Verdade ou conseqüência
Capitulo 2 – Conseqüências Que Transformam.
"PORQUE ELE É MEU!!!". Berrou Kyo, fechando os olhos, finalmente deixando sair às palavras que estavam presas dentro de si.
Yuki piscou os olhos, incrédulo. Não eram bem as palavras que pretendia ouvir, não daquele modo tão... Tão... Como definir? Não sabia como... Mas logo sentiu um pequeno fogo se ascender em seu coração, afinal Kyo também o queria...
"Toc, toc, toc.". O bater na porta veio logo quando o Rato ia dizer algo, porém teve que parar... E um breve silêncio se fez presente entre os três. Era óbvio quem batia à porta.
"O quarto é seu...". Hatsuharu disse calmo olhando para trás.
Yuki respirou fundo, resignado, se levantando lentamente ainda meio zonzo com o que ouviu e então caminhou até o acesso de recinto abrindo sem demora, vendo a menina que estava parada, tímida, a dois passos de distância.
"Senhor Yuki, está tudo bem?". Tohru perguntou um pouco sem graça, havia ouvido uma confusão quando subia para chamar os garotos para almoçar.
"Aah sim, claro! Apenas estávamos discutindo sobre quem cuidará do dojo no próximo fim de semana.". Falou sorrindo o Rato, tentando esconder com aquela mentira todo o nervosismo que sentia.
"Ahh sim, claro!". Falou a jovem sorrindo aliviada, afinal já sabia que o Mestre iria fazer uma pequena viajem pela confederação nacional de artes marciais.
"Porque não vão os três?".(1) Ela falou como se houvesse dado a solução para um difícil dilema.
"Pode ser... O almoço está pronto?". Perguntou Yuki para desviar do assunto, abrindo completamente a porta, deixando ambos os primos visíveis à jovem.
"Ah sim! Foi para isso que vim chamá-los!". Honda disse sorridente.
O grupo desceu. A mesa estava posta, tudo muito organizado e cheirando bem. Cada um se sentou em um canto sobre os calcanhares começando a se servirem, porém um silêncio constrangedor perdurava. Kyo nem erguia o olhar enquanto era fitado ora por um ansioso Yuki, ora por uma preocupada Tohru, enquanto Haru apenas comia tranqüilo, extremamente satisfeito consigo mesmo.
"Se divertiu na casa da senhorita Hanajima?". Puxou assunto o Rato, querendo quebrar aquele clima desconcertante.
"Ah sim, foi muito bom! Hoje vamos para a casa de Uo-chan!". Respondeu e informou uma animada garota.
"Mesmo?". O.o Indagou o rapaz alvo.
"Sim! Como eu e a Uo-chan estamos trabalhando. Acabamos ficando pouco na companhia uma da outra, por isso resolvemos passar essas noites juntas!". Explicou satisfeita.
"Que bom!". Yuki sorriu feliz pela menina.
"Depois do almoço vamos nos encontrar para tomar um sorvete e passear no parque, é o que Uo-Chan apelidou de 'fim de semana da Luluzinha'!". Tohru estava mesmo empolgada por poder passar mais tempo com as amigas.
"Não poderia ser melhor...". Comentou Hatsuharu vagamente.
Yuki corou levemente ao perceber o que estava implícito na voz do primo.
"Estava uma delícia, obrigado". Kyo saiu de seu silêncio erguendo-se.
"Já?". Tohru se assustou com a velocidade na qual ele comera. Era perigoso podia dar congestão!
"Vou pro meu quarto.". Foi a única coisa que veio como resposta do ruivo e logo ele desapareceu do campo de visão de todos.
Apesar da evidente preocupação de Tohru, o trio continuou sua refeição conversando tranqüilamente sobre coisas banais. Quando terminaram, os dois rapazes ajudaram Honda a arrumar as coisas, limpando e guardando tudo o que era necessário.
"Acho que já está na minha hora...". Hatsuharu disse secando as mãos.
"Ahh! Se o senhor esperar um instante podemos ir juntos!". Afirmou Tohru retirando a avental.
"Claro, eu espero.". Respondeu o rapaz.
"Já volto". E logo ela saiu.
Um silêncio se fez quando os dois rapazes ficaram sozinhos. O Boi encarou o Rato demoradamente como se analisasse algo, pensando se tinha feito a coisa certa, mas sabia que sim e quando Yuki lhe devolveu o olhar e um sorriso tímido se desenhou nos lábios do jovem mais baixo, Haru sentiu-se mais satisfeito.
"O fato dele finalmente ter percebido não significa que as coisas serão fáceis.". Foi Haru quem quebrou o silêncio.
"Eu sei, mas...". Sem conseguir se conter Yuki sorriu ternamente.
"... É bom saber que ele sente o mesmo por você.". Completou a frase o Boi.
"Sim...". Respondeu abraçando a si mesmo o esguio rapaz.
"Voltei!". Tohru apareceu vestindo uma meiga saia curta, verde-escuro, uma camiseta de manga curta, preta, que deixava a mostra sua curvas delicadas, e na mão direita trazia uma sacola.
Yuki os acompanhou até a entrada da casa, despediram-se rapidamente e ficou a olhá-los se afastando, quando já não mais podiam ser vistos soltou um suspiro e olhou para cima, vendo o segundo andar da residência. O Boi estava certo, agora nem sabia o que fazer, se sentou na varanda olhando para o horizonte, ficando a pensar em qual atitude tomaria.
ooOoo
Quanto tempo havia se passado Kyo não sabia responder, estava sentado na sacada de seu quarto, sua mente tomada pela dúvida. Repedidas vezes via e ouvia o que gritara contra Haru a respeito de Yuki e ainda não conseguia compreender o motivo de ter usado aquelas palavras, mas de repente teve sua atenção tomada por um roncar na barriga.
Estava faminto, pois comera pouco no almoço, também estava com sede, afinal nada havia ingerido desde que havia se trancado ali, olhou para o sol que já descia no oeste, certamente já passavam de quatro da tarde. Ergueu-se em um pulo, caminhando até a porta que logo foi aberta, colocou apenas a cabeça para o lado de fora espiando o corredor, encontrando-o vazio para só então sair por ele.
A passos leves começou a caminhar, esperava que o Rato ou não estivesse em casa ou estivesse trancado em seu quarto. Era fácil perceber pelo silêncio que Shigure ainda não havia voltado.
Chegou satisfeito ao topo da escadaria, não causara ruído algum! Desceu alguns degraus e se abaixou para ver o andar térreo a sala estava vazia, porém sua porta estava aberta. Não havia barulho algum e não conseguiu deixar de sorrir, contente por não ter que encarar o primo estando sozinhos em casa. Não que tivesse medo de uma luta, temia, na realidade, que suas ações fossem bem diferentes de uma batalha. Ficou ereto e recomeçou a descida.
"Achei que ia ficar trancado lá o resto da vida.". A voz suave soou de repente fazendo Kyo assustar-se dando um passo para trás, quase tropeçando e caindo. Quando se recompôs viu apenas a cabeça de Yuki na porta, bem embaixo, como se estivesse sentado do outro lado e apenas se esticado para ver dentro da casa.
"TÁ QUERENDO ME MATAR DE SUSTO?!?!?". Gritou a pergunta em tom irado o ruivo.
"Humph...". Yuki não se deu ao trabalho de responder virando-se para frente, olhando para o céu possuidor de algumas nuvens que mais pareciam algodão sobre um tecido azul, uma suave brisa sobrou quando fechou os olhos e respirou fundo.
Do lado de dentro Kyo pensara em ir lá fora e dizer meia dúzia de desaforos para aquela ratazana maldita, porém, em virtude dos mais recentes acontecimentos, resolveu deixar pra lá e foi para a cozinha. Revirou alguns armários, pegou alguns biscoitos e um copo do suco que estava na geladeira, virando-se rápido para a porta de acesso ao local. No entanto...
Foi obrigado a parar de repente, pois ali, parado, estava Yuki! Estremeceu por dentro, os corpos estavam tão próximos que podia sentir a respiração compassada do primo, sentia aquele perfume inebriante e delicado enquanto os olhos cor de sangue fixavam-se na figura menor, até que finalmente encontrou aqueles violetas perturbadores viajando profundamente, por longos instantes, dentro deles.
"Beije-me...". As palavras deixaram quase em uma ordem os lábios do Rato.
Kyo sobressaltou-se saindo de seu torpor, desviando o olhar e se afastando.
"Não!". Afirmou colocando o copo e os biscoitos sobre a pia, apoiando as mãos no granito fechando firmemente os olhos.
"Por quê?". Perguntou Yuki aproximando-se do ruivo.
"Eu não farei isso!". O Gato quase gritou, apertando ainda mais as mãos e os olhos, mas podendo sentir a proximidade do corpo menor.
"Eu sei que também quer!". Estava confiante, o Rato. Não deixaria aquela oportunidade passar!
"Aahhh!!! Falou o Ayame segundo em pessoa!". Kyo disse desdenhoso, encarando momentaneamente o rapaz mais baixo lhe dando as costas em seguida.
"Fala! Fala que é mentira seu Gato idiota e nunca mais toco no assunto!". O habitual tom calmo se perdeu da voz de Yuki que agora soou com um misto de desespero, ira e confiança, algo que jamais imaginou ter como tinha naquele momento.
"EU TE ODEIO!!!!". Esbravejou o bichano virando-se em movimentos rápidos para encarar o primo.
Yuki sentiu o coração doer dando um passo para trás abraçando a si mesmo, mas sem deixar de encará-lo.
"EU TE ODEIO!!! TE ODEIO!!!". Ainda gritava sentindo os olhos arderem.
"Pára...". Pediu baixinho o Rato, não querendo ouvir aquelas palavras.
"Eu te odeio...". A voz rouca ia ficando mais fraca enquanto sentia as lágrimas brotarem em seus olhos escarlates, levando a mão direita à face colhendo as primeiras que escorriam fitando-as.
"Eu tenho que te odiar...". Disse em um murmúrio, abaixando o olhar e apertando o punho úmido.
Ainda parado em seu lugar Yuki sentiu o coração se acalentar quando ouviu a última frase pronunciada já sem força, caminhou até que os corpos estivessem muito próximos, por um instante ficou mudo, pois naquele momento o ruivo parecia tão indefeso que sentia vontade de tomá-lo nos braços e consolá-lo.
"Você tem que me odiar, Kyo? Por quê?". Falou mantendo o tom sóbrio e doce na voz.
"...!". O ruivo não respondeu.
"Quem disse que tem que ser assim? Não há essa pessoa, apenas uma tradição idiota.". Ergueu então a mão levando-a a face amorenada e úmida tocando levemente.
"...!". O ruivo nada disse apenas ergueu a cabeça fitando o primo.
"Não se prenda a isso e me diga o que realmente sente o que realmente quer, Kyo.". Enquanto falava limpava as lágrimas que já haviam parado de escorrer e que haviam deixado os rubis ainda mais brilhantes.
"O que sinto? O que quero...?". Repetiu ainda em tom baixo, desviando o olhar rapidamente para voltar a fitar os violetas de Yuki logo em seguida, agora os olhos escarlates brilhavam em convicção e, em velozes atos, as mãos do ruivo prenderam a camisa do outro, próximo à gola e usou de toda sua força para imprensá-lo contra a parede mais próxima.
"Kyo?", Falou num suspiro, sem saber como interpretar tal ato.
"O que eu quero é descobrir...". Falou de modo levemente irritado e enigmático, mantendo os rostos a uma pequena distância, encarando aquele olhar ametista com intensidade.
"Descobrir o quê?". Yuki perguntou confuso, poderia sair dali facilmente, mas algo lhe dizia para ficar.
"O que você tem!". Respondeu direto.
"Como?".O.o Ficou confuso o Rato, não compreendia o que o outro queria dizer, mas sentiu-se estremecer quando percebeu que aqueles belos olhos vermelhos desciam por sua face, esquadrinhando cada centímetro com desejo voluptuoso, por instinto entreabriu os lábios que se tornaram o alvo do faminto olhar.
"Vou descobrir o que há nesses lábios que são tão irresistíveis... Nem que eu tenha que sugá-los até não ter mais força...". Disse sensualmente o ruivo, aproximando as bocas, deixando que se tocassem levemente.
Yuki sentiu-se estremecer por dentro, por instinto levou ambas as mãos para o dorso largo sentido cada músculo sob o tecido.
"Vou descobrir o motivo de sua pele ser tão macia... Mesmo que eu tenha que apalpar mil vezes cada pedaço de você.". A voz rouca soava lânguida e sensual enquanto as maçãs dos rostos se tocavam.
"Humm... Kyo...". Gemeu o nome do outro fechando os olhos puxando o ar pela boca e entrelaçando os dedos nos fios sedosos das madeixas alaranjadas.
