Fico muito triste em falar isso mais se o número de REVIEWS não AUMENTAR nesse capítulo, serei obrigada a EXCLUIR REDE DE SEGREDOS do site! Sinto muitíssimo, mas o número de visualizações em todos os capítulos é muito discrepante do número de comentários! AS MENINAS QUE COMENTAREM, FAVOR DEIXAR O E-MAIL, para que assim, se não houver muitos comentários nesse capítulo, eu possa entrar em contato com vocês via e-mail para passar o link da fic em outro site que posto (e recebo bem mais comentários).
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Edward entregou a chave do seu carro para o manobrista e consertou mais uma vez a gravata com as mãos fortes. Conseguir entrar naquele evento fora mais fácil do que pensara. Esme possuía um convite e pareceu contente em cedê-lo para o seu filho mais velho, o que Edward estranhou a principio, a mãe não costumava perder um evento que fosse quando ele morava na mansão Masen.
Mas isso já fazia um tempo.
Adentrou no salão da mansão em que a festa estava sendo realizada e chamou a atenção das mulheres próximas à porta. Edward já estava acostumado com aquele fato rotineiro e ignorou as figuras femininas. Vislumbrando o evento com todas as pompas e ilustrado com as mais altas figuras da sociedade, Edward constatou com uma ponta de tristeza que de algum modo ainda se encaixava ali.
Lembrou-se nostalgicamente do dia em que fora admitido no FBI. Mesmo estampando quase uma careta de dor, Esme o parabenizou, e disse que apesar do emprego de classe média a figura de bem nascido do filho sempre se sobreporia em Edward. Foi o comentário mais infeliz da noite, mas Masen quase entedia o lado da mãe. Ela não era do tipo de mulher que menosprezava as pessoas com menor poder financeiro, tanto que se casara com Carlisle. O que Esme não compreendia é porque o filho decidiu desempenhar um trabalho daquele tipo quando tinha condições muito superiores. Seu lugar não era correndo atrás de bandidos com uma arma na mão.
Os olhos treinados do Agente Masen passaram avaliar rapidamente todas as mulheres do local. Sabendo exatamente quem desejava encontrar. E no momento em que seus olhos pousaram na figura feminina procurada, Edward pode apenas pensar em uma palavra:
Bella.
Sua mafiosa encontrava-se de costas, o que não representou um problema, já que Edward jamais a confundiria. Os cabelos negros caiam pelas suas costas impedindo que ele tivesse uma boa visão do decote ousado que o vestido possuía. A peça azul marinho molda-se ao corpo bem esculpido da mulher, e ele pode admirar mais uma vez aquelas curvas.
Os olhos verdes praticamente a fuzilavam pelas costas e Masen percebeu que Isabella começava a sentir-se incomodada. Admirou os sentidos de perseguição da mulher enquanto ela virava a cabeça levemente para trás, escrutinando o salão com seus olhos gélidos. A boca dela estava pintada de vermelho sangue, e tal percepção fez com que todos os músculos de Edward se contraíssem.
Ele não entendia como aquela mulher conseguia mexer desse modo com seus sentidos. Mas tal fato não importaria quando ela estivesse atrás das grades, e ele famoso em seu departamento.
Deixou que um pequeno sorriso habitasse seus lábios, e resolveu seguir os passos dela até uma porta para a imensa sacada que adornava um dos lados do salão, pegando uma taça com uma bebida qualquer durante o percurso. Encostou-se ao vão da porta e observou Isabella que se encontrava concentrada falando ao celular, não notando a sua presença.
– Nunca duvidei, porque começaria agora? – Edward assustou-se com a voz feminina. Ela falava quase em tom de respeito.
– Mesmo assim, eu quero que me diga... – ela fora nitidamente cortada pela voz no outro lado da linha. As sobrancelhas de Edward juntaram-se enquanto ele observava a figura feminina. Quem possivelmente teria aquele poder sobre ela?
