De volta a America a cabeça dele permanecia na sua grande falha sexual. Não conseguira nada nem mesmo vendo uns filminhos para adultos antes de ir para cama, de vez em quando até se animava um pouco, mas era precisar colocar o amigo para jogo e pronto: fail mais uma vez.
Não podia mais culpar o cansaço, afinal tinha ficado cerca de 3 meses de férias, dias viajando, sem nada pra fazer, de papo pro ar e com um semi morto entre as pernas. Tentou ir a um clube de strippers só para saber se o problema era unicamente com a esposa, mas nada. Porra, a coisa não subia mais! Ele não era mais homem... Pelo menos não um que pudesse satisfazer uma mulher.
Pensou em conversar com alguém... Mas cadê coragem?! Agora ele não tinha escolha, teria que conversar com alguém, nem que fosse para pedir algum conselho, mas conversar com quem? Ele não teve coragem de falar com Stephen sobre o "probleminha" com quem mais teria coragem? A melhor solução era um médico mesmo. Não tinha jeito.
Hugh aproveitou o tempo antes das gravações começarem e procurou mesmo um médico, tirou todas as dúvidas sobre problemas de ereção, fez todos os exames. Saudável como um touro, mas não tão touro assim... A indicação do médico: Viagra, a mágica pílula azul. Ele não comprou a coisa de imediato, afinal sua mulher nem estava por lá. Compraria quando estivesse com ela dali a alguns meses e aí testaria a eficiência da pílula da felicidade masculina.
As gravações começaram cerca de 10 dias depois da sua visita ao médico, ele já tinha conversado com Jo sobre a visita e sobre a indicação ao uso do Viagra, ela achou que ele devia procurar um psicólogo porque essas coisas de masculinidade mexem com a cabeça dos homens, mas ele dispensou. Não que não estivesse com o orgulho ferido, mas tentaria primeira a medicina tradicional e depois partiria para contenção dos danos.
No primeiro dia de volta as gravações, ele reencontrou quase todo o elenco, menos Lisa e Olívia que não gravariam naquele dia. Conversou com todas, mas sentiu uma tremenda falta de Lisa. Talvez porque ela sempre escutava suas lamentações quando ele não estava bem e porque com aquele sorriso maravilhoso no rosto ela fazia todo mundo ficar bem. No segundo dia ela também não apareceu, e só então ele soube que ela só gravaria no quinto ou sexto dia. Em casa Hugh deu graças por estar longe da esposa, não que fosse algo bom, mas ele não estava a fim de discutir sobre sua vida sexual e, se Jo estivesse lá, ele se veria obrigado a pelo menos tomar a pílula e tentar cumprir seu papel de marido. E, bem... Ele não estava muito a fim daquilo também.
No sexto dia de volta aos estúdios e antes que ele conseguisse chegar ao seu trailer, ele a ouviu. O som da gargalhada de Lisa reverberou pelo corpo dele. Hugh podia jurar que uma corrente elétrica havia sido disparada por seu peito, o coração ficou acelerado e sentiu tanta necessidade de vê-la que doeu.
- Que droga é essa, cara? - Ele se ouviu questionando a si mesmo. – Desde quando você reage assim a ela?
Ele não tinha resposta para aquela pergunta, só sabia disser que, ouvir a risada dela, espalhou feixes de excitação por seu corpo de tal forma que os pêlos de seus braços arrepiaram e sua boca ficou seca. A sensação era incrível e ele nem tinha colocado os olhos sobre ela. Mais uma vez a risada dela ecoou em seus ouvidos e milagrosamente ele sentiu que todo o sangue do seu corpo correu para o meio de suas pernas.
- WOW! Não brinca com isso cara! – lá estava ele novamente falando com o pênis como se ele fosse uma pessoa. - Hey, é a Lisa cara, a Lisa... Amiga entendeu?!
Rapidamente ele correu para o trailer, não ficaria ali parado arriscando ter um momento inconveniente no meu do estacionamento do estúdio simplesmente porque a risada de uma mulher mexeu com seus sentidos. Não mesmo! Jogou-se na primeira cadeira que achou no trailer, o capacete foi parar do outro lado do lugar, sentado com a cabeça apoiada nas mãos, Hugh obrigou sua respiração a voltar ao normal. Ele não tinha tido uma ereção, mas aquela fora a primeira reação do seu "grande amigo" o fluxo de excitação que tomou conta dele resultaria facilmente numa ereção. Certo como dois e dois são quatro.
- Droga! E foi só uma risada! – ele olhou para pênis que parecia querer brincar com ele. – Cara, a gente precisa ter uma conversa ainda mais séria... Você tá louco? – ele fez silêncio
