Rainha do Gelo

Não jogue o jogo estúpido
Porque eu sou um tipo diferente de garota
Todos os discos soam iguais
Você tem que entrar no meu mundo

Give Me All Your Luvin' - Madonna

O sol mal tinha nascido no céu da ilha de Manhattan quando Edward acordou. Ele estava um pouco cansado por ter dormido mal. Olhou para o seu lado e se deparou com o colchão vazio e sem lençóis. Levantou ainda um pouco bêbado de sono e varreu o quarto a procura de algum sinal de ontem. As roupas tinham desaparecido, somente as deles estavam jogadas forrando o carpete vinho. Se não fosse por estar nu e o cheiro de Bella estar em todo quarto, ele até pensaria que era um sonho.

Mas por que ela se foi?

— Menos mal. Assim eu não preciso ouvir mais choro! — resmungou Edward voltando a dormir.

Uma hora depois foi acordado pelo barulho do seu celular. Não atendeu, deixou cair na caixa postal. Logo depois foi o telefone do apartamento. Edward tinha até esquecido que tinha um. A secretária eletrônica atendeu.

Olá, você ligou para o pênis gigante de Edward Cullen. Uma voz feminina invadiu o apartamento saindo do telefone. Edward acordou na hora assustado. A voz riu e ele ouviu mais vozes rindo. No momento ele deve estar transando com quatro mulheres ao mesmo tempo, ou bebendo. Deixe seu recado após o... bip.

Edward? Aqui é seu tio, Carlisle. Esme está preocupada, você faltou o jantar do dia do trabalho e não veio nos visitar. As únicas notícias que eu recebo são através de Rosalie. Por favor, me ligue. Irei ignorar as garotas na sua secretária eletrônica.

Edward tinha muita consideração pelo seu tio e sua tia, mas estava cansado o suficiente para não ligar para ele. Não conseguindo pegar no sono outra vez, levantou e foi ao banheiro se lavar. Olhou a hora e viu que estava um pouco cedo e que poderia até sair para tomar o seu café fora.

O apartamento era grande até para uma família de cinco pessoas. Edward se sentia sozinho algumas vezes naquele apartamento, por isso ele chamava prostitutas. E na sua última festa particular, uma delas mexeu na sua secretária eletrônica gravando. Ninguém quase nunca ligava para ele através do seu telefone residencial, ele nunca se encontrava. Então estava pouco se fudendo com uma ou mais vadias na sua secretária eletrônica.

Pela primeira vez naquele ano, Edward Cullen dispensou seu motorista e foi a pé até o melhor Brunch francês localizado na Ilha de Manhattan. Algumas garotas olhavam assustadas para Edward passando entre elas com um cigarro entre os dedos e os óculos escuro nos olhos. Edward andando a pé? Estava pobre? Tinha perdido toda sua fortuna? Pequenas fofoqueiras que tiravam fotos e mandavam uma para outra. Em poucos minutos todos já saberiam que Edward Cullen estava a pé indo em direção ao Royal Hotel. Um dos hotéis da posse dos Swan.

— O senhor tem reserva? — Perguntou a moça atrás do balcão na entrada enquanto escrevia sem parar no livro enorme estendido a sua frente.

Edward sorriu torto e limpou sua garganta chamando a atenção da moça. Os olhos azuis dela pararam de encarar a escrita feia do seu patrão no livro e foram analisando o corpo másculo de Edward.

— Não, eu não tenho.

— Desculpe, senhor Cullen — gaguejou a garota ajeitando sua roupa. Tinha que estar apresentável para fisgar quem sabe Edward.

Não era a primeira vez que tratavam Edward diferente pelo seu dinheiro, e não seria a última. Também não era a primeira vez que uma pessoa do sexo feminino tentasse seduzi-lo a ponto de fazer Edward se apaixonar e quem sabe mudar. Ele não era um homem de uma mulher só, tolas aquelas que queriam fazer o coração de pedra dele desmoronar.

Edward sentou-se à mesa espaçosa que tinha a melhor vista para o Brunch e para a rua. Estava fazendo seu pedido, quando uma mulher sentou a sua frente. Os cabelos negros caíam em cascata pelos ombros indo até o meio das suas costas. Ela lançava um olhar de pura luxúria para Edward com seus olhos azuis. Pareciam duas bolas de gelo que o secava. Ela não era uma mulher jovem, tinha pelo menos seus trintas.

