Título: Estranha Obsessão

Autora: Mary Spn

Beta: Thata Martins

Gênero: Wincest / AU

Sinopse: Dois irmãos em conflito. Um amor sem limites... Até onde uma obsessão pode nos levar?

Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores. É Wincest, portanto, contém cenas de relações sexuais entre dois irmãos.


Estranha Obsessão

Capítulo 9

O movimento no bar estava fraco. Sam limpava o balcão e guardava alguns copos quando Brady entrou e sentou-se em uma das mesas no fundo do bar.

- Hey! – Sam se aproximou, sorrindo – Faz tempo que você não aparece por aqui.

- Oi Sam! É, eu andei resolvendo algumas coisas por aí. Como é que você está? – Brady o olhou de cima a baixo.

- Tudo bem. Vai querer beber alguma coisa?

- Sim, uma cerveja, por favor.

- Por que você continua trabalhando aqui, Sam? Não deveria estar se preparando para ir pra faculdade? – Brady perguntou assim que o moreno trouxe sua cerveja.

- Eu não quero ficar em casa. Aqui sempre tem algo pra fazer ou alguém pra conversar.

- Você e o Dean eram sempre tão ligados, agora que ele voltou parece que... Vocês andam se estranhando, ou é impressão minha?

- Não, está tudo bem. Só acho que não é a mesma coisa que antes. Deve ser porque ele ficou muito tempo longe, só isso – Sam puxou uma cadeira para perto, já que não havia nenhum outro cliente no bar – Posso? – Sam sinalizou para a cadeira.

- Claro. Eu detesto beber sozinho, você sabe.

Ellen estava fazendo uma lista de compras no balcão e enquanto Sam e Brady conversavam, Jô passou pelo bar, sem dizer nada.

- Joanna Beth! – Ellen chamou a atenção da garota – Eu não quero a senhorita desfilando aqui no bar com estes trajes – Ellen se referia ao vestido curto e decotado que Jô usava.

- Eu não pedi a sua opinião, mãe! – A loira bufou.

Ellen ia responder alguma coisa, mas neste momento o telefone do bar tocou e ela teve que atender, então Sam deixou Brady sozinho na mesa e foi até o balcão, pensando em conversar com a amiga.

- O que foi? – Jô perguntou rispidamente quando Sam se aproximou.

- Nada. Eu só estou estranhando esse seu comportamento. Desde quando você fala com a sua mãe deste jeito? – Sam falou com calma, pois não queria que Jô se irritasse ainda mais.

- Eu só não quero que fiquem se metendo na minha vida. Eu sou bem crescidinha e já sei me cuidar!

- Não é o que parece – Sam falou baixinho, mas a loira escutou.

- O que é?

- Eu só acho que a sua mãe tem razão, você não deveria usar esse tipo de roupa aqui. Você sabe como são os caras, vão ficar mexendo com você.

- E desde quando você se importa se alguém mexe comigo?

- Eu sempre me importo com você – Sam balançou a cabeça, indignado - Por que isso agora?

- Pra sair comigo você não tem tempo, não é, Sam? Mas pra ficar de namorico com aquele ali você tem!

- Eu só estava conversando com o Brady, Jô. Não é por que nós terminamos que não podemos ser amigos.

- Claro - Joanna riu ironicamente.

- O que está havendo com você? O que eu fiz pra você estar me tratando assim? – O moreno tinha mágoa na voz.

- Nada, Sam. Você não fez nada! - Jô respondeu irritada - Eu vou ver a Danneel, já que ela pelo menos sempre tem tempo pra mim.

- É por causa dela que você mudou, não é? Eu não acho que ela seja uma boa companhia pra você.

- Não? E quem é uma boa companhia pra mim? Você?

- Nós sempre fomos amigos, eu...

- Você é patético, Sam! – Jô falou em voz alta - E ainda por cima é uma aberração. É tarado pelo próprio irmão!

Sam ficou tão chocado com o que ouvira que nem conseguiu dizer nada. Ficou encarando Jô por algum tempo, paralisado, digerindo o que ela acabara de falar, sentindo as lágrimas embaçarem seus olhos. De repente, se deu conta de onde estava e olhou para Ellen, que tinha desligado o telefone e gritava para que Jô fosse para o seu quarto, então Sam se virou e viu que Brady também o olhava espantado, e deu graças por não haverem mais clientes no bar.