"E irei descobrir de onde vem esse seu perfume... Mesmo que tenha que passar horas sentindo esse seu cheiro inebriante...". Murmurou ao ouvido direito do rapaz menor, mordiscando aquele lóbulo.
Os dedos finos do Rato apertaram firmemente a nuca do parceiro e logo sentiu os braços fortes envolvendo sua cintura esguia, apertando de um jeito agradável e confortável. Deixou o rosto descansar na curva do pescoço do jovem mais alto sentindo-se ser tomado por uma alegria sem igual, queria que aquele momento durasse eternamente!
Um tempo que não conseguiam precisar se passou até que o ruivo moveu-se separando os corpos apenas para dar espaço suficiente para encarar aqueles olhos violetas tão profundos, em movimentos quase lânguidos subiu a mão direita, levando-a para a nuca do outro, entrelaçando os dedos nos fios macios, descendo o olhar e fixando-o naqueles lábios entreabertos.
Para Yuki tudo no mundo pareceu desaparecer naquele momento, tudo o que via era aquele ser de beleza exótica se aproximando. Podia ouvir o próprio coração batendo forte e ansiosamente, o ato já não era impensado levado por uma avalanche de emoções que não podiam controlar, naquele momento os lábios se tocaram delicadamente enquanto os olhos se fecharam tomados pela consciência e por um sentimento que já não podiam negar.
A carícia começou em toques superficiais e suaves causando um leve estremecer no interior dos primos, então a língua curiosa do Gato precipitou-se à frente, tendo passagem permitida para explorar aquele interior aconchegante, conhecendo cada parte daquele pedaço de paraíso.
Yuki entrelaçou as línguas, apertando um pouco mais a nuca do outro aprofundando o beijo, deliciando-se com o sabor do ruivo e sentindo aquelas mãos fortes a lhe apertar de maneira instigante, gemendo entre o toque dos lábios, o corpo maior e agradavelmente quente estava tão grudado ao seu que lhe provocava reações que não podia controlar, sentia a pele queimar e o desejo, que sempre manteve guardado dentro de si, rugia como uma fera preste a quebrar todas as correntes que a prendiam.
Kyo aos poucos ia também perdendo o controle sobre o próprio corpo, percebia que o coração acelerava batendo com vigor nunca visto, espalhando por suas veias e artérias um calor enlouquecedor, desejava mais de Yuki e o apertou ainda mais, aprofundando o beijo sugando mais daquele mel que havia nos lábios finos e tentadores, por instinto a mão que estava na cintura do jovem esguio se moveu descendo um pouco mais, logo apertando as nádegas que descobriu serem firmes e deliciosas para se tocar.
O jovem Rato respirou mais fundo surpreendendo-se deliciosamente com o gesto do ruivo e sorriu, internamente, devido ao desejo que aquele gesto demonstrava, mexia com seu ego que pudesse despertar aquele sentimento no Gato. Em movimento espontâneo o rapaz de aparência delicada ergueu a perna esquerda entrelaçando-a em Kyo, que logo acariciou toda a extensão da coxa roliça apertando com volúpia.
O beijo chegou ao seu fim, porém as carícias continuaram, os curiosos lábios do ruivo desceram pelo lado esquerdo da rubra face de Yuki, mordiscando a pele e a beijando com carinho e luxúria, até chegar ao pescoço branquinho o qual logo foi sugado tal qual um vampiro a se alimentar de sua vítima completamente entregue.
"Hummm...". Não conseguiu conter o pequeno gemido o Rato, deixando o som escapar por entre os lábios ligeiramente abertos para puxar o ar que parecia faltar naquele momento, por puro instinto cravou as unhas da mão esquerda no dorso bonito, enquanto os dedos da mão direita firmavam-se entre as madeixas cor-de-fogo.
Ao sentir aquelas unhas a lhe marcar, Kyo mordeu um pouco mais forte a pele clara deixando ali marcas de seu ato, lambendo sensualmente a pele vermelha para novamente descer com seus toques encontrando a camisa branca de botões dos quais somente os dois primeiros estavam abertos... Fato que logo se alterou quando o Gato levou a mão esquerda, antes na cintura esguia, para que abrisse, um a um, cada botão deixando aquele tórax lindamente delgado completamente a mostra, ainda usando a mesma mão, tocou o peito que arfava descompassadamente, descendo lentamente com o contato até chegar na cintura e então a guiou para as costas do outro o puxando para si.
Yuki não conseguiu ficar com os olhos abertos quando sentiu o outro se abaixando ainda mais, percorrendo seu peito com a mesma ferocidade com a qual grandes labaredas varrem uma vegetação seca. Olhou para o outro sentindo o peito queimar e os olhos arderem pela emoção que o invadia, no entanto, teve sua linha de pensamento completamente interrompida quando aqueles lábios famintos lhe tomaram o mamilo direito sugando-o com lasciva.
"Aaahhhhh... Kyoooo...". Novamente foi obrigado a fechar os olhos enquanto gemia languidamente e arqueava as costas para trás completamente entregue a sensação.
"Hummm...". Gemeu Kyo entre a carícia.
O que havia sido aquilo? Como a voz de Yuki podia parecer algo tão erótico? E o ruivo foi tomado por uma vontade louca de ouvir mais daquela melodia inebriante, queria escutá-la soando ainda mais alto, mais embriagada de prazer, queria que seu próprio nome fosse gritado em meio aos sons ininteligíveis e, em busca dessa realização, sugou ainda mais forte aquele pedaço de Yuki deliciando-se com o que veio.
"Aaahhh...". Novamente gemeu o rapaz menor.
Yuki sentiu um nó na garganta e abriu os olhos violetas mirando o teto da cozinha, há muito já havia percebido seus reais sentimentos com relação ao primo, tudo estava oculto, primeiro pelo ódio e depois pela admiração, mas no fundo aquilo tudo era apenas uma coisa... Amor! Porém por mais que tivesse fantasiado que teria o ruivo a lhe tocar como fazia agora, que ele, Kyo, seria seu primeiro, mesmo assim jamais imaginou que aquilo realmente poderia acontecer e, antes que pudesse evitar lágrimas brotavam de seus olhos e escorriam por sua face.
"Humm... Kyo, você está me deixando louco...". Murmurou sentindo o ruivo tomar-lhe o outro mamilo entre os lábios, porém não conseguiu conter o tom choroso de sua voz, suspirando levemente enquanto fechava os olhos.
Uma pequena luz ascendeu dentro da mente do ruivo, de imediato percebera algo estranho na fala do primo, parando o que fazia, finalmente liberando a coxa que ainda mantinha presa na mão direita, erguendo-se por completo e encarando os olhos violetas, que lhe retribuíram o ato e estremeceu quando viu que Yuki chorava.
"O que foi?". Perguntou perdido e preocupado, mantendo a mãos esquerda na cintura esguia e tocando a face úmida com a outra mão.
Não houve resposta, um breve silêncio se fez e então o Rato abraçou o outro por baixo dos braços fechando os olhos, aconchegando a face no peito forte ainda coberto pela camiseta preta, deixando que novas lágrimas brotassem livremente e logo os braços protetores do rapaz maior lhe envolveram ternamente. Naquele momento, em que seu amado Kyo lhe acariciava as madeixas gris, Yuki sentiu que nada podia lhe ferir e que felicidade maior não podia existir a não ser que...
Delicadamente as mãos do Rato desceram pelo dorso do outro chegando até a cintura bonita encontrando o limite da camisa, suprimiu o insignificante obstáculo e tocou a pele quente percebendo o quão frias estavam suas mãos, separou os corpos para encarar o olhar escarlate e iniciou um lento subir com os dedos levando consigo o tecido e deixando as unhas arranharem levemente a pele morena percebendo que o simples ato fazia o bichano se arrepiar.
As mãos habilidosas de Yuki passaram do dorso ao torso percebendo as leves ondulações do abdômen subindo para sentir o peito bem definido pelos árduos treinos, elevou um pouco mais as mãos, vendo o ruivo erguer os braços e então retirou completamente a peça jogando-a no chão. Os olhos violetas miraram aqueles desenhos perfeitos, deslizando as mãos pelo peito belíssimo, aproximou novamente os corpos e depositou um cálido beijo sobre o coração de Kyo.
O ruivo suspirou levemente com o ato, sentia um calor gostoso se espalhando por suas células tendo como origem o local beijado e estremeceu levemente quando percebeu que Yuki subia com beijos delicados por seu corpo, passando pelo mamilo esquerdo, lambendo-o levemente para depois voltar a tocar a pele amorenada com os lábios, as mãos segurando a cintura do ruivo que lhe abraçava, finalmente chegou ao pescoço esticando-se um pouco para poder chegar ao ouvido do rapaz maior e então tomou o lóbulo esquerdo para si, sugando-o e puxando-o levemente, mordiscando a pele macia.
"Eu te amo...". Murmurou docemente, explicitando toda a sua afeição pelo outro.
Kyo arregalou os olhos e sentiu cada músculo de seu corpo congelar, de forma alguma imaginou ouvir aquelas palavras vindas de seu maior rival, seu coração pareceu parar de bater, suas próprias palavras simplesmente desapareceram e apenas as pronunciadas pelo primo reverberavam em sua mente, por instinto deu alguns passos para trás, descolando os corpos e abaixando o olhar, como reagir àquilo?
O esguio rapaz olhou de maneira interrogativa para o Gato. Afinal o que se passava na mente de Kyo? Será que havia se precipitado ao pronunciar aquelas palavras? Poderia ter posto tudo a perder? Com tais dúvidas Yuki estremeceu, porém não havia ido tão longe para deixar as coisas se acabarem por causa de três 'simples' palavras. Venceu então toda à distância que os separava e tocou a face amorenada, delicadamente forçando-o a lhe encarar.
"Eu não preciso de uma resposta...". Disse sinceramente, porém sabia que era uma verdade apenas momentânea, mais cedo ou mais tarde precisaria saber o que o primo sentia de verdade.
O olhar escarlate brilhava em dúvidas, algo dentro de Kyo parecia querer bloquear o fato que o outro tão facilmente expôs, em sua mente uma ilusão formulava a tese de que faziam aquilo pela busca do prazer e pela vontade de conhecerem novos campos de batalha, nada mais. Porém tinha absoluta certeza que nenhum dos dois faria aquilo por motivos tão banais, a única força capaz de instigá-los àquele ato era... O amor.
"Aahhh Yuki...". Falou colocando a mão na face alva, deixando-a escorregar para a nuca entrelaçando os dedos nas bonitas madeixas.
Em um gesto rápido o Gato puxou o outro para si tomando famintamente aqueles lábios levemente rosados, invadindo sem pudor aquele boca deliciosa, abraçando com força o corpo esguio mostrando todo o desejo que lhe consumia sugando com o mesmo fervor que era correspondido.
Pela primeira vez os peitos nus se tocaram, Yuki ainda vestia a camisa, mas ela estava completamente aberta e o tórax nu do bichano roçava livremente no do outro provocando uma nova sensação ainda mais poderosa e intensa do que a que havia antes, incentivando o crescente desejo de ambos e, antes que pudesse racionalizar, Kyo segurou firme na cintura do Rato dando um pequeno impulso e logo as pernas esguias de Yuki lhe envolviam a cintura.
Kyo deu meia volta, por ínfimo instante pensou em subir para o quarto, mas desistiu no instante seguinte. Caminhou até a mesa da cozinha e lá fez com que o primo se sentasse sem parar de beijá-lo com sofreguidão como se ele pudesse simplesmente desaparecer de seus braços.
Quando finalmente o beijo cessou Yuki puxou o ar pela boca com intensidade deixando a cabeça pender para trás com os olhos fechados, oferecendo assim todo o pescoço para que o ruivo explorasse, apoiando a mão direita na madeira deixando à outra entre os fios cor-de-fogo.
Ato que não tardou a começar. Kyo beijou e sugou a pele alva transformando sua cor em rubra, marcada pelos dentes que a arranhava, desce pelo ombro direito usando a mão esquerda para retirar o tecido que o cobria, beijando com carinho, mordendo com paixão. Lembrou-se então de suas fantasias sob o chuveiro, estava prestes a realizá-la... Logo penetraria aquele belo corpo e o veria gemer descontroladamente.
"Penetrar?". O pensamento lhe tomou a mente, por mais que fosse um pouco inexperiente sabia muito bem que Yuki não era como uma menina, entrar em um corpo masculino lhe causaria dor, poderia até mesmo machucar principalmente se fosse afoito em sua falta de conhecimento.
"Posso machucá-lo...". Afirmou para si em pensamento, ouvindo pequenos murmúrios do outro, porém não conseguia compreender o que ele havia dito, continuava a beijá-lo agora mais lentamente e já não o mordia.
"Droga!!! Eu realmente sou um burro!". Martirizou-se em seus devaneios confusos, parando por completo o que fazia apoiando o queixo no ombro do outro.
