Disclaimer: Este é um fan work, feito totalmente sem fins lucrativos. Os direitos de Saint Seiya, Saint Seiya Episódio G e de todos os seus personagens pertencem à Toei Animation e Masami Kurumada. A exploração comercial do presente texto por qualquer pessoa não autorizada pelos detentores dos direitos é considerada violação legal.
Informação para o leitor:
Yaoi (contém relacionamento amoroso entre homens).
Avaliação etária: M/NC-17 (situações adultas, sexo, consumo de álcool e substâncias legalmente questionáveis, violência estilizada)
Par citado: Aldebaran & Mu...e algumas outras coisinhas mais, dos mais variados tipos (et pour quoi pas?)
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"12"
Por: Deneb Rhode
3.
Os suspeitos
A informação de Nachi acabou tendo um efeito diferente do que ele esperava. Ao invés de abandonar a fatídica sala de reuniões mais cedo, o Cavaleiro de Lobo acabou sendo interrogado por outras três horas seguintes, conquistando o interesse de Ichi e Geki, que o metralharam com perguntas, e por tabela forçaram Ban a escutá-los. Nada de se admirar que na manhã seguinte os exercícios militares não estivessem sendo exatamente bem sucedidos:
—COMPANHIA...ALTO! EM FORMA!!
—A...a...atchim!
—Cavaleiro Jabu de Unicórnio, segure um pouco esses espirros ou eu ainda CORTO SEU NARIZ!!! E LIMPE JÁ ESSA MELECA!!!
—Sim, Senhora!
Shaina de Cobra, Amazona de Prata e comandante da companhia 16-Gama estava num tipo de humor particularmente áspero naquela manhã. Já havia começado o serviço com a rotina habitual de expulsar os recrutas da janela do banheiro feminino, por um mínimo de ordem nos alojamentos dos cadetes e disciplinar aos berros os soldados que insistiam em beliscar as coxas das servas civis na entrada do refeitório 2. Hoje enfrentava três problemas à mais: o resfriado inexplicável do quadro de oficiais subordinados, o exercício de ordem-unida no pátio principal (algo que amava tanto quanto um porco-espinho enfiado no sutiã) e o jogo do campeonato grego de futebol, clássico entre Olimpiakos e Panathinaikos, altas apostas rolando entre a tropa. Cabeças ao vento para a partida do fim-de-tarde, quase ninguém interessado em marchas e comandos.
—E aí, verde ou vermelho esta noite? Eu apostei quinzinho no Olimpiakos, mas não estou pondo fé não, vou ver se cancelo...
—Cancela não, que o goleiro do Panathinaikos está contundido, e dizem que o reserva não pega pênalti...
—SOLDADO BARTHELS, SOLDADO IONAS!!! ISTO AQUI NÃO É CASSINO!!! OU VOCÊS FECHAM ESSAS MATRACAS OU VOU PÔ-LOS FAZENDO FLEXÕES DE CUECA NA LAMA DO CANTEIRO!!!
Os soldados ficaram mudos, caras sérias, obedecendo a comandante. Ainda pensavam em goleiros machucados e no investimento de "quinzinho no Olimpiakos". Mais à frente deles, Jabu de Unicórnio enxugava o nariz, escrutinando atentamente os arredores com os olhos.
—Procurando alguma coisa?—Ichi de Hydra o cutucou, discreto, num murmúrio quase inaudível.
—Estou sim—respondeu Jabu, esticando o pescoço. Mas ainda não vejo nada. Se eu fosse mais alto, talvez...o Geki, ou o Ban, alguém consegue ver algo?
Ban de Leão Menor fez cara de desentendido. Geki, ao lado, se manifestou, curioso.
—O que eu tenho que ver? Daqui eu só enxergo o campo...
—ISSO VALE PARA OS OFICIAIS TAMBÉM!!!—Shaina vociferou, irritadíssima—SE EU PEGAR ALGUÉM CONVERSANDO, PRINCIPALMENTE SOBRE APOSTA, DINHEIRO, JOGO, BOLA, CAMPO OU QUALQUER COISA PARECIDA, ESSE ALGUÉM VAI SE ARREPENDER!!!
