Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.

Entre o Céu, a Terra e o Inferno

Capitulo 27 – Os Preparativos Para a Festa do Final da Primavera

Já haviam se passado quatro dias. Inuyasha estava parado na frente de uma vitrine de uma loja. Nesta, havia várias jóias caríssimas, mas nenhuma delas era tão bonita quanto o colar de ouro branco, com um pingente de ouro puro. Neste, a imagem de um anjo, pequeno, mas ainda sim era um anjo:

- Ainda vou comprar este colar! – Inuyasha mexeu no bolso de sua calça, assim pegando sua carteira. Ele a abriu, e nela só tinha 20 ienes. Ele olhou para o preço da jóia, esta era 289 ienes. Ele suspirou – Ainda falta muito!

- O que está olhando Inuyasha? – Perguntou Miroku juntamente com Sango mais a frente dele.

- Nada, nada! – Inuyasha seguiu andando. Mas a idéia de comprar aquele colar não saia de sua cabeça.

Inuyasha já estava namorando aquele colar há algum tempo. Desde que se relembrou de Kagome, queria dar um presente há ela, e aquele colar parecia ser perfeito. Mas era muito caro. Mas ele queria um jeito de poder comprar aquela jóia, nem que isso fosse a ultima coisa que faria. E com certeza faria.

Eles chegaram à escola, lá encontrando Kagome. Ela estava meio distante, parecia pensar no mundo da lua:

- Bom dia Kagome! – Disse Sango e Miroku ao mesmo tempo, tirando-a de seus devaneios.

- Ah, bom dia! – Ela sorriu – Seu corpo está melhor Sango?

- Com certeza! – Ela sorriu – Não sinto dor nenhuma!

- Isso é mesmo um milagre, não é? – Zombou Miroku.

- Sem sombra de duvidas! – Kagome disse rindo. Mas logo parou – E o Inuyasha?

- Estava aqui até uns instantes atrás! – Disse Sango olhando de costas.

- Verdade, onde será que ele está? – Perguntou Miroku. Logo Inuyasha apareceu andando calmamente pela rua. Como se estivesse pensando na morte da bezerra.

- Desculpa a demora, é que estava...- Ele ia continuar, mas Miroku o cortou.

- Pensando no porque o céu é azul? – Perguntou Miroku sarcástico – Você sempre viveu no mundo da lua priminho!

POFT!

- Não me chame de priminho Miroku! – Disse Inuyasha irritado – E não, não estava pesando nisso. E sim em outras coisas! – Ele ainda estava bravo.

- Que tipo de coisas? – Perguntou Kagome curiosa.

- Ah, nada de importante! Provas, notas, professores me mandando pra fora da sala, só isso! – Ele sorriu. Mas Kagome sabia que não era isso, sabia que era outra coisa.

Não demorou para o sinal tocar e os alunos entrarem na sala. Miroku fora o ultimo há entrar em sua sala, e junto dele o professor. Este não veio explicar a aula direto, como sempre fazia, e sim dar um recado:

- Bem meus alunos, tenho que lhes avisar de que a partir de amanhã serão feitos os preparativos para o baile do final da primavera! O baile será realizado na quadra principal neste sábado, aberto somente para o pessoal do colegial. Portanto nesta semana vocês não terão aula. Mas, quem quiser trabalhar poderá ganhar um bom dinheiro!

Aquilo era tudo que Inuyasha queria ouvir. Ele queria muito ganhar dinheiro para poder comprar o colar para Kagome. Afinal, Inuyasha não iria pedir dinheiro a sua mãe naquele momento. Ela já estava sofrendo de mais com o 'sumiço' de seu pai. E também queria fazer aquilo com o seu esforço, e sua determinação.

- Durante o dia de hoje, vocês, terão metade de suas aulas normais, saindo na hora do almoço! Mas amanha e durante toda essa semana, estarão dispensados! E para aqueles que quiserem participar, terão que vim ao final da aula aqui na escola, e se encontrar no próprio salão hoje. E se alguém oferecer seu nome e não comparecer,irá perder nota!

Tocou o sinal da ultima aula. Todos os alunos se levantaram de suas carteiras, não só os alunos do terceiro, mas sim os alunos de todas as classes estavam no corredor, indo em direção ao pátio principal. Inuyasha e Miroku procuravam Kagome e Sango, estas já haviam se encontrado:

- Sabe Sango, será que a Rin iria querer participar?

- Não sei, mas provavelmente, agora, seria um pouco impossível!

Neste momento, Rin acabara de sair de seu coma. Ela se sentou na cama e uma forte dor de cabeça surgiu. Ela observava o cômodo com cuidado enquanto tentava lembrar do que havia acontecido.

Ela se lembrava do seu encontro com Sesshomaru, depois que havia ido à escola, e mais nada. Estava confusa, afinal o que estaria fazendo ali? Mas ela se espantou mais quando olhou para o calendário e viu que era 14 de junho. Mal podia acreditar que estava em coma por uma semana.

Olhou para sofá, e viu sua mãe e seu pai dormindo neste. Ambos pareciam preocupados, e isto fez com que Rin ficasse preocupada com eles. Ela sabia que sua mãe, quando preocupada perdia a fome, e só de olhar pra ela percebia que havia perdido pelo menos uns 3 quilos.

Rin teve vontade de chorar. Ela queria que tudo estivesse bem, queria que seus pais estivessem bem, queria ver o Sesshomaru, seu Sesshomaru. Mas parecia ser um tanto o quanto difícil.

- Quer ver o 'seu' Sesshomaru, humana?! – Perguntou Naraku sarcástico. Rin se assustou com a presença dele. Tanto que quase caiu da cama.

- Que...quem é você?

- O chefe dele! – Naraku disse autoritário.

- Che...chefe? Anjos...tem...chefe?

- Tanto os anjos quanto os demônios!

- Ma..mas porque você está aqui? Eu fiz alguma coisa errada?

- Na verdade, eu vim aqui para esclarecer algumas coisas...- Naraku sorriu diabólico, Rin acabou ficando com medo. Ele fez um pouco de suspense, antes de continuar - O Sesshomaru não é um anjo, como você pensa que ele é! – Rin achou aquela afirmação estranha, afinal (como os outros anjos que ela conhecera) ele podia voltar para o lugar de onde veio desaparecendo.

- Então o que ele é? – A garota perguntou ainda amedrontada.

- Kukuku! – Naraku riu – Ele é um demônio! E a única coisa que ele queria fazer com você era te usar! Ele te não te ama! Nenhum demônio sabe amar! E você quase morreu por causa dele! Afinal, ele te beijou e te levou para a cama. Nenhum ser humano sobreviveria com tanto afeto de um demônio. Isso é uma maldição! Um demônio só deve causar dor e destruição, nunca compaixão! Graças a isso, você por pouco não morreu, mas pro meu azar, os anjos do céu conseguiram te salvar! – Naraku fez uma cara séria, que logo se desfez com a volta de seu sorriso diabólico – Era pra ele ter te matado!

Rin quase teve um desmaio. Se achou uma idiota por um tempo. Como poderia ter se deixado enganar daquela maneira? Só de pensar na noite que tivera com Sesshomaru e pensar que aquilo tudo fora uma mentira, era horrível. Seu coração se desfez em mil pedaços.

