Título: Estranha Obsessão
Autora: Mary Spn
Beta: Thata Martins
Gênero: Wincest / AU
Sinopse: Dois irmãos em conflito. Um amor sem limites... Até onde uma obsessão pode nos levar?
Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, Sam e Dean não são caçadores. É Wincest, portanto, contém cenas de relações sexuais entre dois irmãos.
Estranha Obsessão
Capítulo 11
Sam acordou confuso, e ficou desesperado ao perceber que estava em um hospital. Sua cabeça doía muito e ao tocar em sua testa, percebeu que havia um curativo. Também tinha alguns arranhões em seu braço, mas por mais que se esforçasse, não conseguia se lembrar de como tinha se machucado.
Depois de algum tempo, entraram no quarto um médico, seguido de um policial, e começaram com um interrogatório, deixando Sam ainda mais confuso.
- Você pode nos contar o que aconteceu depois que chegou em casa, Sam?
- Eu... Eu não sei... Não consigo me lembrar.
- Você chegou em casa e encontrou sua cunhada. O que aconteceu então?
- Eu só me lembro de estar indo para casa, mas depois... Eu não consigo me lembrar o que aconteceu. Eu nem sei como machuquei a cabeça. Foi um acidente?
- Um acidente? – O policial riu. – Então você não se lembra de nada? – Seu tom era de sarcasmo.
- Não.
- Nem de ter dito coisas horríveis para a sua futura cunhada?
- O quê...? Não!
- Nem mesmo de tê-la agredido fisicamente e de ter arrancado suas roupas, querendo estuprá-la?
- Não... Eu não... – Sam não conseguiu segurar as lágrimas. – Eu não fiz nada disso! Eu não...
- Ele deve estar confuso, devido à pancada na cabeça. Talvez seja melhor interrogá-lo mais tarde. – O médico sugeriu e os dois homens se viraram para sair do quarto.
- Espera! Vocês devem estar se confundindo... Não fui eu! Eu não fiz nada disso. Por favor... – Sam sentiu-se ainda mais confuso e enjoado, sua cabeça ao mesmo tempo doía e rodava, e pensou que deveria ser o efeito de algum remédio que lhe deram.
Aquilo tudo parecia um pesadelo... Lembrava-se de ter chegado em casa e então acordou sozinho em um hospital. Não se lembrava do que tinha acontecido, mas com certeza aqueles dois homens estavam mentindo. Por mais que não gostasse de Danneel, jamais faria algo para machucá-la. Tentativa de estupro, então, parecia mais ser uma piada. Uma piada de mau gosto. Só queria poder acordar daquele pesadelo... Talvez estivesse mesmo sonhando e Dean viesse despertá-lo, como sempre fazia. Mas onde estava Dean? Se aquele quarto de hospital era mesmo real, por que Dean não estava ali com ele?
Uma tristeza muito grande invadiu seu coração. Nunca se sentira tão sozinho e abandonado em sua vida. Nem mesmo quando seu pai falecera. Queria muito que seu pai estivesse ali agora, ou melhor, queria estar em casa junto dele. A lembrança dos dois sentados na varanda, conversando até tarde da noite, invadiu sua mente e lhe trouxe um pouco de conforto.
Acabou adormecendo e, ao acordar, fora interrogado mais uma vez. Como não conseguiu responder nenhuma das perguntas, fora levado para uma sala e examinado por outro médico, que pediu mais alguns exames e então fora levado para outro quarto menor.
- Que lugar é esse? – Sam por fim criou coragem de perguntar.
- Não te disseram? – A enfermeira o encarou, estranhando. – Você está em um hospital psiquiátrico.
- Um hospício? Por quê? – Sam não conseguia acreditar. Aquilo não podia estar acontecendo.
- Você foi acusado por agressão corporal e tentativa de estupro. Como não se lembra de nada, você vai permanecer aqui até poder ir a um julgamento.
- Eu... O quê?