—Sim, Senhora!!—a tropa respondeu em disciplinado uníssono, enquanto Ban aproveitava a ocasião para espirrar. Jabu olhou ansioso para Geki, que fez cara de quem não estava entendendo nada.
Que é para eu ver?—perguntou o Cavaleiro de Urso, intrigado. Jabu falou num canto de boca, sussurrando.
—Onde está o Lobo?
—O que?
—Nachi Sarnento, onde ele está? Eu não o vejo em lugar nenhum...
Shaina se virou, Geki fez a cara mais neutra que conseguiu, enquanto o suor frio lhe escorria da testa. Pouco atrás, uma voz cochichada se fez ouvir:
—Quinze mangos.
—Como?
Jabu virou para trás discretamente, achou o soldado Barthels com um sorriso, encarando os oficiais.
—Por quinze mangos eu digo onde ele está.
—Isso não é proposta que se faça!—protestou Ichi—Essa informação não vale isso! E que raios um soldado raso pensa que está fazendo, tentando vender informações para seus superiores?!
Barthels deu de ombros:
—Eu sei onde ele está, e os senhores não sabem. Então: estou fazendo negócios.
—Negócios? Tenha dó, isso aqui é o exército, não uma Bolsa de Valores! Vou lhe recomendar uma punição!
—Tudo bem, mas de qualquer modo...pra saber, são quinze mangos.
—QUINZE MANGOS É A SUA...
—CAVALEIRO DE BRONZE ICHI DE HYDRA, SENTIDO!
A voz estridente de Shaina cortou o ar. Ichi empalideceu. Shaina foi até ele, pegou-o pela orelha e foi arrastando-o até o canteiro:
—Eu disse, eu AVISEI, mas vocês não escutam ordens superiores! Agora, Cavaleiro Ichi, 700 flexões no canteiro!
Ichi foi se ajeitando entre os arbustos e a lama, as peças da armadura se enganchando nas azaléias enquanto fazia as flexões. O resto da tropa engoliu em seco. Barthels murmurava:
—Tá vendo? Saia mais barato pagar quinze mangos. Coitado do oficial carequinha...
Geki se segurou para não dar um peteleco no soldado, Ban sufocava o riso o quanto podia. Jabu os ignorou, parecia mais concentrado em olhar ao redor, em busca de algo.
—Eles já deviam estar visíveis...tenho certeza disso.
—Quem ou o que deveria estar visível?—Ban sussurrou—E pare de esticar esse pescoço ou a Comandante Shaina vai perceber!
—Eles, ora essa: os oficiais graduados da revista. E o Nachi...pois é, se ele não apareceu, é que foi recomendado para alguma missão mais séria, ordens mais de cima que a Shaina. E sendo ordens mais de cima, só poderiam vir de...
—Quinze mangos!
—PELOTÃO, DIREITA VOLVER! SENTIDO!!!
A conversa se interrompeu, o grupo se pôs em alerta, Shaina procurou controlar os nervos e se por tão empertigada e solene quanto pudesse. Descendo a escadaria do pátio, duas figuras em reluzentes armaduras douradas se aproximaram, imponentes.
—SAUDAR O ALTO COMANDO!
—São eles! Eu sabia!
Shaina fez um gesto raivoso para a tropa, enquanto Jabu se ajeitava em uma incomum pose de saudação, mão no peito, pescoço esticado e queixo no alto, parecendo um pingüim. Os dois homens de dourado, eminentes membros do Alto Comando se aproximaram, seguidos por uma amazona quarentona, de cabelos ruivo-acaju, armadura estranhamente combinada com um tailleur italiano, bloco de notas e caneta Cartier em punho. E ninguém mais.
—Mas...o Nachi devia estar aí! Então...onde???
— Amazona de Prata Shaina de Cobra, comandante da Companhia 16-Gama, apresentando a tropa pronta!
A Companhia se mantinha em forma ante os graduados. Ban de Leão Menor, com um ar de riso sussurrava entre os dentes:
—Mas é...nem na hora de passar em revista a tropa esses aí se largam! Ah, os "modernos"!
Geki fez uma cara feia, e um desajeitado sinal de silêncio, tentando não ser visto. À frente, os dois Cavaleiros de Ouro sorriram, aceitando a saudação com cortesia.
—Cavaleiro de Ouro Mu de Áries, comandante do Setor Equipamentos e Logística recebe o cumprimento.
