Autora: Hermione-weasley86 ( www. fanfiction u/ 528474/ Hermione_weasley86)

Tradutora: Mrs. Mandy Black

Shipper: Lily Evans e James Potter

Gênero: Romance / Humor

Fic Original: Cuando me di cuenta de que estabas ahí ( www. fanfiction s/ 1723590/ 1/)

Sinopse: Lily Evans e James Potter fazem parte de grupos completamente opostos em Hogwarts. Os caminhos dos dois se cruzam bastante durante o último ano, e James acaba decidido a conquistar a ruiva. Mas será que um ano é o suficiente para Lily passar por cima de toda a imagem que construiu de Potter?


Nota da Tradutora: Todos os personagens da série pertencem a J. K. Rownling e a história pertence à Hermione-weasley86. A mim só pertence a tradução.


QUANDO ME DEI CONTA DE SUA EXISTÊNCIA

| Capítulo 22 - Sobre resfriados e indecisões |

- Ah, não! - disse em um tom falso. - Mas você é virgem... Pode dizer para ela que...

- E vou continuar sendo até a hora que você quiser - respondeu Sirius, muito sério, no andar de baixo, cortando sua frase no meio.

Kate ficou sem palavras, surpreendida. Fechou a boca e o olhou fixamente, sem piscar. Algo muito intenso acabava de passar por coluna. Nesse momento, sentiu-se cheia de emoções contraditórias e a única coisa que lhe pareceu uma boa ideia era ir para a cama.

...

Lily achou que a conversa com James seria imediatamente depois do jantar. Tomou ar, resignada. Como Elise, Artemis e Remus sabiam de "tudo", deixaram os dois deliberadamente para trás e James lhe fez um sinal, para que o esperasse no começo de um corredor pouco frequentado. Ela se encostou contra a parede e James a encarou, o cenho um tanto franzido.

- Então? - perguntou, depois de alguns segundos.

Deu de ombros.

- Então o quê? - questionou. Ao menos não se entregaria tão fácil. Sabia o motivo de James estar chateado, e também sabia que ele não tinha razão.

- O que aconteceu com o Trust? - o garoto cruzou os braços e Lily o olhou, fingindo estar surpresa.

- Como assim 'o que aconteceu'? Ele se aproximou, me perguntou se queria ir ao baile com ele e eu respondi que não.

- Isso é tudo? - insistiu, como se soubesse que havia mais coisa.

- Sim, claro que é só isso.

- E por que você o cumprimentou na hora do jantar? - perguntou, irritado.

- Porque eu não sou mal educada e estava apenas retribuindo o cumprimento. James, isto é ridículo - desencostou da parede, pronta para ir embora. - Quando ficar curado desse ciúme repentino, estúpido e sem fundamento, me avisa.

Mas James a deteve com um braço, olhando-a nos olhos, intensamente. Lily voltou a sentir seus joelhos fraquejarem e percebeu que as mãos dele se encaixavam perfeitamente bem no corpo dela.

- O que foi? - a garota perguntou, engolindo em seco, com a voz entrecortada.

James continuou a encarando e logo a abraçou muito forte, apoiando a testa no cabelo dela e apertando sua cintura por alguns instantes. Voltou a se separar dela.

- Fiquei tanto tempo... - suspirou, não sabendo muito bem como continuar, e voltou a fixar os olhos nos dela. - Você é tão escorregadia, Lily. Eu te amo.

A garota ficou tensa embaixo dos braços de James, e ele percebeu. Ele precisava escutá-la dizer, era notável que estava inseguro... O fato de ela insistir em se esconder não ajudava nem um pouco. Contudo, não podia. Ela não podia dizer essas coisas. Não sabia dizê-las. Apenas se limitou a beijá-lo nos lábios e sorrir.

- Vamos para o Salão Comunal - sussurrou, em seguida.

Antes de se virar, ela viu a expressão de incerteza do Maroto e se sentiu culpada, muito culpada.

Continuaram estudando por um tempo no Salão Comunal, ocupando as poltronas e as mesas livres. Para distrair James, Lily perguntou sobre os treinos de Quadribol e como estavam se preparando para a próxima partida, mas isso tampouco foi de muita ajuda. Mordeu o lábio, pensativa. Sabia o que precisava fazer... poderia perdê-lo apenas por causa disso?

Nos dias seguintes, alertadas pela crise entre Kate e Sirius, uma multidão de alunas se aproximou do Maroto, com gestos carinhosos e com vontade de animá-lo. Isso serviu para piorar o humor de Kate, que adotava uma pose altiva e de indiferença cada vez que Sirius a observava. Ele tampouco parecia muito confortável com o assédio feminino, pois isso não estava lhe ajudando a ajeitar as coisas com sua namorada.

James continuava com o mesmo olhar sombrio e caído, ainda sem dizer nada a Lily, que também já começava a ficar angustiada. Ela tentava falar várias coisas, mas as palavras pareciam travar em sua garganta antes que pudesse pronunciá-las.

