Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)
Tradutora: Mrs. Mandy Black
Shipper: Lily Evans e James Potter
Gênero: Romance / Humor
Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)
Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?
Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.
QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA
| Capítulo 20 - Briancando de esconde-esconde |
Lily estava lendo algumas das anotações de Aritmancia desde o meio-dia. Fazia quarenta horas - contadas pelo relógio - desde que estivera com James, mas tinha certeza de que aquela tarde estaria guardada para sempre com as poucas recordações especiais que uma pessoa tem durante a vida. Voltaria a vê-lo antes de retornar ao colégio, ou isso era o que ele tinha dito... Foi quando a campainha de sua casa tocou e ela desceu como um furacão para abrir a porta, um sorriso estampado no rosto. Tinha ficado sozinha esta tarde porque seus pais e sua irmã tinha ido jantar na casa de Válter Dursley, o buldogue que iria se casar com Petúnia. O sorriso desapareceu quando viu quem era.
- Você? - perguntou, meio aborrecida e meio incrédula. - O que está fazendo aqui, Snape?
Severus pareceu ficar incomodado quando ela usou seu sobrenome. Não era o habitual. Normalmente usava seu primeiro nome ou um apelido estúpido quando pretendia lhe irritar.
- Vim te ver - sibilou com sua peculiar voz. - Não vai me convidar para entrar?
Lily fechou a porta atrás de si.
- Vai embora, Snape. Acho que ficou bastante claro que não quero saber mais de você.
- Precisamos conversar, Lily. Isso tudo é culpa do Potter. Se ele não... se você não falasse com ele!
- James nunca me insultou por eu falar contigo e sente o mesmo ódio que você, senão mais. Agora, por favor, sai da minha casa - disse friamente.
Severus coçou o queixo; precisava manter a calma.
- Lily, ele mentiu para mim e eu simplesmente perdi a razão! Disse algo horrível sobre você! - exclamou.
Lily ficou paralisada. James tinha lhe insultado? Não, não podia ser. Agora não podia desconfiar dele.
- Não acredito em você, Snape.
- Não? Ele me disse que você o beijou - espetou, esperando uma reação alterada da ruiva.
Lily apenas piscou. Não queria que ele soubesse, mas a sinceridade de James estava acima disso.
- Não mentiu. Eu realmente o beijei e... mais de uma vez - disse, calma.
Severus emitiu algo parecido a um grunhido e se aproximou dela, até encurralá-la contra a porta.
- Mas você não entende nada, Lily? Potter é arrogante, manipulador e prepotente! Não deveria se relacionar com alguém como ele!
Lily estava começando a se irritar e ficar nervosa pela atitude de Snape. Afastou-se dele com um braço.
- E com devo me relacionar? Com você, que me insulta e me humilha quando não concorda com algo que eu faço?
O garoto fechou os punhos, e voltou a se aproximar.
- Então você não se importa de beijar qualquer bastardo que te dê um pouco de atenção, não é mesmo?
- Snape, não quero te magoar, mas você está me aborrecendo - murmurou a ruiva.
- Você não passa de uma vadia disfarçada de santinha. Não liga de me beijar também, certo? - disse, atraindo-a para si violentamente.
Lily notou como os dedos ossudos de seu amigo se cravavam em seus braços e a empurravam para ele, sem qualquer suavidade. Não podia acreditar. O que diabos pensava que estava fazendo? Lutou e afastou o rosto, tentando se livrar de suas mãos, mas ele tinha uma força que só a raiva poderia lhe dar.
- Ei, beija isso, Snape! - disse uma voz ao seu lado.
De repente Lily se viu livre da pressão do sonserino, e gritou assustada quando o viu cair aos seus pés. Olhou para a direita e ali estava James, com o aspecto de quem tinha corrido muito e os olhos cheios de raiva. Tinha acertado na cara de Snape, que tinha caído, pego totalmente desprevenido.
- James! - Lily ficou na frente dele para evitar que ele continuasse batendo em Snape, que já estava se levantando do chão, esfregando a bochecha inchada.
- O que foi, James? Vai se esconder atrás do seu brinquedinho? Venha aqui e tenta me acertar de novo!
James tentou afastar Lily, mas ela ficou cravada no chão.
- Vai embora, Snape, ou será James que precisará me afastar de você, e duvido que ele consiga.
A ruiva o encarou com seus profundos olhos verdes, inflexível. Nunca a havia visto assim. Murmurou algo indecifrável e saiu rapidamente dali.
Lily não deixou de observar até que ele tivesse desaparecido rua acima. Logo se virou para ver James, a quem ela ainda segurava pelo pulso, olhando-o, constrangida.
- Não entendo por que ele fez isso... Nunca tinha feito algo assim, eu juro.
O moreno moveu levemente a cabeça, dando a entender que acreditava nela. Sem dizer mais nada, Lily abriu a porta de casa e convidou James para entrar. O levou até a sala e os dois se sentaram no sofá.