- Sam! – Brady o chamou quando viu o moreno olhar para ele, desolado, e sair correndo do bar, como se estivesse fugindo de alguma coisa.

- Vá atrás dele, Brady – Ellen também estava preocupada, sua vontade era de sacudir a filha pelos cabelos por ter dito aquilo.

- Sam! – Brady correu atrás dele pela rua e só o alcançou quando já estavam na esquina – Calma, garoto – O loiro o puxou pela camisa, fazendo-o parar e o envolveu em seus braços.

O moreno soluçava, desesperado, Brady esperou que ele se acalmasse e o conduziu até o seu carro.

- Aonde está me levando? Eu não quero ir pra casa – Sam falou entre os soluços, enquanto o outro dirigia.

- Eu não vou te levar pra casa, Sam. Não enquanto você não se acalmar.

O loiro dirigiu por mais alguns minutos e então parou diante de um prédio, que Sam sequer conhecia.

- Que lugar é esse?

- Eu moro aqui. Depois que eu me assumi, decidi que seria melhor morar sozinho. O meu pai ainda está uma fera comigo – Brady forçou um sorriso - Vem, vamos subir. – O loiro saiu do carro depois de estacionar na garagem e Sam o seguiu.

- Brady... O que a Jô falou não é... – Sam começou a falar assim que entraram no apartamento, envergonhado.

- Tudo bem, você não precisa me explicar nada. Beba isso aqui – Brady lhe entregou um copo com uma dose de uísque – Vai te fazer bem.

- É horrível! – Sam fez uma careta, mas bebeu o conteúdo mesmo assim.

- Olha... Se você não quiser dizer nada, não precisa. Eu te levo pra casa quando estiver melhor. Mas se precisar de um amigo pra conversar... Eu estou aqui.

Sam ficou quieto por um momento, pensativo. Estava se sentindo magoado e traído pela sua melhor amiga. Tinha confiado seus maiores segredos a Jô e ela tinha gritado para que todos ouvissem. Não teria mais coragem de olhar para Ellen depois disso.

- Eu não sei o que deu na Jô, ela... Ela tem estado diferente, faz alguns dias. Não são só as roupas e a maquiagem, ela... Ela fica... Se insinuando, e... Nós somos amigos, eu não quero outra coisa com ela, mas...

- Ela acha que está apaixonada por você? – Brady sempre era direto.

- Eu não sei de onde ela tirou isso agora.

- É... Quem é que entende as mulheres? – Brady sorriu.

- Eu confiei nela – Sam tinha os olhos marejados novamente – Ela não podia... Por que ela fez aquilo? Como eu vou encarar a Ellen agora? – Sam escondeu o rosto entre as mãos, não conseguiu conter as lágrimas – Eu não sou tarado pelo Dean, eu...

- Você é apaixonado por ele? É isso?

- O quê? – Sam levantou o rosto, mas não conseguiu encarar Brady.

- Isso explica muita coisa – Brady sorriu – Eu sempre estranhei essa relação de vocês. Enquanto nós estávamos juntos, de cada dez palavras que você falava pelo menos cinco eram sobre o Dean. E quando você olha pra ele... O mundo pode desabar ao seu redor e você não vai nem perceber.

- Eu não... Não é bem assim.

- E o Dean sempre teve essa devoção por você, desde criança. Acho que agora eu entendo porque ele sempre sentiu tanto ciúmes quando alguém se aproximava demais de você. Mas vocês... Quero dizer, o Dean está noivo, deve estar sendo uma barra pra você.

- Eu... Eu estou tentando me acostumar com a ideia. De qualquer jeito, ele não vai ficar por muito tempo, e logo eu vou pra faculdade, então...

- É uma situação complicada, eu espero que vocês fiquem bem. E quanto a Jô... Ela com certeza só estava com ciúmes.

- Isso não justifica o que ela fez. Eu confiei nela, ela não tinha o direito de dizer aquilo, principalmente na frente da Ellen.

- A Ellen vai entender, Sam. Você sabe que não precisa se preocupar com isso. Ela ama você quase como a um filho.

- Eu não vou entrar naquele bar nunca mais...

- Você só precisa esfriar a cabeça, com o tempo tudo se resolve.

