Tradução Completamente Autorizada

Capitulo 14

Eu abaixo minha cabeça e me ajoelho respeitosamente.

"Onde você esteve ontem a noite?" Voldemort pergunta.

"Eu ganhei uma noite de folga das rondas," Eu digo. "Eu passei a maioria da noite num bar."

"Eu suponho que eu não posso culpa-lo. Levante-se," ele diz. "Bellatrix, você está dispensada."

Enquanto eu me ponho em meus pés, tia Bella deixou o escritório e fechou a porta atrás dela, me deixado sozinho com o Lorde das Trevas. Tem pelo menos duas horas desde que eu cheguei à Mansão e Voldemort está aqui gora, provavelmente para ter a conversa que ele pretendia ter tido comigo ontem a noite.

"Tem um bom tempo desde que eu falei com você diretamente. Eu duvidei que o punhal poderia ser encontrado, mas eu sabia que estava certo de confiar em você com ele."

Eu mantenho meus olhos no chão. "Eu vivo para servi-lo, Meu Senhor."

"Como suas habilidades tem progredido?"

"Eu fui da mansão para a antiga casa do Snape em Spinner's End."

Ele me dá um sorriso estranho.

"Bom eu tenho um truque novo pra você, mas deve completar duas tarefas pra mim. Primeiro você deve entregar este punhal –" Com uma mexida de sua mão, o punhal que eu trouxe de volta da antiga casa do Potter flutua de volta pra mim "Para a casa de Mcnair. Então, amanhã a noite, você irá para uma vila no norte de Yorkshire chamada de Heilifield. Você esperará pela chegada de Seamus Finnegan. Eu acredito que você se lembra dele da escola?"

Eu aceno então percebo que o punhal ainda está flutuando a pelo menos um metro a minha frente, eu me estico para pegar.

"Eu quero que você me traga a cabeça dele."

Sem nenhuma hesitação,, eu caio em meus joelhos. "Sim, meu senhor."

Eu aprendi que uma resposta imediata é absolutamente crucial quando se trata de ganhar a confiança dele. Hesitação me dava olhares duvidosos e comentários maldosos dele no passado, mas depois do primeiro ano, eu me tornei imune à surpresa por seus pedidos. Eu suponho que3 eu estou preparado pra qualquer coisa.

"Bom, eu vou voltar na manha após seu encontro com Finnegan. Eu espero que você esteja aqui quando eu chegar."

"Sim, meu senhor." Eu repito.

"Você está dispensado."

Eu fico em meus pés e saio do quarto silenciosamente. Tia Bella esta de PE do lado de fora, esperando. Quando eu apareço, ela me olha de cima a baixo e ela parece desapontada. Eu espero que ela diga algo pra mim, mas ela entra no escritório e fecha a porta de novo.

Estranho.

Eu desço o corredor, planejando ir para o meu quarto.

"Draco!"

Eu seguro um suspiro e viro para encarar meu pai.

"O que o Lorde das Trevas disse a você?" Ele pergunta.

"Eu tenho uma nova missão," Eu respondo, guardando o punhal nas minhas vestes.

Ele me olha irritado e vai embora. Eu sei que ele pretendia me perguntar se Voldemort tinha ou não o mencionado pra mim. De acordo com minha mãe, Voldemort não tem dado a meu pai nenhuma missão pelas ultimas semanas, o que significa que ele não esta dando nenhuma chance a meu pai.

Bem... eu suponho que e uma pena pra ele. 'às vezes queria que eu tivesse perdido os favores, também' mas é claro, eu iria me preocupar constantemente em me manter vivo. Não e surpreendente que ele esteja irritado.

Quando eu alcanço meu quarto, eu fecho a porta e tiro um momento para sentar e pensar.

Esta noite parece ser inevitável. Não há maneiras que eu possa trazer uma cabeça falsa para Voldemort e faze-lo acreditar que e a coisa real. Sob morte, coisas vivas geralmente voltam a sua forma real, então poção polissuco e transfiguração humana esta fora de cogitação.

Eu me pergunto como Voldemort sabe que Finnegan estará em Heilifiel amanha a noite. Eu considero contatar Granger. Se ela pode convencer Finnegan a não ir então sua vida poderia ser salva, mas se eu não tiver a cabeça dele quando Voldemort voltar a mansão em dois dias ele não será tão misericordioso.

Ele simplesmente terá que ir.

Tendo feito minha cabeça, eu decidi ir para a casa de Mcnair para largar o punhal. É melhor concluir essas tarefas o mais rápido possível.

Eu pego minha varinha e desaparato.

Eu aterrisso em frente de um complexo de apartamentos grandes em Londres, sombrio, visível apenas para aqueles que sabem de sua existência. O prédio de Mcnair esta apertado entre dois prédios de apartamentos trouxas. Eu entro no prédio e piso no elevador. Eu estive aqui muitas vezes antes, mas geralmente eu venho para buscar coisas ao invés de deixa-las.