—Cavaleiro de Ouro Aldebaran de Touro, comandante do Setor de Infantaria e Pessoal recebe o cumprimen...mas Shaina, que diabos o Ichi está fazendo?!
Shaina ficou desconcertada ante a cara perplexa do oficial superior. No canteiro, Ichi continuava as flexões, coberto de lama e ramos de arbustos, quase perfeitamente camuflado para uma ação no pântano.
—Uh, senhor, é uma punição e...Bem...
Aldebaran fez uma cara de desconsolo, Mu olhava, atônito, para o lastimável estado da armadura de Hydra, totalmente emporcalhada.
—Shaina, por favor...Eu não quero passar por cima de sua autoridade, mas acho que isso está um pouco...demais. Isso não é só degradante, o equipamento...e o canteiro...No geral estamos no prejuízo com isso, não?
—Bem, senhor...
—Tome uma providência agora. Por nós, está bem?
—Sim, senhor...—e Shaina, com um ar vexado, retirou Ichi do canteiro. O Cavaleiro de Bronze retomou sua posição, marrom e cheio de folhas. Jabu ignorou sua aparência imunda, parecia absorto na própria dúvida:
—Mas e cadê o Nachi??
Aldebaran, com um gesto tranqüilo , pediu a atenção dos soldados:
—Meus bons oficiais e praças da Companhia 16-Gama, solicitamos a apresentação de hoje em parte para agradecer ao bom trabalho que vocês tem feito ao longo deste ano. Nos últimos seis meses, essa companhia se engajou em um total de vinte e oito missões de médio e grande porte, das quais cinco de combate aberto e pelo menos duas realizadas em centros urbanos, onde ação precisa, rápida e com discrição absoluta é imprescindível para o bom andamento das operações. Vocês provaram que mesmo em períodos conturbados, como os da revolução que depôs o último Patriarca, conseguem se manter firmes no cumprimento do dever e leais aos princípios de servir, auxiliar e salvar a humanidade, em toda e qualquer circunstância.
A tropa inchava de orgulho, aceitando os elogios do superior dourado. O Cavaleiro de Touro prosseguiu.
—Com base nisso e de acordo com as últimas reuniões feitas no Alto Comando, foi decidido que a Companhia 16-Gama é a mais indicada para uma missão de caráter humanitário, auxiliando as vítimas da zona rural da Indonésia, recentemente atingida por tremores de terra e atividade vulcânica. É uma missão que pode parecer simples demais para uma tropa com o histórico militar que essa apresenta...
Os soldados se entreolharam murmurando, Shaina pediu ordem aos berros. Aldebaran retomou a palavra:
—...mas garanto, vocês vão entender logo o porquê disso. A missão na Indonésia é importante, são centenas de pessoas vitimadas por calamidades naturais, que sem ajuda não vão ter chances de começar de novo suas vidas. O auxílio é necessário, e nosso cronograma só permite ações por dois dias na região, começando na manhã do próximo dia 10. Portanto, para cumprir essa tarefa dentro do prazo e com absoluto sigilo, vamos precisar de uma tropa excelente. E mais...
Sorrindo, concluiu:
—...de lá a Companhia segue para a base na Austrália, e cada um pode escolher seu destino, para passar o recesso-prêmio que o Alto Comando aprovou por maioria expressiva, em reconhecimento aos excelentes serviços prestados. Eu sei que duas semanas de descanso é pouco para quem trabalha duro o ano inteiro, mas espero que seja um tempo livre bem-vindo.
O anúncio de "recesso-prêmio" tirou de vez a compostura de soldados e oficiais. Sem qualquer ordem, o grupo se pôs a comemorar, eufórico pelos dias de folga conquistados, e com a chance rara de aproveitar algum tempo em paraísos naturais. À frente da tropa, sorrindo com tranqüilidade, Mu aproveitou a ocasião para enlaçar seus dedos na mão do outro Cavaleiro de Ouro, num gesto discreto e amoroso.
—Você estava certo, Alde: isso é muito importante para todos. Foi uma idéia ótima.
—Eles merecem, tem feito tudo certo...E isso vai ser muito bom para nós também.
