Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)
Tradutora: Mrs. Mandy Black
Shipper: Lily Evans e James Potter
Gênero: Romance / Humor
Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)
Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?
Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.
QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA
| Capítulo 16 - E mais uma vez é quatorze de fevereiro (Parte 2) |
Se ouviu um ruído amortecido, como o de alguém caindo em uma cama, e então James acordou, disposto a dar uma boa bronca em Sirius, já que o barulho vinha de sua cama. Remus também tinha acordado e os dois, com seus respectivos pijamas, se posicionaram diante da cama de Sirius, puxando as cortinas do dossel.
- Mas... mas o que, diabos, estão fazendo?
Sirius estava deitado na cama, com Lily montada em cima dele, tirando-lhe a camisa, usando um sutiã preto.
Remus esfregou seus olhos, sem acreditar no que estava vendo. James simplesmente começou a abrir a boca, preparado para proferir o maior grito de toda a sua vida, e logo se lançou para enforcar Sirius.
Mas Lily foi mais rápida e se jogou no pescoço de James, tampando sua boca com ambas as mãos, fazendo-o cair no chão com ela em cima.
- Shhh - disse, sem tirar as mãos da boca dele -, fica calado. Vai acabar acordando ele de tanto gritar. E Remus também.
E com muita dificuldade, a ruiva se levantou e afastou Remus do lado da cama, que ainda olhava alternadamente a garota e Sirius.
- Ele usa pijama? - perguntou Lily entre sussurros, acabando de tirar a camisa do moreno, indo para suas calças.
Os dois garotos a encararam perplexos, e ela fez uma careta de desgosto.
- Homens... - murmurou entredentes.
- Eu sssou um homeeeem - disse Sirius, ainda derrubado na cama. - "Macho, macho man... I wanna be, a macho man" - e começou a se remexer de um lado para o outro, rebolando.
Lily começou a rir outra vez, e caiu novamente no chão, sem deixar de gargalhar. Então Remus, que parecia ser o único com as ideias mais claras, entendeu tudo.
- Sirius - sussurrou -, fica quieto que a McGonagall está vindo.
- Onde está a Minnie? - perguntou Sirius, também sussurrando, parando de rebolar.
- Quieto, ela está a ponto de te descobrir, cara.
Sirius, obedecendo a ordem, ficou quieto e parado como uma estátua. Não demorou nem meio segundo antes de adormecer. Remus lhe cobriu com o lençol e a colcha, embora o amigo ainda estivesse vestindo as calças.
Lily ainda estava no chão e agora limpava as lágrimas que tinham saído com a risada.
- Não usa pijama? Ninguém pode ir pra cama seeem pijama - cantarolou, tentando ficar séria.
- Você está bêbada - murmurou James, ainda irritado. Não queria nem imaginar que o que esses dois tinham feito nesse estado, e ainda por cima Lily estava sem camisa.
- Ponto para o garoto despenteado - exclamou Lily, apoiando-se na cama para ficar de pé e aproveitando para recolher algo do chão: uma garrafa de whisky meio vazia.
Remus fechou o dossel da cama de Sirius e também a encarou com o cenho franzido.
- Buff - suspirou Lily, vendo suas expressões. - Não me digam que vão me dar um sermão? Não é bom beber, blá, blá, blá... A estas horas sozinha pela escola, blá, blá, blá... e Filch, blá, blá, blá... Muito obrigada. Vocês têm razão, não vai se repetir - dedicou-lhes um amplo sorriso e levantou a garrafa, como se estivesse brindando, disposta a ir embora.
- Onde você estava? - perguntou James entredentes, a ponto de ter um ataque. - E por que está desse jeito?
Lily se olhou, sem entender muito bem, parecendo não se importar por estar sem camisa, somente de sutiã.
- Perdemos nossa camisa jogando dados na taverna - explicou, rindo. - Mas ganhamos três garrafas de whisky, he he he... Só que largamos uma inteira na Casa dos Gritos - suspirou.
- Na Casa dos Gritos? O que estavam fazendo ali? - questionou Remus.
- Basicamente nos embebedando como cachorros. Mas Sirius é um asqueroso e conseguiu antes de mim, olhem só! - disse, apontando com o queixo para a cama do garoto. - Ele está que não se aguenta e eu terei que beber o que sobrou na garrafa - disse, resignada. - Boa noite... ou bom dia, praticamente. Vou dar uma volta por aí.
Saiu do dormitório, não sem antes bater o nariz no portal e maldizer o idiota que trocou as portas de lugar, fazendo tudo se mexer.
James e Remus se entreolharam.
- Eu vou - disseram juntos.
- Não, deixa que eu vou - antecipou-se James. - E não me olha assim, que eu não vou fazer nada de mal a ela.
Remus pareceu duvidar, mas ao final concordou com um gesto de cabeça, voltando para a sua cama. James saiu correndo do dormitório, descalço, e chegou justo a tempo de impedir que a ruiva rolasse escada abaixo.
