Título: Caminhos a Percorrer

Shipper: Draco/Harry

Género: Romance/General

Aviso: A fic contém slash/yaoi/homem mais outro homem fazendo coisas muito boas, portanto se não gosta não leia, se quiser ler e continuar achando um nojo apenas clique na cruzinha linda do canto superior direito, irá se sentir mais aliviado e eu nem me irei aborrecer.

Disclaimer: As personagens não me pertencem. Porquê? Porque eu não tive capacidade, nem inteligência, nem imaginação suficiente para inventar duas coisas boas como esses dois. Além disso, se eles os dois fossem invenções minhas o Harry tinha apertado a mão ao Draquinho no primeiro livro, tinha ido para a Sonserina, metade da população mágica era gay e a Senhora Dona Ginny não teria sido sequer inventada. Ah…e o Hagrid já tinha sido morto!

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FIC continuação de 20 dias

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4º Capítulo – Paradigma (capítulo não betado)

Paradigma – s.f. Modelo, norma, exemplo. Espécime de conjugação verbal.

"Vistam os casacos, rápido!", Harry ordenou irritado para ambos os filhos que corriam pela cozinha do restaurante fazendo com que cozinheiros e empregados tivessem de desviar habilmente e várias panelas caíssem irremediavelmente no chão.

"Mas já, pai?", perguntou Amy, num tom de voz neutro e vestindo obedientemente o seu casaco castanho e ajudando de seguida o seu irmão que quase se desequilibrava tentando inutilmente acertar no buraco para enfiar os braços.

Harry bufou impacientemente e olhou para a porta da cozinha como se pudesse entrar alguém indesejado a qualquer momento. Certo, como se Draco Malfoy fosse alguém disposto a vir correndo cozinha a dentro, gritando para os quatro cantos do mundo para eles conversarem.

"Está ficando muito tarde, vamos!", e de um jeito atrapalhado apertou as mãos dos filhos e puxou-os em direcção à porta de saída.

"Mas a gente não se despediu da tia, papai!", Alex avisou.

"Depois a gente fala com ela, ok?, e do mesmo modo de anteriormente, voltou a puxar as duas crianças pelas mãos.

"Mas e o homem bonito? Você despediu dele?, o garoto insistiu olhando triste para o pai. Harry contou mentalmente até dez e lembrou que Alex era filho dele, portanto, gritar de uma hora para outra com o próprio filho de quatro anos sobre as qualidades físicas de Malfoy não parecia de longe a melhor opção a ser tomada.

"O homem…bonito, teve que ir embora, Problemas, sabe? Adultos.", e formou um sorriso extremamente forçado mas que pareceu convencer pelo menos o pequeno que levou a pequena mão aos cabelos e bagunçou-os por completo.

"Vamos, eu compro qualquer coisa para vocês no caminho."

E foi sobre os gritos de aprovação dos filhos que Harry empurrou a porta de saída e fechou os olhos instantaneamente ao sentir uma enorme ventania bater-lhe na face. Largou por segundos a mão dos filhos, apertando o seu casaco e tentando tirar inutilmente os fios de cabelo negro da frente de seus olhos. Recuperando novamente a mão dos pequenos, puxou-os mais para si e começou a andar a passos largos pelo passeio da longa e larga rua iluminada. Não sabendo bem porquê nem como, um pequeno sorriso cansado e sincero formou-se nos seus lábios.

xXx HD xXx

Uma boa noite de sono. Foi tudo o que conclui necessitar ao se atirar para o sofá da sala escura e fria. Fechou os olhos e respirou fundo, absorvendo todo o silêncio que percorria a divisão da casa. Retirou cuidadosamente a varinha da capa e sem se dar ao trabalho de abrir os olhos colocou-a no que julgou ser a pequena mesa entre o sofá e a lareira. Só após passar as mãos pelos cabelos finos e claros é que resolveu abrir os olhos, o que acabou por não servir de nada. A sala encontrava-se completamente escura, de tal maneira que abrir ao fechar os olhos acabava por não fazer qualquer diferença.

"Porque você simplesmente não conseguiu mudar nada. Não mudou nem por si mesmo."

