Ao contrário do St. Mungus que era disfarçado por uma loja abandonada e tinha um manequim falante o St. Maxine ficava em uma área totalmente Bruxa, em um centro rodeado de lojas que lembrava o beco diagonal. Assim quando ela aparecera do nada na frente do prédio, que tinha cinco andares e cor verde água, com o corpo de sua mãe petrificado, ninguém pareceu realmente estranhar. E com um simples wingardiun leviosa fizera o corpo segui-la para dentro.

A primeira vista o lugar parecia muito com um hospital trouxa tendo uma típica bancada de recepção com uma moça atrás e cadeiras de espera. Mas quem olhasse de novo saberia que ali não havia nada de convencional. Para começar inúmeros memorandos viajavam de lá para cá entrando nos mais diversos corredores do local. Na recepção a moça que atendia um homem em cor roxa tinha uma pena que parecia anotar tudo sozinha, além de inúmeros papeis e pastas que se arrumavam sozinhas. Na entrada ao lado de onde Hermione estava havia um quadro com uma sorridente medibruxa um tanto idosa dando-lhe boas vindas e instruções para onde as pessoas recém-chegadas deveriam ir. A castanha pode perceber que aquela mulher se tratava de Maxine Vileardium a fundadora do St. Maxine e uma das maiores medibruxas de todos os tempos. Sorrindo seguiu para a recepção onde o homem roxo já saíra. Ao fundo dela havia um quadro que especificava o que cada andar fazia, sem poder analisar muito mais se voltou para a recepcionista que já chamava sua atenção.

– É algum tipo de emergência ou está somente petrificada ? – a mulher magra esbelta e loira apontara para sua mãe que flutuava ao lado de Hermione.

– Petrificada! – a moça assentiu como se confirmasse sua suspeita.

– Então qual é problema? – Viu a fixa de o antigo paciente sair flutuando e a pena preparar para escrever.

– Eu utilizei um feitiço de memória em meus pais e gostaria que um medibruxo me ajudasse a revertê-lo, os estudos sobre feitiços de memória em pacientes prejudicados por eles do St. Maxine são extremamente famosos. – A garota lhe sorriu amavelmente apreciando o elogio de Hermione. A pena que parecia muito com a de Skeeter escrevia algo freneticamente.

– Pois bem! Irei encaminhá-la para o medibruxo Oliver Auvergner. Por favor, preciso de seus dados e da paciente.

– Dos pacientes, joguei em meu pai também. – a mulher assentiu.

Quando Hermione disse seu nome e começou a dar seus dados como em que escola bruxa ela havia estudado a mulher a olhara em surpresa e a pena como se acompanhasse a dona parou de escrever em imediato.

– Você é Hermione Granger? Amiga de Harry Potter e Heroína de Guerra? – Ela falara tão alto que a castanha achou que nesse exato momento provavelmente todos olhavam em sua direção. Sentiu sua face ficar enrubescida e voltou para a mulher com um sorriso sem graça. A recepcionista pegara algo em baixo da mesa e estampara para Hermione. Era um jornal bruxo francês chamado Nouvelles sorcière onde havia uma foto dela, Harry e Rony abraçados e em letras garrafais lia-se Les héros de guerre.

– Parabéns pela guerra ganha senhorita Granger!- a moça lhe disse quando a castanha tirou os olhos do jornal e a olhou novamente.

– Obrigada! Mas não a ganhei sozinha tivemos ajuda de inúmeras pessoas que pagaram com a vida para que o mundo estivesse em paz. – Não fora rude com a francesa, todavia a castanha não queria crédito algum e sabia que era inevitável repudiar aquele tipo de tratamento, mas realmente não estava com paciência para aquilo agora, só queria que aquela moça a atendesse logo para que pudesse ir pegar seu pai. Depois desse alvoroço todo e Hermione ver a pena mágica escrevendo todas as perguntas que a recepcionista lhe dirigia, fora levada para a área de 'estudos mágicos com feitiços de memória e outros acidentes com a mente' onde uma enfermeira esperava-a com uma maca que colocara sua mãe e as encaminhara para uma sala, sem protelar muito fora assim buscar seu pai.

