Capítulo 4: Segredos revelados
Naquele momento, Jack sentiu o ar fugir dos pulmões. Eles o descobriram, mas como? Na certa, Lin e Lotte, aproveitando que ele estava quase desacordado, foram até o seu quarto. Mas o que procuravam? Será que já sabiam do segredo há mais tempo? Mas, por outro lado, que direito eles tinham de lhe cobrar qualquer resposta? Logo eles, que tantos segredos pareciam esconder?
–Você não tem o direito de falar de mim! – exclamou ele, reagindo furioso ao interrogatório – Todos aqui escondem coisas de todos, por que é que isso é tão importante? São manuscritos, droga, eu os encontrei numa biblioteca perto da minha casa. E essa foto é de uns amigos, que mal há nisso?
–Eu nunca vi uma foto se mexer – retrucou Anna, displicente – E essa varetinha, o que é?
–Isso sem falar desses manuscritos – observou Sam – Eu andei dando uma olhada enquanto você dormia, e eles parecem bastante familiares...
–Algo que os alquimistas mais renomados procuram há mais de oitenta anos... – continuou Lin.
–E que muitos pensam que é uma lenda... – emendou Lotte.
–VOCÊS QUEREM ME EXPLICAR DO QUE É QUE ESTÃO FALANDO? – berrou Jack, já aborrecido – Eu nem sei de quem são essas porcarias!
–Não... não sabe? – disse Anna, surpresa, de olhos arregalados – Espere um pouco... conte tudo o que aconteceu desde quando você encontrou isso.
Então, suspirando, Jack contou toda a verdade, falando desde a pesquisa que fazia há anos, de como sonhou com a porta, como realizou as primeiras transmutações, até o dia em que conseguiu cruzar a passagem até a Cidade do Leste. Terminou dizendo:
–...e eu realmente não espero que vocês acreditem em mim, mas essa é a verdade. Perdi meus poderes mágicos quando atravessei a porta, e agora preciso voltar para Londres, para meu irmão. Vocês entendem? É por isso que eu não podia contar nada.
O silêncio se formou, tenso e profundo. De repente, Sam começou a rir, como se tivesse acabado de tirar um peso imenso das costas. Isso deixou Jack constrangido, já que achava que, na certa, eles pensavam que ele havia ficado doido com a surra.
–Cara, você nasceu virado para a lua, mesmo! – ele disse – Poderia ter encontrado milhões de pessoas que provavelmente iriam querer te ferrar, mas encontrou justamente pessoas que acreditam em você totalmente!
–É sério? – Jack ergueu uma sobrancelha, desconfiado.
–Bem, estamos pesquisando sobre essa porta há três anos – respondeu Charlotte, também sorrindo aliviada – E você é a prova viva de que ela existe e que pode ser cruzada.
–Não, eu não sou prova de nada, eu sou uma aberração da natureza – retrucou o rapaz – Existe uma razão para, teoricamente, ninguém do meu mundo fazer alquimia, e não sei por que eu consigo.
–Não importa – respondeu Sam – Eu e a Lotte estamos pesquisando juntos há muito tempo. Andamos nos correspondendo com Lin e Chow, quando eles ainda estudavam em Xing, para trocar idéias e tentar chegar a um resultado. Anna nos ajuda: ela não é alquimista, mas é quem tem acesso aos melhores livros do mundo, por ser filha do marechal.
–Como é que é?
–Exatamente – respondeu Anna, suspirando – Mas ele é o maior cretino do mundo, sabe? Abandonou a minha mãe e eu quando eu era só um bebê, e nunca mais deu notícias. Depois, queria que eu fosse para o quartel-general central para ficar com ele e "repor o tempo perdido" – bufou – Por isso vim para cá, e dei sorte de conhecer vocês.
–Mas vocês ainda não me explicaram qual é a desses pergaminhos – cortou o primeiro – Até agora, não entendi xongas. E como vocês o pegaram na minha gaveta?
–Fomos até lá buscar seus documentos, sabe? – respondeu Lin, sem jeito – A enfermeira disse que precisava saber se você tinha alergia a algum medicamento, e como isso vem marcado em nossos crachás, fomos até seu quarto buscar o seu. Então acabamos achando.
