Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)

Tradutora: Mrs. Mandy Black

Shipper: Lily Evans e James Potter

Gênero: Romance / Humor

Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)

Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?


Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.


QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA

| Capítulo 12 - Um encontro e uma prova |

- Do que, exatamente, você sabe? - revidou Remus, visivelmente exaltado.

Elise, tranquila, voltou a observar a floresta branca.

- Essa pergunta é bem besta, não acha? - E voltou seu olhar para seu relógio. - Está tarde, Remus. Foi um prazer, mas...

- Sabe só sobre mim ou...

- Também sei sobre meu primo, Pettigrew e James - respondeu, levantando-se e arrumando as vestes. Colocou sua mão sobre a bochecha do lobisomem, docemente. - Não se preocupe. Só queria que você soubesse que tem com quem conversar, caso precise. Vou ensaiar.

Remus segurou a mão da garota contra sua bochecha, sem saber o que dizer, chateado por seu segredo ter sido descoberto. E triste, também.

- Elise, desde quando você sabe?

- Desde o primeiro ano.

Remus ficou boquiaberto, pois nem seus amigos sabiam há tanto tempo. Sentiu alívio por Elise ter guardado seu segredo por sete anos.

- E como descobriu?

- Conversamos outro dia, estão me esperando. - Elise se soltou delicadamente da mão do garoto e desceu as escadas antes de Remus ter tempo de reagir e se oferecer para ir com ela. Preferia não contar para ele tudo de uma vez, porque seria realmente chocante.

Enquanto isso, o cérebro do lobisomem começava a funcionar a passos lentos. Como ela tinha descoberto? Como sabia que seus amigos eram animagos? Alguém mais sabia? Teria que tirar essas dúvidas logo.

...

No sábado, às quatro horas da tarde, a Salão Comunal da Grifinória estava praticamente deserta e foi exatamente por isso que Sirius tinha escolhido essa hora. A maioria dos estudantes estava nos jardins jogando ou fazendo os deveres na biblioteca.

Pontualmente, Sirius estava sentado em uma das poltronas, folheando umas revistas que alguém tinha largado por ali. Tinha dito a Remus e Peter que teria um encontro, fazendo ambos revirarem os olhos como se dissessem "O retorno de Black - parte VIII". Para James, tinha contado com quem seria tal encontro. O amigo não falara nada, mas Sirius não gostou da expressão sarcástica que invadiu o rosto de James.

Já se preparava para esperar, pelo menos, os rigorosos quinze minutos de todos os seus encontros. Na verdade, não entendia essa falta de pontualidade premeditada. Entretanto, para sua surpresa, Kate desceu em meio minuto e... Segunda surpresa: vestia tênis desgastados e sujos e uma espécie de jaqueta esportiva. Nem sequer tinha se maquiado! Sirius franziu o cenho, sem se decidir se gostava disso ou não.

- Olá. - Kate tirou uma mecha de cabelo do rosto, um pouco corada. - Espero que você não tenha esperado muito...

- Não - Sirius sorriu e se levantou. - Aonde quer ir?

Kate encolheu os ombros.

- Vamos ver as sereias?

- Sereias? - perguntou Sirius, surpreso. - Tem sereias em Hogwarts?

Kate sorriu.

- Então você nunca as viu? Vamos! - disse Kate, saindo do Salão Comunal.

Em dez minutos, os dois estavam sentados no peitoril de uma pequena torre, cuja fachada dava diretamente para o lago.

Sirius encarou a garota com desconfiança.

- Você não está pensando em se jogar no lago.

Kate gargalhou.

- Não, elas virão até a gente.

Kate começou a cantarolar uma música sem palavras, como se fossem apenas assobios, parando de vez em quando. Sirius não entendia nada. Depois de alguns minutos, parou.

- Agora, se elas desejarem, virão à superfície - Sirius a encarava, confuso. - Artemis nos ensinou a chamá-las, mas não sabemos conversar com elas. De qualquer modo, se você nunca viu nenhuma sereia, vale a pena.

Sirius ficou observando a superfície do lago, esperando ver surgirem mulheres belíssimas com colares de pérolas brilhantes e cheias de outras jóias. Por isso, quando viu aqueles bichos verdes de cabelo embaraçado, dentes amarelos e com cara de nunca terem visto um sabão na vida, sentiu-se enganado.

Kate, ao seu lado, ria.

- Sim, eu também estava esperando outra coisa na primeira vez.

As sereias pareceram reconhecer Kate, e a cumprimentaram com a cabeça. Kate procurou alguma coisa em seus bolsos, até que achou. Era um sicle.

- Artemis nos explicou que se chamamos as sereias devemos lhes dar algum presente, assim elas se sentem em dívida com você.

- E se conformam com um sicle? - perguntou Sirius, cético.

- Provavelmente farão um belo colar com eles - respondeu Kate. - Elise lhe deu um gravador, certa vez, e agora o tritão chefe usa como seu cetro. São todos uns gananciosos.