- Quer beber alguma coisa? - perguntou, muito consternada para se sentir incomodada.
- Não - percebeu o estado da garota. - Não vai me dizer que ainda está preocupada com o Snape! - exclamou, exasperado.
- Só não entendo por que ele se comportou desse jeito! - exclamou ela. - Ficou furioso quando eu disse que tinha lhe beijado...
James negou com a cabeça.
- O que foi? - a garota perguntou.
- Nada - respondeu James, dando a entender que havia alguma coisa.
- Diga - exigiu a ruiva.
James suspirou.
- Lily, o Ranhoso gosta de você - disse finalmente, entredentes. - E eu diria que gosta muito.
O silêncio imperou na sala. Lily pestanejou várias vezes seguidas.
- O quê?
- Você me ouviu - falou James.
- Mas isso... isso não é possível, James. Escuta bem o que está dizendo! É uma besteira sem tamanho.
O garoto deu de ombros.
- Pense o que quiser, mas estou falando a verdade. Agora não faz sentido todas as brigas que tivemos?
Lily o encarou, erguendo as sobrancelhas, e logo baixou o olhar. Talvez estivesse fazendo sentido agora. Mas Snape... era surreal.
- Por isso ele tentou me beijar - disse mais para si mesma do que para James.
Ele a olhou, visivelmente enjoado.
- Lily, eu agradeceria se não falássemos sobre o Snape - murmurou, mais como uma ordem que como um pedido.
Ela agitou a cabeça e assentiu.
- Como você veio? - perguntou, para mudar de assunto.
- De Nôitibus Andante - respondeu, arregalando os olhos e fazendo-os girar.
Lily se pôs a rir.
- Pobrezinho - consolou, com uma voz doce. - É um tantinho covarde, não?
- Covarde?! - exclamou, fingindo-se de ofendido. - Deixe-me lembrar que está falando comigo, que enfrento todo mês um lobo feroz e arrisco a vida jogando Quadribol.
- Anda, vou te mostrar a casa.
O cômodo que James pareceu gostar mais foi o quarto de Lily. Passaram um tempo vendo fotos de quando ela era pequena, de Hogwarts e com seus pais e irmã. Ela também lhe apresentou Betty, a coruja orgulhosa.
- E essa foto? - perguntou James, apontando para uma em que ela, Kate e Elise sorriam, vestidas de holandesa.
Lily sentou-se ao seu lado na cama, e pegou a foto. Kate estava bocejando, enquanto Elise e ela davam tchau.
- É do verão passado. Trabalhamos em uma sorveteria que abre apenas no verão - suspirou. - O trabalho é ótimo e ninguém passa calor, mas o uniforme é horrível - disse.
- Eu acho que você está muito sexy com esses sapatinhos pontudos e essa saia armada - brincou James, ganhando um tapa com a almofada. - ei, vou te denunciar por agressão a um menor! - completou, pegando a almofada e derrubando-a sobre a cama.
Quando se ouviu o carro do Sr. Evans sobre a calçada que levava à garagem da casa, James e Lily ainda estavam na cama, e teriam permanecido ali se Betty não tivesse começado uma revolta dentro de sua gaiola. A coruja adorava a mãe de Lily, que sempre lhe dava guloseimas, e por isso sempre se emocionava quando a via. No início, a ruiva não prestou muita atenção, mas o animal estava fazendo muito barulho. Lily abriu um olho, aborrecida, pronta para fazer a coruja ficar quieta, quando finalmente compreendeu a razão de seu nervosismo.
- Meu pais! - exclamou, tirando James de cima dela e deixando suas roupas e seu cabelo em um estado decente.
James também começou a correr por todo o cômodo, enfiando-se em suas calças e colocando a camisa, e logo ajudou a garota a deixar bem o edredom bem esticado.
Justamente quando a Sra. Evans abriu a porta, Lily se jogou na cama com um monte de pergaminhos, enquanto James pegou um livro da mesa da ruiva e se deixou cair em uma cadeira perto da cama, com o livro aberto no colo.
- Lily! Você não me disse que esperava visita! - exclamou a Sra. Evans assim que viu James sentado na cadeira.
Lily levantou da cama e foi beijar a sua mãe.
- Mãe, esse é James Potter, um... amigo. Ele veio para me ajudar em... em... Transfiguração - a garota sorriu, e James cumprimentou a senhora timidamente, levantando-se de sua cadeira.
- Encantado, senhora - disse, educadamente.
- Onde está minha ratinha? - o Sr. Evans entrou sorrindo no quarto, abraçando uma envergonhada Lily. Logo notou a presença de James, que o observava e sorria. - Quem é você?
- Papai... - murmurou a ruiva.
- É um amigo da sua filha - explicou a Sra. Evans sorrindo, sem tirar os olhos dos dois jovens. - James Potter. Estão estudando.
- Encantado - James voltou a dizer.
O pai de Lily apenas assentiu com a cabeça.
