Sasuke e Sakura
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2 - Sorrisos
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Sasuke estava de volta. Depois de tanto tempo e tanta dor, ele finalmente tinha voltado. Sakura estava inquieta: isso sempre fora o que esperava, mas, agora, ela não sabia o que fazer.
Todos os dias cuidava dele e o via no hospital. Mas não sabia o que dizer e ficavam conversando sobre amenidades.
_ Por que você não quer uma prótese? Como o Naruto?
Ele ficou um tempo calado. Sakura não insistiu.
_ Eu estive perto de perder tantas coisas... Um braço não me fará falta.
A kunoichi médica franziu a sobrancelha, mas continuou calada.
_ É um lembrete. _ Sasuke acrescentou _ Do que eu perdi e do que eu ganhei.
Sakura achou que tinha entendido, mas no fundo sabia que as nuances da alma de Sasuke seriam sempre um mistério e que só ele poderia falar de si. Mas ela não se importava. Houve um tempo que tudo o que buscava eram respostas e explicações, agora ela se deleitava em poder estar com ele, em ter esperanças. E, também, para uma pessoa fechada como Sasuke, ele já tinha falado demais.
_ E aí? O que você vai fazer quando sair? Está de alta! _ ela disse com um sorriso.
Sasuke permaneceu calado.
_ Você poderia aparecer para jantar, algum dia. _ Sakura acrescentou, distraidamente.
_ Tem o meu julgamento.
_ Eu sei.
_ Talvez eu apareça, um dia. _ disse Sasuke saindo.
Sakura permaneceu calada, olhando seu grande amor se afastar.
Kakashi _ o atual Hokage _ e Naruto _ o grande herói da guerra _, estavam fazendo de tudo para evitar que Sasuke fosse preso, afinal fora com a sua ajuda que todos tinham sido salvos.
Naruto, hiperativo como sempre, se lastimava:
_ De que adianta ele ter voltado se for para ficar preso, heim? E o que o Sasuke fez não conta?
Sakura estava confiante, mas procurava não ficar pensando nisso. A possibilidade da prisão de Sasuke ou qualquer outra possibilidade parecida deixava-a com o coração apertado.
Depois de um mês trabalhando sem parar. Sakura estava de folga, foi preciso uma ordem expressa de Kakashi para que ela se afastasse. Ele tinha lhe dado uma semana de folga.
Sakura tinha dormido quase o primeiro dia de folga inteiro. Passara, como sempre fazia desde que Sasuke tinha saído do hospital, pelo distrito Uchiha mas não viu o shinobi.
Seu segundo dia de folga foi dedicado a uma grande faxina na sua casa, como há tempos não fazia. O terceiro foi o dia das visitas, falou com Hinata, Ino, Ten Ten, Shikamaru, Sai, Naruto e mais alguns amigos.
Naruto também não tinha visto Sasuke com frequência.
_ Mas você tem falado com ele! _ Sakura desabafara quando Naruto disse para ela ter paciência.
No quarto dia de folga, depois de ter passado o dia todo fazendo besteiras, Sakura já estava ficando impaciente. Tinha se acostumado a viver ocupada.
Tinha tomado um demorado banho de banheira, no qual pesara a possibilidade de voltar a trabalhar no dia seguinte. Depois de muito pensar, chegou à conclusão de que tinha que arrumar alguma coisa para fazer porque não seria bom desafiar Kakashi, principalmente agora que ele era Hokage.
Saiu do banho, vestiu uma calcinha minúscula e uma camisa bem larga. Afinal estava sozinha. Mas ela não gostava de ficar sozinha. Quando estava trabalhando, com a rotina rígida do hospital, quase nem percebia, pois só ia para casa "comer e dormir". Foi à cozinha preparar a janta, quando ouviu uma batida na porta.
Estranhou, ultimamente não tinha recebido visitas. Deve ser Naruto que tinha prometido trazer notícias de Sasuke, ela pensou.
_ Já vou! _ ela gritou e correu para o quarto para colocar um short.
Quando abriu a porta, quase perdeu a fala. Sasuke estava parado com uma pequena sacola na mão.
_ Posso entrar?
_ Claro! _ disse Sakura dando espaço para Sasuke.
Ele estava bem vestido e elegante, como sempre que o via. Mas isso fez com que ela olhasse para as próprias roupas e ficasse desconfortável.
_ O convite para jantar ainda está de pé?
_ Claro!
_ Eu trouxe umas coisas, já que vim de surpresa. Posso colocar na cozinha?
_ Claro!
_ Você só sabe dizer isso? _ provocou Sasuke com um pequeno sorriso.
_ Ah! Não... Sasu...
Mas o shinobi avançou contra ela, prensando-a na parede e beijando-a com grande voracidade. Assim era Sasuke, sempre muito intenso. Sakura se surpreendeu bastante, mas não iria ficar fazendo perguntas agora. Sasuke também tinha se surpreendido com sua atitude. Na verdade, mesmo tendo ido à casa de Sakura para se entender com ela, ele pretendia mesmo jantar primeiro.
Mas vê-la tão vulnerável à sua presença, com a pele ainda úmida e com aquela roupa tão curta, fez com que ele mudasse os planos.
Pararam apenas um instante para respirar. Sakura esperou ele dizer alguma coisa, mas ele não disse. Sasuke esperou algum questionamento ou represália da parte de Sakura, mas ela nada falou.
