Título: Caminhos a Percorrer
Shipper: Draco/Harry
Género: Romance/General
Aviso: A fic contém slash/yaoi/homem mais outro homem fazendo coisas muito boas, portanto se não gosta não leia, se quiser ler e continuar achando um nojo apenas clique na cruzinha linda do canto superior direito, irá se sentir mais aliviado e eu nem me irei aborrecer.
Disclaimer: As personagens não me pertencem. Porquê? Porque eu não tive capacidade, nem inteligência, nem imaginação suficiente para inventar duas coisas boas como esses dois. Além disso, se eles os dois fossem invenções minhas o Harry tinha apertado a mão ao Draquinho no primeiro livro, tinha ido para a Sonserina, metade da população mágica era gay e a Senhora Dona Ginny não teria sido sequer inventada.
x X x
Fic dedicada à Prizokita, a minha AS que num se deu nem ao trabalho de comentar. Sua carneira nojenta! p
x X x
FIC continuação de 20 dias
x X x
Capítulo 2 – Direita
Harry Potter nunca foi uma pessoa de pensar muito. De fato, "pensar" parecia estar se tornando um verbo inconjugável na sua cabeça. Não que isso fosse um total sinal de burrice, apenas, durante toda a sua vida, aprendera que quando o pensamento se torna demais pode-se também tornar-se uma perfeita fraqueza e fazer com que certas decisões e determinados rumos sejam tomados por errados.
Na verdade, se Harry se deixasse ser fraco apenas uma vez, talvez parasse um pouco e então percebesse que toda a nossa vida poderia ser comparada a um dominó. Poderíamos passar eternidades a construir cada uma das nossas alegrias, cada sonho mais profundo ou cada felicidade mais arrebatadora, que haveria sempre alguém capaz de tropeçar nela e fazê-la cair, peça por peça. Talvez, se ele se permitisse a ser uma outra vez fraco, poderia ver que quando o seu próprio dominó se desmoronou um certo loiro ainda esperava, como se fizesse parte do seu próprio código genético.
Uma vasta luz espalhou-se pelo quarto e o moreno abraçou e afundou ainda mais o rosto no travesseiro ao sentir algo, ou alguém, pular perto de si e encher toda a divisão com gargalhadas.
"Papai, papai! Acorda, papai!", exclamou um garoto, que aparentava não ter mais de quatro anos, com um tom alegre.
Harry manteve-se imóvel o que fez a criança soprar de impaciência, fazendo os seus cabelos negros, normalmente caídos sobre a testa, esvoaçarem ligeiramente.
"Papai!!! ACORDA!", tentou novamente o pequeno sentando-se sobre o homem e começando a bater nas suas costas morenas.
"Pai, não adianta fingir que está dormindo, tá?", apontou uma outra voz infantil, mas feminina que lhe lembrou ligeiramente Ginny, quando ainda eram casados e o moreno se recusava a levantar da cama para ir trabalhar. "Nós sabemos muito bem que o senhor está acordado, portanto, ou você levanta esse seu traseiro daí IMEDIATAMENTE ou eu e o Alex vamos contar todinho para a mamãe quando for a semana de ficar com ela."
O moreno levantou automaticamente quase derrubando o filho no chão.
"Vocês não teriam coragem!", acusou Harry apontando o dedo para o rosto da garota.
"Não? Experimenta, então!", e a garota levantou a sobrancelha ao mesmo tempo que cruzava os braços em provocação.
O ex-grifinório bocejou uma ou duas vezes. Levou ambas as mãos à cabeça despenteando ainda mais os seus cabelos e olhou novamente para ambos os filhos.
"Meu deus, eu criei dois diabinhos em pessoa!", e continuou a olhar incrédulo para ambos, antes de se levantar e dirigir-se apressadamente para o banheiro.
"Isso mesmo, bom menino! Agora não demora porque eu e o Alex estamos com MUITA fome e você vai ter que nos levar a comer panquecas com chocolate."
O moreno fez sinal positivo com a mão direita e entrou no banheiro resmungando algo como "Quem mandou ter filhos!" e "Eu mereço!".
