Capítulo 2 - Casamento e Bênção, ou Não?

Nota: Eu gosto da Annabeth, mas achei que ela precisava de alguma competição, alguém que não gostasse da forma de ser dela, alguém que lhe fizesse frente, sem medo dela. E achei que a Chloris e a Lilia eram perfeitas. Espero que também gostes desta fic Sol. Beijinhos.

- Temos que ir ao templo perdido.

Chloris declarou, mas os amigos olharam para ela com um ar meio perdido.

- Chloris, querida – Luke disse com uma voz carregada de ironia – Se é um templo perdido é porque está perdido.

- Templo de Artemisa, foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, e fica em Éfeso. – Annabeth – Foi o maior tempo do mundo antigo e durante muito tempo foi adorado por todos os Ateniences, mas não fica aqui, Éfeso fica na actual Turquia.

- Não, eu tenho a certeza que fica em Atenas, eu tenho – Lilia parecia decidida – Como é que sabes que é o templo de Artimesa?

- É considerado o templo perdido, porque da grandiosidade dele apenas restam alguns vestígios, é praticamente nada, mas diz uma lenda que Artimesa achando que todos os outros mortais eram impuros para frequentar ou ver o seu tempo, mudou-o para um lugar que apenas os puros de coração pudessem alcançar, mas não sei até onde é que a lenda é verdade.

- Estamos no meio da Grécia – Chloris constatou – No meio de uma enorme cidade a procura do suposto templo perdido, que afinal foi apenas mudado porque os depravados, pervertidos e sexualmente activos não podiam ver. Eu ainda me pregunto que Deuses são estes, oh pelas cuecas do tio Hades! Isto é absolutamente ridículo.

Ela sentou-se nos degraus de uma velha casa, olhando para a rua.

- Pelo menos temos algumas férias, o que visto bem, até é merecido, só tenho pena de me ter esquecido do Biquini, bem compro outro.

Ela começou a andar, em direcção a cidade.

- Vão, tentem saber mais algumas coisas sobre esse tempo e essa lenda, eu vou ter com ela. – Luke disse correndo atrás da namorada que se dispersava no meio da população que anda furiosamente as compras em plena hora de almoço.

- Chloris. CHLORIS! – Ele chamou-a e quando a alcançou pode ver o olhar triste da namorada.

- Eles estão a brincar connosco como se fossemos marionetas que eles manipulam-nos a sua livre vontade, eles podiam fazer isto mas não, para que? Eles podem-se divertir-se vendo. Egoísta. Todos iguais, todos egoístas com um sentido de auto satisfação prepotente, deuses. Elas não se importam com os mortais, eles não sentem, são insensíveis, frios, ambiciosos, despóticos já para não mencionar com imorais e arrogantes! CHEGA, Cansei. O meu limite estoirou.

As lágrimas marcavam-lhe o rosto, os olhos ganhavam um tom vermelho e os lábios inchavam veemente. Ele abraçou-a e era agora, inspirou fundo.

- Eu ia esperar que tudo isto passa-se mas já não aguento mais. – Ele sorriu de uma forma que ela nunca tinha visto, os sorrisos dele era sarcásticos, contagiantes ou até mesmo sacanas, mas aquele era indescritível, como se fosse revelar o segredo mais bem guardado de sempre.

Levou a mão a bolso e tirou uma caixa de veludo negro.

- Chloris, eu amo-te e nada me faria mais feliz – Ele abriu a caixinha revelando um anel de ouro branco com um pequeno diamante encrustado. – Se aceitasses ser minha mulher. – Ele inspirou fundo - Chloris, aceitas casar comigo?

Os olhos dela brilhava e o coração batiam sem ritmo. Ela abanou a cabeça abraçando-o, sussurrando ao seu ouvido "Sim".

Ele erguesse de rodou-a no ar, enquanto pessoas que estavam na praça batiam palma e sorriam. Quando a poisou no chão, delicadamente, pegou na mão dela e inseriu o anel de noivado.

Entretanto numa das salas do Olimpo.

- Papai – Afrodite chamou – Temos uma notícia para lhe dar.

Ela entrou pela concilio dos Deuses, atrasada.

- Afrodite, não é o momento, estamos a discutir.

- A Chloris vai casar. – Ela disse simplesmente, e viu Zeus suster a respiração e ficar roxo. – Sim Papai, a Chloris vai casar, a pequena Chloris.

- Quem é o desgraçado. – Ele nem se deu ao trabalho de dissolver a reunião. – Ela é uma menina, uma menina, eu mato o desgraçado que tiver encostado um dedo nela ou pensar nisso.

- Papai… - Afrodite voltou a dizer num tom já irritado - Foi o Luke, pai onde vai?

