Título: Estranha Obsessão
Autora: Mary Spn
Beta: Thata Martins
Gênero: Wincest / AU
Sinopse: Dois irmãos em conflito. Um amor sem limites... Até onde uma obsessão pode nos levar?
Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores. É Wincest, portanto, contém cenas de relações sexuais entre dois irmãos.
Estranha Obsessão
Capítulo 6
Nos dias seguintes, Sam evitava permanecer em casa o quanto podia. Era muito difícil conviver com Dean e Danneel dentro da mesma casa. Vê-los conversando intimamente, trocando beijos e carícias, por mais discretos que fossem, era como uma tortura para Sam.
O que mais lhe incomodava era ter que admitir que Danneel não era uma pessoa desagradável. Muito pelo contrário, ela era extremamente gentil, simpática e atenciosa, tanto com Dean quanto com Sam. Era quase impossível odiá-la, não fosse pelo fato dela ser a noiva de Dean.
Por outro lado, Dean também se sentia acuado. Danneel tinha mesmo pegado-o de surpresa quando aparecera por ali. Não podia cometer a grosseria de pedir que ela fosse embora, apesar da presença dela não ser bem-vinda.
Era como se ela estivesse o tempo todo entre ele e Sam. E o que existia entre os dois era considerado algo sagrado para Dean. Sabia que desta maneira estava machucando seu irmão, mas talvez esta fosse uma solução. A mais dolorosa, mas mesmo assim eficaz.
Nada como um choque da realidade para que Sam entendesse que o noivado era mesmo algo sério. Que, apesar do que ele e Dean sentiam um pelo outro, não podiam ficar juntos, pois eram irmãos.
Danneel fazia o possível para se aproximar de Sam, tentando criar algum vínculo familiar, apesar deste se mostrar sempre arredio.
Dean também procurava dividir sua atenção, ainda mais porque sabia que Sam, mesmo sem demonstrar, ainda sentia muito a falta do pai.
No sábado pela manhã, os irmãos foram ao bar jogar sinuca, como faziam nos velhos tempos.
- Isso é injusto, Sam. Você trabalha aqui! – Dean reclamava depois de perder a terceira partida.
- Não quer dizer que eu passo a noite jogando, isso não é desculpa. Você sempre foi um péssimo perdedor!
Bobby observava a discussão dos dois e se aproximou, dando risadas.
- Eu senti falta de vocês dois por aqui, moleques!
- Hey, Bobby! – Dean apertou a mão do amigo – Há quanto tempo, hein?
- Você que andou sumido, garoto! E eu vou te dizer uma coisa... O seu velho jogava melhor do que você! – Bobby zoou.
- É, eu estou mesmo enferrujado. Até pro Sammy eu perdi! – Dean deu risadas.
- Você está mais do que enferrujado, Dean! – Sam riu também.
- Estou mesmo, eu admito. Mas o papai vinha muito aqui? Ele costumava jogar com você?
- De vez em quando.
- Era um bom homem, o John – Bobby falou, ajeitando o boné na cabeça – Às vezes era um teimoso filho da puta, mas um bom homem.
- Vocês ainda estavam brigados? – Dean ficou curioso.
- Não, mas estávamos sempre implicando um com o outro, você sabe.
- Sim, eu sei.
- Uma pena eu não ter conseguido voltar a tempo para o funeral.
- Não tem importância, Bobby. Apesar dos desentendimentos, ele gostava muito de você – Sam falou com sinceridade.
- Que bom que vocês ainda têm um ao outro, garotos. Família é a única coisa que realmente importa, acreditem. E se precisarem de alguma coisa, sabem que sempre podem contar com o velho Bobby aqui.
- x -
No domingo pela manhã, Sam estava sentado no sofá da sala lendo uma revista, enquanto Danneel perambulava pela casa, arrumando algumas coisas.
- Sam, você gostaria de me acompanhar ao shopping hoje? – A ruiva o pegou de surpresa.
- Eu... Eu fiquei de ir na casa da Jô – Sam não conseguiu achar uma desculpa melhor.
- Ela pode ir conosco. O que você me diz? Vai ser divertido, vamos? – Danneel insistiu.
- Não sei, eu...
- Combine com ela para as três horas, ok?
- O que vocês dois estão combinando sem a minha autorização? – Dean perguntou em tom de brincadeira ao entrar na sala.
