EPÍLOGO - Between The Raindrops

Look around
(
Olhe em volta)
There's no one but you and me
(
Não tem ninguém além de nós)
Right here and now
(
Aqui e agora)
The way it was meant to be
(
Da maneira que deveria ser)

SETE ANOS DEPOIS

Hermione andava apressada, em seus braços duas sacolas de supermercado. Consultou o relógio, preocupada se teria tempo de preparar o jantar antes de Draco chegar. Queria fazer esse agrado, a verdade é que estava tão ocupada com o trabalho nos últimos dias que tinha dispensado pouca atenção com o namorado. Parte dela sabia que ele não se incomodava, mas a outra parte sabia o quanto ele era no fundo um garotinho mimado que era acostumado com muita atenção.

Apressou o passo e logo entrou na rua onde morou pelos últimos sete anos desde que deixou a Inglaterra e foi com Draco para a Turquia. Na época teve muitas dúvidas, mas quando estava com ele tinha a certeza de que tinha valido a pena, sem contar a experiência que adquiriu trabalhando como assistente do ministro da Magia Turco. Que a escolhera para o cargo, quase que por acidente. Chegou em casa, com dificuldade encontrou as chaves na bolsa e abriu a porta do prédio, pegou o elevador e três andares a cima entrou no apartamento.

A luz da sala estava acessa e pelo sapato perto do capacho ela sabia que Draco já estava em casa, suspirou baixinho, pensando que novamente tinha se atrasado. Não quis chamar por ele, passou pela sala de jantar e entrou na cozinha, deixando as duas sacolas de compras no balcão perto da pia. Achou melhor nem tomar banho ainda, faria primeiro a comida. Ouviu um barulho de passos e se virou para comtemplar o namorado.

Ele tinha mudado muito pouco desde o colégio, o mesmo cabelo platinado quase bagunçado, a pele do rosto livre de pelos, as sobrancelhas tão claras e finas que mal se destacavam em sua pele muito alva, aqueles olhos azuis em tons de cinza que pareciam dizer muito mais do que as palavras que saíam da boca dele. Hermione sempre suspirava quando se encontravam e às vezes isso se tornava engraçado. Depois de tanto tempo o frio na barriga ainda estava ali e ela tinha a sensação de que sempre estaria.

Draco sorriu, um sorriso pequeno, mas sincero. Aproximou-se da mulher e a envolveu pela cintura, segurando com firmeza e precisão, sabia que era o ponto fraco de Hermione e sempre que precisasse de atenção bastava segurá-la ali e ela seria toda dele. Tocou os lábios nos dela com suavidade ela correspondeu imediatamente, mantendo contato o suficiente para fechar os olhos e em seguida abrir.

- Acabei de me atrasando novamente, achei que teria tempo de lhe fazer um jantar surpresa. – Ela disse com suavidade, sua boca ainda muito perto da dele, fazendo os hálitos se misturarem.

- Cheguei mais cedo, recebi uma carta importante e fui dispensado mais cedo. – Draco ainda mantinha a mão na cintura da mulher e pressionava levemente os dedos sobre a pele da região, mantendo-a sobre seu feitiço.

- Uma carta? Que carta? – Hermione teve que se apoiar nos ombros dele, pois seus joelhos já começavam a falhar devido a pressão que a mão de Draco fazia em sua cintura, não ia reclamar ou pedir que ele parasse, ia se entregar, como todas as vezes que fazia quando ele se aproximava daquele jeito.

- Uma carta, e chegou uma pra você também... – Ele moveu a mão livre para o bolso da calça de trabalho e retirou um envelope pardo, entregou a ela e finalmente a soltou, para que ela pudesse se concentrar na leitura.

Hermione abriu o envelope cautelosa, pelo brasão na frente, sabia que era do Ministério da Magia do Reino Unido. Desdobrou as duas folhas de papel e começou a ler, sua expressão variando entre a seriedade e a surpresa em alguns momentos. Passou para a segunda página que era mais curta que a primeira e voltou novamente para a primeira página como se quisesse ter certeza do que estava escrito, quando se deu por convencida, abaixou o papel e encarou os olhos do namorado que a observava com os braços cruzados sobre o peito.

