Tradução Completamente Autorizada

Capítulo 12

Finalmente, meus pés no chão. Sinto-me como se estivesse no ar por um ano .

Eu tento me soltar de Malfoy, mas minhas mãos não vão liberá-lo. Ele se mexe um pouco e em seguida, limpa a garganta dele. Eu forço minhas mãos a se separar e desmonto, me apressando pra longe dele.

Nós estamos em um quintal, com uma enorme variedade de plantas crescendo. Lugar estranho... Olho ao redor com cautela, me perguntando se os Comensais da Morte podem estar escondido atrás de alguns arbustos maiores. Meus olhos descansam na pequena casa na minha frente.

Ouço a voz do Malfoy.

"Se importa em tirar o feitiço de desilusão?"

Lembro-me que estou ainda invisível e retiro o feitiço de mim mesa antes de ir fazer o mesmo por ele.

"Nós vamos nos encontrar aqui, então?" lhe pergunto.

Ele não me responde, e começo a me sentir frustrada. Porque ele sente como se fosse aceitável constantemente ignorar minhas perguntas? Eu assisto ele abrir a porta dos fundos da cabana e desaparecer lá dentro. Eu contemplo ficar do lado de fora, por despeito, obrigando-o a vir me buscar. Mas isso é infantil.

Com um suspiro, eu vou em direção a entrada.

Olho em volta, quanto entro, olhando a pequena e escassamente mobiliada sala que entrei. A sala é iluminada apenas pela luz do fogo da lareira — um candelabro de bronze apagado pende do teto. As paredes são pintadas de verde Sonserina, e um sofá, posicionado de frente para a lareira, é uma profunda floresta verde.

Minha inspeção da sala é cortada quando Malfoy fala, "Não tem comensais da Morte escondidos nas paredes."

Irritada, eu viro para ele e repito minha pergunta lá de fora. "Vamos nos encontrar aqui, Malfoy?"

"Sim, aqui é onde vamos nos encontrar. Vai ser mais seguro se você aparatar direto para esta sala."

Após uma breve pausa, eu pergunto, "quem mora aqui?"

Ele balança a cabeça para mim. "Ninguém."

Franzindo a testa, olho em volta da sala novamente, planejamento perguntar como ele encontrou um lugar como este, e como ele pode ter certeza de que era seguro. "Como é que você —"

"Você deveria ir", diz ele, me interrompendo. "Eu tenho que ir também."

Ele levanta.

Eu hesito. Ele não tem uma varinha. " Precisa que eu te leve a qualquer lugar?"

Ele ri de mim, e imediatamente me arrependo de perguntar.

" Você acha que seria capaz de me levar a qualquer lugar onde eu teria que estar? Talvez a Mansão?"ele zomba. "Só vá embora."

Eu o encaro. Nem sei por que eu me preocupei... tentando ser legal. Ele é um idiota arrogante. Por que oh por que os outros tiveram que jogá-lo pra cima de mim?

"Adeus, Malfoy."

Levanto minha varinha e Disaparato antes que ele possa dizer qualquer coisa.

Eu reapareço à porta do número 12, um pouco mais tarde e bato na porta.

Desta vez, Ginny é quem abre a porta, e depois das mesmas perguntas de rotina, tenho permissão para entrar na casa.

"Harry e Ron queriam —" ela começa, mas ela é interrompida quando Harry e Ron descem as escadas e me veem.

"Hermione"! Harry exclama, alívio, espalhando sobre seu rosto,

As cortinas em frente ao retrato de Mrs. Black voam aberto, e ela começa a gritar novamente.

"Harry, como pôde esquecer?" Ginny diz exasperadamente, tentando afastar as cortinas. Harry se apressa para ajudá-la, parecendo apologético.

Eu fechei a porta e me virei a tempo de dar um abraço em Ron.

"Estou tão feliz que você voltou com segurança", diz ele.

Eu me desvencilho de seus braços e dou um sorriso. "Ele estava desarmado, não podia ter me machucado se ele quisesse".

Queixas altas da Sra. Black são cortadas em meias palavras, e Harry se vira para mim.

