Rainha do Drama
Outra dose de uísque
Não consigo parar de olhar para a porta
Desejando que você entrasse arrebentando
Da maneira que fazia antes
E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente
Para mim isso acontece o tempo todo
São 1:15 da manhã
Estou um pouco bêbado
E eu preciso de você agora
Disse que não ia ligar
Mas perdi todo o controle e preciso de você agora
E não sei como sobreviver
Eu só preciso de você agora
Need You Now – Lady Antebellum
Se pegasse um avião levaria em média de 14 horas para chegar a Edimburgo, a capital da Escócia. De jatinho umas 10 horas, mas de jatinho real eles levaram em média 7 horas.
Bella suspirou e encostou a sua cabeça no vidro gelado do jato branco. As gotas da chuva que eles pegaram enquanto passavam pelo Oceano Pacífico ainda estavam ali. Ela não queria ir para Escócia, muito menos na véspera do Natal. Mas agora que estava noiva de Adam e futura princesa dali ela tinha o compromisso de anunciar o noivado para o povo escocês.
Ela sabia que estava ali não somente pelo noivado ou por Adam, mas para dar um tempo em Edward. Ele simplesmente não retornava as ligações dela e tinha parado de ir à escola. Bella não sabia o que fazer! Por que ele estava agindo assim? Ela ia continuar com o sexo com ele. Era bom, admitira. Pararia somente depois que cassasse com Adam, mas isso ia demorar muito.
Tremeu na poltrona lembrando-se do ataque de Edward. Adam tinha dito que ia receber uma ligação, as pessoas na festa já estavam indo embora e Bella ainda tinha a esperança de encontrar Edward.
O quarto estava escuro assim como todo o corredor. Bella poderia dar meia volta e voltar para a sala. Desistiu por completo quando sentiu a fragrância de Edward ainda do outro lado da porta.
Ele estava sentado na beirada da cama de solteiro com uma garrafa quase vazia de uísque. Seus olhos verdes estavam quase fechados do cansaço e levantaram quando Bella entrou no quarto.
— O que faz aqui, princesinha? — Edward falou com todo o desdém.
Bella caminhou até o seu lado e fingiu que não percebeu quando ele curvou para ela não tocá-lo. Tombando na cama, Edward se deixou fechar os olhos por segundos.
— Você devia dormir. Está cansado. — Bella levantou e começou a abrir o guarda roupa do quarto de hóspedes a procura de alguma coberta. Uma coisa que ela nunca procurou na vida.
Finalmente achou um lençol que cheirava bem e não parecia da Heidi. Estendeu sobre o corpo de Edward o tampando. Curvou-se para ajeitar o travesseiro quando as mãos dele agarraram ela pela cintura a jogando na pequena cama.
— Você é minha, Isabella. Somente minha, de mais ninguém!
— Edward, você está me machucando. — Bella tentou tirar as mãos dele de sua cintura, mas falhou. Edward era bem pesado e estava bêbado.
— Tem como você disser para aquele merdinha de príncipe que você é minha? Não vai ser anel nenhum que a tirará de mim.
Bella arregalou os olhos assustada. Desde quando Edward era possessivo? Era por causa da bebida, só podia ser isso! Agora ele estava machucando a cintura magra dela com suas mãos. Ela não queria chorar, mas as lágrimas já estavam se acumulando nos seus olhos. Não era pela dor na cintura e sim por ver Edward assim, falando desse jeito. Ele não era dono dela. Era somente sexo, sexo casual.
— Por favor, pare com isso. — Bella colocou a mão direita no rosto de Edward para fazê-lo abrir os olhos e enxergar o mal que estava fazendo. Funcionou, Edward abriu os olhos e encarou o rosto cheio de lágrimas dela pedindo socorro.
Levantou rapidamente e Bella pode sentir o diamante cortando a bochecha dele. Edward pareceu não sentir e correu para fora daquele quarto deixando a garrafa derramada no chão.
Bella sentou na beirada da cama e olhou para o anel que estava sujo com o pouco de sangue dele. Queria chorar muito mais, mas pensou que tinha ouvido passos do lado de fora e limpou o rosto das lágrimas já secas.
Olhou ao redor. Aquilo tinha realmente acontecido?
— Está preocupada com alguma coisa, amor?
