Título: Estranha Obsessão
Autora: Mary Spn
Beta: Thata Martins
Gênero: Wincest / AU
Sinopse: Dois irmãos em conflito. Um amor sem limites... Até onde uma obsessão pode nos levar?
Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores. É Wincest, portanto, contém cenas de relações sexuais entre dois irmãos.
Estranha Obsessão
Capítulo 7
Era madrugada quando Dean acordou assustado, ouvindo gritos abafados vindos do quarto do seu irmão. Levantou-se rapidamente e correu até lá, encontrando Sam se debatendo na cama, provavelmente tendo um pesadelo.
- Sam! - Dean chamou baixinho, passando a mão pela sua testa suada, mas Sam continuava agitado.
- Sammy! - Desta vez Dean o sacudiu devagar, tentando tirá-lo daquela tormenta.
- De... Dean! - Sam falou baixinho e se agarrou à cintura do irmão - Você não pode me deixar, Dean!
- Shhh... Foi só um pesadelo, já está tudo bem agora.
- Você estava sendo arrastado pra longe de mim. Eu não consegui impedir, Dean... Eu não consegui! - O corpo todo de Sam tremia e Dean o abraçou com força, para que se sentisse seguro.
- Calma, Sammy... Eu estou aqui. Eu vou ficar com você até que volte a dormir, eu prometo! - Dean fez com que Sam se deitasse de volta na cama e deitou-se ao seu lado, o abraçando por trás.
Mesmo depois que Sam voltou a dormir, Dean continuou ali, deslizando os dedos entre os fios dos seus cabelos. Nunca tinha visto Sam assim, tão assustado, com tanto medo.
Queria poder protegê-lo de tudo, protegê-lo do mundo, mas não podia. Queria dar a ele tudo o que precisava, queria fazê-lo feliz, mas não podia... Eram irmãos e teriam que conviver com esta cruz pelo resto dos seus dias.
Com estes pensamentos, Dean acabou adormecendo ali mesmo, na cama do seu irmão. Acordou quando já estava amanhecendo, saiu da cama com cuidado para que Sam não acordasse e voltou para o seu quarto, vendo que Danneel estava acordada.
- Onde você esteve? - A ruiva perguntou, um pouco aborrecida.
- Me desculpe, eu... O Sam teve pesadelos durante a noite e eu fiquei com ele até que se acalmasse.
- Até agora?
- Eu acabei pegando no sono. Me desculpe! - Dean se aconchegou ao seu lado e beijou seu pescoço.
- Dean!
- Não fica aborrecida comigo, vai? O Sam não está bem, ele... - Dean passou a mão pelos cabelos, sem saber como justificar. Só sabia que estava fazendo a coisa certa, precisava cuidar do seu irmão.
- Ele nunca vai ficar bem enquanto você continuar fazendo isso, Dean!
- O que foi que eu fiz de errado?
- Você fica o tempo todo querendo protegê-lo de tudo e de todos, você faz todas as vontades dele, você...
- Espera, agora você está exagerando, Dan! Tudo bem, eu admito que tento protegê-lo, mas eu cuidei dele desde criança e isso não é algo que simplesmente acaba de uma hora pra outra. Ele acabou de perder o pai, e...
- Você também perdeu o pai, Dean! Não foi só ele.
- Eu estive um ano longe de casa, não é a mesma coisa! Você pode até achar que está tudo bem, que o Sam não está nem aí, mas é por que você não o conhece como eu conheço... O Sam está quebrado por dentro, Dan. E é por isso que eu não posso ir embora assim, de uma hora pra outra. Ele precisa de mim.
- Ele precisa de você, ou você precisa dele? - Danneel falou com lágrimas nos olhos.
- Não faça isso, Dan. Por favor...
- Está certo, me desculpe! Mas é que às vezes...
- Só mais alguns dias, eu prometo!
- Tudo bem. Ele é seu irmão e eu não vou me meter nisso. Você sabe o que está fazendo, não sabe?
- Sim, eu sei.
- Então o assunto está encerrado. Vamos voltar a dormir.
