O barulho do estilhaçar do vidro no chão foi o que fez a castanha voltar para a realidade e sair daquela lembrança dolorida. Suspirou fundo fixando seus olhos no estrago que fizera. Definitivamente, Hermione não iria chorar mais do que já o fizera naquele dia. Tinha certeza que seu rosto deveria estar inchado e vermelho por causa daquela choradeira toda. Assim, segurando as lágrimas focalizou no liquido azul que manchara seu lindo tapete recém-comprado.

- Droga de lembranças inúteis! – A grifinória esbravejou alto. Querendo arrumar logo aquela bagunça. Pulou um determinado espaço para não correr o risco de cortar os pés descalços e rumou direto para seu quarto onde sua varinha se encontrava. Com toda a certeza um bom feitiço repararia e tiraria aquela bagunça do hall de entrada e ela também poderia ter sua poção de volta, afinal precisava dormir. Com tal pensamento ao pegar sua varinha andara rápido até o local do estrago e com um simples feitiço tudo estava em ordem novamente e seu frasquinho intacto. Aquilo a aliviara porque não tinha certeza se havia outra poção do sono no saquinho e não queria ficar remoendo as lembranças da primeira noite com Draco e de como sentira ódio e raiva de si por se deixar ser enganada. Mesmo sendo tudo passado ainda doía um pouco embora não deveria afinal a guerra estava ganha e Voldemort morto. Porém sabia que a sombra de Draco pairava sobre sua mente e coração. E Sim! Ela se perguntava onde ele podia estar e o que estava fazendo, mas Hermione nesse meio tempo que se passara não se permitira especular sobre isso. Ele jamais quebraria a tradição puro sangue da família por causa dela, deixara isso mais que claro. E doía muito, porém a castanha era forte e decidida e por mais que às vezes a tristeza inevitavelmente tomasse conta dela, erguia a cabeça e seguia em frente. E com tal pensamento tomou todo o conteúdo do frasco que estava em suas mãos e subiu as escadas vagarosamente já sentindo os efeitos da poção há deixando um pouco zonza. Ela ao menos ficava tranquila por saber que uma noite de sono teria.
Acordou naquela manhã com a luz proveniente da janela batendo em seu rosto. Havia se esquecido de fechar a bendita cortina quando fora dormir e o sol forte agora a acordara. Já perdendo a esperança de voltar para o seu mundo de sonhos colocara a mão para fora das cobertas a fim de pegar o relógio de cabeceira e ver as horas, porém ouviu o abrir da porta e seus olhos direcionaram para lá rapidamente. Era seu pai que trazia um prato com panquecas e um copo com que era provavelmente leite. Ele lhe sorriu.
- Bom dia minha filha! – A voz amável dele trouxe calma para Hermione pensando que provavelmente ele resolvera tudo e a castanha não precisava mais se preocupar com conversas conflituosas com sua mãe. Seu pai sempre fora o pacificador do lar, e quando ela e sua mãe brigavam, ele sempre dava um jeito das coisas voltarem ao normal.
- Bom dia pai. – Ela disse se sentando na cama e espreguiçando. Seu pai colocou o prato e o leite na mesa de estudo que ficava ao lado da porta. Hermione foi direto para lá. Estava faminta.
- Então você já inaugurou a cozinha? – A grifinória soltara amena cortando um pedaço da panqueca e colocando na boca. Como amava a comida do pai.
- Sim. Encontrei um pouco de dificuldade em achar os ingredientes e cozinhar tudo, mas no fim deu tudo certo. – Richard sorriu para a filha, orgulhoso de ter conseguido se virar na cozinha da filha, mas um ar de curiosidade tomou seu rosto rapidamente. – Sabe filha, uma coisa que me deixou intrigado foi o porquê de você ter comprado fogão e geladeira trouxas e não utensílios bruxos. Seria fascinante saber como os bruxos lidam com isso. – Seu pai falava enquanto sentava na cama. Hermione quis rir, é claro que ele ficaria curioso sobre isso.
- Achei que ficaria melhor assim, já estamos acostumados com eles. Mas os bruxos não tem eletrodoméstico pai. Há um fogareiro simples feito por elfos e a geladeira deles é um tipo de cômodo na casa pequeno, como uma dispensa com feitiços de resfriamento muito duradouros. Acho que é necessário renovar os tais feitiços de seis em seis meses, mas quem cuida disso nas famílias bruxas são os elfos, na maioria das vezes.
