3 – No deserto
x-x-x
Ino ouvia os gemidos dele com uma satisfação libidinosa. Saber que mantinha o Kazekage sob o seu domínio, fazia-a sentir-se ainda mais poderosa. Não que ele fosse do tipo passivo, ao contrário, era exigente e ativo até demais. Mas, quando ela o atiçava daquela forma, era impossível manter o controle. Ino afundou o pênis avantajado dele ainda mais fundo na garganta, enlouquecendo-o, arrancando-lhe um gemido rouco e gutural. Não demorou muito para que ele se despejasse na boca da bela loira, que estava ajoelhada eroticamente entre suas pernas.
_ Minha vez, Ino querida. _ Gaara disse levantando-a do chão e jogando-a na cama, sem muita delicadeza.
Ele segurou-lhe a cintura e lhe beijou com ímpeto, abrindo as pernas dela e descendo seus beijos pelo pescoço, colo, barriga... até chegar à sua intimidade molhada. Ino sorriu e relaxou na cama, Gaara era muito bom com suas carícias. Ao sentir a língua dele rodopiar em seu clitóris, Ino gemeu, arranhando os ombros dele. Gaara respondeu aumentando o ritmo e deslizando dois dedos para dentro dela. Gaara tinha um ritmo frenético e logo Ino gozou, também.
Ela nem ainda tinha se reestabelecido do orgasmo avassalador quando ele penetrou-lhe, veementemente, arrancando gemidos altos da kunoich de cabelos louros. Gaara tinha uma energia incrível e era insaciável. Eles já estavam nessa brincadeira fazia horas.
Os gemidos dos dois amantes se intercalavam numa sinfonia de desejo e sedução.
_ Está gostando, minha flor? _ Gaara perguntou, provocativo, quando sentiu as contrações pélvicas da parceira.
_ Ah!... Muito!... Ohhh! _ Ino respondeu sem nenhuma timidez sobre seu estado de luxúria, gemendo e gozando para ele.
Gaara esperou pacientemente a mulher curtir o momento, depois, com um sorriso pervertido, colocou-a de quatro na cama, penetrando-a vigorosamente por trás, sussurrando:
_ Agora é a minha vez.
Ino, mesmo estando cansada e ofegante, logo começou a acompanhar os movimentos do ruivo. Gaara segurava-a pelo cabelo possessivamente.
_ É isso que eu gosto em você, Ino, minha flor. Você está sempre disposta _ ele falou roçando os dentes em suas costas e introduzindo dois dedos dentro da intimidade dela. _ Adoro ver você suada e molhadinha pra mim.
_ Eu sei, Kazekage-sama. _ Ino sabia que Gaara odiava quando ela era formal e ele puniu-a com estocadas mais violentas e agressivas, fazendo-a arfar.
Ino sorriu, entre gemidos, acompanhando os movimentos impetuosos do Sabaku. Logo, eles chegaram ao clímax de prazer: Ino primeiro, ameaçando desmoronar na cama e Gaara depois, segurando-a pela cintura, antes de gozar com mais algumas estocadas fortes.
Vencidos, finalmente, pelo cansaço de horas de sexo selvagem, eles adormeceram um nos braços do outro.
Quando Ino acordou o Sol já brilhava alto no céu, mesmo sendo uma exímia kunoichi e estando acostumada a acordar muito cedo, ela estava tão exausta que perdeu a hora. Gaara há muito já havia levantado e nem estava mais no quarto. Ino invejou a energia dele enquanto recolhia suas roupas e se dirigia ao banheiro para tomar banho.
Na mesa do café da manhã, só faltava o ruivo.
Ino cumprimentou a todos com cordialidade. O Kazekage e sua família sabiam ser hospitaleiros.
Kankurou puxou uma cadeira a seu lado, de frente para Temari e Shikamaru. Ino sorriu ao ver a felicidade do casal. Estava imensamente feliz que seu antigo colega de time estivesse seguindo a vida.
Ino só percebeu que estava faminta quando começou a comer. A comida de Suna também era ótima.
_ Kakashi precisa de nós na vila o quanto antes. Devemos voltar ainda hoje. _ Shikamaru falou casualmente, mas ela percebeu o que ele queria dizer. Ela precisava falar com Gaara.
Depois do café da manhã Ino foi arrumar suas coisas. Depois, foi dar uma volta no jardim. Era incrível como um lugar tão árido e com um clima tão quente pudesse dar flores de uma beleza tão marcante. Ao passar pela fonte da mansão de Gaara ela viu Temari e Shikamaru abraçados e beijando-se. Com certeza estavam se preparando para a despedida.
Ino estava admirando o jardim quando Gaara se aproximou. Ela perdeu o fôlego ao encará-lo, inebriada com sua beleza e sua masculinidade.
_ Ino.
_ Bom dia, Kazekage-sama. _ Ino provocou, mascarando seus sentimentos.
O homem fuzilou-a com o olhar, mas recusou-se a morder a isca.
_ Shikamaru disse que vocês partem hoje.
O silêncio que se seguiu estava tão denso que poderia ser palpável.
_ Maldita guerra! _ Ino esbravejou, cansada de lutar contra seus sentimentos.
Gaara olhou-a com a expressão indecifrável.
_ Sabe, em outra época, se você me quisesse, eu poderia me dar ao luxo de tentar. _ ela sorriu, sem fitá-lo _ Mas com a morte do meu pai eu não posso deixar o meu clã e você tem uma nação inteira sob sua responsabilidade. É isso. Simples assim. _ Falou tudo de uma vez só. Mas estava aliviada. Precisavam encarar os fatos.