Bella virou o rosto e sorriu para Adam. Não importava o que tinha acontecido entre ela e Edward, ela tinha Adam com ela. Seu príncipe.
Deu de ombros afastando uma mexa de cabelo do rosto.
— Estou com um pouco de medo do que o povo vai achar de mim. — mentiu. Ela estava pouco se lixando, desde que virasse princesa logo.
— Não se preocupe. Todo mundo já sabe que você é quase uma rainha em Nova York.
— Eu não sou uma rainha em Nova York. — Bella riu do absurdo. De Nova York não, mas de Manhattan.
— Bom, você é a minha rainha.
— Eu gosto de como isso soa. — Bella o puxou para um beijo quando o avião aterrissava.
Ele nem beija bem como Edward.
Bella se assustou e Adam pensou que foi por causa da aterrissagem.
De onde tinha saído isso?
~x~
O dia estava uma merda para Edward. Não só aquele dia, mas sim como todos desde 13 de setembro. Sua vida estava se resumindo a ficar no sofá bebendo muito e assistir filme pornô. Nem para comer prostitutas ele estava querendo.
Aquele dia não era nada de especial também. Mesmo sendo véspera de Natal, Edward não tinha planos. Quer dizer, tinha planos sim. Deitar, beber e quem sabe ligar para uma prostituta.
Ele poderia ligar para uma prostituta, não podia?
Sim, ele podia. Bella devia estar dando para aquele príncipe bastardo mesmo.
E por que ele se sentia tão possessivo com a Swan? Só imaginando ela de maiô com Adam já se fervia de ciúmes.
Bella não era sua namorada. Edward não namorava, nunca. Era só sexo.
No final desistiu de ligar para uma prostituta.
Deixou a toalha presa em sua cintura cair pelas suas pernas. Não tinha empregados dentro do apartamento. No começo eles entravam sem bater para recolher as coisas, mas pararam quando várias vezes pegaram o senhor Cullen transando no sofá. Era uma dádiva divina poder observar, mas a maioria dos empregados não achava isso.
A porta se abriu quando Edward se servia de um copo de uísque. Ele nem de deu ao trabalho de se virar para ver quem era, Britt soltou um grito e virou o rosto rapidamente batendo com ele na porta de mogno.
— Filho da puta! — ela grunhiu enquanto massageava seu nariz.
Edward deu um suspiro enquanto virava o copo pela garganta. Depois de massagear o nariz e conferir para ver se ele não estava quebrado, Britt fez uma careta para Edward.
— Por favor, não me diga que tem uma prostituta aqui nesse apartamento! — Seus olhos vagaram pela sala completamente vazia e incrivelmente limpa. Edward não disse nada enquanto se servia de mais gelo. — Quem cala, consente!
— O que você quer? — Edward se virou e pode pegar um vislumbre da garota olhando seu membro. — Talvez eu possa te dar...
Britt abriu a boca em choque. Fingiu-se de ofendida colocando a mão esquerda sobre o peito.
— Primeiro, eu quero que você coloque uma calça. — Quando viu que Edward não ia obedecê-la, continuou. — Posso saber o motivo? Não é todo dia que você encontra Edward Cullen pelado na sala de estar, completamente bêbado e sem prostitutas ao seu redor.
— Diga logo o que você quer. — Edward já estava sem paciência.
— Eu quero tantas coisas... Um diamante, brigar com alguma piranha e tudo sobre essa I.
O corpo de Edward enrijeceu quando Britt pronunciou a letra I. Ele estava assim por causa dessa maldita fofoqueira que tinha o colocado perto de Bella e depois os distanciado.
— A única coisa que eu posso te dar é o diamante. — Edward pareceu um pouco nervoso. Como Britt sabia de I?
— Agora eu quero tudo sobre I. Quem é ela? Ele? Eu conheço? — Britt tagarelava e Edward viu uma breve semelhança dela com Alice e sua prima Rosalie.
Não estava a fim de ter aquele papo, mas se fosse necessário para mandar Britt ir embora, ele faria. Contou do começo, o pouco que ele sabia. Das mensagens que Bella contou para ele, omitindo algumas partes. Não contou sobre os encontros sexuais com Bella e também não queria dizer sobre a virgindade da garota.
