Capítulo 5 - Salvem os deuses
- PERCY BAIXA-TE! AGORA! – Disse Chloris quando viu um enorme monstro voar na direcção deles. Instintivamente Chloris produz um enorme raio que parte em dois o monstro.
- Ali! – Disse Percy apontando para uma deusa que tinha trancado o enorme portão do Olimpo.
- É Hebe. – Disse Chloris, mas Percy não fazia a mínima ideia a quem ela se referia. – Deusa da Juventude eterna.
- Sim… Vamos.
Assim que chegaram puderam ver que Hebe estava em grandes dificuldades.
- E pensava que ela supostamente só sabia servir, sabia servir, ela é a deusa da juventude. Mas vê-la a lutar!
- É mesmo! – Confirmou Chloris – Ela luta mesmo bem!
Hebe estava com uma espada na mão, enquanto lutava contra uma enorme hidra, mas apesar de lutar extremamente bem, não parecia estar a ter o efeito desejado.
- ANDA VAMOS AJUDA-LA
Postaram-se ao lado de Hebe, que já tinha a túnica branca marcada de sangue dourado.
Num compasso de espera, Hebe espeta a espada no centro do corpo da hidra e esta desvanece-se em um líquido negro.
- Fantástico! – Disse Chloris animada.
- Ainda bem gostas maninha. – Ela disse sorrindo – Vamos ajudem-me a fechar os portões principais.
Rapidamente, Hebe, Percy e Chloris fecharam os portões.
- Perceus. Preciso da tua ajuda. – Disse ela – Cria uma coluna de água aqui. Vá!
Ele fez o que ela pediu e rapidamente criou uma coluna de água com mais de seis metros de altura.
-Segura bem – Disse ela – Vamos Chloris, cria um campo de forças elétricas…
- Um quê? – Perguntou ela
- Faz disparar raios na água! – Ela disse – Mas depressa.
- Eu posso rebentar com o resto do Olimpo, é melhor pensarmos noutra coisa!
- AGORA! – Disse ela, e Chloris pode ver nos olhos de Hebe a fúria do pai. Inspirou bem fundo, todo o barulho a sua volta desaparecer, sentiu uma enorme carga de energia concentrar-se a sua volta e quando deu por si, todos os seus corpo foi envolvido numa enorme energia. Quando deu por si, já tinha disparada uma enorme carga de energia na direcção da coluna de água.
- Está óptimo! – Disse Hebe descansando – Isto vai aguenta-los por um bocado. – Disse ela.
- Onde estão os outros deuses? – Disparou Percy – Porque não estão a ajudar-te.
- Eles foram raptados – Disse Hebe olhando para as mãos – Cronos…
- Todos? – Disse Chloris desesperada.
- Não, Hades e Posídeon não estavam presentes, tiveram uma briga feia com o pai, sabes. E pronto… O pai expulsou-os do Olimpo. Não consigo contactar com eles, e duvido que eles viessem mesmo que eu lhes pedisse e se fosse eu, nem sei se voltaria, quer dizer, o que o pai lhes disse não se devia ter dito.
- Eu vou pedir-lhes ajuda, o meu pai irá ajudar-nos. – Disse Percy determinado.
- E Hades também – Disse Chloris. – Eles iram ajudar-nos.
- Tenta. Eu não posso sair daqui. – Disse Hebe – Em breve esta protecção irá ceder e eu não posso deixar que ninguém entre no Olimpo. Vão, e que o destino seja generoso convosco.
- Obrigada – Disse Chloris – Tem cuidado contigo.
- Eu terei – Ela sorriu - Boa sorte irmã.
Chloris e Percy saíram dali e desceram rapidamente até ao fim da enorme escadaria, olhando uma última vez para Hebe que lançava feitiços tentando proteger tudo.
- Percy tu consegues levar-nos até ao palácio submarino do teu pai?
- Sim. – Disse ele – Mas precisamos de chegar até ao mar.
- Isso vai ser complicado. – Disse Chloris - Estamos praticamente no meio do nada, está tudo destruído e os monstros andaram por ai a solta, como se não fosse nada… Chegar até ao mar vai ser muito complicada para não dizer impossível… O Luke.
- O Luke o que?
- Luke! LUKE! – Chamou Chloris que quando viu o namorado praticamente saltou para o colo dele, que a agarrou de bom grado.
- Estás bem… - Sussurrou Chloris – Meu amor.
Ele apenas a abraçou forte, com medo que não passasse de uma ilusão.
- Nós vamos ficar bem – Ele disse – Nós ainda temos um casamento para preparar…
- Casamento? – Lilia inquiriu – Vocês vão casar?
Os dois sorriram abertamente, e mesmo em tempo de guerra como aquele todos os amigos os felicitaram.
- Meu amor – Disse Chloris – Preciso da tua ajuda. Preciso que nós leves até a Atlântida. Ao palácio de Posídeon.
Eles contaram o que tinha descoberto aos amigos.
Assim, a Annabeth e Lilia levam a Bianca ao Submundo para tentarem convencer Hades a ajudar-nos e nós os três vamos para Atlântida. – Concluiu Chloris – Mas como é que vocês vão para o submundo.
- O elevador… -Disse Annabeth – Também vai para baixo, para o Submundo, é como se fosse um espelho…
- Ok. – Disse ela – Boa sorte, mantenham-se todos vivos.