– É claro que eu já estou aqui! – exclamou, seu tom era raivoso, mas não extravasava o que ela realmente sentia. Os dedos angulosos da mulher foram até o longo cabelo preto e o jogou para frente, deixando assim o decote, que ia até o fim das suas costas, exposto. Edward engoliu em seco. A pele alva parecia gritar pelo seu toque. E ele tinha a necessidade de sentir aquela textura em suas mãos.
Uma parte dentro de si dizia que aquilo era errado, e que deveria manter as suas mãos longe da criminosa. Mas Edward decidiu que não valeria a pena ficar calculando os prós e contras. O que ele queria no momento era apenas satisfazer aquela necessidade. Aproximou-se da mafiosa com passos cuidadosos para não chamar a sua atenção.
– Podemos voltar para o assunto de ori... – Edward encostou sua mão ali, quase soltando um murmúrio de satisfação. Nunca desejou tanto tocar alguém como desejava toca-la. Sentiu o corpo da mulher se endurecer, e sem retirar a sua mão, colocou o seu corpo ao lado dela, onde poderia ver o rosto feminino.
A voz de Isabella simplesmente sumira quando ela sentiu a mão grande espalmada no final de sua coluna. O toque gerou um calafrio que subiu pela sua espinha e visitou todos os lugares de seu corpo. Suas pernas bambearam e por um momento agradeceu por segurar tão firmemente a grade da varanda com sua mão.
Fechou os olhos por alguns instantes, e praguejou mentalmente, sabia muito bem a quem a mão pertencia. Só uma pessoa era capaz de fazer aquilo com o seu corpo.
Agente Edward Masen.
Olhou para o seu lado esquerdo e imediatamente foi dragada pelo mar verde. Uma sobrancelha grossa se levantou como se desafiasse a mulher a dizer algo, mas ela ainda não tinha encontrado a sua fala. O homem roçou o polegar na pele delicada de suas costas, acariciando-a, um lembrete de que sua mão continuava no local.
Como se as costas de Isabella não estivessem em chamas desde o momento em que ele a tocara.
– Isabella? Isabella? – A voz masculina surgiu do telefone, impaciente, desfazendo a bolha em que os dois se encontravam. Algo cresceu dentro do peito de Edward quando percebeu que era com um homem que Isabella utilizava o tom respeitoso. Preferiu deduzir, no entanto, que se tratava de seu tio.
– Coversamos amanhã, afinal de contas tenho um trabalho para concluir – Isabella desligou sem esperar uma resposta. E olhou novamente para o Agente Masen, suspirou profundamente, tentando organizar os pensamentos, se ao menos ele retirasse aquelamaldita mão.
Edward não soube calcular o quanto se divertia vendo o desconforto da mulher, apesar dos olhos azuis ainda apresentarem a frieza habitual, ele sabia que aquilo era mantido com muito custo por Isabella.
– Que porra você está fazendo aqui, Federal? – As palavras eram ferinas, mas tudo o que Edward pensou foi em como aquela boca vermelha parecia ainda mais atrativa com Isabella falando daquele jeito sujo.
Ele riu, passando a mão pelos cabelos acobreados.
– Aqui fora? Decidi tomar um ar... Percebeu como é abafado lá dentro? – Edward disse bebericando um pouco da sua bebida, champanhe.
– Não me teste, Agente Masen – Isabella sibilou, lentamente. Em resposta, Edward a puxou para mais perto dele, fazendo com que se encarassem frente a frente.
– O que vai fazer, Isabella? – o hálito de Edward bateu contra o rosto da mafiosa, quase a inebriando – Vai me dar um tiro perante todas as testemunhas? Ou você acha que seria mais apropriado me ferir com uma faca?
Isabella o encarou por um longo momento, o verde e o azul travando uma luta silenciosa. Desvencilhou-se por fim do toque do homem e já ia fazer o caminho de volta para o salão quando a voz máscula a parou.
– Quem é o seu alvo essa noite?
Isabella voltou-se para o Agente Masen, soltando uma risada irônica.
– Não é da sua conta – Preparou-se para voltar mais uma vez ao seu caminho quando a mão forte prendeu o seu braço.
