Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)

Tradutora: Mrs. Mandy Black

Shipper: Lily Evans e James Potter

Gênero: Romance / Humor

Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)

Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?


Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.


QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA

| Capítulo 2 - Sobre mulheres e balões |

Passaram o resto da viagem rindo e cantando uma canção depois da outra. Quando chegou o carrinho das guloseimas, Lily literalmente o esvaziou e começou a comer tudo, sendo observada por seus três amigos.

- Lily, isso vai te matar - Kate olhava com dor o modo que a ruiva engolia os sapos de chocolate de dois em dois.

- Será uma morte doce... além disso, melhor morrer com o açúcar que com Tracy me enforcando com uma de suas meias calças.

- Ou James te atirando da Torre de Astronomia - Artemis a apoiou.

- Sim, no final das contas, vou morrer de qualquer jeito - e comeu um bolinho de creme.

Seus amigos negavam espantados com a cabeça.

Ao entardecer, chegaram à Estação de Hogsmeade. Finalmente conseguiram retirar do vagão as duas guitarras e o piano de Elise - ele estava magicamente desmontado em um dos malões. Além disso, Kate e Elise não deixavam que ninguém sequer tocasse em seus instrumentos. Foi quando se aproximaram do Guardião das Chaves do colégio, Hagrid, um grande amigo dos quatro e de Artemis em especial, já que tinham em comum a paixão - ou como dizia Kate, paranóia - pelos animais.

- Como passarão o verão, meninos? - perguntou, enquanto organizava com dificuldade os estudantes do primeiro ano nos barquinhos no lago.

- Já sabe - respondeu Kate - nenhum lugar é como Hogwarts.

Hagrid sorriu por trás da barba.

- Querem ajuda para carregar esses negócios até a carruagem?

- Sim, por favor - respondeu Artemis, esticando as costas. Não estava acostumado a carregar pianos de duas toneladas.

Hagrid ergueu o baú com facilidade e o colocou em uma das carruagens, dizendo em seguida que os via no jantar. Elise e Artemis entraram na carruagem, e como não tinha espaço para mais ninguém, Lily e Kate foram se sentar em uma vazia, levando ainda uma das guitarras. Quando estavam ao ponto de sair, a portinhola da carruagem abriu. Eram Sirius e Remus.

- Podemos? - perguntou Remus educadamente, enquanto Sirius fazia uma careta de nojo. - Todas estão cheias e...

- Entrem - respondeu Lily amavelmente, enquanto Kate encarava o estofado do assento.

- Que fique claro que não estou aqui por vontade própria - resmungou Sirius, irritado.

- Que fique claro que você não está aqui pela nossa vontade - Lily disse, acomodando-se em seu lugar e ignorando a presença do moreno.

Remus começou a conversar com a ruiva sobre os NIEMS que fariam esse ano, enquanto Kate olhava pela janela e Sirius murmurava alguma coisa sobre garotas estúpidas, até que reparou na guitarra apoiada no banco.

- É uma guitarra? - perguntou para a loira, que se assustou um pouco.

- Não, Black, é um pônei. Não está vendo? - respondeu Lily.

- E sabe tocar? - continuou Sirius, ignorando a resposta da outra.

- Não, trouxemos porque combina com nossos sapatos.

- Sim - Kate disse, timidamente.

- E o que você sabe tocar? - Sirius fingia não escutar as respostas atravessadas da ruiva, mas estava se aborrecendo.

- As cordas pares, as ímpares ela não sabe - se intrometeu pela terceira vez.

- Quer ficar quieta, Evans? Não estou falando com você!

Remus ria e Kate estava um pouco encolhida. Lily simplesmente observava suas unhas com atenção. Voltou seu olhar para o moreno.

- Falou alguma coisa?

- Argh!

- Enfim - Kate falou apressada, querendo acabar com a discussão -, toco desde pequena.

- Minha prima também toca guitarra - lembrou-se Sirius.

