Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)
Tradutora: Mrs. Mandy Black
Shipper: Lily Evans e James Potter
Gênero: Romance / Humor
Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)
Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?
Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.
QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA
| Capítulo 14 - Preparativos |
- Pelo bem de vocês, espero que tenham aprendido as músicas - disse Elise, com um tom ameaçador, olhando para os sete alunos.
Todos assentiram, com diferentes estados de ânimo - desde um Remus cansado até uma Tracy emocionadíssima.
- Pois então, venham comigo. - Elise se dirigiu até seu piano e se acomodou com um gesto elegante. Os garotos a seguiram.
Kate, Tracy e Lily foram para a sala contígua, a dos Estudos dos Trouxas. Não tinham muito o que arrumar; a única que não sabia cantar era Tracy, mas tampouco cantava mal, já que se esforçava ao máximo para se sair bem. Ao fim de uma hora, Kate e Tracy voltaram para a sala onde estavam os meninos. Kate sentou-se ao lado de Elise, colocando a mão no ombro da amiga.
- Como foi? - perguntou.
Elise levantou-se e recolheu as partituras.
- Digamos que... não foi tão horrível assim. James ainda precisa de uma lapidada e logo ficará muito bom - diante do comentário, o moreno sorriu. - Artemis e Remus foram bastante aceitáveis, e Sirius... terrível, mas...
- Não fale como se eu não estivesse aqui - queixou-se o garoto.
- ... mas também não precisa ser a estrela principal - completou Elise. - E sei que você está aqui, inútil. Seu ego ocupa quase toda a sala - disse, dirigindo-se ao seu primo.
- Então basta uma hora diária - sentenciou Kate.
- UMA HORA DIÁRIA? - os quatro garotos ficaram pálidos.
- E o Quadribol? - resmungou James.
- E nossas vidas sociais? - protestou Sirius.
- E os NIEMS? - gemeu Remus.
Os três buscaram em Artemis o mínimo da solidariedade masculina que poderia se esperar de um ente que compartilha o cromossomo Y. Ele simplesmente olhava para a porta pela qual as garotas saíram, em direção à outra sala, ignorando as queixas.
- Nem tentem - murmurou, balançando a cabeça. - Não as contrariem. É inútil e só vai deixar todos ainda mais chateados.
- Mas... - começou Sirius.
- Agora é a vez da Lily, que se duvidar ainda vai nos sentenciar a outra hora diária de dança - reclamou Remus.
- Duas horas? - James não acreditava, e entrou na sala contígua com as mãos na cabeça.
Lily os aguardava vestida para dançar, com short e um top curto de manga. A Dama Cinzenta também estava na sala, para avaliá-los.
- Bem, vamos lá - começou Lily, um pouco nervosa, pois todos a encaravam. - Faremos assim... Tirem as vestes. Espero que tenham vindo com roupa esportiva, como pedi.
Todos suspiraram e tiraram as túnicas. Lily chamou as garotas.
- Sigam-me, ok?
Colocou um CD e começou a fazer uma coreografia simples de pop, acompanhada pelas garotas, que se saíram bastante bem. Logo foi a vez dos garotos.
Quando terminaram, Lily foi conversar com a Dama Cinzenta, enquanto os outros sete as observavam curiosamente, principalmente Sirius, Tracy e Remus, que não sabiam que a ruiva dançava tão bem. Finalmente se aproximou deles.
- Vejamos... Sirius, muito bom, na música que vamos cantar todos juntos, você dançará comigo. Remus vai ficar com a Tracy e a Elise com o Artemis. Vamos começar a ensaiar a coreografia dos garotos quando eles aprenderem a canção completa. E vocês - disse, olhando as meninas - eu espero amanhã, às seis horas.
Todos suspiraram e começaram a recolher suas coisas.
- Um instante - pigarreou a fantasma da Corvinal. - Lily, creio que você se esqueceu de algo.
Lily encarou a Dama Cinzenta com desgosto, e logo voltou o olhar para os colegas, mordendo o lábio.
- James - disse, sem olhá-lo -, a Dama Cinzenta acha que precisa de ajuda extra, porque você se move como se tivesse engolido um cabo de vassoura... Então, vou te esperar aqui às sete da noite. - A ruiva falou tudo muito rápido, antes de ir guardar seus CDs.
James ficou paralisado. Poxa, não era um grande bailarino, mas também não era tão ruim assim. Então Sirius lhe deu um soquinho no ombro.
- Não pode se dar bem em tudo - sussurrou-lhe.
James o encarou chateado e voltou-se para a ruiva. Iria passar um montão de horas... sozinho... com Lily. Espera! O que exatamente ele não gostava nesse plano? Por isso que Lily tinha ficado daquele jeito. Iriam ficar sozinhos uma hora todos os dias.
...
Naquela noite, Elise pediu a todos - menos à Tracy - para permanecerem no Salão Comunal depois do jantar, e pediu para avisarem Peter.
Para disfarçar, todos ficaram estudando e fazendo seus deveres, sem conseguirem se concentrar o suficiente, pois não paravam de se perguntar o que diabos a morena queria. Kate, Artemis e Lily tampouco sabiam sobre o quê a amiga falaria, e nem puderam perguntar, já que Elise simplesmente desaparecera.
A sala foi se esvaziando pouco a pouco, a medida que ficava mais tarde. Perto das onze, somente restaram eles, cada vez mais impacientes pela chegada da morena.
Quando Kate cabeceava em uma poltrona, a ponto de adormecer, e Lily estava farta de aguentar em silêncio os constantes olhares de James, Elise chegou, sorridente.
- Bem... Sinto muito, mas precisava me assegurar que não haveria mais ninguém aqui - disse, com um tom de desculpa. Logo se sentou e encarou a todos. - O que estão esperando? Cheguem todos aqui.
Eles se entreolharam e se sentaram nas poltronas mais próximas. Artemis sacudiu Kate, para que ela acordasse. Todos encaravam Elise, cheios de expectativa.
- Chegou a hora de termos a conversa - contou, em tom solene.
Artemis e os garotos começaram a rir, e Sirius, entre risadas, murmurou:
- Priminha, sinto te informar que a conversa está uns aninhos atrasada.
- Sim - concordou Peter -, já sabemos de onde vêm os bebês.
Elise os fulminou com o olhar.
- Tenho minhas dúvidas a esse respeito - murmurou. - De qualquer forma, não é essa conversa que precisamos ter, seus palhaços.
- Eu não acho que seja o momento - discordou Lily, rapidamente. Ela tinha entendido ao que sua amiga se referia.
- Vamos ter um bate-papo sobre sexualidade? E por que não seria o momento? Esses conselhos nunca são demais - perguntou Kate, ainda sonolenta.
Lily revirou os olhos.
- Lily, eu também acho que chegou a hora - Artemis conseguira captar as indiretas. - Além disso, a parte mais importante eles já sabem.
- Sim, mas... - protestou a ruiva.
- Que parte nós sabemos? - Peter perguntou discretamente para Remus, que estava ocupado escutando a conversa dos outros.
- Lily, já se passaram muito anos, e ainda que sejam eles, merecem uma explicação - Elise falava como se os Marotos nem estivessem ali.