A voz do moreno ecoou dentro da sua cabeça.

O loiro levou ambas as mãos aos ouvidos e fechou os olhos com toda a força que conseguiu, tentando afastar a voz rouca da sua mente.

Draco sabia desde sempre que não era a melhor pessoa do Universo e arredores. Bem, pelo menos não em diversos pontos como "Bondade", "Caridade" e derivados disso tudo. Sonserinos são vulgarmente conhecidos como narcisistas egocêntricos cuja única finalidade e filosofia de vida é Poder. Sonserinos são vulgarmente conhecidos como cobras traidoras e ambiciosas. E, sonserinos são também vulgarmente conhecidos, como seres antipáticos, sem coração e cuja palavra "sentimento" não entra em qualquer um dos seus dicionários bruxos.

Ora, Poder traz segurança e existe para ser conquistado. Cada ser humano necessita de alguém com mais poder no mundo que lhe faça sentir mais seguro, então, torna-se como maior sinal de hipocrisia aquele que "atira a primeira pedra" a quem busca o poder e, sinceramente, Draco estava disposto a levar com qualquer número de pedras que fosse necessário se isso leva-se à concretização dos seus objectivos.

Quanto a não ter coração e não conhecer a palavra "sentimento", na opinião de Draco, este mundo não é rosa e às florzinhas e, não vai ser todo esse "amor e sentimento" que vai fazer com que você chegue a algum lado na vida. Não vai ser esse sentimentalismo que vai fazer com que tenha o que quer, do modo que quer e não há nada de mal em querer mais, há?

No entanto, não ter Amor, Amizade e todas essas coisas puras começadas pela letra "A" como principal prioridade na vida, não faz com que elas não existam para você. O loiro tinha amigos e gostava deles, à sua maneira. Você não precisa de abraçar a toda a hora um amigo seu para ele saber que você gosta dele, assim como você não precisa sempre sorrir para mostrar para o mundo o quanto você é idiotamente feliz. Não. Às vezes, se você olhar com sinceridade para as pessoas, só por um segundo, talvez se torne suficiente. Talvez.

Draco lembrava-se perfeitamente de uma vez em que o moreno lhe havia perguntado com uma cara séria e curiosa o porquê de nunca deixar ninguém lhe dar a mão, de simplesmente tocar a mão dele e apertá-la afectuosamente durante algum tempo até ficarem demasiado quentes e suadas. Na altura, a única resposta dada fora um longa risada seguida de "Como você consegue arranjar ideias tão idiotas, todos os dias, sem se cansar?". Certo, não havia sido a melhor abordagem ao tema mas, o que ele haveria de responder? Um simples aperto de mão é um dos gestos mais íntimos e sincero que dois seres humanos podem partilhar. Torna-se um simples gesto de afeição sem qualquer outro tipo de intenções, insinuações ou até mesmo tensão sexual, apenas…intimidade. Você não pega na mão de alguém, cujo único sentimento que nutre é repugnância, e entrelaça os seus dedos nos dela ou simplesmente acaricia as costas dessa mesma mão. Não. Você faz isso àquele alguém que provoca esse necessidade em si. E sinceramente ainda não havia surgido esse necessidade, além de que o loiro não via qualquer sentido em percorrer, na altura, os corredores de Hogwarts de mãos dadas com Harry Potter. Ainda era uma imagem mental arrepiante e bizarra, por muito que Harry representasse ou não para ele.

Draco gostava também de ser sempre que possível um pequeno ponto de interrogação na vida das pessoas, assim como elas acabam por ser para ele. Gostava da ideia de nunca ser alguém definido na cabeça daqueles que o rodeavam e, segundo as palavras grifinórias de Harry, isso tornava-se o principal obstáculo entre ele e quem o rodeava. O fato de os olhos cinza nunca brilharem, o rosto pálido nunca corar, a respiração lenta nunca se alterar e cada toque, intencional ou não, nunca se repetir. Provavelmente esse mesmo espírito grifinório também nunca se esforçasse em tentar mudar a situação.