- Sinto muito, Sam. Agora eu preciso que você tome a sua medicação e se deite um pouco. O repouso vai te fazer bem.
- Não! Eu... Eu quero ir embora daqui. Eu não fiz nada disso, vocês é que estão loucos! Por favor... Eu preciso ver o meu irmão, onde ele está?
A enfermeira apertou a campainha e outros dois enfermeiros entraram, imobilizando Sam e o obrigando a se deitar. Seus pulsos foram presos à cama, sendo impedido de levantar-se.
- Por favor, me soltem! Eu quero sair daqui... Eu... Dean? Me tira daqui, Dean... – Sam chorava e gritava, mas os enfermeiros apenas lhe aplicaram uma injeção de calmante e saíram do quarto.
- x -
Nos últimos dias, o simples fato de acordar pela manhã e ter que sair da cama, era quase uma tortura para Dean. Só conseguia dormir a base de remédios, pois não conseguia deixar de pensar em Sam nem por um minuto. Doía demais pensar que ele estava sozinho em uma clínica, e apesar da certeza de que aquilo era o melhor para ele no momento, isso não tornava as coisas mais fáceis.
Dean percebeu que Danneel já havia se levantado, então foi para o chuveiro, tomou um banho demorado, vestiu-se e foi até a cozinha.
- Bom dia. - Murmurou para sua noiva, que estava ajeitando algumas coisas nos armários da cozinha, depois se serviu de uma xícara de café.
- Bom dia, amor! - Danneel se aproximou e beijou seus lábios brevemente. - Eu preparei panquecas, as suas preferidas. - Ela falou cheia de animação, colocando o prato na sua frente.
- Não estou com fome, Dan. - Dean sentou-se em uma das cadeiras e depositou a xícara sobre a mesa, desanimado.
- Você precisa se alimentar, meu bem, faz dias que não come nada direito, e...
- Como você quer que eu tenha fome, sabendo que o meu irmão está enfiado em um hospício, Dan? Hein? - Dean explodiu.
- Você fala como se fosse minha culpa. – Daneel reclamou com a voz chorosa. - Eu estou cheia disso! Estou cheia de ver você andar pela casa feito um zumbi! Ele é seu irmão, mas eu sou sua noiva, Dean. Também preciso de você! - A loira desabou em lágrimas, fazendo Dean sentir-se ainda pior.
Seu coração estava destruído, e era incapaz de consolar quem quer que fosse naquele momento.
Levantou-se da mesa, pensando em sair de casa, quando Joanna entrou pela porta que estava destrancada, sem nem mesmo bater.
- Jô? Aconteceu alguma coisa? – Dean perguntou, preocupado, vendo que a loira tinha os olhos inchados de tanto chorar.
- Se aconteceu alguma coisa? Me diga você, Dean? – A loira falava cheia de raiva. – Me diga que a minha mãe mentiu pra mim, e que essa história do Sam estar em um hospício não é verdade. Por favor, Dean?
- Jô, eu... Não é um hospício, é só uma clínica...
- Uma clínica de loucos? Dá no mesmo, Dean! Como você pôde? Como você pôde abandonar o seu irmão lá? – Joanna socou o peito de Dean com os punhos fechados, mas o loiro a segurou e a envolveu em um abraço apertado.
- Shhh... Calma, Jô! Você precisa se acalmar. O Sam está sendo bem cuidado lá, está tendo o tratamento adequado. Ele não vai ficar lá para sempre.
- Eu tenho certeza que ele não fez aquilo. A Danneel só pode estar mentindo, Dean. Você não pode confiar nela desse jeito! – A loira se afastou, mas as lágrimas ainda escorriam pelo seu rosto.
- Por que ele não pode confiar em mim? – Danneel, que ouvia tudo da porta da cozinha, finalmente se aproximou.
- O Sam jamais faria mal a qualquer pessoa. Eu o conheço desde que éramos crianças, ele é a pessoa mais doce que eu conheço...