- Sim, e piano também.

- Se você não reparou, ela é nossa amiga - novamente Sirius ignorou Lily.

- Eu gosto de cantar - respondeu o moreno, orgulhosamente.

- Respirar não é a mesma coisa de cantar - murmurou a ruiva, suficientemente alto para que todos a escutassem.

Então a carruagem parou suavemente e ela abriu a porta. Enquanto descia, Sirius comentou.

- Há, há. Já sei porque não gosto de garotas como você, Evans...

- Por que elas têm cérebro? - perguntou Elise, que chegava nesse momento.

Remus desceu rindo, atrás de Sirius e Kate. Das carruagens próximas, desceram os outros dois Marotos e as garotas do trem, que se dirigiram a eles sendo lideradas por Tracy.

- Oh - Kate exclamou, apoiando uma das mãos no quadril e colocando a outra teatralmente na cabeça -, as NTCMSP vieram em resgate. É melhor nós irmos ajudar Artemis com seu piano...

E rindo, foram dar uma mãozinha para o garoto que logo iria desenvolver uma hérnia de disco.

...

Os primeiros dias de aula passaram normalmente. Lily continuava em seu discreto anonimato, mas como a garota inteligente que era, procurava evitar James. Ele ainda estava soltando faíscas pela queda-de-braço e ela temia sua vingança. Kate queria espalhar a história pela escola, mas Lily não deixou. Não gostava da ideia de ter meio colégio - aqueles que acreditavam que os Marotos eram deuses, ou algo assim - contra ela por ter ridicularizado Potter. O que para ela tinha sido apenas um modo de continuar na sua, para James tinha sido, sem dúvidas, uma enorme ofensa.

Na primeira tarde de sábado, Lily preparou sua bolsa com todos os materiais que precisava para o Clube de Feitiços e com a roupa do ballet. Ajustou os pesos em seus braços e pernas - sim, ela andava com pesos que somavam um total de 20 quilos, pois não podia treinar tanto quanto queria. Kate folheava uma revista em sua cama, enquanto Elise fazia uma tradução de Runas especialmente difícil e soltava alguma besteira de vez em quando, elogiando toda a família de quem tinha inventado aquilo.

- Não se esqueça de chegar antes das dez - comentou Kate distraída. - É mais ou menos a essa hora que os "gostosões" escapam para Hogsmeade, e não vai querer encontrar esse bando que nutre tanto amor por você...

- Sim, mamãe. E faz o favor de estudar Transfiguração, que o bule que a senhorita transfigurou outro dia tinha orelhas de coelho.

Kate fez sinal de sentido e continuou a ler a revista. Lily se pôs a correr até a aula de Feitiços. O professor Flitwick ainda não estava na sala, então procurou algum lugar para se sentar nas primeiras fileiras. Remus acenava em sua carteira.

- Oi - Lily sentou no banco ao lado e pegou seus livros. - Ai, que burra! Este eu não precisava ter trazido... - disse para si mesma, tirando um livro enorme de sua bolsa.

- Transfiguração humana? - Remus leu o título, confuso. Conhecia muito bem esse livro... - Pra que quer isso? - perguntou, preocupado.

Lily o guardou rapidamente, embaixo da mesa.

- Todos nós temos segredos, não?

Flitwick entrou, trazendo consigo uma porção de vasilhas. Iriam aprender a transformar os quatro elementos e Remus não poderia continuar com suas perguntas.

...

- Posso te ajudar com alguma coisa? - disse o garoto, observando a grande bolsa da ruiva.

- Não, não, é só... prontinho, já vou, estou com um pouco de pressa. Nos vemos por aí - e saiu derrapando pelo corredor.

Quando estava quase chegando à Torre Leste, onde estava a sala de aula que Dumbledore gentilmente cedera para ela, lembrou-se do livro.

- Merda!

