Disclaimer: Este é um fan work, feito totalmente sem fins lucrativos. Os direitos de Saint Seiya, Saint Seiya Episódio G e de todos os seus personagens pertencem à Toei Animation e Masami Kurumada. A exploração comercial do presente texto por qualquer pessoa não autorizada pelos detentores dos direitos é considerada violação legal.


Informação para o leitor:
Yaoi (contém relacionamento amoroso entre homens).
Avaliação etária: M/NC-17 (situações adultas, sexo, consumo de álcool e substâncias legalmente questionáveis, violência estilizada)
Par citado: Aldebaran & Mu...e algumas outras coisinhas mais, dos mais variados tipos (et pour quoi pas?)


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"12"

Por: Deneb Rhode

interlúdio lírico & poético:

"Sete dias pro 12..."(ou "A Visita Patriarcal")

Manhã no palácio, e perto do quartinho

Nada se movia, nem um soldadinho

Guarda na guarita, feliz a roncar

Nem viu o sujeito, com a chave entrar

E Shun, em sua cama, após noite de caca

Sonhava com leite, Nirvana e ressaca

Athena, de olheiras, dormia pesada

Com um Gardenal, sumamente chapada

Só a secretária que ouviu um ruído

De bobe e pijama, foi ver o que tinha sido

Foi pro corredor, trocando pés, sonada

Olhou ao redor, quase que não vê nada

O sol mal saído, no átrio gelado

Deixava o caminho mal-iluminado

Mas surge aos seus olhos, numa aparição

O elmo vermelho e o manto pesadão

Com algo embaixo que estava mui vivo

Embora quem visse julgasse impossível!

Rápido qual a luz, ela um grito soltou

A patrulha de Shaina se aproximou:

"Vai, imbecil! Idiota! Besta e Retardado!

Cretino! Energúmeno! Pateta e Tapado!

Olha a secretária caída no chão!

A tal desmaiou! Isso não é mole não!"

Não havia ali nada, na terra ou no céu

Ficaram pensando o porque do escarcéu

Lá fora, o povo gritava e fugia

Mirando o sujeito que se escafedia

Sem piscar os olhos, um viu direitinho

A figura estranha sair ligeirinho

E sem mais idéias, surpreso, pensou:

"Deuses, que horror: o Patriarca voltou!!!"

Todo empoeirado dos pés à cabeça

Com cheiro de mofo, e furado de traças

Pisava na capa e quase caía

Com um morto-vivo ele bem parecia

Elmo ainda brilhava! O manto tão negro

Ombreiras de espeto e asas de morcego

A máscara escura o seu rosto a guardar

Contas no pescoço formando um colar

Ia pelo mato, sem rumo, à toa

Folhas e cipós lhe formavam coroa

Estava mais magro, e alguém percebeu

Qu'era bem mais baixo: "Ué, o homem encolheu?"

Mas era o Patriarca, isso sem discussão

Quem quer que o visse não negava não

Seguiu se embrenhando, a cabeça a bater

Sem mesmo notar, não tinha o que temer

Já que toda a gente do estranho correu

"Isso é assombração, o Patriarca morreu!"

E lá pelas tantas, sem ver onde ia

Na orla de um brejo o "fantasma" caía

Sem olhar pra frente, voou no vazio.

Chafurdou no lodo escorregadio

E mesmo atolado, resmungou, muito sério:

"Mas desse dia 12 eu resolvo o mistério!"


Ms. Rhode's Rambled Reports: Ah, um momento de poesia, para o leitor viajar na beleza harmoniosa dos versos e no expressar lírico de sentimentos tão puros. Claro não poderíamos viver sem a meiguice açucarada de Shaina ou a imponência tão nobre e sóbria com a qual o "visitante" se apresentou no Santuário. E claro, um interlúdio folgado desse me dá tempo para respirar, tomar um suquinho e recarregar as baterias (me dêem um desconto, estou para lá de Bagdá!).

O poema que deu origem a este singelo diamante do romantismo Saint Seiya é conhecido por "Era Véspera de Natal" ou "A Visita de São Nicolau" (" 'Twas the Night Before Christmas" ou "A Visit from St. Nicholas"), escrito—há controvérsias—por um certo professor de literatura grega chamado Clement Clarke Moore. É um dos poemas natalinos mais famosos que se tem notícia: foi dele que vieram os nomes das renas do Papai Noel—embora eu, quando li, tenha sentido falta do Rudolph. Em inglês é fácil de achar na web, em português existe também, em uma ou duas traduções meio claudicantes.

Agora de volta ao trabalho, todos contentes, bem dispostos...Ninguém vai querer limão mesmo, né? (Deneb foge, sob uma chuva de latas de Schweppes Citrus, Soda Limonada, saquinhos de Mupy e limões Tahiti com casca e tudo).

Isto continua? É claro que continua! Sigam-me os bons!!