Capítulo 3 - Príncipes e Princesas. Uma nova Rainha
- Tu és a deusa da protecção, uma das herdeiras legítimas de Zeus e Hera. – Luke disse.
- Pronto querido, acabaste de me ensinar algumas coisas. – Ela disse – Eu sou filha de Hera e de Zeus… pelas cuecas do tio Hades… Eu sou…
- Bem, pelo menos ficaste a saber toda a verdade. – Percy disse – Ou menos contaram-te o que fazes aqui? Por é que estás aqui e não no Olimpo?
- Sim, contaram. – Ela disse – Uma profecia e Cronos… A minha cabeça está andar de roda. Eu sou…
- Sim, Chloris. – Lilia sentou-se ao pé dela – Calma. Respira fundo e tem calma.
- Lilia, eu não sabia, eu nem sequer… e depois, eu disse… e…
Chloris abraçou a amiga fortemente, finalmente, Chloris entendia tudo.
- И Я буду всегда здесь 1*– Lilia disse-lhe.
- Я знаю, я обожаю вас 2* - Chloris respondeu.
- Podem voltar ao comum idioma. – Percy disse – Nem toda a gente fala russo.
- Desculpa primo.
(N.A: 1* - Eu vou estar sempre aqui./ 2*- Eu sei, adoro-te – Sim, eu sei algumas coisas de Russo.)
- Chloris, tu és uma deusa. – Percy disse.
- Bela conclusão primo. – Ela disse – Passaste os últimos cinco minutos debaixo de água para concluíres também teoria.
- Sarcasmo a parte! – Ele disse – O que fazes aqui?
- Isso, é a pregunta milionária! – Ela disse enquanto se acomodava no colo do namorado. Os restantes começaram a dispersar, principalmente porque tinham de se levantar cedo no dia seguinte. Chloris ficou sentada no colo de Luke na sala por muito tempo, o cabelo dela molhava a camisola que ele trazia, mas nenhum dos dois estava a dar grande importância a isso.
- Já tinha saudades disto. – Ele disse - De te segurar no meu colo e abraçar-te.
- E eu já tinha saudades tuas, de estar junto a ti, meu amor.
- Mas Chloris. – Ele disse e ela pode apostar que nunca o tinha visto tão sério na vida. - Tu és uma deusa. E uma deusa tem a imortalidade. O nosso amor não é certo, tu não deves ficar presa a mim e eu…
Ela não deixou que ele terminasse, beijou-o apaixonadamente. Não queria pensar naquilo, aliás ainda não pensará naquilo. Beijaram-se apaixonadamente, seguiram para o quarto entre beijos e promessas de um amor que não sabiam se teria um fim…
O dia amanhecia solarengo na Grécia, possivelmente devido ao bom humor de Zeus. As pazes feitas com a filha pareciam alegrar o rei dos Deuses. Este entrou com Hera para a sala do pequeno-almoço, abraçando-a pela cintura. Os deuses raramente viam aquele tipo de tratamento entre os dois reis do Olimpo, mas sorriram. As discussões em tempos de guerra como estavam na ajudavam em nada.
- Bom a todos. – Zeus disse alegremente, puxou a cadeira para Hera. Ela sorriu-lhe ternamente e beijou-lhe os lábios. Hera olhou para a mesa, e viu o lugar de Apollo e de Ares livre.
- Onde está o Apollo e o Ares.
Athena e Artimesa entreolharam-se, com eles a faltarem tantas manhãs, porque é que ele daria por falta deles, naquele exacto dia.
- Ah… e… pois – Artimesa tentava enrolar. – A Athena explica, mãe.
- Eu? – Ela disse olhando para a irmã. – Eu não prometi nada. Hermes, explica tu!
- FAÇAM O FAVOR DE FALAREM IMEDIATAMENTE.
Hera levantou a voz, o suficiente para os filhos, olharem para ela. Afrodite, entra na sala com Hefesto que conversava sobre algo que construirá.
- Bom dia a todos. – Ela disse rindo – O que aconteceu… A mãe já descobriu?
- AFRODITE! – Os três que estavam na mesa disseram em tom de reprovação. Hefesto balançou a cabeça, ela não tinha jeito nenhum para mentir.
- Façam o favor de dizer. Imediatamente! – Zeus disse – O que aconteceu com Apollo e com Ares.
- Bem… Com Apollo não aconteceu nada. Aconteceu foi o Ares, mas a Athena explica. – Afrodite disse.
- Sim, mãe. – Artimesa concordou – A Athena explica.
Os restantes concordaram, pondo a deusa da sabedoria a tratar do problema.
- Nós não sabemos o que aconteceu, ao certo, mas o Ares, ele apareceu hoje de manhã. Mal. Ele parecia ter estado a lutar contra algo maior que ele, é inexplicável. Apollo está a cuidar dele, mãe. Nós não queríamos preocupar-te…
Mas foi em vão. Hera levantou-se da sala com Zeus no seu alcance, rapidamente alcançaram o templo de Apollo.
Entraram e viram algo que nenhum dos dois pensou ser possível. Ares estava deitado, gritando de dores, o sangue dourado manchava a sua roupa. Era como se ele fosse humano.
- Ares. – A mãe sussurrou, como se não quisesse fazer sentir a sua presença. – Fora daqui. Agora.
Apollo estava nervoso, talvez porque não soubesse o que fazer, o irmão. O deus da guerra, tinha sido fortemente atingido, e ele nunca, mas nunca acho que aquilo fosse possível, ferir um deus daquela maneira. Athena e Hermes tiraram todos dali. E Afrodite estava agora mais preocupada, talvez porque apenas Apollo tinha visto Ares como realmente estava.
Esperam na parte de fora do templo.