- Ele é apaixonado pelo Dean. É obcecado por ele, você sabe disso. E uma pessoa obcecada é capaz de qualquer coisa.
- Não o Sam!
- Ele me via como uma ameaça, Jô. Não foi a primeira vez que ele...
- Não! Isso é mentira! – Joanna gritou, desesperada. – Você vai se arrepender do que está fazendo, Dean. Talvez quando você descobrir a verdade, seja tarde demais...
- Você está sendo ridícula, Jô! Vocês dois nem estavam se falando, agora você vem aqui me acusar de mentirosa e defender o seu amiguinho?
- Pois é. Eu magoei o Sam e traí a sua confiança. Sei que ele nunca vai me perdoar por isso. Mas você é quem ficou me incentivando, falando que eu deveria me arrumar pra ele, que ele iria me enxergar com outros olhos.
- Você era apaixonada por ele, eu só estava querendo te ajudar!
- Me ajudar? Ou ajudar a si mesma, afastando-o do Dean?
- Ora, cala a boca, garota! – Danneel estava perdendo a paciência.
- Chega! Já chega, vocês duas! – Dean interveio, vendo que a conversa não iria acabar bem. – Venha comigo, Jô. Eu vou levar você para casa.
A loira acompanhou Dean, enquanto Danneel ficou sozinha em casa, furiosa. Quando estavam perto do bar, o loiro fez com que Jô parasse para ouvi-lo.
- Olha, Jô... Eu sei o que você está sentindo e, acredite, eu não estou nem um pouco feliz em deixar o Sam naquele lugar. Mas eu não tenho escolha, ou ele fica lá, ou na prisão.
- Mas ele não...
- Você não sabe o que aconteceu naquele dia. Eu também acho que o Sam não faria aquilo, mas ele poderia estar sob o efeito de álcool, ou de alguma droga, eu não sei! Eu só sei que ele deve permanecer onde está, por enquanto. Ele está sendo bem cuidado e está seguro lá, você entende? – Dean segurava Jô pelos ombros e olhava diretamente em seus olhos, tentando fazer com que ela compreendesse.
- Não, eu não entendo. Eu posso ir visitá-lo, pelo menos?
- Se os médicos permitirem, sim.
- Você já foi vê-lo?
- Não. – Dean engoliu em seco.
- Por que não? Ele ama você, Dean!
- Eu sei disso! Mas na situação em que ele se encontra, talvez seja melhor eu não...
- Você é um idiota, Dean! – Jô lhe deu as costas e entrou no bar, deixando-o sozinho.
- É, eu sou. – Dean falou para si mesmo e seguiu seu caminho de volta.
Não tinha vontade alguma de voltar para casa. Seu coração estava dilacerado e o que menos queria agora era estar com Danneel, mas era necessário.
Queria muito ver Sam e saber como ele estava, mas não tinha coragem de ir até a clínica. Não aguentaria ver seu irmão naquele lugar, provavelmente dopado com remédios. A culpa era tão grande que quase chegava a sufocar. Se não tivesse trazido Danneel para suas vidas, para a sua casa, nada disso teria acontecido. Sam deveria estar indo para a faculdade, e agora estava preso àquele lugar, e não tinha nada que Dean pudesse fazer para tirá-lo de lá.
- x -
Duas semanas se passaram e, na tarde de sábado, Ellen conseguiu permissão para que ela e Jô fossem visitar Sam na clínica. Quando entraram, ele estava sentado na cama, com o olhar distante, e parecia bastante abatido.
- Oi, meu querido. Como você está? – Ellen se sentou na beirada da cama e segurou a mão do moreno, enquanto Jô ficou parada na porta, sem coragem de entrar.
Sam a olhou, um pouco confuso, depois sorriu fracamente.
- Onde está o Dean? Por que ele não veio? Ele está com raiva de mim, Ellen? – Sam tinha os olhos marejados. – Eu... Eu não consigo me lembrar, mas eu não fiz o que estão dizendo, eu...
