FADAS 2
- Como assim 'um beijo'?
- Um beijo, na boca – Don disse – simples, a cena pede um beijo, vocês darão um beijo.
Os outros que estavam na sala sentiram muita vontade de rir, Wilson ficou feliz por House, Philip se seguro para não ir embora, fazia meses que tentava levar Cuddy pra jantar e ela nunca aceitava, agora que aparecia a oportunidade perfeita, House levava tudo!
Cuddy sentiu seu estomâgo revirar, beijar House, mesmo que um beijo técnico... PARA, beijo técnico não existe, ela realmente ia beijá-lo. E House, simplesmente sorriu.
Os dois então se sentaram, um de frente para o outro, leriam a cena do desencanto.
- House, preste atenção – Don iria dar a direção da cena para os 'atores' – Você está morrendo, então sua voz precisa ser fraca e arrastada, Cuddy, você está desesperada, precisa salvar o amor da sua vida de qualquer forma. Ação!
House se aproximou de Cuddy se aconchegando no peito dela, a cena era assim, e ele estava amando. Cuddy respirou fundo e leu sua ultima fala:
- Oh! Eu te suplico, não morras! Tenho por ti um sentimento tão forte, tão puro – ela encostou seus lábios na testa dele – Eu te amo!
House abre os olhos lentamente – não é que aquele manco atuava bem.
- Eu te amo, Bela!
E assim eles ficaram se olhando por segundos intermináveis, pareceu a eternidade. Ninguém naquela sala ousou em fazer nenhum barulho, a cena era algo realmente bonito de se observar...
- Já deu! – cortou o diretor – A cena ficou linda, meus atores são ótimos – alguns riram, mas os dois ainda se olhavam, mesmo já tendo se afastado um do outro, os olhos não desgrudavam.
- Bom, já deu o horário, vocês podem voltar ao trabalho, espero que já tenham entendido como trabalho – Don disse – É assim, na hora que eu quero pulo cenas ou volto cenas, preciso dos meus atores inspirados, então tratem de absorver essa peça! – assim eles encerraram a aula com uma salva de palmas.
Todos já tinham saído da sala, menos Cuddy e House. Philip até tentou esperar por ela, mas Wilson lhe lançou um olhar tão intimidador que o médico percebeu que tinha perdido a batalha. Eles ainda estavam sentados um de frente para o outro, e então como se estivessem pensando na mesma coisa, os dois se levantaram juntos. Olho no olho, a proximidade era intimidadora, um respirando o ar do outro. O beijo. Eles não esperavam por isso, mas foi algo mais forte. Foi bom. Separaram-se lentamente, e ela simplesmente virou e foi embora, deixando-o sem palavras.
11 dias para a festa
4° dia de ensaio
O pessoal da cenográfia foram realmente rápidos com a montagem dos cenários. Hoje todos já iriam ensaiar no auditório do hospital. Hoje Don usou o tempo de ensaio para fazer marcações, principalmente dos figurantes, para que na hora não atrapalhassem cena nenhuma.
8 dias para a festa
7° dia de ensaio
House e Cuddy não esqueceram aquele beijo muito menos ignoraram, mas não repetiram. Eles agora meio que se paqueravam nos corredores do hospital, trocavam olhares significativos. Nos ensaios a interação deles era nítida as cenas sempre tão reais, a valsa no final tão amorosa, eles não se beijariam no ensaio, o diretor disse que só precisaria disso no dia. Na coxia era até engraçado, um enviando sorrisos bobos pro outro...
5 dias para a festa10° dia de ensaio
Os figurinos estavam prontos, todos se divertiam enquanto se sentiam dentro de um conto de fadas. Cuddy atraia olhares de todos, ela ficara tão 'pura' na roupa de camponesa, mas nada se comparou ao vestido do baile, aqueles tons dourados deixaram sua pele ainda mais brilhosa. House foi o ultimo a aparecer, ele estava hilário de Fera, porém muito elegante. Quando os dois se viram trocaram novamente aquele olhar, todos já estavam começando a desconfiar, era muito carinho, muitos segredinhos, sussurros ao pé do ouvido, aquilo não era normal.