No final, ele se encontra já com seus jeans e sentado enquanto Britt penteava seus cabelos. Por momentos ele imaginava que quem fazia era Bella e não sua melhor-amiga.
— Ela é mais vadia do que eu imaginava. — Britt sorriu perversamente.
Os olhos da garota varreram a sala e depois pararam no rosto sereno de Edward em seu colo. Olheiras profundas se encontravam embaixo dos olhos verdes e a barba já estava um bom tempo sem fazer. Também não deixou de notar o machucado em sua bochecha. Seus dedos longos e finos passaram levemente em cima da cicatriz e ela pode ver que Edward estremeceu.
— Como você conseguiu isso? — perguntou. O rapaz tentou não se lembrar da noite do aniversário da Swan desde o dia. Era difícil, ainda mais com Britt curiosa perguntando.
Edward não lembrava muito e agradecia por isso. O pouco que se lembrava já carregava nos ombros. Ele simplesmente não acreditava que estava se deixando levar pelos sentimentos — sentimentos estúpidos de criança.
— Barbeando. — Murmurou seco. Brittany não acreditou muito, mas se deixou levar pela mentira descarada do amigo para não arranjar confusão. Ela sabia onde podia se meter e onde não.
— Você se barbeia muito mal — brincou a garota tentando mostrar para Edward que ela não ia arranjar caso.
Edward bufou alto e levantou do sofá caminhando para seu quarto. Brittany o acompanhou com os olhos enquanto o ruivo passava as mãos pelos cabelos.
— O que é agora? Vai ficar criticando até o meu jeito de se barbear? Eu posso pagar uma vagabunda para fazer isso por mim, está satisfeita? Eu posso te pagar! — Com passos largos, Edward entrou no quarto e bateu a porta com tudo. Quando o amigo estava dentro do quarto e nenhum barulho vinha do aposento, Brittany levantou-se do sofá pegando sua bolsa e foi para a porta da saída. Antes de sair, olhou de novo para o quarto do amigo. Por que ele estava assim? Foi por causa do arranhão? Ela tinha que descobrir.
Pegou seu celular dentro da bolsa e procurou rapidamente pela lista. A amiga Rosalie não foi dificilmente encontrada na agenda.
Preciso conversar com você sobre Edward. Algo aconteceu? Estou indo para casa. – Britty
Não demorou muito para Rosalie responder à amiga. O elevador parou na cobertura e Britt entrou dentro dele abrindo o celular.
Alice sabe de alguma coisa e não quer me contar. Vamos arrancar dela, ande logo! – Rose
Chegando à recepção, Brittany pediu para chamarem um táxi para ela. Não demorou muito para o carro amarelo parar e a garota entrar nele apressada para descobrir os segredos de Edward. Ela não queria intriga, só queria descobrir o porquê do comportamento estranho do amigo.
Não demorou em chegar na 5th Avenue onde o apartamento da sua amiga Rosalie se encontrava. Passou em frente ao prédio Bellily da qual Bella morava. Pensou em parar, mas daí lembrou que sua amiga não se encontrava ali e sim na Escócia com seu príncipe. Qual era o nome dele mesmo? Tanto faz. E também queria arrancar de Alice o que estava acontecendo com Edward de qualquer jeito. Aquela pequena fadinha não conseguia segurar segredos por muito tempo. E bem, ela adorava isso em Alice!
— O senhor pode parar aqui mesmo — disse Brittany para o taxista quando chegou a frente ao prédio onde estava morando com os Hale. Ela queria ficar em um hotel ou até mesmo alugar um apartamento na 72th Street perto de todo mundo, mas a "tia" Esme insistiu que ficassem com eles. Era melhor, assim Brittany não precisava gastar o dinheiro vivo que trouxera com ela.
O prédio que estava morando era tão vazio e Brittany agradecia por isso. Não suportava ter que pegar um elevador lotado para falar com Edward e muito menos passar pelo hall de entrada e dar sua identificação no Bellily. Ali todo mundo já conhecia ela.
Entrou no elevador se contorcendo por causa das portas que já se fechavam. Enquanto arrumava a franja negra que teimava cair pela testa, Brittany pegou um vislumbre de um rapaz ao seu lado. Era alto, mas nem tanto. Ela ficava de salto agulha do tamanho dele. Usava roupas negras feitas sobre medidas para o seu corpo esbelto. Tinha uma cara de menino novo inocente, mas o sorriso que ele deu era muito sacana e muito... Upper East Side.