- Nada, amor. Só um passeio pelo shopping. Mas você também está convidado – Danneel falou com doçura e beijou a bochecha de Dean.
- Ah, sinto muito, mas não vai dar desta vez. Eu combinei de ajudar o Bobby a consertar o caminhão.
- E desde quando você é mecânico de automóveis? – Danneel brincou.
- Ei, eu sirvo pra quebrar um galho, ok? – Dean fez cara de ofendido.
- Bom, então enquanto você enfia a mão na graxa, eu e o Sam vamos às compras.
- Cada um se diverte como pode, não é? – Dean rolou os olhos.
- Agora me diz uma coisa, Dean... O Sam vai ou não ser o padrinho mais lindo do nosso casamento? – Danneel falou sorrindo, abraçando Sam pelos ombros.
- Eu... Eu preciso me trocar, a Jô deve estar me esperando – Sam mentiu e saiu correndo para o seu quarto.
- Eu falei algo de errado? – Danneel perguntou para Dean, ligeiramente confusa.
- Eu vou falar com ele – Dean subiu as escadas atrás do irmão e o encontrou sentado na cama, com o rosto escondido entre as mãos.
- Ei, o que foi que houve?
- Ela estava brincando, não estava?
- Sammy...
- Padrinho? – Sam forçou uma risada.
- Você é o meu único irmão, Sam!
- Você pode me pedir qualquer coisa, Dean. Menos isso!
- Tudo bem, eu vou entender se você não quiser...
- Eu não vou a esse casamento! Eu não conseguiria... – Sam falou com a voz embargada.
- Sammy, me desculpe, eu... – Dean não sabia o que dizer, não tivera a intenção de magoá-lo.
- Eu preciso sair, Dean.
Sam saiu de casa praticamente correndo, e pela primeira vez desde a morte de John, foi visitar o seu túmulo.
Parou de pé em frente à lápide, sentindo as lágrimas embaçarem seus olhos.
"Eu ainda estou muito zangado com você, sabia? Você não podia ter me deixado sozinho, não agora!
E você mentiu pra mim! Está bem, não mentiu, mas escondeu sobre o noivado do Dean. Eu confiava em você, eu te contava tudo, e... É, talvez você já soubesse qual seria a minha reação, não é? Afinal, você me conhecia melhor do que ninguém. Mas agora, eu... Eu estou cada vez mais perdido, pai!
Isso que eu sinto pelo Dean... Você disse que algum dia iria passar, mas não passa nunca! Muito pelo contrário, só fica cada vez maior.
Olha, a Danneel pode até ser uma boa pessoa, mas ela não vai fazer o Dean feliz. Não como eu faria! Mas ele foge de mim como o diabo foge da cruz... E com razão, talvez... Mas eu sei que ele sente o mesmo por mim, pai. Eu sinto! Só que, ao contrário de mim, ele consegue guardar esse sentimento pra si, ele luta contra o que sente com todas as suas forças.
E eu... eu já não sei o que fazer. Devo desistir? Devo deixar o Dean se casar e tentar ser feliz com aquela vadia? Ta, ela não é uma vadia, mas... E se eu lutar por ele? Será que eu tenho alguma chance?
Eu sei que nós somos irmãos! Eu sei! Mas eu não tenho culpa, você sabe! Eu não escolhi sentir o que sinto por ele, simplesmente... aconteceu!
E a única pessoa pra quem nós devíamos satisfações era você, e agora... Você já não está mais aqui. Eu não vou desistir dele, pai. Eu não posso! Não posso desistir da minha felicidade... Me desculpe!"
Sam secou as lágrimas e ia saindo, quando se voltou mais uma vez.
"Eu sinto muito a sua falta, sabia? E eu... Eu te perdôo se você me perdoar também".
Saindo do cemitério, Sam foi até a casa de Jô e lhe contou sobre o convite de Danneel para irem ao shopping.
- O quê? Você está confraternizando com o inimigo agora? – A loira falou indignada.
- Não é nada disso, Jô. Mas pensa bem, não tem nada de errado em sair com ela. Uma vez só. E ela convidou você pra ir junto, vamos?
- Nem sonhando! Eu me recuso a sair com a vadia que está fazendo o meu melhor amigo sofrer!