— Você é Edward Cullen? — Perguntou a mulher dona de uma voz de puro sexo. Edward se pegou imaginando ela gemendo em seu ouvido.

— Posso ajudar? — Edward passou os olhos pelas curvas esbeltas da mulher. Não foi só ela, mas quem quer que tenha ouvido, com certeza tinha pegado o duplo sentido que saiu dos lábios de Edward.

— Oh, sim, você pode — Sorriu a mulher.

— Estou em desvantagem — murmurou Edward. — Você sabe o meu nome, mas eu não sei o seu.

— Não seja por isso, meu nome é Carmen.

Edward assentiu e se levantou deixando 100 dólares da mesa apesar de não ter consumido nada. Estendeu a mão cheia de dedos longos que Carmen se pegou imaginando dentro dela, e guiou a mulher para fora do Royal Hotel.

— Eu só tenho 20 minutos. — Esclareceu Carmen quando colocaram seus pés dentro da limusine. Edward sorriu enquanto adentrava seus dedos por debaixo do vestido de seda da mulher.

— Em 10 eu vou fazer ser sua melhor transa.

Para o começo de Setembro, já estava um pouco frio. Naquele ano o inverno ia vim assim frio, pronto para arruinar tudo no seu caminho. Assim como as pessoas que moravam no Upper East Side.

A garota de cabelos ruivos andava apressada pela Park Avenue. Estava um pouco atrasada por ter perdido o metrô 503 a fazendo se atrasar 20 minutos. Usava sapatos caros do estilista Christian Louboutin e tentava de qualquer maneira não quebrar o salto deles. Usava um conjunto barato para a UES, mas extremamente caro para ela. Não era conhecida ali, mas era a grife do momento onde a mãe morava na Califórnia. Era um nome espanhol que fazia cócegas nos lábios quando se pronunciava.

Quando chegou o primeiro sinal tinha batido, mas vários jovens ainda se encontravam no pátio da escola. De longe avistou os cabelos cinza da amiga que estava beijando seu namorado. Um leve rubor apareceu em suas bochechas vendo a cena a seguir. Pegou se imaginando no lugar da amiga, ali beijando Seth. Depois quase se bateu por estar pensando aquilo. Namorado de amiga era como outra amiga.

— Lily! — Chamou a amiga que tinha a língua dentro da boca de Seth nesse exato momento.

Lily parou de beijar o namorado que soltou um suspiro frustrado. Virou para a amiga e sorriu caminhando em sua direção. Algumas garotas do pátio que estavam encarando a cena do amasso entre os dois, soltaram um grito indignado por ela largar o quente do Seth e ir atrás da garota do Brooklyn.

— Maria! — Gritou Lily pulando na amiga para dar um abraço.

Era irônica a amizade relâmpago que pegou nas duas. Tinham se conhecido ontem no primeiro dia de aula e trocado telefones, ficaram conversando até altas horas da madrugada (fazendo Maria acordar tarde e perder o metrô) e hoje se cumprimentaram como se tivessem anos de amizade. Não era uma amizade digna da UES. Aqui nesse pedaço da ilha de Manhattan as amizades eram regadas de inveja, ciúmes e interesse. Algumas quando iam colher, acabavam envenenadas de tantos sentimentos tóxicos. A primeira amizade tão verdadeira foi o trio das Swan, Brandon e Hale.

Não se engane, mesmo nessas amizades existe algum fruto podre. E esse fruto sempre cai e leva o pé inteiro.

— Meu pai quase enfartou quando percebeu que eu estava no telefone quase há duas horas com você! — riu Maria.

— Os meus pais não estão nem aí — bufou Lily. Maria fungou alto passando os braços em volta da amiga.

— Sorte sua então, Lily. Queria ser rica assim como você!

— Dinheiro não é tudo, Mar, o amor que seu pai tem com você paga tudo isso — disse Lily com o semblante triste.