Enquanto esperava pelo medibruxo na mesma sala de mais cedo, onde agora seus pais estavam deitados em duas macas separadas. Ela pode finalmente reparar melhor no local. O andar para que foi levada não tinha aquele ar totalmente branco dos hospitais trouxas, embora ainda tivesse um cheiro de limpeza excessiva, as cores eram mais vividas e alegres. A entrada era um enorme Hall amplo com sofás, mesinhas de xadrez bruxo e pessoas jogando o que parecia ser snap explosivo. Enfermeiros andavam por todos os lados com seus uniformes verdes-água e nas salas que compunham o hall de entrada ela pode ver placas em cores vivas sinalizando nas muitas portas que o contornavam os vários medibruxos com suas várias especificidades. No corredor à esquerda Hermione achou que ficavam o quarto dos pacientes, pessoas que provavelmente tiveram suas memórias e sanidade roubadas não só pelo obliviate mais por outros feitiços também. Ainda parada na porta da sala onde via todo o local vira um homem que parecia ter uns 25 anos e cabelos negros vindo em sua direção. Presumiu ser Oliver Auvergner .

– Senhorita Granger eu presumo. – O homem a cumprimentou entrando na sala. Meu Deus! Como ele era bonito! Hermione pensara. Ela assentira sorrindo para ele.

– Sente-se, por favor! – o homem disse apontando a cadeira em madeira de carvalho. – Bem! Eu peço desculpas pela demora estava realizando um procedimento um pouco complicado em um paciente, quando recebi o memorando. – A castanha ainda em pé assentiu sorrindo amena.

–Então, Vejamos! Lançou um Oblviate e um plantavit idea em seus pais que são trouxas. – ele falava em voz alta enquanto lia a pasta que estava em suas mãos. Hermione só o observava.

– Você poderia me dizer qual foram suas motivações senhorita? – disse ele sentando na cadeira atrás de sua mesa esculpida em madeira. A castanha franziu a testa não achando que iriam pergunta-la justamente isso.

– Bem! – ela disse recitante já sentada na cadeira à frente da mesa e olhando para o medibruxo, ele lhe sorria esperando – Foi pela guerra, tive medo por eles.

– Me desculpe pela intromissão, são na verdade procedimentos do Ministério. – ele se explicou enquanto anotava alguma coisa na pasta e quando Hermione achara que ele percebera o desconforto em sua voz. Ela se limitou a assentir. – Graças a Deus que essa guerra acabou e seus pais não correm mais perigo algum. –Ele emendara provavelmente tentando amenizar o clima. Sem protelar mais o medibruxo levantou-se e passou a examinar seus pais que estavam agora em um sono profundo por causa da porção que a curandeira que viera ali a pouco ministrara a eles.

– Bem Senhorita Granger, iniciarei o procedimento agora mesmo. Ministrarei uma poção de oito em oito horas neles que aos poucos revertera o feitiço que lançou. Preciso te avisar que embora a poção reverse trahitur tenha tido cem por cento de eficácia nos últimos anos pode haver efeitos colaterais e eles não recuperarem por completo aquilo que você apagou. Poderíamos usar um feitiço, porém as chances dele não ter o efeito esperado são muito grandes, ainda estamos estudando um meio de melhorá-lo.

– Sim já li sobre esses riscos senhor Auvergner, mas torço para que ocorra tudo da melhor forma possível. – Hermione acrescentou.

– A não há necessidade nenhuma de me chamar de Auvergner, fique a vontade por me chamar somente de Oliver, sim! Mas fique tranquila farei o possível para que o tratamento dê certo! – Ele lhe lançara um sorriso e que sorriso novamente enquanto escrevia algo em um pergaminho o enfeitiçando para fazer o que quer que ele queria que ele fizesse já que este saíra voando da sala.