Artemis e Kate concordaram - Kate mais por inércia do que por estar realmente de acordo, ainda meio adormecida.
Lily deu de ombros e murmurou "Façam o que quiserem", antes de relaxar na poltrona.
Kate se ajeitou para escutar atentamente.
- Certo. Como precisamos começar de algum jeito, que seja rápido - disse Elise. - Sabemos que você é um lobisomem, Remus, e que vocês três são animagos há alguns anos.
Os Marotos se remexeram, incomodados, em seus assentos. Já estavam desconfiados de que soubessem, mas ouvir diretamente era uma coisa diferente.
- Suponho que se perguntam como e desde quando - continuou Artemis. Os garotos assentiram. - A verdade é que tudo tem a ver com o medo de altura da Lily.
- Como? - perguntou James, perdido.
Lily suspirou e se ergueu.
- Sim, desde sempre tenho uma vertigem horrível. Por isso odeio vassouras - sussurrou.
- O caso é - continuou Elise, encarando sua amiga - que Lily era um desastre total nas aulas de voo do primeiro ano.
- De fato. Inexplicavelmente a primeira vez que subiu em uma vassoura acabou rendendo uma semana na ala hospitalar. E isso que não tinha subido mais de três metros - comentou Kate.
Os garotos começaram a rir, e Lily os encarou com o cenho franzido e os braços cruzados. Não gostava que os outros soubessem seus pontos fracos.
- Por isso Lily matava as aulas de voo quase sempre - concluiu Elise.
- Evans, matando aula? Há! - disse Sirius, com seus amigos concordando.
Lily, ainda irritada por terem rido dela, apenas murmurou:
- Mas é lógico que matava, inúteis. Só que eu era hábil o suficiente para ninguém perceber. Matava as aulas e ficava passeando pelo castelo um pouco. Um dia, como me entediava ficar sozinha, convenci Kate a vir comigo.
- Nem preciso dizer que Kate ficou encantada em matar aulas - comentou Artemis, recebendo um olhar irritado de Kate. - No terceiro e no quarto faziam a mesma coisa com Adivinhação.
- Matavam Adivinhação? - perguntou Remus, impressionado.
- Sim, até decidirmos largar a matéria no quinto ano - contou Lily. - Não tínhamos olho interior.
- Vantagens de ser impopular e não ser notada por ninguém - disse Lily, dando de ombros.
Elise revirou os olhos. Ela não concordava nem um pouco com matar aulas, ainda que fossem aulas inúteis. Mas também era perda de tempo tentar convencer Lily e Kate disso; o que irritava às duas na aula de Adivinhação era que a professora Delfora adorava prever a morte prematura de Lily e sofrimento no futuro da loira.
- Enfim, o caso é que estas duas se meteram no castelo e começaram a fuçar entre as aulas. Subiram até a sala onde deixamos o piano, que vocês já notaram que está perto do escritório da McGonagall.
- Ela pegou vocês - disse Peter.
Lily negou com a cabeça.
- Foi quase. Passou pelo corredor e verificou se a sala estava vazia, mas deu tempo da gente se esconder. Estava acompanhada de um casal - disse Lily, em dúvida, olhando Remus de relance.
- Meus pais - presumiu ele.
Elise e Lily confirmaram.
- Ficaram conversando no corredor, esperando Dumbledore - continuou Kate. - Nós continuamos escondidas na sala, mas escutamos partes da conversa...
- E descobrimos sobre você. Acho que seus pais vinham várias vezes no primeiro ano, pelo que eles disseram, para ver como você se adaptava - completou Lily. - Nos assustamos bastante no início, e tivemos medos... Sabe, éramos pequenas, e acabamos contando para Elise e Artemis para saber o que faríamos.
- Nós te vigiamos por uns dias - murmurou Kate, corando e evitando olhar de Remus - para ver se você era perigoso. Foi quando descobrimos que te levavam até o Salgueiro Lutador... logo suspeitamos que deveria ser uma passagem.
Remus suspirou e as encarou com um pouco de tristeza, enquanto Peter, Sirius e James continuavam escutando, estarrecidos, o relato.
- Então percebemos que não era perigoso e decidimos guardar o segredo - finalizou Artemis.
- Sentimos muito - disse Lily, fitando o amigo -, não deveríamos ter escutado. E não tínhamos que ter falado nada, mas...
Remus assentiu e fez um gesto com a cabeça, mas Sirius encarou-os com uma expressão curiosa.
- E como descobriram sobre nós três?
Nesse momento, Lily e Artemis trocaram olhares cúmplices, e James teve muita raiva por não ter essa ligação com a ruiva.
- Essa é a segunda parte da história - explicou Artemis. - No segundo ano, Lily e eu tentamos nos tornar animagos, e conseguimos no ano seguinte.
- Vocês são animagos? - perguntou Peter, cada vez mais impressionado.
Lily confirmou.
- Ela é a águia - contou James. - E você... suponho que seja a raposa. - Os Marotos olharam para James, sem entender. - Ontem precisamos nos transformar na floresta para nos livrarmos de uma espécie de vespa que deve ter tomado uma poção de crescimento.
Artemis assentiu, uma vez que os Marotos começaram a entender.
- Então... Você evitou que o Remus escapasse? - questionou Sirius, lembrando-se do incidente que ocorrera meses atrás.
Lily afirmou com a cabeça.
- A verdade é que não foi uma mera casualidade. Vocês não são nada cuidadosos - repreendeu a ruiva. - Até os idiotas dos gnomos perceberam a primeira vez que se transformaram fora da escola... Armam uma bagunça impressionante. Nós os vigiamos - terminou de explicar -, porque não foi a primeira vez que algo esteve prestes a acontecer.
Remus baixou o olhar, em um gesto de culpa.
- Teríamos controlado - murmurou James.
Lily ergueu uma sobrancelha.
- Do mesmo jeito que teriam controlado aquele dia em que ele quase mordeu o bêbado em Hogsmeade, não? Foi Artemis que fez o homem levitar até o telhado, não foi coincidência.
- O que a Lily quer dizer - interrompeu Artemis, tentando suavizar a situação - é que tentamos lhes ajudar da nossa maneira, porque concordamos que Remus não precisa ficar trancado quando se transforma.
O silêncio tomou conta enquanto todos pensavam.
- Achamos que mereciam saber - disse Elise, de repente. - É melhor conhecer quem guarda seus segredos.
- Realmente não contaram nada para ninguém? - perguntou Peter, desconfiado.
Kate o fulminou com o olhar.
- Não, somos bons grifinórios.
- E por que não nos contaram antes? - questionou James.
- Basicamente porque não os suportávamos. Agora suportamos um pouquinho - explicou Elise.
- E porque é provável que depois da escola não voltemos a nos ver - continuou Lily. - Além disso, sabíamos que já suspeitavam.
O silêncio voltou a reinar na sala.
- Agora que já sabem de tudo, acho que vou me deitar - disse Artemis levantando-se, seguido pelos demais. Remus encarou Elise, que bocejava. Ela percebeu e lhe devolveu o olhar. - Nos vemos amanhã.
Cada um subiu para seu dormitório, alguns com muitas coisas para pensar.
