- Consegui – Disse, com um sorriso humilde estampado no rosto – Entendi uma boa parte dos manuscritos, alguns termos eu precisei pesquisar, mas acho que peguei o jeito da coisa, mesmo sem praticar.

- Você sempre me surpreende, sua testuda – Ino fazia uma cara engraçada de assombro com vontade de rir – Eu, particularmente, não teria bolas. Não entendo porque ficou tão obcecada no jutsu da velhinha da areia...

- Você entende sim, sua porca, Não precisa nem pensar muito... Eu só não quero ser... Inútil, sabe? Aquele idiota do Naruto já fez muito por mim. Não quero precisar usar isso, mas é sempre bom ter ao que recorrer, né?

- E por acaso você daria a sua vida pelo Naruto?

- Mas é óbvio, não é? Ele se arrisca toda hora pra me proteger, eu acabo sempre saindo como o estorvo, a merda do peso que ele tem que carregar pro resto da vida. Ele mudou muito, sabe? Me mudou muito também. Eu me sinto absurdamente bem quando estou com ele. Acho que isso seria também, uma forma de agradecer, o jeito que ele me faz sentir.

- Mas e o Sasuke-kun?

- Ele é outra história, Ino. Você sabe que eu nunca vou esquecer ele, nunca. Mas acho que não precisaria dar a vida por ele. Ele já tentou tirar a minha mesmo...

- Parece que essa é sua primavera mesmo, e você se tornou por completo uma flor linda – Ino sorriu, beijou a testa da amiga – Mas acho que devemos ir almoçar, não?

- Sim, por favor, minha cabeça ainda dói... – E seguiu Ino.