Gaara contemplou-a em silêncio, admirando sua força. Ele sabia que ela estava certa, embora tivesse se recusado a admitir.
Ficaram um tempo em silêncio. Não era mais um silêncio constrangedor e sim um silêncio cheio de tristezas e sonhos perdidos. Porque essa guerra e as responsabilidades que eles tinham, que não podiam delegar, se interpunham entre o amor deles. Um amor que nasceu há muito tempo, antes da Quarta Guerra Ninja, e que havia sobrevivido com poucos encontros e poucas demonstrações. Gaara costumava pensar em Ino e no amor deles dois como uma flor do deserto, que não precisa ser regada todos os dias para florescer.
Ino contemplava o lindo jardim, coberto de flores coloridas. Minha flor, era assim que ele a chamava. Ino nunca admitiu, mas adorava esse apelido carinhoso. Ela, por sua vez, provocava-o chamando-o de Kazekage-sama ou Gaara-sama. Ino conhecia a altivez, a virilidade e a doçura que Gaara possuía. Com ela, ele não se importava em se ajustar porque ela aceitava-o por completo.
O amor deles sempre foi proibido, eles sabiam. Mas sabiam, também, que não era impossível, ao menos até àquele momento. A percepção dessa realidade oprimia seus corações apaixonados. Saber que estavam fazendo o que era certo não servia para aliviar a dor que sentiam.
Gaara quebrou o silêncio depois de um tempo:
_ Minha flor.
_ Gaara-sama. _ Ino sorriu, provocante. O sorriso que ele adorava.
Ele beijou-a com ansiedade e volúpia, do jeito que ela amava.
E porque eles sabiam que seria a última vez, o beijo tornou-se mais faminto e intenso.
Ino gemeu na boca dele, agarrada aos seus cabelos. Gaara puxou-a para si, rasgando com facilidade suas roupas. Acariciando avidamente seus seios volumosos e tentadores. Ele usava tanto carinho e tanto desejo que Ino sentiu a garganta travar, mas, ao invés de chorar ela mordeu seu ombro, arrancando um gemido longo.
Em minutos eles estavam nus, se amando sobre as macias e pequeninas flores coloridas.
Ino, triste e excitada, tomou seu membro em seus lábios com ansiedade e volúpia. Gaara gemia rouco acariciando os cabelos louros com uma delicadeza incomum para esses momentos, gravando na memória o gosto e a beleza da sua flor.
Gemidos altos e sons eróticos.
Desejo.
Quando se derramou na boca dela, Gaara beijou-lhe os lábios úmidos e começou a retribuir o prazer. Sem parar de beijá-la ele acariciava seu clitóris com o polegar. Ino gemeu alto, contorcendo-se, querendo a boca e a língua dele. Sem que precisasse falar nada, ele entendeu. Sorrindo Gaara começou a descer até chegar à sua intimidade, acariciando-a... delicadamente? Esse ritmo era novo para ela, mas não menos excitante, Ino logo estava gritando.
Amor.
_ Ah... Gaara! ... Gaara-sama.
Gaara sorriu da provocação dela, ficando mais fervoroso.
Gemidos e gritos de prazer.
Desejo.
Carinhos e afagos demorados.
Amor.
Corpos colados e brilhantes de suor, sob o Sol impiedoso de Suna.
Tristeza.
Orgasmos colapsantes e mágicos.
Dor.
Beijos urgentes e molhados.
Saudades.
Ao entardecer, para não sofrerem tanto com o calor do deserto, Ino e Shikamaru deixavam os muros de Suna. Kankurou e Temari foram se despedir. Gaara não foi.
Ino ficou agradecida. Queria lembrar dele como o homem apaixonado e fervoroso que amara pela manhã, sobre o lençol de flores. E, também, não queria chorar na frente dele.
Foi com o coração pesado e a alma destroçada, mas com um pequeno sorriso no rosto, que ela deixou a vila de Suna.
_ Sinto muito. _ disse Shikamaru, com sinceridade.
Ino apenas sorriu. Seus olhos estavam opacos, mas ela nada falou. Não havia nada a falar. E ficou aliviada quando Shikamaru entendeu, eram amigos a muito tempo para não precisarem de palavras.
De cima do muro, o Kazekage observava à sua flor partir. Para sempre. Pelo menos como sua amada. Não queria que ela visse sua tristeza, mas não pôde deixar de vê-la uma última vez, por isso estava ali, às escondidas.
Com um sorriso triste ele ponderou a ironia que se abatia sobre ele.
Estava feliz por Temari e por Shikamaru que, no dia anterior, tinham anunciado o seu casamento e Temari iria morar com ele em Konoha. A próxima viagem do shinobi seria para levar sua amada com ele. Não que isso fosse o fim do mundo para eles, pois dariam um jeito de se verem sempre. Mas, mesmo sem querer, parecia que escarneciam dele ao fazerem o que ele tanto queria, mas não podia.
Gaara suspirou e entrou. A vida de um ninja nunca é fácil. Decidiu que mandaria aumentar os jardins do palácio. Por ela. Afinal, definitivamente, Ino não combinava nada com tristeza. Sabia que eles encontrariam outro amor, mas não queria esquecer Ino. Nem queria lembrar dela com amargura e sim com alegria. Ino foi a flor mais bela de seu jardim.