— Desculpe, eu o conheço? — perguntou Britt balançando os cílios longos. Lógico que ela não conhecia, mas queria puxar papo.
— Acho que não. Eu me lembraria de encontrar uma deusa morando aqui.
— E você? Mora aqui?
— Sim, no último andar. — Nesse momento o elevador parou e o rapaz saiu. Antes das portas fecharem ele olhou para Brittany. — Me encontre um dia desses.
— Pode apostar que eu vou.
Quando o elevador começou a subir, Brittany teve que se lembrar do porque estava fazendo ali para não voltar e atacar aquele garoto da qual nem sabia o nome.
Adentrou no apartamento rapidamente, louca de curiosidade para falar com as amigas. Tirou os sapatos com medo de sujar o carpete incrivelmente branco do chão, da qual Esme tinha uma louca paixão. Na verdade, Esme tinha uma paixão por tudo claro e limpo. Quando era mais nova, a matriarca da família Hale sofria de TOC estremo, ao ponto de não sair de casa. Curada — mas não totalmente —, Esme ainda tinha no fundo aquela obsessão pelo branco. Deve ter sido por isso que se casou com o Deus grego chamado Carlisle.
— Deseja alguma coisa, senhorita Iacksen? — a velha empregada apareceu como um fantasma na grande sala branca dando um contraste com seu uniforme preto malpassado.
Brittany soltou um grito agudo pelo susto. A empregada por um momento pensou que as cordas vocais da moça iam estourar ali mesmo. Esperou a menina se recuperar do susto para perguntar novamente.
— Criatura de Deus, que susto você me deu! Você simplesmente não pode sair andando pela casa sem fazer barulho. Qualquer dia você ainda vai matar Esme de susto. Ou ela, ou eu.
A empregada fez uma careta que enrugou toda a sua testa. Ela era bastante religiosa e considerava uma calúnia falar o nome do Senhor em vão.
Brittany pensou que a empregada não poderia ficar mais feia, mas quando viu a senhora toda enrugada... Mudou de ideia.
— A senhora Hale é atenta e não uma cabeça de vento. Ela me ouve chegar! — atacou a velha.
— Eu quero saber o que ela vai achar quando olhar seu uniforme — Brittany apontou para a empregada que vestia a roupa toda amassada.
Compreendo seu fracasso na pequena batalha a empregada se retirou do aposento, dessa vez fazendo barulho com os pés ao sair. Brittany riu e caminhou para o quarto de Rosalie. Ela adorava implicar com as pessoas, sentia falta disso. Sentia falta da Upper East Side.
Estava se perguntando se Alice tinha chegado ou se Rosalie a chamou para raptar a amiga. Não precisou abrir a porta para descobrir sua resposta. Ouviu o grito mais agudo que o dela saindo de dentro do aposento. Era o de Alice.
Abriu a porta e deu de cara com uma cena cômica. Do ponto de vista dela. Alice se encontrava jogada em cima da cama toda descabelada tentando inutilmente pegar o aparelho celular que tocava sem parar na cômoda branca de Rosalie. A loira se encontrava aos pés de Alice com os braços em volta das cochas magras dela. Brittany rapidamente correu para a cômoda e pegou o aparelho em suas mãos. Não sabia por que tinha feito isso, mas se Rosalie se encontrava impedindo Alice de pegar o aparelho, ela ia o fazer.
O aparelho vibrava e tocava alto tudo ao mesmo tempo em que uma imagem de um garoto aparecia na tela. Era Jasper Withlock, o namorado de Alice do Brooklyn que Bella odiava. Brittany reconheceu que ele era bonito. Bonito até para um garoto pobre.
— Brittany Iacksen, largue esse aparelho agora mesmo! — gritou Alice.
— Não largue! — Rosalie protestou quando Alice tentou se largar dos braços dela.
— Quem dá mais? — riu Brittany balançando o aparelho na mão. Se olhar fulminante matasse, ela estaria morta ali mesmo. Duas vezes.
— Se você não devolver esse aparelho agora mesmo eu... — Alice foi interrompida quando Rosalie empurrou sua cara no colchão.