Mas antes que Zeus pudesse ouvir qualquer coisa que Afrodite pudesse dizer, desapareceu num meio do fumo branco que envolveu a sala de reuniões.

- Eca. – Ares disse – Eu não me lembro de ele ficar assim quando a Hebe casou com Aquiles?

- A Chloris não viveu três milênios com a Hebe – Atenas disse – E com o Luke.

- O que tem de mal o meu filho. – Hermes disse de rompante.

- Para além de ter roubado o raio-mestre de Zeus, nada. – Ela disse sarcástica.

- Devias ter respeito. – Poseidon comentou – Será que és mesmo a deusa da sabedoria, já vi sardinha com mais sensatez que tu.

- A sério – Ela parecia mais ofendida que furiosa – E já coelhos terem menos filhos que tu, ainda por cima alforrecas desafogadas como o progenitor!

- Sabe tudo insuportável!

- Ignorante iliterário.

- Virgem Puritania.

- Coelho Procriador!

- CHEGA! – Hera gritou – Conselho dissolvido. E que ninguém se atreva a sair do Olimpo antes de Zeus voltar.

Eles dissolveram a reunião. Mas sem antes Atenas ter trocado um olhar estranho com Poseidon, que Hades não entendeu. Como é que alguém consegue sorrir para o outro quando antes estão brigando que parecia que ia cair o tento Consílio.

- CHLORIS! CHLORIS! – Zeus estava vestido na sua roupa normal, enquanto Chloris e Luke beijavam-se e comiam um gelado juntos numa das esplanadas perto do centro, o anel reluzia na mão.

Ela ficou surpresa e Luke aterrorizado, afinal acabará de pedir a mão da filha de Zeus em casamento.

- Desgraçado. – Zeus sussurrou entre dentes – Como ousas pedir a mão da minha filha, vais para Tártaro imediatamente.

- NÃO SE ATREVA A ENCOSTAR UM DEDO NELE. – Chloris disse – Eu não quero nem saber o que pensa ou o que deixa de pensar, não me vou sequer dignar a dizer-lhe alguma coisa, porque nem isso merece e…

- Eu sou teu pai Chloris…

- Engraçado, ao fim de dezasseis anos lembra-se disso. – Ela disse – Eu quero-o longe de mim, bem longe. E eu vou casar com o Luke.

Do céu, minutos anteriores, limpo e belo agora era tingindo de um cinzento-escuro coberto por nuvens de onde rapidamente rugiam furiosos trovões furiosos.

- Então querido pai, se não tem mais nenhuma reclamação a fazer, eu pedia-lhe que para-se de me azucrinar o juízo. – Ela soou fria e sarcástica – Tudo o que fez até agora foi esquecer-se da minha existência ou de qualquer outro filho que faz de hora a hora, não tem nenhum direito de me dizer com quem eu devo ou não devo estar ou quem eu devo ou não devo ver. Se não se importa não manche ainda mais a imagem que já tenho de si.

Luke podia aposta que as lágrimas rondaram os olhos da namorada, e Zeus também. Se ela soubesse iria entender tudo, seria tudo mais fácil.

- Eu não me esqueço de ti! – Ele disse entredentes a Luke – Parte-lhe o coração e eu mando a Hidra ir ter contigo ao Tártaro.

Ele virou a esquina e desapareceu, mas pelo contínuo escurecer do dia Chloris podia apostar que ele continuava furioso.

Luke ia falar com ela, mas ela parecia quer ignorar a visita surpresa do pai, tanto que nem falou nele.

Pouco depois, Percy juntamente com Annabeth entra na praça, onde agora chovia.

- O que é que aconteceu? – Ele disse – Será possível! O que é que aconteceu?

- O meu estimado pai lembrou-se da minha existência, comovente, não concordas? – Chloris disse sarcástica.

Ela virou costas e começou a andar em direcção ao um dos bancos de jardim, sentando-se. Já escurecia e apenas se dirigiram a uma pequena estalagem para se hospedarem.

COMO! EXPLICA-TE HERMES! – Zeus gritava a plenos pulmões – EU VOU MANDÁ-LO PARA O TÁRTARO! ENTENDESTE!

- Zeus, calma – Hera entrou numa das salas – Hermes, se fazes o favor.

Ela pediu e ele retirou-se imediatamente.

- Hera, como… - Ele disse furioso – Ela é uma menina. C-A-S-A-R não é para meninas.

- Ela tem dezasseis anos, e vê no Luke um apoio, alguém que nunca a deixará. E o que o rapaz fez foi por mágoa, por desespero. Zeus ele ama a Chloris.