- Ei, eu consigo! - protestou, enquanto James tirava sua garrafa e a levantava nos braços. - E devolve o meu whisky! Mal educado, você tem que pedir as coisas!
Chegaram no Salão Comunal, Lily ainda gritando e estapeando James, que aguentou estoicamente, antes de deixá-la sobre um sofá e esvaziar a garrafa na janela.
- Minha garrafa! - chorou ao ver o que o garoto fazia. - Idiota!
James se aproximou dela e lhe tampou a boca. Em outras circunstâncias Lily teria lhe mordido, mas não gostou nada da expressão nos olhos de James, então não lhe fez nada. Ele a soltou.
- Agora se acalme, recobre o senso comum e depois suba diretamente para sua cama - murmurou James, muito sério.
Lily desviou o olhar e cruzou os braços, mal humorada.
- Não me amole, seu chato. Me lembre de nunca sair com você.
- E me lembre de te vigiar mais de perto. Pensei que você tinha menos borboletas na cabeça, Lily!
Ela o encarou, contrariada.
- Mas como você é arrogante! Você faz a mesma coisa todos os finais de semana!
- Mas eu não chego com a sua melhor amiga, de cueca, e nem me enfio na cama dela!
Lily abriu a boca para responder, quando pareceu se dar conta de algo, e começou a rir.
- O que foi agora? - perguntou James, ainda contrariado. Gostava mais quando ela gritava do quando ria dele.
- Está com ciúmeees - cantarolou -, está com ciúmeees.
- Não é verdade - protestou, fechando a cara e evitando seu olhar, mas ela se ajoelhou no sofá e lhe obrigou a encará-la.
- Sim... sim, está sim. Pensou que eu tinha me envolvido com o Sirius! - exclamou ao final, sorrindo e cutucando o garoto com um dedo, para fazê-lo rir.
- Isso é mentira... - respondeu ele, tentando manter a compostura e não rir.
- Não, he he he... James Potter ciumento! Que gracinha! - a ruiva deixou-se cair no sofá, ainda rindo.
- Certo, e se eu estiver? - protestou James no fim, encarando seus olhos. - Tenho motivo, não é?
Lily se ergueu e deixou seu rosto a poucos centímetros do dele.
- Não - disse simplesmente, séria pela primeira vez em toda a noite. - Mesmo bêbada ainda tenho moral, e Sirius também. Ele gosta da Kate, e ela é minha amiga.
- Só por isso? - perguntou James, amargamente.
Lily o encarou e logo voltou a se encostar no sofá.
- Se sabe que não, por que pergunta? - murmurou.
- Porque com você deixei de saber das coisas, de supor e de dar algo por certo - completou James. - Porque não sei mais o que posso fazer para você acreditar em mim e...
- Onde está o seu Anjo, James? - perguntou ela suavemente, sem olhá-lo. Levantou-se e caminhou até a janela, esfregando seus braços.
- O que isso tem a ver agora? - perguntou desgostoso, seguindo-a.
Lily lhe encarou, franzindo o cenho.
- Você disse que está apaixonado por ela, verdade? Como pode estar apaixonado pelas duas de uma vez, hã? - aproximou-se dele, apontando-lhe um dedo. - Ou então está mentindo para nós duas? - perguntou, com voz irritada.
James gemeu e segurou-a pelos ombros, fortemente.
- Você busca desculpas para me odiar! Diga que sim! Convence a si mesma que eu sou horrível para poder continuar com a sua vida! - soltou-a e retrocedeu uns passos. - Meu Deus, Lily, mal conheço a garota! Sinto algo especial por ela, mas é como alguém que se apaixona por um retrato. Nunca vou voltar a vê-la!
Lily evitava seu olhar.
- E claro que estou com ciúmes, Lily! - voltou a exclamar. - Desde primeiro de setembro, no trem, você se enfiou na minha cabeça e vive em todos os meus pensamentos. Estou ficando louco! Quando não te vejo, penso em você, e quando estou contigo não posso parar de pensar e...
- Pare já! - gritou ela.
- Não, pare você - aproximou-se dela e a abraçou. - Eu te amo, Lily.
A ruiva se deixou abraçar, mas não se mexeu, apenas se p? a chorar.
- Não faz isso comigo, James - sussurrou. - Por favor...
Mas o garoto a abraçou ainda mais forte. E ela jogou os braços ao redor do pescoço dele, ainda chorando.
- Não chore - ele sussurrou em seu ouvido.
- Não quero que você me machuque, James - respondeu. - Você fez isso com tantas garotas...
- Mas você não é uma garota - disse ele, separando-a alguns centímetros. - É a Lily.
Ela se afastou completamente. "Isso é o pior", pensou, "sou a Lily". E sem dizer mais nada, subiu para seu dormitório, desejando pela primeira vez em sua vida ser mais bonita, mais simpática e, talvez, ter menos cérebro.
James esteve tentado a subir atrás dela, mas algo lhe disse que já tinha feito o bastante por um dia.
...