- É... Eu espero – Sam suspirou – Eu preciso voltar pra casa agora.

- Ok, eu levo você.

- x -

Dean passou a tarde ajudando Bobby a organizar os equipamentos dentro do pequeno galpão que havia alugado próximo ao bar de Ellen. O amigo estava montando a sua própria oficina mecânica, e parecia que finalmente estava disposto a ficar mais próximo da família e deixar de ser caminhoneiro.

Quando estivera no bar pela manhã e conversara com Ellen, Dean percebeu que a mulher também estava bem empolgada com a novidade, mas ela jamais admitiria.

Seu pai estava certo quando dizia que aqueles dois ainda se amavam, mas eram complicados demais para ficarem juntos. Era melhor se manter longe daquele relacionamento.

Dean percebeu que a casa estava silenciosa. Sam devia estar trabalhando no bar e Danneel talvez tivesse saído, ou devia estar no quarto fazendo alguma coisa. Não se preocupou em verificar, apenas tirou suas botas e o seu casaco e foi até a geladeira pegar uma cerveja.

Mal tinha ligado a TV e se sentado no sofá, quando ouviu passos rápidos descendo a escada e Danneel gritando histericamente o seu nome.

- Deeeean! Dean... Olha isso, Dean! - A ruiva tinha lágrimas nos olhos e segurava um álbum de fotos em suas mãos.

- O que houve? Você está bem? - Dean se levantou do sofá e foi ao seu encontro, preocupado.

- Olha só o que ele fez! - Danneel colocou o álbum de fotografias na mesa de centro da sala e o abriu.

- Ele quem? O que você está falando? - Dean não estava entendendo nada, mas então olhou para as fotos e ficou boquiaberto com o que viu.

Nas fotos que eram ele e Danneel, em algumas a imagem dela havia sido recortada. As que não, tinham sido rabiscadas com um grande X sobre o rosto da loira.

Dean não sabia o que dizer, nem o que pensar. Sua noiva ainda chorava, inconsolável. E por mais óbvio que fosse pensar que a única pessoa da casa que poderia ter feito aquilo era Sam, Dean se recusava a acreditar que seu irmão faria algo do tipo.

- Você precisa tomar alguma atitude, Dean. Isso não pode ficar assim!

- O que você quer que eu faça, eu... Nós nem sabemos quem fez isso!

- Você sabe que foi ele, Dean! Quem mais tem acesso a esta casa? – Danneel não conseguia entender como Dean não queria enxergar o óbvio.

- E... Eu não... Eu não consigo acreditar que o Sammy faria isso, Dan - Dean falou quase num sussurro.

- É mais fácil passar a mão na cabeça dele do que tentar resolver o problema, não é? Você sabe que o seu irmão é obcecado por você. Mas você prefere fazer de conta que está tudo bem. Que não se importa! - Danneel cuspia as palavras.

- Eu sou o único culpado por isso. Eu errei com ele, Dan. Eu agi feito um cretino!

- Mas ele já não é mais uma criança. Está na hora de você cortar o cordão umbilical, meu amor. Está na hora dele aprender a assumir a responsabilidade pelos seus atos.

- Eu vou conversar com ele, está bem? Assim que ele voltar para casa eu resolvo isso – Dean prometeu, tentando acalmar sua noiva.

- x -

Sam voltou de carona com Brady, que parou o carro em frente a sua casa.

- Tem certeza que você vai ficar bem? – O loiro quis se certificar antes de deixá-lo ir.

- Sim, fique tranquilo, eu já me sinto melhor.

- Você tem o meu número, qualquer coisa que precisar pode me ligar, ok?

- Está bem. E Brady... Obrigado por tudo.

Sam saiu do carro e entrou em casa praticamente correndo, mas quando ia subindo as escadas rumo ao seu quarto, ouviu a voz do seu irmão e voltou.

- Sam! Vem cá um pouquinho, eu quero que você veja uma coisa - Dean chamou assim que o irmão entrou pela porta, sem perceber a tristeza do mais novo.

- O que é? - Sam se aproximou sem muito interesse e Dean lhe estendeu o álbum de fotos - O quê...? - Sam o olhou sem entender nada.

- Abra!

Sam abriu o álbum e arregalou os olhos ao ver as fotos recortadas e rabiscadas - Mas que diabos? Quem fez isso?