Sirius vasculhou seus bolsos e também deu às sereias um sicle. Depois de verem como elas brigavam para ficarem com os "tesouros", Sirius e Kate saíram da pequena torre.

- Bem, o que mais você sabe da escola que eu não sei? - questionou o moreno.

- Mmm... Sei que os elfos fizeram mousse de chocolate hoje. Vamos provar?

Passaram a tarde na Torre de Astronomia, conversando animadamente sobre o colégio, os amigos, o Natal... E comendo bombons e outras guloseimas. Sirius percebeu que Kate era a garota mais diferente com quem saíra. Ele nunca tinha conversado tanto com uma garota antes de um bom amasso, mas estava gostando de passar um tempo com Kate. Não era uma das garotas mais bonitas de Hogwarts, porém era definitivamente a mais simpática e mais sincera.

- Só sobrou um bombom? - Kate o jogou para cima e o pegou com a mão. - Quer?

- Por que não apostamos? - propôs Sirius, marotamente.

A loira o encarou com evidente desconfiança.

- Tudo bem, desde que não me peças para roubar Gringotes ou me tornar amiga de uma das NTCMSP.

- De quem? - perguntou, confuso.

- Deixa pra lá. O que você propõe?

Sirius sorriu.

- Me conta um segredo seu que eu conto um meu. Aquele que tiver o maior segredo, ganha o bombom.

- Certo, mas você começa - Kate deixou o bombom entre os dois. - E tem que ser um bom segredo.

Sirius pensou alguns instantes e rapidamente escolheu o mais inusitado.

- Promete que não vai rir? - perguntou, um pouco envergonhado.

Kate colocou a mão sobre o coração, em um gesto exagerado de promessa.

- Tá bem. Apesar do que todos pensam e da fama que tenho... Eu nunca cheguei a ir pra cama com uma garota - baixou os olhos, arrependendo-se de ter contado isso para a loira. Mas intuitivamente sabia que podia confiar nela.

Foi quando olhou para ela. Kate tinha as sobrancelhas erguidas, em uma expressão incrédula.

- Tá me zoando?

- Não, é verdade - suspirou o moreno. - Com Monique foi quase, mas terminamos antes de tentar de novo... Já sabe... eu fiquei... nós ficamos muito nervosos.

Kate concordou com a cabeça e desviou o olhar. Ficaram alguns segundos em silêncio.

- Agora é a sua vez.

- Bem... - Kate estava um pouco corada. - Isso vai ser um pouco difícil, mas... Apesar da minha fama de esquisita e do fato de não ser nenhum pouco popular, eu já dormi com um garoto.

Sirius ergueu as sobrancelhas. Isso ele não esperava.

- E como é? - perguntou o moreno, interessado.

Kate corou ainda mais, contudo respondeu.

- Cara... A primeira vez, não importa o que digam, é um desastre. Pelo menos a minha foi - sorriu bobamente. - Parece que tudo dá errado e você não sabe como agir. Além disso, você está tão nervoso que nem...

Não terminou a frase, pois estava muito envergonhada. Sirius parecia que bebia cada uma de suas palavras.

- O bombom é seu, Kate - disse por fim. Kate pegou o bombom e o mordeu na metade.

- Vamos dividir. Seu segredo também foi muito bom - sorriu.

- Foi por amor? - perguntou outra vez Sirius. - Quero dizer...

- Sim - respondeu brevemente. - E isso foi o mais bonito de tudo, porque o resto saiu tudo errado. Depois melhora, é claro.

Kate voltou a ficar vermelha e Sirius a encarou surpreso.

- Sabia que é fácil conversar com você? - falou o moreno.

- Sim, já me disse isso - sorriu. - Também gosto de falar com você, e ficar contigo aqui, sozinhos...

Sirius foi envolvido por uma onde de ternura por causa da timidez da garota. Queria cuidar dela e mimá-la, beijar seu cabelo e... segurar sua mão. De fato, foi isso que fez. Kate o encarou incrédula e ele devolveu o olhar com segurança. Ajudou a garota a se levantar sem soltar sua mão.

- Vamos voltar para a Salão Comunal?

Ela concordou com a cabeça e apertou ligeiramente a mão dele. Não cabia em si de felicidade. Era palpável que ele também gostava dela, mesmo ela não sendo nenhuma modelo. Tinha segurado sua mão e conversava livremente com Kate. Tinha lhe contado um de seus maiores segredos. Ela estava nas nuvens.

Caminharam por corredores desertos, até chegarem ao oitavo andar. Iriam virar à direita quando ouviram vozes. Sirius, rapidamente, soltou sua mão e se afastou um pouco de Kate. A loira não gostou nem um pouco disso e franziu o cenho, mas Sirius não conseguiu ver porque estava curioso para ver quem estava vindo.

Dava para escutar risadas de garotas. Em seguida, puderam ver de quem se tratava. Monique e Rachel, que obviamente tinham algum encontro, porque as duas estavam muito arrumadas.

As duas viram Sirius e ignoraram deliberadamente Kate.