– Eu quero saber, Isabella. Caso contrário você ficará presa comigo aqui a noite inteira. – Era uma promessa.
– Ficarei presa? Como o senhor é prepotente! E posso saber como realizaria esse feito? – Isabella retrucou, mordaz. Edward riu sem humor, apertando ainda mais o braço fino.
– Não me desafie a fazer uma coisa que eu teria muito prazer em executar, Isabella. – Edward olhou fundo nos olhos frios da mulher, e ela não teve mais dúvidas, ele o faria.
Por um momento surgiu uma vontade de desafia-lo, de descobrir como ele de fato a 'prenderia' ao seu lado. Mas tinha uma missão aquela noite. Nunca falhara, e não deixaria que isso começasse a acontecer graças ao Agente Masen. A máfia e seus interesses sempre viriam em primeiro lugar.
– Barclay. – respondeu por fim, com má vontade, sentindo o aperto em seu braço afrouxar, mas não sumir por completo.
– George? – Edward inquiriu.
– Thomas. – Isabella soltou um suspiro cansando.
– O filho – Edward concluiu, recebendo um aceno de cabeça da mulher. O que a máfia poderia querer com o filho do Barclay? Ele acordou das suas perguntas internas quando sentiu Isabella se desvencilhando de seu aperto. Mas ela ainda permaneceu a sua frente.
– O que quer com ele?
A risada que ela soltou fez com que Edward pela primeira vez tivesse a real consciência de que Isabella era extremamente perigosa.
– Não se meta, Masen. Não me atrapalhe. – Os olhos dela estavam carregados de verdade - Não me dê mais um motivo para me arrepender da bala que eu não coloquei na sua cabeça no porto.
Dizendo essas palavras Isabella simplesmente voltou para o salão, indo diretamente para o seu alvo. Thomas Barclay. Edward observou que ela sorria para ele, como se fosse uma menina bem criada, como se quisesse realmente sorrir.
Barclay estava na mão dela, concluiu. Vários minutos se passaram, mas seus olhos jamais deixaram o casal. Ao contrário de Isabella, que não olhou uma única vez para ele. Conhecia o bastante da mulher para saber que era focada no que fazia. Mas talvez ela apenas quisesse ignora-lo.
Depois de vários outros minutos de uma conversa aparentemente cordial, Barclay a puxou para dançar, o que ela aceitou prontamente, com um sorriso que representava felicidade no rosto.
– Diabo de atriz. – Edward murmurou, fisgando e bebendo mais uma taça de champanhe que passou a sua frente.
Teve vontade de socar algo vendo Thomas colocar uma mão nas costas de Isabella para conduzi-la na dança. Exatamente onde sua mão havia estado mais cedo. Estudou o rosto da mulher atentamente, procurando por qualquer coisa que denunciasse que aquele toque a afetava. Mas viu apenas as feições educadas, o que fez com que ele relaxasse um ponto, apesar de ter vontade de sair do seu lugar e tirar a mulher dos braços daquele homem. Parecia extremamente errado que ele possuísse as mãos sujas em cima do corpo dela.
Soltou um longo suspiro lutando para controlar a porra dos seus pensamentos. Não deveria se importar com quem tocava ou não a criminosa. Era inegável que a desejava, mas isso não justificava querer quebrar os dentes de Thomas, só porque o pobre coitado dançava com ela. Mas Isabella não ajudava. Agora a mulher enrolava seus dedos no cabelo do Barclay. Edward nunca havia sentindo os dedos dela em seu próprio cabelo, e era inaceitável que aquele merdazinha pudesse saber como era aquele toque e ele não.
A fúria assassina que percorreu o seu corpo só aumentou quando viu a mafiosa sussurrando algo no ouvido do homem, fazendo com que ele parasse de dançar por um momento. Pegou na mão de Isabella a conduzindo em direção a imensa escada no canto do salão.
Em direção aos quartos, Edward concluiu, sombriamente.