Dois dias antes da partida de Quadribol e uma semana antes do início dos exames, enquanto as garotas e Artemis tomavam café da manhã juntos - os Marotos estavam um pouco mais afastados, porque Kate evitava se sentar perto de Sirius - o correio chegou. Os cinco estavam no meio de uma discussão sobre qual NIEM seria o mais fácil, História da Magia ou Adivinhação, quando uma coruja enorme e completamente branca deixou cair um grande envelope diante de Elise, e outra largava uma carta normal em cima de Kate. Pela expressão da morena já se podia dizer que ela estava esperando por aquilo. Pegou o envelope rapidamente e confirmou o remetente, para logo em seguida se desculpar atropeladamente e sair correndo do Salão Principal. Lily olhou para Artemis, que assentiu.

Sim, ele também tinha visto como as mãos de Elise tremiam, além da expressão de preocupação que tomou conta de seu rosto. Olhou para os Marotos; Remus observava a porta do Salão Principal. Ele também tinha notado?

Sirius, por sua vez, parecia estar mais focado em Kate, que abria o envelope com um sorriso.

- É do Fabian - murmurou para si mesma, puxando um papel de dentro. - Diz que vai voltar a Londres semana que vem, e que é impossível comparar Beauxbeatons com Hogwarts.

Kate continuou lendo com um sorriso no rosto, enquanto os demais voltavam suas atenções para seu café, Lily e Artemis não tão felizes quanto a amiga.

Elise não estava na primeira aula, nem na segunda. No intervalo entra as aulas, Lily, Artemis, Kate e Tracy a procuraram pela escola, mas não havia nem rastro dela. Ficaram ainda mais preocupados. Tampouco apareceu na terceira aula, e desta vez Remus também faltou. Ao menos isso os animou um pouco. Quem sabe ele não tinha a encontrado?

Nenhum dos dois apareceu na hora do almoço e James perguntou a Lily se ela sabia de algo, antes de sentar para comer ao seu lado, mas a garota negou com a cabeça. James continuava parecendo triste.

Sirius, para desgosto de Kate, também se sentou para comer com eles e não tirou os olhos de cima dela. Kate voltou a ignorá-lo deliberadamente, mas isso ficava cada vez mais difícil... Talvez ela tivesse mesmo exagerado... Porém, isso não isentava Sirius da culpa de ter se deixado levar por Monique. Ainda que aquilo que tinha lhe dito nas escadas fosse tão... romântico. Bem, poderia não parecer à primeira vista, mas na realidade era sim. Precisava pensar...

...

Remus tinha observado Elise disfarçadamente durante o café da manhã, como sempre fazia. Viu a expressão em seu rosto no momento em que comprovou de onde o envelope vinha e percebeu que algo não estava bem. Passou a primeira aula olhando constantemente para a porta da sala, esperando ver a morena entrar, cada vez mais ansioso. No intervalo, procurou por Lily para perguntar se ela sabia de alguma coisa, mas a garota tinha desaparecido. A segunda aula foi ainda pior. O que tinha acontecido com Elise? Ela nunca matava aulas. Até mesmo brigava com as amigas quando elas fugiram daquela chatice que era Adivinhação! Tomou uma decisão: iria procurar o Mapa do Maroto e teria certeza, sem que ela percebesse, se Elise estava bem.

Sem dar explicações aos seus amigos - já que pensava que chegaria a tempo para a próxima aula -, subiu ao dormitório e procurou Elise por todo o mapa. Levou um tempo para encontrá-la: estava na Torre de Astronomia, parada.

Pegou sua mochila e guardou o mapa. Saiu correndo para lá, atropelando vários alunos que se meteram em seu caminho. Quando chegou às escadas que levavam à sala da torre, parou em seco e tomou ar. Não podia fazer ruído, deveria praticamente ficar sem respirar, ou Elise o ouviria rapidamente. Subiu come extremo cuidado. A porta estava fechada, então abriu suavemente uma fresta, apenas o suficiente para observar o interior. Elise estava sentada em uma das janelas, com as pernas penduradas para o lado de fora. Franziu o cenho. Estar parada ali, despreocupadamente, não era do feitio dela. Observou novamente a garota e viu que no chão, a uns metros da janela, estava o envelope que ela tinha recebido esta mesma manhã.

- Remus, não conte a ninguém que eu estou aqui.

O lobisomem se sobressaltou; Elise nem sequer tinha se movido. Certamente tinha lhe escutado, como sempre. Fechou a porta, disposto a ir embora. Logo pensou em como tudo isso era esquisito. Ele se importava com Elise, não suportava a situação em que estavam. Entrou novamente na sala e caminhou rapidamente até ela. Desta vez, Elise se virou para olhá-lo, porém não disse nada. O garoto se sentou ao seu lado, mas manteve as pernas apoiadas no chão firme.

- O que está fazendo aqui? - perguntou, tentando não soar preocupado.

Ela encolheu os ombros e continuou observando a Floresta Proibida.

- Você está bem, Elise? - questionou, com um pouco mais de tato.

Ela seguiu sem responder, mas trocou de postura e se sentou com as pernas para dentro, como ele.