- Sirius! - Rachel se aproximou e se grudou ao braço do garoto. - O que está fazendo aqui sozinho?

Kate pigarreou. O que ela era? Parte da decoração?

- Não me diga que estavam juntos? - perguntou Monique, com um "quê" de malícia na voz, olhando para Kate com superioridade. A garota abriu a boca para responder, mas o moreno se antecipou.

- Não, não - assegurou rapidamente. - Nos encontramos no meio do caminho e ficamos conversando.

- Já imaginava - Rachel sorriu, com malícia. - Não podia ser, ainda que algumas pessoas adorariam isso - e lançou um olhar significativo para Kate.

Nesse momento, a doce garota fervia de raiva. Não ligava para o que a papagaia com três camadas de maquiagem da Rayan dizia, mas Sirius tinha mentido. Ele tinha vergonha de ter passado a tarde com ela. Sua bela nuvem desapareceu para deixar espaço para o desânimo em seu peito.

- Bem, Sirius, que tal dar uma escapadinha com a gente para tomar alguma coisa no Três Vassouras? Peter vem. O Remus disse que está cansado e não encontramos o James, mas vão vir mais pessoas e...

- Obrigado, garotas, mas hoje não estou a fim. - As duas fizeram cara de cachorrinho abandonado. - Fica pra próxima, prometo.

- Tudo bem, você deu sua palavra - disse Rachel, que desapareceu seguida de perto por Monique.

Sirius suspirou.

- Bem, parece que nos livramos dessas duas - virou-se para sua doce acompanhante e... Encontrou o corredor vazio. Kate fora embora.

...

Elise e Artemis estavam na Salão Comunal, observando como os alunos mais velhos se preparavam para fugir até Hogsmeade, para passar a noite. Estavam jogando uma partida de xadrez, muito disputada, pois os dois jogavam bem. Coisa que não se podia dizer de Kate, cuja estratégia consistia em suicidar suas pobres peças, nem de Lily, que nem sequer sabia como cada uma se movia.

Nesse momento, entrou James, que vinha de seu encontro diário com a ruiva. Esta tarde ela tinha dançado mais animada, estava de bom humor. Chegou a pensar em perguntá-la sobre seu Anjo, mas logo se deu conta que, apesar do bom humor, era mais provável ele acabar com o nariz quebrado novamente. Acabou desistindo da ideia de surpreendê-la no corredor e fazer a temível pergunta.

Sentou-se na poltrona perto de onde estavam Elise e Artemis, esperando um dos outros três Marotos. Perguntava-se como tinha saído o encontro de Sirius e Kate. A resposta entrou nesse momento na sala: Kate vinha muito rápido e se aproximou de seus amigos.

- Não perguntem - disse simplesmente. - Vou pra cama.

E subiu para o dormitório feminino. Elise e Artemis trocaram olhares e a morena se levantou.

- Acho melhor eu ir sozinha - e também foi para o dormitório das garotas. - Eu já sabia. Meu primo é um imbecil... - resmungava para ela mesma.

James acompanhou o trajeto da morena com o olhar, pensando mais ou menos a mesma coisa. Então viu que Artemis fixara seu olhar nele e sustentou o olhar. Não gostava desse garoto, sempre tão perto de Lily...

- Você joga? - convidou educadamente. - Não gosto de deixar uma partida pela metade.

James não respondeu, mas sentou-se na frente dele. Moveu um bispo.

- Boa jogada - comentou Artemis, movendo um peão.

James não se sentiu lisonjeado pelo elogio. Detestava o fato de Lily gostar tanto desse garoto. Por que ela não podia gostar dele?

- Potter - James se sobressaltou -, tenha cuidado com a Lily.

- Por quê... - começou James.

Artemis fez um gesto para o outro ficar calado.

- Gosto muito dela, como se fosse minha irmã. Se você a machucar...

- Não tenho nenhuma intenção de machucá-la - protestou James, impetuosamente. - Até agora, quem tentou me matar foi ela. Além disso, não acho que ela me deixa chegar perto o suficiente para machucar.

Artemis sorriu.

- Ela é assim mesmo. Por isso gosta dela, não?

James o encarou, vacilando por alguns instantes. Contudo, decidiu fazer a pergunta que cutucava seu cérebro.

- Você e ela...

Artemis negou.

- Já te disse que ela é como uma irmã para mim. Seria incesto - James o olhou, incrédulo. - E nem ela gosta de mim desse jeito.

- Como sabe?

- Como você sabe que gosta dela? - respondeu, dando de ombros.

James ia responder, mas justo nesse momento Sirius entrou pelo retrato, viu o amigo e se dirigiu até ele.

- Está no quarto dela, com sua prima - disse James, antes que o outro abrisse a boca. Às vezes parecia que podiam ler os pensamentos um do outro.

- Acho que estraguei tudo.

- Se depender da cara que ela entrou aqui, eu também acho - concordou James.