A apresentação tinha entusiasmado a quase todos os estudantes e o grupo de grifinórios acabou se tornando muito popular em toda a escola. Por isso, não foi muito difícil para Lily evitar James durante os dias seguintes, já que sempre alguém estava disposto a conversar com ela. Assim, eliminava as possibilidades de acabar sozinha com o Maroto, pois agora tinha certeza que não conseguiria mais se segurar. Para piorar ainda mais as coisas, Snape a evitava e parecia não ter nenhum interesse em falar com ela.
Jacques finalmente conseguiu separar Elise e Remus em Runas, mas ambos, não deixando-se vencer pelo francês, continuaram conversando como sempre e inclusive tentavam que Jacques os visse juntos quando se encontravam. O professor sempre tentava ficar sozinho com Elise, porém poucas vezes ela terminava nessa situação; a morena era um espírito livre. Remus ficava profundamente intrigado pelo motivo que levaria uma garota como Elise a estar com alguém como o professor Didrell. Definitivamente perguntaria a ela.
Sirius continuava a sofrer por amor e a única alegria que lhe sobrava era riscar os dias em seu calendário, enquanto Kate se encontrava bastante com Fabian; corria livremente pela escola que os dois estavam juntos novamente.
Chegaram os primeiros dias de março e com eles a partida de quadribol contra a Lufa-Lufa; a Grifinória venceu, por pouca diferença. Nesse mesmo dia, depois do jogo, Artemis, Elise, Kate e Tracy - que tinha começado a se juntar a eles timidamente e em pouco tempo acabou como uma incorporação definitiva - tinham aproveitado o bom tempo para descansar às margens do lago. Elise lia um livro velho da biblioteca à sombra da árvore e Kate praticamente cochilava deitada na grama, enquanto Artemis e Tracy debruçavam-se em cima de algumas aplicações e consultavam vários papéis espalhados pelo chão, que vinham recebendo por esses dias.
Elise fechou o livro e esticou os braços.
- Alguém quer dar uma voltinha? - perguntou.
Artemis e Tracy declinaram o convite, pois, segundo eles, tinham muito o que fazer; Kate levantou-se preguiçosamente e se disp? a acompanhá-la.
- Fabian me contou que Jacques está feito mosca no mel - disse Kate, quando se afastaram uns metros de Tracy e Artemis. - Por que o evita?
Elise deu de ombros.
- Pelo mesmo motivo que Lily evita o Potter, ainda que o meu motivo esteja fundamentado.
-Não entendo...
- Kate - suspirou Elise -, ao Didrell eu importo tanto quanto um rabanete. Ele só quer poder dizer "Sabe aquela garota difícil do sétimo? Então, está louquinha por mim, beija o chão em que piso".
- Não pode saber isso, Elise! Você está pegando o complexo-Lily!
Elise voltou a balançar a cabeça, com paciência.
- Não, Kate, apenas o conheço. É um homem encantador e muito culto, mas não compreende as pessoas.
- E Remus entende? - aventurou-se Kate, sorrindo.
Elise ergueu uma sobrancelha.
- Sim, ele compreende as pessoas.
- E é bonito.
- E inteligente - assinalou Elise.
- E presta atenção na gente...
- E pensa... Sim, é um garoto muito bom - finalizou Elise.
- Sei... vamos, você gosta dele.
- É tão óbvio assim? - perguntou a morena, sem um traço de emoção.
Kate se p? a rir.
- Elise! Por que não pode simplesmente ser como todo adolescente e demorar para aceitar seus sentimentos? Assim você pula toda a parte divertida sobre quebrar a cabeça e a história do "gosto dele", "não, não gosto dele"...
- Estou economizando problemas - respondeu Elise, devolvendo o sorriso. - Gosto dele sim, e daí? Certamente ele já percebeu, e logo acontecerá o que tiver que acontecer. Não penso em perder tempo com infantilidades como a Lily ou enganando a mim mesmo como você... - acabou encarando a loira, desconfiada.
Kate assentiu, mas parou em seco de repente.
- O que quer dizer com isso?
Elise continuou caminhando, e Kate se apressou a alcançá-la.
- O que está pensando em fazer quando o Fabian for embora? Ou melhor dizendo, o que vai fazer quando ele pedir para vocês voltarem?
- Não me pediu nada, todavia - disse Kate, baixando o olhar.
- Oh, seguramente porque você foge do assunto cada vez que ele insinua algo.
- Não pode saber disso - defendeu-se a loira.
- Mas eu tenho uma grande imaginação... Como pode continuar gostando do idiota do meu primo? - perguntou de repente.
Kate olhou para baixo.
- E eu que sei? Devo ser a pessoa mais idiota do planeta - murmurou -, contudo continuo gostando dele...
- E o que vai fazer, afinal? - voltou a repetir a morena. - Sabe que está usando o Fabian, né?
- Não estou usando ele para fazer ciúmes no Sirius - protestou a loira.
- Eu sei que não... está usando para se esquecer dele. Não é como se eu tivesse muita experiência com isso, mas acho que se apaixonar a força não funciona.
