Capítulo 5

Surpresas de Natal

19 Dezembro, seis dias para o Natal

Draco se viu na sala, as luzes apagadas, apenas uma ou outra vela acesa. Ele estava sentado no sofá, uma música estranha no fundo. Ela se aproximou em passos lentos, em seu vestido decotado e curto, e sorriu de uma maneira que crianças nunca deveriam ver, sentando-se no colo dele. Draco estava paralisado, uma mistura de sensações dentro dele. Aquilo era estranho, mas não deixava de ser maravilhoso. Ele passou as mãos pelos cabelos dela, se aproximando para beija-la, algo quente queimando dentro dele.

-Gina...- ele murmurou fracamente.

-BOM DIA!- uma voz alegre o fez pular na sua cama, acordando-o de seu sonho instantaneamente.

-MERLIM!- ele gritou com o susto. Ao pé da sua cama, uma Gina muito alegre e completamente vestida, muito diferente da Gina de seus sonhos, o olhava sorridente com uma caixa na mão.- Weasley, você me assustou, maldição!

-Estava dormindo como um bebê.- ela sorriu, tirando com a cara dele.

-Por que me acordou?- ele perguntou emburrado, tentando arrumar os cabelos.

-Hoje é dia de montar a árvore de natal.

-Do que você está falando?- ele perguntou confuso, e pensar que podia estar tendo um sonho maravilhoso naquele exato momento. Mesmo que fosse com ela. Mas, afinal, era apenas um sonho.

-Eu sempre monto a árvore uma semana antes natal, e isso foi ontem. Mas, com a visita da minha mãe, me esqueci completamente. Então você me ajuda?

-Você me acordou para isso?- ele perguntou revoltado.

-Não, para ver você dançar a Hula e eu morrer de rir.- Gina revirou os olhos. (dança havaina)

-Muito engraçado Weasley. Eu vou voltar a dormir.- ele falou, se cobrindo com o lençol.

-Ah, não vai não.- Gina replicou, puxando o lençol para descobri-lo.- Você vai me ajudar, eu não consigo montar a árvore sozinha.

-Use sua varinha, então.- ele resolveu, puxando o lençol mais uma vez.

-Não tem a mesma graça.- ela reclamou, puxando o lençol de volta.- Vamos lá, vai ser divertido. Aposto que você nunca fez isso antes.

-Não mesmo!

-Então, como pode saber se é ruim, se não tentar?

-Você não vai me deixar dormir em paz, de qualquer jeito, não é? - ele suspirou cansado.

-Não mesmo.- ela sorriu.

-Então, vamos acabar com isso logo.- ele se deu por vencido, e ela sorriu feliz.

ooooooo

-É divertido, não é? - Gina perguntou, enquanto Draco colocava os últimos enfeites na árvore, em cima de uma cadeira para alcançar o topo.

-Weasley, quer me passar aquela rena de plástico de uma vez?- ele perguntou, tentando disfarçar um sorriso. O fato é que ele estava mesmo se divertindo, decorando uma árvore de natal viva no meio da sala dela. A árvore espalhava pedaços de madeira e folhas por toda parte, mas de alguma forma aquilo era divertido.

-Sabia que você ia gostar.- ela sorriu, e quando passou o enfeite seus dedos roçaram levemente nos dele, e eles coraram.

Draco resmungou tentando disfarçar seu embaraço, pensando nas palavras dela. Gina o conhecia bem demais para engana-la. Aquilo não era nada bom.

Está linda!- ela murmurou feliz, assim que Draco colocou a estrela no topo.

E quando desceu da cadeira, admirando a árvore, até Draco teve que admitir para si mesmo que fizera um bom trabalho. A árvore de natal estava cheia de bolas, enfeites e guirlandas, além de fadinhas voadoras e velas acesas sem fogo. Uma bailarina dançava em cima de uma caixinha, pendurada logo na frente.