- Não, não está bem - ele mesmo respondeu. - Quer me explicar o que está acontecendo?

Elise voltou a suspirar e apontou, com a mão, o envelope.

- São os resultados de uns testes que eu fiz no hospital.

- Testes? - perguntou Remus, esperando tudo, menos isso.

- Acho que eu tenho a Febre de Pandora.

O queixo do garoto caiu ainda mais, e ele a encarou, impressionado.

- Mas isso é fatal, Elise! Tem certeza? Por que pensa isso? Você está se sentindo bem?

A garota baixou o olhar e negou com a cabeça. Uma lágrima silenciosa começou a deslizar por sua bochecha.

- Não sei de nada. Os resultados estão nesse envelope... Só que não tenho coragem de abri-lo!

As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, e Remus a abraçou. A fachada da morena tinha desmoronado. Essa era uma Elise tão diferente, tão frágil em seus braços, tão fraca... Beijou seus cabelos, enquanto a garota continuava chorando. A Febre de Pandora era uma doença muito rara entre os bruxos, contudo era incurável, pois destruía todos os órgãos vitais, desidratando-os. Não se sabia como ela era contraída, mas não era uma doença contagiosa nem hereditária.

- Desde quando você está tem essa suspeita? - perguntou Remus, gentilmente, tendo uma ideia da resposta.

- Desde a Semana Santa. Fui fazer os testes quando voltei para Londres, com Kate - ela respondeu.

- Elise! Por que não me disse nada? Aguentou mais de um mês sozinha, sua boba! Porra, Elise! - disse, apertando-a ainda mais entre seus braços, enquanto a garota começava a chorar mais forte. Por que não nos contou?

A garota soluçou um pouco, demorando para responder.

- Vocês já têm os seus próprios problemas... e eu sou forte, Remus - ela voltou a chorar, abraçando o peito dele, soltando tudo o que guardava dentro de si por tanto tempo, podendo, enfim, se apoiar em alguém. Remus acariciou seu cabelo.

- Elise... - sussurrou.

Remus continuou a abraçando, fazendo carinho, até que a garota foi se acalmando, ainda agarrada ao peito dele.

- Acho que ensopei as suas vestes - murmurou, ainda chorosa.

O garoto tomou o rosto dela entre as mãos e a beijou.

- Por que não me disse nada?

Ela evitou seu olhar.

- Por isso que não queria ficar comigo?

Como resposta, a garota tirou sua túnica e ergueu a blusa do uniforme. Remus conseguiu ver, não sem certo assombro, umas manchas escuras nas costas dela, do lado direito, que formavam uma longa linha.

- Cresce a cada dia. Acha que eu seria tão egoísta ao ponto de deixar você correr o risco de se apaixonar por mim, quando eu for morrer?

Voltou a esconder as manchas, encarando o chão. Logo estalou em soluços, novamente. Nesse momento, Remus se deu conta de uma coisa: tudo o que Elise tinha feito era inútil, pois ele já estava apaixonado por ela. Como poderia não ter estado, desde sempre? Pegou uma das mãos da garota.

- Você tinha que ter me contado - sussurrou.

- Não podia, pois sabia que você faria isso. Não precisa se preocupar por minha causa - ela respondeu.

- Não posso não me preocupar com você. É impossível eu não me preocupar por você.

Entreolharam-se de novo, e então Remus a beijou, suavemente.

- Abra o envelope. Seja o que for, passaremos por isso juntos. Eu prometo.

Ela hesitou alguns instantes, mas logo se levantou e foi buscar o envelope. Sentou-se ao lado de Remus, que passou o braço ao redor de sua cintura e voltou a lhe beijar. Rasgou o envelope de uma vez, como se desejasse que tudo terminasse rápido, e pegou um pergaminho de dentro.

...

- Artemis, você não acha que James e Lily estão muito... carinhosos ultimamente?

Tracy e Artemis entraram na sala de DCAT, a última aula da tarde. O garoto ria.

- Você acha, princesa? Não sei, talvez... - disse, acomodando-se em sua mesa.

Tracy o olhou, erguendo uma sobrancelha.

- Está fazendo de novo - reclamou.

- Fazendo de novo o quê? - perguntou o garoto, visivelmente desorientado, mas sorrindo.

- Isso de fingir que não sabe de nada! - disse, levantando as mãos, tensa.

Artemis começou a rir, enquanto Tracy se sentava ao seu lado, cruzando os braços sobre o peito.

- Mas se eu realmente não sei de nada! - ele se queixou.

Ela continuou encarando-o, desconfiada.

- Pois enquanto você não me disser a verdade, beijos e abraços estão suspensos... e todo o resto também! - falou irritada, mas ainda assim corando.

Artemis pareceu levar um susto.

- Tudo? - disse, sem acreditar. - Também...? - perguntou, fazendo um gesto compreensível apenas para Tracy, que ficou ainda mais vermelha e olhou para frente, decidida.

- Sim, isso também.

- Não pode fazer isso comigo! - reclamou o garoto.

- Posso sim!

- Tracy! - voltou a protestar.