- Não, não funciona - concordou Kate. Caminharam mais alguns minutos em silêncio, cada uma com seus pensamentos.
- Vamos ver Lily? - disse Elise.
- Ela não está treinando?
- Sim, mas acho que já não se importa da gente assistir...
Dirigiram-se para a entrada do colégio.
- Será que avisamos esses dois? - perguntou Kate, antes de entrar no prédio.
- Deixa eles... assim não precisarão inventar nenhuma desculpa boba para ficarem sozinhos.
Kate franziu o cenho.
- O que quer dizer?
Elise suspirou.
- Kate, concordo com a Professora Delfora. Você não tem olho interior e às vezes nem olhos externos.
...
- Pra mim não parece uma boa ideia esse lance de enterrá-los vivos nos terrenos de Hogwarts, Sirius - disse Remus, negando com a cabeça. - É muito drástico.
- Além disso, eu não quero sair da escola para entrar em Azkaban! - queixou-se Peter. - Nem sequer sei porque estou me metendo nisso. Tinha que estar estudando para os NIEMS.
- Mas no fim você nunca estuda nada, Peter! - zombou Remus.
- Claro que estudo! Só que tenho problemas de concentração!
- Sei...
- Ei! - reclamou Sirius. - Acho que estávamos falando do meu problema!
- Viu como ele é egocêntrico? - cuspiu Peter.
Os três garotos discutiam, também passeando pelos terrenos de Hogwarts, aproveitando o dia e tentando levantar um mínimo de ânimo para a festa desta noite. De fato, Sirius ia expondo suas ideias para acabar com os inimigos públicos.
- Olha, é a Tracy! - disse Peter, alegrando-se um pouco. - Oh, mas está com Artemis. Sempre está com Artemis ou com aquelas garotas esquisitas e... Ai! - Sirius e Remus tinham lhe dado, cada um, um tapa. - Só porque o cérebro de vocês desmanchou não significa que o se derreteu também!
- Você não tem cérebro - respondeu Tracy, como cumprimento, junto com um grande sorriso. - Sinto muito Pete, mas você me deu a deixa...
Peter sorriu em resposta, embasbacado. Para ele, Tracy era o máximo, e não entendia o que ela fazia com esse cara esquisito.
- Olá Artemis, Tracy - cumprimentou Remus, acomodando-se ao seu lado. - O que estão fazendo?
- Enviamos aplicações para faculdades trouxas - falou Tracy, fechando um dos papéis. - Ano que vem vou estudar Design de Interiores, e Artemis provavelmente escolhera Biologia - acabou sorrindo, olhando o garoto.
- Biologia? - perguntou Sirius, também se acomodando no gramado. - E por que não estuda para se tornar caçador ou adestrador de criaturas mágicas?
- Também estou pensando nisso - revelou Artemis. - Antes eu tinha certeza que faria Biologia, mas...
- De qualquer forma, estudaria em Londres, certo? - perguntou Tracy, de repente.
- Sim - respondeu ele, e ambos sorriram. Sirius revirou os olhos e Remus lhe golpeou entre as costelas.
- Vocês já pensaram no que vão fazer? - questionou Tracy, guardando tudo em sua pasta.
Sirius suspirou.
- Eu quero ser Auror, mas adestrador não seria tão ruim...
- Gostaria de entrar no Departamento de Defesa, mas vai ser difícil - o semblante de Remus apagou-se ligeiramente, e Sirius lhe deu um tapinha nas costas.
- Por quê? - perguntou Tracy, perplexa. - Você é um dos melhores alunos da escola...
Remus encolheu os ombros, mas não deu mais nenhuma explicação.
- Pois eu não vou estudar - disse Peter, franzindo os lábios. - Vou procurar trabalho.
- Quem sabe você não muda de ideia com as entrevistas da semana que vem - lhe animou Tracy, cutucando de forma amistosa.
- Quem será o responsável pelas reuniões? - perguntou Remus, distraído.
- Normalmente isso é trabalho da McGonagall - explicou Artemis -, mas esse ano Fabian e Jacques serão os encarregados, aproveitando que faz pouco tempo que eles saíram da escola.
O rosto de Sirius sofreu uma metamorfose ao ouvir os dois nomes e Remus riu levemente: ficaria com Didrell, com toda a certeza.
- Certamente... onde está James?
...
A sala na Torre Norte em que Lily dançava continuava sendo secreta, já que os ensaios tinham acontecido na sala de Estudo dos Trouxas. Esse era outro dos pontos de fuga da ruiva, sua sala de dança. Ainda que já se saiba que de secreta ela tem pouco para James que - como não? - voltava para assistir pontualmente, sempre em frente à porta.
Tudo estava alcançando níveis preocupantes na cabeça do garoto. Achava que tinha avançado um pouco no Dia dos Namorados, mas a ruiva voltava a se esconder e se esquivar... E se a raptasse? Essa ideia lhe parecia cada vez menos idiota.