- Bem, James... - começou a ruiva.
- Eu já estava indo embora - explicou o garoto, que tinha mais habilidade em mentir. - Preciso pegar o ônibus.
A mãe de Lily, que continuava sorrindo, concordou; o pai simplesmente o encarava fixamente.
- Eu te acompanho - disse Lily, pegando um casaco e entregando o de James ao garoto. - Já volto.
Abriu caminho entre seus pais e James a seguiu, despedindo-se com um aceno de mão do Sr. E Sra. Evans. Quando desciam as escadas, ambos suspiraram e se entreolharam com cumplicidade. A mentira tinha colado. Lily acompanhou James até a esquina da rua e lhe deu um beijo suave antes que James erguesse a varinha e escutassem o inconfundível apito do Nôitibus. James continuou beijando-a e a rodeou com os braços, para apertar o corpo dela contra o seu, enquanto o beijo se aprofundava.
- Cahem... Vão subir?
Os dois pararam, corados, e James subiu no ônibus.
- Nos vemos no trem, ratinha - disse, antes do veículo púrpura sair em disparada.
A garota sorriu sozinha no escuro, e voltou para casa, cantarolando uma canção.
- Ela tem um namorado! - exclamou emocionada a Sra. Evans, quando escutou a porta de casa fechar. - E que garoto mais bonito!
- Parece um imbecil - murmurou seu marido, mau humorado, descendo para a sala de estar.
- Se Albert Einstein estivesse com a sua filha, você também o acharia um imbecil - alfinetou. - Que fofos! - ambos se sentaram no sofá.
- Se ele colocar uma mão em cima da minha filhinha, eu a corto fora - resmungou o homem.
A Sra. Evans beijou a bochecha dele com doçura, e apoiou a cabeça em seu ombro.
...
Elise e Kate chegaram à estação de King's Cross faltando cinco minutos para a partida do trem; a morena tinha insistido em pegar o metrô até lá. Colocaram suas bagagens em um carrinho e começaram a correr entre as plataformas 9 e 10. Sirius, Peter e Remus as esperavam ali.
- Um pouco mais tarde e chegamos no dia da formatura! - queixou-se Peter, quando ambas os alcançaram, arquejando.
- É culpa da Elise! Nos perdemos no metrô - protestou Kate.
- Não teríamos nos perdido se tivesse deixado o mapa comigo!
- Podemos deixar isso para depois? - exclamou Remus, pegando os carrinhos das duas garotas e atravessando o muro que havia entre as plataformas.
Elise e Peter o seguiram, correndo, e logo depois Kate e Sirius atravessaram, de mãos dadas. Remus já estava colocando as bagagens no trem, então Elise e Peter correram para ajudar.
Um segundo depois que Kate colocou o pé no vagão, o trem apitou e começou a se mover.
- Encontramos um compartimento vazio no final do trem - anunciou Sirius.
- O trem está praticamente vazio - falou Elise -, certamente não é tão difícil assim encontrar uma cabine. Viu só? - abriu a porta do compartimento mais próximo. - Vazio!
Sirius a olhou, chateado, e Kate se pôs a rir, segurando sua mão.
- Venha, vamos até esse compartimento que vocês encontraram. Tenho certeza que é ótimo... - Sirius também sorriu.
- Não o mime, Kate, que logo estará insuportável - queixou-se Elise, mas sua amiga não ligou.
Chegaram à cabine onde os Marotos tinham deixado seus malões e encontraram James e Lily, um de frente para o outro, conversando e sorrindo para os amigos que entravam.
- Pegou o metrô, certo? - perguntou a ruiva, levantando-se para guardar as bagagens de suas amigas. James fez o mesmo.
- Lily, acho que não vai caber tudo aqui - disse o garoto.
A ruiva assentiu.
- Vamos levar os nossos para o vagão dos monitores? - propôs.
- Sim. Espera, eu te ajudo com isso. É bastante pesado.
Com a ajuda de Sirius e debaixo do olhar atônito de Kate e Elise, James e Lily desceram seus malões e colocaram os das garotas no lugar. Logo saíram da cabine e se despediram por um momento: precisavam patrulhar os vagões e ver se todos os alunos estavam ali.
Kate e Elise continuaram olhando para a porta do compartimente, como se um anjo tivesse acabado de passar por ela.
- Quem são esses dois e onde se meteram James e Lily? - perguntou Kate.
- Espera um instante... O que está acontecendo aqui? - perguntou a morena, olhando os Marotos. - Por que Lily e James não estão cada um em um extremo do trem, escondidos em um cantinho se autocompadecendo e tentando evitar o outro? - sentou-se.
- Quando eu cheguei, encontrei os dois assim - explicou Peter, como se Elise estivesse procurando pelo culpado. Remus assentiu.
Sirius passou a mão pelo cabelo e se sentou em frente a sua prima.