- Artemis - ela o imitou, zombando.

O garoto pareceu refletir.

- Certo... eu também percebi. Feliz? - a garota afirmou com a cabeça, muito orgulhosa por ter vencido. - Agora... vai me tirar do castigo?

Tracy voltou a ficar séria.

- Vou pensar.

- Mmmm, poderiam deixar os seus joguinhos para outro momento? - Kate acabava de se sentar atrás deles.

Tracy mostrou a língua para a amiga, que suspirou.

- Quando você menos espera, eles crescem e se rebelam - disse, em um falso tom de cansaço, que fez o casal rir.

Também entraram na sala James, Lily e Sirius. A ruiva se despediu dos dois com a intenção de se sentar com Kate, mas Sirius a deteve.

- Deixa comigo, Lily?

A garota não pareceu muito convencida com o resultado da troca, mas finalmente concordou e cedeu o lugar a Sirius. No final das contas, todos sofriam as consequências da briga do casal.

- Oh, fantástico! - exclamou Kate quando viu seu parceiro, levantando-se para procurar um lugar vazio. Sirius a obrigou a se sentar novamente no banco.

- Precisamos conversar - disse, simplesmente.

- E esse parece o momento adequado? - exclamou, exasperada.

- Por que não?

- Vejamos... Estamos no começo de uma aula, em uma sala cheia de gente, com meus amigos a apenas um metro de distância e a uma semana do início dos exames. Não sei, não me parece muito conveniente - terminou, em um tom sarcástico.

Voltou a tentar se levantar, as Sirius a obrigou a permanecer ao lado, novamente.

- Não é justo você continuar chateada comigo - disse.

- E ainda por cima, o começo foi ótimo - sussurrou, justo quando o professor entrava na sala.

- Kate, eu estava só conversando! - murmurou, disfarçadamente. - O que ela queria, não me importa!

- Mas você continua dando corda para ela! - o acusou.

- E você continua com o Prewett!

Kate abriu a boca, entre ofendida e surpresa.

- Isso é totalmente diferente!

- Não é! Ele é o seu ex-namorado, que continua gostando de você e quer te convencer a ir morar com ele. Eu não vejo muita diferença.

Kate baixou o olhar, contrariada.

- Mas eu respondi que não.

- E eu por acaso disse 'sim' para a Monique?

- Como ficou sabendo sobre o Fabian? - perguntou a loira, timidamente.

Sirius soltou um suspiro de cansaço.

- Ouvi você contando para a Elise - sussurrou.

Kate continuou em silêncio alguns segundos.

- Eu não queria te aborrecer, por isso não contei... Mas nem sequer pensei nessa hipótese, não quero...

Sirius a interrompeu, colocando uma mão em cima das mãos dela.

- Eu sei. Confio em você, Kate - a garota o olhou aliviada, um pequeno sorriso desenhado em seu rosto. - E quero que você confie em mim.

Kate voltou a ficar em silêncio, satisfeita. Depois de um instante, decidiu falar algo, mas antes que pudesse pronunciar uma sílaba, alguém a interrompeu.

- Vocês dois gostariam de compartilhar algo com o resto da turma? - o professor tinha se aproximado sem que eles percebessem, e os encarava seriamente. Seus colegas também tinham se virado para vê-los.

- Er... é que eu esqueci a minha pena e estava pedindo uma para a Kate - explicou Sirius, rapidamente. - Mas ela não tem nenhuma.

Kate olhou para o professor, sorrindo com falsa inocência.

- Estou vendo... Alguém tem uma pena para emprestar ao Sr. Black? - disse o homem, em um tom cansado.

Artemis lhe entregou uma pena de Tracy, rosa com franjinhas douradas. Sirius o assassinou com o olhar, enquanto o garoto ria dissimuladamente, e voltava para seu lugar sob o olhar de reprimenda carinhosa de sua namorada.

- Agora, me permitam continuar com a minha aula - pediu o professor.

Sirius e Kate assentiram. O garoto encarou com apreensão a pena em seus dedos e prometeu matar Artemis por isso.

- Nos encontramos essa noite? - sussurrou Kate em seu ouvido, fingindo que consultava o livro do namorado.

O hálito quente da garota perto de sua orelha o fez se esquecer dos pensamentos homicidas rapidamente. Concordou com a cabeça, satisfeito. Kate então roçou o lóbulo da orelha dele com seus lábios, e voltou à sua postura normal. Tinham se reconciliado extra oficialmente.

Lily se acomodou ao lado de James com um sorriso e arrumou em cima da mesa os seus livros e os seus materiais para escrever. O garoto a observou como sempre fazia, bebendo cada um de seus movimentos.

Quando o professor começou a ditar, depois da interrupção para chamar a atenção de Sirius e Kate, a garota o olhou um tanto contrariada e suavemente tirou a pena de sua mão.

- Já pensou que se afiasse, talvez as suas anotações fiquem mais compreensíveis? - disse, enquanto usava seu afiador para afinar a ponta da elegante pena. Logo a devolveu.