–Só tem um pequeno detalhe: a gaveta estava trancada à chave.
–Podemos dizer que ela não está mais – respondeu a própria, mais sem jeito ainda – Mas, voltando aos pergaminhos, vê esse símbolo aí? – apontou para a seta com a serpente.
–É claro, mas o que tem ele? Parece um tipo de assinatura, sei lá...
–Porque é isso que é, uma assinatura, ou algo parecido com uma – explicou Lotte – E essa assinatura pertence, diz a lenda, ao próprio Alquimista de Aço, que registrou todo o seu conhecimento em alquimia e o espalhou pelo mundo. A primeira parte, que ensina os princípios básicos, ele levou com ele quando cruzou a porta. Provavelmente, queria ensinar alguém de lá a vir para Amestris continuar o seu trabalho.
–Então quer dizer que isso não está completo ainda? Que há mais partes?
–De acordo com a história, ele dividiu tudo o que sabia em quatro livros, denominados Crônicas Alquímicas. Cada parte permite que a próxima seja localizada, e quando as quatro se encontram, fornecem conhecimento suficiente para produzir coisas como a Pedra Filosofal – respondeu Sam – E essa pedra poderia aumentar muito o poder do alquimista que a está portando, permitindo até mesmo trazer uma pessoa morta de volta à vida.
–Mas e a Troca Equivalente? Ela tem que ser cumprida, então o que uma pessoa dá em troca para trazer outra de volta à vida? Isso é impossível, e muito perigoso.
–Com certeza – observou Charlotte – Mas não quando você está com essa pedra. Ela permite que a Lei da Troca Equivalente seja violada, mas sabemos que é extremamente difícil produzir uma dessas. Na verdade, não temos a menor idéia do que ela é feita.
–Vocês poderiam ficar famosos com toda essa pesquisa – disse Jack, por fim, sorrindo – Decifrar a base da alquimia seria genial.
–Isso seria suicídio, isso sim – cortou Charlotte – O que acha que a minha irmã estava pesquisando quando foi assassinada? Estamos apenas continuando a pesquisa dela.
Nesse momento, Chow acordou. Sonolento, disse, com a voz pastosa:
–E então, disseram a ele?
–É o que estamos fazendo – respondeu Lin – Quando acordar de verdade, te conto tudo.
Eles ouviram passos, e rapidamente Sam destrancou a porta, enquanto as meninas escondiam os papéis, a foto e a varinha. Então, a enfermeira entrou e distribuiu os remédios, ainda resmungando que, no tempo dela a escola seria inteira revistada para que os agressores fossem capturados e recebessem uma surra da qual se lembrariam até a próxima encarnação. Quando ela saiu, Sam disse:
–É melhor a gente ir, está tarde e vai parecer suspeito se continuarmos aqui – deu um sorriso de complacência para os dois amigos, que teriam que passar a noite na enfermaria – Olha, Jack, desculpe se nós parecemos meio agressivos, sabe? Você é um cara legal, e vamos te ajudar.
–Obrigado – respondeu o próprio – E vou ajudar no que puder, tá bem? Me mantenham informado.
Eles saíram, e poucos minutos a enfermeira apagou as luzes. Mas Jack não conseguiu dormir, e ficou se debatendo boa parte da noite pensando no que acabara de ouvir. Em menos de um mês naquela cidade, tanta coisa aconteceu, e só agora elas pareciam ter relação umas com as outras. De repente, ele aparecia num lugar estranho e era encontrado justamente pelas pessoas que estavam tentando descobrir o que acontecia no lugar de onde ele próprio viera. Anna era filha do marechal, mas odiava tudo o que se relacionava com o pai ou com a Cidade Central, e isso explicava o motivo pelo qual ela ficou tão assustada ao saber dos ataques da Legião Negra. Já Charlotte... ela ainda parecia ter segredos guardados, segredos terríveis.