- Fascinante como eles lidam com as coisas cotidianas com magia. - Hermione riu. Era realmente fascinante mesmo. A garota voltara para seu delicioso prato e para seu leite quentinho enquanto seu pai parecia estar quieto na cama. Passaram-se alguns minutos onde o silêncio perdurara com a castanha comendo avidamente, a castanha bem sabia que ele estava arrumando um jeito de começar uma conversa séria. Queria não ter que conversar sobre nada daquilo depois daquela dolorosa lembrança, mas tinha que enfrentar o assunto de cabeça erguida. Ela resolveu quebrar o silêncio quando viu seu pai com o olhar perdido.
- Que horas são? - Seu pai pareceu sair de seu estado de torpor e olhou no reloginho da cabeceira da cama.
- Meio - dia.
- Deus do céu! Dormi demais! – Seu pai riu concordando.
- Hermione, não quero que você se desestabilize como ontem. Mas temos que conversar sobre como as coisas serão daqui para frente. – Hermione assentiu olhando para o pai e suspirando cansada.
- Onde está a mamãe?
- Achamos uma portinha no jardim que dava para um beco e posteriormente para uma rua pouco movimentada de Paris. Ela foi andar pela cidade. Sabe como sua mãe é cabeça dura, mas ela ama você minha filha. – Seus olhos encheram de lágrimas e ela desviou a visão de seu pai. Sim, ela sabia! Mas duvidava muito que ela fosse voltar a falar com ela normalmente tão cedo. Ela percebeu seu pai vindo em sua direção, ajoelhando na sua altura e levantando seu rosto fazendo-a olha-lo.
- Eu pensei muito essa noite e conversei com sua mãe. Sua mãe errou ao falar em aborto porque percebi pela sua reação ontem que você já ama essas crianças e sei o quão forte você é para lutar para que eles tenham a melhor vida possível. – A castanha já chorava com tais palavras do pai. – Você errou minha filha e te conheço bem para saber que não importa o quanto eu insista para você me contar sobre o pai dessas crianças você não vai contar, não estou certo? – A castanha balançou a cabeça para o pai. E ele suspirou abaixando a cabeça, porém a levantou rapidamente olhando para a filha.
- Mas apesar de qualquer coisa nos a amamos muito e não vamos te abandonar, minha filha, jamais! Decidimos que se você quer mesmo isso vamos te apoiar e ajudar. – Hermione arregalou os olhos e pulou nos braços do pai.
- Eu sinto por ter decepcionado vocês, mas meu coração fica em paz e agradecido muito por vocês me apoiarem papai. Eu amo vocês tanto, tanto!
Quando o abraço foi desfeito a castanha percebeu os olhos de seu pai marejados, e com uma desculpa de que precisava fazer o almoço saiu rápido do quarto. Sabia que ele não gostava de chorar na frente dela e de ninguém. E com um sorriso enorme Hermione se jogou na cama, tinha certeza que por mais bravos e decepcionados que eles estivessem jamais a abandonariam sozinha, não podia dizer que teve medo por um minuto de ficar ali na França sozinha, mas seu pai aliviara seu coração e ela não podia estar mais feliz, embora soubesse que sua mãe não seria tão fácil de lidar quanto seu pai, mas ela precisava continuar em frente e lutando pelos filhos! Depois de ter trocado de roupa e recebido à carta de Harry em resposta a última que mandara na qual ele rapidamente desculpava pela demora e contava a Hermione que capturar os adeptos de Voldemort ainda fugitivos não estava sendo nada fácil, ela descera rapidamente para a biblioteca para pegar pergaminho e tinta para responder o amigo. Porém algo a fizera parar seu caminho no fim da escada. Sua mãe gritara em alto e bom som o nome do pai na cozinha. A castanha feliz pela conversa com o pai rumou para lá.
- Eu não acredito que disse isso para Hermione, Richard! - A grifinória estancou na hora quando ouviu aquilo.
- Nós conversamos sobre isso hoje de manhã e concordamos em apoia-la.
- É claro que vou apoia-la, é minha filha e eu a amo. Jamais forçaria ela abortar. Mas agora ela vai achar que está tudo bem ficar grávida aos dezessete anos.
- Já chega Jane! – seu pai disse com a voz dura e alta, Hermione não podia vê-los de onde estava - Quantos anos vocês acha que Hermione tem? Cinco? Ela sabe que errou, mas sempre se mostrou responsável em tudo. Sabe disso! Por que esta agindo assim? Parece querer puni-la ainda mais. Já basta uma gravidez precoce sem apoio paterno que ela vai ter que enfrentar.