"Hermione, Blaise acabou de voltar. Ele não parecia muito bom, mas — "

Antes que ele pode terminar de falar, eu corro subindo as escadas. O que poderia ter acontecido com ele? Posso ouvir Harry e Ron subindo as escadas atrás de mim, mantendo o silencia tentando evitar acordar outra vez a Sra. Black. Eu me movo em direção ao seu quarto e vejo Blaise inconsciente na cama dele.

"O que aconteceu com ele?" Pergunto, me inclinando sobre ele e tocando sua testa.

"Nós não sabemos", diz Harry, olhando para Ron.

Ginny entra no quarto e fecha a porta atrás dela.

"Ele apareceu há alguns minutos atrás e só desmaiou na porta," Ron diz. "Harry apenas trouxe ele pra dentro sem perguntá-lo nada."

"Ele estava inconsciente. O que eu ia fazer?" Harry diz defensivamente.

"Shacklebolt e os outros já sairam, então?"

"Sim", diz Ron. "Katie foi encontrar o Lupin e Tonks."

Aponto minha varinha pra Blaise. "Rennervate."

Suas pálpebras tremem antes de abrirem lentamente para revelar o marrom manchado de ouro de suas íris. Sento ao lado de sua cama para que eu consiga um olhar mais próximo dele.

"Hermione", ele murmura em uma voz rouca que é dificilmente reconhecível.

Ouvindo a voz dele, Harry e Ginny se aproximam.

"Blaise, você está acordado. O que aconteceu com você? O que você sente — você está ferido? " lhe Pergunto.

Ele sorri fracamente e abana a cabeça minuciosamente. Em seguida, fecha os olhos.

"Blaise, não — fique comigo," Eu digo.

Eu respiro fundo e tento pensar em qualquer feitiço de cura que conheço. Mas a maioria deles é para ferimentos visíveis, e tanto quanto eu posso ver, não há nada de errado com ele.

"Rapazes, me ajude a tirar a camisa dele".

"O quê"? Ron diz, boquiaberto.

"Quero ver se existe qualquer marca nele", eu explico.

Então eu percebo que eu não tenho que remover a camisa manualmente e mexo minha varinha para desaparecê-la. O peito e os braços dele estão imaculáveis e eu não entendo o que está acontecendo com ele. Sua respiração parece estar ficando mais rasa, e eu olho para Harry e Ginny.

"Então ele não disse nada antes dele desmaiar?" Pergunto.

Eu me viro antes que eles possam responder e balanço meus ombros, me perguntando eu posso fazê-lo dizer apenas uma palavra, qualquer coisa que vá me dar uma dica do que aconteceu com ele.

"Talvez ele não está dizendo nada porque ele não pode," diz Harry.

Me ocorreu uma ideia. Eu conjuro uma pequena faca e corto seu ombro levemente, apenas profundo o suficiente para tirar sangue.

"Hermione, o que você está fazendo?" Harry pergunta, uma pitada de nervosismo na voz dele.

Com certeza, o sangue que escorre para fora é de uma cor marrom escura.

"Ele foi envenenado," Eu os informo. "Era uma poção Bloodroot — nós podemos curá-lo com o antídoto para venenos incomuns. Tenho certeza de que temos algum lá em baixo..."

Harry sai sem mais uma palavra para obter o Antídoto, e Ginny o segue para fora.

"O que exatamente veneno de Bloodroot faz com as pessoas?" Ron pergunta.

"Chama-se poção Bloodroot, não veneno — esse é um erro comum. Se feito corretamente, apodrece suas entranhas," Eu digo, olhando pra Blaise. "O antídoto deve ser capaz de restaurar tudo ao normal, se não tiver muito tempo."

"Por que ele não seria capaz de falar?"

" A hum... a poção trabalha através das cordas vocais muito rapidamente. Desde que ele foi capaz de dizer o meu nome mais cedo, ele não deve ter bebido isso há muito tempo."