"Draco, querido, por muito que eu ame o seu lado mais obscuro, você não precisa deixar tudo tão escuro assim! Vamos brincar ao quarto escuro?!, uma voz feminina soou do outro lado da sala.

Draco sorriu ligeiramente ao mesmo tempo que um "Lummus" foi vociferado e a sala iluminou-se por completo, revelando uma mulher, encostada na parede do lado da porta,.de longos cabelos negros e um rosto preenchido por igual quantidade de traços femininos e masculinos,

"Pansy, meu amor. Quanta educação da sua parte. Aparecer na casa dos outros a esta hora da noite e sem autorização. Você é realmente um encanto."

A mulher colocou elegantemente o cabelo para trás das costas e sorrindo presunçosamente dirigiu-se para o sofá negro onde o loiro ainda se encontrava deitado. Levantou um pouco o corpo do ex-sonserino e sentou-se onde anteriormente se encontrava a cabeça deste, que no momento se encontrava pousada nas suas pernas. Num gesto plenamente maternal começou a acariciar os cabelos de Draco, que fechou os olhos por milésimas de segundos, passando de seguida a estudar seriamente o rosto da amiga.

"Então…", começou, esperando Pansy dizer o que a trouxera ali.

"Então, você já sabe como é. Eu estava lá em casa, sozinha e abandonada, e então pensei, porquê que eu não vou fazer uma visitinha ao meu amigo de longa data e ter uma ótima longa noite de sexo? Desculpe-me por ter pensado em você,"

Draco sorriu presunçosamente mas não deixou de estudar o rosto dela.

"Porquê? O marido já não dá para a conta?"

"Aquele homem? Nem que eu esteja nua na frente dele e escrito na minha testa "PARA VOCÊ" ele vai notar alguma coisa de diferente.", e revirou os olhos.

"Compreensível!"

"Draco Malfoy!", gritou enquanto bateu levemente no ombro do loiro, fazendo-o soltar uma leva risada, o que fez a morena olhar indignada para ele. Quando a sua expressão suavizou e sentiu novamente a mão feminina tocar nos seus cabelos é que Draco levantou lentamente o tronco do sofá, ficando sentado ao lado de Pansy.

"Você sabe o conceito de homossexualidade, Pansy, não sabe?"

A mulher acenou afirmativamente, levantou-se do sofá e com um movimento rápido aproximou-se da lareira acendendo-a.

"Então sexo é o que você sabe perfeitamente que não terá aqui, meu amor. O que raios você está fazendo aqui a essa hora da noite?"

Pansy passou ao de leve os dedos pelas pedras que circundavam a lareira observando com um pequeno fascínio os finos e detalhados objectos sobre ela pousados e os compridos quadros pendurados na parede lisa e branca.

"Lembra quando você uma vez disse que não era cobardia pedir ajuda a alguém, mas sim um sinal de inteligência?"

O loiro deixou escapar um quase inaudível "sim" ao observar os lábios dela formarem um quase sorriso sincero.

"Então…", a sua voz tremeu. "Eu preciso da sua ajuda. E muito."

Draco olhou-a sem conseguir esconder o seu espanto perante o pedido. Sem responder, levantou-se também ele do sofá, encheu dois copos de um líquido castanho-avermelhado e estendeu um dos copos a Pansy que aceitou imediatamente e bebeu todo o conteúdo num só gole.

"Explique-se!", ordenou enquanto obrigou-a a sentar-se de novo e fazendo o mesmo de seguida.

A morena respirou fundo e observou durante breves segundos os seus próprios pés, antes de abrir hesitante a boca e falar.

"Eles me deram uma missão."

Draco levou alguns segundos para responder algo coerente.

"Mas, mas isso é bom, não é? Nesta altura é ótimo. Eles confiam em você.", apontou Draco sem conseguir entender o porquê da preocupação.

Pansy suspirou e levou ambas as mãos à cara.

"Não, não é algo bom, pelo contrário. Eles não confiam em mim, eles descobriram Draco. Eles não tinham nada planeado e de repente…eles querem que eu mate alguém. Draco, são duas pessoas. Eu nunca matei ninguém! Como eu vou chegar perto de alguém e…", a mulher gesticulou exageradamente tentando mostrar por gestos o que das palavras não saía para completar a frase.