Depois de alguns segundos que pareceram uma eternidade, Sakura sorriu e ambos recomeçaram o beijo com ainda mais volúpia do que antes.
Havia tantas coisas a serem ditas que eles não sabiam por onde começar. Desde que Sakura encontrara ele e Naruto sangrando quase mortos, cada um sem um braço, que essa conversa vinha sendo adiada. Mas agora, as palavras não eram mais tão necessárias, eles estavam conversando com seus corpos, falando a linguagem do amor e do desejo. A conversa poderia esperar mais um pouco, afinal.
E eles haviam passado tanto tempo separados que, depois de tanta espera, não havia motivos para ter calma ou paciência. Sakura, que ele sempre soube ser apaixonada por ele, passou os braços pelo pescoço de Sasuke e enlaçou sua cintura com as pernas. Sasuke segurou firmemente o quadril da kunoichi e a pressionou contra seu corpo.
_ Agora você entende porque eu demorei tanto a aceitar seu convite para jantar? Mesmo de alta, não estava liberado para certas atividades físicas.
Sakura sorriu.
_ Eu teria sido cuidadosa.
_ Eu não! _ ele rebateu chupando-lhe o pescoço e aper tando sua nádega com força. Sakura soltou um gemido alto. _ Onde é seu quarto? _ perguntou rouco enquanto descia os lábios para o decote de Sakura.
_ Você vai aguentar chegar até o quarto? _ ela perguntou maliciosamente, esfregando-se na avantajada ereção de Sasuke, fazendo-o gemer.
_ Eu aguento muita coisa. _ ele rebateu, apertando-se contra ela. _ Além do mais, estou me acostumando a ter conforto novamente.
Sakura riu e indicou a direção do quarto. Enquanto Sasuke conduzia-a até a cama, Sakura chupava-lhe o pescoço.
Mal chegaram ao quarto e começaram a se desfazer das roupas, indo imediatamente para a cama.
Sasuke era um amante experiente, mas Sakura também aprendia rápido. Eles trocaram carícias ousadas e atrevidas, numa disputa de quem dava mais prazer ao outro. Sasuke sentiu-se muito bem quando arrancou gemidos e gritos de Sakura, ao explorar sua intimidade com a boca e os dedos. Penetrando-a com os dedos e circulando a língua no clitóris de Sakura fez a garota gozar gritando.
Mas Sakura também sabia provocá-lo, e como sabia. Ao se recompor do orgasmo, subiu em cima de Sasuke e começou a masturbá-lo, colocando-o em sua boca logo em seguida, deslizando-o para cima e para baixo, Sasuke gemia baixo e, com a mão boa, segurou a cabeça de Sakura para indicar o ritmo desejado. Não demorou e ele logo se despejou na boca de Sakura, gemendo seu nome.
Ao invés de estarem satisfeitos, ambos queriam mais, logo estavam animados mais uma vez, trocando carícias e se excitando. Quando Sasuke a penetrou, de uma vez só, percebeu que ela era virgem, ele nada disse, apenas moderou o ritmo das estocadas até que ela sinalizou, rebolando, que ele podia continuar.
Depois de descansarem um pouco Sakura perguntou:
_ Você ainda quer jantar?
_ Quero, sim. Eu te ajudo.
Sakura fez menção de levantar da cama, mas Sasuke a segurou.
_ Você sabe o que isso significa para mim? _ Sasuke perguntou, olhando-a nos olhos.
Sakura sabia que ele a desejava, que se importava com ela, tinha demonstrado isso, por exemplo, ao controlar seu próprio prazer para não lhe causar dor e ao gemer seu nome. Isso era suficiente para ela.
_ Eu amo você, Sasuke. Não pedi para você me amar de volta.
_ Isso significa, _ Sasuke continuou ignorando a declaração dela _ que eu sempre terei um lugar para onde voltar, se você quiser.
Sim, ela queria, ela sempre quisera ser o porto seguro desse homem poderoso e sofrido.
_ Eu amo você, Sasuke. _ disse, como se isso resumisse tudo. Mas isso resumia tudo.
_ Eu sempre voltarei para você, Sakura. Você... com você eu serei capaz de reconstruir minha família.
Sakura sorriu, escondendo uma lágrima. Isso era mais do que dizer "eu te amo", porque isso foi o que sempre Sasuke buscou e ele estava compartilhando isso com ela.
_ Eu amo você, Sasuke. Agora venha me ajudar com o jantar, porque fazer sexo cansa muito... Não tinha ideia que era assim tão incrível.
_ Nem eu. _ ele disse se levantando e se vestindo.
O que isso queria dizer, Sakura sabia que ele não era virgem, será que ele estava dizendo que com ela era diferente das outras, que era especial?
_ Você está assim tão fraca? _ Sasuke provocou olhando Sakura deitada, já vestido e se dirigindo até a porta.
_ Não, não estou. Na verdade estava pensando que poderíamos repetir, depois de jantarmos devidamente. _ Sakura rebateu, se levantando e vestindo as roupas para ir atrás dele.
Sasuke não respondeu, mas sorriu de leve. Sim, Sakura era "um lugar" para o qual ele gostaria de voltar, porque ela sempre o amara, apesar de tudo. E, tendo feito tudo o que ele já fez, amar não era uma coisa fácil. Não para ele que carregou tanto ódio. Mas ela sabia, sabia e não se importava. Sakura sempre tinha lhe amado, era a vez dele amá-la agora.
