Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)
Tradutora: Mrs. Mandy Black
Shipper: Lily Evans e James Potter
Gênero: Romance / Humor
Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)
Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?
Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.
QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA
| Capítulo 11 - Hogwarts outra vez |
Lily e Elise chegaram à Estação King's Cross quando faltavam cinco minutos para as 11 horas, no dia de janeiro em que as aulas recomeçavam. Rapidamente e aos tropeções, com Betty piando alto em sua gaiola como uma louca e dois cases com guitarras, além dos dois malões que pesavam como elefantes, as amigas irromperam na entrada lotada da estação de trem e começaram a abrir caminho até o muro que separava as plataformas 9 e 10. O relógio indicava que faltava um minuto para as onze. Correndo, atravessaram o muro e avistaram a locomotiva vermelha escarlate, que pela quantidade de vapor que exalava devia estar a ponto de partir. Elise subiu no primeiro vagão rapidamente, enquanto Lily lhe passava toda a bagagem. Quando terminaram e Lily subiu e fechou a porta, o trem começou a acelerar lentamente.
- Ufa - suspirou Elise -, essa foi por pouco.
- Se você não tivesse insistido em usar o metrô para vir pra cá... - queixou-se Lily, arrumando suas coisas.
- Oh, mas valeu a pena. Eu adorei o metrô! - disse tirando o bilhete amassado de seu bolso. - Acho que vou plastificar este bilhete e pendurar no dormitório...
Lily ergueu as sobrancelhas e suspirou.
- Ei, vocês duas! - Uma loira gritava por elas, correndo pelo corredor entre os compartimentos. Era Kate. - Estão pensando em hibernar por aí ou virão com a gente?
Artemis vinha bem atrás de Kate e quando as alcançou, abraçou as outras duas.
- E como estão minhas duas anjinhas que ficaram por sua própria conta e risco durante todo o feriado? - perguntou, imitando uma voz aguda e preocupada.
- Bem - respondeu Elise, orgulhosa. - Já até sei usar o elevador e a televisão!
Artemis e Kate ajudaram as amigas a carregar a bagagem até o compartimento em que estavam, que ficava bem no meio do trem. Logo deram um jeito de se acomodarem no meio de um monte de malas e rapidamente resumiram um para os outros sobre suas férias. Lily contou o que havia acontecido na casa dos Potter.
- Você beijou o Potter! - berrou a Kate, como se tivessem acabado de lhe contar que Mick Jagger estava morto.
- Sim, mas esse não é o ponto crucial da história - Lily tentou continuar.
- O quê? Não basta você ter beijado ele? E ainda na boca?
- Kate, isso não é o mais importante! - A ruiva voltou a dizer.
- Como não?
- Ele disse que gostava de mim - sussurrou Lily. Os olhos de Artemis e Kate se arregalaram.
- O Potter se declarou para você? - perguntou Artemis, assustado. - E o que você falou?
- Não é óbvio? - Kate se intrometeu. - Ela o beijou e agora estão namorando e planejando o casamento. - A loira falava, completamente convencida.
- Kate, por que você sempre escuta só o que quer e inventa sua própria história? - Elise questionou, enquanto balançava a cabeça, sem acreditar no que ouvia.
- Porque elas são mais emocionantes que a realidade. Então... Você agarrou e tascou um beijão no Potter?
Artemis a abraçou pelo pescoço, como uma criança.
- Não ouviu que não, loira? - disse o garoto, rindo. - Coisa que não se pode dizer de você e Fabian...
A reação foi instantânea. Kate tentou tapar a boca de Artemis, enquanto Lily e Elise se agitaram, insistindo para que ela contasse o que tinha acontecido com Fabian.
Artemis conseguiu se livrar das mãos da amiga, mas Kate continuou lhe lançando olhares de ódio.
- Ou você conta por bem, ou o Artemis nos conta - chantageou Elise.
Kate suspirou.
- Grande amigo... com essa boca do tamanho de um ônibus! - Artemis apenas sorriu com o comentário. - Na realidade foi uma besteira, um deslize. Foi uma coincidência eu estar com os meus pais na mesma festa que esse palhaço aqui e o primo dele...
- Seu ex-namorado... - apontou Lily.
- Vamos deixar este probleminha gramatical fora da questão. Primo, ex-namorado... que diferença faz? - respondeu a loira, tentando desviar a atenção. - O caso é que acabamos passando a noite de Natal juntos e fiquei conversando com ele, apenas isso.
- Claro que sim - Elise disse, sarcasticamente.
- Só me despedi dele! - defendeu-se Kate, corando. - Ele vai trabalhar na Rússia até o verão.
- E como lá faz muito frio, você resolveu compartilhar calor - brincou Lilyナ
- Me deixem em paz! Fabian e eu somos apenas grandes amigos.