Ao ver-se sozinho com a irmã, Alex desceu da cama habilmente e caminhou silenciosamente até ela, que ainda sorria presunçosamente para a porta do banheiro como se tivesse acabado de fazer algo extremamente difícil e motivo de orgulho.
"Você não acha que está sendo um pouco mazinha para o papai, Amy?"
A garota desfez o sorriso e olhou para o irmão com um olhar materno. Colocou o braço esquerdo em torno dos ombros do pequeno e chegou-o mais para perto de si.
"Alex, quando você crescer e for grande como eu, vai aprender que tem vezes que nós filhos é que temos que criar os pais, entende? São leis da Natureza. Li num livro em casa da mamãe."
"Mas você só tem sete anos!"
"Por isso mesmo.", e esticou-se como que mostrando toda a sua grandiosidade. "Sou quase uma adolescente."
x X x
Meia hora depois os três tomavam silenciosamente o pequeno-almoço no sofá da sala. Harry sentado no lado esquerdo e pernas apoiadas na pequena mesa em frente, Alex encostado ao peito do pai e Amy sentada no chão com as costas apoiadas no móvel.
Harry e Alex, enquanto comiam os seus cereais, iam discutindo entusiasmadamente o episódio do anime que tinha acabado de passar na TV, cada um defendendo um ponto de vista diferente. Já Amy, bebia o leite silenciosamente, resmungando por não ter nenhuma panqueca com chocolate para comer e folhando uma revista qualquer, de aspecto já antigo, não mostrando qualquer espécie entusiasmo.
"Morra, seu idiota!!!", gritava o moreno atirando o travesseiro para o filho, começando uma completa guerra de almofadas.
"Nunca! Eu serei o maior shaman de todos os tempos.", e enquanto gritava, atirou-se para o colo do pai derrubando-o no chão.
Ambos começaram a rolar no chão, gritando um com o outro e continuando a atirar almofadas que por milagre de Merlin, Zeus ou qualquer outro deus não acertou nem partiu nada.
A garota olhou para o pai e para o irmão e rolando os olhos murmurou um "Crianças!", antes de continuar a sua leitura.
Meia hora depois, um Harry e um Alex Potter se atiravam para o sofá, ambos ainda ofegantes da "luta". O ex-grifinório olhou para a filha mais velha que dedicava no momento toda a sua atenção à revista, parando apenas, uma vez ou outra, para ajeitar a sua posição.
Amy não era o que se podia considerar como uma criança comum. É certo que ela não era anormal ou algo parecido, apenas possuía um pequeno detalhe que a tornava ligeiramente mais avançada intelectualmente de todas as outras crianças. Era o que se podia chamar de criança sobredotada.
Desde cedo ele e Ginny haviam suspeitado que havia algo especial em relação a ela afinal, não era uma coisa normal uma criança de quatro anos passar as tardes de sábado e domingo, trancada no quarto, lendo livros. Ainda não muito complexos, mas mesmo assim livros.
Amy aprendera a ler aos quatro anos de idade. Aos cinco já escrevia frases bastante bem elaboradas. Aos seis já lia livros mais estruturados. Aos sete já havia lido mais que o próprio Harry lera durante toda a sua vida. Aos oito já se comportava como a sua própria mãe. Harry desconfiava sinceramente, que algures lá no céu a senhora dona Lily Evans deveria estar rindo muito da sua cara de otário.
"Amy, porque você não vem brincar com a gente?"
"Não quero, pai. Prefiro ficar lendo.", respondeu sem desviar nem durante uma milésima de segundo o olhar da revista.
"Filha, se você continuar assim, aos quinze anos já vai ter um monte de rugas. Vem brincar com a gente, por favor."
"Alguém tem que ser a adulta nessa casa, não é?", apontou num seu tom de voz aborrecido, finalmente olhando para o rosto do pai.
Harry suspirou e escorregou do sofá ficando assim lado a lado com a filha. Colocou o braço em torno dos pequenos ombros da garota e encostou o rosto na sua nuca.
"Porque é que você tem de ser tão difícil de lidar?", comentou mais para si próprio do que para a pequena.
"Eu sou uma pré-adolescente. Li algures que é o meu trabalho."