...
- Boa noite - Elise tinha voltado a descer até o Salão Comunal uns minutos mais tarde, com um robe de algodão por cima da camiseta larguíssima que usava como pijama. Estava sentada em uma das poltronas, de costas para a pessoa que se aproximava.
- Como é capaz de escutar sempre? - murmurou Remus, deixando-se cair ao seu lado.
- Já falei que respira muito alto. E eu estava te esperando - disse, olhando-o com carinho.
- Você me dá medo - assumiu o garoto, baixando os olhos de uma forma muito engraçada. Elise se pôs a rir.
- Medo? Por quê?
- Sabe tudo sobre mim - protestou o lobisomem. - É como se eu fosse um livro aberto e você tivesse se dedicado a me ler.
- Você é muito sensível - respondeu Elise, olhando para a frente -, assim como Lily. Rapidamente se nota quando algo aconteceu com vocês. Basta saber como olhar.
Remus virou a cabeça para vê-la sentada ao seu lado, iluminada pela luz das tochas, o que lhe dava um ar ainda mais misterioso.
- Você é incrível - sussurrou. - Sempre me deixa nervoso e sem saber o que fazer. Inclusive percebeu que eu queria conversar, apenas com um olhar.
- E você soube que eu vinha - contestou a morena, fitando-o. - Parece que estamos empatados. Também me deixa nervosa.
- Lógico - disse Remus, ironicamente.
- É verdade - discordou Elise, sorrindo -, mas eu disfarço bem.
Remus colocou uma mão sobre a dela.
- Obrigada por esta noite.
Elise se aproximou dele e lhe deu um beijo suave na bochecha.
- Não foi nada - sussurrou. - Durma bem.
E desapareceu para seu dormitório, dando a conversa por terminada e deixando Remus com uma mão sobre a bochecha beijada.
...
Quando James entrou na sala em que dançaram na tarde anterior, Lily já estava bastante cansada; as garotas tinham acabado de ir para a sala ao lado para praticarem as músicas.
- Olá - disse, para fazê-la notar sua presença. Lily devolveu o cumprimento fracamente.
A ruiva colocou um CD com música lenta e avançou até o meio da sala, onde esperou com as mãos na cintura, impaciente. James não conseguiu deixar de reparar que ela vestia um collant e short que modelavam perfeitamente sua silhueta, e deixavam suas pernas grossas e brancas a mostra.
- Você vem ou não? - perguntou, com impaciência, tirando-o de seu transe.
Ele retirou as vestes e se aproximou dela.
- Dance - ordenou, simplesmente.
James ergueu as sobrancelhas.
- Como assim, dance?
- Corrija-me se eu estiver errada - suspirou a ruiva, pacientemente -, mas estamos aqui para fazer você deixar de se mexer como um trasgo...
- Mas não vai me dar nenhum conselho? Não sei, uma tática, estratégia, um esquema de jogo...
Lily voltou a apoiar suas mãos na cintura.
- Isso não é Quadribol, Potter. E agora dance, antes que acabe a música.
James fez menção de se mover, contudo apenas levou a mão até a cabeça, para bagunçar o cabelo.
- Me dá vergonha você ficar olhando - disse, sorrindo.
A ruiva murmurou algo que suspeitamente parecia com "Será idiota?", e se aproximou dele. Logo se colocou de costas a poucos centímetros do peito de James.
- Segura a minha cintura e tenta me seguir - murmurou. - A primeira coisa que você precisa é ritmo.
James titubeou um pouco, mas logo passou suas mãos pela cintura dela; poderia jurar que ela estremeceu levemente, porém não tinha certeza, já que não podia ver seu rosto. Lily começou a se mover no ritmo da música.
- Faça o mesmo que eu estou fazendo - sussurrou. - Você precisa estar em harmonia com a canção que está dançando. Feche os olhos se achar mais fácil.
Ele a obedeceu e fechou os olhos. Agora notava seu cheiro, o calor do corpo embaixo de suas mãos, ouvia a respiração dela... E se deixou levar, pensando que não era tão difícil.
Dançaram todo o tempo, várias músicas diferentes. Quando acabou a aula, James estava quase desesperado para beijar os ombros, o colo e as costas da ruiva, que sentia seus batimentos mais rápidos que o normal. Não iria ser fácil aprender a dançar, pensou enquanto observava a garota de costas, que havia se agachado para desligar o aparelho de som. Era muito frustrante, queixava-se internamente, enquanto seus olhos corriam pelas curvas da ruiva.
- O que está olhando? - perguntou Lily bruscamente, com uma cara de irritada.
James se sobressaltou. Estava tão desligado que nem se dera conta que ela estava lhe vendo.
- Você fica bem com esse negócio bem justo - disse, apontando o collant. - Te favorece.
Lily corou e virou-se para colocar uma das camisetas GG que costumava usar.
- Não cai bem - contestou simplesmente -, e não fique me olhando.
James suspirou. Era difícil ser agradável com alguém que sempre pensa o pior de você.
- Amanhã, na mesma hora? - perguntou James.
- Sim, e ainda precisa ensaiar uns quinze minutos junto com Kate a música de vocês - respondeu, sem virar-se.
James assentiu.
- Você vem? - perguntou antes de sair, mas já sabia a resposta: agora Lily ensaiaria sozinha.
- Não, vou ficar... fazendo umas coisas por aqui - respondeu, evasiva. - Tchau.
- Tchau.
...
Elise, Artemis, Kate, Tracy, Remus e Sirius também tinham acabado de ensaiar e agora voltavam juntos para a Torre da Grifinória. Sirius se aproximou de Kate.
- Quer dar uma passada na cozinha? - perguntou suavemente. - Acho que hoje tem torta de limão - e sorriu, sedutor.
- Não gosto de torta - respondeu a garota secamente, tentando franzir o cenho.
- Então vamos dar uma volta no lago - tentou o garoto.
- Está frio.
- Jogar xadrez?
- Sou muito ruim.
- Então...
Elise resolveu se intrometer na conversa entre seu primo e sua amiga.
- Se ainda não notou, ela está te dando um fora, idiota. Quando seus amigos resolveram dividir um cérebro, você ficou sem nenhuma parte, né?
- Quer ficar quieta? Não estou falando contigo - resmungou Sirius.
- A verdade é que você já desperdiçou muitas chances com Kate - apontou Artemis, metendo-se na conversa.
- Mas leve em conta que ele pretende mudar, ao menos foi o que disse. Ele gosta da Kate - respondeu Remus para Artemis, fazendo a loira corar.
- Pois eu aconselho que enquanto ele não a presentear com um belo solitário de diamante, Kate na deveria perdoá-lo - falou Tracy, distraída.
- Isso não é nada romântico - discordou Elise.
- Bem, então me diga algo que seja mais romântico que um Tiffany's no meu dedo.
- Dançar ao luar, no jardim - respondeu Remus.
- Viu? Isso é mais romântico - afirmou Elise.
- Com esse frio que está fazendo? Capaz! - disse Tracy.
Sirius tossiu exageradamente.
- Acho que isso é problema meu e agradeceria se vocês não se metessem.