- Eu esperava que você me respondesse.

- Espera... Você não está achando que eu...? Eu nem sabia da existência destas fotos, Dean! - Sam olhou incrédulo para o irmão.

- Estamos apenas eu, a Dan e você nesta casa. Quem mais poderia ter feito isso? Olha, eu sei que nós dois temos problemas, Sam, mas isso... Sinceramente? Eu não pensei que você ainda fosse infantil a esse ponto.

- Infantil? Você que está sendo um idiota, Dean! Não fui eu quem fez isso, e quer saber? Você e a sua noiva podem ir pro quinto dos infernos que eu não estou nem aí!- Sam empurrou o álbum de volta pras mãos de Dean de uma forma brusca e correu para o seu quarto.

Dean sentiu-se péssimo depois da discussão, e ainda mais quando Sam sequer saiu do quarto para jantar naquela noite.

Mais tarde, quando Danneel já tinha ido se deitar, o loiro parou na porta do quarto do irmão, indeciso, mas optou por abri-la e verificar se o irmão estava bem.

Aproximou-se da cama e sorriu ao ver o moreno deitado de bruços, sem camisa, mas ainda vestindo uma calça jeans. Provavelmente tinha pegado no sono sem querer.

Dean ficou observando a respiração calma do irmão, e ao olhar para as suas costas nuas, sentiu uma súbita vontade de tocá-lo. Só ele mesmo sabia o quanto era torturante ter seu irmão assim, tão próximo e ter que frear os seus desejos, ter que esconder o que sentia.

Pegou o cobertor que estava amontoado aos pés da cama e o cobriu com carinho, tomando cuidado para não acordá-lo. A primeira coisa que faria pela manhã seria se entender com seu irmão, pois seu coração ficava despedaçado cada vez que o magoava.

Passava das nove da manhã e Sam já estava há algum tempo acordado na cama, mas sem coragem de se levantar. As lembranças de Jô gritando com ele no bar e da discussão com Dean fizeram com que sentisse vontade de sumir.

Decidiu que não iria trabalhar naquela manhã, já estava atrasado mesmo... E também não colocaria mais seus pés no bar porque nunca mais teria coragem de encarar Ellen, e não gostaria de ver Jô tão cedo. Sentia-se traído e magoado por quem considerava sua melhor amiga.

Também não queria olhar para a cara de Dean ou de Danneel, então puxou o cobertor, cobrindo sua cabeça e enfiou o rosto no travesseiro, decidido a passar as próximas vinte e quatro horas ali, sozinho, sem ser perturbado por ninguém.

Mas sua paz não durou muito, pois logo Dean estava de pé ao lado da sua cama, o sacudindo...

- Hey! Hora de acordar, preguiçoso! – Dean tinha a voz suave e sorria, vendo o outro se remexer na cama.

- Eu não vou trabalhar hoje. Me deixa em paz! – Sam se enrolou ainda mais no cobertor.

- Levanta, garoto! Nós vamos sair – Dean arrancou o cobertor de cima do corpo do mais novo, ouvindo o moreno resmungar.

- Sair? Você está louco? Eu não vou sair desse quarto hoje.

- Ah, você vai sim! Eu preciso de companhia pra jogar sinuca e ninguém me deixa ganhar, a não ser você. Agora levanta esse traseiro daí – Dean deu risadas ao ver a cara de indignação do irmão.

- Eu não vou a lugar nenhum, Dean! – Desta vez Sam falou zangado.

- Eu sei que você está magoado, Sam. E é por isso que eu quero que você venha comigo. Nós precisamos conversar, eu não quero que você continue zangado comigo. Me desculpe por ontem, ok? Eu só quero uma chance pra fazer as pazes com você. Vamos lá, Sam! – Dean o cutucou novamente, vendo que não recebia resposta e o mais novo havia virado de costas para ele – Se você for, eu prometo que te deixo em paz o resto do dia!

- Promete mesmo? – Sam finalmente se sentou na cama, passando as mãos pelo rosto.

Danneel ainda estava dormindo e Dean esperava do lado de fora de casa quando Sam saiu pela porta segurando uma bola de basquete.

- Oh, não! – Dean colocou a mão na cabeça – Eu falei sinuca!