Os três se encararam e sorriram diante das bochechas vermelhas de Kate. Era bom que ela desviasse a atenção de Sirius, mesmo que ficasse insistindo em negar qualquer coisa com Fabian. Eles tinham namorado quando o garoto estava no sétimo ano e Kate no quarto, mas terminaram quando ela voltou para Hogwarts no quinto ano. Era muito tempo longe um do outro... Fabian tinha sido o único garoto que superara Sirius no coração de Kate, mas no momento em que o namoro acabou e ficaram sem se ver, o bonito moreno ficou com toda a atenção da loira.
- Falando nisso - Lily interrompeu, salvando a amiga -, Sirius mandou lembranças para você, Kate.
- Ah - resmungou -, que bonito! Sua senhoria mandou lembranças através das minhas amigas. É popular demais para me cumprimentar pessoalmente.
Neste mesmo momento, alguém abriu a porta do compartimento. Era Remus.
- Lily, você precisa vir para o vagão dos monitores e fazer a ronda! - Remus a repreendeu. - Corre ou então você não vai pegar nem o fim da reunião.
A ruiva se levantou na mesma hora e se despediu de seus amigos, correndo para a parte da frente do trem. Tinha esquecido completamente. Esse negócio de Monitora-Chefe era um saco!
Remus sorriu ao ver a amiga correndo, e logo depois cumprimentou os outros três.
- Como está o queixo? - perguntou Elise para o lobisomem.
- Está bom. O James ficou pior.
- O soco ainda? - questionou Artemis.
- Não, mas a Lily deu um golpe e tanto no orgulho dele. Isso dói mais que um nariz quebrado.
Artemis concordou e Kate começou a rir.
- Bem, não seria a primeira vez. Vocês se lembram da queda-de-braço, dia primeiro de setembro?
- Sim - confirmou Elise, desgostosa. - Que pena que a Tracy não veio nos enfrentar hoje. A viagem vai ser tão chata...
- Tracy está sem ânimo para brigas - disse Remus. - James terminou com ela ontem.
Elise encarou o garoto, perplexa, enquanto Kate e Artemis trocavam olhares chocados. Remus encolheu os ombros.
- E essa é a minha deixa. Larguei o Sirius sozinho na cabine, provavelmente já deve ter me aprontado alguma...
- Vou com você - falou Kate, levantando. - Preciso ir ao banheiro.
Enquanto isso, Lily chegava ao vagão dos monitores e entrava correndo na cabine no meio da reunião. James estava dando instruções ao restante dos monitores.
- Perdão - a ruiva logo se desculpou. - Estava... ocupada.
E aproximou-se de onde estava James, que evitou olhar para ela.
- Já estamos quase acabando - disse secamente. - Você ficou encarregada de controlar a parte final do trem junto com os monitores da Lufa-Lufa e da Corvinal.
Lily apenas concordou com a cabeça, enquanto cumprimentava os demais com um sorriso.
- Isso é tudo - terminou James. - Basta cada um dar uma volta a cada hora.
Todos assentiram e saíram do compartimento, tão grande quanto três cabines normais juntas. Lily tentou escapulir também, mas James a chamou antes que conseguisse sair e ela não poderia se fazer de surda estando a menos de dois metros dele.
- Quer alguma coisa? - perguntou parada na porta.
- Meus avós lhe mandaram um abraço.
Ela assentiu e virou-se para sair de uma vez dali.
- Espera - James se aproximou dela. - Queria me desculpar, sabe? Pelo que houve no jardim.
E finalmente a encarou diretamente nos olhos, pela primeira vez desde o dia de Natal.
- Espero que seu nariz esteja curado, mas será um prazer quebrá-lo de novo.
- Lily, não sou um idiota, ok? - estorou James, dando um soco na parede da cabine. - Simplesmente fiquei com ciúmes. Eu gosto de você, Lily. Gosto muito.
Lily deu um passo para trás, afastando-se dele.
- Não se aproxime de mim. Você não passa de um garoto mimado, o melhor da escola, aquele que consegue tudo o que quer, o mais popular de todos. Sinto muito, mas nada disso me impressiona. Não me sinto lisonjeada por ser mais um capricho seu, entendeu?
- Você é uma hipócrita! - berrou James. - Fica se fazendo de vítima e eu que sou o vilão da história, não é mesmo? Só que aqui o único que está apaixonado sou eu, e a única que fica me discriminando pelo meu jeito é você! Não venha dar uma de mártir, porque esse negócio de ser popular é importante para você, não para mim.
Lily fechou a cara, expressando sua fúria, e se virou, disposta a acabar com aquela discussão para a qual ficara sem argumentos. Saiu andando pelo corredor.