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Isabella se encontrava extremamente entediada, e ainda tinha que ficar estampando um sorriso de falsa alegria para Thomas Barclay de cinco em cinco minutos. Barclay era do tipo que gostava de um cortejo, e a afastaria se fosse direto ao ponto de uma vez.
Amaldiçoou todas as gerações do rapaz quando ele a convidou para dançar. Até quando ela teria que suportar aquela situação? Sentiu a mão de Thomas em suas costas desnudas, e o toque não causou efeito nenhum no corpo de Isabella, como era comum para ela. Exceto é claro, quando as mãos pertenciam a Edward Masen.
Bella não precisava procurar a figura masculina no grande salão para saber que ele os observava. Sentia o verde cravado nela desde o momento em que deixara a varanda. A fuzilando. Não perdendo um movimento sequer.
Depois que confirmou a sua teoria que Barclay deixava a desejar na arte de conduzir, Isabella decidiu que era o momento. Enroscou seus dedos pelo cabelo bem cuidado do rapaz, e disse ao seu ouvido:
– O que acha de irmos para um lugar mais... privativo? – Falou com falsa vergonha. Recebendo um olhar convencido e cheio de desejo de Thomas, que logo em seguida a conduziu para a escada.
Sentiu pena do rapaz por um momento, obviamente ele não tinha noção no que estava se metendo. Ele abriu uma porta de madeira maciça e Isabella notou a decoração nobre do quarto, tudo muito impessoal. Uma agenda, vários papéis e canetas, um tablet e um computador se encontravam em cima de uma mesa. Isabella sorriu internamente. Aqueles eram seus verdadeiros alvos. Só tinha que abater Thomas Barclay primeiro.
– Quer algo para beber, linda? – Thomas perguntou, apontando para o mini barzinho que ele possuía dentro de seu quarto, enquanto tentava beijar Isabella.
A mulher habilmente se desvencilhou e o jogou na cama, subindo por cima dele. O beijaria apenas se fosse extremamente necessário.
– Apressada você hein? – Isabella apenas sorriu, passando as mãos pelo peito de Thomas por cima da camisa. Não se preocupou em manter um olhar de luxúria. Os homens geralmente ficam tão cegos com seu próprio prazer que se esquecem de procura-lo nas companheiras – Gosto disso.
Isabella levantou a barra do vestido longo para cima da metade de suas coxas, e acomodou-se melhor em cima do garoto. Thomas levou rapidamente as mãos nas coxas desnudas as apertando e soltando um gemido de prazer.
Isabella não sentia nada, o toque de Thomas em sua pele era tão indiferente como um aperto de mão trocado por desconhecidos.
Ele subiu as mãos pela barriga de Isabella, e com os dedos fez o contorno dos seios.
– Você é tão gostosa... – Ele pegou uma mão de Isabella a levando para a sua calça – Olhe só como meu pau está doidinho para te foder, gostosinha...
Ele fez com que Isabella tocasse o seu membro por cima da calça, ela percebeu o pequeno volume em sua mão e riu internamente. Retirando a mão o mais rápido que pode e fingindo um gemido.
– Eu... Eu quero... Mas... Eu posso pegar aquela bebida para a gente? – ela disse rebolando levemente por cima do jovem, que gemeu alto.
Isabella vislumbrou a sua bolsa jogada na cama, pegaria um comprimido que detinha ali, e o dissolveria na bebida de Thomas, que dormiria quase instantaneamente. Depois ela teria tempo suficiente para fazer o que realmente deveria naquele quarto.
Olhou de volta para o homem em baixo de si, que balançava a cabeça afirmativamente para ela.
– Você pode tudo, gracinha. Tudo. – Ele disse e antes de Isabella se levantar agarrou seu seio esquerdo tampado pelo vestido, a mulher fingiu se arquear para trás como se tivesse sentido prazer com o fato.
E foi nesse momento que Isabella ouviu a porta do quarto se abrindo e a voz masculina conhecida soando pelo ambiente.