Ah, ele deve estar com muita dor. Eu murmuro um encanto que é suposto por entorpecer a dor. Não sei quanta ajuda vai ser pra lesões internas, mas espero que ele vai fazer algo por ele. Ele abre os olhos um pouco, e eu me inclino mais perto.

"Blaise, sabemos o que está errado agora. Você vai ficar bem, isso eu prometo," Eu digo.

Mais um sorriso fraco e os olhos fecham novamente.

Em seguida, Harry e Ginny retornam com um pequeno frasco. Eu pego dele e viro pra Blaise.

"Conjure um balde. Ele vai ter que vomitar o veneno que ele bebeu," Eu digo sem olhar para eles.

Eu retiro a rolha e puxo o queixo de Blaise, forçando sua boca aberta. Eu derramo todo o conteúdo do frasco na boca dele — não sei quanto do veneno ele bebeu.

A reação é quase instantânea. Ele empurra para cima, e seu tronco torce para que ele possa vomitar do lado da cama. Harry coloca o balde ao lado da sua cama na hora certa. O líquido que sai da sua boca tem um matiz violeta, como eu tinha esperado.

Quando ele acaba, eu empurro suavemente ele de volta para a cama, descansando a cabeça dele no travesseiro.

"Sente-se melhor?" Pergunto.

Ele olha para mim e me dá de novo um sorriso fraco.

"Isso é tudo o que você é capaz?" Pergunto-lhe, sorrindo de volta.

Ele balança a cabeça novamente e fecha os olhos. Um momento depois, a respiração se aprofunda, uma indicação de que ele caiu no sono. Deixo a sensação de alívio correr por cima de mim. Graças a Deus.

"Então... ele vai ficar bem?" Ginny pergunta.

"Sim", eu respondo.

Ela suspira, aliviada e se senta na cama de Harry.

"Hermione"? Ron diz silenciosamente por trás de mim.

Eu aceno para reconhecer que já o ouvi, mas eu não viro pra olhá-lo.

"Posso falar com você sozinho por um minuto?"

Eu estou relutante em deixar Blaise agora — por alguma razão, eu quero estar lá quando ele acordar. Mas acho que posso dispensar algum tempo para falar com Ron, ver o que ele quer de mim.

"Está bem, Hermione", diz Harry, afagando meu ombro. "Eu e a Ginny vamos estar cuidando dele. Ele estará aqui quando você voltar."

Fico de pé, dou uma olhada no rosto de Blaise e depois viro pra seguir Ron fora do quarto. Cruzamos o corredor para meu quarto, e sento-me na cama.

"O que você queria falar?" Pergunto.

Ele muda os pés desajeitadamente. "Eu sei que tenho sido um pouco idiota sobre... bem, sobre tudo. Mas eu só... às vezes eu desejo que as coisas não tivessem acabado da maneira que acabou entre a gente," diz ele.

Ah, pelo amor de Deus. Faz mais de dois anos desde que nos separamos. Nem sei o que dizer sobre isso. Eu o esqueci desde que voltei de Roma com Harry e Blaise.

Quando eu não respondo, ele continua, "Mas ahm, eu sei que você não sente o mesmo... há muito tempo."

Pelo menos ele sabe.

"Estive muito amargo em relação a Zabini desde que você e Harry o trouxeram de volta. Eu... é só que eu me senti... substituído. Harry escolheu ir com você ao invés de ficar comigo, e quando vocês dois trouxeram de volta uma terceira pessoa com vocês — "

"Oh Ron, por que isso ainda te incomoda, após todo esse tempo? Por que não poderia ter falado sobre isso antes?"

"Apenas deixe-me colocar pra fora, tudo bem?"

Eu suspiro. "Vá em frente."

"A razão por que estou trazendo a tona agora é... é porque eu só quero te dizer que eu vou tentar ser melhor sobre isso. Ainda não gosto de Zabini, mas... bem, ele é seu amigo e de Harry agora, eu acho que eu só quero dizer que vou tentar meu melhor pra me dar bem com ele."

"Isso é bom de ouvir," Eu digo.