Artemis negou com a cabeça.
- Só estávamos tentando te ajudar.
- Me ajudar a quê? A espantar a Kate? -resmungou, irritado.
Certo. Kate tinha escapulido e Sirius não tardou a segui-la, correndo.
- Continuo dizendo que um solitário consertaria tudo - murmurou Tracy.
Os outros três a encararam, erguendo as sobrancelhas. Seguiram para o Salão Comunal.
...
Lily terminou seu treino uma hora mais tarde, e saiu arrastando sua bolsa pelo chão, suspirando. Iria ser muito difícil ensaiar com James. Não podia evitar estremecer quando ele lhe tocava ou olhava... Seria muito difícil não cair em seus braços para que depois ele, seguramente, perdesse o interesse e a jogasse fora como uma bituca de cigarro. Mas tudo era tão... sensual. Os dois dançando, sozinhos, tão juntos e tão próximos... Malditos hormônios!
- Lils - alguém a chamava. Virou-se.
- Severus - disse, sorrindo. - Pensei que não ia mais falar comigo.
Snape riu.
- Foi uma besteira. Olha, trouxe isso da Durmstrang - estendeu-lhe um vasinho de barro onde tinha uma planta que cheirava muito bem.
- Obrigada - falou Lily, pegando o vasinho. - O que é?
- Se chama Folha do Rei ou Athelas - explicou Severus, com seu tom de conhecedor.
- É muito cheirosa - brincou Lily.
- Em infusão é um antídoto muito bom, para quase todos os venenos.
Lily sorriu.
- Espero nunca precisar usá-la.
- Também espero - disse Snape, dando um pequeno sorriso em resposta -, mas nunca se sabe... Você tem que regá-la todos os dias, e ela não precisa de muito sol.
A ruiva assentiu.
- Está descendo para o jantar?
- Sim.
Chegaram ao Salão Principal conversando sobre a última aula de Poções e sobre os novos professores dos quais Dumbledore falara dias antes. Eles dariam algumas aulas práticas e chegariam em pouco mais de uma semana. Snape contou que também existiam professores de aulas práticas em Durmstrang, mas ele só os conhecia de vista, já que davam aulas de Runas e Trato das Criaturas Mágicas, disciplinas que resolvera não cursar.
Quando entraram no Salão, a maioria dos alunos estava ali, jantando, e quase ninguém percebeu que tinham entrado juntos. Quase ninguém, pois James e Sirius possuíam um radar potentíssimo contra Snape. Sirius não tinha conseguido alcançar Kate, porque ela tinha se enfiado em seu dormitório e parecia não ter nenhum interesse em abrir a porta.
Lily procurou por seus amigos com o olhar, mas parecia que eles ainda não tinham chegado. Então alguém lhe fez um gesto com a mão. Era Tracy. Lily se aproximou dela, que estava jantando com suas amigas do NTCMSP.
- Quer alguma coisa, Chambers? - perguntou cansada, vendo um monte de cabeças loiras e extremamente bem penteadas escrutinando-a de cima a baixo.
Tracy se levantou e pegou uma pasta debaixo de seu banco.
- É melhor irmos para um lugar mais vazio - disse, sorrindo. - Preciso te mostrar umas coisas.
Lily concordou e esperou a loira terminar de recolher suas coisas para então segui-la até uma parte da mesa da Grifinória onde não havia quase ninguém sentado. Alguns cochichos da "Assembleia de Loiras" não escaparam aos ouvidos de Lily.
- Chambers, acho que as suas amiguinhas não gostam nem um pouco de ver você falando comigo - disse, sorrindo.
Tracy deu de ombros.
- Deixe elas pra lá. Precisam sempre cochichar sobre alguma coisa, e ultimamente não há nenhum boato suculento... além de Sirius e Kate, é claro - a garota se acomodou em um banco. - Eu gosto da Kate.
Lily sentou-se ao seu lado.
- Você não precisa fingir que gosta dela. Não tem problema nenhum.
- Mas eu gosto de verdade. Ela é maluca, super divertida - disse, sorrindo. - Me diverti muito no ensaio...
- Não precisa ser gentil.
- Mas é verdade! Foi divertido. Mas eu vim te mostrar outra coisa - abriu a pasta que havia pegado e lhe passou uns papéis. - São esboços, não estão terminados, porém quero que me diga...
- Estão maravilhosos! - exclamou Lily, olhando os desenhos. - Esboços? Você deve ter passado toda a noite desenhando isto.
- Não toda - respondeu Tracy, orgulhosa. - Ainda preciso melhorá-los. E tenho que fazer um com a decoração também e... então, gostou?
- Estão muito bem feitos - afirmou Lily -, mas esse vestido não é um pouco...
- Não seja antiquada! - disse Kate, atrás delas. Tinha acabado de descer para jantar com Elise. - Eu gostei.
- Mas com isso dá pra ver até meus pensamentos! - protestou Lily.
Elise deu uma olhada no desenho.
- De fato é um pouco... mas combina muito bem com a música, Lily. Eu também gostei, Chambers.
Tracy se levantou orgulhosa, e lhes deu um grande sorriso.
- Pois então vou começar a prepará-los - bateu palmas, entusiasmada. - Deixa eu ir, que tenho muitas coisas para fazer antes de ir pra cama.
As garotas viram como ela saía e balançaram a cabeça.
- Quanto entusiasmo! - exclamou Elise.
- Ela tem talento para design e desenho - comentou Lily. - Parece que está dando o melhor de si.
- Eu gosto dela - sentenciou Kate, dando de ombros. - É tão refinada que chega a ser engraçada, às vezes. Nos demos muito bem no ensaio.
- Ela me contou - respondeu Lily, suspirando. - Quem iria dizer? Nós nos relacionando com a elite - disse, brincando, enquanto Elise e Kate riam. - Parece uma boa garota.
Começaram a jantar e quando Elise perguntou a Lily sobre a planta, a ruiva lhes contou sobre sua conversa com Severus. Nem Elise nem Kate gostavam muito de Snape, mas com Lily ele nunca se comportara mal. A morena sorriu ao ouvir sobre os professores novos, e quando a amiga lhe perguntou o motivo, Elise desconversou.
...
- Você acha que Snape está lhe chantageando para ser sua amiga? - perguntou James a Remus, enquanto olhava de relance para Lily, que estava com suas amigas.
- Não acredito que alguém possa ameaçar Lily - respondeu Remus, achando graça. - Aliás, acho que eles se dão bem faz tempo. E essa planta da Lily...
- O que tem a planta? - perguntou James, quase histérico.
- Deve ser um presente de Snape. Parece uma athelas, e só crescem em lugares frios.
- Por que Snape dá presentes a Lily?
Remus deu de ombros.
- Você que deveria saber, já que a segue 25 horas por dia, 8 dias na semana.
- Remus, o dia só tem 24 horas - disse Peter ao seu lado, com um tom de sabichão.
Remus revirou os olhos.
- E por que Lily é amiga desse oleoso amante das Artes das Trevas, e não quer ser minha amiga, que sou um cara encantador? - perguntou James, com o orgulho ferido.