- Lily! - gritou James, ainda dentro da cabine. - No primeiro dia de aula você me disse que caso você fosse importante para mim, se jogaria na frente do trem. Bem, já pode se jogar - terminou com a voz amarga.
Se pretendia chateá-la mais, ele conseguira. A garota virou-se com toda a intenção de dar um tapa na cara do garoto, mas desta vez James foi mais rápido e segurou sua mão.
- E não pense que eu esqueci que você me beijou - sussurrou, enquanto ela puxava e soltava sua mão.
James desapareceu pelo corredor e Lily entrou em um dos seus estados de raiva contra ele e ela mesma. Realmente, fora ela quem o beijara e tinha prometido para si própria que não faria isso. Odiava o fato de ele ter feito com que ela perdesse o controle desse jeito. Sinceramente, não era justo. Por que tinha que gostar logo desse idiota? Precisava fazer esse sentimento sumir.
...
Kate voltou do banheiro e encontrou uma cena peculiar em seu compartimento. Artemis desaparecera, pois também tinha ido ao banheiro, e Elise estava sozinha. Bem, sozinha com três NTCMSP: Tracy, Rachel e Gilda. Antes mesmo de abrir a porta da cabine, já podia distinguir perfeitamente tudo o que diziam, pelo modo como gritavam.
- Mas você tingiu seus neurônios também ou o quê, queridinha? - resmungava Elise. - Lily não deu nenhuma poção do amor para o James no Natal. Lily não quer ver o James nem em foto!
- Sei que ele me largou por causa de uma garota! - Tracy também gritava. - E ainda que eu ache inacreditável, só pode ser ela! Ultimamente sua amiga aberração não deixava de se jogar para cima do meu namorado!
- Do seu ex-namorado - Kate entrou na cabine, apoiando as mãos na cintura. - O que tem a Lily?
- Olha só a Estranha Número 3! - zombou Rachel.
Kate a olhou de cima a baixo e estalou a língua.
- Se você diz, Rayan - murmurou com sarcasmo -, como você é especialista...
- Está mesmo se metendo comigo, fedelha? - gritou a garota em questão.
- Uau, que capacidade de dedução! - Elise falou comicamente, erguendo os braços.
- Onde está a Evans? - repetiu Tracy, chateada.
- Vocês são umas invejosas - disse Gilda -, só querem nos aborrecer!
- Meu objetivo de vida! - respondeu Kate. - Estou até escrevendo uma tese: "Como ferrar com a vida de um ser cuja meta de vida é combinar os sapatos com a bolsa".
- Você vai descobrir isso rapidinho!
Gilda fez menção de arranhar Kate, enquanto Rachel se atirava contra Elise. Tracy, que não estava para brigas de "gatas", saiu correndo da cabine para encontrar a ruiva.
Enquanto isso, as garotas começaram a praticar luta livre no compartimento, fazendo um escândalo considerável e provocando Betty, que começou a piar alto, irritada.
Rapidamente os monitores chegaram e, com eles, muitos alunos curiosos. Entretanto ninguém se atrevia a se meter no meio. Sirius e Remus chegaram também, e decidiram separar as garotas. Primeiro tentaram simplesmente segurá-las, mas não conseguiram de jeito nenhum. Por isso, resolveram tentar outra forma: arrastá-las para longe dali. Remus puxou e carregou Rachel como um saco de batatas sobre o ombro, enquanto Sirius levava Gilda. As duas continuavam chutando, mesmo encima dos ombros deles, e foram assim por todo o caminho até a cabine dos Marotos.
Elise, de cara amarrada, fechou a porta da cabine, bem nos narizes de todos os curiosos. Por fim, jogou-se no assento, com raiva. Tanto ela quanto Kate estavam com a respiração entrecortada e tinham arranhões por todo o rosto, assim como o cabelo totalmente embaraçado. Ambas trocaram olhares de raiva compartilhada durante alguns segundos. E logo caíram na risada.
- Que força de vontade têm essas Barbies Malibu! - constatou Kate, rindo e tentando se pentear um pouco. - Deu até uma levantada na viagem!
Elise parecia ter a mesma opinião. Levantou-se de seu assento e sentou ao lado de Kate, para abraçá-la. Deu-lhe um beijo na bochecha.
- Você é a melhor, Kate! - falou rindo e desfazendo o abraço. - Agora precisa me ensinar essa técnica combinada de puxada de cabelo e chute na canela.
...
Para Tracy, não foi muito difícil encontrar a ruiva. A garota estava realmente chateada. No dia anterior se encontrara com James e ele lhe disse que queria terminar porque não estava apaixonado por ela. E daí? Ela também não estava apaixonada por ele, mas não era ruim ficarem juntos. Eram o casal mais popular de Hogwarts! Todas as garotas a invejavam. Isso era muito melhor do que essa palhaçada de amor. E a culpada por ela ter perdido tudo isso era a garota por quem James tinha se apaixonado. Evans. Não podia acreditar... Logo essa! Essa garota tão diferente, tão por fora de... De tudo! Essa pária social tinha roubado seu status. Mas não ia ceder tão fácil... Ah, não!