3 dias para a festa
12° dia de ensaio
- Bom dia! – ela levou um susto com a voz que sussurrou em seu ouvido. Tinha acabado de entrar em seu escritório, não esperava ninguém ali.
- Bom dia! – ela virou sorridente pra ele, sem perceber que ele tinha uma mão escondida nas costas.
Eles estavam perigosamente perto, cada vez mais perto...
- O que você tem aí atrás? – ela perguntou percebendo que ele escondia algo.
- OI? Eu, aonde? – ele se fez de desentendido.
- Deixa eu ver.
- Não.
- Anda. Me deixa ver, House – agora os dois riam sapecamente enquanto ele ia sempre na direção contrária a que ela tentava ir para ver o que ele escondia.
- Não adianta, só com um condição – ele a encarou.
- E qual é? – ela ainda sorria como uma menina.
- Um beijo! – e eles novamente estavam perigosamente perto.
- O que? – ela tinha ficado nervosa agora.
- Um beijo, simples.
- Não é simpl... – tarde demais, ele já tinha tomado seus lábios de uma forma doce mas arrebatadora. O beijo durou segundos intermináveis, esse fora mais especial ainda, até que ela sentiu que algo estava tocando a bochecha dela – Mas o que é... – se afastou e olhou, era uma linda rosa vermelha – o que é isso?
- Uma rosa... – ele respondeu simplesmente, mas ela continuou encarando-o – é o símbolo do amor, o amor da Bela e da Fera – ela abriu um sorriso bobo – é sua – e quando ela pegou a rosa, ele lhe roubou um selinho e deixou a sala dizendo que eles se veriam no ensaio a tarde.
2 dias para a festa
13° dia de ensaio
Eles estavam gravando a cena em que a Fera salvava Bela dos lobos, a cena era forte, Lisa tinha que correr de um lado para o outro enquanto gritava por socorro e em uma dessas voltas que ela dava pelo cenário, ela escorregou no vestido e caiu do palco. Parecia que a encenação tinha continuado, porque House saiu com uma velocidade da coxia, que ninguém conseguia entender como um manco corria tanto.
- Hey, Cuddy – ele dizia aflito enquanto a erguia em seus braços- você está bem?
- Ai, eu acho que machuquei meu tornozelo – ela estava com muita dor e não achou nenhum pouco ruim estar aconchegada no peito dele.
- Hey, seus idiotas, alguém trás uma maca – dois enfermeiros já correram para providenciar.
- Bom pessoal, cenas com a Bela e pelo visto com a Fera também – Don disse percebendo que House não largaria Cuddy – estão suspensas por hoje, Lisa, por favor fiquei bem para a apresentação, e no ensaio agora só quem não está machucado! Vamos, ela vai ficar bem! – todos voltaram ao palco e House saiu acompanhando-a na maca.
- Eu quero um raio-x, agora! – ele ordenou para a enfermeira chefe quando eles chegaram na clínica.
1h depois
- House, eu estou bem – ela dizia sentada na maca de um consultório na clínica – me deixa ir pra casa.
- Calma, eu preciso saber se sua dor não vai piorar...
- Não vai! – respondeu - Você pediu que fizessem o raio-x duas vezes, foi só uma pequena torção, eu só preciso de descanso. Você já me medicou e não deixou que ninguém cuidasse de mim além de você... O que mais você quer?
- Eu... – ele não sabia o que dizer, então foi se aproximando dela até estar entre suas pernas - Eu quero cuidar de você...
- Ah, é? – ela já estava entendendo o jogo dele e resolveu jogar também – Cuidar como?
- Assim... – ele começou beijando o pescoço, depois subiu para a orelha, passando por toda mandíbula e capturando seus lábios de uma forma faminta. Se beijaram por minutos, até que ela cortou o contato.
- Isso por acaso é cuidar? – perguntou sapeca.
- E não é?
- Acho que sim... – se beijaram novamente.
Naquela noite ele a levou para a casa e depois de algumas horas revezando entre cuidar para que ela não esforçasse e explicando para Rachel como seria a peça, ele foi embora. Deixou Rachel dormindo em sua cama, e depois de muito lutar contra a tentação deixou Cuddy sonolenta em seu quarto, não antes de aproveitar um pouco da boca e do corpo daquela bela mulher.