Ali estava ela, deslumbrante e despenteada, dançando, com suas bochechas coradas... Era uma tentação com pernas grossas. Se ao menos fosse menos cabeça-dura!
A música parou e Lily começou a alongar os músculos. James conhecia essa parte. Agora ela colocava uma canção suave e se esticava; era quando a Dama Cinzenta se retirava. Como supunha, a ruiva se aproximou do rádio e procurou algo entre a porção de discos que tinha. Escolheu um e o pegou; parecia duvidar, mas ao final o colocou, indo até o meio da sala.
O coração de James quase saiu por sua boca quando começou a soar a música.
A canção de seu Anjo.
There can be miracles, when you believe
Podem acontecer milagres, quando você acredita
Então Lily começou a cantar e... Não, não podia ser... Muitas coisas passaram por sua cabeça de uma vez. Era sua voz, estava convencido. Era ela!
Though hope is frail, It's hard to kill
Embora a esperança seja frágil, é dura de matar
Who knows what miracles, you can achieve
Quem sabe quais milagres, você pode realizar
When you believe, somehow you will
Quando você acredita, de alguma forma você realizará
You will when you believe
Você realizará quando você acreditar
Lily desligou o som, em seguida. Essa música lhe fazia recordar coisas que era melhore esquecer. Por que tinha colocado esse CD? Ouviu então um golpe seco, que parecia vir da porta. Lily virou-se e se aproximou para ver o que estava acontecendo. Não havia ninguém no corredor. Confusa, voltou a fechar a porta atrás de si. Minutos depois, chegaram Elise e Kate, discutindo sobre olhos e ouvidos interiores.
...
Tracy e Artemis se separaram dos três Marotos para enviar suas aplicações ao Ministério da Magia, que as distribuiria pelo correio trouxa. Logo desceram para jantar, esperando encontrar Lily, Elise e Kate por ali.
Entraram no Salão Principal e se dirigiram à mesa da Grifinória. Assim que passaram ao lado das NTCMSP, elas juntaram suas cabeças com um pouco de dissimulação e começaram a cochichar com menos ainda. Tracy inspirou profundamente e se sentou à mesa.
- Sempre a mesma coisa - murmurou, enquanto se servia de salada.
- Por que você não fala alguma coisa, princesa? - Artemis sentou-se ao seu lado e se serviu de purê. A garota franziu o cenho. - Coma. Se só comer salada, seu nariz vai ficar verde.
Tracy levou suas mãos ao nariz, instintivamente.
- E o que eu falaria? Por favor, parem de cochichar sobre mim quando eu estou por perto, fingindo que não estão fazendo nada quando na realidade têm toda a intenção de que eu perceba o que fazem?
Artemis se perdeu na metade do discurso.
- Como você gosta de complicar a vida - murmurou.
Ouviram-se risinhos dissimulados. Tracy ergueu a cabeça e viu suas companheiras de dormitório olhando para ela.
- Se eu soubesse usar a varinha para algo mais além de secar o meu cabelo... - sussurrou.
Artemis começou a rir, ao seu lado.
- Oh, não ria de mim também! - queixou-se a loira.
- Estou rindo com você, Tracy - disse Artemis. - Já te disse várias vezes, você é engraçada.
- E nada atraente - murmurou Tracy, com um sorriso de lado.
- O que disse? - perguntou o garoto, desconcertado.
- Você me falou uma vez que eu era bonita, mas nada atraente - lembrou ela, olhando em seus olhos. - Me aborreci bastante, sabia?
- Eu realmente disse isso? - exclamou Artemis, fingindo surpresa. - Não estava falando sério - e meteu um pedaço de bife na boca.
- Pare de rir de mim - voltou a protestar, batendo no garoto com o guardanapo. - Você se lembra perfeitamente.
Artemis ignorou o golpe e cortou outro pedaço de bife.
- Quer saber? Você me estressa! - exclamou Tracy, começando a comer o purê, ainda lhe olhando de relance. - Está com o queixo sujo - murmurou.
Artemis pegou um guardanapo e o levou em direção ao queixo, mas não conseguiu limpar a mancha. Tracy pegou o guardanapo e limpou o rosto do garoto.
- Aprende a comer - sussurrou, sorrindo. Ele sorriu de volta, e meteu outro pedaço de carne na boca.
- Purê! - uma centelha ruiva sentou-se a frente dos dois. - Estou morta de fome! - exclamou Lily, gulosa.
Elise e Kate sentaram-se ao lado da ruiva.
- Que novidade - disse Kate, sem emoção. - Você, com fome? Isso é um mal sinal, o preço do pão vai subir.
Lily não respondeu, pois já estava com as bochechas cheias de comida.
- Enviaram as aplicações? - perguntou Elise, enquanto se servia. Tracy e Artemis assentiram.
- Conversamos um pouco com Sirius, Remus e Peter, e logo depois mandamos tudo - explicou Tracy.
- James não estava com eles? - questionou Kate, distraída.