Achou que procurava perto do vagão dos monitores e se lançou em cima dela. Lily, que não esperava, não conseguiu evitar a primeira bofetada da loira enfurecida.
- Mas o que aconteceu com você dessa vez? - gritou, enquanto se esquivava do golpe seguinte.
- É sua culpa! - berrou a loira em resposta. - Não passa de ma bruxa asquerosa! - E tentou arranhar o rosto da ruiva.
- O que foi que eu fiz? - perguntou enquanto segurava as duas mãos da loira, na tentativa de imobilizá-la. - Minhas calças são um atentado contra a moda ou o quê?
- Idiota! -Tracy se remexia irritada. - Você roubou o James de mim!
- Eu o quê? - Lily ficou tão surpresa que afroxou o aperto nos pulsos da outra, deixando a loira escapar e voltar a arranhá-la. James tinha terminado com Tracy por ela!
Artemis acabara de sair do banheiro quando ouviu os gritos. Assim como o resto dos estudantes curiosos, foi até o vagão dos monitores e viu Lily e Tracy engalfinhadas.
- Chambers! - chamou o garoto.
Tracy virou-se para ele. Essa distração foi o suficiente para Lily se enfiar na cabine dos monitores e fechar porta. Não queria brigar com Tracy, pois tudo podia acabar realmente mal.
A garota enraivecida percebeu seu erro e começou a chutar a porta.
- Saia daí, Evans! Saia já e devolve o meu namorado!
Os curiosos tinham se juntado perto da porta do compartimento.
- Foi o James que te largou, não eu! Por que não vai tentar modificar a cara dele com as suas unhas? - gritou a ruiva dentro da cabine, enquanto continuava a manter a porta fechada.
- Lily! - brigou Artemis de fora, tentando afastar Tracy. - Pare de provocar ela!
- Eu que estou provocando? E ela, que tentou arrancar meus olhos a unhadas?
Tracy continuava a chutar a porta, berrando. Artemis, que não conseguira afastá-la, optou pela mesma solução que Sirius e Remus tomaram momentos antes: levar uma Tracy chutando e se remexendo sobre seu ombro até a parte final do trem. No corredor, cruzaram com James, que ia ver o que ocasionara tamanho escândalo. Quando viu a ex-namorada pendurada no ombro do melhor amigo de sua ruiva, temeu pelo que deveria ter acontecido, e se pôs a correr para o primeiro vagão.
Os alunos esperavam cheios de expectativa pela saída de Lily da cabine. James abriu caminho até a porta a cotoveladas.
- Olhem! - apontou uma garota. - O motivo da briga!
- Como você teve coragem de deixar a Chambers pela Evans? - perguntou outro garoto.
James encarou a todos de forma arrogante, muito sério.
- Todos vocês, fora! Já! A menos que vocês queiram perder pontos para a sua casa.
Os alunos se surpreenderam ao ver o capitão da equipe da Grifinória tão sério. Mesmo assim, a maioria optou por sair dali, cochichando sobre a cena que tinham acabado de presenciar.
James chamou do lado de fora da porta da cabine.
- Lily, já pode sair. Não tem mais ninguém aqui.
A porta se abriu e Lily apareceu com a bochecha inchada, despenteada, com as vestes desarrumadas e com um olhar intenso de raiva em seus olhos.
- A culpa é sua - atirou, sem agradecer por ele ter esvaziado o corredor. - Agora sua fantástica ex-namorada quer me assassinar e meio colégio pensa que sou uma vagabunda ladra de namorados.
Tentou afastar o garoto da porta da cabine, mas James não tinha nenhuma intenção de deixá-la sair. A única coisa que fez foi empurrá-la para dentro e fechar a porta atrás deles.
- Eu sou o culpado pelo quê, exatamente? De acordo com você, eu deveria ter continuado em um relacionamento com ela, mesmo estando apaixonado por outra? Egoísta, você não se importa nem com a Tracy, nem comigo e nem com o que os outros pensam de você. Simplesmente está preocupada com os problemas que isso tudo vão causar para você.
James saiu do compartimente e Lily ficou paralisada e surpresa. Ele estava certo? Deu um soco no assento. Por que as palavras de James causavam tanto efeito nela? Balançando a cabeça, foi para a cabine de seus amigos, tentando não pensar mais no garoto.
...
Artemis tinha carregado Tracy até a parte final do trem, até uma espécie de sacada externa. Fechou a porta que ligava a varanda ao restante do trem e finalmente deixou a garota no chão.