- Às vezes me pergunto se você veio com algum defeito genético para chatear a Kate - murmurou Artemis, fazendo Sirius finalmente perceber que ele estava ali. - Black, espero que você não a tenha feito chorar de novo, porque senão me encarregarei pessoalmente para que você nunca volte a falar com ela.

Sirius pareceu irritado com a ameaça.

- E quem é você para me impedir de alguma coisa?

- Amigo dela. Você sabe que não tem o direito de fazer isso com ela. Não sei o que aconteceu desta vez, mas só te digo uma coisa: deixa a Kate em paz para que ela possa superar você facilmente ou então fica de uma vez com ela, mas pare de fazer a garota construir castelos de areia.

Black ia responder, mas James negou com a cabeça. Ele também concordava com isso.

- Oh, reunião de testosterona. Que interessante! - Os três garotos se viraram. Era Lily, com sua enorme mochila de treino. - O que aconteceu? Vamos precisar brigar? - perguntou animada.

James, instintivamente, protegeu seu nariz com a mão.

- Deixa de ser boba - suspirou Artemis. - Estão precisando de você lá em cima.

- E você não precisa de mim aqui embaixo? - questionou desconfiada, olhando os outros dois.

- Vou sobreviver.

Lily foi embora, parecendo desconfiada, jogando olhares de aviso para James e Sirius.

- Bem, sublimes cavaleiros desta escola - Artemis disse, com um pouco de ironia -, eu também me vou.

E subiu para o quarto das garotas, deixando James e Sirius sozinhos. Eles subiram para o quarto deles e Sirius contou tudo que acontecera.

- É, definitivamente você estragou tudo - suspirou James, no final do relato. - Como você fala isso?

- Não queria que me vissem com ela - Sirius desmontou em cima de uma cadeira. - Já sabe, reputação e tudo o mais... O que os outros diriam?

James sentou-se na frente dele, suspirando.

- Sabe de uma coisa? Isso subiu demais à nossa cabeça - protestou James. - E daí o que os outros pensam? Nem todos eles juntos valem o que a Lily vale para mim. Tanto faz a minha reputação, tanto faz as outras garotas. Eu só quero ficar com ela.

Sirius o encarou.

- Eu gosto da Kate, gosto muito. Acredita que eu só a beijei duas vezes e se me pedisse para escolher a melhor garota com quem fiquei, seria ela?

- Então por que você é tão idiota? - Remus acabava de entrar no quarto. - Lily me contou mais ou menos o que aconteceu. De qualquer maneira, ficou a maior parte do tempo procurando sinônimos para 'tolo insensível'.

James ergueu uma sobrancelha.

- Me achou no caminho para a cozinha. Foi pegar alguns chocolates - explicou simplesmente.

- Sou um idiota - concluiu Sirius.

- Eu também - James o apoiou, deixando-se cair em sua cama.

- Sim - disse Remus. - Aqui o único normal sou eu... e tenho uma má notícia.

- Outra? - Sirius se queixou.

- Aham. Sabe o segredo mais secreto dos Marotos? - perguntou Remus.

Os outros dois assentiram.

- Pois já não é mais tão secreto. Sua prima sabe - contou, olhando para Sirius. - E não só o meu.

A reação de James e Sirius foi instantânea.

- Como assim?

- E não faz pouco tempo, se querem saber. Descobriu antes que vocês. - Remus se sentou em sua cama. - Acho que se Elise sabe, então Lily, Kate e Artemis também devem saber.

- Mas isso é impossível! - Gritou Sirius.

Remus negou com a cabeça.

- Já suspeitava disso desde o início do ano. Ontem ela confirmou.

- Se sabe há tanto tempo, não precisamos nos preocupar, porque ela não vai falar nada - disse James. - O importante é saber como eles descobriram e quem mais sabe disso.

- Pensei nisso - falou o lobisomem. - Vou perguntar a ela.

...

Durante a semana seguinte, Kate aprendeu a aperfeiçoar as técnicas de fuga de Lily, para evitar Sirius. Mas diferente da ruiva, não fazia isso para simplesmente afastar o garoto. Fazia isso porque sabia que bastavam poucas palavras bem ditas pelo moreno para fazê-la enxergar as coisas de outra maneira. E não queria que fosse assim. Ele a tinha humilhado.

Elise e Lily se dedicavam a jogar olhares desagradáveis para Sirius e também evitavam falar com ele. Toda essa circunstância era pouco proveitosa para os Marotos, que tinham intenção de descobrir tudo o que Elise sabia.

Na quinta-feira, véspera do castigo, enquanto todos saíram da aula de Feitiços, Sirius voltou a tentar falar novamente com Kate.

- Kate, eu percebi que você vem me evitando e...

- Nããão... Te contaram ou você deduziu isso sozinho? - perguntou Kate, acelerando o passo para se afastar do moreno.

- Kate...

- Não.

- Por favor, eu...

- Me deixa, não quero te ouvir! - E em um gesto infantil, tampou os ouvidos.

- Não seja criança - queixou-se Sirius.

- Não te escuto!