"Então porque raios se foi meter nessa merda?"

Draco bufou e colocou amigavelmente a mão no ombro de Pansy.

"Porquê?", voltou a perguntar quando nenhuma resposta veio da morena.

Ajoelhou-se na frente dela e olhou-a directamente esperando a resposta.

"Porque eu não sou fraca, Draco! Eu não sou.", respondeu largos segundos depois, num tom de voz quase inaudível. "Você sabe que nunca me deram outra escolha. Eu cresci sabendo que era isso que tinha que fazer."

"Bem, eu te dei uma…há muito tempo atrás, lembra?", a sua voz não possuía qualquer réstia de acusação.

Pansy soltou uma súbita gargalhada que ecoou pela sala e fez Draco arrepiar-se e levantar-se. Colocou ambas as mãos no ombro dela e obrigou-a a olhar para ele.

"Nem toda a gente tem um herói particular, Draco. Você na altura estava mais preocupado a brincar aos feiticeiros e às varinhas com o Potter."

Pela primeira vez desde o início da conversa Draco soltou um sorriso completamente genuíno e Pansy retribuiu o mesmo sorriso.

"Eu nunca duvidei que ele fosse gay.", continuou, num tom de voz bastante casual, como se fosse algo normal a ser discutido. A sexualidade de Harry Potter, melhor tema para ser discutido no seu serão familiar. " Aquela cicatriz nunca me enganou. Harry Potter – O garoto que sobreviveu para ser gay."

"Pansy!", o loiro chamou, parecendo fazer a garota despertar dos seus pensamentos. "Quem?"

"Quem o quê?"

O ex-sonserino revirou os olhos antes de continuar.

"Quem eles te mandaram matar, idiota."

Pansy abriu a boca diversas vezes antes que alguma palavra saísse pela sua boca.

"Pansy, nem tenta escapar Você não sai daqui sem dizer."

"Bem, não é necessariamente importante e…"

"Pansy!"

A morena soltou um sorrisinho falso e esfregou uma mão na outra, olhando para um ponto indefinido por detrás de Draco.

"David Greythman.", soltou rapidamente.

"E…", insistiu, olhando curioso para a amiga e cruzando os braços.

"Ah, Draco. A gente precisa mesmo ter essa conversa? Vamos esquecer o assunto e…"

"Quem?", o loiro insistiu calmamente.

"Harry Potter."

Por breves momentos Draco era capaz de jurar que alguém tinha feito o chão se mover, fazendo-o desequilibrar. Olhou durante minutos para a mulher na sua frente, tentando achar algo para dizer. Não achou.

"Sabe, eu sempre achei que essa guerra à muito que tinha deixado de ser particular, entre o Lorde das Trevas e o Potter, entende? Merda, ele morreu. O que eles querem mais? Assar o Potter num caldeirão, comê-lo e ressuscitar Voldemort com os ossos daquele grifinório?"

Draco não respondeu. Algo parecia estar preso na sua garganta incomodando-o e falar o que quer que fosse acerca de Harry não parecia ajudar em nada a situação.

"Eu não entendo. Realmente não consigo entender o porquê!", continuou, parecendo falar mais com ela própria do que com qualquer outra pessoa.

xXx H/D xXx

Harry atirou-se violentamente para o sofá e deixou as chaves de sua casa largarem a sua mão e caírem no fofo tapete da sala. Com ambas as mãos livres, levou-as ao seu rosto e esfregou agressivamente ambos os olhos, enquanto se insultava interiormente. Definitivamente não deveria sequer ter saído da cama hoje.

Para Harry se havia algo que se orgulhava era o perfeito controlo sobre a sua vida proporcionado pela queda de Voldemort. Se ontem mesmo lhe tivessem perguntado o que quer que fosse acerca da sua vida, o que quer que fosse, Harry responderia sem sequer gaguejar um segundo. Porque cada momento, cada minuto que vivia parecia ter uma boa justificação para acontecer. Harry James Potter orgulhava-se de ver a sua vida preenchida por vastos "Porquês" e "Devidos".