James franziu o cenho, mas teve que admitir que agora escrevia com mais leveza.

Notou a mão de Lily sobre um de seus joelhos, fazendo círculos, distraída, enquanto continuava suas anotações. Era sua forma particular de pedir desculpas, pelo visto. Bastante agradável, precisava admitir.

- Tem alguma ideia de onde Elise e Remus se meteram? - perguntou James depois de um momento, quando a garota tinha retirado, para seu desgosto, a mão de sua perna.

Lily negou com a cabeça.

- Não - murmurou. - Pelo menos devem estar juntos, e isso já me deixa mais tranquila.

James permaneceu mais alguns minutos em silêncio.

- Sabia que você não fica nada mal com o uniforme? Embora eu goste mais ao natural, é claro.

Lily corou. Por que ele sempre a incomodava dessa forma?

- James! - sussurrou, como reprimenda.

- O quê? - defendeu-se o garoto, vendo o efeito de suas palavras. As bochechas coradas e toda essa agitação dela eram tão encantadoras... - Só fiz um comentário.

A garota voltou a lhe encarar, de cara fechada, e deslizou no banco, afastando-se dele alguns milímetros.

- Está com medo de mim? - perguntou, aproximando-se mais dela.

- Não! Não se aproxime - sussurrou. - Vão nos ver!

Essas palavras serviram para deixá-lo congelado, e Lily percebeu. James se separou dela e se concentrou somente em escutar o professor. A ruiva mordeu o lábio, desgostosa. Precisava tomar uma atitude imediatamente.

...

- Tinta?! Está me falando que sou uma fábrica de tinta? Por acaso sou um polvo?

- Não sou eu que estou falando. São os resultados.

Voltou a encarar a carta e a leu de cima a baixo. Tinta? Tinta! E ela pensando durante todo o mês que era a Febre de Pandora que estava queimando a sua pele.

- Tinta - suspirou. - É tinta, Remus! Eu estou bem!

A garota se lançou em seus braços. Quando se deu conta do que essa carta significava, lágrimas de felicidade começaram a brotar de seus olhos.

- Estou bem... - suspirava em voz alta, para convencer a si mesma. - Estou bem.

O garoto a abraçava, também contagiado pela felicidade, e a ergueu do chão, segurando em sua cintura. Começaram a girar por toda a sala, Elise ainda chorando e Remus rindo. Quando pararam de girar, Elise se separou uns centímetros e acariciou o rosto dele, para logo lhe dar um beijo salgado pelas lágrimas.

Voltou a olhar os resultados dos testes para se certificar de que era verdade; Remus também voltou a lê-los por trás de sua cabeça.

- Aqui diz que o meu corpo está sintetizando uma tinta parecida à usada em tatuagens trouxas - Elise olhou o garoto. - O que você acha? - apesar de sua felicidade, não podia deixar de lado o quanto isso era esquisito.

- Me deixa ver as manchas de novo - pediu Remus. A garota, sem nenhum pudor, voltou a mostrar as manchas em suas costas. Remus começou a segui-las. - Parece que seguem um padrão, um desenho - mordeu o lábio. - Acho que deveria...

- Falar com Dumbledore - ela acabou suspirando. - No final, pode ser que não seja algo completamente bom.

- Ou pode ser - disse o garoto, voltando a abraçá-la pela cintura. - Acha que isso pode esperar até amanhã?

Elise franziu o cenho.

- Está sugerindo matar as próximas aulas? - perguntou, apoiando as mãos nos ombros do lobisomem.

- Estou pedindo amavelmente que me deixe te sequestrar por algumas horas. A culpa toda seria minha - a garota pareceu hesitar. - Precisamos recuperar os dias que perdemos e você tem que me prometer algumas coisas.

- Que coisas? - perguntou, quase convencida.

- Que não vai insistir em passar sozinha por situações assim. Você tem a mim. Tem amigos. E tem o Sirius também, certo?

Elise assentiu e baixou o olhar, como se estivesse arrependida. Para Remus, isso foi um 'sim'.

A pegou de surpresa, levantando-a em seus braços.

- E agora já sabe que está oficialmente sequestrada.

...

Tracy tinha convocado nessa mesma tarde uma reunião feminina de emergência para debater alguns pontos importantes. Inclusive Elise, que tinha aparecido meia hora depois do fim das aulas, com Remus, concordou com a reunião. Chegou um pouco mais tarde, pois tanto ela quanto Remus tiveram que receber uma bronca da chefe da casa; ou isso era o que os outros pensavam, porque nenhum dos dois contou o que tinham feito durante a meia hora em que ficaram enfiados no escritório da Profa. McGonnagall.

Tracy estava sentada solenemente na cama, postura reta, encarando-as muito séria. Elise estava em sua cama, observando a cena, divertida, apoiando a cabeça em suas mãos. Kate e Lily dividiam a mesma cama, deitadas de barriga para cima.

- Vejo que estão todas aqui - começou Tracy, cheia de solenidade.

- Como não estaríamos? Moramos aqui - lembrou Kate.

A ex NTCMS tossiu.