"O que foi?". Perguntou um confuso Rato retirando o ruivo de seus pensamentos.
Kyo o fitou e de repente se afastou lhe dando as costas.
"Kyo... Algum problema?". Yuki perguntou sem compreender o afastamento.
"É melhor parar por aqui...". Disse confuso sem ter coragem de encarar o primo.
O coração do jovem Rato doeu. Será que havia feito algo errado?
Kyo ainda se xingava. Como não havia pensado naquilo? Poderia ter ferido Yuki.
"Por que? Você não quer?". Perguntou em tom inocente, ainda sentado sobre a mesa.
"Não! Sim... Quero dizer...". Novamente os escarlates fixaram-se no rapaz menor e sentiu sua mais recente convicção se abalar fortemente. Desejou pegar Yuki e possui-lo, pois vê-lo sentado com as pernas abertas, às mãos entre elas o ombro e o peito desnudos e aquela carinha de ser puro simplesmente o tirava do sério, teve que desvia o olhar para não cometer alguma loucura.
"Não posso machucá-lo, não mesmo!". Pensava o ruivo andado de um lado para o outro.
"O que há de errado?". Yuki perguntou saindo de cima da mesa e se aproximando do rapaz maior.
Kyo então parou, mantendo-se de costas para o outro respirou fundo.
"Diga.", Pediu o Rato.
"Não é uma boa hora...". Foi tudo o que o Gato disse.
Frustração foi tudo o que sentiu o Rato ao ouvir aquelas palavras, estava tudo indo tão bem! Não compreendia o motivo de terem parado, cada célula de seu corpo parecia em estado de alerta prontas para sentir o máximo daquele momento que simplesmente fora interrompido! Queria gritar, socar aquele idiota para depois beijá-lo e provocá-lo ao extremo até fazer o que queria, então abraçou o corpo maior por trás com carinho.
"Tudo bem...". Disse baixinho, apesar de desejar o contrário, decidiu que seria melhor não forçar e deixar as coisas acontecerem naturalmente.
Kyo colocou as mãos sobre as que estavam em seu peito, o que Yuki estaria pensando? Provavelmente o achava um covarde idiota, porém não conseguia reunir as palavras para explicar o motivo daquele gesto. Como um monstro como ele poderia possuir um corpo tão delicado quanto aquele? A idéia era simplesmente medonha! De forma alguma poderia submeter o outro àquilo!
Ficaram ali parados e abraçados por um longo tempo, não queria sair dali, pois simplesmente não sabiam como agir depois de tudo. Sempre foram rivais, sempre que havia uma oportunidade partiam para lutar, as palavras que raramente trocavam era carregadas de hostilidade, e no momento simplesmente não sabiam como agir!!!
"Que ver o pôr-do-sol?". A voz grave de Kyo soou em um murmúrio tímido.
"Como?" O.o Piscou os olhos, incrédulo o Rato, havia escuto, mas era difícil de acreditar, soltou o abraço indo encarar a face amorenada.
"A vista do telhado é bonita...". Falou sentindo-se corar desviando o olhar.
"Claro, eu adoraria...". Respondeu sorrido meigamente Yuki.
"Então vamo logo!". Disse sem encará-lo com tom levemente irritado, pegando a mão direita do outro e puxando pela residência.
ooOoo
Já estava no telhado, ambos sentados, um do lado do outro, mas não se tocavam. Yuki olhou para o ruivo, o olhar escarlate mirava o horizonte deixando seu perfil a mostra para análise, naquele momento notou o quão lindo era o tom daquela pele banhada pelo sol do entardecer, uma brisa fresca brincava com as madeixas lindamente alaranjadas e aquele olhar parecia ainda mais rubro e enigmático.
Desceu o olhar vendo a mão esquerda do Gato largada do lado do corpo bonito, hesitou um instante, mas no outro guiou a própria mão direita colocando-a sobre a mais morena, sempre fitando aquela face bonita vendo-a corar levemente com o contato. Kyo o encarou e os lábios finos moveram-se para formar um tímido sorriso que fez o Rato se sentir muitíssimo bem retribuindo da mesma forma sincera. E ambos deixaram-se ficar ali fitando o horizonte vendo o céu que mistura o alaranjado e o azul criando o mais perfeito espetáculo divino.
O céu, sem nuvens, já estava tomado pelo azul quase preto da noite, pintado por estrelas brilhantes e uma lua incompleta que vinha crescendo noite após noite. Um vento mais frio soprou brincando as madeixas dos jovens que ainda estava sobre o telhado, fazendo o mais esguio estremecer levemente.
"Vamo entra...". De repente a voz grave de Kyo soou, no instante seguinte ele se ergueu e puxou o rapaz menor com facilidade.
"O que foi?". Perguntou um confuso Rato já olhando para as costas do outro que caminhava sobre a madeira.
"Tá frio aqui.". Foi a única coisa que respondeu o ruivo.
Yuki ia dizer que ali estava bom, que não queria sair dali, porém quando finalmente percebeu a preocupação implícita no gesto do bichano simplesmente não teve coragem de retrucar, deixando-se ser levado para dentro da casa.
"Vou arrumar alguma coisa pra comer.". Quando finalmente entraram Kyo disse.
"Vou te ajudar!". Afirmou um convicto Rato.
Kyo parou no meio do corredor colocando as mãos dentro dos bolsos encarando-o com certo ar de desdém.
"O quê?", Yuki perguntou, sem entender aquele olhar.
"Você?! Na cozinha? Pretendo comer algo, não transformar a comida em lixo...". Falou em tom de superioridade.
"Como é que é bichano?". Estreitou os olhos violetas sentindo-se ofendido.
"É melhor cê tomar um banho enquanto EU dou um jeito nisso...". Falou já dando as costas para o primo indo para seu destino.
Yuki olhou conformado, realmente era um desastre total quando se tratava de cozinhar, provavelmente colocaria fogo em algo ou transformaria a comida em algo intragável e tudo iria mesmo para o lixo. Suspirou profundamente indo a seu quarto e depois ao banheiro. Demorou-se um pouco no banho, depois se vestiu com um short azul-gelo que ia até o meio das coxas alvas e com uma camisa de manga curta branca e desceu para a cozinha. No meio das escadas já sentia um cheiro agradável.
O ruivo estava concentrado no que fazia, procurava manter a mente distante do que acontecera sobre a mesa da cozinha, mas a cada momento que olhava para ela lembrava-se de Yuki corado com o ombro a mostra lhe lançando aquele olhar puro e ao mesmo tempo sedutor... Olhava agora fixamente para a panela, mas a mente fantasiava a continuação daquilo tudo e...
"O cheiro está bom!". Disse calmo Yuki entrando no cômodo.
Kyo sobressaltou-se ao ouvir a voz que o puxou para a realidade, mirou então o rapaz alvo, vendo parte daquelas coxas alvas a mostra e por instinto mordeu o lábio inferior, perdendo-se nas pernas que se moviam quase languidamente se aproximando cada vez mais.
"A aparência também está boa!". Afirmou o rapaz de madeixas gris.
Yuki virou-se para encarar o outro e somente então percebeu aonde ia o olhar escarlate e sentiu a face queimar levemente tendo o peito tomado por um misto de incomodo e satisfação sem conseguir impedir um leve curvar de seus lábios.
"Ah... Sim, logo tá pronto...". Como por encanto acordou de seu transe hipnótico o Gato, desviando rapidamente o olhar voltando sua atenção para o que fazia.
"Idiota! Idiota! Idiota!". Pensava consigo mesmo o bichano.
"Tudo bem, vou arrumar a mesa.". Yuki disse já saindo de perto do outro, dando-lhe as costas e sentindo-se ser observado atentamente.
Em menos de dez minutos o jantar estava pronto, Kyo e Yuki se sentaram à mesa, um de frente para o outro. Enquanto se alimentavam, um novo clima estranho se fez presente, poucas foram às palavras trocadas e, para o estranhamento do Rato, o ruivo evitava olhá-lo nos olhos e as tentativas de iniciação de um diálogo foram frustradas por respostas monossilábicas o que impossibilitava que a conversa continuasse.
Quando finalmente terminaram, voltaram à cozinha, colocando ordem em tudo o que foi desarrumado com o preparo da comida, tudo foi feito em meio a um constrangedor silêncio, apenas olhares furtivos se encontravam ocasionalmente para rapidamente se desviarem.
"Vou dormi...". Avisou Kyo em tom vago.
"Ah... Claro, eu também, amanhã temos aula.". Respondeu o Rato.
Para Yuki algo parecia muito errado, de acordo com seu raciocínio o que deveria ter acontecido era: Ambos deviam ter se entregado à paixão em cima da mesa mesmo, depois quem sabe no quarto! Teria sido ótimo se tomassem um banho juntos ou simplesmente dormisse na mesma casa, mas não! Kyo parecia ainda mais distante!
"O que faço?". Perguntava-se em pensamento subindo as escadas.
"Boa noite!". A voz grave do bichano puxou o outro para a realidade, vendo-o parado diante da porta de seu quarto.
"Boa noite...". Respondeu querendo falar outra coisa, algo que impedisse o Gato de entrar e fechar a porta com fazia agora.
"É melhor eu dormir mesmo...". Disse para si em um murmúrio o jovem de belas madeixas gris.
"Merda!". Praguejou Kyo recostado à porta de seu quarto, olhou para a cama vazia e pensou, por breve instante, que preferia que Yuki estive ali, mas desviou-se desse pensamento iria tomar um bom banho e dormir!
ooOoo
Colégio Kaibara, quatro dias depois.
Um indistinto olhar violeta fitava o horizonte fora da sala, a mente perdida em lembranças recentes, fatos que perturbavam a mente do jovem Rato, guiou então o olhar para o causador de todo o seu grande dilema. Kyo estava com o olhar fixo no professor, parecia não perceber a profusão de dúvidas que causava no primo.
Quando finalmente Yuki achou que ficariam juntos, o estúpido Gato simplesmente se afastava daquela maneira! Havia começado na manhã seguinte, após terem trocado carícias quentes...
Naquele dia quando o Rato desceu para o café da manhã o outro já havia saído de casa e voltara tão tarde que nem o viu. Os dias que se seguiram não foram diferentes, o ruivo saía cedo e retornava tarde sob o pretexto de estar treinando no dojo. Já na escola nunca conseguia ficar a sós com o primo, sempre havia Tohru, Hanajima, Arisa ou Nabe com todo o pessoal do grêmio estudantil, além de muitas outras pessoas...
"Gato idiota...". Pensou soltando um breve suspiro.
ooOoo
Enfim as aulas da manhã haviam terminado, do lado de fora do prédio estavam Hanajima, Arisa e Tohru, logo Yuki juntou-se ao grupo das meninas, vindo por outro corredor outro Souma também chegou.
"Olá, Yuki... Meninas...". Cumprimentou com olhar sereno o jovem de madeixas brancas e negras, apenas na nuca, repicadas.
"Olá, senhor Haru!". Disse sorrindo lindamente Honda.
"Qual é?". A sua maneira, também cumprimentou Arisa.
"Boa tarde!". Respondeu Hanajima sobriamente.
"Oi...". Respondeu o Rato sentindo-se sem um mínimo de ânimo ou bom humor.
De imediato o Boi sentiu que havia algo estranho com o primo, nos últimos dias não pôde estar ao lado de Yuki, por estar tentando ajudar e se reaproximar de Rin, havia imaginado que estava tudo bem depois da conversa no quarto, mas pelo visto estava enganado.
"Realmente não foi assim tão fácil?!". Pensou analisando o perfil do primo.
"Ahh senhor Kyo!". A voz animada de Tohru tirou Haru de seus devaneios e também surpreendeu Yuki, que olhou para trás vendo o jovem de madeixas cor-de-fogo a alguns passos de distância.
"Hummm... Olá!". A voz do ruivo soou levemente perturbada e ele manteve distância do grupo.
"Vamos almoçar todos juntos?". Convidou em tom animado a menina de madeixas chocolate.
Os olhos escarlates fitaram-na para depois de focarem em Yuki que lhe olhava de maneira ameaçadora.
"Tenho que resolver uns problemas, não vou almoçar agora.". Falou vagamente desviando o olhar do primo.
"...!", Haru apenas observou o Gato.
"Té mais...". Kyo falou despedindo-se, já dando as costas ao grupo nem dando tempo para alguma reação, indo embora.
"O que deu nele?". Arisa perguntou estranhando o jeito do rapaz.
"Caos... As ondas dele estão ainda mais caóticas do que o normal.". Proferiu em tom quase sombrio a morena Hanajima.
"Será que aconteceu alguma coisa?". ó.ò Tohru ficou preocupada.
"Esqueçam ele, é só um estúpido e idiota! Vamos almoçar.". Yuki falou com ar de indiferença.