– Que merda é essa aqui? – Edward Masen entrou no quarto a tempo de ver aquele bostinha, que se achava um homem, com a mão no seio de Isabella.
Thomas afastou-se rapidamente do corpo da mulher, ajeitando sua ereção como pode.
– Você o conhece? – Ele perguntou surpreso. Mas Isabella não respondeu, ela estava muito ocupada encarando Edward furiosamente e tentando bolar um plano em que ainda conseguisse os dados que precisava naquela missão.
– Se ela me conhece? – Edward perguntou furioso – Somos casados há dois meses! E a vagabunda já está me colocando um belo par de chifres.
Edward mentira. Queria tirar Isabella daquele lugar, tirar as mãos de Thomas de cima dela. E dizer que eram comprometidos, em sua opinião, era melhor do que revelar que ela era da máfia, e ele um agente do FBI.
– É verdade? – Thomas olhou incrédulo para Isabella, que olhava da mesma forma para o agente Masen. Mas Edward não deu oportunidade de resposta, entrou ainda mais no quarto e segurando-se para não dar um soco em Thomas, pegou Isabella no colo e a jogou pelos ombros.
– Nunca mais se aproxime da minha mulher – Edward ameaçou. Uma ameaça totalmente verdadeira enquanto Isabella desferia golpes por todo o seu corpo.
Saiu do cômodo, deixando para trás um Thomas amedrontado. Isabella continuava desferindo golpes, mas Edward apenas a ignorava. Só colocou a mulher no chão quando estavam em um corredor vazio e bem longe do quarto do Barclay. Também tinha que admitir, que o último soco em suas costelas tinha realmente doído para que ele continuasse a carregando, como se seus golpes não significassem nada.
Parou para respirar e pensar no que havia se metido. Tinha desafiado Isabella.
A mulher arrumou o vestido e colocou a bolsa corretamente em seu ombro. Edward percebeu que a raiva transbordava por cada poro de seu corpo. Sem aviso Isabella lhe desferiu um chute na boca do estomago que o fez se contorcer levemente.
– Por que – Isabella acotovelou a costela de Masen fazendo com que ele se abaixasse mais um pouco, aproveitando-se disso atacou o seu estomago novamente, mas dessa vez com uma joelhada.
– Você – completou, o levantando e empurrando-o contra a parede – fez isso?
Edward já controlava a dor dos golpes da mulher, e agarrou-a pelos pulsos para que não o batesse mais. Olhou no fundo dos olhos azuis que transbordavam ira.
– Você ia transar com ele, Isabella? – perguntou com nojo, se repreendendo imediatamente. Mas precisava saber aquilo. Só Deus sabia o quanto precisava.
– E se eu fosse? Pode me explicar no que isso lhe diz respeito? – Os olhos azuis eram implacáveis, e Edward percebeu que teria que ir muito além para tirar de Isabella a informação que queria. Teria que ferir-lhe o orgulho.
– A sua patente na máfia abaixa tanto, que até me pergunto se vale a pena te seguir dessa maneira. – a surpresa passou rapidamente pelo rosto de Isabella e Edward tomou coragem para terminar a sua fala – Não ser o segundo homem no comando, eu até entendo, mulheres realmente não servem para esses cargos... Agora você, com essa porra de nariz em pé, ser apenas uma putinha da máfia? Me surpreendeu, Isabella.
O ódio fulminou em casa mísera parte do seu corpo. A morena contorceu-se tentando se livrar do aperto ferrenho em seus pulsos, queria lhe infringir dor física, queria o matar de tanto socar a porra daquele rosto. Perdeu a conta de quantas vezes chutara a parede atrás de Masen. Ela o odiava. Ele era responsável pelo sua derrocada na missão, e ainda a tomava como uma incapaz!
– Eu não sou uma putinha qualquer. Você sabe muito bem disso, Agente Masen. – Ela começou, percebendo que de nada adiantaria medir forças com o homem enquanto ele a aprisionava em suas mãos – Recue. Recue agora. Você não quer conhecer quem é Isabella Swan, ou o que eu represento na máfia italiana.