- Jô, você não precisa ficar amiguinha da va... da Danneel, só me acompanha, por favor? Eu preciso saber como ela é quando o Dean não está por perto, e eu não quero ir sozinho com ela! – Sam usou seu melhor olhar de filhotinho abandonado.
- Ok, eu vou! Mas só por que você me pediu. E você vai ficar me devendo uma!
Quando Sam voltou para casa, Dean o estava esperando, preocupado.
- Porra Sammy! Por onde é que você andou?
- Que estresse, Dean! Eu estava com a Jô!
- Você sai de casa daquele jeito, não volta nem para almoçar, e não quer que eu fique estressado? E eu fui até o bar pela manhã, você não estava lá!
- Eu fui... Falar com o papai. Quero dizer, eu fui ao cemitério.
- Ah, e... Você está bem?
- Estou, eu... Vou me aprontar pra ir ao shopping com a Danneel.
- Se você não quiser ir, ela vai entender.
- Eu quero ir, Dean. Está tudo bem – Sam falou sem muita convicção e foi para o quarto.
Dean ainda ficou olhando-o preocupado, enquanto ele subia as escadas. Era difícil entender seu irmão. As coisas estavam diferentes agora, Sam não lhe contava mais os seus problemas, nem o que estava sentindo. Nem sequer falava sobre a morte de John, mesmo Dean percebendo a sua tristeza e sabendo que ele estava quebrado por dentro.
- Hey! O Sam já voltou? – Danneel perguntou assim que desceu as escadas.
- Sim, ele foi se aprontar.
- Então ele vai mesmo? Nossa! Que bom! Fiquei com medo que, depois do que houve hoje pela manhã, ele fosse desistir.
- Hmm... Então você não conhece Samuel Winchester! – Dean brincou.
- Certo... Mas eu vou conhecê-lo. Já é um começo, não é? Eu não vejo a hora de nós três sermos uma família – Danneel abraçou Dean pelo pescoço.
- Eu também Dan, eu também – Dean a beijou rapidamente e saiu para ajudar Bobby com o caminhão.
Enquanto Sam ainda não havia descido, Jô chegou e foi logo entrando, como costumava fazer, já que era considerada da família.
- Sam, adivinha quem eu encontrei agora na rua? – Entrou falando, sem nem mesmo ver quem estava na sala – Ah, me desculpe! Eu pensei que o...
- Olá! O Sam está tomando banho. Você deve ser a Jô, não é? Eu sou a Danneel, muito prazer! – A ruiva se aproximou e abraçou Jô.
- Ah, o prazer é meu – A loira disse sem graça, diante de tanta cordialidade.
- Nossa! Você é linda mesmo! O Sam fala tanto de você que eu estava ansiosa pra te conhecer.
- Eu... Obrigada! Bom, o Sam é meu amigo desde a infância, então... – Jô não sabia direito o que dizer, antes de conhecer Danneel a via como uma megera, mas agora não podia negar que ela era muito simpática.
- Eu fiquei feliz que vocês aceitaram ir comigo, afinal, o Dean está sempre ocupado e eu quase não conheço a cidade. Também é uma oportunidade da gente se conhecer melhor, não é?
- Claro! É... eu... Eu vou lá em cima apressar o Sam, senão ele demora feito uma noiva pra se arrumar.
- Ok. Eu espero vocês aqui. Só vou pegar a minha bolsa.
Joanna subiu as escadas quase correndo e entrou no quarto do moreno sem bater, pegando-o desprevenido e completamente nu.
- Porra Jô! Dava pra você bater na porta, pelo menos? – Sam falou aborrecido, colocando rapidamente a toalha em volta da cintura.
- Ah, me desculpe! É que eu não queria ficar lá embaixo com a megera, então... E como se eu nunca tivesse te visto pelado, hã? – A loira brincou – Se bem que... Já faz bastante tempo e você... Mudou! – Jô o olhava de cima a baixo.
- Dá pra parar? – Sam estava corado de vergonha – Olha pro outro lado!
- Está bem! – Jô revirou os olhos e Sam aproveitou para vestir a cueca e a calça enquanto ela não olhava.
- Já pode olhar agora – Sam disse de mau humor.
- Você está precisando de umas roupas novas – Joanna o analisava.
- E por que você acha que eu estou indo ao shopping?
- Pra levar sua cunhadinha pra passear? – A loira o provocou.