Sentiu uma enorme vontade de chorar, e assim o fez. Não fazia menção de que iria parar. Estava muito mal por saber que havia sido 'usada'. Queria voltar no tempo e nunca ter falado com Sesshomaru, mas ela sabia que isso seria impossível, por isso abraçou seus joelhos e escondeu seu rosto. Nem notou quando Naraku fora embora.

Chorou tanto que acabou dormindo, naquela própria posição.

Já eram uma da tarde. Inuyasha foi até o salão da escola. Não contou à Kagome. Queria fazer uma surpresa, quando no dia em que a convidasse para o baile, lhe entregasse o colar de anjo. Ficava feliz só de imaginar o rosto dela sorridente lhe dizendo 'obrigada'. Mas ao entrar no salão, viu que teria muito trabalho. O lugar era horrível. Cheirava a mofo, apesar das janelas, tinha pouca iluminação, já que as lâmpadas não funcionavam. Estava horrível. Possuía teias de aranha e algumas partes da parede estavam descascadas. Inuyasha pensou seriamente se eles deviam fazer o baile naquele lugar, mas não tinham outra escolha: era até então o maior salão da escola.

Ele achou que estaria sozinho, mas foi uma grande surpresa quando encontrou Sango:

- Sango, o que está fazendo aqui? – Ele perguntou.

- Ah, eu resolvi vim aqui e dar uma ajudazinha! Até convidei a Kagome pre vim comigo, mas ela preferiu ficar em casa! E você, porque veio aqui sozinho?

- Ah, o Miroku não quis vir comigo! Pra Kagome eu nem perguntei! – ele fez uma pausa – E ...bem...eu preciso de um pouco de dinheiro!

- Hum...- Sango fez uma cara curiosa – Dinheiro para que?

-...Pra comprar uma coisa! – Sango iria perguntar, mas logo o diretor chegou e ele posse a falar.

- Vejo que temos bastante gente aqui! – Ele sorriu – Bem, primeiro gostara de pedir para que depois das explicações, vocês dessem o nome para a professora Atsuko que está ali! – Ele apontou para uma mulher que estava na direita – Mas agora eu darei as explicações! – Ele respirou fundo e continuou – Vocês terão primeiro de ajudar a limpar o salão! Para aqueles que realmente ajudarem, hoje pagaremos um cachê de 20 ienes à hora!

- Isto é mais do que eu preciso! – sussurrou Inuyasha no ouvido de Sango.

- Hum...pelo visto o que você quer não é tão caro! – Ela sussurrou de volta.

Logo, todos os alunos deram seus nomes e começaram a trabalhar. Ainda havia alguns faxineiros, mas o numero de alunos era maior. Todos trabalhavam com entusiasmo e dedicação. Após muitas horas incessantes de trabalho, todos já haviam limpado até a ultima sujeira do local. Já não havia mais poeira e muito menos teias de aranha. Mas as paredes e a pouca iluminação ainda deixavam o lugar um uma péssima aparência. Como a limpeza já havia acabado, por hora, os professores disseram que todos estavam dispensados, mas que teriam que voltar no dia seguinte para a segunda etapa da arrumação.

Sango voltou junto com Inuyasha até um pedaço depois o deixou ir sozinho. Mesmo assim, ele passou na loja do colar. Disse ao vendedor que lhe pagaria um pedaço do preço, e pediu para ele deixar guardado o colar até ele ter dinheiro suficiente para comprar. O Vendedor aceitou a oferta, mas disse que só iria esperar 15 dias. Inuyasha deu-lhe seus únicos 20 ienes, foi embora da loja feliz.

Ele chegou há sua casa exausto. Entrou lá com o corpo mole e se jogou no sofá. Neste momento, Miroku entrou na sala enquanto segurava um copo de água:

- Ai Inuyasha, a titia Izayoi está muito triste, não acha? – Perguntou Miroku – Hoje eu percebi que ela nem sorri mais!

- Eu percebi! – Inuyasha sentou-se – Mas o que podemos fazer, ir no inferno e pegar ele? – Ele disse sarcástico.

- É, eu sei que não dá! Mas, será que o Naraku não podia... – Miroku ia completar a frase, mas Inuyasha interrompeu.

- Claro que não! Ficou doido?! O Naraku odeia humanos, odeia anjos, odeia tudo! Quer mesmo tentar convencê-lo?! – Perguntou Inuyasha ainda sarcástico.

- É, eu sei, foi uma idéia burra! – Miroku ficou quieto uns instantes. Queria ver sua tia Izayoi um pouco mais feliz, mesmo que fosse somente um pouco. - Mas de repente, Miroku sofrera um arrepio. Já havia sentido isso algumas vezes durante aquela semana, e para um anjo, isso só significava uma coisa – Mas, sabe Inuyasha, estou com uma sensação que algo horrível vai acontecer!

- ...eu também! – Ele disse baixo.

Dali a conversa se encerrou. Nem um dos dois tinha ânimo para falar alguma coisa, principalmente Inuyasha. Aquele sonho não saia de sua cabeça. Entretanto, ele não queria que aquilo estragasse festa de sábado, que ele já tinha certeza de quem chamaria. Mas em sua cabeça, ainda não havia decido se devia contar à ela, ou se afastar.

Era madrugada de terça. E para Inuyasha, estava sendo outra péssima noite, principalmente por causa de seus pesadelos.

Inuyasha estava com seu corpo se movendo, mas era completamente involuntário. Ele viu a imagem de Kagome ficar cada vez mais assustada. E de repente, sem Inuyasha querer, ele lançou um golpe mortal em Kagome. Após isso Inuyasha recobrou o controle, assim pegando o corpo de Kagome no colo. Mesmo sabendo que aquilo era um sonho, Inuyasha ainda ficava muito assustado.

- Kukuku! Como vai Inuyasha? – Perguntou Naraku, ao seu lado estava Tsubaki.

- Na...Naraku? – Perguntou Inuyasha amedrontado. Estava com medo de Naraku, muito medo. – Isso é só um sonho Inuyasha, você vai acordar! – Inuyasha dizia para si mesmo.

- Sabe que não conseguira acordar desta maneira! – Disse Tsubaki.

Naraku se aproximou de Inuyasha em passos apressados, e logo deu um soco nele:

- Sorte sua que estou de bom humor Inuyasha, se não te mataria agora mesmo! – Sorriu Naraku maliciosamente – Se prepare, porque o maior pesadelo se sua vida irá começar em breve! E, não se preocupe, a Kagome também vai estar envolvida nisto!

Ele acordara pulando da cama. Mas notou que pela primeira vez não gritara no sonho. Estava suando e com o coração a mil por hora. E pela primeira vez desde que havia encontrado Kagome, desejou estar longe dela.

-" Talvez eu devesse...me afastar..." – Ele pensou.

Já era terça-feira. Todos os alunos voluntários já estavam no salão principal para receber mais ordens, desta vez mais cedo que no dia anterior, pois eram apenas nove da manha. O lugar estava uma bagunça, e no meio, Sango tentava achar Inuyasha:

- Caramba, onde ele está? – Ele perguntou a si mesma. Não conseguia identificar ninguém no meio daquela multidão. Foi quando sentiu uma mão em suas costas, virou para trás e viu que era o diretor.