Cada osso do seu corpo parecia estalar e partir a cada respiração que dava e, Harry deu por si a perguntar-se se, se não fosse extremamente necessário fazê-lo para sobreviver, ele o continuaria a fazer sistematicamente.

Apoiando a mão no encosto do sofá levantou-se lentamente e, com longos e pousados passos, dirigiu-se preguiçosamente para uma pequena mesa de madeira a um canto da sala. Sem se dar ao trabalho de prestar uma ponta de atenção no que fazia, pegou num dos copos de vidro vazios e, tateando aleatoriamente pela mesa, buscou uma garrafa que pudesse ainda conter alguma réstia de líquido dentro dela. Achou-a.

Levou o copo até aos seus lábios e saboreou o vinho lentamente, enquanto os seus olhos pareciam compenetrados num ponto inerte na parede branca à sua frente. Pouco a pouco, segundo a segundo, a sua mente foi fugindo. Fugiu de tal maneira que Harry era agora de ver, numa veracidade surpreendente, dois jovens bem à sua frente, como se um filme incapaz de ser parado se desenrolasse bem na sua frente.

"Potter, seu idiota!", o rapaz loiro provocou enquanto observava animado o outro amassar furiosamente um pedaço de pergaminho que se foi juntar aos outros que se acumulavam no canto da enorme mesa de madeira escura.

Harry olhou friamente para Draco chutando a sua perna, o que o fez saltar automaticamente, derrubando assim uma enorme quantidade de livros pelo chão.

Harry gargalhou imediatamente mas logo se calou ao ouvir um "Silêncio!" num tom bastante severo vindo de um dos cantos da biblioteca.

Segundos após Draco se sentar na cadeira e pousar o queixo sobre a mão direita, observando assim o grifinório com um sorriso desdenhoso brincando nos seus lábios, Harry voltou à rotina anterior de rabiscar um pedaço de pergaminho para logo de seguida amassá-lo.

Após várias folhas de pergaminho estragadas suspirou frustrado e atirou todo o material de estudo para longe.

"Eu desisto! Não consigo, faz você!"

O loiro arqueou as sobrancelhas e passou a mão pelos cabelos finos e sedosos.

"Eu?", perguntou num tom estranhamente calmo. "Potter, você deve estar muito enganado em relação a mim. Eu já fiz a minha parte, agora faça você a sua. Essa é a sua parte. ", e sorriu brilhantemente para o outro. "Mas não se preocupe, caro colega, se você quiser eu te ensino a escrever."

Harry bufou indignado e mordeu a pena numa tentativa de se acalmar. No entanto, como penas não são criadas para a finalidade de serem mordidas por seres humanos e seus ataques de hormônios, o grifinório viu os seus lábios e queixo ficarem cobertos por camadas de tinta escura.

Draco soltou uma gargalhada ao ver a cara apalermada do moreno coberta de tinta e que piorava ainda mais quando este tentava limpá-la com as costas da mão espalhando-a ainda mais.

"Potter, vê se aprende uma coisa. Isso…", e pegou a pena trincada. "…serve para escrever. Pergaminho, sim. Boca, não. Entendeu?, e gargalhou ainda mais. "Você tem que entender que nem tudo que mede alguns centímetro é para colocar na boca.

Harry corou. O porquê? Não sabia.

O moreno encostou na mesa e balançou distraidamente o copo nas suas mãos antes de levá-lo novamente para os lábios. Os garotos continuaram na sua frente, não desapareceram…

"Harry James Potter! Eu não vou fazer isso, não vou! Nem que a minha varinha ganhe pernas e comece a dançar a valsa. Nunca."

O grifinório riu da cara de indignado do outro que se encostou na parede com ambos os braços cruzados e olhando afincadamente para o teto.

"Alguém tem de ser, Draco!", apontou Harry desesperado.

"Tudo bem, fica você, eu é que não fico."

"E porquê eu?"

"Porque você é obviamente a mulher da relação então você fica por baixo.", e sorriu para Harry como se a sua conclusão fosse a coisa mais brilhante dos últimos séculos. "Agora, vamos para a parte divertida.", e dessa vez sorriu maldosamente enquanto se aproximava do moreno, beijando-lhe o pescoço.