- Agora que você falou... James está um pouco esquisito desde que voltamos da casa do nosso tio. Desde então, não está mais de mau humor. E me contou que tinha se acertado com a Lily, que voltaram a ser amigos ou algo assim.
- Voltaram? Alguma vez eles foram amigos? - perguntou Peter.
- Claro que sim - suspirou Elise. - Uma amizade... complicada. De qualquer forma, não entendo isso - acrescentou, pensativa.
- Isso o quê? - questionou Kate.
- Eu também não - disse Remus. - Não viram como se comportaram há pouco?
Elise assentiu.
- Acho que vocês estão quebrando a cabeça por nada. Se duvidar, simplesmente se cansaram de brigar - falou Peter, olhando para a janela.
Todos refletiram sobre a explicação de Peter; era tão improvável que poderia ser verdade.
- Penso que... - começou Sirius.
- Isso é mentira - interrompeu Elise. - Para pensar, você precisaria de um cérebro.
Sirius fez um gesto de desdém e cruzou os braços. Imediatamente Kate começou a lhe fazer carinhos para que ele dissesse o que pensava, enquanto o resto das pessoas na cabine reviravam os olhos e Sirius se deixava mimar.
...
- O que achar que eles pensaram? - perguntou Lily a James, enquanto iam para o vago dos monitores.
- Que nossos cérebros derreteram de tanto estudar ou que inalamos muito vapor na aula de Poções - respondeu James, dando de ombros, fazendo Lily rir. - Sirius não vai demorar para perceber - disse depois.
- Elise e Artemis também não - murmurou Lily.
- Bem, não importa se eles souberem, certo?
- Sim, mas...
James passou o braço pelos ombros dela.
- Já sei. Você e seu amor pelo anonimato.
- Nem todos nós estamos acostumados a sermos mundialmente conhecidos - resmungou Lily.
O garoto revirou os olhos. Ela o olhou com a mesma cara que usava com seu pai.
- Não me olhe assim... Eu conheço esses olhares, fui eu que inventei - disse o garoto.
Então foi a vez dela de revirar os olhos.
...
- Ei, Mike! Já te apresentei a minha namorada? Se chama Kate - disse Sirius a um jogador de Quadribol da Lufa-lufa, que os cumprimentou, confuso. - Venha, Kate, que agora eu vou te apresentar ao Dumbledore.
- Eu conheço o Prof. Dumbledore - falou Kate.
- Sim, mas ele não sabe que é a minha namorada.
- Sirius, é sério, não acho que seja necessário - suplicou a garota, detendo-o antes que entrasse no Salão Principal. - Sei que não se importa mais de ser visto comigo. As pessoas vão acabar sabendo da gente aos poucos, ok?
Sirius a encarou, um pouco contrariado.
- Você tem vergonha de mim? - perguntou, um pouco nervoso. Ela o abraçou pelas costas.
- Claro que não... Mas estou com fome, vamos jantar - e o tomou pela mão, para entrarem no Salão Principal.
Os demais os seguiam um pouco mais atrás, pois tinham acabado de chegar à escola. Entraram com todos os alunos que voltavam de casa e foram até a mesa da Grifinória, onde Artemis, Kate, Tracy e Sirius guardavam seus lugares. O resto dos grifinórios pareceram se surpreender ao verem todos juntos, e imediatamente cochichos foram ouvidos.
Enquanto isso, Peter tinha ido cumprimentar suas amigas, as garotas do NTCMSP, que começavam a ficar ligeiramente azuis, de raiva. Eram elas que se sentavam ao lado dos Marotos e não essas... coisas.
Gilda se levantou de seu assento, furiosa, e caminhou até onde eles estavam, desenhando um sorriso perfeito em seus lábios.
- Olá, garotos! - exclamou com falsa alegria. - Não vão se juntar a Peter para nos contar como foram suas férias?
- Em outro momento, Gilda. Agora estamos jantando - desculpou-se Remus, voltando para sua conversa com Sirius e Artemis.
- Ora, vamos! Podem jantar ali com a gente...
- Mas acontece que eles estão jantando aqui - disse Tracy. - Gilda, não quero mais ceninhas, certo? Estamos jantando - repetiu.
- Acho que não estava falando contigo, Tracy - resmungou a garota.
- Mas sim com a gente - falou Sirius. - Se quiserem, venham vocês jantar aqui, nós não vamos nos mudar - a garota franziu os lábios. - Aliás, conhece a minha namorada? É a Kate - disse, rodeando pela cintura a loira, que deu um pequeno salto no banco e o olhou, reprovando sua atitude.
Gilda mordeu os lábios.
- Sim, já a conhecia. Está certo, conversaremos em outra ocasião - tentou disfarçar a raiva em sua voz, mas soou um tanto estridente.
- Sirius! - lhe repreendeu Kate, quando a outra se afastou.
- O quê? Ela veio só para aborrecer - disse, dando de ombros e sorrindo. A loira sentiu seus joelhos tremerem.