- Claro que não estava - respondeu Elise, antes de Artemis, que iria dizer não. - Não lembra que cruzamos com ele quando subimos para ver a Lily? Ele estava descendo da Torre Norte.
- Ah, sim! - exclamou Kate. - Com uma cara de trasgo com diarreia.
- Estamos comendo! - reclamou Tracy.
Então Lily começou a tossir, e quase se engasga. Elise lhe deu uns tapinhas e pouco a pouco a ruiva voltou a respirar normalmente.
- Ele estava descendo da Torre Norte? - perguntou, ansiosa.
Elise e Kate se olharam.
- Sim, vinha dali - concordou a loira. - Nós o encontramos perto da sua sala, agora que está dizendo...
Lily começou a ficar pálida. A música, o ruído, ela cantando... mas era impossível! Ele não tinha como saber que ela ensaiava ali. E como saberia? Parou para pensar. Por isso descobrira sobre as marcas em suas costas! Ai, meu Deus!
- Aconteceu alguma coisa, Lily? - perguntou Artemis.
- Ele descobriu sobre o Halloween - murmurou, antes de sair correndo.
...
- E James não apareceu? - perguntou Sirius, enfiando a cabeça na porta do dormitório.
Peter e Remus negaram com a cabeça.
- Como teremos uma festa da vitória sem a porcaria do capitão? - murmurou Sirius, fechando a porta atrás dele. - Estão com o mapa?
- Não sabemos aonde está - respondeu Peter. - Ele virá quando quiser. Provavelmente está em uma comemoração mais íntima...
Sirius o olhou de lado e Remus pareceu se contorcer um pouco. Tampouco tinham visto Lily.
- Bem, vamos descer? - apressou-os Peter.
...
- Não está no quarto - anunciou Elise, descendo as escadas dos dormitórios femininos. - E também não está no armário de vassouras do segundo andar, que é onde ela sempre se esconde.
- Se duvidar está na Floresta Proibida - arriscou Kate.
- Shhh, Tracy está vindo - sussurrou Artemis. - Já voltará, fiquem calmas. Ela sabe se cuidar.
- Estou mais preocupada por James, se ela o encontrou - respondeu Kate.
Tracu chegou até eles, vestida em um jeans bem justo e com uma camiseta branca e lisa. Artemis a olhou, deixando escapar um pouco de sua surpresa.
- Vamos tomar alguma coisa? - perguntou aos três amigos, que assentiram. - Lily não vem?
- Não está muito bem - respondeu Kate. - Indigestão, provavelmente.
- Oh, ela está no quarto? - perguntou a loira. - Talvez eu pudesse ficar com ela um pouquinho e...
- Não, está na Ala Hospitalar. Já sabe... para repousar - disse Artemis. - Enxaquecas pedem repouso.
- Mas não era indigestão? - perguntou Tracy, confusa.
-É que a indigestão subia para sua cabeça - explicou Kate, pegando uma cerveja e assassinando Artemis com o olhar.
Tracy encarou os três, erguendo uma sobrancelha. Então Peter se aproximou deles.
- Vocês por acaso não viram o James, né? - perguntou o garoto.
- Não... - respondeu Tracy. - Ele não virá celebrar a vitória?
- Sei lá... é que desapareceu esta tarde. E Evans?
- Na Enfermaria, com uma indigestão que subiu à cabeça - a garota disse. Peter ergueu as sobrancelhas, mas foi embora. - Já parecia um pouco doente no jantar - apontou, olhando de novo aos seus amigos. - Ficou toda pálida quando soube de James... - a loira franziu o cenho. - Um momento... Lily não está com nenhuma indigestão, né?
As caras de culpados dos três amigos confirmaram que não, que o que Lily menos tinha no momento era indigestão.
- Olha, Tracy, o que aconteceu é que... a história é um pouco longa.
E entre os três, contaram toda a história à loira, que começou a entender algumas coisas, como a mudança de comportamento de James, a pluma que levava no pescoço e as insinuações feitas por Lily. Uma vez terminada a história, sentados em um lugar afastado no Salão Comunal, os três esperavam uma reação raivosa da parte de Tracy... uma reação que nunca chegou.
- Mas... mas... É TÃO BONITO! - exclamou, entusiasmada. - É amor de verdade! Sabia que eles se gostavam, mas não tanto assim... Oh, como são tão idiotas ficando separados!
- Tracy, er... James era seu namorado e tal - lembrou Kate.
- E daí? Não estávamos apaixonados - suspirou. - Mas eles... tem que ficar juntos já! Por que estão demorando tanto?
Elise começou a rir, enquanto Artemis coçava a cabeça.
- Nossa teoria é que Lily gosta de ser do contra. Até um gnomo com lobotomia perceberia que são feitos um para o outro, mas...
- É a Lily - completou Kate.
- Assim que agora a única coisa que podemos fazer é esperar - suspirou a morena.