Percorreu o caminho com a mesma velocidade de antes. Ao virar no corredor de Feitiços, ouviu vozes dentro da sala e parou, não querendo atrapalhar o professor Flitwick em sua reunião. Mas as vozes que escutava não era de nenhum professor... A curiosidade venceu. O corredor estava deserto, então espiou pela pequena fresta da porta.

- Estava com isso - Remus mostrou seu livro. James, Sirius e Peter se espantaram ao vê-lo.

- Esse não é... - começou James.

- É - confirmou Sirius.

- Mas por que ela está com ele? - questionou Peter. - Não é uma animaga, né?

Lily se sobressaltou. Se descobrissem seu segredo... Era animaga ilegal desde os quatorze anos e apenas Artemis sabia disso, já que aprenderam a se transformar juntos para visitarem a floresta livremente. Pegara o livro novamente para tentar uma transformação diferente, pois a forma de águia não se dava muito bem entre as densas árvores e tampouco conseguia seguir o ritmo de Artemis, que virava uma raposa.

- Até parece! - James disse convencido. - É uma perfeita traça de livros, não quebraria as regras nem se sua vida dependesse disso.

A "traça de livros" apertou os punhos do lado de fora. Sirius e Peter pareceram convencidos, mas Remus continuava com o cenho franzido.

- Não seja bobo, Moony. Além disso, precisamos pensar no castigo dela... E o de suas amiguinhas - os olhos de James brilharam.

- Castigo? - perguntou o lobisomem.

- Ninguém desafia um Maroto - lembrou Sirius - se não quiser sofrer as consequências.

Lily escutou atrás da porta todo o plano dos garotos e correu até a Torre Leste alguns segundos antes dos Marotos saírem da sala. Eles iam pagar, esses estúpidos... O que mais a chateava era que Remus não dissera nada para parar os outros. E isso que era seu amigo! Seu treinamento desta tarde foi curto, e logo depois de recuperar seu livro voltou para o dormitório, para contar a Kate, Artemis e Elise o que tinha escutado e o que decidira fazer. Eles ficaram de boca aberta. Recuperando-se do choque, Elise se ofereceu para fazer todo o trabalho, já que tinha certeza que fora seu priminho quem a incluíra na vingança.

...

Na manhã de domingo os Marotos desceram para o café da manhã pontualmente, pois não queriam perder nada da própria peça. Com uma poção e um suborno aos elfos, iriam conseguir que Lily, Elise e Kate inchassem como balões assim que tomassem seus cereais e saíssem voando acima de todas as mesas. A ruiva e suas amigas não os fizeram esperar muito e logo desceram para tomar o café tranquilamente. Os quatro amigos não puderam evitar as caras confusas ao vê-las: Elise usava um vestido hippie larguíssimo com mangas tão grandes que Hagrid poderia se esconder lá dentro, enquanto Lily vestia um jeans três números maiores e uma camiseta larga com a imagem de um tubarão e Kate... Bem, Kate resolvera revelar sua veia punk essa manhã e usava meias compridas e velhas, saia escocesa e um casaco bem folgado. Por que tinham que ser tão diferentes e não podiam simplesmente agir como todas as garotas da escola? Não era de se espantar que nenhum garoto se aproximava delas, nem que não fossem nem um pouco populares e... Rapidamente detiveram seus pensamentos ao ver que as garotas começaram a comer e... e... e... e não acontecia nada!

- Olá, pichurrin - cumprimentou Tracy e James nem ligou. Estava concentrado encarando a ruiva e não notara a chegada de sua namorada, mas logo a beijou rapidamente. - O quê? Não viu nada de diferente?

- Er... o cabelo? - a loira negou. - A blusa? - ela negou novamente, irritada. - Os sapatos?

- Não, James, não! Já não repara mais em mim? - perguntou Tracy, a ponto de chorar. - O brilho labial! Não é mais rosa, é lilás! Não sou importante para você!