E o mais incrível era que ela conseguia usar alquimia sem círculos de transmutação. Por que escondia um talento tão grande? Nas outras vezes em que a vira fazendo transmutações, ela sempre desenhava os círculos como qualquer outro alquimista. Parecia que ninguém mais havia reparado... ou fazia de conta. E ele lembrava-se bem que o alquimista favorito dela também tinha esse poder.
Ele virou-se várias vezes, mas nada de o sono vir. Havia acontecido algo naquela porta, ele sabia, e seja o que for que controlava a passagem sabia o que estava fazendo quando mandou-o para Amestris. Pelo que conhecia da geografia daquele continente, poderia ter caído num deserto, ou talvez no meio de uma cidade como Ishmaly, a cidade recentemente construída pelos antigos habitantes de Ishbal, que odiavam os alquimistas mais que o próprio demônio.
Por fim, havia aquele ataque da Legião Negra, direcionado a ele. Eles sabiam seu sobrenome, e se quisessem realmente atacar alguém como Sam ou Anna, poderia até fazer sentido, mas que motivos ele daria para levar uma surra daquelas, se estava lá há tão pouco tempo? Os hematomas e marcas pelo seu corpo não o deixariam esquecer daquilo por um bom tempo.
Essas dúvidas o perseguiram a noite toda, e só conseguiu adormecer quando amanheceu. Passou ainda alguns dias na enfermaria, e seus amigos lhe levavam as lições todos os dias. Quando se recuperou totalmente, a primeira coisa que fez foi correr para a biblioteca e pesquisar sobre a pedra filosofal. Encontrou muito pouco na biblioteca da escola, e por alguma razão ficou com medo de pesquisar na biblioteca do QG. Depois de ouvir tudo o que ouvira, sentia que a simples menção à pedra filosofal poderia provocar desconfiança.
Quando recebeu a alta, já estava muito próximo do dia da sua prova de admissão, e começou a estudar como nunca. Mal saía do quarto, a não ser para as aulas, e por isso acabou esquecendo por uns tempos todo o episódio. Sua aula favorita era a de alquimia, e a professora Tarkil dava sinais de gostar muito dele.
Como havia sido previsto, novas regras de segurança foram estabelecidas. Havia um toque de recolher para toda a área da Academia, e antes das nove da noite todos já deveriam estar em seus dormitórios. A vigilância havia aumentado, e muito, e por alguma razão extremamente absurda e inexplicável, a biblioteca do quartel era quase proibida aos alunos. Eles só podiam entrar lá com autorização especial de um professor, o que era difícil conseguir. Era como se alguém estivesse tentando esconder alguma coisa, mas o quê? E de quem?
Um dia, no meio de uma aula de história, um garoto baixinho surgiu à porta da sala e chamou por Anna. Ela saiu atrás dele, e alguns minutos depois voltou para a sala, totalmente transtornada, vermelha de raiva, os cabelos ainda mais desalinhados do que o normal. Sam até tentou perguntar o que havia acontecido, mas ela lhe lançou um olhar tão cortante que o calou imediatamente. Assim que a aula acabou e todos foram embora, Jack viu que ela mordia os lábios, como se estivesse se controlando para não gritar, e com toda a cautela perguntou:
–O que aconteceu, hein?
–O marechal acabou de me chamar na sala do diretor – respondeu ela, evitando claramente dizer a palavra "pai" – Ele quer que eu me transfira daqui para a Cidade Central a qualquer custo!
–E você vai? – indagou Sam, visivelmente preocupado.
–Não seja bobo, é claro que não! – respondeu ela, a raiva transparente em seus olhos – Mas quem ele pensa que é? De repente, vem como uma conversinha mole, de que quer se redimir dos erros, e que na Cidade Central, receberei uma educação melhor e etc e tal. Mas não me importa. Não pretendo sair daqui tão cedo, e não dou a mínima para o que ele diz.
–Queria ter metade da sua personalidade, Ann – disse Lotte, com um sorriso – Dizer sempre o que pensa, sem ligar para os outro... Pessoas como você são raras nesse mundo.
–Mas uma coisa me fez pensar – continuou Anna, andando em volta dos outros – Ele parecia tão preocupado... como se soubesse de algo que fosse acontecer em breve, e por isso estivesse com pressa de me tirar daqui.