A loira continuou chutando e insultando Artemis, tentando tirá-lo de seu caminho, mas ele apenas recebeu os golpes sem se afastar da porta. Os golpes de Tracy foram diminuindo, até que ela apenas dava soquinhos leve no peito dele.
Foi então que ela apoiou suas mãos no peito do garoto e escondeu sua cabeça na curva do pescoço dele. Artemis passou um braço por suas costas, abraçando-a contra si. Ela chorava.
- Anda, Tracy. Você só o queria para continuar sendo a mais popular de Hogwarts - murmurou Artemis. A garota ia protestar e voltar a bater nele, mas o garoto a parou. - Alguma vez você já pensou que quando a escola terminar tudo isso acabaria junto? Depois de sair de Hogwarts, você não vai continuar sendo tratada como uma diva.
- Não sou apenas um rosto bonito - protestou Tracy, saindo do abraço.
- Eu já sei. Agora falta você perceber isso - Artemis abriu a porta e entrou novamente no trem. - Entre ou vai congelar aí fora.
E sem se preocupar em verificar se ela estava seguindo seu conselho ou não, Artemis se foi.
...
Lily e Artemis se encontraram na porta da cabine e trocaram um olhar cúmplice. Precisavam se preparar para o intenso interrogatório de Kate e Elise. Assim que abriram a porta, a mesma pergunta saiu, na hora, das quatro bocas.
- Um trem passou em cima de vocês?
Depois de alguns minutos em que contaram cada um sua história - exceto Artemis, que omitiu sua conversa com Tracy -, passaram a curar os arranhões e machucados um dos outros.
Logo depois, Lily saiu e constatou que, definitivamente, toda a escola estava cochichando sobre o que acontecera. Esteve várias vezes a ponto de parar no meio do corredor e gritar:
- SIM, ESTOU COM O POTTER E ELE É UM DEUS DO SEXO! ESTÃO FELIZES AGORA OU QUEREM QUE EU TRANSE COM ELE NA FRENTE DE TODA A ESCOLA?
Em seguida percebeu que isso seria contraproducente. Sem dizer que não queria colocassem o apelido de ninfomaníaca ao lado de ladra de namorados.
Lily acabou adormecendo em sua cabine antes do carrinho de guloseimas passar e quando seus amigos lhe disseram que ela teria que ficar sem sua dose de açúcar, quase teve um infarto. O resultado foi cara amarrada durante a tarde inteira. Por onde a ruiva passava, não se podia ouvir nem sequer um sussurro.
Pouco antes de chegarem, quando já era noite, Kate foi novamente ao banheiro. Sirius estava em sua cabine quando a viu passar, e rapidamente inventou uma desculpa para sair.
Quando a loira saiu do banheiro, encontrou "coincidentemente" o Maroto, que trazia no rosto um sorriso tão doce que dava cáries só de olhar.
- Que coincidência, Kate! O que você estava fazendo? - perguntou como se fosse a coisa mais natural encontrá-la ali.
Kate se limitou a apontar para a porta do banheiro e, com a voz monótona, disse:
- Que coincidência? Estamos indo para o mesmo colégio. Além disso, já nos vimos antes, quando você veio resgatar suas amiguinhas.
E depois disso, virou-se e começou a caminhar de volta para usa cabine.
- Ei, Kate! O que houve? Por que está sendo tão grossa? - Sirius conseguiu alcançá-la.
- Grossa? Ah, não sei... talvez eu seja assim mesmo. Ou pode ser porque você tem um caráter que mais parece um cata-vento, Black - gritou -, porque você acha que pode me tratar como der vontade!
- Shhh! Fala baixo, por favor - pediu Sirius.
- Falar baixo? - disse, gritando ainda mais. - Vai à merda!
A garota, irritada, fez menção de voltar a andar, mas Sirius a agarrou pela cintura e tampou sua boca rapidamente com um beijo, breve e suave.
A garota ficou paralisada, em estado de choque.
- Kate... - chamou suavemente. - Kate - pegou seus ombros e a sacudiu um pouco. - KATE!
- Hã, que foi? - respondeu a loira, saindo do transe. - Onde estou?
- Kate, sinto muito, não dever ter te beijado. - Na verdade, ele não sabia porquê tinha feito aquilo. Em sua cabeça, Kate era uma das últimas garotas que teria pensado em beijar, mesmo que gostasse dela. Gostasse muito.
- Oh, não foi nada - sua voz era tranquila. - Na hora em que eu cair da cama e bater minha cabeça, vou pensar que foi um sonho bem bonito...
Sirius a encarou, levantando a sobrancelha.
- Kate, você não está na cama. Estamos em um corredor e eu acabei de te beijar...
