, a questão é que você mentiu pra mim. Como todos os demônios...

- Mas, Sesshomaru...- Este se virou de costas.

- Não se pode ter confiança, não aqui no inferno. – Ele se virou e foi embora.

Kagura queria sair atrás dele, queria ir falar com ele, mas algo a impedia. Não queria mesmo ser dona de um território. Pensou em sair atrás dele, mas sentiu uma mão em seu ombro:

- Nem pense nisso! – Ela virou de costas e encontrou Naraku – Sabe que se fizer irá para o 'saibuso', e você não quer morrer agora, quer? – Kagura sentiu um calafrio na espinha, ao ouvir 'morrer'.

- Na...não senhor!

- Não me chame mais de Senhor Kagura, me chame por...amigo! – Kagura sentiu repulsa do jeito egocêntrico que Naraku falou, mas não parecia ter outra escolha.

Olhou para a pedra azul que estava em seu pescoço: viu que as coisas mudariam de lá pra frente.

Como Kagura ficou do lado do Norte, as batalhas cessaram, já que não teria como o lado Sul (que agora estava mais fraco) lutar contra o lado Norte. Assim a 'paz' reinou no inferno novamente.

Entretanto, depois daquela batalha, Kagura nunca mais falara com Sesshomaru da mesma maneira.

Fim do Flash Back

Kagura poderia até pensar mais, mas logo outra seção de chicotadas começou. Aquilo doía, realmente doía muito...

Naquele momento, o Exercito dos 7 já se reunia novamente:

- Falta somente um dia! – Disse Naraku.

- Só um? – Disse gula – Mas já?!

- É, já! – Disse Orgulho – Será amanhã, à uma hora da tarde.

- Puxa, o tempo passa rápido! Já estou ficando velho! – Disse Naraku.

- Realmente! Parece que foi ontem que Inuytaisho foi penalizado! – Disse Gula.

- Certamente! – Disse Orgulho – Mas tenho que falar a respeito sobre a nova líder do exercito de Inveja! – Todos o olharam espantado, exceto Naraku (que já sabia).

- Hum...e quem seria ela? – Kaguya perguntou, e Orgulho sorriu maligno.

No dia seguinte, na Terra , Inuyasha e Miroku acordavam com o som ensurdecedor do despertador. Miroku podia estar irritado, mas Inuyasha ficou mais do que feliz, afinal havia se livrado de outro pesadelo, em que matava a Kagome...

- Bom dia priminho! – Disse Miroku. De repente um travesseiro voou na cara dele.

- NÃO ME CHAME DE E PRIMINHO MIROKU!

- Tá bom, não está mais aqui quem falou!

Eles se levantaram tomaram café e foram embora. Mas no caminho não foram junto de Sango:

- Miroku...quanto tempo pretende ficar brigado com Sango?

- Sei lá! – Ele respondeu – Até ela ter coragem de me contar a verdade! – Inuyasha suspirou.

- Que verdade?

- ...Eu sinto que tem algo que ela me esconde...- Miroku disse em um tom estranho, Inuyasha decidiu não contraia, e seguiram em frente.

Passando-se algumas horas, Sesshomaru fora chamado por Naraku, este o esperava, em baixo do lugar onde revelara que Inuyasha era seu irmão:

- Kuku, bom dia Sesshomaru!

- O que quer agora?

- Hum...estou certo de que você se lembra de seu pai, não é?

- Não tenho pai.

- Oh, como é cruel! – Ele disse cínico, Sesshomaru se estressou – Não tem pena de seu pai?

- Se veio aqui só pra me dizer isso, então eu já estou de saída. – Sesshomaru se virou de costas e começou a caminhar

- Na verdade não! – Sesshomaru parou – Tenho uma coisa séria pra lhe falar! – Vendo o silêncio de Sesshomaru continuou – Sabe quanto tempo demos à ele de pena na Terra? 3900! E sabe quantos anos faz desde que a pena que o demos ocasionou? Precisamente 3900! – Sesshomaru levou um choque, finalmente olhando para Naraku – Exatamente o que você ouviu, Sesshomaru! A pena de seu pai não acabará amanhã, nem depois, acabara agora!