- Como eu ia dizendo, vejo que estão todas aqui. Eu pedi essa reunião para tratar de alguns assuntos de vital importância. Creio que alguém precisa nos contar alguma coisa.

- Quem acabou com o seu brilho labial de framboesa foi a Lily! - soltou Kate, de repente. - Comeu inteiro, porque era doce.

Lily encarou a amiga, chateada, e bateu com a almofada na cabeça dela.

- Dedo-duro - murmurou, enquanto Tracy as observava com uma sobrancelha erguida e Elise ria.

- Não era isso que alguém precisa nos contar, mas de qualquer forma, afaste-se dos meus brilhos labiais - advertiu a loira. - Agora vamos direto ao ponto. Lily... não quer compartilhar com essa assembleia algo sobre James?

A ruiva ficou vermelha em questão de segundos. Era tão óbvio?

- Um momento. Aconteceu algo com James e eu não estou sabendo? - exclamou Kate, encarando-a acusadoramente.

- Você estava ocupada demais verificando a saliva do meu primo - murmurou Elise, em sua cama.

- Olha quem fala! - soltou Kate. - Onde e com quem você esteve o dia inteiro?

Elise sorriu.

- Acho que estávamos falando sobre a Lily - disse.

- Não! - exclamou a ruiva, que estava muito contente com a mudança de assunto.

- Sim - sentenciou Tracy, aproximando-se da ruiva, com um dedo acusador em riste. - O que está acontecendo com o James?

Lily olhou ao seu redor. Kate e Tracy a encaravam com expectativa. Buscou o apoio de Elise, mas a morena apenas deu de ombros. "Fantástico", pensou, "tenho amigas para isso".

- Hmmm... nada? - arriscou.

Mas, logicamente, as duas loiras não acreditaram nem um pouco.

- Conte-nos. Já! A menos que queira receber um tratamento completo de beleza - ameaçou Tracy.

Lily arregalou os olhos, assustada.

- E eu vou falar para os elfos que você é diabética, e por isso eles não podem te deixar comer nada que tenha açúcar - acrescentou Kate.

O lábio inferior da ruiva começou a tremer de medo.

- Não estão vendo que vão matar a pobrezinha? - disse Elise, rindo, mas sem mover nenhum dedo para ajudar.

- Soluções drásticas - explicou brevemente Kate, sem tirar o olhar de Lily, que finalmente suspirou e contou tudo. Pelo menos contar para as amigas era um passo, certo? Quer dizer, se você omitir o detalhe que uma delas já sabia e a outra, desconfiava.

Durante o breve relato ninguém perguntou nada, e no fim tampouco deram alguma opinião.

- Então? Não vão falar nada? - não gostava desse silêncio.

- Nada - falou Kate, brincando, e ganhando três olhares reprovatórios em resposta. - Certo, certo, exagerei no humor...

- James tem razão - disse Tracy, depois de alguns segundos. - E que fique claro que não digo isso porque ele é meu amigo.

Lily ergueu as sobrancelhas.

- Eu também acho que, nesse caso, quem tem razão é o James. Bem, nesse caso e no do Anjo. E também sobre o fato de você não admitir seus sentimentos, além de... - enumerou Elise.

- Está bem, está bem, mensagem recebida - interrompeu Lily. - Se gosta tanto de James, por que não se casa com ele? - completou, mordida.

As outras três garotas se entreolharam.

- Você é uma teimosa incurável, mas desta vez acho que até mesmo você sabe que ele tem razão - repreendeu Elise.

A ruiva se deixou cair na cama, tampando o rosto com as mãos.

- E isso não é tudo... - murmurou.

As garotas a rodearam, curiosas.

- Ele voltou a dizer que me ama... e eu ainda não respondi - terminou, baixinho.

- Não! - exclamou Kate.

- Sim - confirmou Lily.

- Acho que você precisa tomar uma atitude o quanto antes - suspirou Tracy. - Se continuar assim...

- Vai acabar ficando sem a bela bunda do James - completou Elise. As outras três a olharam, estranhando suas palavras. - O quê? Não me digam que nunca notaram? Você pode até não pensar exclusivamente nessas coisas, mas depois de vê-lo nas aulas durante sete anos...

- É verdade, tem uma bunda muito bonita - elogiou Tracy, enquanto Kate concordava.

Lily bateu com uma almofada em todas elas.

- Essa bunda é minha, e vou fazer o possível para não perdê-la! - disse, ficando em pé no meio da cama, com o punho erguido.

Artemis escolheu justamente esse momento para entrar no quarto, e ficou surpreso a escutar as últimas palavras das garotas.

- Acho que voltarei mais tarde - falou, antes de fechar a porta, com cara de susto. Lily corou mais uma vez, jogando-se na cama de novo. As outras não paravam de gargalhar.

- Assim que se fala! - exclamou Kate, se matando de rir.

...

Kate o esperava sentada em uma poltrona, de costas para a escada. Seu cabelo parecia ainda mais claro com a luz das estrelas. Era uma noite bonita e nem um pouco fria, coisa um tanto anormal quando se tratava da Escócia em pleno mês de maio. A garota tinha escutado sua chegada, e se levantou alegremente da poltrona.

