Título: Caminhos a Percorrer

Shipper: Draco/Harry

Género: Romance/General

BETA: Bibis Black

Aviso: A fic contém slash/yaoi/homem mais outro homem fazendo coisas muito boas, portanto se não gosta não leia, se quiser ler e continuar achando um nojo apenas clique na cruzinha linda do canto superior direito, irá se sentir mais aliviado e eu nem me irei aborrecer.

Disclaimer: As personagens não me pertencem. Porquê? Porque eu não tive capacidade, nem inteligência, nem imaginação suficiente para inventar duas coisas boas como esses dois. Além disso, se eles os dois fossem invenções minhas o Harry tinha apertado a mão ao Draquinho no primeiro livro, tinha ido para a Sonserina, metade da população mágica era gay e a Senhora Dona Ginny não teria sido sequer inventada.

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Fic dedicada a quem quiser q seja dedicada!

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FIC continuação de 20 dias

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Capítulo 3 " Paga a conta"

O tempo é o que queremos fazer dele, pode ser acelerado com um sorriso, atrasado com uma lágrima e parado com um simples toque.

"Draco?", oh, mas isso no entanto era o bastante para o relógio interior do loiro explodir em algum lugar dentro de si como uma autêntica bomba atómica, as borboletinhas saírem do casulo e voarem novamente por toda a sua barriga e o seu coração começar a bater novamente no seu peito como se alguém o espetasse continuamente com uma agulha e ele quisesse fugir para fora. Sim, esse era o poder do grande Harry Potter. Não intimidar os inimigos, não citar uma dúzia de feitiços fatais, mas sim, seduzir de uma forma completamente plebeia e no final matar a sua presa de ataque cardíaco…terrível espírito grifinório e assassino.

Em algum lugar dentro da sua cabeça, uma vozinha interior, realmente irritante, perguntava vezes sem conta, como algo igual poderia ser ao mesmo tempo tão diferente. O jeito como o seu cabelo preto, completamente desalinhado, caía sobre a sua testa morena, o modo como a barba começava a fazer-se notar na parte final do seu rosto e os olhos, oh, mas grande ênfase nesses olhos, de um verde brilhante incapaz de esconder a sua habitual alegria infantil.

Por largos segundos sua boca fez um perfeito "O", enquanto seu olhar se entretinha percorrendo cada recanto do rosto do ex-grifinório, anotando mentalmente cada mudança que havia sofrido.

Só após conseguir unir novamente os lábios, controlar as suas mãos que teimavam em tremer e suar e, quando teve certeza absoluta que ambas as pernas aguentariam o resto do seu corpo convenientemente, é que, tentando colocar o seu melhor sorriso presunçoso, levantou lentamente de seu lugar e percorreu o curto caminho que o separava do outro.

"Quanto tempo, Potter!", cumprimentou estendendo a mão para o outro.

Harry sorriu desdenhosamente e levantou-se também, calmamente, ficando a poucos centímetros do loiro. Draco sorriu ainda mais brilhantemente ao comparar as alturas de ambos e verificar-se o mais alto.

O moreno olhou por um breve momento para a mão estendida e uma leve sensação de dejá vù percorreu todo o seu corpo fazendo-o estremecer. Com um aperto forte envolveu a mão suave e branca de Draco na sua e copiou o seu sorriso.

"É verdade! Quanto tempo mesmo, Malfoy!"

O loiro voltou a enfiar novamente a mão no bolso, mal o contato entre ambos terminou, olhando para o chão como se fosse a coisa mais interessante que conseguira encontrar no momento e fazendo com que um silêncio desconfortável começasse a pairar entre os dois.

"Eh, creio que não cheguei a te apresentar os meus filhos, não é?", Harry apontou. "Essa é Amy, minha filha mais velha. Amy esse é Draco Malfoy, um…amigo da escola do papai."

A menininha desceu elegantemente da cadeira onde se encontrava, contornou a mesa e parou bem em frente a Draco, estendendo-lhe a mão, numa ótima posição aristocrática.

"Oi, prazer em conhecê-lo, senhor!"

Draco riu discretamente da postura da pequena e apertou a mão que lhe era estendida.

"Pode acreditar que o prazer é todo meu! E não precisa de me tratar por senhor!"