— Nossa, que clichê! — riu Maria fazendo cócegas na amiga. As pessoas tiravam fotos das duas e mandavam para todos da sua lista telefônica. A nova amizade no UES. — Você tem tudo Lil, deixe seus coroas para lá! Agarre seu namorado e de uma chave de pernas nele. — piscou Maria maliciosamente dando a entender que estava falando de sexo.

— Oh, Deus! Só você para falar tão naturalmente de sexo e ser virgem! — gargalhou Lily.

— O que eu posso fazer? Tenho vários dons sendo desperdiçados dormindo sozinha! — brincou Maria.

— Durma com Jacob — cuspiu Lily para a amiga. Depois se arrependeu do que tinha falado. — Desculpe Mar, não queria falar isso.

— Não, tudo bem. Talvez eu vá mesmo — soltou um riso nervoso. — Você ouviu falar da festa que Jéssica Stanley vai dar na cobertura da sua casa?

— Ouvi. — falou Lily sem animação.

— Vamos? — perguntou Maria. Lily parou de andar pelo corredor e se virou para a amiga surpresa.

— Não!

— Por que não?

— Festas assim não são para pessoas como nós! — Lily apontou para ela e para a amiga.

— Como assim "pessoas como nós"?

— Mar, é o seguinte — Lily mexeu nos dedos nervosa enquanto olhava para os olhos castanhos da amiga. — Nessa festa vai ter bebida, prostitutas e prostitutos, mais bebida, droga e nenhuma calcinha.

— Hum... — pensou Maria voltando a andar pelo corredor. — Qual o problema nisso?

Lily gemeu e começou a rir da amiga. É porque ela nunca foi a uma festa assim e não viu como pode ser lá dentro.

— Ok, nós vamos — disse Lily. Maria soltou um gritinho e bateu palmas empolgada.

— Mas... — Lily franziu a testa. — Eu sei que há um "mas" aí, Lil.

— Se ficar ruim, vamos embora, ok? — Maria rapidamente assentiu. — Agora eu tenho que te contar a posição nova que eu testei com Seth...

A limusine parou em frente a enorme escadaria da escola mais cara de Manhattan. O sapato Gucci saiu pela porta e deslizou pelo chão. O cabelo ruivo saiu da limusine fazendo vários suspiros inundarem a Park Avenue. Tinha um sorriso enorme nos lábios que gritavam "acabei de fazer sexo dentro de um carro em movimento". Estava atrasado, mas que se importa? Era seu último ano nesse inferno, daqui a pouco poderia tomar conta da empresa do pai. Sua última ordem no testamento: Edward só poderá assumir minha querida empresa quando se formar por completo na escola Black ou qualquer rede de ensino.

— Edward! — gritou uma voz feminina quando ele entrou no corredor agora já vazio.

— Jéssica... — Murmurou Edward tentando continuar com o sorriso no rosto. Tinha transado com Jéssica no começo desde ano. Não foi uma das melhores, mas a loira tinha seios enormes prontos para te dar uma ótima espanhola.

— Você vai à minha festa? — perguntou a garota já imaginando o nome de seus filhos com ele.

— Tenho compromissos — talvez eu vá à porra do jantar que Carlisle que dar, pensou Edward.

— Oh, uma pena, eu tinha certeza que você ia se divertir muito — ronronou Jéssica.

— Uma pena mesmo. — Resmungou Edward com certo desgosto dando as costas a loira e entrando a sala.

Antes, ele entraria na sala, piscaria para as garotas da primeira fileira que apertavam os braços fazendo os seios saltarem e finalmente sentaria na sua cadeira. Pegaria seu IPhone dentro do uniforme preto e ficaria mexendo nele. Marcaria encontros e deixaria várias garotas com a calcinha na mão molhada.

Hoje não, ele não fez isso. Ele entrou e seus olhos varreram a sala a procura de certos cabelos castanhos e lábios vermelhos. Mas não encontrou nenhum.

— Onde está Isabella? — só percebeu que tinha pensado em voz alta quando Tanya lançou um olhar surpreso para ele.

Resolveu sentar em sua carteira no fundo da sala. Era um lugar afastado de todos, mas podia ver tudo, dos professores babando pelas pernas das alunas até as mãos bobas dos garotos entrando pelas saias das vadias.