- x -
Dois dias depois, Danneel já estava bem melhor e resolveu visitar uma amiga que morava na cidade vizinha. Joanna a acompanhou, para que ela não precisasse dirigir.
Sam pediu dispensa no trabalho para que ele e Dean pudessem ir ao cartório e terminar de resolver os assuntos pendentes desde a morte de John.
Ambos estariam em casa para almoçar e Dean resolveu preparar alguma coisa, enquanto Sam foi tomar um banho, descendo logo em seguida somente com uma toalha enrolada em volta da cintura.
- Você deveria parar com esta mania de andar seminu pela casa, Sammy. Nós não estamos mais sozinhos – Dean reclamou, incomodado com a visão.
- Eu só desci pra pegar minha camiseta, e caso você tenha esquecido, a Danneel saiu com a Jô e elas vão passar o dia inteiro fora.
- O pai tinha um livrinho de receitas, não tinha? Você sabe aonde ele guardava? – Dean mudou de assunto, disfarçou e abriu a porta do armário, procurando pelo livro.
- Por aí, em alguma dessas gavetas – Sam abriu a geladeira e se serviu de um copo de suco.
- Ah, isso ajuda muito. Obrigado – O loiro ironizou, abrindo a primeira das cinco gavetas do armário.
- Disponha - Sam deu risadas.
- Ei, que foto é essa? - Dean ergueu a foto de uma mesa posta para a ceia de natal.
- Não é nada, Dean.
- Sério, eu não me lembro deste natal. Quando foi?
- Você não se lembra porque você não estava. Foi no natal passado.
- Ah - Dean ficou com a expressão triste de repente - E como foi? Quero dizer, estavam só você e o pai?
- Sim.
- Com toda esta comida? - Dean forçou um sorriso.
- Você quer mesmo saber, Dean? - Sam tinha mágoa na voz - Eu tirei esta foto só pra poder me lembrar do quanto você consegue ser um filho da puta egoísta!
- Eu? - Dean se sentiu ofendido.
- Já passava da meia noite e estava tudo arrumado há tempos, mas o pai ainda insistia: "Vamos esperar mais um pouco, Sam. Pode ser que ele só tenha se atrasado". E já era madrugada quando, depois do pai pegar no sono naquela velha poltrona dele, sem nem mesmo ter comido, eu joguei toda essa comida no lixo!
- Eu... Eu sinto muito, Sam.
- Sente muito? - Sam riu com ironia.
- Eu disse a ele que não viria! Por que diabos ele ficou me esperando? - Sam nem precisava ter dito nada, depois que John morrera, a culpa pelo que fizera estava sempre presente.
- Porque ele ainda tinha esperança de que as coisas voltassem a ser como antes, Dean!
- Você estava aqui com ele, por que não fez nada?
- Por que eu não fiz nada? Como você acha que foi passar a noite de natal vendo ele se embebedando e chorando, sabendo que a culpa era toda minha?
- Não só sua...
- Mas você não estava aqui, estava?
- E você acha mesmo que isso muda alguma coisa? Acha que eu estava feliz, comemorando longe de vocês? Foi o pior natal da minha vida, Sam!
- Só por causa do seu maldito orgulho!
- Orgulho? - Dean riu sem humor - Você acredita mesmo que se eu tivesse vindo o clima seria diferente? Como eu poderia olhar pra ele depois do que nós fizemos, Sam? Me diz? - Dean empurrou seu irmão contra a parede e partiu pra cima dele, com raiva.
- Quer me bater? Vá em frente se isso vai fazer você se sentir melhor – Sam provocou - Ou então você pode escolher outras opções para descontar essa sua frustração. Não adianta, a raiva não ajuda em nada, Dean. Eu já tentei - Sam segurou firme o rosto do irmão com as duas mãos, o obrigando a encará-lo - Isso é tão injusto, não é?
- Sam...
- Eu gostaria de poder amar você somente como um irmão, mas isso é impossível – Sam encostou sua testa na do irmão, ambos tinham lágrimas nos olhos.