Tracy então contou a Sirius e Elise que já tinha tido sua dose daquelas cenas antes. Falou sobre o banho de suco de laranja que deu em Gilda e de como todas estavam furiosas desde então, tentando colocar o mundo todo contra eles.
- Felizmente, eu continuo tendo os meus contatos - completou Tracy. - Não vai ser tão fácil me afundar. Eu ainda sou Tracy Chambers!
- E nós somos os cavaleiros da Távola Redonda! Deus salve a Inglaterra e sua rainha! - exclamou Lily, fingindo ser tomada pela emoção.
Todos, inclusive Tracy, se puseram a rir.
Depois do jantar, ficaram um pouco no Salão Comunal, ficando sozinhos pouco a pouco. Kate decidiu ir deitar e se despediu de Sirius, beijando-o como se não fosse se ver por seis meses.
- Acabei de comer - resmungou Elise.
Artemis e Tracy também se beijaram e desejaram boa noite a todos. Depois de um tempo, Sirius e Elise subiram também.
- Bem, já deu a hora de irmos para cama, não? - disse Remus, bocejando. - Vai subir, James?
- Hmmm... Estou morrendo de sono, mas Lily e eu precisamos terminar uma coisa...
- Para a próxima reunião de monitores - completou a ruiva. - Um saco, mas é necessário - disse, sorrindo.
Remus assentiu e desejou boa noite aos dois, antes de desaparecer pelas escadas que levavam ao dormitório dos garotos. Assim que escutaram a porta se fechando, se jogaram um em cima do outro, beijando-se com vontade. Uns minutos depois, separaram-se para respirar; estavam começando a ficar tontos pela falta de oxigênio. Lily estava sentada no colo de James, e não tinha ideia de como tinha parado ali, nem em que momento a túnica do uniforme e a gravata tinham acabado no chão.
- Olá - disse James, rindo da cara de desconcerto da garota.
Lily apoiou a cabeça em seu ombro, e ele a abraçou.
- Sabe de uma coisa? Não sei por que não fizemos isso antes...
- Bem, talvez as ameaças de morte fossem um problema - brincou, separando-a uns centímetros para unir sua testa com a dela.
- Não eram ameaças de morte - ela se defendeu.
- Uma vez você quebrou um vaso na minha frente e disse que faria isso comigo... Como queria que eu interpretasse?
Lily não disse nada, mas voltou a lhe beijar suavemente, tomando o rosto do garoto entre suas mãos.
- Mas que piadista você é - murmurou.
Então ouviram um barulho de porta, e Lily rapidamente se afastou de James, deixando-se cair do outro lado do sofá, vestindo a túnica de qualquer maneira. O garoto franziu o cenho. Alguém descia.
- Lily, onde você colocou a pasta de dente? - a cabeça de Elise apareceu no alto da escada. - A minha acabou.
- No meu malão, no fundo...
- Sobe e mostra para ela - disse James, de repente. - Estou com sono. Nos vemos amanhã, Lily.
Lily ergueu as sobrancelhas, desgostosa, mas não disse nada e subiu para o dormitório. James parecia irritado.
...
Os exames tinham deixado de ser uma possibilidade remota e agora eram uma realidade próxima. Os professores se tornaram ainda mais insistentes sobre estudo diário e começaram a repassar nas aulas tudo aquilo que poderia cair nos NIEMs.
E o tempo absolutamente não ajudava ninguém a cumprir as ordens dos professores, pois os últimos dias de abril estavam sendo brilhantes e quente, assim como os primeiros de maio; era um convite atrativo para não fazer nada e desfrutar do sol perto do lago. Os estudantes precisavam usar toda a força de vontade que tinham para permanecerem fechados na biblioteca, estudando e praticando todo o tipo de encantamento.
Como dissera Kate, a maioria dos alunos de Hogwarts foram sabendo do seu namoro pouco a pouco, mas a relação causou menos fofoca que a de Tracy e Artemis. Entre outras coisas, porque todo mundo sabia que Sirius estava atrás da garota nos últimos meses e Sirius Black normalmente não precisava correr atrás de nenhuma aluna. Além disso, também era uma opinião generalizada que o casal não duraria muito.
Em uma das primeiras tardes de maio, as meninas saíram para estudar perto do lago. Para Tracy e Kate, tantos livros e pouco movimento estavam deixando-as loucas e acabaram armando um boicote para obrigar Elise e Lily a saírem nesta tarde. Lily e Elise aceitaram, mas levaram seu livros junto, apesar das reclamações das amigas.
Deitaram-se próximo a uma grande árvore, a poucos metros do lago. Tracy e Kate ficaram descalças e caminharam até o lago, para colocar os pés na água. Em cinco minutos estavam ensopadas dos pés à cabeça, jogando água uma na outra.
- Parecem crianças - disse Elise.
- São crianças - contestou Lily. - Ainda somos todas um pouco crianças, felizmente. Se não tivesse tanto que estudar, me jogaria na água com elas.
