Título: Estranha Obsessão

Autora: Mary Spn

Beta: Thata Martins

Gênero: Wincest / AU

Sinopse: Dois irmãos em conflito. Um amor sem limites... Até onde uma obsessão pode nos levar?

Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores. É Wincest, portanto, contém cenas de relações sexuais entre dois irmãos.


Estranha Obsessão

Capítulo 5

Sam saiu de casa sem saber o que fazer ou para onde ir. Só precisava sair dali para tentar acalmar a raiva que estava sentindo.

Parecia que o universo estava conspirando contra ele. Por que o maldito celular tinha que tocar justo naquela hora? Sam chutou a lata de lixo na rua e encostou-se na parede de uma loja.

Já era tarde para ir à casa de algum dos seus amigos, assim, sem mais nem menos. Não queria conversar com ninguém sobre o que acabara de acontecer, mas também não queria voltar para casa e ouvir seu irmão inventar uma desculpa para o que tinha acontecido, como se não tivesse a menor importância.

Apalpou o bolso da sua calça e percebeu que a chave do bar estava ali. A essa hora Ellen já o teria fechado, e se entrasse com cuidado ninguém perceberia a sua presença.

Caminhou até lá e abriu a porta devagar, sem fazer barulho. Serviu-se de uma dose de um uísque barato e ficou algum tempo ali sentado, no escuro. Só quando o sono começou a bater que Sam resolveu deitar-se em um pequeno sofá que estava encostado na parede. Encolheu-se como pôde e conseguiu cochilar um pouco, sendo despertado algumas horas depois.

- Sam! – Ellen o sacudia de leve – Sam! O que você faz aqui? – A mulher o ajudou a sentar-se.

- O quê? Eu... Droga! Eu não devia ter dormido – Sam respondeu esfregando os olhos.

- O que aconteceu, querido? Por que você está aqui a essa hora? São duas da manhã!

- Eu... Eu não sei. Me desculpe! – Sam se levantou.

- Você e o Dean brigaram?

- Não exatamente. Eu... Eu só não queria voltar para lá.

- Vem comigo. O sofá lá dentro não é muito confortável, mas é muito melhor do que o que você estava dormindo – Ellen o puxou pela mão.

- Ellen, eu não quero incomodar. Eu não deveria ter vindo aqui, eu...

- Você nunca incomoda, meu anjo. Só, da próxima vez, bata na porta e me chame. Onde já se viu ficar aqui passando frio, até parece que não é da família, menino teimoso! – Ellen ralhou com Sam e foi pegar um cobertor e um travesseiro para que ele pudesse dormir no sofá da sala.

- Obrigado, Ellen.

- Durma um pouquinho. Amanhã você acorda melhor e vocês dois podem se entender.

A mulher apagou a luz e subiu para o seu quarto, de onde ligou para Dean.

- Alô! – A voz de Dean demonstrava cansaço.

- Dean, é a Ellen. O Sam está aqui em casa, vai dormir por aqui hoje.

- Oh, graças a Deus! Ele saiu sem dizer pra onde ia, e... Eu estava prestes a sair atrás dele.

- Eu imaginei que você estivesse preocupado. Boa noite, Dean!

Dean colocou o telefone no gancho e suspirou aliviado. Estava tão aflito sem ter notícias de Sam que só conseguia pensar no pior. Pelo menos agora sabia que o seu irmão estava bem.

Tirou a sua roupa e se deitou em sua cama. Tinha colocado tudo a perder novamente. Não conseguia entender o que acontecia quando estava perto de Sam. Por mais que não quisesse, por mais que se odiasse por isso, simplesmente não conseguia resistir.

Por sorte, Danneel havia ligado naquela hora, caso contrário os dois teriam passado dos limites mais uma vez.

Estar perto de Sam era perigoso demais. O mais novo sempre fora um tanto impulsivo, inconsequente, mas ele não. Sempre tivera a cabeça no lugar, sempre fora responsável, e agora... Agora estava mesmo ferrado, muito ferrado!