- Não sei, eu só não queria que ela tivesse esse tipo de futuro. Mas você está certo! Eu só estou exagerando e sendo cabeça dura. Hermione sempre foi exemplar e responsável. Algo deve realmente ter acontecido, Richard, para que ela deixasse ser tão imprudente. – A voz de sua mãe saiu cansada e amena. Embora aquilo tenha acalmado o coração da castanha sua mãe estava certa em uma coisa: Algo realmente acontecera, ela se apaixonara por uma pessoa tão improvável que a fazia ter ações imprevisíveis e impensadas. No entanto não queria pensar naquilo agora, então tratou de sair logo dali para que seus pais não percebessem que ela escutava atrás da porta. Não queria dar mais motivos para que eles ficassem bravos, sabia o quanto eles reprovavam esse tipo de atitude.
Quando seu pai veio chamar para almoçar, ela estava acabando a carta que mandaria para os amigos. Pedira alguns minutos ao pai e depois de despachar a carta descera as escadas para a cozinha. Sua mãe estava sentada ao lado do marido assim que ela se acomodara na mesa.
- Antes de almoçar Hermione... - Jane disse a olhando com um olhar mais calmo e brando. – Precisamos conversar algumas coisas. – A castanha assentiu e sua mãe continuou – Quero te pedir desculpas pela minha explosão de ontem, embora esteja ainda decepcionada não podia ter falado daquele jeito. E bem, eu e seu pai conversamos sobre voltar ou não para a Inglaterra e decidimos que não vale a pena tentar reestruturar tudo depois desse tempo todo e que não a deixaríamos aqui sozinha e grávida e, portanto vamos tentar atuar aqui como dentistas e te ajudar. Mas eu quero saber quem é o pai dessa criança Hermione e não adianta vir com aquele papo de que não vai contar porque é complicado. Quero saber por que abomina a ideia de voltar para Inglaterra e por que Harry e Ronald não sabem sobre isso. - a castanha suspirou.
- É inútil querer ou não saber quem é. Isso não mudaria nada e sobre Harry e Ronald, eu não contei por que eles não me deixariam em paz até saber quem é o pai e quando soubessem com certeza ficariam sem falar comigo por meses! Sei disso os conheço bem demais...
- Por que ele não esta aqui minha filha e por qual razão todo esse medo sobre o pai dessas crianças? Ele não sabe ou morreu na guerra? – Seu pai emendou ignorando sua fala, já sua mãe a olhava brava. Hermione realmente não queria contar, por tantos motivos. Mas seus pais mereciam saber de tudo, embora ela soubesse que para eles seria estranho, pois se lembrassem de Draco o associariam a raiva e ignorância que ela sempre adicionava quando falava dele. Seria até engraçado.
- Ele não sabe. – Ela começou, se preparando para contar tudo de uma vez, mas sua mãe interrompeu-a.
- Por que Hermione? – Jane disse brava. A castanha suspirou olhando para seus pais.
- Mãe, eu realmente não vejo o porquê contar a vocês, mas sei também que você não me deixará em paz até saber, então eu vou contar tudo logo de uma vez. Ele se chama Draco Malfoy, eu já falei dele para vocês uma ou duas vezes sobre ele sempre me insultar por causa da minha origem trouxa. – Hermione percebeu a surpresa na face de seus pais, provavelmente se perguntando o porquê dela ter se envolvido com alguém que a desprezava. A verdade era que nem mesmo ela entendia. – Bem, aconteceram muitas coisas e nós acabamos nos aproximando no sexto ano, e quando a guerra estourou houve um incidente que nos fez encontrar e ele salvou a mim e meus amigos e acabou acontecendo. Com toda a guerra correndo e com todos os problemas de Harry acabei não tomando nenhuma poção de prevenção e engravidei. Mas somos de lados opostos e tem todo o preconceito dele então achei melhor criar meus filhos, sozinha. Talvez um dia eu conte a ele, não sei. – Seu pai e sua mãe a olhavam como se quisessem saber mais detalhes – Não adianta, esse é o máximo que vou contar a vocês! Agradeço muito por me apoiarem e ficarem aqui comigo mais eu realmente gostaria de não ficar tocando nos pormenores desse assunto. – Já bastava ficar se lembrando de Draco o tempo todo ela emendou mentalmente. Afinal para Jane e Richard o preconceito contra trouxas era algo infundado e distante, eles não entendiam de fato e nunca sofreram aquilo ou viram de perto, apesar dela sempre falar sobre o que moveu Voldemort foi também o preconceito.