- Eu trabalho em um bar, esqueceu? Ou melhor, trabalhava. E você está precisando se exercitar, Dean! – Sam foi quicando a bola no chão enquanto caminhavam pela rua – Oh, droga! Eu esqueci minha carteira. Vou voltar pra buscar, já volto – Sam voltou correndo para casa, mas dentro de alguns minutos já estava ao lado de Dean novamente.

- Você disse: trabalhava? Você quer dizer que saiu do bar? – Dean perguntou como se a conversa não tivesse sido interrompida.

- Deixa pra lá. Eu não quero falar disso agora.

- Você e a Jô brigaram, por acaso? Toda vez que vocês discutem você diz que não vai mais trabalhar no bar – Dean deu risadas.

- Dessa vez é pra valer. Agora vamos lá – Sam arremessou a bola na cesta quando chegaram à quadra de esportes que havia no quarteirão – Vamos ver se você ainda é tão ruim quando da última vez – Sam jogou a bola para Dean, que teve que pular para conseguir pegá-la.

- Devagar aí, gigante! Eu não tenho culpa de não ter pernas de dois metros como você – Dean arremessou e errou a cesta, fazendo bico ao ver seu irmão com um sorriso vitorioso no rosto.

- Se você quiser, eu posso buscar um banquinho, Dean! – Sam tirou sarro, deixando o loiro ainda mais puto.

- Por que o Brady te trouxe em casa ontem? – Dean perguntou como quem não quer nada.

- E por que a pergunta? Ficou com ciúmes, por acaso? – Sam perguntou em tom de brincadeira.

- Por nada, só estranhei. Achei que vocês tivessem terminado.

- Ele estava no bar quando eu e a Jô brigamos, e ele me deu uma carona – Sam falou sem parar de quicar a bola.

- Uma carona pra onde? Pro apartamento dele? – Dean deu um sorriso irônico.

- Sim – Sam confirmou e esperou para ver a reação de Dean, mas o loiro percebeu seu interesse e disfarçou.

- Por que você e a Jô brigaram desta vez? – Dean tomou a bola de Sam e arremessou, acertando a cesta desta vez - Yeh! – O loiro gritou quando marcou ponto.

- Por causa da sua noiva – Sam falou simplesmente, fazendo Dean parar o jogo e o encarar, ainda segurando a bola.

- Como é que é? – O loiro franziu o cenho, sem entender nada.

- A Danneel é a responsável pela mudança da Jô. Ela não está feliz só em tirar você de mim. Ela quer afastar a Jô também.

- Sam... Caralho, Sam! Que merda você está falado? – Dean alterou o tom de voz, irritado - A Dan é amiga da Jô, ela não está querendo afastar ninguém. Muito pelo contrário! E ela também não está me tirando de você, você é meu irmão e ela é minha noiva. Eu vou me casar com ela, esqueceu?

- Você não enxerga as coisas do mesmo jeito que eu... – Sam falou com mágoa na voz – Ou tem coisas que você não quer ver.

- Olha, Sam... Eu pedi pra gente sair hoje porque eu queria tentar me entender com você. Pra gente ficar numa boa, está legal? Eu estou disposto a esquecer o que você fez ontem com as fotos, eu só quero recomeçar. Eu quero que a gente volte a ser irmãos, como era antes, entendeu? Por que você não me dá uma chance?

Sam apenas concordou com a cabeça, sem dizer nada. Seus olhos ardiam e ele engoliu o nó na garganta, pois não queria chorar feito uma garotinha na frente de Dean.

- A Danneel não é sua inimiga, Sam – Dean falou suavemente – Nós três vamos ser uma família. Eu sei que você tem um coração enorme e se você der uma chance, vai acabar gostando dela.

- Talvez... – Sam falou com a voz embargada, e então o celular de Dean começou a tocar, insistentemente.

- Alô – Dean atendeu, sem reconhecer o número no visor – O quê? – Sam viu o loiro arregalar os olhos, assustado com alguma coisa – Alguém se feriu? Sim, eu já estou indo...

Dean desligou o celular e ainda ficou parado por alguns instantes, sem dizer nada, parecia estar em choque.

- O que foi? Aconteceu alguma coisa? – Sam perguntou, preocupado.

- Houve um vazamento de gás... Lá em casa.

Continua...