Ele caminha em minha direção e pega minha mão direita em ambas as dele, correndo suavemente os dedos sobre a parte traseira da mesma. É algo que ele costumava fazer quando estávamos juntos, e eu lentamente puxo minha mão fora.

"Sabe, eu... Ainda sinto como se nós estivéssemos destinados a ficar juntos," diz ele.

Hum, que? "Eu pensei que você concordou comigo que era hora —" começo a dizer.

"Não, não, eu só disse aquilo porque eu podia dizer que você não sentia mais o mesmo. Eu pensei que talvez se você passasse algum tempo longe de mim, você eventualmente se lembrasse de todas as coisas boas, e você iria redescobrir seus sentimentos por mim."

"Ron, eu não posso —"

"Eu nunca deixei de amar você, Hermione."

Eu balanço a cabeça para ele. "Ron, não me sinto —"

"Eu sei, eu sei," ele diz. "Eu estou apenas... Tenho certeza de vai acontecer eventualmente."

"Por favor, não pense assim, Ron. Nós já tivemos uma chance, e não deu certo. Podemos ser amigos, mas nada mais," Eu digo. Eu me sinto mal por tentar esmagar sua esperança, mas ele não será capaz de seguir em frente se ele não conseguir aceitar que realmente terminamos.

Ele sorri. "Está tudo bem, Hermione. Eu só queria dizer que eu vou tentar mudar, por você."

Eu não quero que ele mude por mim. Eu quero que ele mude por si mesmo, para todos os outros, alguém além de mim. Por que ele não vê que não há nada restante entre nós?

Mas isto está levando algum tempo, e quero ficar ao lado do Blaise.

"Obrigado, então," eu digo tranquilamente. "Mas, honestamente, você já sabe que eu segui em frente."

"Eu sei".

Ele sai do quarto sem mais uma palavra, e pergunto-me se o magoei demais. Mas ele deveria ter esquecido isso a um bom tempo atrás. Ouvi seus passos subindo as escadas, e gostaria de saber com quem ele vai falar. Duvido que os gêmeos sejam de muita ajuda para ele — eles sempre apenas o provocam. Talvez ele só queira ficar sozinho.

Eu saio do meu quarto e atravesso o corredor, entrando no quarto dos meninos.

"Ele não acordou ainda," relata o Harry.

Ele está sentado ao lado de Ginny na cama dele.

"Obrigado", eu digo. "Vocês não precisam ficar aqui, se vocês não querem. Chamarei vocês se precisar de alguma coisa."

"Oh, Lupin veio. Tonks não estava em casa — saiu assim que chegou em casa para entrar em contato com Mundungus. Eu lhe disse sobre Blaise, e ele deu uma olhada nele," diz Harry.

"Onde ele está agora?"

"Ele foi para a cozinha para fazer mais antídotos", responde a Ginny.

"Tudo bem, então. Então ele não viu nada de errado com Blaise?" Pergunto.

"Não, ele disse que Blaise vai ficar bem," Harry diz, sorrindo para mim.

Ele fica de pé e pega a mão da Ginny para levá-la pra fora do quarto. Ele olha entre mim e Blaise antes de sair do quarto. A porta se fecha, e ouço a tranca se colocando no lugar — Harry deve ter trancado do lado de fora.

Eu sento do lado da cama do Blaise e me estico para tocar a bochecha dele. A pele dele está muito quente e suave. As respirações estão lentas e calmas.

Lupin acha que ele vai ficar bem... isso é bom o suficiente para mim.

Então eu sinto uma sensação de queimação em meu peito e pulo, surpresa. Porra, é este amuleto.

Eu viro as costas pra Blaise e retiro o amuleto de debaixo da minha camisa pra olhar para ele, segurando-o pela corrente para que eu não seja queimada novamente. A hora e a data tinha estado gravada lá antes de desaparecer lentamente diante dos meus olhos.

Quando nada de novo aparece, eu franzo a testa e viro o amuleto. No lado oposto, duas letras maiúsculas apareceu com uma letra elegante e curvada.

HG

Minhas iniciais.

O que diabos o Malfoy está aprontando?


18/08/2013