- Maktussi, a senhorita já sabe como está a Tekedemi Rin? – Perguntou ele preocupado. Sango sorriu, pôs a mão no ombro dele, e falou:

- Não faço idéia! Mas vou visitá-la assim que puder! Porém, tenho certeza de que ela está bem! – Foi a vez do diretor sorrir.

- Alguém lá em cima gosta muito dela!– Ela riu.

- " E alguém lá em baixo também!" – Pensou Sango.

- Certo! Avise aos pais dela que eu mandei lembranças, sim?

- Sem problemas, eu avisarei! – Ela sorriu.

Ela se virou de costas e continuou sua procura por Inuyasha, não vendo ele em lugar algum. Porém, teve uma leve impressão de que estava sendo observada, e logo isto se concluiu quando olhou para o lado e viu Kuranosuke olhando para ela. Um olhar completamente sem expressão. Sango se sentiu sem graça, e começou a andar mais depressa. Kuranosuke só a seguia com o olhar, um olhar curioso, até ele a perder no meio de tanta gente.

Sango finalmente sumiu da vista de Kuranosuke, e também encontrou Inuyasha:

- Até que enfim achei você! – Ela falou.

- Também tava te procurando! – Ele sorriu de leve.

- Você sabe o que vamos ter de fazer hoje?

- Não, mas sei que provavelmente tem algo a ver com tinta! Escutei os professores falando sobre isso!

- Será que teremos de pintar todo esse lugar?

- Espero que não!

Não tardou e o diretor apareceu dando as próximas instruções. Para o azar de Sango e Inuyasha, teriam de pintar todas as paredes, mas primeiro teriam de desça-las. Inuyasha logo ficara aborrecidos , mas Sango (apesar da surpresa) achou divertido.

O dia passou rápido para aqueles alunos. Fora até cômico, apesar do cansaço de ter que descascar a parede e pintar um pedaço dela. Ainda faltava um outro pedaço, mas até que estava bonita. Eles nunca haviam pensado em como vermelho dava uma ótima cor para um salão. Estava ficando lindo. Mas Inuyasha não estava achando muita graça no trabalho, afinal, se lembrava de minuto em minuto de seu pesadelo.

Ao saírem do salão, os dois deram de cara com um Miroku alegre, e uma Kagome um pouco irritada:

- Oi gente! Como vocês estão? – Perguntou Sango.

- Vo bem, obrigado! – Sorriu Miroku – Não sabia que estava aqui também Sango!

- E vocês. porque não me avisaram que tinha vindo trabalhar aqui?! Eu poderia ter vindo ajudar! – Ela disse estressada. Inuyasha agradeceu mentalmente a Sango por não ter chamado Kagome. Já estava difícil ter de olhar pra ela naquele momento, e imaginou se ela fosse ajudá-los o dia inteiro.

- Ah Kagome, eu decidi de ultima hora! – Ela sorriu – Então, vamos voltar pra casa?

- Bem, a minha casa fica longe daqui! – Ela sorriu.

- Vai lá pra casa Kagome, garanto que o Inuyasha não vá se importar! – Os três olharam para Inuyasha.

-" Claro que vou me importar! Miroku, ainda te mato por fazer esse pedido! Droga! Só porque agora eu decidi que iria me afastar vem ele dizendo que ela tem que vir em casa! Maldição!" – Inuyasha nada conseguiu dizer, somente sorriu.

- Então está certo, mais tarde seu pai te leva pra casa Kagome, aproveita e vem também Sango! – A garota sorriu.

Os quatro foram para a casa dos meninos. Mas, apesar de Miroku, Sango e Kagome estarem conversando, Inuyasha não dizia nenhuma palavra se quer. E nem que quisesse conseguiria. Infelizmente, Kagome percebeu tal atitude do ex meio demônio, e acabou ficando preocupada:

- Tá tudo bem com você, Inuyasha? – Ela arriscou perguntar.

Ele olhou pra ela sério, estava com a pior feição que ela já havia visto. Tudo que via era preocupação, e nada mais. Ele forçou um sorriso, e demorou um pouco para responder. Mas ao invés de dizer, somente balançou a cabeça afirmativamente. Foi então que Kagome notou que algo de muito errado estava acontecendo com o ex meio demônio.

- Tem certeza? – Ela insistiu. Ele somente balançou a cabeça novamente. Kagome iria perguntar o que havia de errado, mas seu celular tocou. Quando atendeu era sua mãe querendo que ela voltasse para casa. Resolveria a conversa com Inuyasha no dia seguinte, agora voltaria para seu lar. Sango fizera o mesmo um tempo depois.

Era quarta feira. Sango e Inuyasha já haviam saído para ir terminar de pintar o salão. Foi naquele momento em que Kagome apareceu na porta da casa de Miroku, querendo saber de Inuyasha. Pena que havia esquecido que ele ao estava em casa. Já Miroku acordava com Izayoi o chamando, avisando que Kagome o avocava. Miroku morto de sono foi ver o que a amiga queria:

- Bom dia Kagome! – Ele disse atendendo a porta ainda com o pijama.

- Podia pelo menos ter se trocado, não? – ele bocejou.

- ...Não! – Ele disse debochado – Bem, o que quer aqui?

- O Inuyasha está?

- Não, ele foi ser voluntário na limpeza daquele cortiço, digo salão! – Miroku zombou, mas logo ficou sério – Lembra?

- Ah é, tinha me esquecido! – Ela sorriu.

- Hum..! – Eles ficaram um tempo em silencio, até Miroku bater a mão na testa – Nossa, como sou descuidado! Nem pergunto se você quer entrar! – A garota riu.

- Se for este o caso, sim aceito entrar! – Ela passou pela porta e entrou no lugar.

Neste momento, Rin acabara de acordar novamente. Estava cansada, pois dormira em uma péssima posição, apesar disso, estava deitada. Sabia que sua mãe devia ter lhe ajeitado na cama. Mas ainda sentiu dor nas costas quando tentou sentar. Reclamou em pensamento. Olhou para o calendário, 15 de junho. Perdera mais um dia. E por quê? Por causa de um homem que tentou usá-la. Um homem que a machucara por fora, e agora por dentro também. Ainda se sentia horrível, mas sabia que não podia mudar o passado, sabia que isso era impossível. Uma lágrima escorreu por seu rosto.

Sua mãe resolveu abrir a porta, e encontrou sua filha sentada, com saúde, porém triste. Era evidente. Seu rosto estava horrível. Rin percebeu sua presença, e logo sorriu para a mãe. Está retribuiu. Mesmo assim, sentia que a filha não estava bem, sentia que ela estaria ferida.

- Está tudo bem com você, filha? – Rin sorriu, a tempos não escutava sua mãe a chamando de filha.

- Estou! – Ela disse com uma voz rouca. Sua mãe se sentou ao lado dela na cama,

- Não acho! E tenho certeza que você está escondendo algo de mim! – ela disse desconfiada.

Rin respirou fundo algumas vezes, e sem querer, suas lágrimas invadiram seu rosto. Ainda não estava preparada para se lembrar de Sesshomaru. Ah se pudesse voltar no tempo, se pudesse...

- Não vou te obrigar a dizer se não quiser! – Sua mãe a abraçou.

- Obrigada! – Ela disse baixo, entre soluços.