- Mas ela é uma menina, uma menina – Ele disse – Hera, tens que fazer alguma coisa. – Ele suplicou – Hera…

- É hora da Chloris saber a verdade Zeus, é hora de ela saber quem realmente é.

Hera suspirou – Temos que a ajudar.

Ele abraçou a mulher fortemente, enquanto a esposa deixava que algumas lágrimas marcassem o seu rosto, impecavelmente perfeito. Chloris era uma das coisas que ela mais escondia, mas que finalmente todos iriam saber a verdade.

- Em breve, Hera, em breve a nossa menina saberá a verdade.

Ela olhou nos olhos dele, e pela primeira vez ele jurou ver algo que nunca antes tinha visto na esposa, medo. Medo cruzou os olhos da rainha do Olimpo. O sentimento que cresceu dentro de Zeus de protecção e amor era inexplicável. Beijou-lhe os lábios docemente e deixou que ela acalma-se enquanto ouvia o bater do coração dele.

Eles ficaram assim, tanto tempo, que nenhum dos dois conseguia precisar quanto tempo tinha passado, mas puderam ver que Artimesa já tinha posto a lua no céu e Apolo retirado o sol.

- Enfrentaremos isto, juntos, rainha do Olimpo – Ele olhou para ela com um sorriso apaixonado e terno – e do meu coração.

Ela beijou-o, ainda insegura do que iria acontecer, mas com a certeza que teria o marido ao seu lado para sempre.

- CHLORIS. Oh Chloris – Percy chamava a prima – Onde é que tens a cabeça!

- Em cima do pescoço, naturalmente – Ela respondeu sarcástica. – Se a tivesse na ponta dos pés é que era de admirar.

Ela tinha acabado de tomar banho, e Percy estava a falar com ela, quando sentiram algo materializar-se na sala onde estavam.

- Oh não, outra vez não! – Chloris disse pondo o rosto entre as mãos. – Já não fez o seu ponto de vista, demasiado claro, papai? Oh… - Chloris olhou para a mulher o seu pai trazia.

- Hera, deusa do casamento, das mulheres e das crianças, rainha do Olimpo. – Annabeth disse para Lilia e para Luke, que estava na sala de jantar, mas Hera conseguiu ouvir a filha de Atenas.

- A própria. – Ela disse. – E se não se importassem eu gostaria de falar com a Chloris.

Ela não precisou de dizer duas vezes, imediatamente Percy, Luke Lilia e Annabeth saíram para um dos quartos, deixando os dois deuses e Chloris na sala, claro que Zeus não deixou Luke sair sem lhe lançar um olhar que fez um trovão rugir do céu.

- Chloris. – Hera começou, como era bom observar aquela menina novamente – Chloris, há algo que precisas de saber.

Chloris ouvia a deusa em silêncio, muitas vezes pensava nela, em como esta a devia odiar por ser filha do marido dela com uma mortal. Sim, talvez Hera, fosse a deusa que Chloris mais admirava, pelo respeito e dedicação que tinha. Mas vê-la conversar com ela, assustava-a. Afinal Hera parecia ser a única a quem Zeus ouvia.

- Chloris. – Ela sentou-se ao lado dela, e passou a mão no rosto dela. – Minha filha.

O mundo de Chloris pareceu desabar, será que ela tinha ouvido bem. Hera, a rainha do Olimpo, tinha-a chamado de filha?

- Não te assustes, por favor. Eu não te vou fazer mal. - Hera dizia docemente, tentando acalmar a filha que parecia estática.

Zeus pôs a mão no ombro da esposa.

- Mãe? – As gotas de âmbar rolavam do rosto delicado dela.

Hera não estava a aguentar. Por mais pose que ela tivesse, Zeus sabia que ela não suportava ver nenhum dos filhos chorar, ele sabia que ela até podia ser dura com os filhos, mas vê-los sofrer era algo que ela simplesmente não suportava.

- Não chores Chloris, deixa-nos explicar tudo – Ela pediu, secando as lágrimas que escoriam do rosto da filha – Por favor Chloris. Eu peço-te.

- Eu nunca tive mãe. A minha morreu quando era um bebé, eu não me lembro dela. Sempre imaginei o que era ter mãe, ter alguém que nos aconchega a noite, que nos abraça ou que se consegue lembrar qual foi a nossa primeira palavras. Eu nunca tive nada disse, nem uma memória, achei e convenci-me que conseguia viver sem isso, mas… - As palavras ficaram presas na garganta – E não sei o que aconteceu – Chloris constatou, e Zeus pode ver uma lágrima escorrer dos olhos de Hera.