Estava mexendo no seu facebook quando escutou o barulho de saltos contra o piso encerado da sala. A porta foi aberta e Bella entrou. Ela estava vestida com um vestido de renda branco de mangas que seu pai tinha acabado de trazer de uma viajem a Milão para negócios, as pernas estavam descobertas para a felicidade de Edward e no pé um salto de 15 centímetros da cor azul.

Porra! Como ela usa um vestido assim com essa merda de frio?

Edward se endireitou na sua cadeira para Bella vê-lo melhor. Foi um sucesso, os olhos castanhos da garota encontraram Edward no fundo da sala olhando diretamente para ela. Ele pensou que a garota ia sorrir com as pernas bambas e depois sentar na carteira com as pernas bem visíveis para ele, afinal, ele tinha tirado a sua virgindade! Tinha quase certeza que Bella ia querer outra vez sexo com ele e mesmo não gostando de repetir o cardápio, Edward ia aceitar.

Mas não foi o que aconteceu naquela sala gélida de Manhattan. Depois que os olhos encontraram Edward, Bella caminhou graciosamente para sua cadeira com um semblante frio e superior. Alice tentou até sorrir para a amiga, mas Bella nem olhou para a pequena garota de cabelos negros direito.

Todos daquela sala notaram que Bella tinha ficado pior, o dia então do apocalipse tinha chegado. Angela Weber olhou através dos óculos de grau para Isabella a sua frente e depois olhou ao redor. Ela pensou que quando o inferno fosse subir – ou seja, quando Bella ficasse pior – ia ter fogo para todos os lados. Ela pensou que a pele de todos ali iam queimar enquanto Isabella gargalha em meio aos corpos carbonizados, mas não foi bem isso que aconteceu. Tinha certeza absoluta que o apocalipse tinha começado, mas não era fogo. A rainha não cuspia fogo e matava as pessoas com as unhas, estava para mais matar as pessoas com frieza.

O professor levantou da sua cadeira e começou a escrever no quadro. Se fosse outro dia comum ele até daria uma suspensão para a Senhorita Swan por chegar assim tão atrasada, mas seria um tolo por dar. Até sendo professor o senhor Banner viu que a coisa estava feia, e que essa coisa tinha nome: Isabella Swan.

Edward engoliu em seco e pela primeira vez na vida teve medo de uma mulher. Se Bella poderia ser chamada de mulher, aquilo era mais uma alienígena, irmã de Afrodite, mas ele sabia que ela era somente uma garota que ele transou e tirou a virgindade.

— E daí que não vai mais conseguir foder ela? — murmurou Edward puto da vida.

O olhar que o senhor Banner passou pela sala quando o celular de Edward apitou poderia dar medo em qualquer um, mas quando ele viu que era o jovem bilionário Edward, ficou quieto na sua e voltou a escrever no quadro. Edward bufou e deslizou a tela do celular abrindo sua nova mensagem.

Desistindo tão fácil? Por Deus, Edward, o título de garanhão da escola vai para Jacob! Apesar de que não foi ele quem deflorou a pobre rainha, sim? Transe com Bella e a faça rastejar em seus pés! Agora não é mais um jogo de sedução, é uma guerra! – I.


Primeiro eu queria pedir desculpas. É que eu esqueci desse capítulo e dei o spoiler do próximo que vem depois desse.

Bem garotas e garotos, vocês pensavam que o Edward ia apaixonar pela Bella logo depois do sexo não é mesmo? Bem, aqui é diferente. Edward é um puto de um vadio galinha, nem se importou quando ela saiu no meio da noite.

No próximo capítulo vai ser o confronto de Bella e Edward, e depois vai ter uma certa festa da Stanley!

Quem quer saber o que vai acontecer?

Essa amizade de Lily e Maria vai dar o que falar.

Nessa fanfic vai ter sexo, drogas, xingamentos, homossexualismo, bissexualismo e outras coisas. Se você não gosta então pare de ler imediatamente :(

Uma foto do casal Seth/Lily: www (.) (.) com /image/photos/16400000/BooBoo-Stewart-e-Sasha-Pieterse-Photoshoot-boo-boo-stewart-16434861-400-266 (.) jpg

Junta os espaços e tira os parêntese :D