- Eu sei, meu anjo... E o Dean não está com raiva de você, é claro que não.
- Então por que ele não veio?
- Ele virá. Com certeza ele virá em breve. Só tenha um pouquinho de paciência, está bem? E como você está? Estão te tratando bem aqui?
- Eu quero ir embora daqui, Ellen. Eles me enchem de remédios, eu não consigo nem pensar direito. Eu durmo quase o tempo todo.
- Mas esta é a ideia, não é? Que você descanse e fique bem logo pra poder sair daqui. E você está muito lúcido pra quem se diz entupido de remédios.
- Eu não tomo todos os que eles me dão.
- Sam! – Ellen o repreendeu.
- Eu estou tentando me lembrar do que aconteceu naquele dia, Ellen. E eu não vou conseguir fazer isso enquanto estiver chapado.
- Você vai se lembrar. Quando menos esperar, as lembranças irão voltar.
- Eu espero. Não aguento mais isso aqui... Jô? Você vai ficar parada aí na porta por muito tempo? – Sam perguntou quando percebeu que a loira não se mexera do lugar desde que tinham chegado.
- Eu vou deixar vocês dois a sós. – Ellen deu um abraço carinhoso em Sam e beijou sua bochecha. – Espero você lá fora, Jô. Você ainda tem quinze minutos.
- Por que você está chorando? Eu pareço tão mal assim? – Sam brincou quando Jô se aproximou, timidamente.
- Eu estou... Eu estou tão arrependida, Sam. As coisas que eu falei pra você lá no bar, naquele dia, eu... Eu sinto muito, eu...
- Esquece aquilo, Jô. Eu sei que você não fez por mal.
- Eu traí a sua confiança. Logo de você, meu melhor amigo. Eu não podia ter feito aquilo, você deve estar me odiando agora.
- Eu fiquei magoado, sim, mas... Já passou. Eu já perdoei você, Jô. Eu também não fui lá muito compreensivo com os seus sentimentos.
- Sam... Eu estou do seu lado, viu? Eu sei que você não fez o que estão dizendo.
- Mas o Dean pensa que eu fiz, não é?
- Eu não sei...
- Você o viu? Sabe como ele está?
- Eu falei com ele, ou melhor, eu gritei com ele.
- O quê?
- Eu estava com muita raiva. Mas no fundo, eu sei que ele não pode fazer nada. Ele também não pode te tirar daqui. E ele parecia muito mal com isso.
- Quando eu sair daqui, provavelmente ele já vai estar casado.
- Claro que não! Você vai sair logo, eu tenho certeza.
- Eu não sei, Jô. Eu nem mesmo me lembro do que aconteceu depois que cheguei em casa. E se eu tiver mesmo feito aquilo com a Danneel? O Dean nunca vai me perdoar. Ele sequer vai querer olhar pra minha cara.
- Olha Sam, o Dean deve estar se sentindo sob pressão agora, afinal, ela é a noiva dele. Mas ele te ama, e eu tenho certeza que ele só quer o melhor pra você. Eu preciso ir agora, eles só nos deram meia hora de visitas, mas eu volto assim que der, está bem? Cuide-se direitinho, ok? Promete pra mim?
- Eu prometo, Jô. E cuide-se você também.
- x -
Dean conversou com Ellen depois que ela voltara da clínica, e isso o deixou ainda mais arrasado. Queria muito ir ver seu irmão, mas não tinha coragem, pois não sabia o que dizer a ele naquela situação. Tinha medo de piorar as coisas ainda mais.
Estava sentado na sala, com a TV ligada, mas sequer prestava atenção ao noticiário. Danneel sentou-se ao seu lado, com uma revista nas mãos, parecendo que nada tinha acontecido.
- Dean, eu já sei onde vou contratar a decoração para o nosso casamento. Olha só estas fotos, não são incríveis?