Tracy assentiu. Ficaram conversando mais um pouco, até que Elise viu Remus sozinhos, e decidiu conversar com ele. Kate levantou-se para buscar outra bebida; seu olho interior ainda tinha conjuntivite, mas achava que tinha percebido o que Elise quis dizer quando viu Artemis olhando para Tracy. O problema era que agora ela estava sozinha... Sentou-se em uma mesa; logo surgiria alguém para matar o tempo junto com ela.
- Kate. - Certo, por que quando dizia alguém, tinha que ser o Sirius? - Posso sentar?
- Essa é uma mesa reservada para fracassados sociais - disse, sem nenhuma emoção. - Por sua conta e risco.
Sirius emitiu algo parecido a um grunhido, e sentou-se ao seu lado.
- Não me crucifique por isso, Kate... não voltei a fazer nada parecido. Me perdoa - falou, sorrindo.
Kate o olhou de relance, tentando parecer desgostosa, tomando um grande gole de sua cerveja.
- Apague esse sorriso da sua cara se quiser que eu te perdoe - disse a garota. Sirius obedeceu imediatamente.
- Estou perdoado? - tentou.
- Está perdoado sim - respondeu, rindo, não conseguindo aguentar mais tempo séria. - Mas na próxima vez que fizer algo assim, te deixarei sem a licença do padre, está claro?
- Claríssimo - falou ele. - E, bem... Como está seu namorado?
Kate o encarou, negando com a cabeça.
- Não estamos começando bem, Sirius.
- Por quê? - perguntou o garoto, com falsa inocência, acabando de um gole com sua cerveja. - Somos dois amigos conversando sobre nossas vidas amorosas... Não vejo nada demais.
- Não?
- Em absoluto.
Kate o encarou alguns segundos, e logo seu olhar passeou pela festa.
- Ele não é meu namorado.
Sirius dava saltos de alegria em seu interior.
- Mas logo será - sentenciou, convencido.
Kate voltou a rir.
- Não pense que eu não sei o que está fazendo.
- O que estou fazendo? - perguntou, inocentemente.
- Não será tão fácil descobrir como estou com Fabian. Agora você merece sofrer um pouquinho sozinho - lhe deu um tapinha em seu ombro. - Boa noite, Sirius... - e se levantou.
Sirius levantou-se atrás dela, segurando sua mão e a fazendo dar meia volta. Logo, sorrindo, deu um beijo rápido em seus lábios.
- E não será tão fácil para você se livrar de mim, bebê.
Kate se soltou.
- Bebê? Bebê!
- Fica lindíssima quando se aborrece. Já te disseram isso? - tentou abraçá-la pela cintura, mas Kate escapou.
- Pare de beber - disse com a voz séria, antes de sair dali. De qualquer modo, no meio do caminho não pode evitar cair na gargalhada. Sirius ciumento e desesperado era ainda mais encantador.
...
- Vejo que veio sem seu guarda-costas importado - brincou Remus, enquanto Elise se aproximava dele.
- Eu lhe dei um dia de folga... Então, James também não apareceu, né?
Remus negou com a cabeça.
- E Lily? - perguntou, com certa ansiedade.
- Também não. Remus...
- Sim?
- James descobriu sobre o Halloween.
- O quê? - exclamou. Isso era a última coisa que esperava.
- Acho que é por isso que eles desapareceram - explicou Elise. - Lily, ao menos, disse isso.
- Merda...
- E bota merda nisso - sentenciou Elise, erguendo as sobrancelhas. - Por que esses adolescentes precisam ser tão complicados com esses assuntos?
Remus riu.
- Precisam ser? Você não é?
- Não, eu vou diretamente até meu objetivo - brincou.
- E já conseguiu? - perguntou, lançando-lhe um olhar significativo.
- Estou tentando desde o início do ano. Que seja direta não implica que o trajeto não seja lento - sorriu.
- E como vão as coisas?
- Bem, bem... Vamos tomar uma cerveja?
- O que quiser - respondeu o garoto.
...
Artemis e Tracy tinham se sentado em um divã, perto da janela, onde havia menos gente. Conversavam tranquilamente quando Rachel Rayan apareceu por ali.
- Tracy, querida, como está? - exclamou em uma voz afável.
- Bem, Rachel, obrigada por perguntar - respondeu Tracy, secamente. - Embora você pudesse ter me perguntado no dormitório, já que dormimos no mesmo quarto.
- Sim, sim, é mesmo. Que boba - disse, rindo. - Como te vi tão sozinha - Artemis ergueu as sobrancelhas, pronto para perguntar se ele fazia parte da mobília, quando Tracy p? uma mão em cima da sua e a apertou - vim te chamar para sentar com a gente.
- Não, obrigada, "querida". Estou muito bem aqui - respondeu ela, disposta a dar a conversa por terminada.
- Tracy! - exclamou a garota, brincando com uma mecha de cabelo. - As garotas estão preocupadas porque ultimamente você não anda com boas companhias... e não se ofenda, Alberto - disse, dirigindo-se ao garoto.