— Whoa! O que você vai fazer? Vai bater no meu joelho até que eu caia no chão? Ou você tem uma picareta com você? Aposto que sim. Todos anões tem! — Brittany parou quando viu que Rosalie soltou uma risadinha fazendo Alice ficar mais brava. Ela odiava piadas da sua altura, e somente Brittany as contava. — Sabe Rosalie, eu estou adorando ficar aqui torturando vocês duas. Por que quando mais eu falo merda para Alice, mas ela se debate e machuca você. Mas... Por que eu tenho que ficar igual à estátua da Liberdade com esse celular na minha mão?
— Fique segurando até Alice abrir a boca. — disse Rose.
— Eu estou com minha boca aberta, imbecíl. — grunhiu Alice com o rosto espremido entre a mão de Rosalie e o colchão.
— Mas nada sai daí!
— Por que o celular vai fazê-la abrir a boca? — perguntou Brittany. O celular tocou novamente e Alice levantou o rosto do colchão assustada. O nome JAZZY piscava na tela novamente e Brittany cogitou a hipótese de atender. — Ah sim... Agora entendi.
— Por favor, eu preciso falar com ele! — Alice fez beicinho.
— Por quê? Aconteceu alguma coisa?
— Eu não sei, vocês não me deixam atender!
— Deixa ser enganada não Britt, isso aí é puro agarramento! Cuidado Alice, homem não gosta muito de mulher grudenta não... — disse Rose.
— Olha quem fala! A rainha do drama daqui dessa merda de Upper East Side. — Alice soltou levando outra espremida de rosto no colchão.
— Alice, eu te amo, mas eu vou te matar asfixiada se você não calar essa boca e abrir ela somente pra falar outra coisa. — Rose afrouxou o aperto quando a morena deu sinal que ia falar.
— Eu não posso te falar! — Alice resmungou para as duas meninas. Ela simplesmente não podia abrir a boca e contar tudo que sabia sobre o estado de Edward. Bella a tinha confidenciado para guardar seus segredos, devia isso por James estar infernizando a vida da amiga.
— Então você pode... escrever? — sugeriu Brittany. Rose olhou para ela com os olhos cerrados.
— Sério isso, Britt? — Puro sarcasmo na voz da loira.
— Conte logo, Alice! Edward está muito mal, só queremos ajudar. — pediu Brittany.
— Oh Deus! Se vocês querem saber mesmo vocês deviam ir atrás de Bella, aí ela que ia decidir se contava ou não para vocês! — Alice aproveitou o olhar assustado das duas amigas e empurrou Rosalie de cima dela correndo para pegar o celular da mão de Brittany. — Peguei!
— Espera aí um minutinho, Alice... O que Bella tem a ver com isso? — perguntou Rose.
Quando viu que tinha falado demais, Alice suspirou alto com o aparelho em suas mãos magras. Soltou um simples merda enquanto recolhia suas coisas para sair dali antes que falasse mais alguma coisa.
— Eu não devia ter vindo aqui... Eu devia ter desconfiado que você me chamou para tirar algo de mim. Era assim que você e Bella faziam antigamente!
Rosalie se atirou em frente à loira a proibindo de continuar e sair pela porta. Alice a fulminou com o olhar. Pelo menos tinha o celular em suas mãos.
— Desculpe Alice, mas agora que você soltou essa... bomba, você não pode simplesmente sair assim.
— Rosalie, eu não posso falar. Bella ia me matar, eu estou falando sério isso.
Antes que Rosalie pudesse abrir a boca, Brittany entrou na conversa bastante séria. Cômico ver a morena assim.
— Alice, deixando às ameaças e diversões a parte, estamos seriamente preocupadas com Edward. Ele não foi para a escola esses dias, quando ele ia faltava às últimas aulas, e hoje de manhã ele se encontrava nu com o rosto cortado. — Brittany não mentiu, mas como toda garota da Upper East Side exagerou até o fio na história. Alice pareceu não duvidar nem um pouco da história, e quando ela fez um rosto assustado Brittany soube que a tinha pegado ali.
— Isso é verdade, Alli. Edward tá muito mal, queremos saber tudo por causa disso. E também Bella vai querer ajudar Edward, não? O que seria do herói sem seu arqui-inimigo? — Rose foi à onda de Brittany.