No ultimo andar, eu saio do elevador e bato na porta de Mcnair. Ela é aberta um momento depois, e Mcnair aparece.

"Ah, Malfoy Jr. me disseram para esperar você," ele diz voltando para sai sala e gesticulando para eu entrar.

"Eu não vou ficar por muito tempo. Eu apenas tenho algo para te dar."

"Entre" Ele insiste.

Eu não aguento este homem.

Quando eu estive em sua companhia da ultima vez, ele me disse o quanto ele aprecia o sentimento da morte. Ele descreveu pra mim em grande detalhe uma de suas matanças favoritas. Ele capturou uma mulher trouxa e decidiu matá-la lentamente, sem usar mágica. O pensamento disso ainda me deixa doente.

Relutantemente, eu entro em seu apartamento e ele fecha a porta atrás de mim.

"Então, o que você tem pra mim?" Mcnair pergunta. Eu pego o punhal e seguro pra ele.

"Bonito, isso é." Ele diz, pegando-o com um sorriso.

Ele põe o punhal numa mesa e se vira para me encarar. "Eu estou indo." Eu digo a ele.

"Onde você deve estar?" ele pergunta.

"Eu tenho alguns assuntos."

"Ah-ah! Você esta me fazendo pensar que você não quer estar aqui."

"E você esta me fazendo pensar que você quer que eu me atrase para uma reunião." Eu respondo.

Ele me olha duvidosamente. "Você acabou de vir de um encontro com o Lorde das Trevas não é?"

"Ele não e a única pessoa que tenho de me encontrar." Eu digo.

"Muito bem, então," Mcnair diz. "Boa sorte amanha a noite, Malfoy Jr.".

Eu dou um sorriso presunçoso e puxo a porta aberta.

"Não sei do que você esta falando. Eu não preciso de sorte."

Batidas fortes, luzes piscando. O chão parece estar vibrando com os movimentos de todos os dançarinos. Eu nem mesmo sei o que estou fazendo aqui agora. Boates parecem ser os únicos lugares que não estão sentindo os efeitos negativos da guerra. As pessoas vem aqui para escapar do medo constante.

A princípio eu fazia o mesmo. Mas ultimamente, não funciona realmente pra mim, eu não posso parar de pensar no que esta acontecendo fora das boates- dor, destruição,morte. Hoje a noite, estou contemplando o próximo assassinato que vou cometer. O próximo assassinato que não vou ser capaz de parar.

"Draco, porque você parece infeliz?" Goyle pergunta.

Eu suspiro e engulo o resto da minha garrafa de Whisky de fogo. Olhando pra ele, eu observo que ele não esta brincando. Claro que ele não esta brincando, ele não é o mais brilhante. Mas Theo o responde por mim. "Porque você acha que ele esta infeliz? Porque estamos todos infelizes?"

"Ele está num humor pior que o normal," Vince observa vindo à defesa de Greg. Eles estão sempre tentando ajudar um ao outro.

"estou bem," eu digo. Eu levanto uma mão para conseguir a atenção do garçom e pergunto, "Alguma morte nova?"

Vince e Greg se olham, sorrindo estupidamente.

"Parece que eles tiveram algumas," Theo diz. "Eu estive preso em trabalhos de rondas por um tempo, mas eu não estou reclamando." "Onde você esta patrulhando? Não em Hogwarts – eu não vi você lá."

"Não, não em Hogwarts. E eu estou feliz por isso. Eu não acho que quero ir pra Hogwarts fazer rondas."

Eu tiro a tampa da garrafa nova de Whisky de Fogo e aceno em direção ao garçom, agradecendo a ele. "eu odeio andar pelos corredores e não ver ninguém. Claro, costumava ter sangue-ruim rastejando por toda a escola, mas estava viva. Dumbledore era um bom diretor."

Theo acena. "É, eu tenho que admitir, ele era bom."

"Nós matamos oito pessoas." Greg diz.

"Tomou a eles tudo isso para descobrir," eu digo balançando minha cabeça.

"Vamos escolher algumas meninas e ir." Theo diz. "Nós podemos deixar esses dois idiotas sozinhos."

Eu balanço minha cabeça.

"Oh, vamos, tem uma garota loira ali te encarando." Ele diz, entortando sua cabeça para a esquerda.

Eu nem mesmo olho. "Eu vou tomar este ultimo copo em casa. Estou fora daqui."

Antes que ele possa me parar, eu vou para a saída. Alguém pega meu braço quando eu quase alcanço a liberdade. Eu olho pra trás pra ver Astória Greengrass.

"Draco, olá" ela diz com sua voz estridente, sorrindo docemente.

"Astória," Eu digo acenando para agradá-la.

"Tem tanto tempo qu não te vejo" ela diz. "Onde você esteve? Porque você não me mandou uma coruja?"

"Eu tenho que ir. Estou atrasado," Eu minto.