- Impossível - respondeu Kate, ainda com tranquilidade. - Isso vai contra as ordens naturais das coisas. É como se você me dissesse que Snape e Potter saíram para beber juntos.
- Mas que coisa chata! Você só tem que me dizer sim ou não: está livre no sábado? Na Salão Comunal, às quatro?
- Sim - respondeu Kate, sorrindo e concordando com a cabeça. Entretanto, logo seu rosto calmo assumiu uma expressão perplexa. - Para quê? Se for para te ajudar a estudar, não acho que eu seja a pessoa mais adequada.
Sirius suspirou, imaginando se a garota não estava brincando com ele.
- Estou marcando um encontro com você!
- Viu só? Outra coisa que não natural. Isso tem que ser um sonho! - afirmou, erguendo as mãos, dando a entender que para ela tudo estava claríssimo.
Sirius balançou a cabeça. Nunca tinha custado tanto para lhe dizerem 'sim'.
- Então, combinado?
Kate o encarou desconfiada por um momento e discretamente beliscou seu próprio braço. Estava acordada. Em seguida, ergueu o dedo indicador e o balançou de um lado para o outro na frente dos olhos do garoto, que acompanhou o movimento com curiosidade.
- Posso saber o que foi dessa vez?
- Estou verificando se você está sóbrio.
Sirius suspirou e voltou a puxar a garota pela cintura. Dessa vez, o beijo foi mais profundo.
- Sábado às quatro, certo?
Kate confirmou com a cabeça, assustada, e logo voltou a andar para sua cabine, tentando lembrar como suas pernas deveriam se mexer. Enquanto isso, Sirius entrava em seu prórpio compartimento, observando-a caminhar aos tropeções.
...
O Expresso de Hogwarts chegou à Estação de Hogsmeade e, antes de correrem para as carruagens, todos os estudantes se envolveram bem em suas capas, para evitar o frio que congelava os ossos.
Sirius continuava pensando em seu encontro com a loira. Tinha ficado com ela, mas não tinha certeza se fizera a coisa certa. Kate era genial, só que... Não era uma das garotas com as quais ele estava acostumado a sair. Precisava matar essa coisa que o estava comendo por dentro desde o dia em que dera um beijo inocente em Kate no Salão Comunal. Droga! Só precisava descobrir até que ponto gostava dessa garota.
Chegaram ao castelo nas carruagens e rapidamente todos desembarcaram, correndo para se proteger do intenso frio noturno. O jantar no Salão Principal servia para ajudar a todos a recuperar um pouquinho de calor.
- Na veia! Injetem a comida na minha veia! - gritava Lily, correndo até as mesas.
- Viu? - Artemis cutucou Elise. - Isso é o que acontece quando a deixamos sem suas doses de açúcar, entra em parafuso. Agradeça por ela não ter assassinado ninguém no trem para roubar caramelos.
- Bem... - Elise sorriu enquanto se sentavam à mesa. - Ela até que tentou, com um garoto da Sonserina. Só que nós lembramos que isso seria abuso de autoridade e ela enxergou a razão. Não é mesmo, Kate? Kate? KATE!
A loira olhava o teto com um sorriso bobo no rosto, cantarolando uma canção de amor decadente. Baixou o olhar sonhador.
- Disse alguma coisa, Elise?
A morena fez um gesto com a mão para que deixasse para lá.
- Grandes amigas... - murmurou. - Uma apaixonada por um imbecil e outra viciada em doces. E você também não se salva - disse apontando para Artemis, que se mostrou surpreso. - Você está me escondendo alguma coisa e eu vou descobrir, fique sabendo - completou, ameaçando o amigo com uma colher de sopa.
- Não sei do que você está falando. - Artemis tamborilou os dedos distraidamente no tampo da mesa.
Elise se limitou a repetir o gesto ameaçador com a colher.
- Queridos alunos - Dumbledore tinha se levantado e pouco a pouco as pessoas foram se calando -, sejam bem-vindos de volta. Preparados para perder os quilos que ganharam nas férias com longas horas de estudo? - Algumas garotas do NTCMSP bufaram. Elas não tinham ganhado um miligrama sequer! - As aulas recomeçaram normalmente amanhã. E agora vou parar de aborrecê-los com minhas divagações e deixá-los desfrutar dessa ceia suculenta. Todos os alunos do sétimo ano da Grifinória que se envolveram em um certo acidente hoje de manhã no trem devem passar em meu escritório quando terminarem de jantar.
Os Marotos se encararam, do mesmo modo que Kate, Artemis e Elise. Lily estava muito ocupada tentando ingerir a quantidade de comida o suficiente para duplicar seu corpo. Uma palavra: detenção!
Peter se despediu dos outros três Marotos nas escadas, lhes desejando sorte e lembrando que isso só acontecia porque estavam se metendo em lugares aos quais não pertenciam.