— Edward não é arqui-inimigo de Bella, eles não se odeiam. — murmurou Alice baixinho, quase para si mesma.
— O quê? Como assim? Bella odeia Edward desde... sempre! — Brittany fez ênfase no ar.
— Edward e Bella não estão se odiando mais. Eles estão... se amando.
— O quê? Bella e Edward... o quê? Alice, você bateu a cabeça? A falta de ar afetou seu cérebro? — Rose olhou confusa para amiga cogitando realmente essas hipóteses.
— Bem, não se amando literalmente... — bufou Alice. — Eles estavam tendo sexo casual, mas Bella terminou com ele para se casar com Adam. Agora Edward está a ignorando e blá blá... Não sabia que tinha chegado a tal ponto.
Brittany olhou para Rose e as duas caíram na cama de casal da loira. Elas simplesmente não estavam acreditando no que Alice dizia. Edward e Bella estavam tendo sexo? Como eles conseguiam? Eles se odiavam desde pequenos!
— Acho que deu algum problema com meu cérebro, sabe? Eu não estou conseguindo racionar direito. — Brittany levantou-se da cama e foi para o banheiro da suíte da loira para lavar o rosto.
— Nossa, estava tão na cara o tempo todo — disse Rose. — Nunca me senti tão burra.
— O que estava tão na cara? — perguntou Alice.
— O tempo todo eles se amavam gente! Bella começando a amizade comigo só para chegar mais perto dele, e por Edward também ter uma amizade forte com Jacob na época. Eles queriam ficar perto um do outro e a implicância era a única solução! — Rose estufava o peito como se estivesse falando todos os números da raiz de PI.
Alice olhou para a amiga como se ela tivesse acabado de cair de uma espaçonave na sua frente e antenas saíssem pela sua cabeleira loura.
— Rose, acho que você não entendeu... — Logo começou a se explicar. — Eles não se amam, é somente sexo casual. Edward só ficou nervoso porque... o sexo acabou.
— De jeito nenhum! Você que não entendeu, pequena Alice. Eles se amam, não está vendo? Cadê Brittany? Eu preciso falar com ela.
Percebendo que alguém a chamava, Brittany saiu do banheiro ainda um pouco confusa. Estava tentando processar a bomba que tinha acabado de cair nela. Olhou para Alice que continha uma expressão estanha olhando para Rose, como se ela tivesse acabado de crescer três chifres.
— Brittany, diga para Alice que Edward e Bella sempre se amarão. Diga! — Rose esperava uma resposta da morena.
— Bella não ama Edward...
— Tanto que esta noiva de um príncipe! — interrompeu Alice.
—... Mas eu tenho certeza que Edward ama Bella. — completou Brittany.
— O quê? — piscou Alice tentando processar. Agora quem estava confusa era ela.
— Por que Edward ia ficar todo nervosinho assim? Isso não se parece com Edward Cullen. Se o que Bella realmente te contou Alice, que era somente sexo casual, então não tinha motivos para esse drama todo. Bella não ama Edward, vai virar princesa. Mas Edward com certeza a ama, está se contorcendo de ciúmes! — Quanto mais Brittany falava, mais Rosalie ficava animada. Ela estava adorando aquilo tudo! Agora podia despachar Jacob e colocar Edward como padrinho fazendo par com Bella.
— Eu preciso ligar para Emmett! — Rose correu pela bagunça do quarto atrás do seu celular. As duas garotas olhavam enquanto ela inutilmente tentava procurar o aparelho celular dentro do closet.
Alice queria ver logo Jasper, então logo se atreveu a ligar para o celular da amiga. Quanto mais tempo passava ali, menos tempo ficava com seu namorado. Someone Like You da Adele invadiu o quarto e Rose apareceu com o aparelho salvo em suas mãos.
— Essa música é tão depressiva! — disse Brittany com desdém carregado em sua voz.
— Obrigada, Alice. — agradeceu Rose enquanto digitava o número já gravado em sua mente. — Ursão? Eu já te liguei para falar eu te amo? Já? Quinta vez? Está bem! Só estou ligando para pedir um favor seu. Não, nada de terno novamente...
Brittany olhou para Alice e colocou o dedo na boca como se tivesse vomitando. Alice riu e saiu do quarto indo embora. Ninguém se incomodou de parar a morena. Elas já tinham o que queriam, agora era só colocar em prática.