Sesshomaru não sabia direito o que devia fazer. Tão pouco sabia do porque Naraku estaria falando isso. Mas tentaria impedir. Não aba como estaria o pai agora e preferia que ele continuasse na Terra. Por poços milésimos pensou. Assim teve certeza de que o pai biológico da vida humana de Inuyasha era o seu. Conhecia os demônios e suas peças. Iria tentar impedir o quanto fosse do pai voltar ao normal. Então, por via das duvidas, resolveu ir para a Terra e por um motivo desconhecido, falar com Inuyasha.

Este estava comendo seu lanche, sentado em uma mesa com Miroku (devido a briga dele com Sango, Kagome e Sango sentavam separados dos dois) quando Sesshomaru apareceu, e, como estava em forma de demônio, humanos não podiam vê-lo:

- Sesshomaru, o que faz aqui? – Perguntou Inuyasha.

- Vim perguntar, seu sobrenome é Taisho, não é?

- É sim, mas porque a curiosidade? – Perguntou Miroku.

- O nome do seu pai desta vida, qual seria?

- Inuytaisho! – Disseram os dois juntos.

- Era o que eu temia!

- E o que você temia? – Perguntou Miroku.

- Onde ele trabalha?

- Hã? – Perguntou Inuyasha.

- Onde ele trabalha? – Sesshomaru retornou a perguntar.

- Isso não lhe...- Inuyasha não iria falar, mas Miroku o parou.

- Em uma empresa chamada 'Sengoku Jidai', que fica no centro da cidade! – Miroku disse indiferente. Sesshomaru então desapareceu.

- Por que deu essa informação a ele? Não sabemos o que ele pode fazer com meu pai! – Miroku nem havia pensado nisso.

- Ah meu Deus! E se ele quiser matá-lo?

- Eu não sei, mas eu estou indo pra lá agora! – Inuyasha se levantou da mesa.

- Quer carona? – Inuyasha não entendeu muito no começou, mas logo percebeu à que Miroku se referia.

Os dois foram até o banheiro masculino, onde Miroku se transformou em anjo, e os dois saíram voando pela janela (com Inuyasha nas costas de Miroku). Miroku foi na maior velocidade que podia até o local de trabalho de Inuytaisho.

Mas no caminho, ele encontrou Sesshomaru:

- Ei, Sesshomaru?! – Inuyasha olhou para ele – Afinal, o que quer com meu pai?

- Não é só seu pai. – Ele disse frio. Miroku e Inuyasha se entreolharam e ficaram ainda mais intrigados.

Os três chegaram à fábrica, ainda no setor onde Inuytaisho trabalhava. Mas não era tão fácil de encontrá-lo quanto parecia.

Neste momento, ele, Inuytaisho, carregava uma pequena caixa onde nela estava seu almoço mais cedo, e põe em cima da escrivaninha:

- Prontinho! Já almocei! – Ele ia se sentar e abrir a carteira, mas lembrou-se que esta estava no refeitório – Ah é, deixei ela em cima da mesa.

Ele já voltava para pegá-la, assoviava e batia palmas. Seus cabelos pretos e curtos e olhos mel encantavam as mulheres, mesmo com a idade. Afinal ainda tinha um corpo atlético.

De repente, sentiu um forte está-lo na cabeça, o fazendo quase cair no chão. Mas pensou que fosse nada, e seguiu andando. Logo, veio outro está-lo, ele pôs a mão na cabeça, mas rapidamente acabou, assim continuou. Porém, veio outro está-lo, esse o fez começar a tremer e suar, mas não demorou muito, mas ele ficou preocupado.

Então veio mais um. Dessa vez, não durara pouco. Ele se ajoelhou no chão, pôs as duas mãos na cabeça e sentiu, sentiu todo o seu corpo começar a doer, suar, seu sangue ferver e várias séries de outros sintomas.

Foi ai que vieram as lembranças e principalmente, a que o fez entrar naquela pena:

Flash Back:

- O senhor gosta de rosas? – Perguntava uma mulher observando um canteiro.

- Mais ou menos...- Inuytaisho respondeu. Não estava acostumado a conversar com humanos.