- O que estava escrito na sua carta? – A voz tremia levemente, o coração batendo mais rápido do que ela podia controlar e um nó se formando na garganta.

- Era um convite, um convite para trabalhar no Ministério da Magia Britânico. – Draco manteve a posição e sentiu certo alivio ao ver Hermione sorrir levemente.

- E o que você acha? Porque eu também recebi um convite. Espero que não seja o mesmo que o seu e que tenhamos que brigar por ele. – Ele dera risada. Hermione ficou séria por um momento. – Me chamaram para trabalhar no departamento de Integração Internacional em Magia, e você?

- Um departamento que não existia antes, Integração com o Trouxas. – Hermione falou aliviada.

- O que você acha? – Draco voltou a se aproximar, abraçando novamente a cintura da namorada, mas sem apertá-la apenas apoiando-se na curva natural de seu corpo e a trazendo mais perto novamente.

- Acho que seria fantástico voltar pra casa, e você? – Ela não quis demonstrar o quanto essa noticia era importante para ela, apesar de viver muito bem na Turquia, Hermione sentia muita falta de casa, dos amigos e da família.

- Não vou dizer que tenho grandes expectativas em voltar para perto de meus pais, mas também não nego que aqui não é meu lar.Não que eu seja infeliz, longe disso, mas parte de mim sente que não é aqui o lugar onde eu pertenço.

Hermione apenas sorriu em resposta, sentia basicamente a mesma coisa, era feliz, mas sempre tinha a sensação de que poderia estar mais feliz se estivesse em casa com os pais e os amigos, no lugar onde sua linga nativa era normal e onde as pessoas dividiam os mesmos costumes que o seu. A Turquia era inegavelmente um dos lugares mais lindos do mundo, mas sempre ouvira aquela frase no fundo de sua mente "Não existe lugar no mundo como sua casa" e ela sabia que aquela não era sua casa de verdade.

- Entretanto temos um pequeno problema a ser resolvido. – Draco a puxou de volta a realidade e novamente tocou os lábios de Hermione com rapidez. Afastou-se dela dois passos e a encarou com uma seriedade e dureza que ela não via a muito tempo.

- Que problema? – Hermione podia imaginar pelo menos uns 30 problemas que deveriam ser resolvidos. Mudança, família, casa, aluguel, trabalho novo, amigos, e tantos outros que ela poderia enumerar para sempre.

Draco não respondeu, apenas pegou algo no bolso de trás da calça e começou a se ajoelhar, Hermione prendeu a respiração quando finalmente se deu conta do que ele estava fazendo, levou as duas mãos ao peito, como se precisasse segurar o coração ou caso contrário ele saltaria para fora do peito. Sentiu a pulsação acelerar ainda mais quando ele se apoiou sobre um dos joelhos e segurou uma caixinha de veludo verde escuro. Abriu deixando um anel delicado e ao mesmo tempo exuberante, um brilhante prateado que refletia a luz da cozinha em volta deles.

- Eu não sei ser romântico, eu não sei ser cuidadoso na hora de ser sincero, eu não sei nem o que foi que você viu em mim para ter vindo até aqui comigo. A única coisa que eu sei é que você foi a melhor coisa que me aconteceu. Talvez eu também saiba que a vida nunca seria a mesma se eu não tiver você ao meu lado e dessa vez eu quero saber que será para sempre. Vamos voltar para casa, para uma vida nova, para um emprego novo, para uma casa nova e para uma união eterna. Hermione Jean Granger, você quer se casar comigo?

Ela não conseguiu conter a emoção, as lágrimas se misturam com um dos sorrisos mais sinceros que ela já dera na vida. Soltou o coração e estendeu a mão, ainda sorrindo muito enquanto chorava. Draco tirou o anel da caixinha e encaixou no dedo anelar de Hermione e a joia se encaixou perfeitamente no dedo fino e delicado que ela tinha. Levantou-se devagar e foi agarrado pela noiva, em um beijo inesperado e ao mesmo tempo desesperado.