Por mais que Dean quisesse manter distância, seu corpo parecia ter paralisado. Fechou os olhos, sentindo apenas a respiração de Sam batendo em seu rosto, assim como seus corações acelerados, batendo no mesmo ritmo.
Seus lábios se encontraram e de repente tudo ao redor já não existia mais...
As mãos de Dean agarravam Sam com força pelos cabelos, como se estivesse impedindo sua fuga, enquanto sua língua explorava a boca e o pescoço do outro, se deliciando com o seu gosto.
Sam levou uma de suas mãos por dentro da camiseta de Dean, tocando cada centímetro da sua pele quente, enquanto a outra mão o puxava pela cintura, mantendo seus corpos colados.
O mais novo inverteu as posições, colocando Dean contra a parede e começou a despi-lo com pressa. Enquanto Dean estava totalmente entregue, encostado na parede com os olhos fechados e a boca entreaberta, Sam deslizou seus lábios pelo pescoço do loiro, descendo então pelo peito, lambendo e mordiscando cada pedacinho da sua pele exposta.
Quando chegou à cintura, o mais novo se ajoelhou e abriu o botão e zíper da calça de Dean, então as puxou rapidamente para baixo e sua mão direita passou a acariciar o volume do irmão por cima do tecido da boxer preta.
Abaixou a boxer devagar, libertando a ereção do mais velho. Passou a língua pela extensão, depois lambeu a glande, antes de abocanhar tudo o que podia.
Dean gemeu alto, sentindo a boca quente e úmida do seu irmão o envolver por completo. Sam ora chupava, ora lambia, com suas mãos o segurando firme pelo quadril, mantendo-o contra a parede.
Quando Dean sentiu que estava quase no limite, segurou seu irmão pelos cabelos com força, fazendo com que parasse os movimentos. Sam levantou-se e Dean o puxou para outro beijo apaixonado, então o ajudou a livrar-se da camiseta e calças, para em seguida empurrá-lo até a mesa da cozinha, o fazendo inclinar-se sobre ela.
Trilhou um caminho desde os ombros, beijando, lambendo e mordendo a pele do mais novo, descendo pelas costas e nádegas, sentindo o calor e a firmeza dos seus músculos. O corpo de Sam era pura tentação. Tudo o que Dean conseguia pensar era em possuí-lo, sem se importar com mais nada.
Olhou ao redor, procurando por algo que servisse como lubrificante e então alcançou o pote de manteiga em cima do balcão.
Usou um dedo, depois outro, para preparar seu irmão, e os gemidos dele, estando ali, tão entregue e submisso, só deixavam Dean ainda mais enlouquecido de desejo.
Afastou ainda mais as pernas de Sam, mantendo-o na mesma posição, inclinado sobre a mesa, e o penetrou, ouvindo o mais novo abafar um grito de dor.
Esperou apenas alguns instantes para que o outro se acostumasse e então o segurou firme pela cintura, entrando e saindo do seu corpo sem muita piedade.
Sam mordeu o próprio lábio, segurando-se para não gritar quando sentiu Dean penetrá-lo por completo. Mas, mesmo sentindo dor, jamais pediria que seu irmão parasse, pois precisava dele, precisava senti-lo dentro de si, como se fossem um só. Era uma necessidade mais do que carnal, era como se as suas almas se fundissem neste momento.
A dor logo foi diminuindo e o prazer tomou conta de ambos, cada vez que Dean entrava e saía com força era como se algo dentro de seu corpo vibrasse, e só conseguia querer mais, muito mais...
Dean acelerou os movimentos, estocando cada vez com mais força, seus gemidos se misturando com os do seu irmão, seus corpos suados, respirações ofegantes, e o orgasmo se aproximando, levando-os à beira da loucura.
O mais velho levou sua mão até o membro de Sam, masturbando-o no mesmo ritmo de suas estocadas, e em poucos minutos sentiu o corpo do mais novo estremecer embaixo de si, e o seu líquido quente se derramar em sua mão. Poucos movimentos mais e Dean também gozou dentro de Sam, com um gemido gutural.