"Você é uma criança, isso sim! Você precisa brincar e saltar. Você precisa arrumar amigos, ver animes. – não, não me interrompa neste momento maravilhoso de "pai e filha" - Rir de vez em quando, entende? Ser uma criança, apenas. Você vai ter uma vida inteira para ler livros, mas não para brincar."
"Mas eu faço tudo isso, pai. Tá, só não vejo animes, mas isso é porque é a invenção trouxas mais ridícula que eu vi na vida."
O moreno deu um pouco sorriso ao notar o pequeno tom arrogante com que a filha dizia a palavra "trouxa", fazia-o tantas vezes lembrar.
"Porque é que você detesta afinal tanto assim gente trouxa?", perguntou enquanto acariciava os cabelos loiros do sonserino.
"Eu não os detesto, apenas preciso deles para descarregar toda a minha frustração diária.", respondeu num tom arrogante.
"Pensava que esse era eu!"
O loiro sorriu maliciosamente e aproximou a boca da orelha do moreno surrando-lhe ao ouvido. "Você já passou para a fase seguinte.", e mordeu o pescoço do grifinório, sentando-se de seguida sobre a sua cintura.
Harry sacudiu a cabeça para afastar as memórias e olhou o rosto da filha.
"Porque é que você não trás cá a casa esses seus amigos, filha! Eu falo com o seu irmão e nada de magia enquanto eles estiverem cá e também…"
"Pai?"
"…eu posso encomendar alguma coisa boa para comer…"
"Pai?"
"…ou então eu podia levar vocês até ao…"
"PAI!!!", gritou ao ouvido do moreno que parecia uma criança entusiasmada com a sua própria festa de anos. "Eu não posso!", e de repente as suas unhas pareceram se tornar a coisa mais interessante a ser estudada no momento.
"Deixa de ser teimosa, princesinha. Trazer amigos até nossa casa é a coisa mais normal desse mundo.", e puxou-a para mais perto beijando-a na testa.
"Por isso mesmo, eu não posso!", e o seu rosto, ainda coberto de finos traços infantis, começou a ganhar uma coloração avermelhada.
"Mas porquê, meu deus?", perguntou Harry já num tom aborrecido e afastando-se ligeiramente de forma a encarar a mais nova.
"PORQUE EU NÃO TENHO AMIGOS!!!", gritou. "Porque eu minto a você sempre que chego do colégio e digo que me diverti muito com os meus colegas. Porque eu passo sempre o recreio sozinha. Porque eu nunca fui convidada para um único aniversário. Porque nenhum daqueles trouxas idiotas quer ser meu amigo ou falar comigo. Porque para eles eu não passo de uma anormal e metida a sabe-tudo. E também porque eu estou farta disso tudo.", e batendo o pé no chão enquanto lágrimas escorriam pela face, continuou . "Eu não quero ser mais inteligente, papai.", abraçou o pai com força. " Eu quero ser normal. Faz eu ser normal, papai. Por favor, faz eu ser normal."
Pela primeira vez em muitos anos, Harry viu-se então sem qualquer tipo de reação perante a revelação da sua filha mais velha. Era nesse momento que perguntava a Merlin porque é que nenhum santo homem havia ainda inventado o "Manual de Emergência para Pais – Edição: Problemas de Socialização, como superá-los".
"Oh, princesinha, porque você não disse isso antes?"
"Bem…não é algo que uma criança se orgulhe!", afirmou largos segundos depois, revirando os olhos, como se a resposta fosse algo demasiado óbvio.
Alex, que até aquele momento havia permanecido calado observando toda a cena, desceu do sofá e com um sorriso nos lábios juntou-se ao abraço, sussurrando ao ouvido da irmã. "Eu gosto muito de você, Amy!"
A garota sorriu para o irmão e abraçou-o de volta dando um beijo no seu rosto.
"Eu também gosto muito de você, Alex"
"Ei, e eu? Ahn? E eu?"
As duas crianças sorriram uma para o outra, olhando de seguida para o pai.
"1…"
"2…"
"3!!!"
"AO ATAQUE!!!"
x X x
"Harry, você tem certeza do que você está fazendo? As vossas vidas estão em jogo."