Não tardou e um médico apareceu lhe dando alta. Havia feito os exames e já não havia mais nada de errado com ela. Seu pai então a levou para casa. Ela ainda estava um tanto o quanto cansada, mas estava muito deprimida para pensar nisto.

Na casa de Miroku, Kagome sentava no sofá enquanto ele trazia uma bandeja com duas xícaras de chá. Pôs a bandeja sobre a mesinha e sentou-se:

- Então Kagome, quais são as novidades? – ele perguntou tomando um gole de chá.

- Nenhuma! – Ela pegou a xícara e posse a olhar em seu reflexo no chá – Nenhuma mesmo!

- O que queria falar com o Inuyasha? – Ele perguntou, fazendo a garota corar levemente.

- Falar, só isso!

- Sobre o que? – Ele insistiu – Sobre do porque ontem ele te evitou? – Miroku percebeu que a pergunta fez a garota entristecer. Ele ia alterar a pergunta, mas não obteve tempo, já que Kagome respondera.

- Não exatamente. – Ela respondeu sem animo.

- Senhorita Kagome, se for este o caso, porque não vai até a escola falar com ele? Se quiser eu te faço companhia! – Ele sorriu.

- ...Ele deve estar trabalhando! Quem sabe outro dia! – Ela sorriu, entretanto não estava feliz.

Kagome se despediu de Miroku e foi embora. Mas ele sabia que ela não estava bem. Que aquele sorriso fora só uma maneira de lhe fingir estar bem. Um estúpido sorriso, pensou ele.

Mas seus pensamentos duraram pouco. Alguns segundos depois, antes de fechar a porta, Miroku notou que um portal se abria no céu, um pouco acima de sua casa. Ele olhou para lá intrigado. Se fosse um demônio não hesitaria em lutar com ele. Se transformou e colocou-se em posição de ataque. Mas logo de aliviou quando percebeu que era um portal do céu. E se assustou quando viu que dele saia Shippo, um tanto o quanto...apavorado.

O pequeno anjo voou até atrás de Miroku, como se o fizesse de escudo:

- POR FAVOR MIROKU, ME ESCONDA! – Ele disse apavorado. Miroku se assustou, o que teria assustado tanto aquela criança.

- Calma Shippo, o que aconteceu? Algo de errado no céu? – Miroku perguntou olhando para o pequeno.

- Tarde de mais, ela já está vindo! – Shippo se encolheu.

Miroku olhou para frente, e outro portal se abria. Ficou receoso, o que estaria acontecendo afinal? Esperou pelo pior. Mas ficou mais tranqüilo quando do portal saia uma anja voando a toda velocidade, e esta era Souten:

- SHIPPO, MEU QUERIDO! – Gritou a anja voando atrás de Shippo – VOLTA PRA MIM POR FAVOR! – Ela voou até a direção do pequeno anjo.

- SOCORRO! – Ele saiu voando em alta velocidade para dentro na casa de Miroku.

Este olhava espantado a cena. Era ela voando atrás dele. Não sabia se ria ou se ia ajudar o pequeno anjo. Por fim Shippo foi até a direção dele, se escondendo atrás.

- MIROKU, ME AJUDA! ELA QUER ME PEGAR! – Shippo choramingou.

- E quer que eu faça o que? Alias, o que você tá fazendo atrás dele? – Miroku perguntou,

- È que, sabe Miroku, eu estava dando uma olhada nas regras, e não havia nada sobre um anjo namorar uma anja! Daí eu fiquei pensando...se o Shippo não iria querer me namorar! – Ela disse cheia de entusiasmo.

- NEM QUE EU ESTIVESSE LOUCO! – Shippo retrucou, Miroku não se conteve, começou a rir descontroladamente – NÃO TEM GRAÇA!

- VEM CÁ MEU LINDO ANJO – Disse Souten meiga.

Shippo (vendo que não teria proteção com Miroku) saiu voando porta a fora da casa. Souten não desistiu. Saiu correndo atrás dele. Miroku os olhou curioso. Não perderia aquela perseguição por nada. Se transformou em anjo e saiu atrás deles.

Shippo ainda voava na frente de Souten, mas reparou que ela estava o alcançando. Miroku ia um pouco mais atrás. Não se agüentava de tanto rir. Ele viu a anja quase alcançar o pequeno. Mas também viu ele indo atrás de uma mulher morena, parecia que a usava como escudo. Só então reparou que está era Kagome:

- KAGOME, ME AJUDA! – Shippo disse entrando na frente dela a fazendo parar. Kagome tentava reconhecer-lo, mas só depois de um tempo se lembrou de que ele era o Shippo.

- Ah, Shippo! – ela sorriu, mas logo isto se desmanchou ao olhar para a cara apavorada do pequeno – Meu Deus! O que ouve? – Foi então que ela escutou um enorme grito.

- SHIPPO! – Gritou Souten – POR FAVOR, NÃO DESISTA DE NÓS DOIS! – Ela se aproximou de Shippo, mas não há tempo de (sem querer) bater em Kagome e cair no chão – Ai! – Ela reclamou enquanto massageava a cabeça. Shippo aproveitou a distração da garota, abriu um portal e foi embora.

- Está tudo bem com você? – Ela perguntou preocupada.

- Sim, está sim! – souten já alçava vôo – Mas você viu pra onde oi o Shippo?

- Bem, ele abriu um portal e... – Não conseguiu terminar a frase e a garotinha já começou a reclamar.

- AQUELE TONTO! NÃO QUER FICAR COMIGO! – Ela choramingou – MAIS ELE VAI VER SÓ! – Ela voltou a olhar para Kagome – Obrigada pela ajuda humana, tchauzinho! – Souten abriu um portal e voltou para o céu, deixando uma ex-anja muito confusa. Ela só não teve tempo de entender a confusão, porque senti que algo batera nela.

POFT

- Desculpa Kagome, perdi o controle do vôo! – Respondeu Miroku um pouco sem graça encima da garota.

- Te desculpo Miroku! Mas agradeceria se você me explicasse a confusão! – Miroku abriu a boca para falar, mas alguém o interrompeu.

- O que vocês estão fazendo?! – Perguntou Inuyasha desconfiado, ao seu lado estava Sango, com uma cara de espanto maior que a do amigo.

Miroku se jogou para trás, Kagome ficou corada. Sabia que se não se explicasse logo, Inuyasha e Sango provavelmente entenderiam aquela situação errada. Ela se levantou e não teve medo de explicar:

- Ele caiu em cima de mim, só isso! – Ela sorriu sem graça.

- Sei...- Inuyasha continuava desconfiado. Sango soltou um pequeno riso e foi ajudar Miroku a se levantar.

- É sério! – Disse Miroku se levantando com a ajuda de Sango. Porém ele não resistiu e passou a mão em um lugar não muito apropriado da garota.

PAFT!

- SEU HENTAI! – Ela gritou nervosa. Miroku agora possuía uma nova marca para a coleção, e querendo ou não Inuyasha começou a rir, assim como Kagome também.

- Você nunca aprende Miroku! – Disse Inuyasha, alegre.

- Realmente! – Kagome disse entre risos.

- É o costume! – Ele respondeu – E então Sango, será que a senhorita não me acompanharia para almoçar?

- Como soube que eu to em horário de almoço?

- Presumi! – ele sorriu – Me acompanha ou não? – Ela o olhou desconfiada.

- Não sei não...e se você passar a mão em mim de novo?