– Seus pais serão encaminhados para um quarto onde ficarão nos próximos dias, creio que você pode voltar à recepção para acertar tudo enquanto a enfermeira Nicole – ele apontara para alguém atrás de Hermione – os levará para onde ficarão.

Ela não tinha nenhuma ideia de quanto custavam os tratamentos no mundo bruxo. A única vez que alguém próximo dela ficara doente fora o senhor Wealey e não é como se ela fosse perguntar quanto ficara a conta do hospital. Assim quando chegara a recepção e a moça francesa que a castanha ainda não sabia o nome, cobrara trezentos galeões pela a consulta e mais duzentas e cinquenta pela estadia de seus pais ela ficara embaraçada. Não tinha todo esse dinheiro, não ali! Por isso se frustrara em demasiado quando tivera que aparatar em frente a um banco inglês para retirar da conta que seus pais abriram para ela e depositaram uma enorme quantidade de dinheiro, retirar a quantia que precisava e depois ir à Gringotes trocar o bendito dinheiro e só então poder pagar a conta no St. Maxine. Ela definitivamente precisava abrir uma conta no mundo bruxo e depositar uma boa quantia de dinheiro para evitar aquele tipo de aparatação para lá e para cá que já estava deixando-a muito enjoada.

– Bem Senhorita está tudo certo você só precisa assinar aqui! Quando seus pais saírem fará um novo acerto – A esbelta francesa olhara para ela em condolência. Hermione devia estar pálida e parecer muito cansada para que a mulher a olhasse assim.

– Aqui há algum restaurante? – A castanha perguntara faminta, já que não ingerira nada o dia todo. Meu Deus não podia ser descuidada dessa maneira ou seu filho seria prejudicado. Ela apontara para a placa atrás onde Hermione viu estar escrito refeitório no último andar. Sem nem ao menos agradecer fora o mais rápido possível para o local, estava realmente morta de fome. O refeitório tinha um ar que lembrou um salão dos castelos que ela já havia visitado quando viera na França, as mesas em um branco purpura pareciam saídas de alguma casa de bonecas e os quadros dos antigos medibruxos davam um ar mais palaciano ao local. Ao fundo ficara um restaurante inusitado para Hermione, nada havia nele se não um homem atrás de um balcão concentrado em algo em seu colo. Havia também lojinhas de diferentes objetos por lá. Quando perguntara ao garoto sentado no balcão ele lhe entregara um cardápio e dissera que um elfo viria anotar o pedido e posteriormente trazê-lo. Claro porque não pensara nisso. Não demorou a escolher e logo um elfo apareceu de repente ao seu lado anotando o pedido e no mesmo minuto trazendo-o. Aquilo era um serviço extremamente rápido e eficiente e a comida era ótima.

Enquanto comia, Hermione pensava em como seria estudar ali e virar uma grande medibruxa. Teria que alugar ou comprar uma casa e conversar com seus pais sobre morarem ali com ela não queria ficar ali sozinha e grávida, mas não sabia como reagiriam quando suas memorias voltassem. Hermione achava que seria um bafafá daqueles com direito a carranca de sua mãe por semanas e quando descobrissem a gravidez então, Hermione estava definitivamente ferrada. Suspirou querendo comer aquela torta de abóbora que vira no cardápio e logo o elfo estava ao seu lado de novo.

Só voltara para o quarto de seus pais, quando já havia comido o bastante para um dia inteiro. O quarto era vermelho tinham três camas, um sofá azul e uma mesinha marrom no canto ao lado da porta que ela presumira ser o banheiro. Precisava mesmo de um banho e rumara para lá rapidamente. Já deitada na cama e cansada pelo dia corrido que havia tido adormecera muito rapidamente.


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