- Sim, esse negócio de estudar está começando a se converter em algo como comer ou respirar. Estou farta de não fazer nada diferente.
- Bem, você passa bastante tempo com o Remus - aventurou-se a ruiva.
Elise ergueu a sobrancelha e a encarou, com um semi sorriso no rosto.
- É, fico um pouco com o Remus... E antes que você pergunte, não, nós não estamos saindo. Mas isso não nos impede de termos uma amizade fantástica e umas sessões magníficas de beijos e outras coisas - terminou, muito tranquila.
Lily a encarou e piscou, repetidamente.
- E isso não se chama sair?
- Não, porque sou livre para fazer o que me der na telha, sem contar para ele. Não devemos nada ao outro. É uma amizade colorida.
- E se você se apaixonar por ele? Ou se ele se apaixonar por você?
- Quem disse que eu não estou apaixonada por ele?
Lily fez cara de quem não entendia nada.
- Lily, a última coisa que preciso é uma relação estável... e não apenas porque vou me mudar. Não digo que no final não acabe se tornando algo sério, mas não faço planos a longo prazo, somente alguns meses. Mas agora não. Não estou preparada.
Lily se perguntou porque Elise disse isso, mas sabia que a amiga não queria falar, caso contrário teria contado.
- E se ele dissesse que quer começar algo sério?
Elise refletiu.
- Não sei o que faria. Talvez aceitasse... Até que ele me pergunte, não sei o que faria.
Lily suspirou.
- E você e James?
- Do que está falando? - perguntou Lily, observando Tracy, que tinha jogado Kate na água e gargalhava.
- Ora, vamos. Eu vi vocês saindo detrás de uma tapeçaria. Estavam se beijando. Além disso, acha que não te vi toda desarrumada no dia em que chegamos, logo depois das férias?
- Não estávamos nos beijando - disse, com uma completa falta de convicção.
- Claro que não. Estavam apenas trocando saliva.
Lily ficou calada.
- Alguém mais sabe? - falou, segundos depois.
- Eu diria que Sirius também percebeu. E Remus comentou algo comigo no fim de semana passado, depois da lua cheia.
Lily não disse nada, apenas apoiou a cabeça nos joelhos.
- O que não entendo é por que estão escondendo dos outros.
- É por minha causa - suspirou. - Quero dizer, eu é que não quero que nos vejam juntos. Acho que James fica chateado por termos que nos esconder.
- Certamente... Acho uma besteira, Lily - disse Elise. - Quem se importa com o que os outros pensam da gente?
A ruiva encolheu os ombros.
- Não sei... já sabe que eu não gosto...
- Que as pessoas notem a sua existência. Eu sei. Mas quando se esconde, parece que você está fazendo algo ruim, que sente vergonha, e James deve ter essa sensação.
As duas continuaram observando Kate e Tracy, até que Elise se levantou.
- Dane-se! - tirou a túnica e se pôs a correr até o lago.
Kate e Tracy não esperavam, então Elise as jogou na água e começou a rir. De repente, ela também caiu. Agora era Lily quem ria. As outras três garotas uniram forçar e puxaram a ruiva para a água, todas rindo incontrolavelmente.
Pouco depois, as quatro garotas subiram ensopadas para o Salão Comunal, felizes e relaxadas para continuar estudando.
- O pior é que eu tinha escovado o cabelo... - murmurou Tracy, observando uma de suas mechas loiras, que agora estava ligeiramente ondulada.
- Mas acabamos tendo um fantástico banho de lama - brincou Kate. - Isso não é bom para a pele?
Tracy inclinou a sua cabeça, dando a entender que sim. Lily ficou na frente delas, começando a caminhar de costas.
- Bem... Eu fico com o chuveiro! - gritou, se pondo a correr até o Salão Comunal.
Elise decidiu na correr, mas Kate e Tracy saíram desembestadas atrás da ruiva, que já entrava na torre da Grifinória.
A garota pulou habilmente e seguiu correndo até o dormitório feminino. Porém, viu algo que a fez parar congelada onde estava, e voltar até a entrada.
- Não entrem - disse a ruiva para Kate e Tracy, que tentavam passar pelo quadro.
- Por quê? - perguntou Kate.
- Tem... baratas - explicou Lily.
- BARATAS? - perguntou Tracy, assustadíssima.
- Como tem baratas se estou escutando um montão de gente ali dentro? - questionou Kate de novo.
- Hmmm... - a ruiva tampou a entrada de Kate. - Estão gritando, ouviram? Estão tentando matar todas elas.
Kate ergueu a sobrancelha. Enquanto isso, Tracy, aproveitando um deslize da ruiva, ergueu a cabeça. Pulou para dentro do Salão Comunal. Lily viu e deixou Kate entrar, pousando a mão na testa, preocupada.
No teto estava preso uma bandeira com as palavras "A verdadeira Tracy Chambers", recheada por várias fotos. A loira estava em todas e, na maioria, sempre acompanhada por algum garoto, bêbada ou, o pior, as duas coisas.