-É passável.- ele murmurou, tentando disfarçar seu contentamento. Era estranho como a simples visão de uma árvore de natal, que ele mesmo decorara e não elfos domésticos, para variar, o fazia se sentir feliz e em paz.

-Agora vamos lá fora, pôr as luzes.- Gina anunciou, pegando uma caixa cheia de luzes de natal.

-O quê? Sem chance, está muito frio lá fora.- Draco respondeu, olhando pela janela.

-Pare de ser reclamão e vamos!- Gina mandou.

Ela o puxou, e quando se viu Draco estava em cima do telhado, prendendo luzes com Gina. A visão era muito bonita ali de cima, podiam ver vários telhados de Londres cobertos de neve e luzes de natal, fumaça saindo das chaminés das casas. Ele estava tão distraído que escorregou, mas Gina o segurou a tempo.

-Cuidado para não cair.- ela sorriu, puxando-o mais para cima.

Eles terminaram com a luzes, então se sentaram no topo do telhado, vendo o sol se pôr atrás dos telhados das casas, e o céu escurecer com várias estrelas surgindo.

-É lindo aqui em cima.- Gina sorriu, olhando a vista.

Eles estavam muito perto um do outro, por causa do frio. E isso os deixava um pouco inquietos, mas mesmo assim não se separaram. Era uma estranha sensação de alegria e paz.

-É.- ele concordou.

-Com quem você vai passar o Natal, Malfoy?- Gina perguntou de repente.

-Eu não sei. - Draco murmurou encarando seus próprios pés.- Sozinho, acho.

-E sua família?

-Hum, minha família.- ele riu com desgosto.- Minha família se desfez a muito tempo. Mas, não quero falar sobre isso.

-Foi por que você não quis lutar ao lado de Você-Sabe-Quem, na Grande Guerra?- Gina perguntou timidamente.

-Você sabia disso?- ele perguntou surpreso.

-Todos sabem. Além do mais, se eu não soubesse, acha mesmo que deixaria um Comensal da Morte viver na minha casa?

-Então, a notícia foi minha sorte e meu azar.

-O que quer dizer com isso?

-Temos que discutir isso agora mesmo?

-Por que você evita falar sobre isso?

-Porque eu não quero, Weasley! - ele gritou bravo.- Está bom assim? Eu não quero. Agora, me dê licença.

E bravo, ele desceu do telhado, a deixando para trás.

-Onde você vai?- a cabeça de Gina surgiu na beirada do telhado, soando preocupada.

-Dar uma volta.- ele grunhiu, e saiu andando pela rua.

Estava tão bom ali em cima! Ela estava começando a ficar aturável. E de repente, resolve querer conversar com ele sobre sua vida. Quem ela achava que era?! Sua mãe? Não era problema dela o porquê dele não querer falar sobre certas coisas. Ele já a havia ajudado, arrumando as coisas de natal com ela. Então, por que falar do passado?

Ele chutou uma lata de lixo em seu caminho. Weasley! Aquela ruiva estava virando sua vida de pernas para o ar! Ele estava começando a ficar sentimental quando se tratava dela. Montar árvores de natal, colocar luzes no telhado. Quem era ele? Seu maldito marido?! Não! Ele só queria abrigo para mais algumas noites.

Então, por que maldição seu coração tinha que disparar toda vez que ela estava por perto? Por que ela tinha que mexer tanto com ele? Por que ele fazia tudo o que ela pedia? Por que ria quando estava com ela, se divertindo até quando discutiam? O que estava acontecendo com ele afinal? Alguma coisa estava errada. Não era para ele se sentir daquele jeito.

Quando parou, percebeu furioso onde seus pés o haviam levado. Exatamente ao ponto onde a havia conhecido, vestido de papai-noel. Bem, conhecido não era bem a palavra. A atropelado era mais exato. Sorriu com o pensamento. E logo se amaldiçoou por tê-lo feito. O que era isso, ficar dando risinhos ao pensar em uma Weasley?! Sacudiu a cabeça desalentado, e viu que seu sapato estava desamarrado. Draco se abaixou para amarra-lo, o que foi sorte, pois um feitiço passou exatamente onde sua cabeça havia estado segundos antes.