- Deixa ela em paz - Elise tinha alcançado os dois. - Pare com isso, Sirius. Não tenta consertar para depois estragar de novo. Vamos jantar.

Sirius ficou parado na metade do corredor, assimilando seu primeiro fora. "Tanto faz", pensou recobrando sua pose altiva. "Tem pastos mais verdes por aí". Não ia ficar se preocupando por uma garota que nem o escutava. Iria recuperar sua vida normal.

- Rachel, que você acha de eu cumprir minha promessa neste sábado?

...

- Lily, o que você tanto carrega nesta mochila?

- É o meu kit de sobrevivência, para o caso de Dumbledore nos mandar fazer algo perigoso.

Os quatro amigos desciam as escadas na sexta-feira, para cumprir a detenção.

- E qual seria a ajuda de dois pacotes de feijõezinhos de todos os sabores, um de bombons e tudo o mais que você tá levando? - perguntou Kate.

- Tenho que satisfazer minhas necessidades alimentares, tá bom? - disse com um tom de voz ameaçador. - Além disso, também tem alguma coisa de primeiros socorros...

Continuaram conversando até chegarem ao local combinado, onde Tracy e os Marotos já esperavam, sentados nas escadas. Eles se sentaram justamente do lado oposto, sem trocar nenhuma palavra com os outros.

- Boa noite - Dumbledore saiu do Salão Principal acompanhado por McGonagall, que participaria da detenção por ser a diretora da casa dos envolvidos. - Vejo que ainda não arrumaram os grupos. Por favor, separem-se.

Relutantemente, Elise e Kate se separaram de seus amigos, do mesmo modo que James e Tracy fizeram. Os oito jogaram olhares rancorosos ao diretor.

Quando todos estavam em seus lugares, o diretor começou a falar.

- Hoje cumpriremos a primeira parte da detenção.

- Primeira parte? - os alunos reclamaram, confusos.

Dumbledore fez um gesto para que continuassem quietos.

- Deixem-me explicar. A finalidade da separação de vocês em dois grupos é a seguinte: isto será uma competição. Haverá uma prova e o grupo que a cumprir primeiro, estará livre da segunda parte da detenção.

Lily ergueu a mão.

- E... não seria melhor cada um com seus amigos? Quero dizer, seríamos um grupo mais sincronizado e...

- Srta. Evans - Dumbledore sorria, condescendente - os grupos precisam ser equilibrados: dois garotos e duas garotas. E assim aprenderão a construir laços de amizade.

- E a não tentarem arrancar os olhos uns dos outros - apontou McGonagall. - Vamos explicar qual será a segunda parte, para que realizem a primeira com toda a força de vontade que tiverem.

Todos escutaram atentamente, esperando ouvir que o grupo que perdesse teria que esfregar os banheiros de toda a escola ou alguma coisa do gênero.

- O grupo perdedor - disse por fim o diretor - terá que organizar algum tipo de espetáculo no Dia dos Namorados para toda a escola.

O silêncio que seguiu foi tanto que seria possível escutar uma minhoca se arrastando.

- Deduzo por suas expressões que todos se esforçarão ao máximo para ganhar esta prova, apesar de competirem contra seus amigos - comentou a professora Minerva.

- E agora, a prova - sorriu Dumbledore, entregando um envelope para Lily e outro para Elise. - Dentro de cada um destes envelopes há um mapa da escola e de seus territórios. Cada mapa leva a pontos diferentes de Hogwarts, onde o grupo encontrará um objeto. Quando o encontrarem, deverão voltar para cá o mais rápido possível.

- Evidentemente, o grupo que chegar antes estará dispensado - terminou a professora McGonagall. - Agora me entreguem suas varinhas. Não se preocupem, não há nenhum risco. - As caras dos oito não revelaram muita confiança.

- Podem abrir o envelope. A prova começa... agora!

...

- Bem, segundo isto aqui, temos que ir até as masmorras que levam ao lago subterrâneo - suspirou Elise depois de dar uma olhada no mapa.

- Tem certeza? - perguntou Sirius, desconfiado.

- Quer ver? - respondeu irritada.

- Não, não - disse Remus. - Você é a guia, Elise. E Vamos parar de brigar, ok? Precisamos ganhar.

Sirius não falou mais nada, mais continuou com sua expressão de desdém.

- Vamos para as masmorras - Kate tomou a dianteira, abrindo a porta.

...

- De acordo com o mapa, entraremos na Floresta Proibida - anunciou James.

- Eu não vou entrar lá! Está cheio de bichos e vou acabar ficando nojenta - protestou Tracy.

- Ah, mas você vai entrar sim, porque eu me nego a bancar a idiota na frente da escola toda - respondeu Lily, autoritária. - Além disso, essa parte da floresta não é perigosa.

- Verdade - confirmou James. - Mas... como você sabe disso? - perguntou, cheio de suspeitas.

- Como você sabe disso?

- Sabemos porque todos nós somos muito inteligentes - Interrompeu Artemis. - E agora parem com essa palhaçada e vamos para a floresta.