- Querida, já sabe que eu não... - seus amigos se escondiam atrás da mesa para gargalhar a vontade, enquanto a loira chorava desconsoladamente. - É que está tão bonita hoje que nem consegui prestar atenção apenas nisso. - Tracy fungou um pouco mais, mas pareceu se conformar com a resposta. James degolava seus amigos com o olhar.

Então chegaram Monique - a namorada de Sirius, que apesar de ser da Corvinal tomava o café da manhã com as NTCMSP - e o resto das garotas que, conversando animadamente sobre uma nova cor de esmalte, começaram a tomar o desjejum livre de calorias, de açúcares, de carboidratos, de... Tudo! Enquanto uma comentava maravilhada o quão lindas eram as novas bolsas da Madame Malkin, alguma coisa começou a desandar. As garotas passaram a inchar e começaram a berrar, assustadas. Como se tivessem colocado hélio em suas veias, subiram como balões de festas. A algazarra que se armou no Salão Principal foi monumental. Os professores tentavam acalmar os alunos que ou berravam assustados ou tinham ataques de riso e os Marotos subiam nas mesas para tentar agarrar as garotas pelos pés. Peter tinha segurado Monique e outra garota pelos tornozelos, mas elas eram demais para ele e agora estavam os três voando pelo Salão como um zepelim. Enquanto isso, Lily, Elise e Kate, acompanhadas por Artemis que acabara de chegar, continuaram comendo tranquilamente, mas faziam caretas de desgosto por causa do barulho ao seu redor. Farta, Kate subiu na mesa da Grifinória.

- EI! - gritou com sua voz potente e todo mundo no Salão Principal congelou. - Estamos tentando tomar café da manhã aqui, um pouco de respeito ia bem!

Elise e Lily aproveitaram e se aproximaram de onde estavam os Marotos e os professores, rindo e balançando a cabeça, sacando suas varinhas em seguida.

- Attacho! - gritaram de uma vez, fazendo sair de suas varinhas cordas que amarraram as garotas-balões pelos tornozelos. Logo passaram as cordas para os Marotos e para os professores.

- Assim não escapam - sorriu Lily - e vocês poderão descê-las.

- Muito bem, Srta. Evans e Srta. Black, excelente ideia - parabenizou Dumbledore, sorrindo ao ver as garotas inchadas. Tinha gostado muito dessa peça. - Cinquenta pontos para a Grifinória pela aplicação prática de magia.

- E se ficarem entediados ainda podem ir lá fora e fazê-las voar como cometas - comentou Elise sorrindo, completando entredentes, de modo que apenas os três Marotos em terra a ouviram. - Se saírem voando não será uma perda muito grande...

Sirius e James as mataram com o olhar e elas sorriram candidamente.

- Quem disse que as amebas não voavam? - perguntou Lily para Elise, na frente dos garotos.

A morena riu.

- Anda, vamos. O café está me dando uma sensação de inchaço... Sinto como se eu fosse uma enorme bola de praia com mãos - ironizou, dando uma palmadinha no ombro de seu primo. - O melhor nesses casos é um passeio ao ar livre. Por que não leva a Miss Balão de Futebol para ver os passarinhos? Com a corda vai conduzi-la bem.

- São umas filhas d... - começou Sirius.

- Sujas e baixas - terminou James.

As garotas encolheram os ombros.

- Você fez alguma coisa, Elise?

- Eu? Não, apenas desci até a cozinha e troquei nossas xícaras... estavam sujas. Sabe como é importante o cuidado com a higiene, e aquele líquido amarelo não estava com uma cara muito boa... Então o deixei "por aí" na mesa.

- Viram? Não fizemos nada.

E voltaram para perto de Kate e Artemis, enquanto os professores devolviam as ofendidíssimas garotas ao seu estado normal. Assim que recuperaram sua forma, voltaram chorando para seus dormitórios, pedindo a cabeça dos culpados em uma bandeja, sendo seguidas de perto pelos Marotos.