- Vamos dar uma volta? - perguntou, tomando uma das mãos dele entre as suas e o arrastando para fora.

O garoto ergueu as sobrancelhas e franziu o lábio.

- Ainda estou chateado com você.

- Estou tentando pedir desculpas - disse ela, ainda rindo. - E eu também estou irritada, então colabora um pouco e me segue.

Sirius se deixou arrastar, fingindo resistência, para fora do Salão Comunal. Kate o guiou pelos corredores. Roçava as paredes e as molduras dos quadros com os dedos, observando-os atentamente.

- Vou sentir falta de tudo isso - sussurrou, encarando-o nos olhos, com certa melancolia. - Tenho vontade de ir embora e de nunca sair daqui ao mesmo tempo.

- Sei o que quer dizer - murmurou, observando tudo a sua volta. A luz do luar dava um aspecto ainda mais misterioso ao castelo.

- Mas não vamos falar de coisas tristes! Certo? - Kate começou a sorrir um pouco e apressou o passo, mantendo Sirius ao seu lado.

- Onde estamos indo? - perguntou um momento depois, vendo que se dirigiam à entrada.

- Para fora - respondeu Kate, simplesmente, afastando uma mecha de cabelo do rosto. - Vamos. Quer dizer, se você quiser.

- Por mim está ótimo - aceitou o garoto.

Os terrenos do castelo pareciam calmos, apenas o ruído de algum animal e o cantarolar dos pássaros noturnos rompiam o silêncio perfeito. Os jovens caminharam de mãos dadas até a margem do lado, onde se sentaram.

- Então, me perdoa? - disse Kate, descansando a cabeça no ombro de Sirius, enquanto fazia círculos com seu dedo sobre o peito dele. Sabia que tudo estava acertado, ainda que o garoto não tenha respondido. - Sinto muito, de verdade. Mas é que não gosto que você continue sendo um prêmio entre as garotas... não é que eu seja ciumenta, mas me sinto insegura, você sabe...

Sirius se levantou, de repente, e começou a tirar a camiseta que vestia.

- O que está fazendo agora? - perguntou a garota, atônita, levantando-se também e observando seu namorado. - Sirius, você está estragando o romantismo!

O jovem apenas sorriu e começou a desabotoar as calças. Kate virou de costas, ficando paralisada.

- Ma-ma-mas... Posso saber o que está fazendo? - exclamou, indignada. Pelo barulho podia deduzir que Sirius tinha tirado os sapatos e as calças. - Sirius!

- Só quero tomar um banho, não exagere.

- Mas... - Kate virou-se para mostrar sua indignação, mas mudou de ideia rapidamente. - Você está pelado! - voltou a gritar, já de costas.

- Ei, não quer que eu tome banho de roupa, né? BANZAI!

Em seguida tudo o que se ouviu foi o barulho do corpo de Sirius se chocando contra a água. Kate virou-se de novo, cobrindo mais ou menos os olhos. Quando percebeu que Sirius estava coberto pela água, tirou as mãos.

- Há, há, muito engraçado - disse. - Agora saia daí antes que fique com cãibras, indigestão, que um bicho asqueroso te ataque ou algo assim!

Sirius dava braçadas a uns metros dali.

- Mas está quentinha! Por que não mergulha comigo? - convidou, salpicando-a com um pouco de água. - Além disso, as sereias estão nos devendo uma, certo? Venha! Mergulha!

- Não, obrigada, meus neurônios continuam funcionando perfeitamente bem - cruzou os braços sobre o peito. - Sério, sai daí - avisou.

Entretanto, Sirius continuava nadando e respingando água enquanto Kate observava, chateada. O garoto mergulhou. Passaram cinco segundos e não voltava. Dez. Vinte segundos.

- Sirius? - chamou, começando a ficar preocupada. - Sirius, isso não é engraçado!

Mas o garoto não saía da água.

- Sirius!

Exasperada, Kate tirou os sapatos e entrou na água.

- Sirius, acabou a piada! - se afundou na água, esperando encontrar algo. Mergulhou, mas nem rastro do Maroto. - Sirius! - gritou, de volta à superfície.

Mergulhou novamente, dessa vez por mais tempo.

- Sirius! - não sabia se estava chorando ou não, pois estava completamente ensopada.

- O quê? - disse uma voz indiferente, atrás dela. Virou-se.

- Eu vou te matar! - exclamou, erguendo os punhos. O garoto a segurou pelos pulsos e começou a rir.

- Poxa, Kate, até uma criança do primeiro ano teria percebido que era brincadeira - falou, tentando pará-la.

Kate parou de lutar, mas deu as costas, chateada.

- Idiota - murmurou. - Estou ensopada por sua culpa.

- Isso se conserta rapidinho - sussurrou o garoto, perigosamente perto de sua orelha, levando os dedos aos botões de sua blusa.

Kate o encarou, fingindo estar contrariada, e Sirius parou na hora.