-Droga!- ele exclamou.

Uma figura encapuzada surgia da esquina. Imediatamente, Draco pegou sua varinha.

-Estupefaça!- gritou e a figura caiu desacordada. Draco riu, comemorando. Aquele devia ser Crabbe, o idiota!

Então, outra figura apareceu. E outra. E mais outras três. Xingando, Draco jogou meia dúzia de feitiços, apenas dois acertaram seus alvos. Percebendo estar em muita desvantagem, mesmo sendo um dos melhores em duelos ali, Draco virou de costas e fez o que qualquer um faria em sua situação. Ou quase qualquer um, apenas os espertos. Ele correu.

Jogando feitiços para trás, e desviando de outros, Draco correu pelas ruas de Londres. O fato de que não usava nenhuma capa longa, e de que não tinha nenhum plano de para onde ir, o ajudou a escapar. Sem saber em qual esquina Draco iria virar, os seus perseguidores não podiam aparatar para apanha-lo. Draco correu em zigue-zague, por labirintos de ruas, durante muito tempo, até perde-los de vista. Então parou, tentando recuperar o fôlego. Eles estavam chegando perto, precisava de outro plano.

Draco enrolou horas, antes de voltar para casa de Gina. Queria ter certeza de que mais ninguém o seguia. Quando ele chegou, já era tarde da noite. Encontrou a chave extra embaixo do vaso do jardim. Como as pessoas eram previsíveis! E entrou. A casa estava silenciosa e escura, exceto pela sala onde a lareira ardia crepitante. No sofá adormecida, segurando molemente uma xícara vazia, estava Gina.

Ele sorriu, sacudindo a cabeça. Na mesinha de centro em frente a ela, estava uma caneca cheia de chocolate-quente já frio, provavelmente para ele. Suspirando, Draco tirou a xícara da mão dela, se abaixando para pega-la no colo para leva-la para a cama, sabia o quanto aquele sofá era desconfortável. Então parou. O que diabos estava fazendo?! A Weasley podia muito bem dormir no sofá, ela não iria morrer por causa disso. Ele mesmo já durmira lá afinal. E por causa dela, que demorara a chegar de onde quer que tivesse ido, quando recebera uma coruja duas noites atrás.

Draco começou a subir as escadas, quando voltou alguns degraus olhando para dentro da sala, e para ela dormindo. Gina estava tão bonita, os olhos fechados, a boca levemente aberta, o peito subindo e descendo numa respiração rasa e ralaxada. Ela parecia estar muito bem ali, afinal de contas. Draco subiu mais dois degraus, então parou e se xingando mentalmente, voltou para sala a segurando no colo. Com cuidado subiu as escadas, ela era mais pesada do que parecia, e estava apenas no meio do caminho quando começou a se arrepender de sua idéia. Entrando no quarto dela, como se para ainda guardar um pouco de seu orgulho, a atirou na cama sem olhar para trás. Mesmo assim, ela não acordou, estirada em sua cama de casal.

Draco saiu, para seu próprio quarto, para dormir. Cinco minutos depois estava de volta, com mais raiva de si mesmo que nunca. Ajeitou-a confortavelmente na cama, cobrindo-a com um cobertor para que não sentisse frio, se sentindo cada vez mais estúpido. Então virou de costas, e foi para sua cama. O que não adiantou nada, pois passou a noite em claro, pensando nela e no quão idiota estava sendo.