"Como imaginei...". Pensou Haru.
"Podem ir, eu também tenho que resolver algumas pendências...". Haru disse e simplesmente se desligou do grupo indo atrás de Kyo.
"Aaahh... Vamo que eu tô morrendo de fome!". Falou em tom um pouco elevado Uotani, começando a andar sendo acompanhada de uma indiferente Saki, uma preocupada Tohru e um Yuki com cara de poucos amigos.
ooOoo
Seus passos eram lentos, porém precisos. Caminhava pelos corredores a procura de certo bichano, afinal, tinha algo muito importante pra fazer e principalmente descobrir. Não queria ver seu amado Yuki triste e sabia seu atual estado de espírito nada mais era do que reflexo de algo que o Gato bobo fez.
"E o super-Haru ataca novamente!". Pensou o jovem Boi, vendo o primo ruivo parado no corredor vazio olhando por uma janela com as mãos no bolso.
"Vai me contar o que tá rolando?". A voz do Souma mais jovem fez o outro se sobressaltar e olhar para trás com os olhos levemente arregalados.
"Haru?! O que tá fazendo aqui?". Indagou um confuso Gato, que antes estava tão absorto em seus pensamentos que nem notara a aproximação do primo.
"Acho que está na cara, não?!". Respondeu com a voz soando mais séria do que o normal e levemente irritada.
Kyo estreitou os olhos e apertou os dentes, aquilo o estava irritando.
"E aí?". Encarou-o, sério, Haru.
"Sai fora, idiota!". Rosnou entre os dentes dando as costas ao outro para sair dali.
No entanto, a tentativa de fuga do ruivo foi frustrada ao ter a camisa segura por trás e o corpo arremessado contra a parede oposta à janela com força e logo o corpo maior veio segurando-lhe a gola da camisa do uniforme mantendo-o preso.
"O que você fez com o Yuki?". Perguntou em tom nervoso, mantendo as faces muito próximas.
O Gato sentiu a face queimar de raiva, fechou os punhos com convicção e, antes que o outro pudesse se defender, socou em cheio a face esquerda do mais jovem fazendo-o das algumas passos para trás.
"EU NÃO FIZ NADA COM AQUELE MALDITO RATO!!!". Berrou em alto e bom som, seria agora que descontaria toda sua raiva e frustração!
"Nada?!?". Perguntou o Boi piscando os olhos de maneira boba e inocente, ignorando completamente a dor e se colocando ereto.
"Nada!". Repetiu Kyo em tom exasperado.
"Nada mesmo? Vocês não...?". Continuou a indagar com o mesmo tom.
De imediato Kyo sentiu a face corar, dessa vez por vergonha, toda a raiva que sentia simplesmente desapareceu e tudo o que conseguiu foi desviar o olhar daqueles castanhos que lhe fuzilavam de maneira pura, mas que pareciam condenar.
Haru inclinou a cabeça para o lado, estava curioso, tentava imaginar o que teria impedido o Gato se o Rato estava claramente afim... Poderia haver vários motivos, afinal Kyo era um mar de confusão maior do que a maioria dos amaldiçoados, mas essas teses simplesmente não serviam de explicação e... Uma idéia brilhou nos olhos do rapaz. Só havia uma explicação plausível! Olhou para os lados confirmando que ainda estavam sós.
"Você é virgem, Kyo?". Perguntou fechando levemente os olhos de maneira enigmática.
"NÃO É ESSE O PROBLEMA, IDIOTA!!!". Novamente berrou o bichano, sentindo as bochechas cada vez mais afogueadas, não compreendendo o motivo de estar tendo aquela conversa com o primo.
"Então é verdade!". Afirmou um calmo Haru, satisfeito por ser tão facilmente arrancado aquilo do outro.
"Ahh! Como eu sou burro!". Pesou Kyo colocando a mão na testa, martirizando-se por ser facilmente manipulável.
"Você não quer machucá-lo, não é?". A voz do Boi soou calma como de costume, porém parecia imensamente feliz e pura.
Kyo o encarou, suspirou levemente. Aquele idiota parecia realmente se importar com Yuki.
"Pelo visto, é isso.". A conclusão a qual chegou era clara.
"Vê se me erra!!!". Disse o ruivo em tom calmo e evasivo, desviando o olhar ficando de lado para o outro, dando o primeiro passo para sair dali.
"Espera!". Falou rapidamente Haru, segurando a mão do outro que lhe lançou um olhar confuso.
"Acho que posso te ajudar...". Falou o rapaz mais alto, ficando bem próximo ao outro.
"Como?!?". Perguntou o Gato piscando os olhos de maneira interrogativa, não compreendia o que o outro queria dizer...
ooOoo
Yuki ouvia as meninas conversando animadamente, porém não conseguia entrar no clima, havia sido assim durante todo o almoço e agora que retornavam a sala não era diferente, tinha a mente apenas tomada por pensamentos à cerca de Kyo e da maneira como ele vinha agindo nos últimos dias. Não conseguia compreender e sentia que tinha que criar uma oportunidade para tirar aquela história a limpo nem que fosse no braço. Era isso! Tinha que pegar o outro e lhe dar uns bons socos para ver se arrancava daquela cabeça-dura algumas verdades!
Yuki teve sua linha de raciocínio quebrada quando viu uma cena no mínimo curiosa. Gato e Boi andavam lado-a-lado pelo corredor vindo de encontro ao grupo, ambos já se aproximando da sala, o mais estranho era que o ruivo estava cabisbaixo com as mãos no bolso e... Parecia muito incomodado com algo.
Quando finalmente Yuki parou junto com as meninas, tinha a porta da sala a sua esquerda e os primos que pararam logo em seguida a sua frente. Por um ínfimo instante os olhos escarlates se ergueram fitando os violetas. De imediato Kyo corou absurdamente ficando da cor de um morango bem maduro, abaixou o olhar e entrou sem nada dizer.
"O que aconteceu?". Perguntou o Rato olhando para o primo que permanecera ali.
"Não sei.". Respondeu dando de ombros.
"Tenho que ir pra aula. Até mais.". Completou o Boi retirando-se dali o mais rápido que podia para não ser obrigado a contar para Yuki tudo o que havia conversado com Kyo.
Algo parecia muito errado para Yuki. A atitude de Haru era estranha e não podia deixar de notar um pequeno sorriso malicioso que brotou nos lábios do mesmo quando ele se retirava. Entrou na sala vendo que o ruivo estava debruçado sobre a mesa olhando para fora, mesmo entre os colegas resolveu ir perguntar o que estava acontecendo, porém foi frustrado com a chegada da professora.
O resto da aula se seguiu assim, Yuki prestava a atenção em Kyo e este olhava para a professora que falava e falava, porém claramente a mente jovem não estava presente durante aquele período.
Yuki aguardava ansioso o término do horário que veio, após o que pareceu um mês letivo, como Honda iria para o trabalho arrumaria um jeito de conversar com o ruivo nem que tivesse que ir atrás dele no dojo! Porém novamente não pôde realizar suas intenções, pois Nabe veio lhe chamar para uma reunião urgente no grêmio estudantil...
ooOoo
"Que reunião mais inútil...". Pensava consigo mesmo o Rato enquanto andava pelas ruas.
A noite já havia caído, o céu estava limpo e claro pela lua cheira que imperava magnífica. Já estava dentro da propriedade de Shigure, quase em casa, sentia-se esgotado e não compreendia o motivo de ter ficado no colégio até tão tarde, a tal reunião urgente foi cheia de assuntos completamente banais, tanto que nem ao menos conseguia se lembrar do que haviam falado por último e para piorar havia perdido uma excelente oportunidade de conversar com Kyo...
"Finalmente...". Murmurou entrando na casa, retirando os sapatos e sentindo o cheiro bom da comida de Tohru no ar.
"Cheguei!". Anunciou chegando à porta da cozinha.
"Senhor Yuki! Chegou bem a tempo do jantar!". Disse Tohru, satisfeita segurando uma escumadeira na mão direita trajada com seu avental.
"Ahh desculpe senhorita Honda, lanchei no grêmio, não estou com fome. Vou me deitar, estou cansado.". Falou simpático.
"Que pena... Tenha uma boa noite!". Respondeu ela sem perder o sorriso, apesar de achar deprimente ter que jantar sozinha, afinal Kyo também não viria e Shigure estava trancado no quarto há horas conversando com Ayame ao telefone.
"Obrigado!". Disse o rapaz retirando-se.
Bravamente venceu cada degrau da escada que ligava os andares da residência, estava completamente sem energia e suas frustrações só faziam piorar seu estado de espírito, segurava a mochila na mão esquerda, mas tinha vontade de mandá-la longe, queria gritar até ser ouvido por seu belo algoz que o tirava do sério, porém no momento sentia-se capaz apenas de tomar uma ducha e dormir!
Andando como um zumbi começou a percorrer o corredor dos quartos, a mente jovem completamente atordoada, não conseguia encontrar uma solução para aquela situação nem uma simples oportunidade fazia-se visível. Seria mais uma noite que passaria só sonhando com coisas que, pelo visto, jamais se tornaria realidade... Então uma porta se abriu no corredor, foi tão rápido que o Rato nem pode evitar que as mãos fortes lhe puxassem em alta velocidade...
"Mas o quê...?". Ia perguntar algo quando se viu dentro do cômodo escuro, ouviu o barulho da porta sendo trancada e sentiu o coração quase parar de bater quando escarlate olhar lhe foi lançado.
Por instinto o rapaz de madeixas gris deus alguns passos para trás, estava dentro do quarto do ruivo, as luzes estavam apagadas, apenas os raios prateados da lua cheia serviam de parca iluminação adentrando pela janela completamente aberta junto a uma brisa fresca e aqueles olhos cor de sangue possuíam um brilho quase místico, refletindo a mais pura luxúria em sua íris.
"Kyo... Está escuro aqui...". Disse baixinho sentindo o coração começar a bater forte, fazendo o som reverberar em seus ouvidos tal qual tambores que indicam que algo importante ia acontecer.
Os lábios do Gato curvaram-se em um sorriso sensual, quase perverso, cerrando ligeiramente os olhos, dando início a uma série de movimentos lânguidos, diminuindo a distância que os separava a meros centímetros, sempre com o olhar fixo nos violetas confusos que lhe fitavam e, sem aviso, as mãos hábeis de Kyo envolveram a nuca do outro, o puxando para um beijo faminto.
Yuki assustou-se arregalando os olhos e segurando nos braços do parceiro, mas não conseguiu evitar que a língua curiosa adentrasse a sua boca iniciando um serpentear tão envolvente que logo sentiu o corpo relaxar, lentamente fechou os olhos, começando a corresponder no ritmo imposto, deixando as mãos escorregarem para o dorso forte, colando completamente os corpos.
As línguas lutavam a mais prazerosa batalha difundindo pelos corpos uma sensação de bem-estar que crescia e se intensificava, se transformando em algo mais quente e voraz, exigindo que o contato se tornasse mais profundo o que não tardou a acontecer.
Yuki deliciava-se com o beijo, desejou-o mais dos que tudo naquela semana e mal podia crer que finalmente estava sendo tocado por aquelas mãos firmes, quase gemeu de prazer somente ao sentir à mão direita do Gato descendo por seu dorso até chegar à cintura e apertá-la com desejo, porém sobressaltou-se quando a sentiu descendo um pouco mais, apertando sua nádega.
"Kyo...". Murmurou parando o beijo e segurando aquela mão-boba, descolando um pouco os corpo para poder encará-lo.
"Qual o problema?". Indagou Kyo, fitando os lábios rosados pelo beijo, o qual queria tocar mais e mais.
"Shigure e senhorita Honda estão em casa, eles podem ouvir...". Disse Yuki, parabenizando a si mesmo por conseguir conter a sua vontade de pular em cima de Kyo esquecendo-se de tudo.
Novamente os lábios do ruivo se curvaram em um sorriso malicioso, parecia dizer algo como 'E daí?', porém ele se afastou do primo, caminhando até a estante aonde havia alguns livros de Shigure e um pequeno aparelho de som e o botão 'play' foi acionado.
Uma suave melodia tocada principalmente ao piano começou a soar em volume moderado, preenchendo o silêncio do quarto, envolvendo os primos que se olhavam enquanto novamente Kyo reduzia a distância entre eles, quando chegou bem perto tocou com a mão direita a face alva do Rato e a voz andrógena começou a cantar.
Está escuro aqui.
E visões percorrem minha mente enquanto eu me recordo...
Meu sonho que se repete.
E você disse...
"Não tenha medo Yuki...". Disse calidamente, tocando com o polegar o lábio inferior do Rato.
"...!". Yuki estremeceu sentindo as próprias palavras desaparecerem, conseguindo apenas encarar aquele belo ser.
"Eu te amo! Serei gentil...". Completou o que tinha de mais importante a dizer o ruivo.
