Como poderia um relacionamento saudável sobreviver a uma mulher que não conseguia fazer sexo? Talvez nem um grande amor agüentasse essa falta de contato físico. Então, por razões óbvias, ela pôs fim em tudo. Ao primeiro fiasco seguiram-se outros e mais outros, a agonia de ser tocada e não sentir prazer percorreu corroeu o relacionamento levando ao fim.
Levantar às 5 da manhã e fazer sua sessão de yoga era a única coisa que lhe dava prazer, e ela passou a se dedicar com mais afinco aqueles momentos. Nem mesmo sozinha ela conseguia prazer, e olhe que ela tentou. Um banho relaxante de banheira, uma leitura mais erótica e nada. Nada adiantava. Nem mesmo uma automassagem demorada e, antes, prazerosa, ajudou. Nada conseguia livrá-la da frustração sexual. Quem sabe uma reclusão espiritual não fosse à resposta para tudo? Ela teve que rir de si mesma, seria esse o fim de uma era? Afinal ela sempre fora fogosa, sempre ADORARA sexo.
De volta ao trabalho, ela ainda estava aprendendo a lidar com toda aquela frustração, mas ainda tinha seus momentos de sofrimento. Já havia tentando de tudo, agora tinha um arsenal de vibradores e outros brinquedinhos, quisera ela ter um orgasmo para cada centavo que gastou com tudo aquilo, um sonho. O calor dentro de seu trailer não ajudava em nada, ela ficava nervosa e agitada, tipicamente subindo pelas paredes.
- Lisa, eu trouxe seu figurino. – a voz de uma assistente a tirou dos devaneios loucos. Ela abriu a porta e agradeceu à assistente enquanto pegava a roupa.
OK! Era hora de parar de se preocupar com aquele "probleminha" e manter toda a sua atenção e foco no trabalho. Isso definitivamente a faria se sentir melhor, ter com que ocupar a mente. Ela deixou o roupão cair e abriu o saco que guardava o figurino que usaria nas cenas de hoje, uma saia preta que ficaria justíssima e uma blusa com um decote incrível.
- Se eu não posso ter sexo, pelo menos posso ficar sensual.
O sutiã de renda casaria perfeitamente com o decote da blusa e este foi o primeiro passo, vestir a blusa. O tecido fino deslizou por seu corpo e ela suspirou, o leve deslizar do material fez seus seios ficarem sensíveis.
- WOW! – a sensação que antes parecia morta dentro dela ressurgiu pela primeira vez em meses, a sensibilidade estava de volta? Os mamilos clamaram por atenção, e ela não podia atender. – Respira fundo, Lisa! – ela tentou se acalmar. Dois... Três suspiros e ela se recompôs.
As pernas pareciam mais leves quando a saia foi deslizada para cima, tocando sua pele, arrepiando –a. Lisa fechou os olhos e respirou fundo mais uma vez, precisa se acalmar antes de entrar em cena e, se aquela sensação persistisse, poderia cuidar dela mais tarde, com uma pequena ajudinha dos seus novos amigos. A sensação persistiu enquanto ela caminhava para os estúdios e intensificou quando ela chegou à área em que criaram a sala da Cuddy.
Ainda bem que ali estava cheio de amigos, afinal ela precisa de distração. Muita distração. A conversa estava tão animada que ela quase esqueceu a sensação de excitação que percorria seu corpo, mas algo fez a sensação aumentar.
O som rouco de uma Triumph-Bonneville se fez ouvir nos estúdios e seus ouvidos treinados reconheceram imediatamente aquele som, a sensação quase morta em seu corpo, ressurgiu com toda força possível, as pernas dela ficaram fracas e, pela primeira vez em meses, ela ficou molhada. Educadamente, pediu licença e se afastou dos amigos, as pernas trêmulas, a respiração acelerada. Gargalhou nervosa quando um técnico brincou com ela. Droga, aquela era a situação mais embaraçosa que já passara em toda sua vida. Não queria ver Hugh, não podia vê-lo...
Dentro do trailer, Lisa tentou se acalmar, mas seu corpo clamava por atenção, pulsava de desejo e mais uma vez ela tentou superar a sensação que queimava sua pele, fechou os olhos e a imagem que veio a sua mente esclareceu todas as sensações. Hugh a olhava, ela ou Cuddy Lisa não saberia dizer, mas o prazer em vê-lo desejando - a era o que causava calor em seu corpo, os olhos dele devorando-a era o motivo das roupas que ela vestia a deixarem excitava. O desejo que ele demonstrava quando a via com aquelas roupas era o estopim naquela fogueira que ardia em suas entranhas. O desejo dele a excitava.