Muitas pessoas observavam as fotos do cartaz e começaram a cochichar quando Tracy entrou no Salão Comunal. A garota encarou a todos de volta, com um gesto indefinido no rosto. Humilhada. Raivosa. O que todos estariam pensando dela? O que pensariam Lily, Elise e Kate? E Artemis? Olhou uma foto ao acaso, na qual beijava um sonserino que já tinha saído da escola, enquanto outro a agarrava pela cintura, em uma festa. Fechou os olhos com força e começou a sentir uma vontade terrível de chorar. Tinha vergonha dessas fotos e era como se cada uma delas a afastasse um pouco da felicidade que sentia a poucos minutos, no lago.
- O que está acontecendo aqui? - a loira se virou para ver Elise com cara de quem não estava de bom humor, esquadrinhando o Salão Comunal. Sentiu-se mal, muito mal, e correu. Foi quase impossível aguentar o trajeto até seu quarto sem chorar.
- Quem pendurou isso? - disse, então, Lily. A sala ficou em silêncio, exceto por umas risadinhas que vinham dos sofás. Gilda e suas amigas; era de se esperar. - Foram vocês?
- É um belo mural, verdade? - foi a única resposta de Gilda. Rachel baixou o olhar.
- Vocês são umas vadias! - exclamou Kate, encarando-as, furiosa. - Como podem pensar em fazer algo assim?
- Ela mereceu! - disse Gilda. - Por nos humilhar dessa forma. Acha que é melhor que a gente? Pois não é! Ela também é uma vadia!
Elise lhe deu uma bofetada e a garota proferiu um grito, mas não disse nada assim que viu os olhos da morena. Ela tinha a mesma cara ameaçadora de Sirius.
- Nunca insulte uma de minhas amigas. Entendeu ou precisa que eu tatue isso na sua testa com a minha varinha, para que você lembre cada vez que se olhar no espelho? - estava inclinada sobre ela e Gilda estava amedrontada. As outras NTCMS também não pareciam estar muito felizes.
- O que houve aqui? - Artemis acabara de entrar, com Peter e Remus. Provavelmente estavam assistindo o treino do time de Quadribol e agora olhavam as fotografias. Remus pulou um pouco e arrancou a bandeira da parede. Artemis tinha se aproximado de suas amigas, puxando Elise, que parecia estar a ponto de bater em Gilda novamente.
- Acho que isso é de vocês - falou Remus, jogando o cartaz para as garotas. - Nem de vocês eu esperava algo tão sujo e baixo. Tracy era sua amiga - completou, olhando-as com desdém. As garotas voltaram a baixar o olhar. Peter sentou-se com elas e examinou as fotografias, consternado: não havia nenhuma sua.
Artemis parou, olhando o cartaz brevemente.
- Onde está Tracy? - perguntou, desviando o olhar, imperturbável como sempre.
- No dormitório - respondeu Kate. O garoto caminhou para lá.
Kate ia lhe acompanhar, mas Lily a deteve e negou com a cabeça. Remus rodeou os ombros de Elise e a puxou para fora do Salão Comunal, certamente para que ela arejasse a cabeça e para que a raiva que sentia em todos os poros de sua pele se dissipasse. Antes de sair, a morena dedicou um olhar ameaçador para as garotas, que agora seguravam o mural.
- Não voltem a fazer algo assim, ou informarei o diretor - disse Lily, pausadamente. - Agora, e graças a vocês, cinquenta pontos a menos para a Grifinória - todos os alunos que ouviram, ficaram de queixo caído. - Agradeçam a elas - disse para as pessoas que a olhavam, esperando uma explicação.
- Só porque ela é sua amiga! - resmungou Gilda, com veneno na voz.
- Faça de novo, se quiser, com outra pessoa. Ficarei encantada de contar ao diretor e tirar outros cinquentas pontos... Sim, da minha própria casa - afirmou, encarando o resto dos alunos.
Kate e Lily também saíram do Salão Comunal, para irem até o banheiro dos monitores. Apesar de tudo, continuavam ensopadas.
...
- Abra a porta, Tracy - Artemis estava dentro do dormitório feminino, batendo na porta do banheiro, de onde saíam soluços inconfundíveis. - Sei que está aí. Abra.
Não obteve resposta. Artemis suspirou.
- Tracy, não precisa chorar. Não sinta pena de você mesma.
- Não estou sentindo pena de mim mesma! - exclamou com a voz aguda.
- Está chorando por uma coisa que não pode mudar, Tracy.
- Você não entende, Artemis! - gritou a garota, ainda dentro do banheiro. - Elas têm razão! Eu sou essa garota das fotos.
Fez-se um silêncio estranho, cortado apenas pelos soluços da loira.
- Sim, Tracy, é você. E daí? - perguntou o garoto.