- Isso mesmo - concordou Sirius, parando de olhar Kate para encarar Remus, como se ele fosse o culpado por tudo. - Por quê?
- Porque vocês sempre foram um tanto... egocêntricos - disse Remus, com cuidado.
- Egocêntricos? - perguntou James. - Eu não sou egocêntrico.
- Bem, é um pouquinho sim - falou Peter, timidamente. James o encarou com raiva e Peter voltou a fixar sua atenção nas costelas em seu prato.
...
Continuaram com as aulas e ensaios diários; Tracy com um entusiasmo crescente e muito animada por montar a decoração. Os garotos também começaram a ensaiar sua coreografia com Lily, que ainda treinava com James. Essas aulas eram cada vez mais insuportáveis e tão cheias de tensão que era possível cortá-la com uma faca. Estava ficando mais difícil para os dois controlar a evidente atração que sentiam; muitas vezes Lily precisava se afastar bruscamente de James e pensar em Hagrid de cuecas para conseguir colocar as ideias no lugar.
Severus não voltou a se chatear porque Lily ficava com James, e os dois continuavam se encontrando, sobretudo na biblioteca. Às vezes James ia vigiá-los, com mais vontade do que nunca de matar Snape, mas seguiu o conselho de Remus e se manteve de fora.
Kate ainda não queria falar com Sirius. O episódios do elo mágico tinha sido um momento de fragilidade, mas não iria voltar a cair na lábia do garoto, não senhor. Ainda que fosse cada vez mais difícil resistir ao moreno do sorriso encantados, que não fazia mais do que se desfazer em atenções para ela e... na frente de todo o mundo!
Duas semanas depois, em uma sexta-feira, James e Lily estavam ensaiando a coreografia que o garoto faria com Kate. Ele tinha melhorado muito e Lily se sentia, de certo modo, orgulhosa.
- Você está melhorando - disse a ruiva, quando pararam para descansar, respirando ofegante.
James adorava vê-la assim, vestida com calças justas e um top do seu tamanho, com o coque meio desfeito, as bochechas coradas e essas gotas sensuais de suor deslizando do seu pescoço até seu decote.
- Obrigado - agradeceu de pronto, tentando afastar esses pensamentos.
- Só faltam duas semanas - Lily esticou os braços e logo os deixou cair, com James seguindo seus movimentos, absorto.
- O que está olhando? - perguntou, chateada. Não era a primeira vez que o pegava a olhando dessa maneira no meio dos ensaios. Parecia que a despia com o olhar, o que a incomodava.
- Você é linda... - murmurou James, fitando seus olhos.
Lily começou a ferver, de tão vermelha que ficara. Isso era o que mais a irritava, que ficasse rindo dela desse jeito. Ela sabia que não era bonita, que não chamava a atenção dos garotos, e não ligava para isso. Mas James estava sendo cruel, queria rir da sua cara, do mesmo modo quando disse que gostava dela e...
- James, você disse que seríamos amigos. Amigos não riem dos amigos, sabia?
- Não estou rindo de você - discordou James.
- Ah, não? Então por que vem com essa de sou linda, que fico bem de collant, que gosta de mim? Não serei mais um troféu na sua galeria, James! - respondeu ela, irada. - Não vai te levar a lugar nenhum ficar me dizendo mentiras!
James se aproximou dela, também visivelmente alterado.
- Quais mentiras? Que estou caído por você há três meses e a única coisa que recebo em troca são insultos? Que é a garota mais incrível de Hogwarts e que tem um corpo que me deixa louco cada vez que fica a menos de um metro de mim? Que estou esperando você pelo menos tolerar a minha presença para te chamar para sair?
Lily lhe deu as costas, triste a ponto de chorar. Por que ele fazia isso? Estava lhe matando! Ela estava apaixonada por James, e ele era tão cruel. Será que tinha percebido e resolvera brincar com seus sentimentos? Por que era tão mau? As lágrimas começaram a rolar por suas bochechas. Não podia vê-la chorando, seria outra vitória para ele!
Então percebeu como aquela mão familiar pousou sobre sua cintura, e como a outra mão segurava suavemente seu braço. O que faria agora? A mão sobre seu braço deslizou até seu ombro, e afastou a fina alça do collant para deixar a pele livre para um suave beijo. E outro, e outro... Viajou com seus lábios por todo o caminho desde seu ombro até a orelha, enquanto a outra mão em sua cintura subia e descia, acariciando suavemente o lado de seu corpo. Lily não podia se mexer, apenas fechou os olhos. Era tão... prazeroso. Toda a tensão que tinha se acumulado entre eles durante essas semanas dançando, parecia ter explodido. James mordiscou o lóbulo de sua orelha, e ela suspirou contra a vontade. Ele também tinha perdido todo o controle que demonstrara durante as duas semanas, quando o corpo dela parecia ser um imã para o seu e a necessidade de beijá-la era insustentável.
Lily virou-se para encarar os olhos de James, suplicando-lhe com o olhar para parar com tudo aquilo, porque ela não aguentava mais... Mas então James enterrou a cabeça em seu pescoço e começou a beijá-lo e mordê-lo, fazendo-a perder a noção do espaço, de quem era ele e do que estava acontecendo... Gemeu involuntariamente e em resposta, colocou seus braços ao redor do pescoço de James. Quando ele levantou a cabeça, ela o beijou com a paixão e a ousadia com que ele a havia beijado. James aceitou com avidez seu beijo, e não tardou em buscar a língua de Lily com a sua, enquanto seus braços apertavam o corpo da ruiva de encontro ao seu, como se não houvesse amanhã. Lily, então, colocou suas mãos por dentro da camiseta de James e acariciou suas costas suadas e seu peito suave e macio.
Separaram suas bocas para pegarem ar. E então foi Lily quem se aproximou do pescoço de James e começou a beijá-lo e mordiscá-lo até que seus lábios encontraram um cordão... um cordão que tinha uma pluma. Sua pluma! Ai meu Deus! Estava a ponto de... de... com Potter! Não queria nem pensar, ele iria conseguir o que queria! E ela acabaria por sair destroçada.
Separou-se dele bruscamente, com as bochechas ainda coradas e a respiração entrecortada.
- Não volte a fazer isso - sibilou, com a voz ameaçadora. - Não zombe de mim desse jeito nunca mais.
Ele tentou aproximar-se, mas ela se afastou, segurando o olhar dele com seus olhos verdes ameaçadores.
- Não estou zombando de você! - ele gritou, levando uma mão à cabeça. - Por que não pode simplesmente confiar em mim? O que eu preciso fazer? Não te tocar? Não te beijar? Se assim eu demonstro que me importo com você, eu farei isso!
- Você não se importa comigo.
- E o que você sabe, hein? Lily, existem coisas que você desconhece, tá bom?
- Me deixa em paz!
James voltou a se aproximar dela, e sussurrou-lhe:
- Não vou te deixar em paz, porque agora sei que gosta de mim. E eu gosto de você. Só que, por um estranho motivo, isso não é o suficiente para ficarmos juntos. Mas vamos ficar.
- Duvido - disse Lily, erguendo o queixo e fingindo arrogância.
James a encarou, penetrando em sua mente através de seus olhos.