- Pois saiba, que elas são o símbolo do amor! – A mulher se abaixou e pegou uma rosa – Toma, é pra você! – Ela entregou para ele.

Inuytaisho não sabia dizer com precisão quando havia se apaixonado por aquela humana, mas ela conseguia o enfeitiçar. Cabelos longos e olhos brilhantes, ambos negros e uma pele alva, macia a branquinha. Corpo antes definido, mas agora carregava uma outra vida em sua barriga.

Mas o que mais o encantava era seu sorriso. Que belo sorriso. Se pudesse, manteria aquele sorriso pra sempre no rosto da bela jovem. A única jovem a quem ele um dia amou.

Mas sabia, que assim que a criança nascesse, ela provavelmente morreria, e isto o deixava louco. Sabia das regras, demônios envolvidos com humanos só causas maldições ao ultimo.

E está era a dela.

A garota começou a sentir as contrações. Suas penas ficaram tão bambas que ela quase caiu, se Inuytaisho não a tivesse pego.

Ele a levou no colo até um curandeiro do local. Este colocou algumas ervas por sobre mulher, que parecia sofrer. Logo o curandeiro chamou uma parteira, e o trabalho então começou.

Mas ninguém ali estava mais preocupado que Inuytaisho. Ele sabia, que ela ainda estava viva por causa so bebê em sua barriga. Enquanto que o bebê não nascesse, ela estaria bem.

Mas aqueles nove meses passaram rápido, e agora ela daria a luz ao seu segundo filho. Ele não sabia se ficava alegre, ou desesperado.

Foram necessárias 7 horas incessantes de empurrões, até que Inuytaisho ouviu o choro da criança. Foi então para perto de sua amada, ver seu filho:

- Não é lindo! E tem a sua cara! – Ela sorriu – Mas...o que seriam estas orelhas de cachorro e estes cabelos prateados.

- Não sei Izayoi... – Ele mentiu. Mentira pra ela durante aquele tempo todo, e agora, aquilo iria terminar.

- Inu!

- O que?

- O nome dele será, Inu! – Ela o olhou – Sabe o que significa? – Ela sorriu

- Sim, 'cachorro'! – Ela voltou seus olhos para o bebê – Inuyasha!

- Inuyasha? – Ela estranhou, por fim sorriu – Está certo, o nome dele será Inuyasha!

Os dois ficaram assim, admirando a criança. Por um momento Inuytaisho esqueceu-se de ses problemas, por um momento ele pensou que pudesse ser feliz.

Mas a alegria acabou quando uma luz Negra surgiu no quarto, e dela saíram Naraku e Orgulho (cabelos ruivos e compridos):

- Hora, hora, hora...veja o que temos aqui!- Disse Naraku.

- Um protótipo de família feliz! – Debochou Orgulho.

- Q...quem são vocês?- Ela perguntou.

- Izayoi, pode vê-los?- Perguntou Inuytaisho.

- Claro que pode! – Disse Orgulho – Mas não porque ela seria uma sensitiva, e sim porque estava na hora de sua morte! – Izayoi tremeu com aquelas palavras. Inuytaisho então se levantou.

- Izayoi,corra!

- Hã?

- CORRA IZAYOI! – A mulher (com a criança no colo) saiu correndo em direção da floresta. Inuytaisho desembainhou a Tetsusaiga em direção aos dois.

- Pode até usar isso em nós, mas não será muito útil! – Disse Orgulho – Naraku, vai atrás dela.

- Certo! – E ele abriu um portal.

- KAZE NO KIZU! – Gritou Inuytaisho, usando um forte golpe da espada, sem sucesso.– Vocês demônios e suas malditas barreiras!- Porém ainda se restavam as fumaças. Assim Inuytaisho aproveitou para fugir

- Você também é um! – Ele sorriu. Mas logo isto de desfez quando ele percebeu que Inuytaisho não estava mais lá – Droga! – Ele saiu correndo.

Izayoi corria o mais rápido que podia, mas Naraku apareceu na frente dela:

- O...o que quer? Afinal, o que te fizemos?

- Na verdade querida, seria o que você fez! Olha só...teve um filho com um demônio, e quer sair impune disso?! – Izayoi quase desmaiou, não podia acreditar, não queria acreditar.