~x~
O ar-condicionado estava quebrado ou não estava fazendo efeito mesmo. Edward virou para o seu lado da cama tentando recuperar o fôlego. Gotas e mais gotas de suor escorriam pelo seu corpo nu e aterrissavam sem fazer barulho algum no colchão d'água.
— Você é o melhor no que faz.
Edward tombou a cabeça para o lado. Mechas completamente ruivas estavam jogadas sobre o travesseiro feito de penas de ganso. Ondulados e selvagens dando um aspecto animal para a inglesa Victoria Tiffany. Ela era bonita, admitira quando a ruiva entrou em seu apartamento. Mas faltava algo...
— Eu sei. — Edward levantou não se importando em tampar seu pênis com alguma coisa. Tampar para quê? As mulheres da qual tinha ficado disseram que era a parte mais bela dele.
— Você é sempre assim? — perguntou à ruiva. Edward franziu a testa se servindo de um pouco de uísque. — Sabe, humilde...
Edward soltou uma risada silenciosa. Mas não era uma risada de alegria, era uma carregada de sarcasmo.
— Quando eu era bebê, minha mãe vendeu mechas do meu cabelo em um leilão. No final ela conseguiu arrecadar um milhão e quinhentos mil dólares. Eu não consigo ser humilde.
— Eu nasci em uma família pobre no interior da Inglaterra. — disse Victoria. — E você não perguntou...
— Fale. — Não era um pedido, era mais como uma ordem. Edward queria ter a ruiva falando para sua mente não vagar muito longe.
— Está bem... — Victoria se espreguiçou na cama e o lençol deslizou pelo seu corpo. Os seios rosa foram descobertos e a ruiva olhou para Edward pensando que ele a olhava. Estava muito ocupado bebendo sua bebida enquanto olhava para os arranha-céus da cidade.
— Como minha família era muito pobre, fui trabalhar em Londres desde novinha. Como já era muito bonita logo fui chamada para trabalhar de modelo. — Victoria olhou ao redor do quarto a procura da sua bolsa, mas não a encontrava. — Você tem um cigarro?
— Ao seu lado, na cômoda.
Levantou-se para deixar seu corpo à mostra para Edward. Quando se virou, viu que o jovem nem se quer olhava em sua direção. Ficou realmente nervosa quando procurava a droga em meio a tantas camisinhas. Pelo menos sabia que ele não podia dar a desculpa de "não tenho mais camisinhas." Se bem que Edward não parecia um cara assim.
— Por que você está aqui, Victoria? — perguntou Edward ao final da sua bebida. Victoria parou de procurar e olhou para o homem nu a sua frente.
— Estou aqui em Manhattan por causa do meu namorado. James Chon, você o conhece. — Não era uma pergunta.
— Eu sei quem é James. — bufou Edward se lembrando do ex-namorado de Alice. Antigo amigo também. — Eu estou perguntando do por que está aqui no meu apartamento.
— Para transar, ora! — riu Victoria feliz por ter encontrado a droga. Caminhou até Edward com o cigarro em seus lábios esperando somente o jovem ligar para ela. — Acenda para mim?
Edward virou bruscamente pegando a jovem pelo pescoço e a empurrando para a enorme parede de vidro. Victoria deixou o cigarro cair pela boca quando soltou um grito surpreso. Dois gritos surpresos, na verdade. O segundo veio quando Edward enfiou três dedos de uma vez dentro de sua intimidade.
— Por que você não acende o cigarro com seu próprio fogo, sua putinha? — Edward grunhiu enquanto bombeava seus dedos.
— Oh, Edward — arfou Victoria. Seu traseiro tinha grudado de uma forma na parede de vidro que quando Edward a puxou para jogá-la na cama o vidro tinha a marca de sua bunda.
Edward bombeava fortemente dentro de Victoria com os dedos. A ruiva arqueou as costas na cama sentindo o calor inundar seu corpo. Edward estava certo, ela poderia acender o cigarro e o fumaria enquanto gozava em seus dedos. Coisa da qual não demoraria muito.
Suas paredes já estavam apertando os dedos de Edward. Seu ápice não demoraria a chegar, ainda mais quando Edward levantou o polegar e começou a circular seu clitóris ao mesmo tempo em que bombeava.