Edward riu, não deixaria que a mulher lhe intimidasse. Não àquela altura.
– Então não é ser uma putinha o que você ia fazer naquele do quarto? Não era, Isabella?
– Eu faço o que é preciso, Agente Masen, para atingir meus objetivos. – Os olhos azuis queimavam a pele do rosto do homem – mas para a sua informação, eu não ia transar com Thomas.
– Não? – Edward disse, fingindo-se de duvidoso – Não foi o que parecia.
Isabella trincou o maxilar.
– Não me interessa o que pareceu para você, Masen. – Ela sibilou – Mas se devolvesse a porra dos meus braços, eu poderia lhe mostrar o que iria fazer, e calar essa sua boca grande.
Edward pensou por um momento se devia realmente soltar uma mulher com o orgulho ferido. Principalmente tratando-se de Isabella Swan. Mas sua curiosidade era maior que qualquer juízo restante.
Largou lentamente as mãos da mulher, que voaram para a bolsa pequena, a abrindo. Isabella pegou algo pequeno lá dentro, e colocou rapidamente no bolso do paletó de Edward. Ele apalpou por cima do tecido rapidamente, parecia um...
– Um comprimido – Isabella esclareceu com as mãos passando furiosamente pelos cabelos – Já estava saindo da porra daquela cama para dissolver o comprimido na bebida de Thomas quando você chegou fazendo aquele showzinho. Ele ia tomar e dormir quase instantaneamente, seu imbecil!
Isabella chegou pertíssimo de Edward, levou seu dedo indicador até o peito másculo do homem.
– Eu só tinha que conseguir um endereço, Masen. Onde Thomas iria se encontrar com um tal de Khoury, amanhã. E você, Federal – ela chegou ainda mais perto, para que os olhos azuis encarassem cada detalhe dos verdes – levou tudo a perder. Eu te disse para ficar fora disso. Eu te avisei.
Edward não conseguia pensar direito. Sentia o peso de ter invadido o quarto de Thomas atrás de Isabella, fora patético e desmedido. E agora aquela mulher encontrava-se tão perto. O encarava tão audaciosamente. O hálito doce batendo de encontro ao seu rosto. Suas mãos foram para a cintura fina dela, e quase soltou um gemido de prazer quando percebeu que elas quase se fechavam em volta dela. Encarou seu rosto e deixou que o cheiro de Isabella invadisse seu sistema.
– O que pensa que...
Edward não deixou que ela continuasse. Prensou o corpo da mulher contra a parede e levou a mão direita para o rosto delicado, memorizando cada traço. Os olhos azuis dela o encaravam desafiadores. Num gesto quase brutal Edward levantou o queixo de Isabella, e finalmente juntou os lábios carnudos e levemente avermelhados aos seus.
Isabella não apresentou resistência. Deixou que o homem tomasse sua boca. As línguas se encontraram num beijo brutal e luxurioso, duelando entre si, querendo conhecer o inimigo. Ambos deliciando-se com o gosto vindo da mistura dos dois.
As mãos de Edward passearam firmes pela lateral do corpo da criminosa fazendo com que cada mísero cabelo dela se arrepiasse. Ele encontrou a fenda que o vestido de Isabella continha e agarrou a coxa da mulher com força trazendo-a bruscamente de encontro ao seu quadril.
Isabella foi incapaz de conter um gemido, que mesmo sufocado pelo beijo, saíra alto no corredor vazio. Aquele som, vindo da boca da mulher, surtiu efeito diretamente no membro pulsante de Edward, já apertado pela calça social.
Espremendo a mafiosa ainda mais contra a parede, Edward pode sentir como seus corpos se encaixavam um no outro. Isabella arfou com o ultimo gesto, sentindo o volume de Masen em sua barriga, bem diferente do de Thomas, ressaltou internamente. Levou suas mãos até os ombros largos do agente, apertando fortemente a pele escondida pelo terno.