- Eu não te deixei ir porque quis. – Ela disse – Nós tivemos de ter deixar vir para o mundo do mortais, ou serias morta. Crono queria-te. E a profecia… - Hera tentava articular palavras, quando Chloris a abraçou. E se algum dia Hera sonhou com o abraço da filha mais nova, ela podia dizer que Morpheus não fez justiça nenhum ao que ela estava sentindo naquele momento, era como se fosse a primeira vez que ela tinha a filha nos braços, um sentimento de protecção e de amor que apenas ela, a deusa da maternidade, poderia sentir.

- Chloris, minha filha. – Ela disse suavemente – Perdoa-me, minha querida. Minha filha.

- O que aconteceu. O que Cronos queria de mim – Ela perguntou quando se separou da mãe. Mas Hera manteve-a junto a si, segurando suas mãos, enquanto a olhava atentamente. Zeus explicou.

- Cronos, quer o Olimpo de volta. E quando tu nasceste, as moiras disseram que a filha de Hera que nasce-se no primeiro minuto do solstício de verão iria trazer Cronos de Tártaro. Nós sabíamos que não podias fazer nada quanto a isso, mas ainda havia algo que nós queríamos saber.

- Tanto tu como a tua irmã Hebe nasceram no primeiro minuto do solstício de Verão, não há maneira de saber qual de vocês, trará Crono do Tártaro. Por isso, nós trouxemos Hebe de volta ao Olimpo, mas contigo era demasiado perigoso, não podíamos simplesmente manter-te ali. O teu poder é inigualável Chloris, tu és a deusa da protecção, algo que Cronos quer desesperadamente. Por isso tivemos de te tornar semi-deusa e fazer-te passar por um dos filhos que o teu pai tem como as mortais, para que ninguém estranha-se ou desse por nada.

- Mas o processo que eu e a tu mãe fizemos é reversível. – Zeus explicou – Apenas tens de provar que é uma heroína.

Chloris olhou para o pai com um ar complemente abismado.

- E como é que eu faço isso! – Ela disse – O que está acontecer no Olimpo, o que é o diadema de Amera?

- Oh Amera! – Hera disse – Também já sabes…

- Sim, Afrodite falou com Lilia, e ela disse o que se passava. – Ela respondeu – É por isso que estamos aqui. A procura de um templo perdido! – Ela olhou para Zeus com um a olhar furioso – Templo que nem sequer existe mais,

- Ele existe. – Hera assegurou a filha. – Apenas não aqui.

- Hera temos que voltar, vão dar pela nossa falta. – Zeus avisou-a.

- Chloris filha. – Ela beijou a testa da filha – Tem cuidado contigo, estarei sempre a proteger-te.

Ela sorriu.

Zeus aproximou-se da filha.

- Perdoa-me não te ter dito nada mas queria meter-te segura.

- Eu disse tanto mal, pensei tanto mal de si. – As lágrimas marcavam-lhe o rosto – Eu é que devia estar a pedir perdão.

- Minha menina. – Ele abraçou a filha – Mantem-te longe do Luke, sim querida. – Ele pediu.

- Nem pensar – Ela respondeu – Eu amo o Luke e ele faz-me feliz.

- Ora aí está o meu problema – Zeus disse – Eu não gosto muito dele.

- Zeus, deixa a Chloris, tens a minha bênção, minha querida, para te casares com ele. – Zeus estava estático.

- Hera… mas…

Chloris abraçou-o e Zeus praticamente se derreter.

- Pronto pequena. – Ele sorriu – Namora o rapaz. Mas se ele te faz alguma coisa, eu mando-o para …

- Sim, já sei, Tártaro! – Ela sorriu – Obrigada pai.

Ele sorriu ternamente, enquanto as nuvens do céu se desvaneciam.

- Tenho uma prenda para ti.

A frente da filha fez aparecer uma delicada espada de prata, com vários símbolos encrustados.

- Ouvi dizer que a tua se partiu.

- Sim – Ela pegou na espada maravilha – A minha partiu-se quando lutava. É absolutamente deslumbrante, mas eu não posso andar por ai com um espada desta no meio das ruas de Athenas.

- Evidentemente – Ele disse – É por isso que se pode transformar isto. – Ele pegou nela e transformou-a num elegante colar.

- Obrigada é perfeita.

- Eu também tenho algo para ti – Ela disse e tirando algo da túnica estendeu a filha – É uma pregadeira. Usa-a. Saberei sempre onde está e se estás em perigo.

- É linda, obrigada mãe.

Ela beijou a testa da filha. E assim que os dois desapareceram, Luke entrou na sala olhando a namorada. – Pelas cuecas do tio Hades, tu és filha de Hera, a deusa da protecção.

- Já sabes mais que eu querido. – Ela disse. Embrenhou a espada e disse – Gostam?