Historia UA (Universo Alternativo). Baseado na história de Rumiko Takarashi "Inuyasha" (Todos os direitos reservados). Essa fic não possui fins lucrativos.

Entre o Céu, a Terra e o Inferno

Capitulo 35 – Perdidos Na Escuridão

Sesshomaru fora procurar por Rin. Ele procurava pelo cheiro da garota. Ele vasculhou o hospital até achar o quarto certo. Caminhou apressado, sentia que algo estava errado. Ele pode escutar alguns suspiros dos internos, mas os dela, ele mal podia ouvir. Sentiu o cheiro de um corpo morto. Correu mais apressado até chegar no misterioso e tão procurado quarto de Rin. Ele abriu a porta e quase soltou sua raiva. Ela estava caída no chão, com o corpo morto. Não havia sangue, mas os demônios conseguiram mata-la, roubando-lhe suas forças internas. Ela morreu por fraqueza. Ele confirmou ao por seu rosto no peito da garota. Sua audição mais aguçada constatou que ela estava falecida. Sesshomaru cerrou os punhos. Mataria todos aqueles demônios lá fora, mas nesse momento o que ele iria fazer, seria tentar salvar Rin de qualquer maneira.

.O.O.O.

Uma voz ecoava em sua cabeça. Demorou um pouco para perceber que era uma musica. Uma musica bem fina e calma. A voz era melodiosa e o tempo parecia estar a seu favor. Ele parecia não passar. Parecia que o mundo não girava. A musica também não parava, era uma voz, uma voz distante que não fazia tanto sentido. Cantava alguma letra que ele não conhecia. Aos poucos foi reconhecendo a língua. Era de uma musica americana. Diana Ross. Isso, era dela. Ele havia ouvido isso em algum lugar, mas não sabia exatamente aonde.

"If we hold on together (se nós continuarmos juntos)

I know our dreams will never die(Eu sei que nossos sonhos nunca iram morrer)"

Inuyasha não entendia o porque daquela musica estar tocando naquele momento. Mas ele não conseguia se lembrar de nada. Só de que estava ali. Nem sabia exatamente a fisionomia da cantora. Ele não sabia seu nome, sua origem nem quem era, somente ouvia a musica. Se sentia perdido em algum lugar desconhecido, onde ele não poderia lembrar. De repente, lhe veio na memórias lembranças, lembranças que ele preferia não ter visto.

Ele se viu matando inúmeras pessoas. Mandando humanos matarem outros humanos. Ele viu pessoas passando fome e outras rindo por causa disso. Ele era uma dessas pessoas. Pessoas das quais tinham rabos e asas. Eram demônios, mas ele não sabia disso. Só via as lembranças transcorrerem sua mente sem nenhum motivo no momento.

Ele também viu quando brigou com seu irmão pela primeira vez. Viu quando Naraku o chamou de um dos melhores demônios do inferno. Viu quando teve que matar dezenas de tribos humanas para quase ser promovido a um dono de um território. Mas algo o impediu.

Viu a imagem de uma anja. Inuyasha a chamou de linda em pensamento. Ele se apaixonou por ela. Ele teve o melhor dia de sua vida quando a ouviu dizer "Eu te amo" pela primeira vez. Ele soube que ela confiava nele. Guardavam um segredo mutuo que ninguém poderia saber: sua paixão.

Mas alguém interferiu nisso, os demônios e os anjos do inferno só lhe causaram problemas. Ele se lembrou de tudo instantaneamente e se lembrou que estava no saibuso. Sentiu raiva, ódio, ira, sentiu vários outros sentimentos.

Nesse momento a musica acabou, e ela fora substituída por uma voz, uma voz rouca, alta e que parecia ser de homem. Um homem que parecia ter sofrido muito na vida. Alguém que parecia estar morrendo por dentro e por fora. Ele somente pedia uma coisa.

- AJUDE-ME! AJUDE-ME!

Inuyasha não entendia muito bem o que aquilo queria dizer, mas a cada pedido, Inuyasha sentia um arrepio. Ele tremia e levava um choque todas as vezes. Seu peito doía também. Quem seria aquele homem? O que ele ira querer com Inuyasha. Aos poucos, a fisionomia do homem aparecia na escuridão, primeiro eram somente vultos, mas fora começando a ganhar forma, ele viu as orelhas de cachorro, as asas de demônio e a cauda. Ele sentia um cheiro terrivelmente doce. Era sangue. Um sangue que lhe era familiar. Ele escutou outro pedido, e finalmente viu quem era.