Quando Dean despertou pela manhã, depois de uma noite mal dormida, ouviu o barulho do chuveiro ligado e deduziu que Sam havia voltado.

Sentou-se na cama e ficou esperando o mais novo sair. Depois de alguns minutos Sam saiu do banheiro, com uma toalha em volta da cintura.

- Hey! – Dean falou, mas Sam o ignorou completamente – Por que você dormiu fora de casa?

- Para dar mais privacidade pra você poder falar com a sua noiva – Sam enfatizou a última palavra.

- Sammy!

O mais novo pegou suas roupas e voltou para o banheiro, não queria se vestir na frente do irmão. Quando voltou a sair, já vestido, Dean estava furioso.

- É assim que você vai agir daqui pra frente?

- Eu já estou atrasado, Dean.

- Você não vai sair daqui enquanto a gente não conversar – Dean parou em frente à porta.

- Ok, então fala de uma vez!

- Nós dois somos irmãos, Sam. O que aconteceu ontem à noite... Não vai se repetir. Nunca mais, você entendeu?

- Entendi.

- Você precisa parar de ficar me provocando, porque mesmo que eu quisesse - e eu não quero - nós dois não podemos ficar juntos, ok?

- Eu sei – Sam respondia sem olhar nos olhos do irmão.

- Então por que continua fazendo isso?

- Porque... O que eu sinto é... É mais forte do que eu!

- Não, não é. Você é muito mais forte do que pensa, Sam. Você pode resistir a isso. Eu sei que pode!

- Eu não quero te perder, Dean! – O mais novo finalmente o encarou.

- Você nunca vai me perder! Eu vou ser sempre o seu irmão, vou estar sempre por perto para o que der e vier. Isso nunca vai mudar, eu prometo!

- Você vai se casar! Eu vou pra faculdade e você não vai nem se lembrar mais que eu existo!

- Que idiotice é essa agora, Sam? Nada vai mudar entre nós, entendeu? – Dean puxou Sam para si e o abraçou, tentando lhe passar confiança. Sam encostou a cabeça em seu ombro e o abraçou de volta, aproveitando aquele momento tão raro em que podia sentir seu irmão tão próximo.

- Você confia em mim, Sam? – Dean perguntou assim que se soltaram do abraço.

- Confio.

- Então não pense mais essas bobagens, ok? – Dean fez um leve carinho com uma das mãos em seu rosto.

- Ok. Eu... Eu preciso ir trabalhar agora.

Sam foi até o bar, que não estava muito movimentado aquela noite. Jô tinha ficado algum tempo ali com ele, mas Ellen não gostava muito que a filha ficasse no bar durante a noite, então ela logo entrou em casa.

Já passava das nove horas da noite e Sam estava servindo alguns fregueses do bar. Fazia o serviço mecanicamente, alheio à conversa dos quatro homens que falavam alto e riam enquanto Sam lhes entregava mais duas cervejas.

Seus pensamentos estavam longe dali, imaginando quem seria a tal Danneel de quem Dean estava noivo agora. Sabia apenas que ela era psicóloga. Mas seria bonita? Encantadora? Devia ser alguém especial, caso contrário Dean não se apaixonaria.

Pensar nisso lhe causava uma angústia muito grande, um aperto no coração, e Sam achou que poderia sufocar a qualquer momento.

Ellen o observava do balcão e se aproximou, a expressão preocupada.

- Sam? Está tudo bem com você, filho? - Ellen fez menção de pegar a bandeja com os copos que o moreno tinha nas mãos.

- Eu estou bem, sim. Pode deixar que eu levo isso - Sam continuou segurando a bandeja e caminhou para a cozinha.

Em poucos minutos, Ellen ouviu um barulho de copos se quebrando e foi ver o que tinha acontecido. Sam estava parado, com o olhar perdido, em frente à pia de louça. Aparentemente tinha derrubado os copos sem mesmo se dar conta.