–Como assim? – Jack ergueu uma sobrancelha – O que eles disseram?
–Nada de mais, mas o tom que o marechal usava, bem... ele parecia preocupado – respondeu a ruiva – Esse é o tipo de coisa que você sente só de ouvir uma pessoa falar.
–Se foi tudo como você disse, mesmo, então a coisa é séria – disse Sam – Vai espioná-lo?
–Mais ou menos isso, cara – retrucou ela –Vou tentar averiguar. Alguma coisa está acontecendo, e parece bem séria. Por outra razão, ele não iria querer me tirar daqui só agora, depois de mais de quinze anos, não acham? E também não faz sentido, ele até alegou que aqui não era seguro, mas não foi a Academia Central a primeira a ser atacada? Preciso descobrir o que ele quer!
–E como você vai fazer isso sem parecer suspeita, Ann? – disse Jack – Acho que não é segredo para ninguém que você não quer ver seu pai nem pintado de verde.
–Não mencione a palavra "pai", por favor – a outra ficou ainda mais aborrecida – Mas isso é fácil: basta falar com a minha mãe, ela fala com o marechal com freqüência para acertar a pensão que ele paga para nós – deu um sorrisinho malicioso – É só pedir que ela pergunta o que eu quiser.
Eles ficaram em silêncio. Anna conservava os olhos baixos, como se pensasse no que havia ouvido. A mente de Jack também trabalhava: "Será que ela está considerando a possibilidade de ir para a Cidade Central? Sei lá, ela está parecendo tão confusa, e nunca a vi assim. Anna sempre pareceu tão segura de si, tão decidida... é muito esquisito vê-la assim tão frágil".
–Olha, Ann, qualquer coisa que você decidir terá o nosso apoio, independente do que seja – disse Sam, colocando a mão sobre o ombro da amiga – Qualquer coisa, não se esqueça.
–Valeu, Sam, você é mesmo muito legal – ela sorriu, mas logo voltou a ficar séria – Mas eu só vou embora daqui amarrada em um saco de batatas.
–Isso não vai parar por aí, não é? – Lotte, com os olhos fixos no chão, disse preocupada – O seu pai é o marechal, ele vai tentar te obrigar de alguma forma a ir embora, e eu duvido que ele seja tão diplomático da próxima vez.
–Também pensei nisso, sabe? – a ruiva começou a andar em círculos na sala – E, por Deus, estou morrendo de medo do que ele pode fazer. E se ele tentar fazer algo com vocês, tipo represálias na escola ou coisa assim? Não sei o que eu iria fazer.
–Deixe que nós nos preocupemos com isso, tá bem? – Jack abraçou a amiga, com um sorriso – Se ele vier, que venha, estaremos prontos. Você não tem medo dele, tem? Porque nós não temos.
Ela acenou afirmativamente e sorriu, com um ar de alívio, depois abraçou os três amigos ao mesmo tempo. Quando saíram da sala, ela parecia pelo menos duas toneladas mais leve. Ver a amiga feliz era algo que deixava Jack também muito contente.
Os três foram para a biblioteca da escola, o local preferido dos alunos da Academia para fazer lições, encontrar pessoas de outras turmas e fofocar. Nem é preciso dizer que aquela era a biblioteca mais barulhenta que Jack já havia visto, apesar dos veementes protestos da bibliotecária.
Só quando chegou à biblioteca lembrou-se de que aquela era a véspera de sua prova, e que precisava rever toda a matéria. Ficou lá até o horário do toque de recolher, estudando, e ainda levou para o seu quarto uma imensa pilha de livros para estudar durante a noite. Foi dormir tarde da noite, com a cabeça fervendo, e mesmo com todo o cansaço demorou a cair no sono. A insônia havia se tornado parte da sua vida, desde que chegara lá.
Teve um sonho confuso. No primeiro momento, estava novamente de frente à porta, a mesma que o permitira chegar até Amestris. Hesitou em abrir: tinha medo de voltar para Londres e descobrir que tudo não passara de um sonho maluco. Então, ouviu a mesma voz que ouvira das outras vezes, dizendo:
–Olá, Jack, vejo que nos encontramos novamente. Preciso lhe contar uma coisa.