Era ele mesmo.

.O.O.O.

Kagome não entendeu definitivamente o que era o saibuso. Ela flutuava em um paraíso de fumaça vermelha. Mal podia ver um palmo na frente do nariz, então o saibuso era só aquilo? Não podia ser, tinha que ter alguma outra coisa, alguma armadilha. Algo não estava fazendo sentido.

Ela cerrou os olhos por causa da forte luz. Vários corpos flutuando e indo em direção há um estranho vértice. Era complicado de entender o que aquilo significava, mas o vértice simplesmente os puxava para algum lugar estranho, aos poucos, Kagome começou a ser puxada também, mas ela conseguiu desviar de lá. O que era aquilo afinal? Ela resolveu voar até o alto e ver de cima a boca do vértice. Parecia ter uma porta. Uma porta transparente. Ela pode ver o que tinha lá dentro. Eram caveiras, elas pareciam rir, ela ouviu gritos de dor de alguém. Viu asas de anjos e rabos de demônios. Foi então que finalmente entendeu o que era o saibuso.

Prestando atenção, era como um tipo de prisão sem fim. A pessoa definharia e sofreria dia após dia sem ter como voltar atrás. mas não fazia sentido, e para aquelas que morreram inocentes? Como aquele lugar poderia ser tão cruel com alguém que não fizera nada de errado? Foi então que ela teve um choque. As pessoas que estavam sendo machucadas, eram aquelas que realmente mereciam uma vida de pura dor, aquelas que as machucavam eram algumas pessoas que morreram e não mereciam os castigos. E aquelas que olhavam, ou conversavam entre si, eram as que não quiseram fazer outras pessoas sofrerem. Ela pode ver quando um dos que estavam sendo machucados foi solto. Ela ouviu algo em uma língua estranha, algo como: "Uma hora". E não ouviu mais nada.

Kagome resolveu se aproximar, mas alguma estranha força a puxou pra dentro, ela então finalmente entrara no saibuso. Mas diferentemente dos outros, ela estava sã.

.O.O.O.

Bankotsu observava com orgulho tudo o que estava acontecendo na Terra. Ele sorria aliviado. Mas esperava Naraku com as noticias sobre o casal. Ah, quanto tempo esperara por isso. Desde que se uniu com Naraku eles tentavam dominar a Terra de qualquer maneira. Mas eles foram impedidos e surpreendidos quando o guardião os mostrou que eles não poderiam fazer isso, já que havia um demônio e uma anja que se gostavam. Demoraram até descobrir que eram Inuyasha e Kagome. Tentaram manda-los para a Terra mas não deu certo. Então estavam naquele momento, ali. Com todos os demônios alinhados para matar qualquer pessoa. E logo, a Terra seria destruída. Finalmente.

Naraku apareceu atrás de Bankotsu. Este o olhou surpreso, mas pela feição de Naraku, pode perceber que as noticias eram boas.

- Estão no saibuso!

- Finalmente! Hein Naraku, nosso plano finalmente deu certo!

- Eu sei! E em menos de trinta minutos, todos os humanos poderão nos ver.

.O.O.O.

Kagome caiu estatelada no chão. Já que a mesma estava flutuando, não conseguiu se segurar. Ela soltou um pequeno grito e se levantou massageando o bumbum.

De repente, uma das caveiras apareceu em sua frente. Ela não sabia dizer quem era, mas a caveira parecia conhecê-la.

- Kagome? O que faz aqui na estrada do Inferno? Você era do céu, não?

- Eu...bem...eu pulei! Mas...quem é o senhor?

- Não me reconheces? Ah, é claro que não me reconheces, estou bem diferente desde a ultima vez que nos vimos.

Kagome piscava algumas vezes. Cerrou os olhos e tentou se lembrar, mas nada lhe vinha a mente.

- Sou Edgar, o tutor que te ensinou a ser uma anja da cura. Lembra-se?

Como em um pulo, Kagome saltou encima dele. Como sentia saudades do velho tutor. Apesar de estar cem por cento diferente. Ele havia morrido em uma batalha contra um demônio. Se lembrou bem disso. Ela chorou muito quando ele partiu, e agora ela queria entender o lugar.

- Senti sua falta Edgar! – Ela sorriu.

- Eu também pequena, eu também!

- Mas Edgar...o que fazemos aqui? Alias, o que é aqui?

