Ela tinha que lhe dar crédito, Hugh era um homem muito respeitável. Ela estava tentando – o a mais ou menos uma semana e meia, eles passaram por situações intimas uma e outra vez, ela o provocou diversas vezes e ele não fez sequer um movimento. E a cada hora o corpo dela ficava ainda mais louco por ele, mais faminto. Suas noites se resumiam em banhos frios e sonhos eróticos. Não que ele não estivesse demonstrado interesse, afinal esconder uma ereção era algo bem difícil, mas ele não agia.
Quando ele entrou no estúdio dias atrás, fez questão de roçar o corpo no dela, os abraços de bom dia eram um pouco mais demorados e durante uma brincadeira da equipe ela sentiu uma mão em sua bunda e tinha certeza que fora ele, mesmo que o safado não tenha lhe dado nenhuma dica para confirmar isso. Ela precisava dele e sua necessidade crescia e crescia, seu corpo não se satisfazia mais só com fantasias e ilusões, precisava dele, do verdadeiro Hugh. Mas ela tinha um último movimento e o só o usaria caso ele não tomasse jeito.
Demorou uns quatro dias para que Hugh percebesse as intenções e investidas dela, não porque os movimentos dela não fossem claros e precisos, mas porque estava perdido em suas próprias formas de provocá-la. Um abraço mais apertado, um roçar de corpo desnecessário, outro dia até passara a mão na bunda dela e fora incrível. A sensação daquela perfeição redonda deslizando por sua mão. Que delícia! E ele estava fazendo de tudo para resistir às investidas dela, mas ficava cada dia mais difícil.
Naquele momento Lisa apareceu no fim do corredor que levava ao refeitório do estúdio, ainda usando as roupas de Cuddy, ela praticamente desfilou pelo corredor naqueles saltos altíssimos, seu corpo ágil perfeitamente equilibrado, suas pernas nuas devorando a distância que os separava. Ela parecia decidida, a expressão em seu rosto dizia que nada a impedira de ter o que desejava, e Deus ele queria que fosse ele o seu objeto de desejo.
O olhar dele devorava - a, despindo mais do que seu corpo perfeito, desnudando sua alma. Por que ele não podia agir tão bem quanto a olhava? Por que ele não a devorava como seus olhos prometiam?
- OI... – ela nem parou para falar com ele? Por que? O que ele havia feito? Como se lesse seus pensamentos, ela girou nos calcanhares e o olhou.
- Você não fez nada Hugh e é esse o problema.
Ele acompanhou boquiaberto enquanto ela continua o caminho até o refeitório. E, se tinha alguma dúvida sobre a influência dela sobre ele, aquilo foi ridiculamente posto a prova, porque quando alguém que saia do refeitório esbarrou nela e educadamente ela abaixou para pegar algo que havia caído. Era a visão perfeita do mundo, o bumbum redondo e lindo empinado para cima, num convite mudo para que fosse espancado ou acariciado, qualquer uma das opções seria capaz de excitá-lo. O cara que havia esbarrado nela nem se prestou a disfarçar e admirou o corpo dela como Hugh o fazia e quando viu que era observado ainda sorriu de volta para Hugh.
- Lisa! – Hugh caminhou até ela com passos firmes, assustando - a e ao homem que a comia com os olhos. O cara de afastou dela entendendo que havia um território a ser respeitado.
Lisa assistiu assustada quando Hugh se aproximou do jovem rapaz, o dedo em riste apontando para o rosto assustado.
- Saia daqui antes que eu quebre o seu pescoço. – A raiva e o ciúme em sua voz tiveram um efeito incrível nela, mais especificadamente na parte de seu corpo que clamava por ele. Ela ficou molhada.
O rapaz se afastou quase correndo e Hugh a agarrou pelo braço; precisava de um espaço privado e a levou até a sala vazia que servia de depósito. Lisa não iria bancar a menina ofendida, mas porque ele se sentia no direito de não satisfazer suas fantasias e mesmo assim agir como dono dela?
Dentro da sala, sozinhos e na privacidade que ele precisa ele a soltou de encontro a parede.
- Nunca mais faça isso ouviu?! – Ele parecia mesmo bravo com ela e Lisa segurou a vontade de rir.
- Fazer o que? Você é louco?
Hugh aproximou – se dela como um animal encurrala a presa. Encostada na parede ela não tinha para onde ir e ele usou disso.
- Nunca mais provoque outro homem na minha frente, entendeu Lisa? – ele pediu enquanto os dedos colocavam mechas encaracoladas atrás das orelhas dela. – Nunca mais!
- E por que eu te obedeceria? – ela suspirou quando a mão dele segurou seu pescoço, fechando - se ao redor de toda a extensão, sem apertá-la.
Lisa respirava pesadamente, os seios deslizando pelo braço dele a cada inspiração, os olhos tão focados nos deles que se perdiam na imensidão azul. Ela ficava cada vez mais molhada.
- Responde Hugh... Por que eu deveria te obedecer?
Hugh sorriu, só o esboço de um sorriso cheio de sacanagem, devagar deslizou um dos polegares pelos lábios dela.
- Eu estou falando sério... – ela insistia mesmo com a voz falha, e mesmo desejando parar de falar e sugar o dedo dele.
Hugh se aproximou ainda mais dela, a ereção dolorosa achou nicho perfeito no meio das pernas dela e ela ergueu o rosto para um beijo, mas ele não a beijou nos lábios, mas na testa.
- Porque... – ele falava com dificuldade, já que o corpo dela esta tão quente que derretia o dele. – se eu não posso tê-la pelo menos não sou obrigado a ver outro homem te desejando...
Ela mordeu o lábio inferior e o dedo dele deslizou pelo local marcado, mas dessa vez ela o lambeu lentamente.
- Por que não?
Droga, ele queria beija-la, queria sentir aquela língua deslizando pela dele, queria sentir o gosto dela mais uma vez, sabia que ela era deliciosa, mas agora queria provar o gosto de seu corpo.
- Por que não, o que?
- Por que você não pode me ter? – ela estava ofegando, quando ele desceu as mãos pelos seus braços e a rodeou pela cintura.
- Você conhece os motivos!
- Seu casamento?
- Também...
- Eu não quero me casar com você, Hugh...
- Não posso fazer isso com você... – as mãos dele subiram por suas costas e ficaram a centímetro dos seios cheios e ela lambeu os lábios.
- Eu quero!
- Não Lisa...
Ela tomou as mãos dele entre as suas e as colocou sobre seus seios, os dois gemeram ao mesmo tempo e ele a acariciou.
- Como você pode nos negar isso? – Sem pestanejar ela desceu a mão pelo peito dele, acariciando, devolvendo as caricias que ganhava. Hugh gemeu quando ela ondulou o quadril e deixou que uma das pernas dele se metesse entre as dela.
- Me beija... Por favor! – ela poderia suplicar se fosse preciso porque sabia que não conseguiria respirar se não fosse beijada.