Amy assentiu com a cabeça, parecendo ficar satisfeita com a resposta do loiro. Deu meia volta e com total disciplina percorreu o caminho de volta para o seu banco, observando com um certo interesse seu pai e seu amigo de escola.

Draco por sua vez, aproveitou a deixa para sussurrar ao ouvido de Harry, "Tem certeza que ela é sua filha?"

O moreno não se moveu do seu lugar, apenas virou o rosto na direcção do loiro e limitou-se a girar os olhos chamando em seguida, o seu filho mais novo.

O pequeno rosto redondo da criança ganhou imediatamente um tom avermelhado e com alguma dificuldade Alex copiou os movimentos da irmã, parando do lado de seu pai.

"Oi!", foi tudo o que respondeu enquanto abraçava com força as pernas de Harry, olhando extremamente envergonhado para Draco.

O ex-sonserino abaixou-se ficando da mesma altura do pequeno e com o dedo indicador tocou a ponta do nariz dele, sorrindo da forma mais sincera que conseguiu.

"Oi, Alex! Prazer em conhecer você."

O garoto sorriu timidamente e, por incrível que pareça, corou ainda mais, fugindo na primeira oportunidade que teve para perto da irmã, que teimava em não desviar o olhar de seu pai e do outro senhor. Havia qualquer coisa estranha naqueles dois. Lembrava-se perfeitamente de ouvir o nome desse tal amigo lá em casa quando seus pais discutiam vezes e vezes sem conta.

Harry sorriu melancolicamente enquanto o seu filho "fugia" deles, e só quando viu o pequeno agarrando a mão da irmã é que voltou de novo o olhar para o loiro, seus olhares se cruzando por momentos.

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"Você o quê???", Ron gritou enquanto abanava Harry violentamente.

"Eu beijei o Malfoy, mas…"

"Não.", o ruivo cortou. "Você NÃO beijou o Malfoy. Você pode pensar que beijou o Malfoy, mas você NÃO beijou. Beijo envolve contacto físico, uma boca noutra boca, língua com língua. O único contacto que vocês têm é quando a tua mão vai "contra" a cara dele sem querer, não é?"

O amigo não lhe respondeu. Apenas abaixou o rosto e começou a estudar ambos os pés.

"Harry? Diz que não, Harry! Diz que você não é gay!!!", e continuou balançando o amigo desesperadamente.

Harry, por sua vez, começava a ter a sensação que o seu querido almoço estaria, a qualquer momento, fora do seu estômago ao ser abanado de tal maneira.

"Ron, pára.", pedia Hermione tentado separar os dois, sem qualquer êxito.

"Por favor, Harry, diz que não."

O ruivo lançava um olhar suplicante ao amigo, diminuindo um pouco a força com que o empurrava.

"Ron! Larga ele."

"Harry, diz, pelo amor de Merlin, que isso é uma brincadeira. Por favor."

"É verdade!", confirmou o grifinório num tom de voz cansado, respirando profundamente quando se viu solto do amigo.

"Não, não, não, não…", foi tudo o que Ron disse enquanto se dirigiu para o sofá, onde ficou olhando fixamente a parede na sua frente, o seu rosto mais pálido que o normal. "O que eu fiz de errado, meu deus?", e levou ambas as mãos ao rosto, tapando-o, enquanto começava de novo com os "nãos" consecutivos.

Hermione rodou os olhos e aproximou-se de Harry.

"Você está bem?"

O moreno inspirou e levou ambas as mãos à barriga. Definitivamente o seu almoço já não estava mais no estômago.

"Mione…"

"Oi?"

"Eu…eu preciso de um banheiro. Urgentemente.", e subiu as escadas correndo. Uma mão em torno da barriga e outra cobrindo a boca.

A jovem ficou olhando para as escadas até o amigo desaparecer completamente. Em seguida, deu meia volta e deparou-se com um Ron Weasley, num aparente estado de choque, olhando a parede de pedra à sua frente e, ao que tudo parecia, falando sozinho.