Sentindo o tremor em suas próprias pernas após o orgasmo, Dean apoiou todo seu corpo sobre Sam, tentando recuperar o fôlego.
Quando se levantou, minutos depois, puxou o mais novo junto consigo e o abraçou.
Seus lábios se uniram mais uma vez em um beijo demorado, então ficaram apenas ali, nos braços um do outro, encostados na mesa da cozinha.
- É melhor você subir e se vestir, eu limpo isso aqui – Dean simplesmente falou e Sam concordou, sem dizer nada.
Subiu as escadas rapidamente e voltou para o chuveiro. Deixou a água morna tirar o suor do seu corpo e ao mesmo tempo em que estava feliz, realizado, também começou a sentir medo. Sabia que neste momento Dean estava pensando sobre o que acontecera e provavelmente estaria arrependido.
Quando voltou a descer, algum tempo depois, Dean estava parado em frente à janela da sala.
Ao se aproximar, percebeu que o mais velho tinha os olhos vermelhos, como se tivesse chorado, e isso quebrou seu coração em pedacinhos.
- Dean...
- Eu estive pensando, Sammy, e... Foi por isso... Foi por isso que eu não voltei pra casa durante um ano inteirinho.
- Eu... Eu não...
- Eu sabia que se eu ficasse aqui, isso voltaria a acontecer. Eu sabia, é mais forte do que eu, é mais do que eu posso controlar - Dean precisava falar, precisava colocar para fora o que sentia.
- E o que... O que você quer dizer com isso? – A voz de Sam era temerosa, quase um sussurro.
- Eu vou embora.
- Não!
- Sam, você sabe que isso não pode voltar a acontecer. Nós somos irmãos e isso é tão errado, que...
- Eu amo você, Dean! Isso não pode ser errado! – Sam não conseguiu conter as lágrimas, estava desesperado.
- Eu também amo você... E é este o problema, Sam! Isso que nós sentimos um pelo outro, é mais do que errado, é irracional! Pense só uma vez no que o papai diria sobre isso... Ele deve estar se revirando no caixão! – Dean andava de um lado para o outro, com as mãos na cabeça, sem saber o que fazer.
- Não coloque o papai no meio disso, Dean!
- Você sabe que o único jeito de acabar com isso é se nós ficarmos longe um do outro. Em pouco tempo você vai pra faculdade, vai começar uma vida nova lá, novos amigos, uma namorada, ou namorado, que seja, mas... Você vai superar isso, Sammy. Eu tenho certeza que vai.
- Você superou?
- O quê?
- Você ficou longe, arranjou uma namorada, ficou noivo... Você superou?
- Isso tudo que aconteceu, a morte do papai... Deixou a gente mais sensível, mais vulnerável, foi isso.
- Claro. Foi só isso – Sam ironizou – Eu não quero que você vá embora, Dean. Não agora, por favor? - Sam imploraria se fosse preciso, mas não permitiria que Dean fosse embora deste jeito.
- Sammy...
- Eu prometo não chegar a menos de um metro de distância de você.
- Não é só isso. Eu sei que você está sofrendo com a presença da Danneel, e eu não posso simplesmente mandar ela embora. Será que você consegue perceber em que situação eu me encontro? Eu me sinto entre a cruz e a espada, Sam!
- Eu não me importo com a presença dela, eu juro! Só não me deixa sozinho agora, Dean! Eu não posso... - O olhar suplicante estava ali, fazendo o coração de Dean se derreter.
- Está bem – Dean se aproximou e secou as lágrimas de Sam com as pontas dos dedos – Está bem. Vamos tentar mais uma vez, certo? Eu vou ficar mais alguns dias e então a gente vê como é que fica...
Continua...
N/A: A quem deixou review, meu muuuuito obrigada, de coração! É por causa de vocês que eu ainda continuo escrevendo, SEUS LINDOS!
E quem nunca deixou, que tal fazer isso pela primeira vez? Adoraria saber o que você pensa sobre a história, afinal, se você continua lendo é porque não deve ser tão ruim, certo?
Beijokas da Mary!