O mundo simplesmente parou para Yuki, cada ínfimo átomo que ia além dele mesmo e de Kyo deixou de ter existência naquele momento, as palavras do ruivo se repetiam em sua mente soando como uma doce ilusão, porém sabia que não eram falsas e enchiam seu coração de uma emoção que jamais imaginou sentir.
"Possua-me...". Foi tudo que conseguiu pronunciar totalmente embriagado por aquela sensação.
Lentamente as faces foram se aproximando, os olhos mutuamente se fitavam até que os lábios se tocaram e os orbes se fechavam para apreciar aquele sabor. Sem que Yuki percebesse lágrimas brotaram e escorreram em sua face, quando as notou simplesmente não conseguiu contê-las, era algo mais forte e maior do que ele que gritava em seu interior no mais puro clamor de paixão.
Kyo sentiu um gosto salgado se misturando a saliva de ambos, logo percebendo que tratava de lágrimas que nasciam dos olhos de sua ratazana, então parou o beijo afastando as faces e contemplando a de Yuki, aquelas ametistas tinham um brilho tão bonito que emocionavam, reaproximou as faces e lambeu a bochecha direita do rapaz menor colhendo o líquido que corria até chegar próximo ao olho que se fechou instintivamente e beijou aquele orbe.
'Estou me apaixonando...
Me Apaixonando por você, garoto!
E meus sentimentos só ficam mais fortes...
Por que não pode ficar comigo por um... Um momento a mais?'
O ruivo beijou a testa do outro, o abraçando ternamente, sendo envolvido pela cintura no ritmo lento da melodia, apertou o rapaz contra si e colocou a mão direita do lado esquerdo do pescoço alvo enquanto a outra descia pela cintura indo ao dorso, os lábios do moreno tocaram o local que havia lambido, e as lágrimas já não mais corriam por ali. Então desceu um pouco mais com a caricia e mordiscou uma pequena parte da pele clara deixando-a rosada.
"Hummm...". Gemeu baixinho o Rato inclinando a cabeça para o lado, deixando mais espaço para a exploração do parceiro.
Para o jovem de madeixas gris era estranho imaginar que aquilo realmente estava acontecendo, depois de uma semana tão confusa já havia começado a achar que jamais realizaria aquele desejo e agora tinha o amado ali, beijando a sua pele, fazendo-a queimar em cada lugar que tocava ascendo dentro de si instintos quase insanos e impuros, e tudo o que queria era libertá-los.
Mais um pouco desceu Kyo e encontrou a gola da camisa do uniforme, realmente incômoda à peça, retirou a mãos do pescoço de Yuki levando-a até a gravata puxando-a para afrouxar, quando conseguiu, abriu os primeiros botões exibindo um pouco mais de pele para seu deleite.
Os dedos finos de Yuki se entrelaçaram nas madeixas que tanto amava, tão belas e macias, como era bom poder tocá-las! Estava tão entregue que chegava a ser vergonhoso para seu ego, porém não conseguia esconder de si mesmo que queria daquela forma, queria ser por completo de Kyo, queria entregar-se à paixão...
"Hummm...". Gemeu baixo e rouco sentindo uma mordida em seu ombro por cima do tecido, ainda conseguindo ouvir a música, porém ela parecia tocar em um local distante.
Venha aqui, garoto...
Venha aqui, garoto...
Venha aqui... Garoto!
Venha aqui... Garoto!
Kyo finalmente retirou a gravata do amado jogando-a no chão, os poucos botões da camisa do uniforme já estavam aberto, porém ainda não estava satisfeito, postou uma mão de cada lado da cintura esguia e bonita, apertando o tecido entre os dedos, erguendo-o lentamente. Separou os corpos olhando nos olhos violetas que perceberam suas intenções e com facilidade retirou por completo aquela peça com o erguer de braços do primo.
E os lábios novamente se uniram, as mãos quentes do Gato tocaram o dorso alvo completamente nu, apertando-o com desejo contra si, deliciando-se com a maciez daquela cútis, sentindo o próprio corpo começar a ser tomado por um calor moderado que se intensificava a cada instante em que tocava aquele ser, estava perdendo o controle e só conseguia desejar mais e mais de Yuki, intensificando e aprofundando o beijo, sugando aqueles doces lábios.
Se pudesse, Yuki teria gemido ao ser sugado com tanto afinco, era tomado por sentimentos fortes e avassaladores, abraçava-se ao primo com desejo cravando as unhas da mão esquerda no dorso largo, desejando tirar aquele tecido que o cobria enquanto a outra mão se entrelaçava nas madeixas alaranjadas.
A sensação era tão intensa que Yuki sentiu-se flutuar, por um instante pensou que era fruto de sua imaginação, no entanto, no momento seguinte notou que os braços fortes do ruivo lhe envolviam a cintura e lhe erguia do chão, a primeira coisa que pensou foi envolver, com as pernas, a cintura do parceiro, mas não teve tempo de realizar esse ato. Kyo simplesmente parou o beijo, e em movimentos rápidos, segurou-lhe a cintura apenas com um braço e deu um impulso e quando o Rato menos esperava estava nos braços do amando tal qual uma princesa nos braços de seu príncipe.
"Kyo...". Murmurou surpreso, encarando aquele lindo olhar que brilhava de maneira divertida.
"O que foi... Não gosta de ser tratado como uma princesa?". Perguntou, sorrindo em um misto de brincadeira e sensualidade.
Yuki sentiu-se corar absurdamente. Colocou as mãos nos peito do ruivo forçando como se quisesse se afastar, coisa que na realidade não desejava, virando o rosto sustentando uma expressão de ira.
"Eu não sou uma princesa!". Afirmou emburrado.
"Sabia que você fica ainda mais lindo todo irritadinho assim...". A voz grave soou banhada por volúpia também explícita em seu rubi olhar, que fitava aquela face perfeita.
Yuki sentiu-se derreter por dentro, guiando o olhar novamente para o amado já sem irritação, tocou aquela face amorenada deslizando suavemente os dedos da mão direita sobre a pele macia contemplando cada detalhe do rosto que amava.
"Você me acha bonito?". Perguntou em tom baixo.
Kyo sorriu, o outro simplesmente parecia não acreditar no que havia escutado.
"Sim, acho. Você é lindo e tentador... Não dá pra ficar olhando pra você assim e não ter vontade de tomar...". Disse sinceramente o ruivo com o intuito de deixar bem claro o que sentia, iria dizer mais e mais palavras para que o Rato pudesse crer, mesmo que tivesse que ficar a noite inteira a murmurar aquelas afirmações, porém não foi possível, antes que pudesse perceber os braços de Yuki lhe envolveram o pescoço e os lábios se colaram.
Eu sei que meu rosto...
É bem familiar para o seu sono!Eu posso ver em seus olhos...
E dizer pelo seu corpo!
O bichano correspondeu à ávida carícia, finalmente saindo do lugar indo a direção de sua cama logo a alcançando e parando diante dela, sem interromper o beijo, começou a se abaixar até ficar de joelhos, nesse momento cessou o toque e colou o corpo esguio sobre os lençóis, parou um instante e contemplou. Era a visão da perfeição, Yuki parecia um anjo de candura, a face rubra e desejosa, o corpo delicado e bonito tão encantador como um príncipe do Éden.
"Você é realmente perfeito...". Murmurou completamente seduzido o bichano.
Yuki não compreendia, muitas vezes fora chamado de belo, sabia que chamava a atenção de muitos seres por onde passava, afinal não era por outro motivo que tinha até fã-clube na escola, porém nunca em sua existência aquelas palavras tiveram tanto significado, parecia que apenas naquele momento, apenas ditas por Kyo é que elas eram realmente verdadeiras e sentiu-se verdadeiramente desejável. Ergueu o tronco apoiando-se nos cotovelos.
"Não me torture... Hoje não...". Disse, sentando-se e segurando o branco tecido da camisa sem mangas do ruivo.
"Hã?". Não compreendeu o que o outro queria dizer.
"Me deixa te ver... Tira isso...". Murmurou puxando levemente o tecido.
Os lábios do Gato se transmutaram um sensual sorriso.
"Anda!". Disse apressado, Yuki.
"Por que você não tira?". Indagou, cerrando levemente os olhos.
"É um desafio?". Perguntou Yuki ficando de joelho, aproximando as faces.
"Sim...". Respondeu languidamente.
"Acho que você já perdeu...". Falou Yuki enquanto diminuía a distância entre eles até suprimi-la por completo colando os lábios novamente.
O Rato invadiu a boca do amando com delicadeza, colando os torsos, entrelaçando os dedos nos fios cor-de-fogo. Não conseguia mensurar o que sentia, era algo tão grande que transcendia os limites de seu próprio corpo transbordando por cada poro de seu ser, irradiando um calor intenso.
Os dedos finos do rapaz menor começaram a descer pelas costas do outro, acariciando enquanto seguia em seu intento, quando finalmente alcançou a região lombar do ruivo segurou o tecido entre os dedos com firmeza, descolou apenas um pouco os corpos sem deixar de beijá-lo e começou a erguer a peça revelando pouco a pouco o delineado abdômen.
Yuki então parou o beijo e puxou a camisa, retirando-a completamente, jogando-a em um canto qualquer do quarto, sentindo o coração bater ainda mais acelerado ao se deparar com aquela visão que já tivera antes, porém sem a oportunidade de tocar como agora tinha. O peito e o abdômen de Kyo eram simplesmente lindos! Os músculos eram pouco desenvolvidos, mas se desenhavam revelando formas másculas e tentadoras. Não conseguiu evitar tocar com a ponta dos dedos da mão direita descendo lentamente, sentindo tudo durinho.
"...!". Kyo não conseguiu conter o sorriso de satisfação ao ser admirado daquela maneira, estava gostando muito, porém sabia que podia melhorar...
"Vai ficar só olhando ratazana?". Perguntou em tom sensualmente provocativo.
Yuki corou levemente com a pergunta e então encarou aquele belo mar vermelho que são os olhos do primo.
"Você é tão lindo!". Afirmou em um murmúrio tímido.
"Ahh! Como pode ser tão fofo assim?". Perguntou-se o ruivo em pensamento, perdendo-se naquela face pura.
Com o braço esquerdo Kyo envolveu a cintura esguia, a mão livre foi para a face do jovem a quem amava, fazendo sua respiração quente tocar aquela pele clara, sentindo o perfume que ela emanava, simplesmente inebriante!
"Acho que tá na hora de parar de brincar...". Murmurou inclinado o corpo sobre o menor, obrigando-o a se deitar novamente sobre o macio colchão.
Venha aqui, garoto...
Venha aqui, garoto...
Venha aqui... Garoto!
Venha aqui... Garoto!
Yuki deliciou-se ao sentir o peso do corpo maior sobre o seu, ter Kyo assim tão junto de si parecia roubar-lhe a razão, a intensidade daquele olhar escarlate era tamanha que o estava enlouquecendo, cada parte de si vibrava excitada com o roçar dos peitos nus. Fechou os olhos quando sentiu seu queixo sendo arranhando pelos dentes do amado e logo aqueles lábios começaram a descer por seu pescoço com carícias ora quase agressivas, ora cálidas, ambas fazendo sua pele queimar desejando por mais daquele prazer.
Os famintos lábios do bichano desceram ainda mais, encontrando partes intactas da pele alva e deliciosa e a beijou, sugou e mordeu, deixando marcas de seu ato, as mãos serviam-lhe de apoio sobre os lençóis para mais facilmente deslizar sobre o corpo menor enquanto sentia os cabelos sendo levemente puxados pelas mãos do parceiro. Chegou finalmente ao peito branquinho dando pequenos beijos, vislumbrando o mamilo rosado e sorrindo com suas intenções.
Com a língua o rapaz maior circulou aquele pedaço de Yuki, lambendo-o voluptuosamente para em seguida mordiscar o bico e então tomá-lo entre os lábios sugando com fervor. De imediato o corpo esguio do Rato arqueou para trás, a mão direita saiu rapidamente das madeiras cor-de-fogo para apertar o tecido macio do lençol com força, enquanto a outra mão apertava mais a nuca do amado.
"Huummm...". Gemeu languidamente em tom controlado, sentindo um prazer intenso tomar conta de si.
Foi um delírio para o Gato ouvir aquela voz embriagada de prazer, sugou novamente a pele do jovem sob si, deliciando-se mais com o sublime sabor que ele possuía. Sem parar o que fazia o ruivo levou a mão direita à cintura esguia do outro, descendo lentamente até encontrar a calça do uniforme, deslizando os dedo indicador pela pele que se encontrava com tecido até encontrar o local onde havia um pequeno botão negro e o abriu habilmente para em seguida descer, apenas um pouco, o zíper e então introduziu a mão ali, também sob a cueca, tocando no sexo rijo do primo.