- Prometo que isso não vai acontecer! – Ele pegou o braço dela – Agora vamos! – Ele puxou ela para longe dos dois.

Kagome viu o casal de novos namorados sorridente. Estava feliz pelos dois, ainda mais depois de tudo que Sango passará, finalmente em sua nova vida estava feliz. Agora anja e com a ajuda de Miroku. Mas ela logo se preocupou com outra pessoa, e está já saia caminhando pela rua, como se nem a conhecesse.

- Inuyasha...- Ela balbuciou baixo. Estava com medo por ele. Por que de um dia para o outro ele resolveu evitá-la? Por quê? Não sabia responder, mas sabia que queria falar com ele, e o quanto mais cedo melhor – Inuyasha, por favor me escute! – Ele parou, olhou para trás e viu os olhos de sua amada quase em lágrimas. Seu peito doeu, queria ir falar com ela, queria.

Mas outra vez aquele pesadelo assombrou sua cabeça. Era o mesmo pesadelo da noite anterior, só mudava o jeito de como ele a matava. Estava com medo. Medo de perdê-la. Medo dela morrer por sua causa. Sabia que as frases de Naraku poderiam ser reais. Sabia que ela poderia ir para o saibuso. Queria protegê-la, queria mantê-la longe disso.

Ele virou-se e foi para a escola novamente, agüentaria aquele dia sem comer, deixando Kagome confusa, aflita. Esta deixou escapar duas lágrimas de seu rosto. E tudo que pensou naquele momento foi na pior hipótese que teria pensado em vida.

-" Será que ele.." – Ela saiu correndo para sua casa, não queria acreditar naquilo, não queria.

Sango foi para a escola logo depois, e terminaram a pintura. No dia seguinte iriam enfeitar o lugar, mas somente depois do meio-dia. E essas foram as instruções dos professores.

Apesar de todos os problemas, havia chegado quinta-feira. E mesmo assim, Kagome não estava muito a vontade para sair da cama. Afinal, chegara a uma conclusão. Uma péssima conclusão. Ela acordou fora 3 da madrugada, e desde então não conseguira dormir. Estava abatida, triste.

Enquanto isso, Inuyasha era atormentado por outro de seus inúmeros pesadelos:

Ele caminhava por um rio, um rio de sangue. A paisagem era horrível. Vários corpos mutilados. Ele fechou os olhos, nunca vira tantos humanos mortos antes. Abriu-os. Viu o corpo de Kagome estendido no chão. Este mais uma vez, sem vida. Inuyasha sabia que era outro pesadelo. Mas sentia o cheiro do sangue da moça em suas mãos. Era horrível. Sentiu o cheiro de todos os humanos, todos. O riu também cheirava horrivelmente. Queria sair dali, queria acordar, não suportaria ver aquilo novamente. Fechou os olhos, e quando acordou, estava em um lugar onde já há muito tempo morava: o inferno:

- Kukuku! Olá Inuyasha! – Disse Naraku vitorioso. Ele olhou a seu redor. Todos os mestres de territórios estavam lá. Sem nenhuma exceção. Pena, que quando olhou para Orgulho, este vestia um manto negro sobre o rosto, e Inveja um manto vermelho – Vejo que mais uma vez está aqui!

- Maldito! – Disse Inuyasha – O que quer? – Ele disse odioso.

- Hu! Vejo que você é estressado demônio! Alias, ex meio demônio! É a primeira vez que nos falamos não é? – Inuyasha olhou para Orgulho. Sim, já havia visto e falado com todos os outros, até mesmo com Kaguya, antes dela ser uma líder, e Kikyo, bem apesar dele não saber que era ela, já haviam se falado, e muito. Mas nunca falara com Orgulho, nunca – Hu! Mas quem diria! Na verdade, vim aqui para lhe dar um aviso: preciso de você vivo! Precisamos de você vivo! Precisamos de você e da Kagome vivos! Vivos, para presenciar o espetáculo mas incrível da Terra! – Orgulho soltou uma risada diabólica – Mas não durará muito, logo você estará aqui, novamente! E ela...ela estará na morte eterna! Graças a VOCÊ!

- Então, ex meio demônio, aproveite seu tempo, porque logo sua estadia na Terra vai terminar! – Disse Naraku – Divirta-se!

Todos eles começaram a dar risada, e neste momento Inuyasha acordou. Estava com o coração pior do que antes, e suas preocupações viraram o dobro.

-" E ela estará na morte eterna! Graças a VOCÊ!" – Pensou Inuyasha enquanto colocava sua mão em seu coração – "Morte eterna...não! não podem, não vão!" – Inuyasha agora colocava a mão na cabeça – " Ela vai ter que se afastar de mim! Ela não pode morrer! Não pode!"

Amanheceu. Inuyasha não havia se quer pregado o olho naquela noite. Também não sabia como iria conseguir trabalhar com a cabeça cheia de minhocas. Ele não queria feri-la. Não queria magoá-la, não queria.

Naquela hora, Sango foi até o hospital, perguntando sobre o estado de Rin. Soube que ela já havia levado alta, e foi até a casa da amiga. Apesar de ter confundido algumas ruas, e errado de lugares, conseguiu achar. E quando chegou lá, somente a menina estava em casa:

- Ah, oi Sango! – Disse Rin sorrindo – Entre por favor! – Ela ofereceu.

Foi logo de cara que Sango percebeu que Rin não estava bem. Nada bem. Perguntava-se o que acontecera com a amiga. As duas se sentaram no sofá, e foi Sango que começara a conversa:

- E então Rin, já está melhor?

- Sim, sim! – Ela sorriu – muitíssimo! – Sango podia estar errada, mas sentia que os problemas de Rin tinha algo a ver com o Sesshomaru.

- E...por um acaso, você ainda tem falado com o Sesshomaru? – Ela perguntou. Rin estremeceu com a pergunta. E mais uma vez as lágrimas voltaram, assim como a dor de cabeça e as vertigens. Sango foi para o lado da amiga, a abraçando, preocupada – Ma..mas o que aconteceu? Por um acaso vocês brigaram? – Rin demorou muito para responder, mas mesmo assim o fez.

- Ele...me usou! – Ela disse quase inaudível. Mas Sango escutara, porém não entendera. Como Sesshomaru poderia tê-la usado, se ele quem se preocupou mais com ela durante o período de sua internação.

- Na...não compreendo! – Disse Sango confusa.

- Ele..só queria me levar pra cama, e nada mais! – A velocidade das gotículas de água aumentaram. Rin agora passava mal. Sentia fraqueza. Sango tentava aparar a amiga, mas tentava engolir a história que ela havia lhe contado. Não fazia sentido. Como ele podia estar tão preocupado, se a tinha usado? Talvez fosse a culpa.

Elas ficaram um tempo em silêncio. Sango confortava a amiga. E depois de um tempo ela finalmente falara sobre a festa, e convenceu Rin a comparecer. Talvez, no momento, isso fosse a melhor coisa para Rin.

oOoOoOoOoOo

- Sabe Inuyasha, eu estava pensando...- Disse Sango fazendo uma pausa em sua fala, enquanto pintava a parede.

- O que foi Sango? – Perguntou Inuyasha.

- Hoje eu fui falar com a Rin, e ela me contou...que o Sesshomaru só a tinha usado! Mas não faz sentido! Porque, ele se preocupou tanto com ela quando ela estava doente, como ele a usou?