- Nós não tínhamos visto Ares, só sabíamos o que Apollo nós contou – Atena explicou aos pais. – Nós achávamos que não era nada.
- Obviamente, aquilo não é normal.
- Ares, ele não disse o que aconteceu?
- Não. Pelo menos Apollo não disse nada. – Artemisa disse – Ele vai ficar bem?
- Vai – Zeus disse abraçando a cintura da mulher – Ele é um deus, não pode morrer. Apollo irá cuidar dele.
- Também não era suposto alguém ser capaz de ferir outro deus assim. – Hera disse – Ainda mais Ares. Ele é dos deuses mais bem preparado.
- A não ser que… - Atena começou a pensar. – Cronos…
- CRONOS! – Zeus perdeu a calma, o céu escureceu novamente. – Ele está no Tártaro cortado aos pedaços!
- E bem cortadinho! – Hades e Posídeon chegavam – Corremos o Olimpo todo e nada, a pátio do templo de Apollo virou centro de convecções de Deuses com ar de exasperados!
- Cala-te HADES! – Hera disse – Tens a sensibilidade de uma colher de chã.
- E tu, maninha – Ele disse rindo dela – Tens sensibilidade a mais… HEY!
Ela pegará numa das setes e no arco de Artimesa, apontando directamente ao irmão mais velho.
- Tem lá calma contigo! – Ele disse quanto a sete espetou a parede bem próxima dele. Ninguém sabia que sabia atirar com um arco, quanto mais daquela maneira.
- Vou dizer-te mais uma vez. CALA-TE – Zeus olhou para Hades, que continuava sem perceber.
- Hera – Posídeon disse – O que é que aconteceu? – O irmão perguntou com a mais calma que tinha – Aconteceu alguma coisa.
As lágrimas inundaram os olhos de Hera, e dessa vez, tanto Hades como Posídeon tomar consciência.
- Ares… - Athena murmurou – Ares apareceu ferido, é grave.
- Como é grave. – Hades disse para a sobrinha – É o Ares, ele praticamente é feito de aço e de titânio, não há maneira de magoar aquele diabrete!
- Não fales assim do meu filho! – Hera disse desgostosa. – Ele está mal… Zeus, faz alguma coisa?
- Eu não posso fazer nada. – Ele disse abraçando-a – Ele vai ficar bem, Hera, ele é forte.
Eles ficaram bastante tempo, ali, em silêncio no pátio do templo de Apollo. Já devia passar da hora de almoço quando Apollo saiu do templo.
- Apollo, como é que Ares está? – Hera disse ansiosa.
- Ele está bem mamãe - Ele disse franco - Levou algum tempo, mas ele está bem.
Olharam para a saída do templo e Ares saía de lá. A enorme ligadura branca cobria o abdómen que está sem a habitual camisa branca. Parecia cansado. Andava com uma certa dificuldade.
- Volta para dentro, Ares. – O irmão repreendeu-o – Não podes andar nesse estado.
- Apollo, cuida-te. – Ele disse quando sentiu Afrodite abraça-lo fortemente, beijando-lhe os lábios, pouco importada com quem via (Em especial Hefesto).
- Ares. O que aconteceu? – Athena perguntou ao irmão, Hera tocava o rosto do filho, tentando perceber se ele estava ferido em mais algum sítio.
- Eu estou bem mamãe. – Ele disse – Cronos. Ele atacou-me.
- Mas Cronos está no TARTÁRO. – Zeus disse – Nós – Ele apontou para ele e para os irmãos – Pusemo-lo bem no fundo. Aos bocadinhos!
- Não está não pai. Nem aos pedaços nem no Tártaro! – Ele disse – O Cronos libertou-se, e não foi agora, ele está forte e parece recuperado para lutar. Ele tem armas que eu nunca vi, pai, ele pode matar-nos.
- Ares, eu já te expliquei que os deuses não morrem. Somos imortais!
- Então explique isto, papai. – Afrodite – O Arezinho quase que ia morrendo… O que é que eu ia fazer!
- Ser fiel ao teu marido – Posídeon sussurrou entre dentes, quando Athena lhe cutucou o braço.
Os demais ignoraram o comentário, ou nem sequer ouviram. Athena arrastou Posídeon para fora dali. Assim que saíram do campo de visão deles, ela enlaçou os braços em volta do pescoço dele, beijando-o.
- Bom dia. – Ela sorriu.
Ele trazia no rosto um enorme sorriso que ela admirou.
- Bom dia minha princesa.
- Tecnicamente – Ela disse – Eu sou umas das princesas do Olimpo. Eu sou filha de Zeus, o rei, logo…
- Tu e 90% de todo o Olimpo. – Ele disse rindo.
- Lembro-me bem de que Rhea disse que apenas os filhos de Hera e do imprestável do meu irmão, eram "príncipes"?
- Ela não percebe é nada! – Ela riu e ele concordou.
- Para além disso dentro em breve serás rainha. – Ele disse – Rainha de Atlântida. E teremos muitos príncipes e princesas.
Ela riu e ele cobriu os lábios dela com os dele, num beijo apaixonado.
Ah pois é, dois capítulos no mesmo dia… Foi para compensar a espera. Espero que tenha gostado desta nova história. Eu inicialmente escrevi que a Chloris era meio sangue, mas não consegui manter isso. E digam lá que não fica melhor assim! Claro que fica (O meu eterno complexo afroditesco!).
Falei com a madrinha Afrodite, e ela concordou plenamente que Athena e Posídeon deveriam ficar juntos para sempre, se não fosse aquela maldita mania de discutir sobre tudo. Claro que ela disse que vai dar um jeito neles! Espero que deixem reviews, muitas de preferência!
Beijinhos,
Sofia.