Lily concordou contrariada e James fez um gesto zombeteiro para Artemis. Tracy estava chateada com todo mundo e acabou decidindo adotar uma postura super indignada.

...

- Certo, o mapa aponta este ponto. Só que não tem nada aqui - murmurou Elise.

- Tem certeza que viu direito? - perguntou Sirius.

- Quer parar de me encher? E eu não estou falando com você!

- Que legal - murmurou Sirius -, já são duas dentro da equipe. E você, Remus? Não vai entrar no clube "vamos fazer de conta que o Sirius não existe"?

Kate chutou uma pedra no chão.

- Você pediu por isso - disse a garota.

- Se você ao menos deixasse eu falar contigo para explicar...

- Oh, claro! Cuidado para ninguém ver nossa conversa. Podem entender tudo errado e imagina se pensarem que eu sou sua amiga! - ironizou Kate.

- Isso foi porque...

- Porque você é um suíno! - berrou Elise.

- Não se meta! - respondeu Sirius no mesmo tom.

Um ruído forte fez todos se calarem. Remus jogara um pedregulho no chão.

- Muito bem - disse entredentes. - Agora que conto com a atenção de vocês... Será que podemos procurar de uma maldita vez o que quer que tenhamos que entregar para Dumbledore? - terminou com um tom de voz bastante alterado.

Todos ficaram quietos e começaram a procurar no solo rochoso e nas paredes da caverna escura em que estava. Era uma pequena câmara que alcançaram depois de atravessar uma porção de corredores, guiados pelo mapa. Estavam perto do píer subterrâneo.

- Ei! Acho que achei alguma coisa - anunciou Sirius depois de alguns minutos.

- O quê? Seu cérebro? - zombou Elise do outro lado da caverna.

- Há, há, que piadista.

- Acho que dessa vez é sério, Elise - Kate tinha chegado perto do local. - Esse treco prateado, né? - perguntou a loira, aproximando sua mão de uma espécie de argola que tinha no chão.

- Isso - respondeu o moreno, aproximando sua mão também.

De repente, um som metálico ecoou. Uma barra prateado saiu do solo e prendeu as mãos de Sirius e Kate nas duas argolas das pontas.

- O que é isso? - gritou Kate assustada, enquanto sacudia sua mão da mesma forma que Sirius.

Elise e Remus chegaram correndo perto dos dois algemados. Remus tentou quebrar as argolas, mas era impossível.

- Parem - disse Elise, examinando a barra. - É um elo mágico.

- E como sabe? - provocou Sirius.

- Porque na barra está escrito: "Isto é um elo mágico. Basta ter harmonia para o presente encontrar."

- E o que isso quer dizer? - perguntou Kate.

- Que Sirius e você precisam ser amigos - respondeu Remus - se quisermos encontrar o "presente", que deve ser o objeto que Dumbledore mandou a gente entregar.

- Amigos? Então estamos ferrados - decretou Elise, chateada.

...

Fazia uma hora desde que James, Lily, Artemis e Tracy tinham entrado na floresta. Artemis e James iam à frente, abrindo caminho, enquanto Lily vigiava ao redor. Tracy tinha escolhido ficar com o mapa e dissera para caminharem para o norte há quinze minutos. Desde então, ficou olhando suas unhas.

- Tracy, querida, tem certeza que precisamos seguir nesta direção - perguntou James, lá na frente. - Acho que o mapa não ia tão para dentro da floresta.

- Claro que sim - respondeu a loira, enquanto encarava desgostosa suas mãos.

- Faz o favor de ver o mapa! - disse Lily, arrancando o pergaminho das mãos da outra.

- Me devolve! Já não basta você roubar meu namorado? - Tracy tentou recuperar o mapa, mas a ruiva a afastava com uma só mão.

- Ótimo! Estamos indo na direção certa. Se quisermos acabar no meio da floresta! Tínhamos que ter virado há muito tempo, Tracy!

- Por que você não foi a guia, então?

- Porque você quis ser, sua inútil!

- Não me chame de inútil, sua aberração!

- Eu vou matar você, garota!

Artemis, vendo as intenções da ruiva, se enfiou no meio das duas, enquanto James pegava o mapa das mãos de Lily.

- Ou seja, estamos perdidos.

- Graças à sua namoradinha - murmurou Lily.

- Ex-namorada - respondeu Tracy. - Lembre que, por algum motivo estranho, ele me largou por você.

- Tracy, Lily não tem culpa de você e James terem terminado. E Lily, seja mais compreensiva, ela não está acostumada a andar pela floresta - Artemis falou em um tom conciliatório.

As duas ficaram quietas.

- A melhor coisa a fazer é voltar - arriscou James. - A floresta já é perigosa agora, e dentro de pouco tempo será noite e não temos luz, nem varinha e nem nada.

- Voltemos, então - decretou Artemis. - E agora você fica com o mapa, Lily.

- E não briguem, já temos trabalho o suficiente - afirmou James.