- ...Talvez ele tenha mesmo a usado! – Disse Inuyasha indiferente – Talvez, ele tenha contado essa mentira para ela se afastar dele, para ela não sofrer! Talvez isso tenha sido obra do Naraku! – Ele concluiu – É difícil adivinhar! – Ele parou um pouco e começou a pensar – Nunca tinha visto ele tão preocupado com qualquer coisa quanto naquele dia! Nunca! Aposto que algum dos dois últimos fatores que eu disse deve ter acontecido!

- Mas, se aconteceu mesmo dele ter mentido pra ela pra poder afastar-se, ele não estaria levando em conta os sentimentos de Rin! Ela ficaria magoada da mesma maneira! – Tal comentário fez Inuyasha estremecer, sabia que estava fazendo isso com Kagome. Sabia que estava a magoando por dentro.

- Mas talvez, isso fosse o certo!

- Eu não acho! Quando uma mulher acha que foi enganada, ou o homem se afasta dela sem nenhum motivo, isso pode ser pior do que saber a verdade nua e crua que ele esconde! Nada dói mais em qualquer pessoa do que ter pensamentos errados sobre algo! Principalmente se isso envolve um relacionamento! – Sango terminou.

Talvez, Sango estivesse certa. Talvez, o que Inuyasha estava fazendo com Kagome fosse errado. Mas ele não se importou no momento. Queria mesmo era ter certeza de que sua Kagome estava segura. Mas, não queria que ela estivesse magoada. Não queria. Inuyasha estava no meio de uma encruzilhada que seria impossível achar uma solução. Era o que ele pensava ao menos.

Terminaram o serviço do dia. Teriam de ir na manha seguinte para arrumar a decoração. Voltaram todos pra casa para poderem descansar.

oOoOoOoOoOo

Uma enorme dor surgiu no peito e na cabeça de Inuyasha. Dessa vez, ele não via o corpo de Kagome, mas sentia o cheiro. O cheiro do sangue em suas mãos. Sabia que era outro pesadelo. Sabia que mais uma vez teria matado Kagome. E desejava do fundo de sua alma que aquilo terminasse logo. Desejava. Almejava.

Em a frente apareceu Tsubaki ao lado de Naraku. Este segurava o corpo de Kagome morta. Naraku jogou ela no chão e deu um enorme chute, fazendo o corpo parar nos pés de Inuyasha. Este ficou enraivecido. Sabia que era um sonho, mas mesmo assim, não queria ver sua Kagome ser maltratada por Naraku.

Ele, em um momento de desespero, sentou-se ao lado de sua amada e colocou seu corpo no colo. Maldito Naraku, maldito.

- Será que eu sou mesmo o maldito dessa história? Hum? Se foi você quem a matou a culpa não é minha, meio demônio.

- Por quê? Porque insiste nestes pesadelos?! POR QUÊ?! – Gritou Inuyasha.

- Kukuku! – Riu Naraku diabólico – Porque é divertido! Te ver assim, desolado, humilhado! Não há outra coisa no universo que eu preferia estar fazendo! – Ele parou um pouco, pensou e logo continuou – Na verdade, só há uma coisa! – Ele sorriu diabólico – Queria ver esse sofrimento realmente! – Naraku se aproximou vagarosamente de Inuyasha. E quando estava bem perto, uma das raízes da arvore se levantou do chão, jogando Inuyasha longe – Kukuku! Você não sabe o quanto isto é divertido, meio demônio?! – Inuyasha se levantou com dificuldade. Havia machucado suas costas. Pensou que tivesse quebrado alguma coisa, mas não era nada. Ele saiu correndo na direção de Naraku, mas entes que pudesse alcançá-lo, outra raiz de arvore saiu do chão, prendendo Inuyasha no alto. Naraku mais uma vez ria, e Tsubaki mais ainda. Foi ai que Inuyasha notou a cobra que saiu do espelho de Tsubaki, e o acertou bem onde era localizado o rim.

Saiu uma enorme quantidade de sangue de seu ferimento. Ele viu a cobra saborear deliciosamente seu órgão. Inuyasha não conseguia se levantar. Sabia que seu corpo era de humano agora, e que certas coisas ele não conseguia fazer. Mesmo assim ficou ajoelhado. Via o sangue escorrer de seu ferimento. Pela primeira vez em anos, desejou ser um demônio. Desejou ter aquele poder novamente em suas veias. O poder da cura mais avançada.

- Meio demônio, sabe que isso é impossível! – Sorriu Tsubaki – Querendo ou não, você é um humano, não conseguira ser um demônio agora!- Ela começou a rir. Ria com gosto. Ria de sua humilhante situação. Desejou mais uma vez acordar, mas não conseguia. Queria então virar um demônio. Mesmo que fosse somente meio, ainda teria o poder de se curar. Desejou isso. E desejava com todas as forças.

Naraku ria ainda mais alto. Via o humano ajoelhado olhando para o chão. Era , estava ali por um motivo. Era isso que ele queria. Era isso que ele desejava. Que Inuyasha quisesse virar um demônio. Mas, aquele desejo iria lhe servir muito depois. Torceu para que Inuyasha continuasse desejando. E este assim o fazia. Mas Naraku viu que a situação estava virando verdadeira. Inuyasha estava mesmo virando um demônio. As asas estavam saindo de suas costas, e as orelhas de cachorro quase estavam completamente para fora. Naraku sabia que tinha que terminar ali. E deixá-lo como humano mesmo. Por enquanto teria de ser assim, para sua infelicidade. Tinha que seguir as ordens do amigo. De seu amigo Orgulho.

- Terminamos por aqui, Tsubaki!

- MALDITO! – Gritou Inuyasha colocando a mão no ferimento. Viu eu pijama manchado de sangue, mas não viu nenhuma causa em seu corpo. Se aliviou. Ele percebeu que no sonho conseguiu quase se transformar em demônio, e isto fora o suficiente para seu corpo se cicatrizar.

Sua mãe abriu a porta desesperada. E Miroku( a seu lado) o olhou assustado. Os dois, quando acenderam as luzes viram a mancha de sangue no pijama. Mas não entendiam de onde ela havia saído. Inuyasha explicou, que tinha se levantando antes dos dois dormir para comer algo, pegou o catchup e espirrou no pijama. Estava com tanto sono que não trocou a roupa. Sua mãe não acreditou muito, mas engoliu a história, voltado para o quarto. Já Miroku, queria mais explicações:

- Inuyasha, o que você sonhou hoje? Eu vi quando você começou a se contorcer e uma mancha de sangue apareceu ai no seu pijama!

- Uma cobra...uma cobra arrancou meu rim! – Disse Inuyasha, logo sorriu – Mas consegui me transformar em demônio e curar o ferimento! – Miroku se aliviou.

- Menos mal! – Ele se sentou na cama do primo – Parece que esses demônios estão enchendo muito seu saco! – Ele zombou.