- Não voltarei a fazer algo como o que fiz hoje enquanto você não quiser... Isso é uma prova suficiente? - perguntou, com sarcasmo.
- Eu não pedi nenhuma prova.
- Mas eu vou te dar uma - respondeu James.
Pegou sua mochila e seus óculos e saiu da sala, decidido, deixando uma Lily trêmula de emoção, mas aliviada. Se não voltasse a beijá-la, não haveria problema. Mas por que tinha caído naquela armadilha? Por quê? Agora que ele sabia o que ela sentia, era fraca em suas mãos. Mãos que a faziam se derreter com a mais suave carícia... Merda, merda, merda!
...
Lily contou o que tinha acontecido para Artemis e suas duas amigas, enquanto desciam para o jantar, naquela mesma noite. Bom, não é como se ela tivesse contado porque quis. Na verdade, eles a obrigaram a contar, pois assim que a viram, já sabiam que tinha acontecido alguma coisa.
- Eu acho que o Potter está falando sério - opinou Artemis -, pelo menos agora.
- Mas ele não é o cara pra mim - suspirou Lily. - A sua maneira de ser... cedo ou tarde vai me jogar fora e me deixar arrasada.
- Como aconteceu comigo - completou Kate, murmurando.
- Quem sabe ele não se sai bem? - contestou Elise
Lily ergueu as sobrancelhas.
- Sim, é tão provável quanto acabarmos casados e com filhos - replicou Lily.
- Até agora ele não fez nada, certo?
Lily negou com a cabeça.
- Mas eu sei que ele vai fazer. Não gosta de mim de verdade.
- Por que não? - perguntou Artemis, enquanto entravam no Salão para jantar.
- Você já olhou pra mim? - questionou a ruiva, apontando para si mesma. - Não sou uma garota bonita, nem popular. Ele está impressionado, mas quando isso passar vai me largar. Então eu terei me apaixonado e vou precisar recolher os pedacinhos do meu coração com um aspirador, e colá-los com Super Bonder.
- Eu acho você bonita - disse Elise. - O problema é que você nunca se arruma. E quanto à popularidade, isso só te dá pontos.
Sentaram-se na mesa da Grifinória, prontos para comer.
- Não sou uma garota-Potter - continuou Lily, teimosa.
- Nem Kate é uma típica garota-Black, e olha agora, Sirius está mais atento com ela do que com qualquer outra garota - disse Artemis.
- Sim, mas o Black não fez mais do que brincar comigo e me afundar na miséria. Se eu voltar a ligar pra ele, ele também vai voltar a agir como antes... E o pior é que cada vez é mais difícil ignorá-lo. Por que diabos ele precisa ser tão condenadamente sexy? - exclamou a loira, deixando-se cair sobre a mesa, enterrando o rosto na sopa. - AI!
Elise ajudou-lhe a se limpar, enquanto ria com Artemis e Lily.
Dumbledore deu uns golpezinhos em sua taça de água, chamando o silêncio de todos. Pouco a pouco, os alunos foram se calando para prestar atenção ao diretor, que tinha se levantado.
- Queridos alunos, como já avisei alguns dias, vocês terão novos professores de aulas práticas. Essa mudança começará a partir de amanhã, pois eles chegaram hoje. Quero que deem as boas vindas, ao estilo de Hogwarts, a Jacques Didrell e a Fabian P...
- É o Fabian! - gritou Kate, antes do diretor terminar de falar, quando viu entrar pela porta do Salão Principal os dois homens. - É o Fabian!
Mas ninguém escutou seus gritos, porque todos os alunos estavam aplaudindo.
- Eles serão professores adjuntos em Trato das Criaturas Mágicas e Runas Antigas - anunciou o diretor, enquanto os dois jovens cumprimentavam amigavelmente os alunos - e ficarão conosco dois meses. O Sr. Prewett deixou a escola há apenas três anos, provavelmente alguns de vocês se lembrem dele.
Os alunos dos últimos anos concordaram, e todos se interessaram pelos professores. Fabian era um cara alto, de complexão forte e rosto tranquilo; tinha o cabelo encaracolado recolhido por uma tira, e os olhos da mesma cor dos de Artemis. Jacques, que pelo nome deveria ser francês, era um pouco mais baixo e mais magro; usava óculos e era loira, e pareceu despertar a curiosidade de mais de uma aluna na escola. Os dois se sentaram à mesa dos professores para jantar.
Depois de alguns minutos, nos quais não conseguiu comer nada de tão nervosa que estava, Kate se levantou da mesa junto com Artemis, e fez um sinal para que Fabian fosse conversar com ela perto da porta de saída. Fabian sorriu, desculpou-se com os professores e seguiu para a porta.
- Kate! - disse animado, com os braços abertos ao vê-la.
Kate o abraçou e lhe deu um beijo na bochecha.
- Por que não me contou que viria? - perguntou a garota, separando-se um pouco dele, mas manteve as mãos em seus ombros.
- Era uma surpresa, Kitty - respondeu afinando a voz, beliscando a bochecha da mais nova.
- Seu malvado - respondeu com voz de criança, sorrindo.
- Caham! Também estou feliz de te ver, primo - interrompeu Artemis, que estava observando a troca de carinhos. Abraçou seu primo. - Nem para avisar.
Fabian deu de ombros.
- Era surpresa. Olá, Elise - a morena e Lily tinham se aproximado deles, e Fabian abraçou as duas. - Oi, Lily. Você emagreceu!
Lily olhou para os outros, vaidosa.
- Viram só? Não estou virando uma baleia azul - disse cortante ao seus amigos, que se puseram a rir. - E você cresceu muito, Fabian.
Os demais alunos observavam os quinteto com interesse, mas como muitos sabiam que Artemis e Fabian eram primos e que Kate era sua ex-namorada, não tardaram em perder o interesse. Bem, nem todos. Sirius e as garotas do NTCMSP precisavam de mais olhos e orelhas para pegar informações.
- Olá - cumprimentou uma voz com forte sotaque francês. Era o outro novo professor, Jacques, que também tinha se aproximado.
- Venha, Jacques, que eu vou te apresentar a uns amigos - disse Fabian. - Esse é o meu primo, Artemis - os dois garotos apertaram as mãos. - Esta é Kate.
- A famosa Kate - completou o francês, fazendo as bochechas da loira corarem. Beijo a mão da garota. - Enchanté.
- Lily - falou Fabian, revirando os olhos diante dos comentários do amigo. Jacques também beijou a mão da ruiva. - E esta é...
-Elise - terminou Jacques, encarando a morena, que o observava com um sorriso. - Ça va, Elise, ma chèrie?
- Ça va - respondeu ela, risonha. - Não vai beijar a minha mão?
Jacques sorriu.
- Nem passou pela minha cabeça, chèrie - disse, enquanto lhe dava um abraço e dos beijos, com os outros quatro e todo o resto do Salão os observando sem entender.
- Pensei que chegaria ontem - falou Elise.
- Já se conhecem? - perguntou Fabian.
Elise e Jacques assentiram.
- Nos conhecemos este verão, em Paris. Jacques era o tutor do meu grupo de prática nas escavações que eu participei e...