- Como e daí? - exclamou, como se achasse que ele não a compreendesse. - Não viu as fotos? Não tem vergonha de mim? - disse, tendo certeza de que era isso que acontecia.
Artemis suspirou.
- Tracy, essas fotos não contam nenhuma novidade. Eu já sabia dessas coisas. Não vou dizer que isso não me aborrece...
- Viu só? - murmurou a garota, entre lágrimas.
- Mas o que importa para mim é que você não é mais assim, porque decidiu não fazer essas coisas. O que faz uma pessoa são suas decisões.
Novamente o silêncio imperou.
- Você escutou isso do Dumbledore - murmurou.
- E ele é um gênio - concluiu Artemis.
- Ele coleciona meias - apontou Tracy. Artemis não conseguiu segurar uma risada. - Mas isso é tão humilhante... - voltou a sussurrar. - Eu só queria que me deixassem em paz!
- Elas estavam chateadas e queriam se vingar de você, Tracy. Contudo, agora você sair daí com a cabeça erguida e mostras que está acima das besteiras delas.
- Não quero sair... - disse, baixinho.
- Venha, seja valente...
- Não, não é por isso. É que acabo de perceber que com a água do lago, todo o rímel escorreu pelo meu rosto. Estou horrível!
Artemis voltou a rir.
- Abre a porta para mim, princesa?
Tracy não respondeu, mas girou a tranca. O garoto entrou e a viu sentada na privada, limpando o rosto com papel higiênico.
- Então é assim que é um banheiro feminino? - disse, observando todos os potes, frasquinhos, embalagens e garrafinhas espalhadas pelas prateleiras.
Tracy sorriu e Artemis se ajoelhou diante dela, beijando suas mãos.
- Vamos, princesa. Não tenho muita experiência com essas coisas, mas acho que ficará melhor depois de tomarmos um bom sorvete de chocolate.
A garota franziu o cenho.
- O sorvete tem muitas calorias.
- Mas hoje você praticou muito esporte e chorou, então precisa de energia extra. Acho que podemos aceitar, não?
A garota o olhou, de relance.
- Podemos sim - logo beijou sua boca suavemente, rodeando seu pescoço com os braços. Ele pôs a mãos sobre suas pernas e as acariciou levemente. - Nenhuma das coisas das fotos... quero dizer, que... Oras, que... - retorcia as mãos, com nervosismo.
- Eu sei - fez carinho na bochecha dela, e a garota sorriu. - Vamos, que o sorvete de chocolate nos espera - completou, estendendo a mão. Tracy a segurou.
- Só espera eu me arrumar um pouco... Antes morta que com esse cabelo!
...
- Você está ensopada.
- Jura? Nem tinha notado.
- Estamos de mau humor, não é?
Elise somente encolheu os ombros, enquanto Remus colocava a própria túnica em cima da garota.
- Onde vamos? - perguntou uns minutos depois, enquanto subiam as escadas.
- Na realidade, a lugar nenhum. Estamos passeando para que você relaxe.
A garota o olhou, e continuou caminhando.
- Acho que já podemos voltar para a torre - Remus voltou a falar. Deu-se conta agora era Elise quem guiava os passos, e ele apenas a seguia. Sorriu. - Onde você está me lavando agora?
Elise não respondeu, mas agora sorria. De repente, parou, virou-se e puxou a gravata do lobisomem, colocando um beijo ardente nos lábios de Remus que, pego de surpresa, arregalou os olhos. Logo deu um beijinho em seu nariz.
- Estava precisando disso. Obrigada.
- De nada. Encantado por ajudar - ele brincou. - Acha que vai precisar de mais ajuda? Quero dizer, em um futuro próximo, tipo... agora?
Elise levou as mãos para a nuca do garoto, fazendo carinho com os dedos. Sorri enquanto ele a abraçava e a puxava contra seu corpo.
- Acho que precisarei de muita ajuda. - Remus enterrou sua boca no pescoço da garota, percorrendo com a língua a fina pele de sua garganta. - Oh, sim - murmurou -, bastante ajuda.
- Ahhhhhh! - gritou um voz. Ambos ergueram a cabeça, aborrecidos, para ver quem era.
- Você não - reclamou Elise, em um sussurro.
Nota da Tradutora: Olá mais uma vez. Bem, não foi tão difícil assim acertar quem era no final do capítulo passado, e definitivamente tampouco é complicado dessa vez. Afinal, só uma pessoa teria uma reação exagerada dessa. Bem, pessoal, reta final da fanfic. Faltam apenas mais três capítulos e acabou! E nesses três capítulos, a Lily precisa aprender a lidar com um relacionamento. Sério, quem em sã consciência esconderia James Potter? É um pecado isso! É óbvio que o garoto está achando que ela tem vergonha dele. Tadinho! James, venha para cá que tenho certeza que ninguém aqui teria vergonha de você, querido!
É isso, beijos e até semana que vem. E não se esqueçam de comentar. Apenas três reviews e alcançaremos 100!