Hermione o puxou pela frente da camisa e aprofundou o beijo, Draco correspondeu a altura, içando-a para cima pelas coxas, Hermione sentiu o vestido subir a medida que as pernas o abraçavam pela cintura. O corpo foi apoiado no balcão da cozinha, ainda sem terminar o beijo ela começou a despir a camisa dele, suas unhas traçando o caminho entre os ombros e a coluna. Podia sentir ele se arrepiando a cada toque e sabia o que vinha a seguir.

Draco não permitia que ela ganhasse controle por muito tempo, entrou com as mãos pelo vestido dela, apertando-a pelas coxas até chegar na cintura, onde fez pressão, ouviu a noiva gemer baixinho dentro de sua boca e a pressão das unhas em suas costas aumentou, ele sabia que ficaria marcado, mas era exatamente isso que ele queria, que ela ficasse impressa em sua pele como uma tatuagem. Permanente e irrevogável.

Percebeu o cinto de sua calça ser desfivelado e sorriu contra os lábios dela, sentiu o lábio inferior ser mordiscado, que era a forma dela de pedir que ele andasse depressa com aquilo, que o desejava o quanto antes. Draco terminou de soltar o cinto e deixou que a calça caísse sobre os pés, suas mãos procuraram o zíper do vestido dela e o abriu com extrema precisão e rapidez. Abandonou os lábios dela e foi beijá-la no pescoço, arrastando os dentes pela pele sensível e se deliciou ao sentir a pulsação de sua jugular.

Terminou de tirar o vestido com ajuda dela, agora a únicas roupas que usavam eram as roupas intimas, e ele também já estava se preparando para vencer essa barreira, com cuidado passeou as mãos pelas costas dela, chegando ao feixe do sutiã preto e rendado que ela usava, abriu com delicadeza e deixou a peça correr pelos braços dela. Abriu os olhos para admirar os seios delicados e redondos que ela possuía, sorriu quase involuntariamente e aproximou os lábios de seus mamilos rosados. Depositou beijos pela região e se deliciou com os pequenos gemidos que ela deixava escapar pelos lábios.

Draco usou as mãos para delinear as curvas do corpo de Hermione, desenhando a linha de sua cintura com firmeza até seu quadril, ainda beijava os seios dela enquanto começou a acariciar sua intimidade, primeiro por cima da calcinha, já a sentindo quente, e depois retirou a peça para tocá-la com mais precisão, a essa hora ela já não continha mais os gemidos, e os olhos cerrados denunciavam que ela estava entregue.

Ele se afastou de repente. Hermione abriu os olhos, curiosa, e o encontrou admirando seu corpo, ela não pode evitar sorrir, ele sempre fazia isso, parava o que estivessem fazendo para olhar seu corpo nu, como se fosse uma imagem que ele tinha que olhar para nunca esquecer. Draco ainda estava perto o bastante para que ela o puxasse pelo braço, o trouxe de volta a realidade e ele sorriu. Hermione levou as mãos ao volume que se formava na cueca cinza que ele usava e o acariciou, fazendo os olhos dele revirarem levemente. O toque era sutil, mas preciso, tão preciso quanto os toque dele eram nela. Os dois pareciam saber exatamente o que dava mais prazer ao outro, como se fosse um manual de instruções.

Já sem aguentar mais, Draco tirou o que restava das roupas e se aproximou dela, tomando novamente seus lábios em um beijo apaixonado, segurou-a pelos cabelos perto da nuca e repuxou de leve enquanto a penetrava devagar, Hermione quebrou o beijo para aliviar seus gemidos de prazer, enquanto se sentia preenchida por ele. Draco aumento o ritmo das investidas devagar. Hermione apertou os ombros dele com as unhas, arranhando a pele enquanto seu êxtase aumentava, quanto mais rápido ele investia, mais ela apertava a pele e mais alto eram seus gemidos.

O ritmo já era quase frenético quando Draco soltou sua nuca e apoiou as mãos no balcão para obter mais apoio nos seus movimentos, enterrou o rosto no pescoço de Hermione e ela sabia que ele se aproximava no clímax, jogou a cabeça para trás e afastou mais as pernas, dando mais espaço para ele se mover, os dois terminaram ao mesmo tempo, os corpos tremendo em prazer e satisfação, a pele suada de calor e o coração acelerado, ainda sem se retirar, Draco olhou para a namorada com um sorriso safado.