- E Elise era a minha melhor aluna - elogiou o francês.
- Não era muito difícil. As outras garotas ficavam muito ocupadas limpando a baba em cima das lápides que encontramos - disse Elise, levantando uma sobrancelha. - E fazendo beicinho para chamar sua atenção.
- Como se você também não tivesse feito - murmurou Jacques, sorrindo.
- Seu mentiroso - a morena fingiu-se ofendida. - De qualquer modo, por que não chegou ontem?
- Ficamos mais um dia em Durmstrang - explicou Fabian. - Uma tempestade de neve muito forte não nos deixou sair. E como sabia que íamos chegar ontem? - perguntou, confuso.
- Jacques me contou na última carta. Recebi pouco depois de chegar na escola.
Kate abriu a boca, alarmada.
- E por que não nos contou que eles vinham? - choramingou, ofendida.
- E estragar a surpresa?
- Então, Jacques, foi você quem deu pra Elise aquela pedra no Natal? - disse Lily, lembrando-se do estranho presente sobre o qual a amiga não quis dar explicações.
Jacques concordou.
- Era uma mensagem natalina. Conseguiu decifrar? - perguntou para Elise.
- Sim, mas não gostei do que você jogou em cima de mim, pervertido.
...
- Quem é esse cara que merece ter as mãos cortadas fora? - perguntou Sirius, olhando como Fabian abraçava Kate, com tanta familiaridade.
- Ele foi monitor, certeza que você se lembra dele - respondeu Remus, tomando sua sopa. - Saía com a Kate quando estávamos no quarto ano.
- No quarto? Que pedófilo!
- Sirius, você saiu com uma terceiranista no ano passado - recordou Peter.
- É, mas ela parecia mais velha, ok? - Sirius continuou observando o grupo. - E esse loiro, que fica beijando a minha prima? O que é isso?
Remus levantou a vista, cautelosamente, franzindo um pouco o cenho.
- Parece que já se conhecem - disse James, olhando também. - A mãe da Elise é francesa, né?
Sirius assentiu, sem deixar de olhar.
- Espero que esse francesinho não se aproxime mais de dois metros da minha prima, ou...
- Mas você não detesta a sua prima? - perguntou Peter, confuso.
- Claro que detesto, mas é da minha família. E a honra dos Black renegados não pode ser manchada por um infame conquistador francês.
- Está falando com a sua mãe, cara - disse James, colocando a mão sobre o ombro do amigo. - Aliás, você precisa se preocupar mais é com o outro, que está agora mesmo com um dos braços em cima dos ombros da Kate...
- Maldito pedófilo pervertido! Um professor não pode sair com suas alunas - resmungou Sirius, irado.
...
- Olhem só pra elas. O que é isso! - murmurou Rachel, enrugando seu nariz arrebitado. - Quem acreditaria? Dando em cima dos professores...
- Como nenhum garoto do castelo não as querem nem pintadas... - disse Monique, sorrindo cinicamente, acompanhada pelas risadinhas insolentes das outras. - Ai, me desculpe Tracy - completou, com pesar fingido -, tinha esquecido que James te largou por causa da maria-machão da Evans.
Tracy revirou os olhos. Já estava um tanto cansada das suas amigas, que em vez de apoiá-la, aproveitavam para jogar em sua cara o término com James. E quando ela confessou que não ligava, elas disseram "Não negue que está destroçada, querida. Isso é humilhante". Parecia que queriam magoá-la, ao invés de reconfortá-la. Por isso ultimamente dedicava a maior parte de seu tempo a preparar o espetáculo. Também tinha criticado isso, perguntando-lhe como ela era podia se relacionar com tais... perdedores. Já não suportava isso, porque gostava cada vez mais das garotas, que tinham lhe aceitado apesar de tudo que havia entre elas.
- Se me lembro bem, o Sirius também te largou pela Kate. E que fique claro que foi uma das poucas coisas inteligentes que ele fez na vida.
- Pobrezinha - murmurou Rachel, fingindo pena. - Ainda está muito afetada pelos chifres que o James...
Tracy levantou-se de repente, dando um golpe na mesa com suas mãos.
- Querem saber de uma coisa? Um dia vão morder a língua e morrerão envenenadas. Qualquer uma dessas garotas é uma pessoa melhor do que todas vocês juntas. Continuem criticando enquanto podem - pegou sua mochila e foi embora, decidida.
- Pobrezinha - voltou a dizer Gilda -, está confusa. Já voltará.
Todas assentiram, conformadas.
...
Tracy continuava caminhando furiosa para a saída. Quando passou perto do grupo de Lily, Artemis lhe fez um sinal.
- Ei, Tracy, deixa eu te apresentar meu primo.
A garota o encarou, confusa. Não é como se estivesse acostumada com gentileza sem interesse, mas se aproximou deles.
- Essa é a Tracy - disse Artemis, fitando seu primo. - Ela também faz parte da apresentação que estávamos falando. É outra amiga.
Franziu o cenho, mas não disse nada, apertando a mão dos novos professores.
- Aonde ia com tanta pressa? - perguntou Artemis, sorrindo.
A loira ia responder que não era da sua conta, e que ele deveria comprar uma vida própria para se distrair, mas não lhe pareceu muito educado diante de tanta gente. Ela era, antes de mais nada, uma dama.
- Queria descer uns tecidos do sótão, para a decoração - mentiu.
- E por que não nos avisou? - perguntou Lily. - Você não precisa fazer tudo sozinha, eu te ajudo.
- Eu também - Artemis se ofereceu. - Vai quebrar a coluna se tentar descer rolos de tecidos com esses saltos, princesa - brincou.
Tracy sugou o ar ofendida, tirando o cabelo do rosto, mas não respondeu.
- Vou pedir para um desses desocupados nos ajudarem também - disse Lily.
- Nós vamos mostrar o castelo a Jacques, se não se importam - falou Elise.
Lily fez um gesto com a mão e rapidamente se encaminhou até onde estavam os Marotos, disposta a arrastar Remus para ajudá-los, enquanto Artemis e Tracy já subiam para o sótão.
Caminharam em silêncio, Tracy ainda aborrecida pelo que ocorrera com as outras garotas e Artemis observando-a. Chegaram ao sótão e Tracy vasculhou os rolos de tecido, escolhendo um aleatoriamente, passando-a para Artemis.
- Er, Chambers... Realmente precisamos desse tecido?
- Sim - respondeu, com uma pitada de mau humor. - Por que pergunta?
- Porque é amarelo com luas rosas, bastante chamativo, e não imagino em que figurino se encaixaria e...
Tracy o encarou, irritada.
- Você sempre precisa me questionar?
- Não, mas é divertido - respondeu Artemis, dando de ombros. - Aconteceu alguma coisa, er... Tracy?
A loira voltou a erguer suas defesas, mas estava farta de fingir ser perfeita diante desse garoto, que sempre a deixava mal. Largou-se em cima de um monte de tecido.
- Não sei... Acho que acabo de perceber que perdi muitos anos da minha vida sendo uma completa babaca, e isso é um tanto frustrante.
- Babaca? - perguntou Artemis, divertido, sentando-se ao seu lado. - O que quer dizer?