Edgar levantou a mão e um monte de pedras apareceu, em forma de banco. Ele ofereceu para que Kagome se sentasse e ele sentou em um outro monte que apareceu segundos depois.

- Aqui, como você pode ver, há três escalas! Os que sofrem, são aqueles que não passaram pelo juízo final. Os que estão sentados e descansando, são aqueles que passaram, e agora só devem esperar pela reencarnação, ou seja, viraram humanos novamente, se esquecendo de tudo o que aconteceu aqui. Mas o que são como eu, são aqueles neutros. Os que nunca poderão sair daqui. Aqueles que mandaram nesse lugar por um longo tempo.

- Mas nunca, é nunca mesmo?

- Uma vez a cada mil anos, escolhem algum dos neutros para poderem sair daqui. Mas é muito difícil, e as probabilidades de você sair são mínimas.

- Mas...por que você virou um neutro, porque você não foi um dos que foram salvos?

- Ah querida Kagome! Eu fiz muitas coisas erradas. Eu era um anjo ruim. Depois que melhorei de vida, é que eu finalmente vi que a vida poderia ser melhor. E por isso eu sou um neutro. Os ruins, nunca saíram daqui, os bons tem a certeza de que saíram logo, mas os neutros...nunca saberão.

Kagome levara um choque. Não precisava pensar muito para descobrir que Inuyasha viraria um neutro. E com certeza, ela iria voltar logo. Não iria agüentar esperar tanto tempo para ver Inuyasha novamente. Sabe-se quando ele iria sair de lá. Sabe-se quando ela iria vê-lo novamente.

- Eu preciso salva-lo!

- Quem?

- Inuyasha! O demônio que virou bom por minha causa! Ele vai virar um neutro se eu não o salvá-lo. E isso não pode acontecer, não pode!

- Mas não tem como você sair daqui! Uma vez passado pelo juízo final...

- Eu não passei! Eu simplesmente cai aqui! – Kagome disse séria e enraivecida – Os demônios invadiram a Terra! E nós precisamos detê-los.! Eu e Inuyasha somos os únicos capazes de fazermos isso!

Edgar se espantou. Se tivesse olhos, com certeza estariam arregalados. Ele pensou um pouco. Ninguém naquele lugar havia conseguido entrar sem a decisão do juízo final. Isso só significava uma coisa:

- Você entrou no saibuso por um motivo altruísta! – Ele parou um pouco e se levantou – Dizia a lenda, que quando alguém entrasse no saibuso por um motivo altruísta, ele poderia sair. Você deve ter entrado aqui somente para salvar esse tal de Inuyasha! Isso quer dizer que você pode sair. Ainda não era a sua hora!

- Mas...e quanto a ele?

- Eu...não sei!

Edgar ficou quieto e olhou a entrada transparente. Kagome fez o mesmo.

- Você vai ter que tira-lo daqui! Para salvar a Terra, terá que encontra-lo do meio dessa multidão de mortos. Assim que o fizer, tente acorda-lo. Se conseguir, saia por onde entrou, é só isso que eu posso lhe dizer.

Edgar sumiu. Kagome continuou olhando para as almas que moviam-se circularmente pelo vórtice. Uma a uma entrava. Mas parecia ser um pouco demorado. Talvez, se fosse rápida, conseguiria achar Inuyasha.

Ela se levantou do banco, farfalhou as asas e tentou passar pela porta transparente. Sai mais rápido e fácil do que entrou. Mas ela percebeu que tinha que tomas cuidado, ou seria puxada para dentro dele novamente. Os corpos eram imóveis. Kagome procurava por Inuyasha em todos os lugares, mas concordou que seria mais fácil se gritasse seu nome:

- INUYASHA!

.O.O.O.

Inuyasha via a si mesmo pedindo por socorro. Era uma coisa estranha, algo diferente, inovador. Mas ao mesmo tempo, tenebroso.

Ele observava seu corpo ensangüentado. Estava quase desmaiando. Estava ajoelhado. Ele pedia por ajuda. Parava pessoas em uma rua na frente de uma universidade no Japão, mas ninguém o atendia. Ninguém podia vê-lo. Ele estava sozinho. Estava sofrendo, quase imóvel. Algumas pessoas, as que podiam ver, o debochavam. Outras se benziam. Não era todo o dia que se via um demônio escancarado no meio da rua. Ele chorava. Pedia perdão para algumas pessoas, outras ele somente pedia por atenção.