Elise, Kate e Artemis finalmente conseguiram desgrudar Lily da mesa, mas não antes da garota encher os bolsos com bolinhos recheados e pegar uma tigela de pudim inteira só para ele, que foi comendo pelos corredores.
- Daqui a pouco vai virar uma baleia! - Kate a repreendeu.
- Me deixa, estou em fase de crescimento.
- Só se for para os lados - comentou Artemis, ganhando um belo pontapé em troca. A ruiva estava com as mãos ocupadas com o pudim.
- Se você quer saber, não engordei nem uma grama - disse orgulhosa, enquanto metia outra colherada de pudim na boca.
Chegaram à entrada do escritório do diretor, onde já estavam os Marotos.
- Lily, se continuar comendo desse jeito, daqui a pouco vai ser mais fácil você sair por aí rolando. - brincou Lupin, ao ver a ruiva.
- Mas que obsessão é essa com o meu peso? Se estou gorda, o problema é meu e...
- Está perfeita - murmurou James, sem encará-la.
Lily se calou e todo o sangue de seu corpo começou a se concentrar no rosto, enquanto todos os outros riam.
- Não temos que subir? - disse bem nervosa a ruiva, engolindo outra colher de pudim para disfarçar sua surpresa com o comentário de James.
- Estamos esperando a Chambers, a Rayan e a...
- Só a Chambers - Tracy vinha caminhando até eles pelo corredor, com a elegância que lhe era característica. - Gilda e Rachel decidiram não vir.
- Como assim? - perguntou Sirius.
- Disseram que o diretor não citou nomes e não especificou a qual "acidente" se referia. Então, obviamente, deveria estar falando do que aconteceu entre mim e a Evans - a garota suspirou. - Eu resolvi vir.
- Ou seja, elas decidiram salvar a própria pele e te largaram para os leões? - resumiu Kate.
Tracy preferiu não responder, sobretudo porque não via motivos para dar satisfações a ela.
Lily olhou para todos.
- Se quiserem, também podem ir. Provavelmente só eu e a Chambers precisamos ficar.
Todos negaram com a cabeça.
James deu de ombros e disse a senha para a gárgula de pedra. Poucos segundos depois, todos já entravam na sala do diretor.
- Sentem-se - o diretor fez aparecer algumas cadeiras e lhes fez um gesto cortês com a mão. Quando todos se acomodaram, ele se levantou. - Não está faltando ninguém?
Os oito se encararam. Gilda e Rachel eram umas traidoras, mas não era dever deles entregar as garotas. Juntos, negaram com a cabeça.
- Está bem. Eu até pediria para vocês se explicarem, todavia creio que me contariam uma mentira e não os motivos verdadeiros da confusão no trem. - Alguns iriam responder, mas o diretor, com um gesto, pediu paciência. - Não se preocupem, meus "informantes" me deram uma ideia aproximada. Vamos pular esta parte. Entretanto, como devem compreender, preciso lhes dar uma detenção.
Concordaram, afinal, já esperavam por isso.
- Acredito que estão todos com muito sono, portanto a única coisa que vou adiantar agora é que a detenção ocorrerá dentro de duas semanas. Esperem no Salão Principal na sexta-feira da próxima semana, às dez da noite. Cumprirão a detenção em dois grupos. Sr. Black, Sr. Lupin, Srta. Black e Srta. Michaels, vocês quatro formarão um dos grupos, e o restanto o outro.
Lily apertou os lábios e permaneceu sentada, enquanto os demais já começavam a se levantar para sair.
- Algum problema, senhorita?
A ruiva encarou o homem, com car de dúvida.
- O senhor me odeia?
Dumbledore sorriu e ajeitou seus óculos. Os outros sete ficaram encarando Lily, assustados.
- E a que deve esta conclusão?
- Não sei... Tenho certeza que o senhor sabe exatamente o que aconteceu no trem e me colocou no mesmo grupo dos perigos em potencial para mim. Além disso, me nomeou monitora e depois Monitora-Chefe, quando sabia que eu tenho horror a isso, ainda que fosse aceitar.
Dumbledore voltou a sorrir, enquanto os outros trocavam olhares de concordância entre si. Tracy fazia caretas, zombando a ruiva e murmurando "Vou te mostrar quem é o perigo em potencial".
- Tudo isso mostra o apreço que tenho pela senhorita, Lily.
A ruiva o olhou, desconfiada.
- O senhor deve ser um péssimo inimigo, então.
- Não mais que você, pequena - Lily corou diante daquela menção ao seu temperamento. - E agora, podem ir para suas camas.
Saíram do escritório - Lily ainda com sua taça de pudim - e foram para seus dormitórios.