- O QUE FEZ COM MINHA IZAYOI?! – Gritou Inuytaisho furioso.

- Você...mentiu pra mim! – Ela começou a chorar – Você...me enganou! - Inuytaisho podia não ter ouvido a conversa, mas sabia do que ela se referia.

- Me perdoe! – Uma lágrima escorreu pelo rosto dele.

- Que momento lindo! – Disse Orgulho atrás deles – Mas seria muito mais lindo se vocês entregassem a criança!

- Nem por cima de meu cadáver! – Disse Inuytaisho.

- É o que veremos! Kuku! – Naraku deu algumas ordens e as arvores do local começaram a se mexer. Indo pra cima de Izayoi. Uma delas pegou Inuyasha, a outra Inuytaisho e a outra a própria Izayoi.

- É mesmo uma pena! – Disse Orgulho – Agora diga adeus, para sua preciosa Izayoi! – Disse Orgulho.

As arvores estavam levando Inuytaisho para dentro de um portal, mas antes ele conseguiu dizer:

- Me perdoe Izayoi, eu te amo! – Fora tudo, antes da própria garota perder a consciência, e ele ser levado para o inferno.

Ficou na prisão até sua pena ter sido decidida: ficaria 3900 anos na Terra.

Fim do flash Back.

Juntamente vieram muitas outras lembranças. E assim que todas acabaram, Naraku apareceu em sua frente, com olhar de superioridade e sarcasmo:

- Seja bem vindo de volta, Inuytaisho!

E fora neste momento que Inuyasha, Sesshomaru e Miroku entraram no cômodo.

Continua...

N/A: Gente, desculpa esse cap. não falar muito sobre inu e a k-chan, mas é q eu precisava por o Inuytaisho de volta por dois motivos: pra vocês saberem que o inuyasha é um meio-demonio e pro Inuytaisho voltar em cena com seus poderes. Mas o próximo cap (está quase acabando, axo q termino ele em uma semana) vai falar sobre a Kikyo, então me desculpem por não falar agora mt sobre o casal, mas prometo que logo logo eles voltam a ser os protagonistas.

Agora, vamos responder as reviews:

Agome chan – Hehehe! Obrigada pelos elogios! E eu mesma adorei fazer akele cap xD! O Suikotsu foi uma idéia de ultima hora, quasq que ele não ia aparecer! xD! Mas não se preocpem, eles logo descobrem ele! Por enquanto ele ainda vai fikr incógnito! Mas logo ele aparec de novo!Bjos

sakura-princesaUEEEBA! NÃO VOU MORRER! :D!

Brinkdera! xD!

Ainda bem que você não quer me matar mais, já estava contratando o Suikotsu pra fikr guarda aqui (e tbm o pessoal do evangelion) enfim t obrigada por não querer me matar mais!

xD! Que bom q gosto do cap 22! Fiz ele cm mt carinho!

O 23 tah aki já, naum m mata nam, tah?!

Bjinhus e xauxau!

Lory HigurashixD! Como e jah disse, amei fazer o cap 22! Quanto ao Naraku, ele ainda vai apronta mt mais, ele o o Orgulo ainda vão querer quase matar o inu e a kchan! A contnuação já chego !

Bjos

Letícia – Oii! Eh, nakele cap todo deu certo no final! O Naraku beijou a Kagome por outro motivo sim, mas voce soh irá descobrir mais pra frente (kukuk) ! Agra quanto ao Inuytaisho...é melhor vc ler esse cap se naum perde a graça!

Kisses

Dark MaidieNossa! Como sempre digo, leitor novo é sempre bem vindo! Mt obrigada pelos elogios, espero que tbm continue lendo a fic! O novo cap já chego Bjinhos

oikik-chanxD! Nossa, obrigada! Passei um tempão pensando m como a k-chan ia voltar pro inu nakele cap! E foi meio d improviso a 1ª vez dles xD! Mas eu adorei escreve-lo! E q bom q v6 gostaram! bjinhos

sergio-kunNossa, valeu mesmo, d s2! xD! Mt obrigada pelos elogios viu! Espero q goste desse cap tbm! Bjinhos.

Bjos e xau xau.