"Eu disse que ele ia ter um ataque!", e, com isso, aproximou-se.

xXx

Draco era o maior adepto do lema " a felicidade é nômade", vai e vem sem qualquer aviso, apenas seguindo os seus caprichosos apetites. Aliás, a sua própria vida poderia ser tomada como um bom exemplo disso. No momento, ali estava ele, sentado na mesma mesa que Harry e seus filhos, jantando relaxadamente com os três e falando de coisas sem qualquer importância para ambos. No entanto, no momento seguinte, estaria novamente de volta à velha mansão, fazendo companhia ao silêncio e brindando com o seu próprio reflexo enquanto citava palavras soltas para o ar acerca do idiota que se achava ser. Era realmente frustrante e irritante o modo como se tornava regular as vezes em que parava para pensar e se dava conta da coisa em que se tinha tornado.

Se havia vezes em que o loiro se sentira pequeno, essa poderia ser muito bem uma dessas vezes. Doía um pouco perceber o quanto o moreno e seus filhos formavam uma verdadeira família perfeita. O modo como Harry sempre se importava se os filhos estavam gostando de algo, se precisavam de mais alguma coisa, o modo como sorria para eles sempre que estes falavam algo e, principalmente, o modo como ele conseguia parecer ser feliz a toda a hora. Draco o invejava mais uma vez por isso, por simplesmente conseguir esquecer e conseguir recomeçar sempre tudo de novo. Num momento qualquer de distração, Draco deu-se por si, a perguntar se teria sido sempre assim, mesmo quando Ginny estava com eles.

Durante toda a sua vida aprendera que nada nem ninguém era perfeito. Não havia um alguém perfeito, não havia família perfeita, não havia vida perfeita. Porém, havia sido o homem, que naquele momento se encontrava sentado à sua frente rindo alegremente da forma exagerada como a sua filha gesticulava, que o havia feito mudar totalmente de opinião.

Por muitos anos foi contra tudo aquilo em que acreditava pelo simples fato de que aquele garotinho de óculos redondos e queixo ossudo conseguia o impossível, mostrar-se perfeito vinte e quatro horas por dia. Era o colega perfeito, o amigo perfeito, o aluno perfeito. Até o herói perfeito ele o era. Só que, como sempre na sua vida, mais uma vez Draco Malfoy teria de estar errado, e afinal, até a perfeição em pessoa tinha defeitos. Não sabendo ao certo quando, como e onde, da maneira mais inesperada, Harry Potter passou a ser a imperfeição mais perfeita para Draco, e isso assustou-o mais que tudo no mundo.

"Papai, eu e o Alex podemos ir procurar a tia Kah?", perguntou Amy, segurando a mão do irmão, no momento em que Harry se servia de mais um pouco de vinho.

O moreno pareceu hesitar por breves momentos, levando a taça de vinho à boca antes de responder à filha.

"Diz logo que sim, seu idiota!", pensou Draco olhando esperançoso para Harry. Seria provavelmente a única oportunidade que teria para estarem a sós e assim tirar a limpo umas dúvidas que estavam circulando pela sua cabeça.

"A tia Kah deve estar muito ocupada, filha. Depois a gente vai lá antes de ir embora."

Draco rodou os olhos e bufou discretamente.

"Mas a gente terminou, pai. Deixa a gente ir, vai!", a pequena insistiu, colocando, juntamente com seu irmão, a melhor cara de choro possível.

"Isso, boa menina. Diz que sim, seu idiota, diz que sim"

"Não sei…"

"Potter, deixa logo eles irem. Se a mulher tiver assim tão ocupada eles voltam de novo para aqui."

O moreno ignorou o tom de voz impaciente do loiro e pareceu ponderar enquanto levava um pedaço de carne à boca. Mastigou lentamente olhando para seus filhos e em seguida para Draco. Draco, por sua vez, apoiou o queixo na mão esquerda olhando, com uma cara aborrecida, o moreno comer e aguardando a maldita resposta.

"Ok. Vão lá! Mas se a tia Kah, estiver ocupada vocês voltam imediatamente, ouviram bem?"

Ambas as crianças gritaram e abraçaram o pai, antes de saltarem das respectivas cadeiras e correrem pelo restaurante em busca da mulher.

Harry olhou os filhos correrem e sorriu discretamente, voltando em seguida, o olhar para o prato.

Draco procurava afincadamente a melhor maneira de começar uma conversa interessante com o ex-grifinório. Chegou depressa à conclusão de que "Então, separado, ahn? Bom saber." não era a melhor opção, apesar de ser o que a sua consciência gritava mais dentro de si.

"A comida está ótima.", sim, essa também não havia sido a melhor opção.