- Dan, você acha mesmo que eu estou com cabeça pra pensar em decoração agora? – Dean não quis ser grosseiro, mas também já não tinha mais paciência.
- Olha amor, me desculpe, eu sei que o seu irmão está numa clínica, mas... Não há nada que a gente possa fazer. O nosso casamento será daqui a alguns meses e nós nem sabemos se ele vai ter saído de lá até então.
- Se o meu irmão ainda estiver internado, não vai haver casamento, Dan. Eu sinto muito. – Dean se levantou do sofá e foi até a cozinha beber água.
- Eu não acredito nisso, Dean! – Danneel o seguiu. – Você está mesmo pensando em adiar o nosso casamento?
- Você acha mesmo que eu iria seguir em frente e largar o Sam sozinho naquela clínica? Eu sou a única família que ele tem.
- Eu não estou dizendo pra você abandoná-lo, mas... A nossa vida continua, Dean. Eu amo você, eu só quero estar ao seu lado. Não vai fazer diferença pro Sam se nós estivermos casados ou não. Você ainda vai ser seu irmão.
- Faça o que você quiser, Dan. Só não me envolva nos seus planejamentos porque, sinceramente, eu não estou com cabeça pra isso. – Dean por fim concordou, pois não queria contrariá-la ainda mais.
No dia seguinte, Dean finalmente criou coragem e foi até a clínica visitar Sam. Não podia mais adiar, pois não queria que seu irmão se sentisse abandonado, e também porque já não aguentava de saudades.
Quando entrou no quarto, Sam estava parado em frente à janela, olhando para o pátio. Dean fechou a porta atrás de si e se aproximou devagar.
Sam se virou ao ouvir o barulho da porta, e ficou muito surpreso com a visita do irmão.
- Dean? – O moreno mordeu o lábio inferior, em sinal de nervosismo.
- Sammy... – Dean se aproximou timidamente, mas não resistiu e o abraçou apertado. Sam hesitou num primeiro momento, quase não acreditando que aquilo era real, mas depois correspondeu e ambos ficaram abraçados por algum tempo.
- Como é que você está? – Dean soltou-se do abraço e tocou seu rosto, de um jeito carinhoso.
- Sobrevivendo. – Sam sorriu triste.
- Você está se alimentando direitinho? Eles estão cuidando bem de você? – Dean perguntou preocupado.
- Você está com raiva de mim, Dean?
- O quê? Não! É claro que não! Por que você está pensando isso?
- Então por que você não veio antes?
- Eles não deixaram você receber visitas nos primeiros dias, e... Eu... Eu confesso que... Estava sem coragem.
- Você acha que eu fiz aquilo que disseram? Com a Danneel?
- Eu não sei o que pensar, Sammy. Mas eu sei que você não faria nenhum mal a ela, ou a qualquer outra pessoa. Não intencionalmente.
- Você não pode me tirar daqui? – O olhar de Sam fazia o coração de Dean quebrar em pedaços.
- Eu vou fazer o possível, Sam. Eu prometo! Só preciso que você tenha paciência. Muita paciência. Você está sendo bem cuidado e está seguro aqui.
- Eu quero a minha vida de volta, Dean... Eu quero ir pra faculdade, eu não posso ficar aqui! Por favor, Dean? – As lágrimas escorriam pelo seu rosto e tudo o que Dean pôde fazer foi abraçá-lo, passando algum conforto. Sentia-se entre a cruz e a espada; no momento, estava de mãos atadas e nada podia fazer para ajudar seu irmão. Seria capaz de trocar de lugar com ele e, se possível, daria sua vida para vê-lo bem novamente.
Em meio às lágrimas, seus lábios se encontraram em um beijo desesperado... Dean sabia que estava estragando tudo, que era errado e que o amor que sentia por Sam era doentio, mas também sabia que era mais forte que ele, e lutar contra o que sentia era completamente inútil.
Continua...