Os dois se beijavam de um modo que o ar tornou-se artigo desnecessário. A ânsia de conhecer, de sentir o outro, era muito maior do que qualquer outra necessidade humana. Mas aquele momento precisava ser cessado. Edward sugou e mordeu o lábio inferior da mulher, regozijando-se pelo ato. Deixou que a coxa grossa e bem esculpida escorregasse pelos seus dedos deliciosamente, fazendo com que a perna de Isabella se apoiasse no chão novamente.
Afastou-se minimamente dela apenas para visualizar seu rosto. Os olhos permaneceram fechados por alguns instantes, mas logo encararam os de Edward. Alguma coisa palpitou dentro do homem quando percebeu que os azuis estavam totalmente escurecidos pelo desejo.
E por seu desejo estar tão cristalino para a percepção do Masen, que a ação tomada por Isabella fora totalmente surpreendente.
Com as costas da mão direita, ela acertou em cheio a face de Edward Masen. O homem a olhou espantado, mas não se privou de rir daquele gesto, enquanto massageava a bochecha dolorida.
Até em um ato impensado, Isabella não era convencional. A maioria das mulheres desferiria um tapa com a palma da mão. Mas não Isabella Swan. Ela preferia as costas. Continuou rindo e pensando no quão infortunado ele era, além de tudo ela possuía um anel adornando o dedo, o que aumentou em muitos níveis a dor em seu rosto.
– O que te faz pensar que pode estragar completamente a minha missão e depois me... me beijar? – ela engasgou-se um pouco, o que fez com que o sorriso de Edward aumentasse ainda mais.
– Engula essa porcaria de sorriso, Agente Masen. – Isabella disse, seriamente, empurrando o corpo do homem para longe do seu – Qualquer cordialidade, ou seja lá o nome que você dê para esse teatrinho que encenávamos, acabou no momento em que você arruinou com o meu trabalho.
Edward engoliu em seco, sentindo as palavras da mulher caindo sobre si.
– Pare de me seguir. Eu não quero vê-lo nunca mais. Se algum dia te encontrar de novo, mesmo que casualmente, eu juro pela porra que você quiser que estourarei os seus miolos sem pensar duas vezes.
Os olhos azuis se fixaram em Edward, frios e implacáveis. Um calafrio subiu pela espinha do homem quando percebeu que Isabella não possuía a mínima dúvida do que falava.
Ela ainda permaneceu encarando os olhos do homem, e então de repende, deu-se por satisfeita. Consertou mais uma vez a alça da bolsa e saiu andando a passos firmes pelo corredor.
Edward encostou o corpo na parede enquanto observava a silhueta curvilínea se afastar dele. Naquele momento estava certo sobre duas coisas. Uma era que jamais se contentaria com apenas aquele beijo da mulher. E a outra era que Isabella Swan falava sério. E não era do tipo que quebrava promessas.
Como reverteria aquela situação? Pensou, ouvindo o som dos saltos altos diminuírem cada vez mais. Precisava da mulher tanto para as suas - agora obvias - necessidades, quanto para a carreira no FBI.
Foi então que a sua memória trouxe a solução. Daria a Isabella Swan aquilo que ela tanto o culpara por ter perdido. Refez seus passos rapidamente pelo longo corredor, parando em frente ao quarto de Thomas Barclay.
Respirando fundo, bateu na porta firmemente, e mandou todos os seus princípios que eram contra aquilo à merda. Afinal aqueles meios justificariam os fins. Encarnou a expressão de marido traído e acabado enquanto escutava os passos vindos de dentro do cômodo. Esperou então, impacientemente, que o homem abrisse a porta do quarto. E que assim, ele pudesse retomar a cordialidade que mantinha com Isabella Swan.
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REPITO: AS MENINAS QUE COMENTAREM, FAVOR DEIXAR O E-MAIL, para que assim, se não houver muitos comentários nesse capítulo, eu possa entrar em contato com vocês via e-mail para passar o link da fic em outro site que posto (e recebo bem mais comentários).
Acho muita sacanagem simplesmente excluir a história quando tenho leitoras que comentaram e obviamente se interessaram!