Trocaram um olhar cúmplice enquanto se despediram dos soldados, se afastando do grupo em festa. Em meio ao barulho e a alegria, sem sequer arriscar dar uma ordem, Shaina permanecia estática, travada, como se tivesse sido atingida por um raio. Pelo visto a informação de "recesso" não chegava ao seu cérebro do mesmo jeito que para os outros.
—15...15 dias? Mas...mas o que eu vou fazer durante esse tempo todo?!?
Jabu também não comemorava. Rapidamente deixou o meio do grupo, levando Ban, Geki e Ichi com ele. Parecia agora mais urgente que nunca:
—Recesso, hein? Missãozinha sem importância na Indonésia, ah, sei! Acho que estou entendendo tudo...
—O que eu estou entendendo é que você ainda vai melar nosso recesso-prêmio!— Ban protestava, chateado—Que tal ignorarmos tudo isso de ameaça ao Santuário e fazermos o que o casalzinho de comandantes "modernos" mandou? Vai ser melhor para todo mundo...
—Já falei que não é nada disso de casal moderno!—atalhou Geki, ignorado por todos.
—Acontece que eu estou sacando direitinho o que está havendo, e esse comunicado de hoje só confirmou minhas suspeitas! Você não se lembra do que o Nachi falou para nós ontem, sobre o tal evento no dia 12?
Ban suspirou:
—Uma anotação numa agenda pessoal do comandante Mu, marcando em vermelho o dia 12, ah, é! Isso pode ser qualquer coisa!
—Qualquer coisa que estava deixando esse mesmo comandante Mu muito feliz ontem, rindo à toa! E prevista para o mesmo dia que estava pondo nossa Deusa em crise de desespero. Era algo a ver com o Brasil, por acaso o país de origem do Comandante Aldebaran, que como vemos, é, digamos assim, muito...aham..."íntimo" do Mu. E agora essa missão boba na Indonésia, mais recesso-prêmio, tirando a melhor tropa de dentro do Santuário bem na data! Você não está juntando as peças do quebra-cabeças?
Os três olharam Jabu, aborrecidos.
—Olha...falando sério, não estamos nem querendo juntar.
Jabu sacudiu as mãos, desesperado, como se quisesse estrangular os colegas. Contou até dez, procurou centrar a mente.
—Ok, ok...bom, mas onde anda o Lobo? Ele tinha estar ou na tropa ou com os comandantes...Raios, ele está emprestado para Equipamentos e Logística, é o novo ordenança pessoal do Mu, devia estar com o chefe! Tudo isso é ainda mais esquisito!
—Vai ver o Milo teve saudades dele na Corregedoria e o chamou de volta para trancar no frigorífico.
—Quinze mangos!
Jabu virou-se, furioso, pronto a dizer todos os palavrões que conhecia e não conhecia. Deu de cara com um inabalável soldado Barthels de mão estendida, dedos claramente pidões e cara de mercador:
—Eu sei e os senhores não sabem. Quinze mangos.
Irritado, Jabu cutucou os bolsos da túnica interna, sacou algum dinheiro, sem contar nem nada, e o enfiou na mão de Barthels. O praça sorriu, olhos brilhando.
—Valeu aí, ô do bronze!
—Agora fala, homem: ONDE ESTÁ O NACHI, DE UMA VEZ POR TODAS????????????????
O praça só apontou para trás, Nachi vinha vindo correndo, esbaforido, a armadura torta sobre o corpo. Jabu ainda quis reclamar com Barthels, pegar o dinheiro de volta; o soldado havia se evaporado no ar mais depressa que um lemuriano fantasma. Nachi alcançou os colegas:
—Eu...eu fiquei preso no banheiro, a porta do box emperrou, tinha uma coisa travando...Precisei esperar ajuda...e...o exercício já foi?
—Já foi sim, cachorrinho, acabou tudo—disse Ban—E é melhor você não ficar dando sopa por aí, vai que a Shaina volta ao normal e vê você com cara de quem chegou agora, vai sobrar para sua cabeça.
—Ai, Deuses...a Shaina...e o serviço que eu tinha, comandante Mu me designou hoje de manhã, já estou atrasado!
Jabu fungou, apontando energicamente para a saída:
—Vai lá, o Mu foi por ali! Trate de alcançar depressa seu chefe e o marido dele antes que as coisas piorem! Ande logo, cumpra sua parte no que a gente combinou!