As duas garotas se olharam, suspeitas, mas não pronunciaram uma palavra sequer. Começaram a andar pelo caminho cada vez menos iluminado. E cada vez ficava mais difícil ver onde estavam pisando.

- Ai! - Tracy acabara de cair e agarrava seu tornozelo, segurando as lágrimas.

- Eu não fiz nada! - berrou Lily, automaticamente.

James e Artemis se aproximaram da garota caída, que tinha tropeçado na raiz de uma árvore. Artemis afastou as mãos delas do tornozelo e cuidadosamente o girou, fazendo a garota lhe dar um tapa.

- Isso dói!

- Acho que torceu - disse Artemis, sem ligar para o tapa. - Você não vai conseguir andar.

- Genial! Ótimo! - Lily começou a cantarolar, ironicamente. - Sinceramente, isso é simplesmente genial. E agora, o que vamos fazer? Vamos começar a arrumar as roupas de palhaço?

- Não - falou Tracy, envergonhada. - Continuem sem mim. Eu vou ficar bem e...

- O que está falando? Se te largarmos aqui sozinha, vamos encontrar seus ossos quando voltarmos.

- Ou nem te encontramos - concluiu Lily.

- Mas vamos perder... - Tracy começava a se sentir culpada por tudo que estava acontecendo.

- Você é mais importante que uma prova, Tracy - disse Artemis. - Não vamos te abandonar aqui.

Lily logo teve uma ideia um tanto arriscada, mas que podia funcionar.

- Tudo bem, vamos fazer o seguinte: vocês três ficam aqui. Eu vou pegar esse treco.

- Quê? - berrou James. - Como assim você vai sozinha? Nem pensar! Eu vou contigo.

- Você fica. Irei mais rápido sozinha.

- Não vai a lugar nenhum. Não tenho a menor intenção de te deixar desprotegida no meio da floresta.

- Estou mais desprotegida com você!

- Lily - começou Artemis, com sua voz calma -, seria melhor irem os dois.

Lily o encarou, inconformada.

- Artemis, você sabe que eu posso me virar muito bem sozinha pela floresta - Lily tinha pensado em se transformar em águia para procurar a pista final do mapa.

- E você sabe que não é recomendável que você sozinha seja vista a plena luz do dia por aqui, perto da escola...

- Tá, eu perdi alguma coisa? - perguntou Tracy, sentada no chão.

James deu de ombros e negou com a cabeça.

Lily bufou.

- Está bem, vamos. Cuida da minha mochila.

...

Lily e James começaram seu caminho para o ponto final apontado pelo mapa. Por sorte, ambos conheciam a floresta muito bem.

- Se formos por aqui, vamos acabar cruzando com uma colméia de doxys - disse Lily depois de dez minutos.

- Sim, mas se dermos a volta pelo sul, podemos encontrar com as acromântulas - respondeu James.

- As acromântulas só saem para caçar à noite.

- E como você sabe disso? Supõe-se que a floresta é proibida, né?

- Eu pergunto a mesma coisa - Lily aguentou seu olhar desafiador. - Não faça perguntas. Só ande!

- Para onde, minha general? - James disse com deboche.

- Para o sul.

- Mas é aí que estão as...

- Vai pelo outro lado, se quiser - interrompeu Lily, teimosa, indo para o sul.

James revirou os olhos e a seguiu.

A parte da floresta em que tinham se enfiado era muito escura por si só, mas tudo ficava pior pelo fato do pôr do Sol estar se aproximando. Os dois andavam muito juntos, sem trocar uma palavra sequer. Estranhamente, não se podia ouvir nenhum ruído.

- Já estamos perto - sussurrou Lily, olhando o mapa.

- Ainda bem - murmurou James, vigiando as reentrâncias da floresta escura.

- Você é um covarde - sorriu Lily. - Ninguém diria que você passa todas as luas cheias dentro da floresta e... - O comentário acabou escapando pela boca da ruiva.

- Como é? - perguntou James. - Você sabe!

Lily percebeu a mancada e seu coração deu um pulo.

- Não, não... Eu não sei de nada.

- Não, claro! - respondeu James, irônico. - Também não sabe nada sobre o meu Anjo. Claro que não! Mas sabia sobre a pluma e sobre o beijo!

- Não grita... - suplicou Lily, assustada.

- Quê não grita, o quê! - berrou. - Por quê?

- Porque assim você atrai todos os monstros da floresta! - gritou a ruiva, afastando o garoto bruscamente, jogando-o no chão.

Acabara de salvar James da picada mortífera de uma espécie de vespa gigante de dois metros que Lily tinha visto descer pelo tronco de uma árvore próxima.

- CORRE! - gritou a ruiva. - Corre para o sul e não pare. O lugar escolhido por Dumbledore deve ser seguro!

- Essa coisa vai nos seguir! - James respondeu, jogando a ruiva atrás de uma árvore para tirá-la da frente da vespa.

- Eu a distraio - sussurrou Lily, para que o bicho não os escutasse.