- Perdão... - desculpou-se, então. - Eu só... pensei que... Não sei o que pensei - disse, retirando as mãos da cintura dela, com uma expressão de arrependimento.

Mas o olhar de Kate se tornou carinhoso quando ela sorriu e o abraçou, seu corpo contra a pele dele, cobrindo seus lábios com um profundo e apaixonado beijo, enquanto Sirius começava a se livrar de todas as suas peças de roupa, com confiança dessa vez. A água ao redor deles ferveu durante um longo momento. Kate cumpriu o trato que ele tinha proposto no dia anterior, nas escadas.

...

Tinha voltado a pegar Snape a encarando. Desde a briga na Semana Santa, ambos vinham se evitando, mas ele continuava lhe observando. E Lily não podia deixar de pensar nas palavras que James tinha lhe dito. Era realmente possível Snape gostar dela? Se sim, ela se sentia culpada. Não devia ser fácil estar na situação dele quando, ainda por cima, a garota de seus sonhos está envolvida com seu pior inimigo. Saiu de suas reflexões de repente, quando alguém se deixou cair ao seu lado. Era Remus.

- Bom dia - cumprimentou. - Está sozinha?

- Sim... Daqui a pouco Tracy e Elise vão descer. Estão dando uma poção descongestionante para Kate - serviu-se de café. - James e Sirius estão treinando para a grande partida de amanhã?

- Coincidentemente, Sirius também está resfriado. Então James o obrigou a beber duas poções e a não sair da cama o dia inteiro. - explicou Remus. - Não é curioso?

- Curiosíssimo - respondeu a ruiva, quase sorrindo.

- E você, o que conta? - perguntou Remus, vendo a expressão da amiga.

- O que eu conto? - suspirou a ruiva, mas evitou dar explicações porque nesse momento Tracy e Elise se juntaram a eles. Não queria outra "sessão de pressão psicológica".

Conversaram durante todo o café da manhã, ao qual também se juntou Artemis. Logo depois, todos foram saindo, até deixarem Lily novamente sozinha com seus pensamentos. Tinha que fazer algo. E rápido.

- Bom dia - James se sentou diante dela. Justo ele. O que, diabos, ela tinha feito para merecer isso?

- Olá - cumprimentou Lily sem entusiasmo, jogando em sua cara um pãozinho, que o garoto agarrou em pleno ar. - Seus reflexos são excelentes - disse, sorrindo.

O garoto assentiu e continuou comendo. Lily começou a ficar nervosa. Ele parecia desanimado. Nesse momento, sua boca venceu a corrida contra seu cérebro.

- James - o garoto levantou o olhar. - Preciso te dizer uma coisa.


Nota da Tradutora: Finalmente postei. Ansiosas para o último capítulo? Bem, a greve da minha faculdade acabou e para compensar o tempo perdido, os professores me encheram de trabalhos. Por isso, só prometo o último capítulo para domingo que vem. Provavelmente vou postar durante ou depois do 'The Voice Brasil'. Sim, eu resolvi assistir, porque adoro a versão americana e a britânica.

Mas mudando completamente de assunto... Que fofo o Sirius e a Kate. Quem não queria viver um momento como esse? Perfeitos os dois. E perfeitos também são o Artemis e a Tracy, com sua chantagem de greve de 'beijos, abraços e todo... o resto'. Além do Remus e a Elise, que finalmente vão ficar juntos. Porém, o que todos nós queremos ver é a Lily se declarando para o James. Poxa, o garoto merece! Quem não daria tudo para ter um garoto como James - e sua bela bunda - falando que te ama a todo o momento? Acho que a Lily finalmente percebeu que precisa se esforçar para manter seu relacionamento.

Gente, semana que vem nossos encontros semanais terão uma pausa. Achei algumas fics incríveis de James e Lily para traduzir. Só estou esperando a autorização das autoras para começar a trabalhar. Mas, como eu disse antes, com a faculdade voltando a funcionar, trabalhos e provas para serem feitos, talvez eu demore um pouco. Além disso, só quero começar a postar quando tiver, pelo menos, uns cinco capítulos traduzidos. Por isso, prometo um retorno lá pelo dia 21 de outubro, que é quando o meu semestre acaba e eu tenho uma semana de folga das aulas. Para saberem certinho quando a nova fic entrou no ar, vocês podem marcar 'Author Alert' ali embaixo, que o fanfiction envia um e-mail quando eu começar uma nova história.

Por hoje é só, até semana que vem com o último capítulo de Artemis, Tracy, Elise, Kate e 'Quando me dei conta de sua existência'.

P.S.: Gente, eu estava aqui, tentando postar o capítulo, quando o fanfiction diz que o formato do meu arquivo é incompatível. A atualização saiu mais tarde, mas dessa vez não foi completamente minha culpa. Acabei de descobrir que o fanfiction acusa um erro de formato quando usamos o indicador ordinal, ou seja aquela letrinha pequenininha, em cima de alguma palavra. No caso, eu tinha abreviado 'Professora McGonagall' com esse 'a', mas tive que mudar para 'Profa.' Frescuras do fanfiction...