Lobo parecia nervoso.
—Mas é que meu serviço não era lá com ele e sim no palácio principal, solicitaram ajuda da Logística e...
O Cavaleiro de Unicórnio empurrou Nachi em direção às escadarias:
—Ande de uma vez, que a gente dá um jeito! E mantenha esses olhos abertos, não deixe nem o Carneiro nem o Touro saírem do alcance, anote tudo, entendeu bem?
—Mas...
—Vai logo!!!
Nachi saiu pelas escadarias. Ban, Ichi e Geki acompanharam Jabu indo à direção oposta, apressado.
—É melhor que ele fique com os dourados, é o único que pode passar o dia na Casa de Touro sem dar na vista. E seja lá o que for que ele ia cuidar agora, tenho certeza que um de nós pode fazer no lugar dele. Ichi, você vai até o palácio!
O enlameado Cavaleiro de Hydra protestou:
—Eu? Mas porque eu?!
—Nós temos serviço de patrulha. E você é o único de nós que ficou com a agenda livre de manhã: não ia ter que ficar cumprindo a punição da Shaina até a hora do almoço? Então, isso lhe dá a manhã livre.
—Mas eu já saí da punição e além do mais, preciso de um banho...
— Não discuta! Ande logo, alguém tem que ir fazer o trabalho do Nachi lá na sede. Aproveite para investigar, ver se alguém sabe de algo!
—A troco de que, homem?!
Jabu assumiu um ar solene:
—A troco de manter a paz na Terra, salvar a humanidade e, acima de tudo proteger a nossa Deusa! Porque algo está acontecendo, uma ameaça que vai se concretizar agora no dia 12. E vamos manter os olhos muito abertos, sobretudo com os dois Cavaleiros de Ouro metidos à oficial-doçura que acabamos de ver...
E arrematou, fazendo sua cara mais impressionante:
—...Porque, apesar do jeito de bonzinhos, da gentileza, dos elogios, do recesso-prêmio, a mim é que esses dois comandantes não enganam! Eu tenho certeza, depois de tudo que eu vi e ouvi: a ameaça está vindo da primeira e da segunda casa!...MU E ALDEBARAN ESTÃO CONSPIRANDO CONTRA ATHENA!!!
Ms. Rhode's Rambled Reports: Muita gente—dos cinco que estão no fundo da sala—tem me questionado sobre que espécie de fan fiction yaoi de Saint Seiya é essa que estou fazendo, já que o mais que aparece é burocracia, papel, reunião, ordem-unida, soldado berrando "Sim, senhor!!!" (ou "Sim, senhora!!!") e por aí vai. Uma pessoa chegou a me perguntar se eu não estaria confundindo o Santuário de Athena com o Camp Swampy das histórias do Recruta Zero. Minha resposta é: não, isso de fato é o Santuário de Athena.
A questão é que depois de eu ver de perto e—mais até, conviver efetivamente—com vida de caserna durante meus bem dizer 34 anos de vida, cheguei a conclusão de que não importa a instituição que for, se há soldados e oficiais, se há disciplina, hierarquia, orgulho de combatente e outros bichos envolvidos...elas sempre vão ser o Camp Swampy, não importa como. No caso do Santuário, a única diferença é que o pessoal usa uns uniformes mais extravagantes (apesar de que eu já me peguei por várias vezes fantasiando com Nachi de Lobo vestindo a farda e bibico do Dentinho).
Quanto a parte do yaoi, ora, tivemos uma bela ceninha de...mãos dadas, bem neste capítulo! Isso já deixa o público satisfeito, não é? Quem precisa de limão nesta vida?... (Deneb é atingida por uma lata de Schweppes Citrus, bem na testa)
Ok, tá bom, vou tentar melhorar isso.
Ah, e antes que eu me perca: a expressão "Verde ou Vermelho" se refere exatamente às cores dos uniformes dos times de futebol Olimpiakos—vermelho—e Panathinaikos—verde. Como poderia bem dizer o saudoso Fiori Gigliotti: "Excelsos clássicos imorredouros do ludopédio helênico!" (perdão, mestre Fiori, mil perdões: não fui eu desta vez, juro, foi meu eu lírico...)
Isto continua? É claro que continua! Sigam-me os bons!!