- Que logo, logo vai estourar! – Ele disse e os dois deram uma risada de leve.

oOoOoOoOo

Já era de tarde. Inuyasha e Sango já iam para o salão. Sabiam que teriam de enfeitar o lugar para estar o mais lindo o possível. Então, nem eles e nem nenhum dos alunos pouparam esforços para deixar aquele lugar impecável. Era fitinhas pra lá, mesas pra cá. Cadeiras, balões, cortinas para o palco, caixas de som, lâmpadas...Enfim, fora um trabalho árduo. E o sala acabou por ficar impecável. Com luzes de varias cores, um globo no teto, cortinas coloridas nas janelas, entre várias outras coisas. O diretor testou o palco, ele explicou também que no dia seguinte seria a festa. E que todos os alunos poderiam comparecer. Pediu para que avisassem os colegas que era possível levar um acompanhante, e para terminar, mandou eles fazerem uma fila com a mesma professora, Atsuko, para receber o dinheiro.

Cada um dos alunos recebeu um cachê de 300 ienes. Era o que Inuyasha precisava para o dinheiro do colar, isto é, se ele iria mesmo comprar. Estava pensando em falar com o moço da loja que não iria mais comprar. Que poderia até pagar pelo colar, mas não comprar. Sango saiu primeiro que ele. Sabia o que iria fazer. Iria comprar o seu vestido para o baile.

Porém, quando os dois estavam saindo do salão, o diretor resolveu chamá-los. Os dois estranharam, e foram ver o que o homem queria:

- Bem, Maktussi Sango...você sabe onde está a Yamagushi Kikyo? É que...bem...a tempos ela não tem aparecido aqui na escola! E seus pais não avisaram nada se ela poderia estar doente, ou algo do gênero! – Sango se assustou, e era bem verdade que Kikyo não aparecia as aulas. Apesar de não gostar muito dela, estava preocupada com sua saúde.

- Não senhor, não faço a menor idéia do que possa ter acontecido com ela!

- Sabe diretor...- Disse Inuyasha – Os pais dela não moram com ela! Se ela estiver doente, por exemplo hospitalizada, provavelmente só saberemos um tempo depois.

- Compreendo! – Ele disse preocupado – Mas mesmo assim torço pra que ela esteja bem! Ela era uma ótima aluna!

Inuyasha e Sango saíram do salão se perguntando onde diabos estaria Kikyo. Afinal, eles não sabiam que ela tinha morrido. Ninguém sabia. Somente a equipe médica que aguardava os resultados do exame e identidade sabia. Os dois, portanto, voltaram para a casa se remoendo de curiosidade.

Sango se despediu de Inuyasha no meio do caminho, pois já havia chegado ao seu destino. Ele, por outro lado, voltou alguns metros e virou algumas ruas, chegando a loja onde tinha o presente. Foi falar com o vendedor, o velho parecia estar doente, tossia muito. Inuyasha sentiu pena dele. Não sabia como diria a ele que não compraria mais o colar. E mais, não sabia como diria a si mesmo que iria ficar longe de Kagome:

- Com licença, senhor...- Disse Inuyasha, mas fora interrompido pelo idoso.

- Ah sim, me lembro de você! O garoto do colar do anjo não é? – Inuyasha foi argumentar, mas o homem continuou – Veio buscá-lo? – Inuyasha não sabia dizer – Bem, eu vou pegar pra você vê-lo! Vai que você decide pegar outra coisa! Mas já vou avisando que eu não devolvo o dinheiro que você me deu! – Inuyasha balançou a cabeça afirmativamente – Certo, eu pego pra você! – Ele saiu do balcão. Voltou alguns minutos depois, segurando uma caixinha azul – Aqui está! E saiba que perdi vários clientes por sua causa!

Inuyasha a pegou. Ficou admirando por vários minutos o precioso colar. Decidiu que iria levar. Talvez ele desse aquilo para sua mãe, talvez ele desse para Miroku dar para Sango. Talvez, ele não desse pra ninguém. Mas duvidava que levaria para Kagome. Se o fizesse, seria a prova final de que ele colocaria a garota em uma cilada. Uma cilada que ele havia sido avisado. Uma cilada que ele não queria que ela caísse.

Ele andava devagar, as estrelas pareciam mais brilhantes naquela noite, pois era noite de lua nova. Ele não estava preocupado em voltar para casa. Queria mesmo era arranjar uma solução par seu problema. Afinal, queria ver Kagome salva, mas não queria vê-la sofrer. Só de pensar nisso, seu coração já se comprimia. E ele sabia, que se terminasse seu relacionamento com Kagome, era um caminho sem volta. Talvez, ele estivesse disposto a correr o risco, talvez não.

Ele caminhou até onde se encontrava um rio ao lado da rua. Nele havia uma ponte que dava para uma área mais pobre da cidade. Andou até o meio da plataforma, e ficou se observando no rio. Era difícil olhar para aquele reflexo. Ele estava como um humano, um frágil humano, a mercê de qualquer ataque de demônio. E ele ainda tinha uma desvantagem em relação aos outros humanos: Era um ex demônio, e provavelmente nenhum anjo o salvaria de um ataque de um diabo. Ele sorriu. Sabia que a tempos atrás achava que quem pegara uma pena com aquela era muito burro, pois ele preferia seguir as regras a ter de viver anos em um corpo tão fraco como aquele.

Mas conhecera Kagome, e aquilo o mudara. Não via mais os humanos como inferiores, e sim como, de certa forma, semelhantes. A diferença é que eles estavam em um plano diferente, um plano onde ele devia maltratá-los. Sorriu mais largo quando se lembrou que mesmo como demônio teria descendência humana. Sua mãe era humana e ele jamais esqueceria desse detalhe. Nem sabia se quando a pena acabasse, iria conseguir ser o mesmo demônio de antes.

Ele olhou para as estrelas, foi então que se lembrou do céu. Por um momento, desejou ser um anjo. Dessa vez, deu um sorriso de canto, a criatura que ele mais odiou por toda a vida, era aquela que ele estava desejando ser no momento. Lembrou-se de Kagome. Como teria sido bom se ele fosse um anjo. Poderia amá-la sem medo, sem receio, sem problemas. Foi então que se lembrou dos problemas. De Naraku, Tsubaki, enfim, dos 7 lideres. Lembrou-se da voz de Orgulho. Olhou de novo para a água, e mais uma vez seu reflexo humano estava lá. Lembrou-se que teria de se afastar de Kagome, seu coração amoleceu. Não queria, não podia, mas deveria. Era o certo. Lembrou-se das palavras de Sango, que para uma mulher, era mais doloroso um homem se afastar dela. Não sabia o que fazer, não sabia.

- Inuyasha...- Aquela voz, parecia estar tão triste. Foi ele olhar para a garota, seus olhos estavam quase vazando lágrimas. Sua face parecia avermelhada, provavelmente porque teria chorado durante aquela tarde. Inuyasha sentiu seu coração ainda mais apertado. O que estava fazendo? Estava fazendo Kagome sofrer por algo errado. Se sentiu culpado. Mas uma voz em sua cabeça parecia lhe dizer para terminar tudo naquele momento. Não sabia a quem seguir.

- O...que está fazendo aqui Kagome? – Ele perguntou metediço. Não frio, nem feliz, somente metediço. Kagome ficou confusa com aquele tom, não sabia decifrar se ele a queria longe, ou queria conversar. Mas sabia que ela queria conversar. Pelo menos para lhe exigir explicações.

- Eu...fui no mercado! – Disse ela levantando a sacola com alguns mantimentos – Minha mãe me pediu! – Ela soltou um falso sorriso. Para Inuyasha, aquele era o único sorriso que o deixava magoado. O falso sorriso de sua amada.