O grifinório olhou para a lareira, permanecendo calado durante vários segundos, apenas observando o fogo se apagando lentamente.
"Absoluta!", respondeu determinado, olhando a amiga nos olhos.
"Eu espero bem que você saiba mesmo as consequências.", parou também ela por momentos para olhar o quase inexistente fogo.
"Ron vai ter um ataque."
E os dois riram como à muito tempo não riam.
"Papai, aconteceu alguma coisa?", perguntou Amy apertando a mão do pai, enquanto desciam os três a rua trouxa em silêncio.
Tinha vezes que se tornava tão difícil deixar as memórias quietas. Tornava-se uma tarefa tão árdua mantê-las naquele cantinho lá dentro, principalmente desde que havia se separado, há ano e meio. Ultimamente tornava-se mesmo insuportável a quantidade de vezes que o seu cérebro parecia desligar-se do resto do mundo e lhe trazia todo seu passado para o presente. Momento a momento.
"Nada, filha, nada!", respondeu finalmente, sem sequer ponderar nas palavras, apenas sorrindo docemente para a pequena.
"Como nada, Draco? Como nada?", perguntava o jovem moreno arrumando os óculos na cara enquanto tentava controlar o seu tom de voz.
"Já disse que não foi nada, Potter.", o loiro resmungou, virando-se para o outro lado e cobrindo-se com o lençol.
"Oh, então voltamos ao Potter e ao Malfoy? Muito bem então…Malfoy.", e, imitando o outro, virou costas ajeitando o travesseiro antes de pousar a cabeça nele. "Só espero que você tenha a mínima coragem de pelo menos uma vez na vida ser honesto comigo e deixar de ser o tremendo filho da puta que você é, só isso."
Durante alguns minutos ficaram os dois em silêncio naquela cama, de costas voltadas um para o outro. Harry limpando com a mão uma ou outra lágrima que lhe escorriam pelo rosto, enquanto Draco, parecia fitar um ponto algures na sua frente, a sua mente em um outro qualquer universo paralelo.
"Foi só uma vez…", Draco deixou escapar, quebrando assim o silêncio em todo o quarto. Harry permitiu-se deixar dessa vez as lágrimas escorrerem livremente pela face enquanto escutava, em silêncio, as palavras do outro. "…eu estava bêbado, nós tínhamos discutidos…eu estava mesmo puto da vida contigo. Aconteceu. Foi só uma vez, Harry."
" Com quem?", o moreno perguntou segundos depois sem se mover de posição.
"Harry, desculpa."
"Com quem?"
"Para quê voc…"
"COM QUEM?", gritou.
"Não sei." , admitiu no melhor tom sincero que tentou arranjar. "Não conhecia.", e virou-se e abraçando o moreno, começando a depositar beijos leves e rápidos pelo pescoço e costas deste.
"Você é realmente um grande filho da puta.", acusou empurrado Draco para o outro lado da cama e se cobrindo ainda mais nos lençóis.
"Eu sei.", confessou esfregando os olhos antes de ficar largos minutos olhando o teto da divisão, como que procurando uma resposta.
"Faça as suas malas até amanhã."
"Quê?", o ex-sonserino perguntou.
"Faça as suas malas. Essa é a sua última noite nesse apartamento."
"Quê? Eu não vou fazer mala nenhuma, nós vamos conversar e…"
"Tudo bem então.", e levantou-se rapidamente da cama dirigindo-se para o roupeiro de onde tirou uma pequena mala e começou a colocar todas as suas roupas. "Não faz você? Então faço eu."
"Papai, você está triste?", Alex interrompeu dando a mão ao pai.
"Ahn? Quê?", Harry olhou os filhos, finalmente despertando das suas memórias.
"Você está com uma cara triste.", apontou Amy. "Problemas?"
O moreno sorriu levemente para os filhos.
"Não. Apenas estava…pensando.
A filha mais velha arqueou a sobrancelha e sorriu de lado para ele.
"Papai, você precisa urgentemente de uma namorada, isso sim.", e, em sinal de compreensão, bateu com a mão no final das costas do pai, já que não chegava mais alto. "Talvez eu consiga arranjar um amigo com uma mamãe solteira."