- Dá pra você prestar atenção no que está fazendo, garoto? - Ellen falou brava e começou a ajuntar os cacos de vidro.

- O quê? Ah... Me desculpe! Eu vou pagar por isso, Ellen, deixa que eu ajunto. - Sam se abaixou para ajudá-la, mas Ellen recusou sua ajuda.

- O que há com você, Sam? – A mulher se levantou para encará-lo.

- Nada.

- Você e o Dean brigaram novamente?

- Não. Está tudo bem.

- Está tudo bem? Você parece que está no mundo da lua! Mal abriu a boca pra me dizer boa noite, nem mesmo a Jô conseguiu segurar sua atenção, o que está acontecendo?

Sam não falou nada, apenas abaixou a cabeça, afinal seria constrangedor contar o motivo da sua angústia para Ellen.

- Filho, se você precisar de alguma coisa ou de alguém pra conversar, pode contar comigo, está bem? - Ellen falou de uma maneira carinhosa, quase maternal.

- Está bem, eu... Será que eu posso ir pra casa? Desse jeito eu só vou te dar prejuízo hoje.

- Claro! Vá para casa e descanse um pouco. E se precisar de uma folga amanhã, é só me avisar. Eu me viro por aqui.

- Obrigado, Ellen - Sam forçou um sorriso, tirou seu avental e saiu.

A noite estava fria e Sam caminhou direto para casa. Quando entrou, ouviu Dean conversando animadamente ao telefone.

Ele ria alto de alguma coisa e disfarçou quando viu Sam entrar na sala.

- Sim, eu vou ter que desligar agora, amor.

- Também sinto a sua falta. Até mais.

Dean desligou o telefone e foi atrás de Sam, na cozinha.

- Hey! Voltou mais cedo hoje? Está tudo bem?

- Está.

- Que bom, porque eu preciso de companhia – Dean ergueu o jogo de Playstation que segurava em sua mão.

- Need for speed? – Sam sorriu abertamente - Quantas vezes eu vou ter que ganhar pra você desistir deste jogo?

- Você não sabe o quanto eu tenho treinado ultimamente. Como é, vai querer encarar ou não? – Dean provocou.

- Você me dá sono, Dean! – Sam brincou, se fazendo de aborrecido.

- Eu escolho o meu carro primeiro! – Dean parecia empolgado.

- Quantos anos você tem? Seis? – Os dois deram risadas.

Mais tarde Dean pediu pizza, comeram, beberam cerveja e jogaram videogame. O loiro venceu a maioria das corridas, mas desconfiava que Sam o estivesse deixando ganhar. De qualquer maneira, se divertiram muito, apenas com a companhia um do outro. Em momentos como este Sam sentia como se tivesse o seu velho irmão de volta. E isso o deixava imensamente feliz.

O restante da semana passou normalmente e não houve mais brigas. O clima entre os dois era descontraído, como nos velhos tempos.

No sábado pela manhã, Sam ficou em casa. Não quis ir jogar basquete com os amigos para curtir um pouco mais a companhia do seu irmão. Dean não tinha comentado quando, mas Sam sabia que seu irmão logo iria embora.

Os irmãos estavam olhando uma caixa com fotografias que John guardava em uma das gavetas da estante. Tiravam sarro um do outro e riam lembrando das situações em que as fotografias foram tiradas, quando a campainha tocou.

Dean estranhou, pois não estavam esperando ninguém, mas foi atender.

- Oi amor! – Danneel estava na porta e se atirou em seu pescoço assim que o viu.

Sam tinha se levantado do sofá para ver quem era e presenciou a cena, sentindo uma aflição muito grande.

- Oi... Dan? – Dean parecia mesmo surpreso – O que você faz aqui? Eu não sabia que...

- Eu quis te fazer uma surpresa. Estava morrendo de saudades, amor! – A ruiva o beijou várias vezes na boca e nas bochechas – Não está feliz em me ver?

- Estou! Claro que eu estou, eu só... Fiquei surpreso.

- Esta era a minha intenção. Mas... Não vai me convidar para entrar?