"Aaahhhhh...". Gemeu mais alto o rapaz de madeixas gris, sendo tomado por um prazer ainda mais intenso ao ter o sexo envolto por aqueles dedos quentes.
"Hummm... Isso!". Não conseguiu se conter o ruivo, ao ouvir aquela melodia banhada em luxúria, aproximando os lábios do lóbulo direito de Yuki.
"Uhm...". Yuki ofegou, sua face transmutando-se, mostrando seu deleite.
"Isso... Geme mais...". Sussurrou lânguida e sensualmente mordiscando aquela pele enquanto apertava mais o órgão do amado.
"Aaaahhhhhh... Kyooo...". Sem conseguir se conter novamente gemeu, agarrando-se ao dorso do rapaz maior, gravando suas unhas nele enquanto arqueava para trás, afundando a cabeça no colchão.
Uma fina dor assolou o corpo amorenado do Gato, foi impossível não imaginar que belas marcas surgiriam em suas costas depois daquele ato, porém aquilo não fazia a menor diferença! Novamente beijou o pescoço, agora avermelhado de Yuki, descendo rapidamente pelo peito também repleto de suas marcas, continuando a acariciar o sexo do rapaz menor, finalmente chegando ao abdômen ainda intacto e mordendo uma parte dele, beijando com carinho.
Yuki contorcia-se em prazer, agarrando-se como podia ao tecido sob si, usando ambas as mãos, o oxigênio parecia cada vez mais escasso para seus pulmões e respirava, entrecortadamente, pela boca em vã tentativa se suprimir aquela falta, delirou quando sentiu a atrevida língua do ruivo penetrando em seu umbigo para depois sugar com lasciva a pele abaixo dele e então sentiu um vazio quando a mão do amando abandonou-lhe o membro.
"Kyooo...". Ronronou manhosamente em reclamação erguendo a cabeça para encará-lo.
O ruivo beijou a pele que havia sorvido e encarou aqueles belos olhos violetas sem conseguir conter o sorriso de satisfação que se misturava a um certo grau de malícia.
Venha aqui, garoto... Venha aqui, garoto!
Venha aqui, garoto... Venha aqui, garoto!
Sabe... Eu não sou um estranho num sonho...
Sabe... Eu não sou um estranho num sonho!
"Só vai melhorar...". Disse sensualmente a rouca voz.
"...!". Simplesmente não soube o que responder, o Rato apenas contemplou o primo colocar ambas as mãos em sua cintura e começar a se afastar descendo lentamente o tecido azul-celeste. Arrepiou-se ao senti-lo roçando em sua ereção ainda oculta pela cueca branca e então sentiu os dedos de Kyo tocando em sua pele, nas laterais do corpo e logo as mãos firmes estavam sobre suas coxas, deslizando com um pouco de força, continuando a levar o tecido.
Não demorou muito para que o Gato pudesse vislumbrar a pecaminosa imagem de um Yuki quase nu olhando-o com ares de anjo que desejava pecar. Inclinou novamente o corpo sobre o do outro, apenas o suficiente para alcançar aquela última peça que cobria o belo e esguio corpo alvo e logo a retirou por completo deixando exposta toda a excitação do parceiro.
O Rato corou absurdamente, desejava aquele momento, porém era estranho ter seu corpo nu, a mostra aos curiosos olhos escarlates do bichano... Era tão magro e branco... Contrastava absurdamente com a pele amorenada e bela de Kyo, por instinto virou a face para o lado esquerdo não querendo encarar o voluptuoso olhar que lhe era guiado.
"Hummm...". Não conseguiu conter o pequeno gemido o Gato ao ver aquela pecaminosa cena.
A face corada, o polegar próximo aos lábios como se fosse morder a unha, a timidez explícita, tudo fez com que um calor intenso e incontrolável tomasse conta de si. Novamente se inclinou apoiando uma mão de cada lado do corpo do primo, engatinhando sobre ele até chegar a face rubra e então lambeu a maçã do rosto oferecida, sentindo o quão quente ela estava.
"Você me tira do sério desse jeito...". Murmurou roucamente o possuidor do espírito do gato.
"Eu?". Piscou inocente os olhos violetas. Yuki encarando o ruivo sem compreender o motivo daquela afirmação.
"Sim, você...". Respondeu languidamente.
"Sério?". Realmente estava incrédulo o rapaz, não sabia como provocava reações no primo, queria muito saber!
"Depois eu é que sou lento...". Pensou Kyo, não conseguindo crer que Yuki realmente não percebia o quanto era sexy! Então aproximou os lábios do lóbulo direito do amado.
"Esse seu corpo é uma doce e pecaminosa tentação Yuki...". Quase gemeu ao ouvido do jovem sob si.
O Rato mordeu o lábio inferior para não gemer ante a sensualidade daquelas palavras, sentindo o baixo ventre latejar, levando ambas as mãos ao dorso do rapaz maior.
"Cada vez que te olho, te quero mais...". Murmurou mordiscando aquele pedaço de Yuki.
"Humm...". Gemeu baixinho o Rato, descendo as mãos nas costas largas do amado, deixando marcado o caminho que fizera com as unhas, até encontrar o tecido que ainda cobria o corpo maior.
"Então tira isso...". Pediu puxando o tecido levemente para baixo.
Kyo estreitou maliciosamente o olhar e encarou as belas ametistas.
"Por que você não tira?". Perguntou em tom picante.
"É um desafio?". Respondeu sorrindo pelo 'replay' da conversa.
"Sim, é!". Disse o ruivo.
"Não se cansa de perder, bichano?". Indagou o Rato, erguendo o tronco para quase colar os lábios.
"Nessa disputa ambos vamos vencer...". Assim que terminou de falar uniu os lábios o ruivo, mantendo a mão direita de apoio sobre os lençóis enquanto a outra ia às costas do parceiro erguendo-o um pouco mais.
As mãos habilidosas do rapaz de madeixas gris percorreram o tecido circulando a cintura bonita do ruivo até encontrar o botão da negra bermuda que logo foi aberto, com a mesma facilidade abriu completamente o zíper e então voltou às mãos para a região lombar do amado colocando apenas as pontas dos dedos sob o tecido, iniciando o lento e sensual percorrer de pele apreciando a maciez que se mostrava sob seu tato enquanto a peça ia deslizando. Corou ao perceber que por baixo dela não havia nada além da cútis de Kyo, mas adorou sentir aquelas nádegas firmes completamente em suas mãos e teve que apertá-las para sentir melhor.
Oh, mas estou precisando e contanto...
Implorando e pedindo... Seja meu está noite... Oh yeah!
Bem, estou esperando e morrendo... Querendo e esperando...
Para demonstrar a você como me importo!
O Gato parou o beijo passando a acariciar o rosto do amado, mordiscando e beijando a pele até novamente chegar ao ouvido esquerdo, lambendo aquele lóbulo, sugando a pele com volúpia. Enquanto sentia suaves beijos sendo depositados na curva de seu pescoço.
"Gostou?". Indagou sensualmente.
Porém não ouve resposta, o Rato apenas apertou mais uma vez aquele bumbum delicioso e mordeu com força moderada o ombro do amado primo. Porém já não suportava mais vê-lo coberto e desceu a bermuda o máximo que pôde com as mãos para depois levá-las novamente aos ombros do ruivo sem parar de beijar e sugar a pele do pescoço amorenado e então usou as pernas para descer completamente o bendito tecido.
Novamente Yuki recostou-se ao colchão tendo o outro apoiando de quatro sobre si, infelizmente não podia ter a visão que queria daquele corpo perfeitamente másculo e jovem, desejou que o outro estivesse deitado e que pudesse contemplar cada ínfimo detalhe, porém teria tempo para isso depois, no momento tinha idéias um pouco menos puras...
"Vem...". Chamou Yuki envolvendo os pescoço do amado em convite.
O chamado não foi negado e os corpos se coloram completamente nus, os sexos excitados se tocaram, fazendo pequenas correntes elétricas fluírem pelos seres enamorados. Os lábios novamente se uniram em um beijo cheio de paixão e desejo no bailar das línguas que já se conheciam bem e não mais brigavam por espaço agora se entrelaçavam unidas na busca pelo prazer.
Kyo fez um pequeno movimento e logo as pernas de Yuki se abriram para que se encaixasse melhor entre elas proporcionando o pleno contato entre os sexos difundindo uma sensação ainda mais prazerosa para ambos.
O ruivo então abandonou os lábios do amado descendo com carícias pelo pescoço já bem marcado, chegando ao peito alvo logo beijando o abdômen sem linhas de músculos, no entanto, belo e delicado, beijou a pele abaixo do umbigo que tinha marcas de seus dentes então olhou para cima vendo que Yuki estava completamente entregue com os olhos fechados e agarrado aos lençóis como que na expectativa do que estava por vir.
Os olhos escarlates então se fixaram na própria mão direita parando-a diante da face, recordou-se do que havia sido instruído a fazer, corou ao lembrar de Haru lhe falando aquilo. Então levou o indicador e o dedo médio à boca, sugando-os, a fim de deixá-los bem molhados, o que não tardou a acontecer, retirou os dedos da boca e levou a mão para entre as pernas de sua ratazana logo encontrando a pequena entrada.
Estaremos nos tocando e segurando...
Acariciando e dando a você... Cada prazer... Yeah!
Te farei sonhar e desejar... Se queimar e chorar
Por mais desse êxtase, oh yeah
Yuki estava ansioso, não compreendia o motivo da demora de Kyo, quando o percebeu descendo por seu corpo esperava que ele o tomasse entre os lábios, porém estava demorando! E então sentiu um dedo tocando em uma parte muito íntima e sobressaltou-se, abrindo os olhos que brilharam alarmados.
"Kyo?". Murmurou confuso.
"Relaxe...". Disse o ruivo, olhando naqueles olhos temerosos, introduzindo parte do dedo médio, sentindo o quão era resistente aquele lugar.
Por instinto o rapaz menor mordeu o lábio inferior, não sentia dor, era algo mais íntimo que o invadia, algo como uma sensação de estranheza, não conseguia deixar de encarar o primo que lhe tocava cuidadosamente e logo viu a mão livre do ruivo envolver-lhe à ereção que prontamente foi engolida pela boca faminta.
"Aaaaahhhhhh...".Gemeu mais alto afundando a cabeça novamente nos lençóis, agarrando-se a eles com força, arqueando as costas para trás ao mesmo tempo em que sentiu aquele dedo completamente dentro de si.
O Gato sugou o membro com vontade quase o abandonando por completo e voltando a engoli-lo, apoiou a mão esquerda no colchão para dar mais firmeza, iniciando um cadenciado sobe-e-desce completamente sincronizado com o entra-e-sai de seu dedo do corpo esguio, que se contorcia sob seu toque, gemendo lânguida e descontroladamente.
Os olhos cor de ametista se abriram fitando o teto, percebendo a visão se anuviar, mal conseguia respirar, apertando ainda mais os lençóis ao intensificar a sucção, o pouco ar que entrava em seus pulmões era puxado pela boca, não conseguia raciocinar tão pouco conter os gemidos que lhe escapavam ora mais baixo, ora mais elevados e aquele dedo dentro de si começava a transmitir um prazer que não poderia imaginar causar entrando, saindo e girando dentro de si.
"Huuuuummmmmm...". Gemeu longamente o jovem de bonitas madeixas gris, arqueando as costas ao sentir aquele dedo mais dentro de si e um sugar mais intenso em seu membro.
Venha aqui, garoto...
Venha aqui, garoto...
Venha aqui... Garoto!
Venha aqui... Garoto!
A música cheia de luxúria era como um bálsamo para Kyo, ela entrava em seus ouvidos e penetrava em sua pele parecendo curar feridas antigas e excitando cada ínfimo átomo que o constituía. Queria mais e mais daquele alento e então postou o segundo dedo forçando-o a entrar no corpo apertado, conseguindo após algumas tentativas e então girando ambos naquele interior quente.
"Kyoooooo... Huummmm...". A voz embriagada de prazer tornou-se mais elevada. Havia sentindo uma pequena dor quando dois dedos lhe penetraram, porém ela foi quase que instantaneamente substituída por uma prazer intenso que só fez aumentar devido ao ritmo imposto por Kyo que começava a sugá-lo mais rápido e com o mesmo fervor.
As madeixas cor-de-fogo caiam na face amorenada escondendo parte da visão que queria ter de Yuki ao olhar para cima, contudo pôde ver exatamente o que desejava enquanto subia e descia. Via sua bela ratazana arqueando e gemendo, mordendo o lábio inferior fazendo-o ficar avermelhado e naquele momento teve a certeza de que viveria apenas para poder ter a chance de oferecer aquele prazer ao amado. Kyo então voltou sua atenção ao que fazia indo mais fundo com os dedos e sorvendo aquele sexo rijo por completo.