Harry riu alegremente colocando Alex no seu colo e puxando Amy pela mão.
"Quem sabe, filha, quem sabe."
x X x
(5 horas depois)
Após meia hora de queixas, tanto de Alex como de Amy, Harry decidiu-se que a única solução para ambos ficarem satisfeitos e acabarem com o discurso de "somos crianças, se temos fome temos que comer, temos que crescer, etc, etc, etc." era de encontrarem um restaurante imediatamente.
Olhou para o seu relógio trouxa. Sete horas e meia. É, realmente já estava no horário em que normalmente jantavam.
"Então onde vocês querem ir comer?", perguntou animadamente para os filhos.
"À tia Kah!!!", responderam em coro colocando os seus melhores sorrisos angelicais.
Kah, ou Karen, havia sido, após a sua separação com Ginny, a primeira (e talvez única que pudesse ser considerada como tal) namorada de Harry. Conheceram-se num bar, uns três ou quatro meses depois do divórcio. Hermione havia feito questão de a apresentar como sua parceira lá no Ministério.
Desde o início deram-se extremamente bem. Mantinham conversas ótimas, apresentavam gostos em comum, os mesmos pontos de vistas, enfim, formaram o que Harry acabou por concluir como uma verdadeira amizade. Talvez por isso o relacionamento entre eles tenha acabado por não durar muito tempo, por perceberem que melhor que namorados, poderiam permanecer grandes amigos. No entanto, mesmo tendo terminado tudo entre os dois e, tendo sido tudo de uma forma um tanto ou quanto brusca, ambos acabaram por permanecer bastante e continuavam se visitando de vez em quando, visto que seus filhos adoravam-na.
"Por mim tudo bem, mas acho que hoje o Alfred está lá!"
"Não faz mal, eu quero ver a tia Kah", insistiu Alex.
"Eh, e o Alfred já não nos assusta mais. Nós agora somos grandes.", comentou a garota com orgulho.
"Ah, eu continuo com medo dele. Imagina aquela cara de buldogue olhando para você. Ui, até dá arrepios.", e tremeu exageradamente, fazendo os filhos rirem.
x X x
"Boa Noite!", desejou Harry ao porteiro, de barbas brancas , que permanecia sempre imóvel, apenas se mexendo para abrir a porta do restaurante à medida que algum cliente se aproximava.
"Boa Noite, senhor!", e abriu a porta para dar passagem aos três. Alex, que até aquele momento se escondia atrás das pernas do pai, com medo do homem, aproveitou o momento para entrar apressadamente.
"Oi, Alfred!", cumprimentou Amy olhando fixamente o homem. Ao ver que o velho não respondia, continuou olhando para ele. "Sabe, você não é tão feio assim!", e inclinou a cabeça observando-o melhor. "O papai diz que você tem cara de buldogue e…"
A garota foi interrompida por um par de mãos cobrindo-lhe a boca. Harry riu embaraçado para o porteiro e empurrou a filha para dentro, enquanto murmurava um "Crianças! Não sabem o que dizem!" para o outro homem.
Já dentro do restaurante, o moreno suspirou e, colocando as mãos à cintura, aproximando-se da filha.
"Muito obrigada, senhorita, pela situação em que me colocou!", agradeceu batendo o pé no chão por diversas vezes seguidas.
"Mas pai, eu sou uma criança, não tenho culpa. Crianças dizem sempre a verdade.", e colocou a sua melhor carinha de anjo.
"HARRY!!!! AMY!!!! ALEX!!!", uma voz feminina fez-se ouvir.
"Tia Kah!", gritou de volta Alex, correndo, junto com a irmã, até à mulher que sorria para eles.
"Oi, Karen!", Harry cumprimentou-a com dois beijos no rosto. "Tudo bem?"
"Tudo ótimo! E com vocês?", perguntou olhando para os três. "Não os esperava por aqui."
"Nós estavamos passando por aqui, aí eles insistiram em vir aqui jantar e ver a tia Kah."
A mulher de cabelo preso e óculos elegantemente colocados no rosto, sorriu para as crianças e abraçou-as novamente.
