- Me mostre... Me mostre o quanto você me deseja. – lá estava ela, suplicando mais uma vez.
Hugh colou a fronte a dela e suspirou, como ele queria atender a todos os clamores dela, como gostaria de despi-la e provar daquilo que era o seu maior desejo, sua maior sede.
Lisa suspirou o hálito quente e doce esquentando a pele dele.
- Eu sei que você está tentando manter o controle, eu posso ver em seus olhos... – ela ergueu o rosto dele com os dedos, encarando as imensidões azuis que eram seus olhos. – Mas também posso ver a urgência em simplesmente tomar o que já é seu por direito.
Ela lambeu os lábios enquanto continuava falando, dona da atenção dele.
- Seus olhos são intensos e claros como um livro aberto. Posso ver o que se passa em sua mente... Posso ver você fechando os pulsos para não cair em tentação e me tocar. Posso sentir que você não quer mais esperar... – A última frase foi proferida no mesmo instante em que ela deslizava as mãos pelos braços e pelo peito dele. - Eu sei Hugh, sei que sua paciência, sua resistência está por um fio. E eu continuarei provocando, continuarei sendo ousada… Quero ver sua resistência ruir aos meus pés. – ela se aproximou dele a boca a poucos milímetros da dele. - Você conseguira manter o controle? Permanecera impassível?
Hugh permaneceu quieto, não disse uma única palavra e nenhum movimento foi feito, ele temia perder o controle, ela sabia que ele perderia a calma a qualquer momento. A boca dela estava tão perto, ele só precisava mover um pouco e suas bocas se encontrariam... Mas o que seria dele se isso acontecesse?
- Você me faz ficar sem jeito sabia? – Ela recomeçou a tortura assim como prometera. – O seu olhar é sempre tão intenso, assistindo cada movimento de meu corpo. Eu sei o que você pensa, posso ver isso em seu sorriso e até em seu rosto sério... Eu sei Hugh, que dentro de você cresce a mesma luxúria e o mesmo desejo que domina meu corpo. Sei que você almeja meu toque, assim como eu anseio desesperadamente pelo seu.
Ele suspirou, o primeiro sinal de que ela não estava sozinha naquela conversa.
- Eu estou lutando contra isso... – as primeiras palavras que saíram da boca dele foram relutantes. E Lisa sorriu. – Estou lutando para manter o controle.
- Não há porque lutar! – ela tentou toca-lo mais uma vez, mas ele se afastou e segurou suas mãos.
- Esse jogo.. Eu estou perdendo! – as mãos que seguram os pulsos dela perderam a força, os dedos traçaram os braços delicados. – Eu te desejo! Anseio por sentir seu corpo em minhas mãos, minha língua provando sua pele, meus dentes te mordendo… Eu desejo me perder nessa linha perigosa entre dor e prazer.
Ele se aproximou dela mais uma vez, porém agora não havia espaço entre seus corpos e ela precisou abrir um pouco as pernas para acomodar a dele. As mãos dela foram erguidas e aprisionadas em uma única mão dele, a outra mão livre agarrou o cabelo dela, fazendo com que ela jogasse a cabeça para trás e deixasse o pescoço à mostra, a boca dele bem próxima de seu ouvido quando ele despejou seus mais escuros desejos.
- Isso não será calmo, não será devagar... Eu quero saborear você, devorar você.
A respiração dela ficou acelerada mais uma vez, as veias no pescoço saltaram, os seios livres esfregaram – se no peito dele. Ele enterrou o rosto em seu pescoço, depositando beijos suaves e pequenas mordidas.
- Mas isso não será aqui Lisa... Nós precisamos esperar...
- O que te faz pensar que eu posso esperar?
- Nós precisamos... Porque eu quero ouvir você gritando quando eu me enterrar em você, quero você sem pudores... – as mãos dele correram pela lateral do corpo dela, parando na altura dos seios, e as mãos dela, agora livres, espalmara no peito dele. Ele precisava toca-la mais uma vez e então, as mãos grandes fecharam - se sobre os seios macios. Lisa gemeu, enquanto ele a acariciava com ternura - Você terá que esperar!
As palavras dele tiveram o mesmo efeito que uma grande dose de uísque: deixaram seu corpo leve, como se ela estivesse em um novo patamar de sensações, mas ela encontrou um porto firme no peito dele e nos braços que quase a ergueram do chão quando ele a beijou. Os lábios prometendo as maravilhas que ele havia dito antes.