Yuki puxou o ar com mais força abrindo os olhos que nem percebera ter fechado sentindo o corpo sendo invadido por intensas correstes elétricas que transmitiam pulsos extremamente prazerosos em cada uma de suas células, o peito subia e descia velozmente e percebeu que caminhava para o paraíso, no entanto, apesar de tudo, sentiu-se só, e desejou que fosse de outra maneira. Unindo todas as forças que ainda possuía, levou a mão direita para o meio das madeixas alaranjadas segurando-as e puxando com força tal a obrigar o amado a lhe encarar.
"Te machuquei?". Perguntou um preocupado ruivo, sentindo uma certa dor em seu couro cabeludo retirando os dedos de dentro do amado.
"Não...". Respondeu arfante o Rato sentindo um vazio dentro de si.
"...!". Kyo ficou sem compreender o que estava acontecendo, se não o havia ferido então qual era o problema?
"Quero que venha comigo!". Afirmou convicto Yuki puxando o primo mais para si.
Kyo estremeceu ao ouvir aquele apelo que mais parecia uma ordem, porém nada conseguiu dizer, as palavras desapareceram enquanto roçava no corpo menor até alcançar-lhe os lábios iniciando um beijo repleto do mais puro amor.
Venha aqui, garoto...
Venha aqui, garoto...
Venha aqui... Garoto!
Venha aqui... Garoto!
"Tem certeza, Yuki?". Perguntou o ruivo ao cessar da carícia
Novamente não houve resposta falada, Yuki voltou a se deitar sempre fitando os belos olhos escarlates, a mão direita ficou sobre o peito alvo e a esquerda caída ao lado da face, lentamente as pernas esguias foram se movendo até que os joelhos se dobraram afastados um do outro.
"Vem, Kyo...". Convidou meigamente, sentindo a face corar.
"Huumm...". Gemeu roucamente o ruivo mordendo, o lábio inferior ao se deparar com aquela visão, naquele exato momento teve certeza de que jamais poderia resistir à sensualidade angelical do primo!
"Desse jeito eu não resisto...". Sibilou o bichano, ajoelhando-se entre as pernas alvas.
"Então não resista!" Falou Yuki olhando para aquele belo ser encantando-se novamente com aquela beleza exótica e sensual.
Cada uma das mãos amorenadas de Kyo tocou um dos joelhos do primo, com carinho e delicadeza acariciando levemente iniciando um leve percorrer, descendo pelas coxas esguias e roliças apreciando a maciez daquela cútis, guiando o olhar ao que fazia até que enfim chegou ao quadril se inclinado sobre o corpo menor.
"Se doer, eu paro.". Prometeu, depositando um beijo sobre o coração do amado.
Yuki não respondeu, de forma alguma desejava que o Gato parasse, independente do motivo e se seguraria o máximo possível para evitar que aquilo ocorresse. Estava hipnotizado pela figura sobre si, observava cada simples movimento e sentiu algo dentro de si remexer quando o notou ajeitando-se melhor entre suas pernas, segurando a base do próprio sexo e guiando-o para sua pequena entrada.
O Gato hesitou por um instante quando tocou aquele lugar com seu membro, não era bobo, sabia que, apesar da preparação, aquilo iria doer, temia machucar o corpo delicado, mas afastou essa dúvida, desejava possui-lo e Yuki queria ser possuído e o faria da maneira mais calma possível para não feri-lo... Então forçou o quadril para frente pela primeira vez.
Uma pequena previa do que viria tomou conta do corpo esguio, a dor que latejou era pequena... Algo mais como um simples incômodo e então se intensificou quando um novo movimento foi feito e dessa vez Yuki se agarrou aos lençóis, fechando os olhos tendo consciência de que o amado começava a entrar em si.
Os preocupados olhos escarlates fitaram aquela bela face no momento em que penetrou um pouco mais e viu aquelas belas feições se transformando em expressão de dor contida enquanto sentia o próprio corpo tomado por um prazer inédito em sua vida, ter seu sexo assim, oprimido dentro daquele corpo apertado, era algo realmente muito bom, mesmo que ainda fosse parcial.
Mordeu com força o lábio inferior o Rato ao sentir ser mais invadido, arqueou as costas e apertou mais os olhos, não gemeria de dor! Se o fizesse sabia que o amado pararia. Não podia permitir, queria ter Kyo completamente mesmo que isso implicasse algum sofrimento, tinha certeza que todo o prazer que estava por vir iria suprimir qualquer aflição e então sentiu a mão esquerda do ruivo sobre sua direita entrelaçando os dedos, abriu os olhos vislumbrando um Kyo de olhos fechados sobre si a uma pequena distância, ele estava tão perfeito!
Você sabe... Você sabe...
Eu não sou um estranho em seus sonhos!
Aquela face amorenada sustentava uma expressão de prazer encantadora, os lábios entreabertos deixando escapar pequenos e ininteligíveis murmúrios. Sentiu os olhos arderem com lágrimas que ali brotavam levando a mão livre àquela face e novamente se viu apaixonado pelo ser que amava, mas teve o raciocínio tomado por uma profunda dor.
"Aaaaaahhhhhhhhhh...". Gemeu longamente o jovem de madeixas gris agarrando-se firmemente a nuca do ruivo, gravando suas unhas naquele local, apertando mais a mão amorenada e arqueando para trás.
"Yuki!!!". Disse um assustado bichano, abrindo os olhos, contemplando a visão que fez seu peito sangrar.
Yuki estava chorando... Chorando! Era realmente um estúpido por não ter percebido o quanto o estava machucando. Burro! Era um mostro burro e insensível! Abaixou a cabeça com vergonha do que tinha feito encostando-a no peito alvo que arfava, ignorando completamente o prazer que sentia em seu baixo ventre e a dor na nuca, nada mais importava...
"Melhor parar...". Disse rouco, tomado pela angustia.
Tentava controlar a respiração o jovem presidente do grêmio estudantil, enquanto ouviu seu nome quase sendo gritado, ao abrir das orbes violetas viu o amado baixando a cabeça se alarmando ao ouvir aquele murmúrio. Já o tinha mais da metade dentro de si, agüentou firme todo esse tempo e por causa de um simples gritinho aquele idiota pensava em parar? Não mesmo! Não iria permitir! Usando a mão que já estava na nuca do ruivo novamente envolveu as madeixas cor-de-fogo agarrando-as e erguendo o olhar confuso do amado.
"Gato burro!". Praguejou furioso.
"...!". Kyo engoliu seco ao ver aquele olhar e ouvir aquela voz, não esperava que tivesse machucado tanto!
"Kyo...". Disse tentando controlar-se o Rato.
"Yuki, eu...". Como... Como se desculpar por feri-lo dessa forma?
"... Eu preciso de você completamente dentro de mim... Agora!". Afirmou convicto, quase desesperado.
O Gato ficou completamente sem reação, não sabia o que responder ou o que fazer.
"Acho que não dá pra discutir...". Pensou analisando bem aquela afirmação que na realidade era uma ordem.
Um brilho diferente surgiu nos olhos cor de rubi enquanto ainda fitava aquela cara de anjo pervertido de Yuki, lambeu os lábios, realmente o primo era tentador, principalmente assim se revelando entre quatro paredes... Aproximou as faces quase colando os lábios com um sorriso maroto nos lábios.
"Ratazana pervertida...". Murmurou muito satisfeito e finalmente colando os lábios.
Yuki não mais corou, já estava aflito por toda a demora desde que haviam se beijado pela primeira vez, simplesmente não dava mais para ficar esperando e não se envergonhava do que falara. Por instinto abraçou o corpo sobre o seu com as pernas e então, em movimento único e forte, Kyo entrou completamente dentro de si. Teve vontade de gemer de gritar apertando-o com as pernas e braços, deixando novas marcas no dorso amorenado e sem perceber acabou mordendo o lábio inferior do amado, fazendo um suave gosto de sangue se misturar ao beijo que logo foi interrompido.
"Aaaaahhhhhh...". Libertaram, juntos, os gemidos enquanto arqueavam as costas para trás, um tomado pelo prazer o outro invadido pela dor.
As respirações estavam aceleradas, descompassadas, os corações acelerados rufavam como tambores de uma tribo em dia de celebração, ambos sentiam os corpos unidos como se fosse um e se perdiam no mar se sensações.
Yuki foi o primeiro a abrir os olhos deliciando-se com a visão de um Kyo ainda arqueado para trás com os lábios entreabertos e um filete de sangue escorrendo-lhe pelo canto esquerdo da boca, pareceu-lhe, naquele momento, que o primo era um vampiro que acabara de se alimentar se sua vítima.
"Tudo bem?". Não conseguiu conter a preocupação o ruivo, guiando o olhar para o primo.
Segurou-se no corpo maior ergueu o tronco o rapaz menor olhando para aqueles lábios tentadores e então lambeu o líquido vermelho que escorria lenta e sedutoramente, apreciando o gosto que lhe pareceu doce na boca...
"Pode melhorar...". Respondeu baixinho e então beijou aquela boca linda.
Kyo correspondeu avidamente ao beijo e jogou o próprio peso sobre o corpo esguio, obrigando-o a se deitar completamente, colando os corpos, sentido a ereção do amado sendo apertada contra seu abdômen, levou a mão direita à coxa alva e então se moveu saindo um pouco de dentro de Yuki e entrando novamente em um movimento firme.
Com mais força o jovem menor se agarrou ao outro, entrelaçando os dedos da mão direita nos fios sedosos e com a outra apertando as costas largas sorvendo aqueles lábios com arrebatamento para compensar o gemido que não pôde liberar. Sentiu que os movimentos de Kyo começavam a ganhar uma cadência delicada e calma e seus lábios foram abandonados e os beijos seguiram para seu pescoço. A cada entrar e sair daquele sexo rijo sentia a dor dissolvendo-se e se misturando com algo mais intenso e poderoso.
"Huuummm...". Gemeu roucamente o ruivo.
O Gato sentia o corpo flamejando em volúpia, cada célula sua estava excitada e provendo-se daquele prazer e, famintas, exigiam por mais daquele alimento e então o corpo amorenado começou a estocar o corpo esguio um pouco mais rápido, aumentando o seu deleite.
"Huumm...". Foi a vez do Rato gemer, já não sentia dor, Kyo era tão delicado que agora apenas a outra sensação lhe invadia, o prazer era pequeno, mas viciante e ganancioso, só desejando crescer cada vez mais.
"Ma... Mais... Kyooo...". Disse ofegante, apertando mais a cintura do outro com as pernas.
O pedido não foi negado, o ruivo retirou-se de dentro do corpo quente quase completamente e voltou a entrar em único movimento, dando mais vigor ao que fazia indo mais fundo e forte dentro do amado, sentindo um quase alucinante prazer ao ter o sexo oprimido daquela forma. Yuki era realmente apertado e entrar e sair dele fazia-o ignorar tudo o que havia no mundo desejando viver apenas naquele momento eternamente.
ooOoo
Shigure esta tão feliz! Havia conversado sobre coisas tão picantes com Ayame que se sentia no paraíso, mas estava faminto, por isso saiu do quarto com ares de bobo-alegre, loucos para comer o delicioso jantar que Honda sem sombra de dúvidas havia preparado. Passou por algumas portas sem dar importância e pensando apenas no amigo de infância e no quão foi agradável o encontro do trio, tinham que repeti-lo qualquer dia desses...
Passou pela porta do quarto de Kyo e então ouviu um pequeno gemido e parou, depois de dar dois passos a frente, piscando os olhos incrédulo e voltou atrás de marcha ré, parando diante da porta, encarando-a interrogativamente.
"Não pode ser...". Pensou chegando mais perto, colando o ouvido na madeira.
Notou que o som estava ligado, coisa estranha vinda de Kyo e então ouviu mais um gemido sobressaltando-se ao identificar claramente aquela voz e os sentimentos nela implícitos.
"Não acredito!". Murmurou achando que estava ficando louco.
Colou novamente o ouvido e dessa vez não teve dúvidas, era sim Yuki gemendo de prazer. Reconhecia bem, afinal lembrava Aaya, bem mais contido, mas lembrava! E obviamente a outra voz era de Kyo Souma! Olhou novamente para a porta sorrindo maliciosamente.
"Senhor Shigure!!!". A voz feminina e delicada o fez se assustar.
Olhou para frente vendo a jovem Tohru no topo da escada.
"Vim avisar que o jantar está pronto!". Afirmou ela sorridente.
"Pensa rápido, pensa rápido! Se ela ouvir isso vai achar que o Kyo tá doente e vai querer entrar lá!". Pensou consigo mesmo.
"Aaah claro, eu estou faminto!". Disse simpático caminhando rapidamente até ela.
Tohru sorriu ao Cão.
"Vamos?". Convidou indicando o caminho de descida.
"Mas o Senhor Yuki e o Kyo...". Ela falou baixinho, tímida pela proximidade do homem mais velho.