- Ah, claro. Deixa que eu te ajudo. – Dean pegou a mala da noiva e a conduziu para dentro de casa.

Seu coração apertou quando viu Sam encostado no sofá, com uma expressão tão triste que sentiu vontade de pegá-lo no colo.

- É... Sam, esta é a Danneel. Dan, este é o meu irmão, Sam. – O loiro os apresentou, sem conseguir encarar os olhos do irmão.

- Muito prazer, Sam! – Danneel estendeu a mão e sorriu com simpatia – Fico feliz em finalmente te conhecer!

Sam apertou sua mão educadamente e forçou um sorriso, mas não disse nada.

- Vamos levar suas coisas lá pra cima? – Dean falou rapidamente, tentando quebrar o gelo – Sam, eu... Vou ficar com o quarto que era do papai, tudo bem?

- Faça o que você quiser, eu... Eu preciso ir, a Jô está me esperando – Sam mentiu.

Saiu de casa e foi a caminho do bar. Não conseguia acreditar... Saber que Dean estava noivo já era terrível, mas presenciar ele junto com a noiva tornava tudo ainda pior. Sentiu um nó na garganta, mas prometeu a si mesmo que não ia chorar.

Entrou no bar e encontrou Bobby e Ellen discutindo no balcão. Àquela hora ainda não havia fregueses, então cumprimentou Ellen e entrou pela porta que ligava o bar à casa, a procura de Jô.

A amiga estava na sala, revirando uma caixa de CDs.

- Ah, Sam! Que bom que você veio! Eu não estou encontrando aquele meu CD do Bon Jovi, você sabe onde eu enfiei?

- Você emprestou pra Jéssica.

- Ah, é verdade. Puxa! Que memória você tem! – A loira o olhou, admirada.

- Você passou uma semana falando que estava arrependida de emprestá-lo a ela. Como eu iria esquecer? – Sam bufou.

- Ei, que carinha é essa? – Jô perguntou com a voz doce.

- A mesma de sempre – Sam tentou disfarçar.

- Não. Você está com aqueles olhinhos de cãozinho sem dono... O que foi que aconteceu? – A loira pegou Sam pela mão e o levou até o sofá, sentando-se ao seu lado.

- Eu te falei que o Dean está noivo, não falei?

- Falou sim.

- Ela está lá em casa.

- O quê? Eu não acredito que ele teve coragem! – Jô se levantou do sofá, indignada.

- Acho que ele nem sabia. Pelo menos, me pareceu surpreso. Não, ele não sabia – Sam deduziu.

- Quanto tempo ela pretende ficar?

- Pelo tamanho da mala, até que ele decida ir embora, eu acho.

- E o que você vai fazer?

- Eu? Nada! O que é que eu posso fazer? A casa é tão dele quanto minha! – Sam tentava manter-se calmo.

- Mas... Que vadia! Como ela é? Aposto que é feia e sonsa!

- Ela é... Muito bonita, simpática, e... Bom, ela é psicóloga, deve ser muito inteligente também – Sam não conseguiu mais conter as lágrimas e tentou disfarçar.

- Sam... – Jô acariciou seus cabelos.

- Está na hora de eu cair na real, não é? Não adianta eu continuar sonhando e me iludindo. Eu preciso esquecer o Dean.

- Eu não... Eu não sei o que dizer, eu... Eu queria muito poder te ajudar, mas...

- Me dá um colinho? – Sam forçou um sorriso triste.

- Está bem, deita aqui meu bebê – Jô sentou-se no sofá e deixou que Sam deitasse a cabeça em seu colo. Sentia as lágrimas molhando sua pele e o abraçou com força, era tudo o que podia fazer no momento.

Continua...


Aos que deixaram reviews: Meu muuuito obrigada, de coração! Adoro vocês!

Aos que não deixaram: Que tal fazer isso pela primeira vez? Eu vou amar! Não dói, não engorda, e não vai tirar mais do que dois minutos do seu tempo, eu prometo!