- Quanto terei que esperar? – Foi a única coisa que saiu dos lábios dela quando ele a deixou sem folego.
Hugh sorriu, decisão tomada seria ação certa. Ele não voltaria atrás e não protelaria mais, seu desejo não sumiria se ele simplesmente a ignorasse, e toda aquela coisa de ponderar o que era certo ou errado perdeu o foco, toda e qualquer atenção só tinha um destino: Lisa.
- Hoje à noite.
- Aonde?
Sem pensar duas vezes ele sussurrou no ouvido dela.
- Eu te aviso... – Ele a beijou mais uma vez e saiu da sala e ela ficou ali, desolada, ainda trêmula e excitada.
- Hugh... – chamou no corredor já vazio, já recomposta e com a blusa fechada, e então sentiu algo vibrar no pequeno bolso na lateral da saia. Era seu celular, a pequena mensagem dizia:
"A espera valerá a pena! Hoje à noite... Aguarde meu contato! H."
Ela apertou o celular contra o peito, sabendo que aquele não era o comportamento de uma mulher que almejava apenas sexo. Era verdade ela mentira, não o queria apenas uma vez, porque uma única vez não seria suficiente. Ela o queria muito mais que isso... Queria tê-lo para sempre, não só em sua cama, mas em sua vida. Um desejo tão intenso não poderia vir de um corpo que não alimentasse também um sentimento mais profundo. Ela o amava, mas temia que isso o assustasse ainda mais.
Droga! Aquela verdade assustava a ela mesma. Amor era forte demais, carnal demais, mas era o que ela sentia. A necessidade em tê-lo era mais que simplesmente sexo, paixão, furor, era mais intenso e desconcertante. Ela o queria porque o amava.
"Não me deixe esperando... L."
Lisa não teve mais cenas para gravar o resto do dia, por isso estava em casa se remoendo a espera de um contato dele mesmo sabendo que Hugh tinha uma quantidade anormal de cenas naquele dia. Mas não custava um simples contato né? Porém nada veio dele, nenhuma mensagem e nenhuma ligação. E ela esperou...
As 22:00h ela já tinha perdido as esperanças e se metido num banho frio e as 22:30h estava na cama, rolando de um lado para outro tentando, em vão, pegar no sono. O celular que, normalmente, ficava sobre o criado mudo fazendo companhia aos livros de cabeceira, essa noite estava ao seu lado, como que, fazendo o papel do homem que deveria estar nos braços dela. E então um toque e a mensagem:
"Abra a porta, está frio aqui fora"
O coração dela bateu tão forte que ela jurava que poderia ser ouvido, as mãos ficaram trêmulas e ela suspirou. O número no visor do celular era o que ela esperara a noite inteira. Tentou não parecer afoita ou desesperada quando correu pela sala, mas ao abrir a porta todo o seu bom senso foi por água abaixo. De capacete na mão e jaqueta de couro, ele parecia ainda mais lindo e masculino, ela sorriu para ele quando deixou que ele entrasse e ele sorriu de volta.
- Fecha a porta Lisa... Está frio e você está só de camisola. – ele praticamente ordenou, mas precisou ir até ela e fechar a porta ele mesmo, pois ela ficou sem ação. Hugh sorriu, aproximou- se dela devagar e a beijou. – E eu que pensei que você não pudesse ficar mais bonita... – os olhos corriam pelo corpo dela, a camisola pequena e transparente não servia de barreira para o olhar invasor, sem a proteção do sutiã, os mamilos ficaram duros e sobressalentes no tecido suave, ela suspirou.
- Eu não esperava... – ela tentou falar, mas mal conseguia acreditar no que via. Respirando fundo ela assumiu a postura de mulher fatal. – Cansei de te esperar... já estava na cama!
Aproximando – se dela ele brincou com as alças finas da camisola, correndo o dedo devagar e deixando uma delas cair do ombro delicado.
- Posso ver... – A outra alça escorregou também e o tecido fino deslizou pelo colo dela ficando preso apenas pelo volume dos seios. – Você é muito impaciente, sabia? Eu te disse para esperar... – A mão dele envolveu o pescoço dela, o polegar traçando círculos na pele sensível.
- Eu cansei de esperar...