"Eu já perguntei, eles não vão jantar...". Manteve a aparente tranqüilidade colocando a mão no ombro dela, guiando-a a térreo, se Tohru entrasse naquele quarto seria um desastre total e, sem dúvidas, teria dois Soumas furiosos querendo arrancar-lhe o couro por não ter impedido...
ooOoo
"Aaaahhhhh...". A voz embriagada de prazer do bichano não conseguia deixar de pronunciar os murmúrios ininteligíveis enquanto arqueava as costas para trás indo mais fundo no corpo amado.
"Aaaaaaahhhhhhhh...". Descontrolou-se o jovem Rato ao sentir um ponto dentro de si sendo tocado por aquele penetrar mais intenso, agarrou-se aos lençóis para não machucar as costas do amado, quase rasgando o tecido entre os dedos.
Aquela melodia simplesmente inebriou ainda mais a mente do Gato, sabia que agora o som emitido por aquela voz encantadora não mais carregava dor e sim um prazer que ele proporcionava! E era tão bom saber disso! E queria mais daquela música luxuriosa e, mais fundo foi naquele corpo, não conseguindo conter a própria voz.
"Hhuuummmmm...". Gemeu alto o ruivo.
"Aaaaaaaahhhhhhhhh...". Quase gritou o jovem de olhos ametista sentindo seu prazer aumentar com o friccionar dos corpos que acariciava ferozmente seu membro.
Juntas as vozes serviam de trilha sonora para embalar a sincronia perfeita dos corpos que ia e viam unificados, tocando-se com certa violência criando um som quase instrumental para acompanhar a canção e o concupiscente bailar dos corpos que se instigavam pelo perfume carnal que se espalhava no ar.
"Huuummm... Kyoooo...". Gemia languidamente totalmente fora de controle o Rato, já sentindo correntes elétricas intensas pulsando dentro de si, sabia que não suportaria por muito tempo por ter sido sugado de maneira deleitosa por Kyo.
"Vem... Vem comigo... Hummmm...". Falou Yuki entre os murmúrios de prazer, repetindo o convite.
Kyo novamente entrelaçou os dedos de sua mão direita ao da esquerda do amado, sentia o próprio corpo chegando perto de limite, era intenso demais para suportar por muito tempo, correntes intensas de prazer pulsavam em seu baixo-ventre denunciando a urgência que sentia de chegar ao Éden.
Os movimentos tornaram-se ainda mais velozes, quase frenéticos, aumentando o compasso da música cantada pelas vozes embargadas e acompanhada pelos corpos a se tocar fortemente e a melodia começou a ganhar um compasso crescente rumando ao auge.
Yuki abriu os olhos percebendo a visão se anuviar, era tão grandioso o que sentia que não conseguia mais suportar, tão poderoso e maravilhoso, já não conseguia respirar direito, gemia sem conseguir se controlar e então foi tomado por algo ainda maior que o elevou a outro estado de consciência.
"Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh...". Gemeu alto sem controle algum no momento em que nada pensou, onde apenas sentiu um prazer devastador como se estivesse em comunhão com o universo enquanto tudo se transforma.
O ruivo entrava e saía com tanto afinco que já não tinha mais controle de si, sentia-se tocar violentamente o ponto mais fundo daquele corpo a toda investida que fazia e então sentiu a já apertada entrada de Yuki comprimindo-o no exato momento em que ia mais profundamente... E então se derreteu.
"Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh...". A voz grave soou ainda mais rouca do que o normal, tomada pelo gozo, sentindo algo molhado em seu abdômen, subindo aos céus, perdendo-se no mar de sensações que o invadia elevando seu ser a algo acima dos meros mortais, local onde encontrou Yuki e se deram as mãos unidos no paraíso.
O corpo maior então caiu sobre o menor, ambos respiravam aceleradamente, o ruivo ouvia o coração do amado batendo tão forte quando o seu no mesmo descompassado ritmo, manteve os olhos fechados apreciando os vestígios daquele gozo e o perfume do corpo amado.
Um longo tempo pareceu ter passado, Yuki já respirava normalmente assim como o jovem sobre si. Levou a mão direita às madeixas que tanto amava acariciando sutilmente os fios alaranjados.
"Isso é um sonho?". Indagou inocente não conseguindo crer que finalmente tinha o primo para si, que Kyo realmente havia sido o seu primeiro como tanto desejara.
Kyo ergueu o olhar escarlate encontrando o violeta de Yuki.
"Sim... É nosso sonho...". Respondeu aproximando as faces e dando um leve e rápido beijo nos lábios do amado.
"... E ele se tornou real". Completou sorrindo timidamente.
O ruivo então se moveu finalmente saindo de dentro do corpo amado sentindo um estranho frio e então se deitou sobre o colchão, puxando Yuki para si para que se deitasse sobre seu peito onde o Rato se aninhou mansamente.
"Está tudo bem com você Yuki?". Perguntou baixinho o ruivo.
"Sim. Qual o motivo de tanta preocupação?". Indagou um sincero Rato que não conseguia compreender o amado.
"É que...". Kyo corou, mas o outro tinha o direito de saber.
Yuki piscou os olhos várias vezes, aguardando que ele explicasse o que se passava.
"... Como foi a minha primeira vez fiquei com medo de te machucar.". Disse com a face virada para a esquerda sem ter coragem de encará-lo.
Yuki piscou os olhos, incrédulo. Não havia imaginado por um momento sequer que o bichano também fosse virgem, afinal, ele agiu com tanta confiança, estava tão sexy que... E então uma seqüência de atos se formou em sua mente.
"Então foi por isso que parou aquele dia e se afastou?". Perguntou encarando-o ternamente.
Kyo suspirou e encarou aquele rosto perfeito.
"Foi.". Confessou envergonhado.
"Seu bobo... Foi a minha primeira também e não poderia ter sido melhor!". Afirmou sorrindo, dando um rápido beijo nos lábios do amado.
O ruivo sorrindo vendo-o se deitar novamente sobre seu peito com um sorriso inocente estampado na face.
"Kyo?". Após algum tempo de silêncio chamou o jovem de madeixas gris.
"Oi". Sua voz saiu baixa e calma.
"Eu estou cansado, e você?". Perguntou demonstrando na voz aquela sensação.
"Eu? Tô morto, cê acabou comigo!". Disse a verdade em tom divertido para logo em seguida levar um leve tapa no peito, em repreensão.
Novo silêncio se fez por alguns minutos.
"Yuki?" Dessa vez quem quebrou o silêncio foi o bichano.
"Sim...".
"Ainda te pego, lá na cozinha, em cima da mesa!". Falou simples e calmo.
O Rato corou erguendo o tronco dando um novo tampa no peito do rapaz maior fazendo o som do contato reverberar levemente.
"Gato pervertido!" Fingiu irritação ao pronunciar essas palavras, mas não conseguiu deixar de sorrir com a idéia e novamente se deitou sobre o amado. Ficando ambos imersos novamente no silêncio.
"Kyo?". Chamou pelo outro o Rato.
"Eu...".
"Te amo...". Murmurou baixinho sentindo o sono se tornar mais forte.
"Também te amo, Yuki!". Falou acariciando as belas madeixas gris.
A paz imperou no cômodo, a luz da lua adentrava ao local ainda de maneira precária, uma brisa calma e delicada soprava, brincando levemente com as cortinas trazendo o cheiro leve das flores que somente desabrocham a noite, bem como uma sensação de tranqüilidade que tomou ambos os jovens, que se entregaram a ela e ao cansaço e finalmente ao sono.
ooOoo
Duas semanas depois.
Yuki caminhava pela calçada a seu lado estava o primo Kyo, ambos uniformizados, afinal haviam saído a pouco da escola. Honda resolveu passar o fim de semana na casa do avô para matar a saudades do velhinho que era tão simpático, por isso a garota não estava com a dupla, que caminhava lado a lado sem nada dizer em meio às poucas pessoas na rua.
Os dias que se seguiram à primeira vez de ambos haviam sido completamente normais, a força do hábito fazia-os discutir constantemente, Haru havia sido o único a notar que algo estava diferente, deixando isso bem claro através de indiretas que apenas o trio compreendia.
Porém quando Gato e Rato ficavam sós, a paixão imperava... Rendiam-se um ao outro com beijos e carícias, aproveitando cada oportunidade que tinham e desde a noite crucial dormiam juntos todos os dias, intercalando os quartos e quem se levantava furtivamente durante a noite e corria para o quarto do outro, fazendo o caminho de volta antes que os outros moradores despertassem. Aprenderam assim a ficar juntos sem fazer grandes ruídos.
Finalmente adentraram a propriedade de Shigure e foi automático, ambos olharam para trás e para os lados e então um para o outro, se aproximaram, ficando um do lado do outro e deram as mãos, caminhando em silêncio até chegar próximo a casa separando as mãos e ficando um pouco mais longe um do outro.
"Será que vamos ter que esconder por muito tempo?". Kyo perguntou vagamente adentrando ao jardim.
"Nossa relação não vai ser bem aceita no clã...". Respondeu o Rato.
"Humph...". Sussurrou consternado o Gato.
"... Porém creio que Shigure já sabe.". Afirmou pensativo.
"Será? E por que não disse nada?". O.o Ficou com uma 'pulga atrás da orelha' o bichano.
"Ele não é ingênuo para ser enganado sob o próprio teto e creio que está em silêncio por não interessar a ele o contrário.". Falou subindo o primeiro degrau da varanda.
"Humm...". Murmurou pensativo.
Calaram-se e abriram a porta, deixando na entrada os sapatos.
"Vou à cozinha.". Disse, entrando rapidamente descalço Yuki.
O ruivo apenas o olhou, nada disse, foi até a sala jogando a mochila em um sofá e se esticando em outro, olhando para o teto e cruzando os braços atrás da cabeça suspirando pesadamente, pensando que realmente seria uma péssima idéia que o clã Souma soubesse que o respeitável Rato estava de namorico com o detestável Gato.
"Kyo!!!". A voz delicada de Yuki chamou pelo bichano que de imediato se ergueu caminhando rapidamente para a cozinha.
Parando a porta o ruivo estremeceu, jamais esperaria ver aquilo diante de si! Boquiaberto, percorreu toda a cena com o olhar, perto da porta estava a mochila do primo largada sem muito cuidado adentrando ao cômodo via-se, sobre a mesa, o jovem de madeixas cor-de-tempestade sentado com as pernas abertas, as mãos apoiadas entre elas com um pequeno pedaço de papel entre os dedos, a gravata estava frouxa e os botões da camisa do uniforme abertos.
"...!". Nada conseguiu dizer sentindo o corpo excitar-se ante a surpresa.
"Estamos sozinhos em casa...". Disse em tom sensualmente provocativo o jovem de aparência delicada, erguendo a mão direita e balançando o papelzinho.
O Gato lambeu os lábios e, a passos lânguidos, guiou-se à direção de sua amada tentação...
FimooOoo
Notas da autora
1 – Ahhh eu não resisti, Dark Annek!!!! Para os leitores, esse fato acontece na fic "Dupla Tentação" da minha amiguinha. Os três (Haru, Kyo e Yuki) têm que tomar conta do dojo enquanto o Kazuma e o Kunimitsu vão fazer uma viajem para um campeonato de artes marciais. Essa fic está muito boa!!!!! Recomendo! (Ainda não publicada até o termino desse capitulo. Ser beta tem suas vantagens... Rsrsrsrssr).
Sendo bem sincera eu não imaginei que esse capítulo ficaria tão grande! Quando o vi pronto pensei em dividi-lo, porém isso me remetia a um grande problema: teria um capitulo insosso e outro somente com o lemon. Coisas que eu realmente não desejava. Por isso resolvi lançar assim mesmo, espero não ter deixar você, leitor (a), muito cansado (a) com o texto... "
A música colocada neste capítulo é a tradução de 'Come Here Boy' de Imogen Heap. Muito sexy a música e perfeita para a cena do lemon dos dois
Para deixar bem claro, bem claro mesmo, Haru e Kyo não fizeram nada! O Boi apenas disse ao outro o que fazer! É bom esclarecer, pois sempre tem um pra interpretar errado... XD
Gostaria de agradecer a Giza (não sei se já falei, mas adoro suas fics de Naruto), Srta. Laila, Angel, Yue-Chan, Kaoru-002, KellyGoth e Neko Lolita (Fascínio já tem continuação, é a Difícil Amor) e pedir desculpas por não ter respondido a todos individualmente como de costume, para compensar dedico esse lemon todinho a vocês, espero que tenham gostado!
E, para terminar, sim esse é o fim dessa fanfic, não estou em condições de assumir outro projeto em capitulo quando tenho tantas pendências, mas lembrem-se comentários incentivam a novas fics!!
20 de março de 2007.
07:45 PM.
Aiko Hosokawa