"E fizeram muito bem. Se não fossem elas você nunca ganharia vergonha nessa cara e viria me visitar."
O moreno corou e coçou a parte detrás do pescoço envergonhado.
"Venham, eu arranjo uma mesa para vocês."
Em pouco mais de três minutos estavam já os três sentados numa mesa a um canto esperando a comida ser servida.
Harry adorava vir àquele restaurante. Não só por Karen trabalhar lá e os filhos adorarem-na, mas também porque o próprio ambiente do estabelecimento era bastante agradável e o fato de estar rodeado de plantas e pequeníssimas cascatas de água pelos cantos da divisão, davam ainda mais um ambiente de requinte e ao mesmo tempo confortável.
"Essa aqui, senhor. Pode escolher a comida à vontade que o meu colega já o virá atender. Bom jantar.", ouviu a amiga dizer algures atrás de si. No momento em que rodava a cabeça a fim de chamá-la até à sua mesa, sentiu o seu braço ser abanado e a sua filha choramingar.
"Papai, eu tenho fome."
"A comida já vem, Amy.", respondeu com uma voz impaciente e tentando achar novamente a mulher, enquanto batia distraidamente com o garfo na mesa .
"Harry Potter?", uma voz soou por detrás de si, fazendo Harry deixar cair o talher ao reconhecer a pessoa a quem ela pertencia.
Rodou lentamente na cadeira e deparou-se com uns conhecidos cabelos platinados que há muito tempo não via, mas que ultimamente insistiam em preencher todos os recantos das suas memórias.
"Draco?"
(continua…)
NOTA DA AUTORA: Antes de mais…NÃO ME MATEM! Sim, eu demorei eternidades, I know, sorry!!! Mas é que eu admito que sou um pouco lenta a escrever (sim, não é só a pensar!). Além disso quando eu estava escrevendo o capítulo tive uma ideia mirabolante para uma outra fic oneshot (também against como eu costumo escrever!) então tive mesmo que escrevê-la porque frases dela estavam voando pela minha mente e eu gostei tanto dela que tive que parar essa aqui um pouquinho.
Agora, em relação a esse capítulo, tá um pouquinho maior que o outro, mas mesmo assim, tá muito pequeno para o que eu costumo escrever e, também um pouquinho pior que o outro. Arranjei uma beta (thanks Bibis, mas eu não pude mandar para ela porque vou viajar e se entregasse para betar hoje só poderia postar em Março! Então perdoem os erros Portuguesa a tentar escrever em brasileiro dá nisso). No entanto, a explicação para o tamanho mísero é a de que, tal como disse no outro capítulo, eles eram para formar um só capítulo, só que eu cortei-os em dois pois, já que eles são aborrecidos por não terem ainda nenhuma açãozinha, ainda ficariam mais aborrecido se ficasse tudo em um.
Bem, os filhos do Harry e a tal Karen foram as minhas primeiras PO's que eu criei na vida! orgulhosa
Peço desculpa se a Amy ficou um pouco mal caracterizada e assim, mas é que foi baseada num "alguém".
Eu senti falta do Draquinho nesse capítulo, porque a personalidade dele é igual à minha então quando ele aparece é como se fosse eu lá (o.O") Mas enfim, ele aparece no próximo. canta alegremente: you're so sexy…tanatam….sexy…tanatam…sexy
Quanto às reviews…dá pulos de alegria…foram sete, brigada, eu não esperava ter isso num primeiro capítulo. Aliás, eu não esperava ter isso em qualquer que fosse o capítulo. sorriso de mãe babada …
Eu decidi que será melhor responder aqui a todas as reviews (se supostamente as receber), porque chegou a uma altura em que eu deixei de saber a quem já tinha ou não respondido. Então, desde já agradeço a todos os que leram, mesmo aqueles que não deixaram reviews, mas o meu especial agradecimento para: bru, Re Tonks, Bibis Black, Rafael9692, Carolzita Malfoy, Lis e Kirina Malfoy.
Thanks pelos reviews e respetivos sorrisos proporcionados! ;)
Bju
Nota: a campanha continua: "Um review – um sorriso".