Só depois Inuyasha percebeu que as pessoas das ruas eram todas vitimas de sua antiga crueldade insana. Alguns eram velhos, outros eram jovens e bonitos. Alguns era estranhos, outros feios. Haviam pessoas de todas as idades, raças e religiões. Cada uma reagia de uma forma. Algumas não o viam. Outras pareciam querer mata-lo. Até que veio um homem. Se aproximou do corpo de Inuyasha. Ele viu, que esse homem era alguém muito familiar. ele estendeu a mão e pareceu querer ajuda-lo a se levantar. Mas, assim que Inuyasha se erguia, o homem o soltou. Pegou um tomate de algum lugar, e jogou no rosto do pobre Inuyasha. De repente, todos começaram a rir. Uma multidão se reuniu em volta dele. Todas as pessoas a quem Inuyasha fizera algum mal estavam rindo. E Inuyasha somente pedia desculpas.

O outro Inuyasha ainda visualizava a cena pasmo. Mal podia acreditar. Queria saber o que aquilo queria dizer. Queria que tudo não tivesse acontecido daquela maneira. Se ele tivesse nascido anjo, não estaria naquele lugar agora. Nem isso ele teve a oportunidade de escolher. Ele nascera demônio sem muitas escolhas. E olhar aquela cena o fazia lembrar de um passado que ele queria esquecer. Quando ele matava qualquer um pelo simples prazer. Quando ele era um coração de pedra, e pensava que os demônios um dia dominariam as três dimensões: o Céu, a Terra e o Inferno.

Inuyasha via aquela cena e começara a chorar. Se não tivesse conhecido Kagome, ele sabia que não estaria sofrendo. Ele sabia que por causa dela, ele mudou mais do que muitos seres. Ele mudou a maneira de pensar. Sua maneira de agir. Sua maneira de falar e andar. Ele mudou tudo. Passou a ter medo de seus superiores. Temia que eles fizessem algum mal para Kagome. Ela o fez mudar.

E agora ele estava. Preso em algum lugar desconhecido. O saibuso era tão cruel quanto diziam. Ele ainda via a cena de sua personagem. Ele não parava de pedir desculpas e chorar. Ás vezes aclamava por perdão. Mas as pessoas passaram a jogar pedras nele. O coração de Inuyasha se apertava ao ver a cena.

Até que ele notou do menino que Kagome salvou. Inuyasha percebeu que ele era diferente. Enquanto sua personagem chorava, o menino passou a mão pelos seus cabelos. Agachou. Deu um beijo em seu rosto e simplesmente disse:

- Eu te perdôo!

A multidão vaiou o ato do menino, mas tanto a marionete quanto o próprio Inuyasha sorriram. Com certeza fora um grande alivio saber que alguém havia o perdoado. Neste momento, o teatro sumiu. E uma figura negra começou a aparecer.

- Eu sou o juízo final! Aqui é o saibuso, um lugar onde as pessoas tem três caminhos a seguir! O bem, o mal e o neutro!

- E...qual a diferença desses três?

- Você saberá quando chegar ao final da viajem. Por agora, quero que relaxe, que eu vou julgar com calma o seu estado!

Kagome viu finalmente o corpo de Inuyasha. Era um dos primeiros da fila. Ela gritou fortemente seu nome. Mas ele parecia não dar respostas. Ela gritou ainda mais forte, mas sem nenhum sucesso.

Ela então se aproximou dele. Tinha que arranjar qualquer jeito de acorda-lo. Conforme se aproximava gritava mais alto. Sua voz era estridente. Ela tinha que salva-lo. Caso o contrário, a Terra nunca mais teria salvação.

Inuyasha via a criatura de aparência disforme olhá-lo dos pés a cabeça. Ele estava meio receoso. Até que ouviu um grito vindo de longe. Pensou que era outra ilusão, mas ouviu o grito mais forte. E a cada momento ficava mais e mais forte. Ele virava a cabeça de um lado para o outro. Queria saber de onde aquela voz vinha. Ele a reconheceu, era a voz de Kagome. A musica da Diana Ross tocou novamente. Ele entendeu bem o recado. Tinha que sair daquele estado. E pra isso, só poderia contar com sua força de vontade.

- Desculpe-me, seja lá quem você for, mas a Terra precisa da minha ajuda!

O vulto olhou para Inuyasha e desapareceu.

Neste momento Inuyasha abriu os olhos e se viu em frente a porta de vidro. Ele voou para trás o mais rápido que pode, mas estava difícil, já que o vórtice o sugava com força.