"É.", o moreno continuou observando o prato enquanto remexia nos restos de comida com o garfo, fazendo um tremendo barulho irritante.

"Você vem aqui muitas vezes?"

"Aham."

Como é que ele poderia evoluir a conversa se o idiota insistia em demonstrar uma incapacidade mental para manter um diálogo? Havia coisas que nunca mudariam, passasse o tempo que passasse.

"Potter, será que você não reparou que eu estou tentando manter uma conversa? Você poderia contribuir com a sua parte para o desenvolvimento dela, sabia?"

O moreno suspirou cansado. Pousou finalmente o garfo no prato, o qual os ouvidos do loiro agradeceram prontamente e colocou, em seguida, o cotovelo sobre a mesa, apoiando o queixo na sua mão esquerda. Olhou assim finalmente na direção de Draco, seus olhos não demonstrando nada além de puro cansaço, como se não dormisse à dias.

"O que você quer perguntar, Malfoy?"

O ex-sonserino abriu e fechou a boca várias vezes seguidas. Certo, o que é que ele queria perguntar? Bem, talvez o porquê de ele insistir em o chamar daquela forma e naquele tom, o porquê de ele ter se separado da ruiva piolhenta, o porquê de eles terem deixado de se falar ou então, simplesmente, o porquê de eles terem terminado naquela situação. Eh, era mais ou menos isso o que ele queria perguntar.

"Porque você se separou da Weasley?", perguntou finalmente.

Ainda com o queixo pousado na mão esquerda, pegou, com a direita, a taça de vinho à sua frente, balançando-a de um lado para o outro e observando o líquido rodar dentro dela.

"Coisas. Nada importante."

Draco passou a língua pelos lábios e se encostou na cadeira observando o moreno que parecia no momento, estar tendo uma autêntica batalha interior.

Era bastante previsível que o moreno não lhe diria o verdadeiro porquê da separação, mas não perdia nada em tentar.

Vendo que nada mais saíra da boca do outro, desencostou-se novamente da cadeira e apoiou ambos os braços na mesa, inclinando-se o mais possível para a frente.

"E que coisas? Posso saber?", sim, ele estava brincando com o fogo, mas, já estava se habituando a se queimar várias vezes.

"Não!", e, tão depressa como dirigiu o olhar ao loiro, baixou-o de novo em direcção ao copo na sua mão.

Draco não se deixou abalar pelo tom rude da resposta que recebeu, pelo contrário, deixou que um pequeno sorriso surgisse nos seus finos lábios e mordeu o lábio inferior.

"E nós?"

Pela primeira vez naquela noite teve a certeza de ter tocado numa das feridas interiores do moreno. O outro o olhou intensamente pela parte superior dos óculos, os seus olhos verdes pareceram escurecer, provavelmente efeito da luz, ou não. Bebeu, num só gole, todo o vinho que havia estado observando e demorou alguns segundos a responder à pergunta do loiro.

"Creio que você se lembra direitinho o porquê de "nós" termos acabado.".

Ambos se encostaram de novo nas cadeiras, se fitando mutuamente.

"Se eu perguntei é porque eu realmente não sei.", confessou num tom sincero e cansado.

O moreno apenas abanou a cabeça como que não acreditando que estava ouvindo isso e a apoiou no encosto da cadeira, mirando o teto.

Draco engoliu em seco ao ver o pescoço moreno ali, tão vulnerável. Imagens passadas, dele beijando cada ponto marcante daquela pele, iam percorrendo a sua mente.

Endireitou-se imediatamente na cadeira, tentando desviar o olhar daquela parte do corpo de Harry.

"Foi por causa daquilo que a gente discutiu? Olha, a gente tinha brigado feio e eu estava bêbado, não sabia o que estava fazendo. É por isso que nós ficamos assim? Porque eu realmente ainda não sei o porq…"

"Sim você sabe.", Harry interrompeu-o, se aproximando da mesa e tentando baixar o seu tom de voz, falhando miseravelmente. "Você apenas não o aceita. E sabe porquê? Porque foi você que fez merda e é você que arcou com as consequências, para variar um pouquinho. E você agora está assim, porque eu consegui seguir em frente e ser feliz, enquanto você não."