- Eu continuo dizendo que ele me odeia - murmurou para sim antes de se deitar.
...
Para Kate, a semana passou com a velocidade de um caracol com reumatismo. Não via a hora do sábado chegar... Um encontro! Com Sirius! Estava permanentemente boba, olhando para o nada. Tinha contado tudo para seus amigos, que simplesmente assentiram e lhe pediram para ter cuidado. Era quinta-feira e Kate estava jogada em sua cama. Mordeu o lábio e passou as mãos pelo cabelo. Sim, precisava ter cuidado. Pelo menos, nessa semana, Sirius tinha voltado a lhe tratar como uma amiga.
Para os demais, tudo acontecia naturalmente. Lily continuou com seus treinos de ballet. Tinha conseguido que a Dama Cinzenta, a fantasma da Corvinal que fora uma renomada bailarina, acompanhasse seus treinos. Até o ano passado, ela ia uma vez por semana até Hogsmeade para fazer uma aula com um professor particular, mas ele tinha se mudado do povoado. De qualquer maneira, a Dama Cinzenta era ótima, mesmo que fosse um pouco antiquada. Não é como se ela desejasse se dedicar profissionalmente ao ballet, mas não se importaria de se admitida em uma academia amadora. Também continuava praticando sua transformação em pantera. Já estava quase perfeita e, provavelmente, em dois meses já poderia adotar as duas formas. O impasse de sua vida, sem dúvida, continuava sendo seu amor impossível, por diversos motivos.
James, agora, ia todos os dias vê-la dançar. Espiava Lily silenciosamente, com medo de ser descoberto pela garota ou pela fantasma. Gostava demais de ver a ruiva dançando, mesmo que fosse apenas por alguns minutos depois de seu próprio treino de Quadribol.
Gilda e Rachel se gabavam orgulhosas por terem se livrado da detenção, ainda que tivessem se debulhado em lágrimas falsas quando Tracy contou que estava no mesmo grupo da Evans. A loira vivia de mal-humor e o direcionova, quase que inteiramente, para Artemis, que não poderia ser mais indiferente a ela.
Nesta quinta, Elise resolvera se sentar em uma das janelas do corredor que levava à Torre de Astronomia. Tinha simplesmente desaparecido do Salão Principal depois de receber uma carta de Paris, para lê-la em segredo. Então tinha ficado por ali mesmo, perdida em reflexões. Estava com excelente humor. Alguém a abraçou pela cintura e lhe deu um empurrão que a teria feito cair vinte metro, caso este mesmo alguém não a tivesse segurado forte.
- Não sabe que isso é perigoso? - era Remus.
- Não era até você ter vindo! - resmungou Elise, chateada.
Remus não ligou para o comentário e se sentou ao lado da garota, mas com as pernas para o lado de dentro.
- O que está fazendo aqui, com esse frio?
- A paisagem é bonita.
Remus ergueu uma sobrancelha e olhou pela janela. Era o mesmo terreno e a mesma floresta interminável de sempre, agora coberto de neve. Elise balançou a cabeça.
- Você não tem alma de poeta.
- Não sabia que você era tão romântica - comentou Remus. - Qualquer um diria o contrário, com esse gênio que tem. Quase acabou com a Rachel.
- Se você não tivesse chegado, teria feito uma plástica no rosto dela - murmurou Elise, secamente.
- Ela é minha amiga.
- Sim, e é uma idiota e traidora. Vocês deram a cara por elas, quando na verdade não fizeram nada.
Remus deu de ombros, dando a entender que isso era problema seu.
- O que vai fazer ano que vem? - perguntou o garoto, para mudar o assunto.
- Não sei, dependo dos NIEM's. Mas definitivamente devo ir trabalhar no exterior.
- Por quê?
- Estou cansada de tudo isso - disse suspirando. - De minha família, desse povo da escola, da atitude que todos estão tomando com esses ataques...
- São apenas travessuras.
- Não são travessuras, Remus - respondeu a garota, secamente. - É mais que isso. E você sabe por experiência própria que nem tudo é o que parece ser - completou, buscando a reação dele em seus olhos.
"Mais uma vez", pensou Remus. O que ela sabia? Engoliu em seco. Por que tanto mistério?
- Elise... - encarou a morena. - Exatamente a que você se refere?
Elise, desta vez, não tentou se esquivar da pergunta, devolvendo o olhar direto.
- Sei o que você é. Achei que já tinha percebido isso.
Nota da Tradutora: Finalmente. Desculpem a demora. É que nessa última semana fiquei envolvida nas compras de Natal. Mas não se preocupem, pois eu provavelmente não vou viajar, então tenho muito tempo pela frente para traduzir. Espero que gostem do capítulo. E caso não dê tempo de eu postar o próximo nos próximos dias, Feliz Natal para vocês!