— Edward, eu vou... — chiou Victoria. Ela podia sentir seu corpo começar a se curvar pelo gozo, mas comemorou cedo demais. Edward parou o estímulo e tirou os dedos dentro dela. Victoria franziu a testa para ele completamente frustrada. — Por que diabos você...
— Por que você veio até mim? — perguntou Edward, só que dessa vez sério. — Se você quiser gozar mais, comece a abrir a boca.
— Foi... somente... pelo sexo...
Edward começou a estimular seu clitóris ainda mais rápido e Victoria quase chorou quando ele parou antes dela gozar, novamente.
— Eu posso ficar assim até amanhã, Victoria.
— Está bem! — bufou a ruiva. — Sempre tive uma vontade de conhecer o filho de Edward Cullen e Elizabeth.
Edward estremeceu quando o nome dos seus pais saírem pela boca da ruiva debaixo do seu corpo.
— Você conheceu meus pais? — perguntou Edward surpreso.
— Estava trabalhando no navio quando aconteceu o acidente. Seus pais eram pessoas boas, Edward. — Disse a ruiva. — Agora você podia fazer o favor de continuar?
Edward queria fazer mais perguntas, queria saber mais sobre os pais. Não se lembrava de tê-los amado. Sentia no fundo uma compaixão, somente isso. Afinal, eles construíram o império que ele colocaria as mãos.
Mas não queria ouvir mais a ruiva falando dos pais também. Sentia compaixão sim, mas também sentia ódio deles. Ódio por vê-los raramente dentro de casa. Por ter sido criado por babás e empregados. Por ter sido deixado para trás. Queria ter ido ao navio com eles, uma viagem de família. Se tivesse ido talvez fosse morrer, mas e daí? Estaria com os pais.
Tentando tirar a sua frustração e não de Victoria, Edward se ajoelha na cama e puxa a cintura da morena em encontro com a sua. Pega rapidamente a camisinha no criado-mudo e enrola em seu pênis. Victoria espera enquanto ele termina gemendo ao sentir o pênis friccionando sua entrada.
Colocando a cabeça na umidade da garota, Edward empurra toda sua cintura para frente. Apertando fortemente a cintura da ruiva, ele começa a fazer movimentos selvagens e rápidos.
— Puta que pariu! — gritou Victoria. Suas mãos não paravam quietas. Uma hora estava agarrando os lençóis da cama, outrora estavam em seus cabelos. Por fim começou a se acariciar sentindo o prazer extremo.
Seus dedos enfeitados com longas unhas vermelhas massageavam a carne de sua boceta enquanto sua mão brincava com os mamilos. Edward achou isso quente como o inferno tirando somente o fato que não era sua virgem que estava fazendo isso.
— Estou chegando...
— Vem para mim, Bella. — Edward estava de olhos fechados e por um momentos se deixou levar pela imaginação.
Victoria gritou quando chegou ao ápice. Um grito tão forte que foi possível escutar do andar de baixo. Edward não demorou a chegar logo, derramou sua semente na camisinha caindo em cima de Victoria na cama espaçosa.
— Essa foi a melhor transa da minha vida. — Victoria tentava recuperar o fôlego. Seus dedos estavam doloridos pelo tamanho prazer. — Não conte para James.
Espero que ninguém me bata pela demora ):
E também por Edward está fazendo sexo com Victoria UHAUUAHUAHUH Ele é homem gente, e nenhum santo. Acho que disso vocês já sabem.
Ia terminar o capítulo colocando a ceia de natal e tudo, mas preferi fazer em um capítulo separado assim eu escrevo e não junto e coloco bastante drama!
Pra quem ficou um pouquinho "chateado" por Edward estar "traindo" Bella, no próximo capítulo vai ter um momento Beward, de presente :)
Quem quiser spoiler do próximo capítulo é só comentar. Quem não tiver conta é só mandar o e-mail.
Se faltou alguém que eu não mandei o spoiler desse cap. me perdoe :(
E pela demora, não tem desculpas. Mas queria que vocês entendessem que tenho uma vida social e bem, 2013 começou beem difícil para mim. E também estou tentando escrever um livro (não uma fanfic) e publicar. (amém)
Beijos e até o próximo 3