- Se eu soubesse que iria responder assim ao meu pedido de casamento, eu teria feito isso antes. – sua voz saiu ofegante e Hermione deu risada baixinho, ainda tentando recuperar o fôlego.

CINCO ANOS DEPOIS

Hermione recusou-se a abrir os olhos, ela já sabia que tinha companhia na cama, podia sentir o colchão ondulando levemente enquanto ele se mexia, continuou com os olhos fechados quando sentiu mãozinhas pequenas e macias tocarem sua bochecha. Nem se quisesse muito poderia evitar sorrir, abriu os olhos um pouco e encontrou o sorriso mais sincero que ela já tinha visto na vida.

- Bom dia mamãe.

Era quase chocante a semelhança que ele tinha com o pai, os mesmos olhos cinza e intensos, o rosto fino, o sorriso quase canalha, só se diferenciavam na cor dos cabelos, John também era loiro, mas seus cabelos não eram platinados como o do pai, pelo contrário, ele tinha uma cor dourada que lhe dava a aparência de um anjo. Hermione não sabia se sentia isso porque era mãe, mas achava que ele era a criança mais linda que existia.

- Bom dia meu príncipe. – Hermione se apoiou nos cotovelos, olhando em volta para poder ver uma bandeja de café da manhã completa sobre seu quadril.

- Feliz aniversário mamãe. – Ela sentiu as mãozinhas abraçando seu pescoço, retribuiu o abraço, sorriu e encarou o marido que estava no pé da cama. Os braços cruzados e um sorriso de lado no rosto.

- Obrigada meu filho, quem fez esse café da manha? – Hermione se ajeitou melhor na cama e sentou o filho em seu colo, fazendo um leve carinho nos cabelos dele.

- Papai fez e eu ajudei, você gostou? – O garotinho pegou um morango da tigela e começou a comer.

- Eu amei, muito obrigada. – Hermione beijou a bochecha do filho por algumas vezes até que Draco se aproximou e pegou o menino de seu colo.

- Corre pra buscar os presentes da mamãe que a gente comprou – Deixou o garotinho no chão.

- Ta bom, mas não come tudo, eu também to com fome. – John fez a mesma expressão mandona que Hermione, Draco não conseguiu evitar rir.

- Eu vou guardar um pouco pra você, não se preocupa. – Draco afagou os cabelos do filhos com carinho, antes do garotinho sair correndo pelo quarto. - Feliz aniversário, velhinha. – Draco tirou a bandeja de café de cima da cama e apoiou no criado mudo ao lado. Aproximou-se da esposa e a beijou com carinho.

- Você é mais velho que eu, sabia? – Hermione passou os dedos pelo cabelo desalinhado dele e sorriu.

- E você é linda, sabia? – Draco a beijou novamente, segurando os lábios juntos por mais um momento. – O que você quer de presente esse ano?

- Eu não preciso de mais nada, eu tenho tudo que eu quero e preciso, bem aqui. – Hermione tocou o peito dele com a palma da mão, pressionando para sentir o coração dele batendo. Draco sorriu em resposta e acariciou a mão dela com delicadeza. – Eu não sei se já te disse isso vezes o suficiente, mas eu amo você.

- Eu posso passar o resto da vida repetindo, mas ainda assim não seria o suficiente, eu também amo você.

FIM


N/A: Estou chorando aqui, depois de tanto tempo, finalmente eu consegui! Vitória por ter conseguido terminar essa história, tristeza de ver que ela acabou! So tenho a agradecer todo o carinho que recebi nos últimos anos, agradecer a paciência com as minhas demoras e dizer que todos vocês são especiais pra mim. Changing Side acabou, e eu tenho planos pra finalmente começar a escrever um crossover dessa história, se tudo der certo eu vou conseguir! Espero que esse adeus seja na verdade um até logo! Mais uma vez obrigada por tudo, espero que tenham gostado. Mandem comentários, eles são sempre bem vindos. Não esqueçam de assinar a atualização do meu perfil, assim fica mais fácil de saber quando eu postar coisas novas. Até mais, um beijo grande.