Por segundos Harry permitiu-se a si mesmo fechar os olhos e sentir os lábios percorrendo a sua pele e fazendo-o arrepiar-se. No entanto, o contato perdeu-se imediatamente quando Harry sentiu a mão do loiro acariciar a pele morena por debaixo da sua camisa. Abrindo rapidamente os olhos, empurrou o outro para longe e tentou regular a respiração.

"Você fica por baixo, Draco!"

O loiro resmungou algo impossível de entender e suspirou frustrado.

"Não adianta ficar assim, Malfoy. Dessa vez, se você quiser alguma coisa, é você quem se vai ajoelhar e gritar por mais.", Harry concluiu soltando um sorriso presunçoso e virando de costas logo de seguida.

Era nesses pequenos momentos que Draco dava por si a pensar o que raios aquele chapéu idiota havia pensado para ter colocado aquele violador de estudantes alheios na Grifinória.

Harry viu a imagem dos dois garotos começar a se tornar enevoada e começar a desaparecer da sua vista. Viu também um braço esticar-se, tentando puxar as lembranças de volta e com alguma surpresa concluiu que esse mesmo braço era, nada mais, nada menos, do que seu.

"PAI!", alguém gritou do seu lado. "Papai, você está bem?", a mesma voz soou e Harry abaixou o rosto, vendo ambos os seus filhos olharem-no preocupados.

Respirou fundo e levou a mão esquerda à cabeça, bagunçando os seus próprios cabelos. Olhou para as duas crianças do seu lado e sorriu ligeiramente.

"Prontos, para irem dormir?", perguntou fracamente.

Ambos acenaram afirmativamente e, segurando a mão de Harry, subiram as escadas em direcção aos quartos.

Nessa noite, Harry sonhou com um sorriso, um aperto de mão e uma morte. Um paradigma difícil de ser aceite.

(continua…)

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Harry – Bem, eu estou aqui porque a autora desta história não teve coragem de aparecer. Em nome daquela fedelha irritante eu peço desculpa pelo tempo que demorou. Sabem como é, problemas pessoais, problemas escolares e problemas com vírus só atrapalham a nossa vida. Devido à falta de tempo não houve realmente tempo para responder a reviews nem comentar muitas nas fics postadas, portanto, a autora pede também um pouquinho de paciência e compaixão pelo cérebro dela que está a ser pela primeira vez usado e abusado, okay? Brigada. Luv ya.

Draco – "Luv ya"? Potter, essa foi a coisa mais gay que você disse até hoje. Ultrapassa até a parte de os meus cabelos serem sedosos. E quanto a vocês que estão a ler, não, eu não sou gay. Se a autora desta fic estivesse no seu perfeito juízo eu estaria comendo criancinhas como café da manhã e matando pessoas aleatoriamente. Tudo esclarecido?

Tio Voldie Voyeur – e na nossa "guest list" de hoje temos:

- http(:)(barra)(barra)www(ponto)youtube(ponto)com(barra)watch?vCwbljFi-prw – vídeo acerca daquela amostra de ser humano chamada Draco Malfoy após guerra. Vídeo responsável pela possível criação futura de mais uma fic agnst por parte desta autora idiota.

- http(:)(barra)(barra)www(ponto)youtube(ponto)com(barra)watch?vyjIKyLfO2S0 – vídeo HD, com a música Nothing Else Matter – Metallica, na minha grandiosa opinião, enquanto senhor das trevas, eu acho que a música até fica bem para os dois, embora estes vídeos me deixem nauseado afinal eu quero que aquele Potter me enfrente como um homem mas não desse jeito.

N/A super rápida: Desculpem novamente, mas é só para dizer que a parte em que eu falo dos sonserinos em geral foi retirada de uma comunidade qualquer grifinória. Eu não concordo, então resolvi postar aqui, então a opinião é deles mas adaptadas por mim, então não me insultem por causa disso, peloamordedeus. Como eu raramente vou estar online e não sei quando vai ser a próxima vez, a versão não foi betada, desculpa Bibis, mas obrigada na mesma pelo trabalho nos outros capítulos.