- E como é que você vai distrair? Ela vai te matar! - James também diminuiu o tom de voz.

- Só corra e não olhe para trás, ok? Eu vou ficar bem - disse Lily.

James concordou com a cabeça e Lily suspirou. Contudo, ao invés de obedecer à ordem da ruiva, James saiu de trás da árvore para encarar a vespa gigante. Lily engoliu um grito.

- Corra Lily, e se proteja! - berrou James, antes de transformar em um cervo e ameaçar a vespa com sua galhada.

Lily ficou paralisada atrás da árvore. James... Estava se sacrificando para salvá-la. Não podia permitir que... Ao menos precisava pedir desculpas. Ele estava arriscando sua vida por ela! Sem hesitar, transformou-se em pantera. A transformação estava quase completa, o único inconveniente era o fato de seu pêlo ser vermelho ao invés de preto. Deu um salto ágil e ficou ao lado do James-cervo, que ficou na defensiva por causa do novo oponente. Mas a pantera piscou um dos seus olhos verdes e atacou a abelhona com um golpe.

James reagiu e atacou o bicho com os chifres. Este, ao se ver cercado pelos dois lados, preferiu voltar para a segura copa da árvore.

Lily, ainda em sua forma de pantera, começou a correr até o sul, fazendo com que James a seguisse. Assim ficava mais fácil atravessarem a floresta. Além disso, dos males o menor. Que o fato de ser animaga fosse útil, então! Chegaram rapidamente a uma clareira, justamente a parte que o mapa mostrava. Lily voltou à sua forma humana e James fez o mesmo.

- Então é uma animaga! - exclamou James, mais animado que surpreso.

Lily concordou. Devia-lhe, no mínimo, uma explicação, já que ele tinha arriscado a vida por ela.

- Mas preferia que guardasse segredo. Sou "ilegal", assim como vocês...

- E como sabe da gente?

- Quando eu já dominava minha transformação, vocês começaram a praticar. Vi que estavam com o livro de transfiguração humana, que provavelmente tiraram da biblioteca sem permissão. Só somei dois mais dois. Sabia que queriam ajudar Remus.

- Então também sabe sobre o Remus? - perguntou James, lembrando-se das palavras do amigo no dia anterior. "Acho que se Elise sabe, então Lily, Kate e Artemis também devem saber."

- Sim, mas agora vamos procurar o que precisamos procurar.

James concordou, porém com sua curiosidade insaciável não lhe permitia ficar calado.

- Eu já suspeitava que você era uma animaga... Contudo, achava que você era uma águia.

Lily, que estava abaixada procurando alguma coisa entre as folhas, ficou séria de repente.

- E a que se deve tal suspeita?

- Então você também é a águia! Sabia! Por isso estava na enfermaria e por isso que tem essas marcas nas costas!

- Como sabe das marcas nas minhas costas? - questionou Lily.

James percebeu que tinha se animado demais. Estava a ponto de revelar seu próprio segredo. Precisava encontrar uma solução rapidamente.

- Na enfermaria, perguntei a Madame Pomfrey o que você tinha - respondeu, encarando o solo para evitar o olhar da ruiva. - Ela me falou sobre uma ferida nas costas...

Lily o olhou com incredulidade, mas assentiu.

- Sim, também me transformo em águia... De qualquer maneira, já estava pensando em contar para o Remus mesmo...

O silêncio caiu, enquanto os dois procuravam pelo chão.

- James...

- Sim?

- Obrigada por... por se arriscar daquele jeito por mim.

- Não mereço nenhum mérito. Você já tinha feito isso antes.

O coração de Lily deu uma cambalhota. Estava certo. Ela tinha tentado protegê-lo antes. Por que tinha feito isso?

- Ei, Lily! Acho que achei alguma coisa - James olhava para cima.

Lily também viu. A metade de uma esfera estava pendurada em um galho, presa por uma cadeia de nós.

- E como é que vamos chegar aí em cima? - A meia esfera estava pendurada a uns dois metros acima deles e parecia pesada. Em sua forma de águia não poderia desfazer os nós. - AHHH!

- Se segura! - James pegara Lily pela cintura e a levantou acima de sua cabeça. - Consegue alcançar?

- Si-sim - disse Lily, corada pela posição, enquanto desfazia os nós. - Já peguei.

- Muito bem, vou descê-la.

James a deixou no chão novamente. Estavam muito próximos, encarando um nos olhos dos outro. Um estranho arrepio percorreu o corpo dos dois, como na noite de Halloween...


Nota da Tradutora: Gente, desculpe a demora. Resolvi postar de presente de Ano Novo. Sei que ninguém deve ler o capítulo hoje, mas de qualquer maneira fica o presente. Um Feliz 2011 para todo mundo. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender. Isso mesmo, pessoal. Façam sua lista de desejos para 2011 e tentem cumpri-la. Eu sempre faço a minha e nunca dá certo, mas esse ano vai dar! Pensamento positivo! Beijoos!