O loiro arregalou os olhos e o olhou ainda de boca ligeiramente aberta. Algo dentro de si parecia sentir que merecia ouvir isso, mas ainda havia uma grande diferença entre o verbo "merecer" e o verbo "ter" que ouvir. E não é por ele ter sido um grande filho da mãe no passado que ele teria que ficar ali caladinho ouvindo o outro o acusando abertamente. Até porque não havia sido só ele o "vilãozinho" da história. Draco ainda tinha bem presente na memória aqueles dias que antecederam o casamento do outro. Estava até pronto para enumerar ao outro tudo o que ele também tinha feito com ele, se Harry não tivesse continuado com o seu discurso de donzela abandonada e magoada.

"Na vida quem estraga é quem paga, não importando a porcaria de poder que você ache que tenha. Bem-vindo ao mundo em que você não manda em ninguém, Malfoy!"

"Olha aqui, Potter, quem você pensa que é para falar assim comigo?", perguntou, se levantando e se apoiando na mesa.

O moreno imitou-o ficando também ele em pé. Apenas a mesa redonda os separando.

"Harry Potter, prazer em conhecê-lo!", disse quase gritando e fazendo com que praticamente todos os outros clientes os olhassem.

"Olha aqui, não é porque as coisas entre nós não deram certo que você tem o direito de…"

"Mas que nós? Que nós, Malfoy? Não existiu nós nenhum. Não passou tudo de uma mera brincadeira de crianças, entendeu? Não houve nem nunca haverá um nós. Você mesmo o disse ou também não lembra?"

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"Eu não sei como você consegue ficar calmo. Algum professor pode pegar a gente aqui."

O loiro sorriu provocadoramente e se aproximou do grifinório. Passou suavemente uma mão pelos cabelos negros afastando-os para trás e deixando o pescoço moreno completamente à mercê de ser tocado. Com os lábios, percorreu, numa lentidão dolorosa, todo o caminho até à orelha direita do garoto, começando a mordê-la. Ouviu um gemido rouco sair da boca do grifinório fazendo-o soltar uma pequena gargalhada antes de começar a percorrer o caminho de volta, parando nos ombros morenos, onde começou a tirar a capa, numa também lentidão alarmante.

"Draco, pára!", e empurrou-o para longe de si. "Alguém pode pegar a gente."

O moreno inspirou e expirou numa tentativa de se acalmar.

"Potter, você realmente sabe ser broxante, sabia? Ninguém vai nos achar aqui, entendeu?", e aproximou-se novamente começando a beijá-lo.

Tal como anteriormente, tudo o que o outro fez foi empurrá-lo para longe e afastar-se.

"Não! Alguém pode nos pegar. Se não for agora vai ser para a próxima ou então..."

O moreno deu meia volta ao ouvir um riso encher toda a sala onde se encontravam. Deparou-se com um loiro de braços cruzados e encostado a uma das mesas, rindo desalmadamente como se tivesse acabado de ouvir a piada do ano.

"Que próxima vez, Pottinho?", perguntou quando conseguiu parar de rir. "Isso aqui não é relação nenhuma para haver uma próxima vez. Não há sequer um "nós" em que ambos participemos, entendeu? Não há."

"Quê?", foi tudo o que o outro disse, com um olhar incrédulo e ao mesmo tempo de nojo.

"NÃO HÁ NADA ENTRE A GENTE!", e começou rindo novamente. "Não houve, não há, nem nunca vai haver. É diversão, sabe? Pura diversão."

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Certo, ele se lembrava, mas ele tinha o quê? Dezesseis anos? Não era motivo para o outro estar recordando todas aquelas coisas naquele momento, como se fosse algo que lhe estivesse atravessado na garganta durante anos.

"Potter, porque raios você está indo por esse caminho? Vamos sentar e conversar como verdadeiros adultos que somos."

Dessa vez o moreno não imitou o seu movimento mantendo-se em pé, mesmo quando Draco se sentou novamente.

"Porque você simplesmente não conseguiu mudar nada. Não mudou nem por si mesmo."

Dessa vez o loiro usou todo o seu auto controle. Queria terrivelmente dizer algo que pudesse ajudar a consertar tudo, algo que pudesse ajudar a pelo menos acalmar, para que ambos pudessem esclarecer tudo de uma vez. Mas, as palavras simplesmente se foram quando viu o moreno morder furiosamente o lábio inferior como se tivesse tentando se conter e pegar o casaco, começando a vesti-lo rapidamente.