Tracy estalou a língua e se levantou.
- Acredita que eu nunca parei para pensar no que faria depois da escola? Estou percebendo que minhas possibilidades são poucas. Acabarei me tornando uma mulher troféu, sustentada.
- E isso é ruim? - arriscou Artemis.
Ela o olhou, erguendo uma sobrancelha.
- Não tenho muita certeza, mas acho que sim. E sabe de outra coisa? Não tenho nenhum amigo. Isso é muito deprimente - disse com um sorriso fraco.
- Você tem várias amigas - contestou o garoto.
- Não são minhas amigas, são harpias.
- E por que fica com elas?
- Já não fico mais com elas.
- Pois então pare de se fazer de vítima e dá um jeito na sua vida. Faz aquilo que você tem vontade, pelo menos uma vez - disse Artemis, levantando-se. - Pensa naquilo que quer fazer e faça! Viva um pouco.
Tracy o encarou, sorrindo de lado, fingindo estar entediada.
- Alguma vez lhe disseram que você pode ser bastante chato?
- Já me falaram isso, sim - concordou, sorrindo. - Agora... precisa descer alguma coisa ou não?
Tracy colocou as mãos nos quadris.
- Bem, já que estamos aqui, vamos descer algo.
...
- Disse que iria me deixar em paz - queixou-se Lily, enquanto subia com James até o sótão. Remus estava a ponto de aceitar acompanhá-la, mas quando ia se levantar, James lhe deu um pisão que quase arrancou seu pé, praticamente pulando por cima da mesa para acompanhar Lily.
- Eu disse que não iria te beijar. O negócio de deixar em paz é outra coisa. E somos amigos... amigos se ajudam.
- Diga isso para o Remus, cujo pé você praticamente arrancou.
- Na verdade ele não queria vir, mas se sentiu mal em lhe dizer isso.
- Sei... - rendeu-se Lily, rindo. Tinha que reconhecer que James tinha seus momentos, e era agradável enquanto se mantivesse a uma distância segura.
Entraram no sótão e viram Tracy enchendo uma caixas com coisas diversas. Suspiraram. Seria um trabalho pesado.
...
- Posso saber o que fazemos aqui? - murmurou Remus, atrás de Sirius. Os dois estavam escondidos, feito espiões de filmes americanos, atrás das armaduras.
- Shhh, já te expliquei - respondeu Sirius. - Estamos em uma missão de vigilância.
- Estamos espiando Kate e Elise - queixou-se Peter, atrás da estátua de um leitão. - Isso é idiota!
- Você também é e ninguém reclama! - sussurrou Sirius.
- Desisto - sibilou Peter. - Está cada vez pior, Sirius. Essa garota não vale tanto.
Enquanto Peter desaparecia pelo corredor, Remus e Sirius avançaram até as janelas ao lado da sala de Aritmancia, onde estavam Kate, Jacques, Fabian e Elise.
- Se nos pegarem, vai ser ridículo - disse Remus.
- Shhh - Sirius voltou a pedir silêncio -, isso é por uma causa maior. Praticamente segurança internacional.
- Internacional? - perguntou Remus.
- Esse loiro é francês, não? Então!
Remus voltou a negar com a cabeça, enquanto deslizavam até a porta da sala e se agachavam no chão, para que não os vissem.
- Isso é ridículo! - murmurou Remus, novamente.
- Shhh - sussurrou Sirius, virando-se -, estou ouvindo algo.
- Na melhor das hipóteses, o seu senso comum acabou de voltar de férias - disse uma voz acima dele. Viraram-se para ver Elise, com os braços cruzados. - Posso saber o que fazem aqui?
- Na verdade... - começou Remus, levantando-se.
- Estamos fazendo uma pesquisa sobre as pedras do colégio - completou Sirius, rapidamente. - Já notou que em cada andar elas são diferentes? E algumas possuem alguns escritos e tudo!
Elise ergueu uma sobrancelha e Remus voltou a balançar a cabeça, levando uma mão à testa. Kate, Fabian e Jacques saíram da sala, e ficaram surpresos ao ver os garotos.
- São seus amigos? - perguntou Jacques a Elise.
- Esse meio loiro sim. O outro é um primo meu, nós o ganhamos em uma rifa... Nem pergunte.
Jacques e Fabian a encararam, sem entender,enquanto Sirius ficava vermelho de vergonha.
- Então... nós vamos observar as pedras do próximo andar. Não se pode trabalhar com tranquilidade por aqui! - reclamou, adotando uma pose ofendida e afastando-se a passos largos pelo corredor.
- Sou Remus Lupin - apresentou-se o lobisomem, envergonhado. - Me desculpem por isso. Na verdade ele não está bem da cabeça, deve ter fumado alguma coisa, sei lá... - disse como desculpa. - Boa noite - e desapareceu atrás de seu amigo.
Elise se pôs a rir e Kate também deixou escapar um sorriso. Sirius estava com ciúmes.
...
- Posso deixar esta caixa aqui? - perguntou James a Tracy, dentro da sala contígua à de Estudo dos Trouxas.
- Sim, pode deixá-la aí - respondeu distraída, arrumando umas fitas de cetim.
James se aproximou para ver o que ela estava fazendo.
- Escuta, Tracy, eu nunca cheguei a te dizer, mas... sinto muito que seja por minha culpa que você precise fazer tudo isso - falou, sorrindo. - E por tudo que te fiz sofrer.
A loira virou-se, espantada.
- Está brincando? Sabe o fazer que me fez? Essa é a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. Finalmente estou fazendo alguma coisa útil, me sinto bem e conheci pessoas muito legais.
James a encarou, erguendo as sobrancelhas.
- Ah, você também não, James, eu estou falando sério. Inclusive tenho noção que a gente tinha que ter terminado antes, pois nunca estivemos... já sabe - contestou ela, ruborizando.
- Sim, eu sei. Apaixonados - completou. - Mas somos bons amigos, certo? Sempre gostei de você, Tracy. Talvez por isso duramos tanto tempo juntos, porque você é uma garota muito legal.
Tracy suspirou, e voltou a ajeitar as fitas.
- Uma garota muito legal com bastante trabalho a fazer - murmurou. - Vai logo buscar o resto das caixas, anda.
James sorriu, e se encaminhou até a porta.
- James - a voz de Tracy o deteve antes que pudesse sair. Virou-se para a amiga. - Eu gosto da Lily. Espero que ela possa te fazer feliz.
- E eu espero que ela deixe me aproximar dela sem me morder antes - respondeu sorrindo, dando de ombros.
Tracy lhe devolveu o sorriso, voltando ao seu trabalho enquanto James subia novamente para o sótão.
Nota da Tradutora: Bem, como prometi, mais um capítulo nessa semana. Finalmente a Lily admitiu e pegou o James! Aleluia! O controle dela é assustador. Se fosse eu, já teria agarrado o James há muito tempo. Espero que gostem do capítulo. Por favor, não se esqueçam de arranjar um tempinho para me dizer nas reviews o que estão achando da história. Quem não tiver conta no fanfiction precisa assinar o nome no final, para eu saber quem é, haha. Até quinta-feira (ou antes, quem sabe!).