- VOCÊ JÁ FOI DESIGNADO, NÃO PODE MAIS PARTIR!

Era uma voz estronda e grossa. Ele não sabia de onde ela vinha, mas por mais que Inuyasha tentasse escapar, parecia impossível. A força era tremenda. Inuyasha batia suas asas na maior velocidade que podia, mas parecia ser em vão.

- INUYASHA!

Ele ouviu a voz de Kagome bem perto. Logo ele já via o rosto da jovem. Ele tentava voar até ela, mas parecia impossível.

Kagome voou até ele. Com muita força, tentaria ajuda-lo de qualquer maneira. Kagome estendeu sua mão para que Inuyasha pegasse. Ele assim o fez, e ela com muita força o puxava para fora do vórtice, Inuyasha se esforçava ao máximo para sair dali. Aos poucos eles foram saindo, até que, finalmente, Kagome conseguiu tira-lo de lá. Os dois perderam um pouco do controle e foram mais para trás do que deviam. Mas isso fora um bom sinal. Haviam saído.

- Kagome, o que está fazendo aqui? Você podia ter morrido!

Ela nada disse, só começou a chorar e quando ele percebeu, já estava sendo beijado. Era tão bom ver que ela estava vivia novamente. Ele fechou os olhos e passou a mão pelos cabelos dela. Estavam embaraçados, mas mesmo assim macios. Ela segurava sua nuca, queria ficar ali para sempre.

- Eu disse que entramos nessa pena juntos! E vamos sair dela juntos!

Inuyasha acenou com a cabeça. A abraçou mais uma vez mas logo a soltou. Tinham um trabalho pra fazer, um que não era nada fácil. Iriam salvar a Terra.

.O.O.O.

Inuytaisho, Kouga e Kagura chegaram até o saibuso do Inferno. Não havia ninguém lá. Não se era mais possível sentir o cheiro de Inuyasha e de Kagome em nenhum lugar. Eles só poderiam estar mortos. Kouga, ao pensar isso, começou a chorar. Ele se ajoelhou no chão e colocou as mãos sobre o rosto. Se tivesse chegado mais cedo, talvez os dois ainda estivessem vivos. Kagura colocou a mão em suas costas. Ela também estava preocupada. Preocupada com o que os demônios iria fazer com a Terra.

Inuytaisho só pensava em matar todos os demônios. Estava cheio de raiva. Em especial, por Naraku. Se pudesse, o mataria naquele momento.

Mas os três pararam quando a porta do saibuso começou a abrir-se sozinha. Primeiro a porta gigante, depois a segunda porta, e por fim o portão. Aos poucos, uma enorme luz saiu de lá de dentro. E junto dela, uma anja e um demônio de mãos dadas, acabaram de sair do portal da morte.

Os três se perguntavam incrédulos sobre o que deveria ter acontecido, mas o primeiro a se manifestar foi Kouga que saiu correndo para dar um abraço nos dois ao mesmo tempo.

- Graças a Deus, vocês estão vivos! – Ele disse chorando. Kagome retribuiu o abraço, Inuyasha só bateu sua mão nas costas do anjo.

- Como...como conseguiram sair? – Perguntou Kagura atônita.

- Isso é muito complicado, uma outra hora a gente explica!

Kouga se afastou dos dois. Enxugou as lagrimas com as costas da mão.

- Graças a Deus estão bem!

- Pai...- Perguntou Inuyasha – O senhor pegou a Tetsusaiga, não é?

Inuytaisho achou a pergunta engraçada. Tirou a Tetsusaiga de dentro de sua veste e a mostrou levantando-a.

- Claro! Pega ela ai!

Inuytaisho jogou a Tetsusaiga e Inuyasha a tirou da bainha, fazendo-a virar uma grande espada, mais parecida com um canino. Inuyasha olhou para ela e falou:

- Está na hora de matar-mos alguns demônios!

Continua...

N/A: Olá gente, passei muito tempo sem escrever, pensei realmente em largar a fic! Mas tanta gente está pedindo que resolvi criar vergonha na cara e terminar ela!

Espeo que goste do cap!

Me add no meu msn quem quiser ( se quiser, me mande uma msg para que eu de ele) para poderem me ajudar e darem palpites de como ela está! Afinal foram vocês que me fizeram quere termina-la!

Muito obrigada a todos e espero que vocês gostem desse cap!

Bjs e um abraço ENORME para TODOS vocês!