"Onde você vai?", dessa vez a sua voz não mostrava raiva, rancor ou qualquer outra espécie de emoção além de desilusão.

"Embora!", respondeu ajeitando o casaco e pegando o resto das suas coisas e dos filhos.

"Mas…"

"Você paga a conta!"

E novamente algo dentro dele voltou a deixar de bater, as borboletas, que voaram durante todo o jantar dentro da sua barriga, voltaram para os seus casulos e ele voltou novamente a sentir-se como o habitual. Vazio.

Fechou os olhos e massajou o pescoço lentamente, não se importando com os olhares que ainda lhe eram dirigidos por parte dos outros clientes do estabelecimento.

"Merda", era a única palavra que repetia vezes sem conta na sua cabeça e uma tremenda vontade de começar a bater com a cabeça na mesa ou na parede começou a apoderar-se de si. Simplesmente tudo à sua volta parecia pedir ao mesmo tempo para ser chutado ou partido por ele e Draco teve a certeza que a melhor coisa que poderia fazer nesse momento era sair daquele lugar.

Coçou os olhos e, vestindo o casado preto, retirou a carteira do bolso e deixou meia dúzia de galeões pousados no topo da mesa. Ele pagou a conta. E mais uma vez, havia coisas que nunca mudariam.

(continua…)

\ Draco interrompe \ Quero desde já expor a minha enorme indignação para com a humilhação que passei nesse capítulo. Quero também desde já dizer que além de idiota o Potter é um completo mal-educado porque é uma total falta de educação sair assim de repente de um jantar e deixar a conta para os outros pagarem. Fim da reclamação. Obrigado.

Nota da Autora: Oi!!!! Mais um capítulo postado. O próximo não sei sinceramente quando vai sair porque eu vou viajar esse mês novamente. "Mim" muito feliz, porque "mim" ver Dan dia 26 de Março ao vivo. Equus é felicidade autentica….se bem que se o Tom tivesse lá a peça só ganhava ainda mais qualidade. Enfim…

Quanto às reviews…meu…eu não sei qual palavra para descrever o meu estado…manteiga derretida ou lufa…muito obrigada, mas sintam-se à vontade de continuar a comentar.

Re Tonks – os teus comentários colocam sempre sorrisos…eu ainda nem comecei a ler a review e começo a rir só por ver de quem é. \ o \ e tal como vc disse o Potter não cresce…mas mesmo assim, na minha opinião continua o mesmo grifinório idiota e tudo de bom. Muito obrigada por comentar. Bjs

Carolzita Malfoy – Não deixei a Carolzinha mais doida ainda, pois não? Eu avisei que era muito lenta a escrever (além de ser lenta a desenvolver pensamentos) . E olha que vc pode ficar à vontade com reviews enormes, eu adoro elas enormes mesmo. E não se preocupe, no Natal eu ofereço uma Amy para vc…se quiser até pode ser versão loira para ser mais Malfoy ainda. Muito obrigada por comentar. Bjs

Bibis Black – eu não me canso de agradecer por ter betado. E também agradeço por ter comentado em ambos os capítulos. Eu realmente tive medo que ninguém gostasse da Amy, mas pelos vistos o resultado até foi positivo. Brigada. Bjs

Julia Cohn – muito obrigada, fico feliz que tenha gostado da Amy e ainda mais por estar gostando da fic. Continue lendo e comentando tá? Bjs

Lis – aham, Harry separado, principalmente numa fic Harry/Draco…é o paraíso. Eu não gosto muito da ruiva, então para não ter que perder tempo a fazer sofre-la e como também não sou tão má assim apenas dei um sumiço nela. Mas, tudo que num presta sempre volta…quem sabe o que vem para a frente, neh? Brigada por ter comentado. Bjs

Caliope Amphora – sinceramente eu estive dez minutos olhando para o monitor do PC com a boca aberta e em estado de choque quando vi o teu nome nos comentários. Eu li três ou quatro vezes para ver se li direito e ainda fui ver se a fic era a minha. \ o \ Não precisa agradecer o filho dele não ser ruivo. Sinceramente a minha cabeça recusa-se a imaginar um Potter ruivo (além da Lily). Quanto ao Potter ser idiota, bem quem nasce idiota tem que morrer idiota, mas sinceramente ele é um idiota adorável. Muito obrigada por ter comentado. Bjs

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