Ela se estica por meu braço de novo, mas eu me esquivo pra fora de alcance e deixo a boate. Desaparecendo logo que chego no lado de fora. Eu nunca deveria ter ido a boate esta noite – não me ajudou nas ultimas vezes, então eu não sei porque eu quase espero que ajude nesta.

Eu caio no sofá no meu paraíso seguro e encaro as chamas brilhando na lareira. Eu levanto a garrafa de whisky de fogo para meus lábios pra pegar outro gole e encaro os pedaços de carvão. Com um pensamento uma das chamas se acende mais. Eu imagino como deve ser entrar lá e queimar. Eu vi alguém queimar vivo antes... Parecia fodidamente doloroso.

Eu poderia me virar com alguma dor.

Suspirando eu jogo a garrafa e o resto de seu conteúdo na lareira.

Eu puxo meu amuleto de serpente e seriamente contemplo dizer a Granger que ela deveria vir aqui agora. Eu quero ver seus olhos marrons e redondos, tocar aquela pequena cicatriz em sua bochecha, ouvir sua voz lírica, provar seus lábios avantajados e totalmente beijáveis.

Eu rosno e esfrego minha testa.

Talvez eu devesse ter feito o que Theo sugeriu pegar alguma bruxa disposta e levá-la de volta para a Mansão pra aliviar algum estresse.

Mas eu já sei que não faria nenhum bem. Desde que eu vi Granger na floresta proibida, todas as garotas que eu fodi tiveram o rosto dela, gritaram meu nome na voz dela. Se trouxesse outra garota esta noite, seria a mesma coisa outra vez. E eu não posso continuar com isso.

Eu pego minha varinha e aponto para a bacia vazia que ainda esta na minha mesa de café.

"Aguamenti"

A bacia reenche e eu me inclino pra frente olhando para o meu reflexo na água limpa. Concentrando-me nela eu ponho a ponta do meu dedo indicador na água assistindo as pequenas ondulações mexerem em direção a borda da bacia.

Ela esta deitada na cama, dormindo. Ginny Weasley esta na cama ao lado, também respirando profundamente. Já que ela esta dormindo significa que provavelmente Blaise esta bem. Quando ele cruza minha mente, eu sem perceber corro uma mão sobre a cicatriz que ele me deu.

Foi uma luta amarga. Eu senti que ele me traiu. Ele disse que eu dei as costas pra ele. Seria bem fácil eu finalizá-lo agora, com todos os truques que eu peguei do Lorde das Trevas. Mas aquela foi a três anos atrás e estávamos no mesmo pé.

Eu ainda me lembro como o sangue tinha espirrado do buraco em suas costas, posso ainda ouvir seus gritos de dor. Eu lembro de não sentir remorso e desejar que eu pudesse matá-lo bem ali. Mas quando ele se virou pra me olhar, eu vi dor e desespero em seus olhos e as palavras ficaram na ponta da minha língua. Eu não podia fazê-lo.

Eu lembro da sensação de rasgar enquanto seu feitiço abria seu caminho pelo meu peito, lembro de cair de volta no mato, lançando um patético encanto de desarme enquanto caía.

Theo tinha aparecido e olhado entre nós dois preocupado. Ele sabia que eu era um Comensal da Morte, mas ainda assim ele hesitou dividido entre qual dos dois ele queria salvar. Eu me lembro de gritar com ele, dizendo a ele pra matar Blaise, pra matar o cara que traiu minha confiança. Eu lembro do olhar amedrontado em sua face enquanto ele balançava a cabeça pra mim e desaparatava com Blaise,

Eu estava tonto pela perda de sangue naquele ponto e eu não tinha força sobrando nem para levantar minha varinha. Tia Bella me encontrou um tempo depois e imediatamente me levou para a Mansão, onde eles trabalharam fervorosamente para me curar.

Juá tem um bom tempo desde a última vez que eu pensei nessa briga. Eu tentei reprimir a lembrança, para evitar pensar nisso. Esta guerra me fez perder meu melhor amigo.

Eu olho de volta pra água e assisto enquanto Granger se mexe em seu sono, puxando a coberta mais forte em volta de si mesma.

Ela está com frio?

Eu me encontro desejando que ela me deixasse mantê-la aquecida. Mas eu já sei que ela nunca o fará. Aos olhos dela eu sempre a odiei.

Eu perdi minha chance com ela no dia que meus pais me convenceram que nascidos trouxas tinham sangue sujo e eram, então, abaixo de nós Sangue-Puros.

Eu tomo um ultimo olhar pra ela. Eu tenho que me forçar a não continuar olhando ela desse jeito – eu já estou muito preso a ela – eu não posso afundar mais fundo.

Ela parece tão serena em seu sono, seus lábios curvados num pequeno sorriso.

"Doces sonhos, Granger!"

Ao meu comando a água some.

Eu nunca me senti tão sozinho.


16/12/2013

FELIZ NATAL E UM BOM COMEÇO DE ANO PRA TODO MUNDO !