...

- EVANS! - Tracy descia como um furacão até o Salão Comunal da Grifinória. - Vou te matar!

Lily, que estava fazendo seus deveres de casa em uma das mesas, ergueu o olhar a tempo de desviar de um tapa da loira. Artemis rapidamente se colocou entre as duas garotas. Pelas escadas desciam os quatro Marotos e um grupo de garotas ainda mais enfurecidas que Tracy, se isso era possível.

Todas se lançaram contra Lily, mas ela era muito mais ágil e se esquivou. Kate e Elise, que estavam na mesa ao lado, foram ajudar sua amiga; em um segundo sacaram suas varinhas.

- Paradas aí, ou vamos providenciar um novo corte de cabelo - ameaçou Kate.

- Eu também tenho uma varinha, menininha - e as cinco garotas enfurecidas ergueram suas varinhas.

- É, mas não sabe usá-la. Me atingiria mais se me atacasse com seu rímel, então pode ficando calminha... - advertiu Elise. - O que é isso de atacar a Lily?

- Ela fez aquilo com a gente no café da manhã! - gritou Rachel Ryan.

Lily, Elise e Kate trocaram olhares de dúvida.

- Quem falou isso? - perguntou Lily.

- Eles - respondeu Rachel raivosa, apontando para os Marotos. As outras fizeram cara de "Viram, como vão negar isso".

- Como é? - começou Artemis, coçando o queixo como se estivesse pensando. - Acho que eles estão se confundindo. Não foi a Lily.

- Se foi alguma de vocês... juro que as mato! - gritou Tracy.

- Não, querida, quem fez isso foram eles - Lily apontou com segurança para os Marotos. - Se eu fosse vocês, pediria para eles contarem melhor essa história...

- Isso é mentira!

- Querida... - começou James. - De fato, se tivesse me deixado terminar de explicar... é que...

- Foram vocês? - berrou Gilda, outra das garotas.

- Não. Bem, tecnicamente sim... - disse Sirius.

Os grifinórios observavam a cena encantados. O circo que as NTCMSP era monumental e Lily, Elise, Artemis e Kate aproveitaram para saírem da Torre, rindo da cara dos Marotos e imaginando possíveis vinganças que eles tentariam. No quinto andar, Artemis, Kate e Elise foram para a aula de Estudo dos Trouxas; guardavam seus instrumentos numa sala contígua a esta. Lily se despediu deles para ir treinar na Torre Leste. Mas não ia sozinha.

- Lily! - alguém a chamava de trás. Era Remus.

- Sim?

- Posso falar contigo?

- Sim, claro - concordou, se aproximando dele.

- Por que fez isso?

- Isso o quê?

- Aquilo com as garotas? Elas não tinham feito nada.

Lily virou-se e se afastou do lobisomem.

- Minhas amigas também não tinham feito nada, e nem fiz nada a você, nem a Sirius ou Peter. Inclusive me atreveria a dizer que não fiz nada, simplesmente. Exceto ficar com a cabine na qual estava.

- Espera - Remus a seguiu. - Não percebe que fez elas se chatearem com a gente? E se as garotas terminarem com Sirius e James?

- Ah, claro. De acordo com você eu deveria ter virado uma vaca voadora para salvar a relação de seus estúpidos amigos, não? Pois me desculpe, mas não importa pra mim suas fantásticas vidinhas, entende?

- Pensava que éramos amigos.

- Eu também pensava. Escutei o plano, e você não me defendeu em nenhum momento. Pelas costas é muito amigo, mas que ninguém sequer cogite a possibilidade de que se dá bem com a "esquisita da Evans". Lupin, agradeceria imensamente se parasse de falar comigo.

E se foi altivamente. Remus ficou parado na metade do corredor. Sentia que a ruiva havia lhe tocado profundamente... E estava doendo.


Fim do capítulo