–Quer me dizer quem é você? – o rapaz não estava para brincadeiras – Há quanto tempo você fica atormentando meus sonhos? O que é que você quer de mim?
–Calma, sr. Smith, eu vim lhe ajudar – respondeu a voz, num tom doce e enigmático – Eu não trouxe você até aqui à toa, como não o fiz da outra vez. Você está onde gostaria – e, principalmente, onde eu gostaria que você estivesse.
–Onde você gost... Peraí, quer dizer que você me usou para que eu chegasse aqui? – exclamou ele, exasperado – É melhor você me explicar o que está havendo, e AGORA MESMO.
–Soube que você descobriu que seus amigos são parecidos com você – respondeu a voz, impassível – Mentes abertas, sedentas por descobrir o que está escondido. Todos vocês querem a mesma coisa, e eu posso lhes ajudar a encontrá-la. Aliás, apenas eu posso lhes ajudar, agora.
–Ah, é? – o tom de Jack era jocoso – E o que é que estamos procurando?
–A verdade – a voz se tornou quase um sussurro – É isso que vocês querem. E a alquimia é a maneira de alcançar a verdade suprema, acima de todas as outras.
–Hum, bem interessante. Continue, por favor.
–Quem alcança essa verdade tem poder alquímico ilimitado, mas é muito difícil obtê-la. Você precisa das Crônicas Alquímicas: eles lhe apontarão a direção.
–E onde eu as encontro?
–Não será fácil, é claro. Elas estão espalhadas por aí, e chegar até elas é uma prova de que você as merece. Você precisa merecer a verdade para poder possuí-la.
–Mas o que é essa verdade? Uma coisa, uma pessoa, uma informação?
–Você descobrirá em breve. Um de seus amigos falará sobre isso, então permaneça atento.
A porta, então, se abriu, e o sugou para dentro daquele túnel. Nesse momento, Jack acordou com a cabeça doendo muito. Estava de volta ao alojamento, e o relógio marcava quatro da manhã. Sentiu que alguém tocava seu ombro e, quando olhou para ver quem era, ouviu uma voz feminina dizendo suavemente:
–Está na hora, sr. Smith. Vamos começar bem cedo.
–Profª Tarkil? – ele murmurou, quando acendeu a luz e viu quem era – Por que está aqui?
–Vamos começar a sua prova, rapaz – respondeu ela, sorrindo – Eu vim para chamá-lo. Vamos começar com o exame médico e, ao amanhecer, você vai começar o teste.
Ela saiu, e ele vestiu-se rapidamente. Logo depois, acompanhou a professora até a enfermaria, onde foi submetido a todo tipo de exame conhecido pelo homem. Como esperado, ele tinha uma saúde de ferro, e passou por essa etapa sem o menor problema. Depois, tomou um rápido café da manhã e seguiu a professora até uma porta. Quando entrou, ela fechou-se às suas costas, e à sua frente pôde ver uma única carteira com uma prova e um lápis. Pôde ouvir a voz da professora dizendo-lhe:
–Seja bem-vindo ao seu teste de admissão, sr. Smith. Espero que tenha se preparado bem.
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No próximo capítulo:
ANNA: Por que é que logo eu tenho que fazer o prólogo do próximo capítulo se eu nem apareço nele? Ah, que se dane. A gente se enganou em relação ao Jack, mas acho que ele também ficou meio passado ao ouvir aquelas coisas sobre nós. E o meu p... quer dizer, o Marechal inventou uma regra mais absurda que a outra.
No próximo capítulo, vocês verão (de verdade) o teste de admissão do Jack em detalhes. Vamos ver como ele se vira estando nas garras da professora Tarkil... Ela não dá aulas para mim, mas sei que ela é uma carrasca no sentido literal da palavra. Vamos ver como é que ele se sai diante de um desafio de verdade... De verdade? É o que vocês verão no próximo capítulo, Batismo de fogo. Nos vemos lá!
P.S. – Da próxima vez que eu fizer um epílogo de capítulo, por favor, que seja um em que eu pelo menos apareça, valeu?