Separam-se, Luke abriu numa das paredes um portal directamente para o castelo submarino de Posídeon e Annabeth entrou com Bianca e Lilia no elevador.
Rapidamente entraram no castelo de Posídeon, Percy conseguia respirar dentro de água, mas os amigos nem por isso. Criou então em volta deles uma enorme bolha de ar.
- Vamos então. – Disse ele. Todos podiam avistar um enorme castelo em frente, nadaram rapidamente e assim que entraram no castelo de Posídeon, sentiram uma atmosfera fantástica envolve-los, era como estar num conto de fada debaixo do mar. Muitas sereias passeavam com as suas lindíssimas caudas pelos três semideuses, elas brilhavam intensamente. Se não estivessem em guerra decerto que eles poderiam ficar encantados, mas Cronos tinha raptado os deuses e eles precisavam de encontrar Posídeon rapidamente.
- Pai… - Percy entrou pela ostentosa porta do castelo. – Pai?
- Percy? – A voz de Posídeon ecoou pelo castelo mas rapidamente o deus dos mares apareceu na enorme sala de estar. – O que fazem aqui?
- Pai nós precisamos da sua ajuda – Disse Percy desesperadamente – Cronos atacou o Olimpo, está tudo em guerra, raptou os deuses e ninguém sabe até onde é que isto vai parar. Precisamos da sua ajuda.
- Percy, eu lamento – Disse ele – Mas Zeus foi bem claro quando disse que não precisava de mais ninguém para reinar como ele queria. Eu não posso nem quero ajuda-lo.
- Por favor tio – Pediu Chloris – O meu pai é impulsivo, ele não faz por mal, é cabeça dura e diz a maioria das coisas sem pensar, mas eu tenho a certeza que se o tio estivessem em guerra e se precisa-se de ajuda, ele o ajudaria, porque nós somos todos uma enorme e complicada família, mas ainda assim, uma família.
- Chloris… - Disse Posídeon – Não podias soar mais como a tua mãe. Vamos então, irei ajuda-los… HEY!
Segundo depois, uma enorme névoa negra envolveu a sala onde eles estavam.
- Isto é horrível, e eu sou tua filha, mas este pó é simplesmente horrível. – Eles rapidamente distinguiram a voz de Bianca.
- Bianca filha, faz parte da entrada teatral do pai. Não posso deixar de a fazer…
- Hades, quantas vezes é que eu já te disse que odeio que apareças assim nos meus domínios, poluis a água com esse maldito pó todo.
- Pronto. – Disse ele resignado – Vejo que eles conseguiram convencer-te.
- É! Ao que parece somos uma família complicada… Mas uma família.
- Eu concordo com isso – Disse Annabeth – Excelente argumento.
- Esta é pior que a mãe – Disse Hades trivialmente – Acho que concordei mais depressa quando ela começou a dizer que a estrutura inclinado do meu palácio iria ruir em segundo se Cronos lá entrasse…
- Evidentemente – Eles seguiam para uma enorme sala. Era ampla e nas paredes estavam várias armaduras, espadas, tridentes, e todas as outras armas que se conhecessem e não conhecessem.
- Onde é que eles puderam estar? – Perguntou Hades. – No Tártaro não é de certeza…
- Já verificaste? – Perguntou Posídeon – Onde puderam estar?
- Não faço a mínima ideia – Disse este – Mas tu não deste a Athena aquele anel com a marca da Atlântica, talvez a pudesses localizar assim.
- Brilhante ideia – Disse ele e com um tocar de dedo, fez aparecer num enorme mapa onde começou a brilhar um enorme luz branca.
- Bingo. – Disse ele – Ilha de Calipso. Fácil de entrar e fácil de sair.
- Mas porque é que o Cronos o pôs ali – Perguntou Chloris – Porque num sítio de tão fácil acesso, é como se quisesse que nós os fossemos buscar, não faz sentido.
- Ai está uma boa pergunta sobrinha – Disse Hades num seu tom ponderante, mas rapidamente voltou a seu tom de júbilo sarcástico.- Só vamos descobrir depois de lá ir.
Com um estalar de dedos, os dois deuses e os seis jovens apareceram na maravilhosa ilha de Calipso.
- Aqui nós – Ele disse para Poseidon e para si – Não temos os nossos poderes de deuses, por isso, vamos apenas dividir-nos em dois. Poseidon fica com os pombinhos e com o filho. Eu fico com a Athena júnior, a Barbie e a Bianca.
- EU NÃO SOU BARBIE! – Disse Lilia ofendida – Barbie. A boneca é feia, e eu sou linda.
- Enfim, filhas da tresloucada da minha sobrinha, Afrodite… - Disse ele trivialmente – Toca a andar.
- Espero bem que não morramos hoje. – Disse Luke – Afinal não quero ser o primeiro semideus a matar os deuses.
- Não te preocupes, pombo-correio - Disse Hades trivialmente – Eu mantenho-te vivo, nem que seja para ver a cara do meu irmão para-raios, quando tu te casares com a princesa dele. Isso sim, não têm preço.
- Ah sim – Disse Posídeon sonhador – Vai ser melhor que a cena teatral que ele montou, melhor mesmo que a que fez quando o Hefesto e a Afrodite se separaram. Vai ser fantástico!
- Se ele chegar ao casamento vivo – Disse Annabeth – Depois disso já acredito em tudo!