N/A- E agora, a ação começa! Ah, eu não ia conseguir fazer a fic sem um pouquinho de problemas! Espero que estejam gostando, e tenha aumentado a curiosidade de vocês! Porque é isso que eu estou tentando fazer. Já escrevi quase toda a fic, então tudo depende de vocês. Mais comentários, mais rápido eu posto! É só uma pequena pressãozinha emocional, vocês sabem. Vai funcionar melhor para mim do que para vocês, de qualquer jeito. Bem, beijos na bunda, na testa, e em lugares onde o sol bate, de preferência. Madam Tessa

Obrigada a todos que comentaram, atentendo aos meus pedidos desesperados. Amo vocês pessoas!

Thaty - funcionou, e aqui estou eu! Por favor, continue comentando, nem que seja para discutir sobre o tempo ou física quantica e a teoria da relatividade. Qualquer coisa é bem vinda.

Biazinha Malfoy- Você também é uma Ignorante, como eu! Não querendo dizer que nós somos burras, mas conjulgando o verbo para dizer que nós duas ignoramos as coisas! Eu também ignoro as coisas que eu não gosto no livro do Harry! Eu ignoro que o Sirius morreu, que o Dumbledore morreu, ignoro o fato da Hermione ter beijado o Krum, ignoro totalmente Harry/Gina, argh! Ignoro algumas coisas que o Harry disse e fez. Enfim, eu ignoro cerca de 40 do sexto livro, mas pelo menos assim eu aproveito cada parte dos 60 que eu gosto! É isso aí, somos as Ignorantes! Viva!

Eudy- Hahah, modéstia a parte eu também ri bastante. Quando a idéia apareceu na minha cabeça, eu comecei a rir, e minha mãe achou que eu tinha finalmente cruzado a linha da sanidade e da loucura, como venho ameaçando a muito tempo. Mas, ainda não, eu acho... Pernas Malfoy, eu tinha que colocar isso na fic!

Nany- Que bom! Espero que tenha gostado desse capítulo, e tenha ficado um pouco curiosa. Nossa, como eu sou cruel! Hahaha, mto fofo o fim, não?

Lud- Cá estou atendendo a pedidos! Estou muito feliz por sinal! Que bom que está gostando. É para isso que eu estou aqui

Helo- E aih? Acha que eu continuo conduzindo bem a história, ou que esse capítulo fez tudo virar um incrível besteirol? Eu queria um pouco de ação, sabe? Espero que tenha gostado, e que eu não tenha viajado na maionese, no catchup, na mostarda e em todos os temeperos de cachorro quente, em geral. Me avisa se a coisa fugir fora do controle, ou se você está gostando. Bem, pelo menos você achou a idéia inicial bacana! Ah, vc me lembra mto uma amiga minha tb chamada Helo... hahahaha.

Lolita Malfoy- Gostou mesmo? Oba! Aqui está mais um capítulo, que espero que tenha gostado também!

Karen - Que bom que minha fic não é ruim! Estou subindo um degrau de cada vez. Quem sabe você acabe adorando tudo no final? É muita esperança minha? Me avisa hein!

Gla Evans-Dumbledore- E esse capítulo, te deixou intrigada também? Ou era muito previsível? Comensais da Morte e essas coisas? Mais algumas dúvidas somadas as que já existiam. Bem, para esclarecer mais uma, infelizmente tudo o que existe na mala são roupas. Mas, podia ser algo mais, né? Pensando agora... é que eu já escrevi a fic. Se não podia ser um objeto mágico valioso, que Draco roubou do cofre do pai, porque poderia trazer Voldemort de volta a vida, e ele não queria isso porque iria acabar com toda sua paz e etc... Uau! Mas, infelizmente já escrevi o final, e não é isso. Quem sabe uma próxima fic? Adorei a riminha, aposto que o Draco ia gostar também, narcissista como é!

Gabiii- Nossa, que animada! Que bom que você queria mandar mais de uma review por capítulo! A intenção é o que vale, não é? Já fiquei feliz! Espero que tenha gostado desse capítulo também! E que esteja curiosa pelo próximo! Estou louca para pstar!

Beijos e obrigada a todos, novamente! E para quem não comentou, e quem comentou também, só mais uma coisa a dizer: REVIEWS!!!