- Ah! – Foi tudo que conseguiu dizer.

- Inuyasha, por favor, me diga o que está acontecendo de errado? Porque está se afastando de mim? – Ela começou a lacrimejar – Por que se afastou de mim sem nenhum motivo? – Ela caiu sentada no chão. Não conseguia segurar, tinha de perguntar – As vezes me pergunto se você...só quis me usar! Você começou a me tratar estranho depois da nossa...primeira vez! Se for isso, por favor me diga! – Inuyasha levara um choque. Não sabia que a imaginação de Kagome fora tão longe. Nunca seria capaz de ter feito isso. Talvez com outra humana, talvez com outra mulher, mas não com ela. Não seria capaz disso, nunca.

- Kagome...- Não, não conseguiria vê-la sofrer longe dela. Não queria ser o culpado por seu sofrimento ele mesmo não agüentaria. Foi até ela andando até um pouco rápido, e colocou uma mão e seu ombro – Por favor, nunca pense uma besteira dessas! Eu nunca faria isso com você! Nem em mais mil anos nunca farei isso com você! – Ele se ajoelhou ao lado dela, não iria deixá-la sofrer.

- Então por quê? Por que tem me tratado diferente? Por que tem se afastado de mim? – Ela se levantou, e saiu correndo, foi até a rua de onde Inuyasha havia saído. Tinha medo de saber a resposta, e essa ser dolorosa. De repente escutou passos, percebeu que ele a seguia, e em um momento gritou seu nome, e a mandou parar. Ela, ainda temerosa, fez o que ele pediu. Ainda mantinham uma certa distancia. Mas era possível se perceber os olhos. E ela notou que os dele já não estavam frios como antes, somente via culpa. Culpa e mais culpa. E era assim que ele se sentia. Pensou um pouco, talvez desse uma reposta qualquer, talvez contasse a verdade.

Por fim, Inuyasha foi obrigado a contar. Contar sobre seus pesadelos, contar sobre Naraku. Contar sobre as vezes em que ele, sim, Inuyasha matava sua amada. Contou também sobre Orgulho, o ferimento que se cicatrizou porque ele quase se transformara em demônio. Contou do aviso de Naraku. Não poupo nenhum detalhe. Kagome ouvia tudo atentamente, e se assustava com os pesadelos do namorado. Não pelo fato dela morrer, mas sim porque ele a matava. Ele terminou ainda com o coração comprimido. E Kagome estava agora do mesmo jeito, pois seu amado estava sofrendo, tanto internamente, quanto externamente.

- Por que não me contou antes? – Ela perguntou.

- ...Não queria te meter em mais problemas! Foi por isso que me afastei, queria você longe disso! – Ele olhou para o céu um momento, depois olhou para ela – Não queria ver você sofrer! Mas eu prometo Kagome, que eu nunca vou te machucar!

- Sofreria mais sabendo que você se afastou de mim por um motivo como este! – Ela recomeçou a chorar – Por favor, nunca faça isso de novo! – Ela disse quase sem voz – Me prometa que não vai mais esconder esse tipo de coisa de mim! Entramos nesta pena juntos, e sairemos desta pena juntos! Nem que tenhamos que enfrentar todo o céu, e todo o inferno se for preciso! – As lágrimas cessaram. Ela agora sorria. Ainda estava com o rosto vermelho, mas sorria, de verdade desta vez.

Inuyasha saiu correndo até ela. Assim que a alcançou, a abraçou. Apertado, como se fosse sua ultima vez perto dela. Finalmente sentiu que estava seguro. Que não precisava se importar com nada, sua Kagome estava ali, segura, feliz e mais uma vez ao seu lado. Seu coração agora não se comprimia. Já Kagome estava aliviada por ele. Estava feliz também pelos mesmos motivos. Retribuiu o abraço, e sorriu. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, mas era de alegria.

Mas Inuyasha lembrou-se que ainda tinha uma coisa muito importante pra fazer. Ele se afastou de Kagome, esta, achou estranho, mas nada disse. Ele remexeu os bolsos, e finalmente tirou a caixinha. A caixinha com o colar que a tanto queria dar à ela:

- Kagome, eu queria ter te dado isso mais cedo...- Ele mostrou a jóia – Mas devidos à todos esses problemas, e eu também ter comprado isso hoje, só consegui te dar agora! – Ele sorriu, ela mais uma vez se emocionou, e deixou uma lágrima escapar. Ele foi atrás dela e pendurou a relíquia no pescoço da moça. Ela viu o pingente mais de um anjo. Sabia que Inuyasha havia escolhido pra ela por causa daquele detalhe – E a partir de agora, você será sempre a minha anjinha! – Ele foi pra frente dela.

- Sou e sempre serei! – Ela pulou em cima dele o beijando, conseqüentemente eles caíram no chão, mas isso pouco importava, estavam juntos, e nada iria os separar.

.O.O.O.

- Viu isso Naraku? – Perguntou Orgulho olhando para a imagem do casal refletida no espelho de Kanna – Agora eles estão ainda mais próximos!

- É, eu vi! – Os dois sorriram

– Mas isso não vai durar muito! Será amanhã, o grande dia!

- Até que enfim! – Terminou Naraku.

.O.O.O.

Inuyasha e Kagome finalmente pararam de se beijar, precisavam pegar ar:

- E a propósito – Inuyasha falou – Quer ir comigo amanha no baile da escola?

- Não sei, tanta gente me convidou...- Ela fingiu-se pensativa, Inuyasha ficou um pouco enciumado, mas só depois percebeu que aquilo era brincadeira – Acho que posso te dar uma chance!

- Puxa, que bom! – Ele fingiu-se irritado. Pensou um pouco e deu um sorriso de canto.

- O que é tão engraçado Inuyasha?

- Essa cena! Você, sentada encima de mim, eu deitado no chão, igualzinho quando nos beijamos pela primeira vez! – Foi a vez dela sorrir

- É verdade, mas daquela vez que me puxou e me beijou foi você, não eu!

- Keh! – Ele reclamou – Tipo assim!

Assim como da primeira vez, Inuyasha puxou Kagome contra seu corpo, fazendo suas bocas se encontrarem, e mais uma vez acabaram se beijando.

Continua...

N/A: er...Esse cap fikou um pouko grande, mas td bem hehe (nam vou nem comentar a demora)

Bem, vou responder as reviews:

LeticiaM: xD! Od demônios tem um belo plano em mente! Mas eu naum posso revelar ainda! Eu sei q eu demorei pra posta, mas a fic tah aki! Bjos

Lory Higurashi: (TO VIVA) O kuranosuke deu uma mudada nesse cap, aga ele naum vai mais ser um problema, mas eu garanto que nos próxmos caps mta gente vai ser um problema!A continuação tah aki, espero q goste! Bjooos

Agome chan:Assim, a kagome recebeu ajuda do Miroku sim, mas tbm teve uma ajudinha do pessoal lah de cma (mais pra frente você vai entender)! xD agra td mundo ta pronto pra luta o/! Mas uma coisa eu garanto, tem mtttt traidor lah em cima! xD Aki tah a continuação Kissus

dessinha-almeida:Brigada pelo elogio mais uma vez ^^! Bjoos