- É Artemis, e lhe falta muito para me ofender, fique tranquila - respondeu, com calma. - Agora, se não deixar, estávamos conversando e...
Rachel pareceu não se dar por vencida.
- Querida, você poderia ter qualquer garoto da escola. Não arruíne o que é por causa de um caprichozinho - cantarolou, sorrindo.
Isso pareceu ser o suficiente para Tracy.
- Se toca, que o problema são vocês! - gritou, levantando-se e chamando a atenção de todos. - Pela primeira vez na minha vida, eu tenho amigas de verdade e não vou deixar vocês se meterem com elas! Nem com Artemis, que é muito mais que você ou eu merecemos em um garoto!
- Tracy, não está sendo razoável - insistiu Rachel.
- Oh, Deus! Em que idioma quer que eu te diga para me deixar em paz? - suspirou. - Tudo bem, belos sapatos. Uma pena que sejam feitos para garras de águias!
- Perdão? - perguntou Rachel, ofendida.
- Oh, não sabia? - exclamou de novo a loira. - As harpias têm patas de águias!
Rachel grunhiu e virou-se.
- Não espere voltar depois disso.
- Amém! Não pensava voltar! - gritou, antes de se deixar cair sobre o divã.
As pessoas ficaram observando a cena, mas aos poucos voltaram a fazer o que faziam antes.
Artemis olhava fixamente para Tracy.
- E você, o que está olhando? - perguntou irritada, desviando o olhar.
- Foi muito bem, princesa - disse, ao que ela assentiu. - Ah, e obrigado.
- Por? - questionou, erguendo-se e olhando-o nos olhos.
- Pelo elogio de antes, que disse para a Rayan.
- Não era um elogio - contestou, corando e olhando para outro lado.
- Ah - falou Artemis. Ela o olhou de relance.
- Bem, e então? - perguntou a garota depois de um momento, impacientemente.
- Então o quê? - questionou Artemis, incomodado.
- Não tem nada a dizer? - suspirou.
Artemis corou ligeiramente.
- Bem , então... eu... isso... é um pouco difícil, porque não sei exatamente o que você...
Tracy exalou um suspirou e lhe rodeou o pescoço. Logo aproximou tentadoramente as suas bocas, dando-lhe um beijo suave, e mais um outro. Então Artemis sorriu e colocou seus braços ao redor da cintura da garota, correspondendo ao beijo com mais intensidade, ainda se deleitando com o sabor de seus lábios carnudos. Afastou-a alguns centímetros, e ela abriu lentamente os olhos, como se estivesse enfeitiçada.
- Eu pensava que a princesa era sempre beijada - sussurrou o garoto, colocando uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha.
- Coisas do século vinte - disse Tracy sorrindo, aproximando-se novamente de Artemis.
- Uaaaaaaau! - exclamou uma voz feminina atrás deles, batendo palmas. Era Kate. Ambos lhe deram um olhar pouco tranquilizador. - Certo, certo... já estou me mandando - disse, rindo. - Também não precisavam ficar assim...
O retrato da Mulher Gorda abriu-se de repente, e os estudantes engoliram uma exclamação, temendo serem pegos em flagrante. Contudo, quem entrou foi James, muito circunspecto, cruzando o Salão Comunal como um furacão em direção ao seu dormitório. Imediatamente depois, o retrato voltou a se abrir e apareceu Lily, chorosa, apertando algo em sua mão.
- James! Espera, porra! - gritou assim que entrou, sem se preocupar que todo mundo estava lhes observando.
James parou ao pé da escada, e virou-se.
- O que você quer agora, Lily? Acho que a única coisa que falta para você acabar de ferrar comigo é cortar as minhas pernas!
- Se me deixar explicar...
- Está alguns meses atrasada - e subiu rapidamente para seu quarto, deixando a ruiva sozinha, sendo o centro de todos os olhares.
- Merda - exclamou, antes de subir correndo também para seu próprio dormitório.
Nota da Tradutora: Segredos revelados nesse capítulo. Só eu que adoro o Artemis e a Tracy, além da Elise e o Remus? Sei que o casal central da história é James e Lily, além de falarem muito da Kate e do Sirius, mas adoro esses outros casaizinhos. Sério, já que não dá para ter os Marotos, queria um Artemis pra mim!
Bem, nesse capítulo segredos foram revelados... O próximo então, está suculento. Já adianto o título "Sobre o amor e suas diferentes formas". Sugestivo, não? Infelizmente, o próximo capítulo só virá na próxima segunda-feira. Vou viajar para o casamento do meu primo e só volto semana que vem. Bem, enquanto isso, curtam esse capítulo e fiquem se perguntando se o James vai perdoar a Lily. Afinal, ela ficava se protegendo, alegando que o James só queria brincar com os sentimentos dela... Mas no final, não foi ela quem acabou jogando com as emoções do garoto, com toda a história do Anjo e duvidando da paixão dele?
E não se esqueçam de deixar uma review, ok? Adoro ler o que vocês pensam sobre a história desse grupo. Até segunda!