- Idiota! Vamos logo, antes que eu me arrependa.
Os três foram no carro de Danneel e se divertiram bastante durante as compras.
Sam provava as roupas e as duas opinavam, enquanto a atendente da loja era toda sorrisos para cima dele.
- Este jeans justo fica ótimo em você – Jô apertou a bunda de Sam ao dizer isso, e Danneel dava risadas, concordando.
Sam comprou calças e camisas e Danneel comprou sapatos e bolsas, enquanto Jô só os acompanhava.
Sam acabou comprando um sapato de presente para amiga e Danneel, que tinha muito bom gosto, a ajudou a escolher.
Quando estavam prestes a sair do shopping, Jô ficou muito assustada ao ver Danneel cair, rolando alguns degraus da escada. Por sorte ela conseguiu se segurar a tempo e apenas torceu o pé e ficou com dores pelo corpo, mas sem se machucar muito.
Enquanto Jô a acudiu, Sam ficou parado onde estava, no topo da escada, apenas observando.
- Sam! Me ajuda aqui? – Jô o chamou para ajudá-la a levar Danneel até o carro.
- Você quer ir para o hospital? – Sam perguntou apenas quando já estavam no carro, já que ele é quem iria dirigir até em casa.
- Não, não precisa. Eu estou bem, só um pouco dolorida. Pode ir direto pra casa.
Danneel ligou para Dean no caminho de casa e assim que Sam estacionou o carro na garagem, o loiro a estava esperando. Carregou-a no colo para dentro de casa, e a colocou sentada no sofá, enquanto Sam foi com Jô até a casa dela.
- Você se machucou? Tem certeza que não quer ir ao hospital? – Dean perguntou, cheio de preocupação.
- Eu estou bem, meu amor. Por sorte, eu consegui me segurar e não foi nada grave.
- Podia ter sido sério, como foi que você caiu?
- Eu não sei, eu... Foi tudo muito rápido, eu estava no topo da escada, ao lado do Sam e quando fui descer o primeiro degrau... Deixa pra lá, Dean!
- O que foi, Dan?
- Eu tive a sensação de... De ter sido empurrada.
- Dan...
- Mas eu devo estar enganada, Dean. Só o Sam estava ao meu lado naquela hora, e... A não ser que ele...
- Olha amor, você deve estar mesmo enganada, porque... Eu conheço muito bem o Sammy, fui praticamente eu quem o criou, e... Ele pode até agir de um modo estranho às vezes, mas ele não faria mal a uma mosca, Dan. O Sammy jamais faria algo contra você de propósito. Jamais!
- Eu sei. Amor, eu... Eu não estou o acusando, eu...
- Tudo bem. Vamos esquecer isso, ok? Agora vamos, eu vou te levar ao hospital.
- Eu já disse que não é necessário.
- Pelo menos vamos tirar um raio-X pra saber se não quebrou nada, Dan. Eu só vou ficar tranquilo quando tiver certeza que está tudo bem.
- Você é um amor. E eu sou muito sortuda por ter um noivo tão maravilhoso – Danneel o beijou com carinho antes de saírem.
- x -
Sam sentou-se na cama de Jô enquanto a loira provava os sapatos e andava de um lado para o outro dentro do quarto, como se estivesse em um desfile de modas.
- Você vai fazer um buraco no chão desse jeito – Sam reclamou, brincando.
- Mas são lindos, não são? Você é um amorzinho, sabia? Não precisava ter gastado dinheiro comigo.
- Eu não preciso mais guardar dinheiro pra faculdade, então posso gastar um pouquinho com a minha melhor amiga, não posso?
- É, pensando bem... – Jô deu risadas e se sentou ao seu lado, lhe dando um beijo na bochecha.
- Não precisa puxar o meu saco, ta?
- Sam, você... Por que você não foi ajudar a Danneel quando ela caiu?
- O quê?
- Você ficou lá parado, olhando... Parecia que...
- Eu queria que ela tivesse morrido, Jô! – Sam falou de um jeito sério demais, assustando a amiga.
- Você não está falando sério, está? – A loira franziu o cenho, preocupada.
- Claro que não, sua boba! – Sam sorriu – Eu vou voltar pra casa agora, estou com sono. Amanhã a gente se fala – O moreno se levantou da cama e saiu, como se nada tivesse acontecido.
Continua...