Seus pais assentiram e voltaram para o seus pratos a fim de apreciar a comida e Hermione ficou grata por eles não insistirem mais. Demorou algumas semanas para que sua mãe voltasse a tratar ela na normalidade de sempre. Mas apesar de sua frieza, ela e seu pai acompanharam-na no medibruxo e seu pai deu bastante apoio para ela estudar e entrar naquela profissão depois de ver as coisas que Raul vez nela com magia, ele achou fascinante e ficou falando daquilo uma semana inteira. Eles acabaram começando a trabalhar em um consultório que adquiriram nas proximidades do forte Valois e venderam a casa da Inglaterra. Logo depois que seus pais começaram a trabalhar, Hermione começara a frequentar as aulas e tudo parecia estar caminhando para ficar bem.
Cinco Meses depois...
Era a quarta vez que se sentava naquela cadeira no consultório de Raul Auvegner que depois da extensa convivência descobrira ser pai de Oliver. Sua mamãe extremamente empolgada estava ao seu lado sorridente, esperando que o medibruxo chegasse a sua sala. A enfermeira dissera à castanha que ele estava em algum procedimento extremamente complicado e por isso o atraso. Jane soltara um muxoxo quando ouvira aquilo da enfermeira e Hermione quis rir dela que sempre parecia muito ansiosa para ter alguma notícia dos netos. A castanha sabia que com o tempo sua mãe se encantou pelos futuros netos e ela pode ver isso quando Jane via as imagens que Raul fazia dos bebês e enchia os olhos de lágrimas. Sua mãe se empolgara tanto que depois de descobriram o sexo das crianças que alias eram dois meninos, ela saíra comprando todo artigo que via tanto em Bougxton quanto em Paris. E sim seus pais andavam para lá e para cá no bairro bruxo e passaram até a vestir como os bruxos quando iam fazer isso para que pudessem se misturar da melhor forma possível. Seu pai amava aquele bairro e Hermione tinha a impressão que ele conhecia todos os cantinhos dele.
- Será que ele vai demorar muito? – Sua mãe soltara enquanto as duas estavam lá esperando sentadas.
- Acho que não. – Logo que Hermione terminara de falar o medibruxo idoso entrara pela porta. Aquela seria uma consulta rotineira, onde ele veria os bebês e escutaria os batimentos cardíacos e perguntaria a Hermione se estava tudo bem e depois receitaria poções úteis.
- Bem senhoritas me perdoem a demora, mas estava cuidado de um parto com complicações. – Ele sorrira para ambas se sentando na cadeira de sua mesa. Quando Raul separou a fixa de Hermione e abriu a boca para começar a fazer as perguntas para ela, um patrono entrou na sala e ela pode ouvir a voz de sua vizinha sair daquela massa branca.
- Hermione esconda a barriga antes de vir para casa. Há visitas te esperando. – A mensagem era curta, e isso era óbvio por vir de um patrono. Porém tal aviso a deixou com um pouco de medo afinal às únicas pessoas que sabiam que ela morava ali era Harry e Ronald e ela nunca contara a eles sobre a gravidez, provavelmente eram eles e seu pai discretamente dera um jeito de pedir a vizinha para dar um jeito de avisa-la. Sorriu sem graça para Raul que a olhava intrigado. É claro que Marcelle sua vizinha que virara uma grande amiga não seria nada discreta, afinal não era atoa que ela escrevia a coluna de fofocas do jornal bruxo local e seu marido fosse um jogar de quadribol atuante na seleção francesa, ela gostava dos holofotes. Sua amiga loiríssima e tipicamente francesa era espevitada e um tanto engraçada, andava sempre na moda e arrastava Hermione para umas comprinhas no centro sempre que conseguia. Não era o tipo de pessoas que costumava andar, porém a loira lembrava tanto Gina e sempre estava lá para ela que a castanha passara a considerar como verdadeira amiga. Com o tempo ela fora adentrando em sua família ficando amiga tanto de seu pai como de sua mãe. Era muito frequente Marcelle e o marido jantarem em sua casa, afinal Arthur o jogador de quadribol galante era tão amante de trouxas quanto o Senhor Weasley e adorava bombardear seu pai com perguntas sobre o mundo deles, talvez fosse algo do nome.
- Me desculpe Senhor Auvegner. Pela invasão no consultório...
- O não querida! Não há problema, mas já adianto que esconder a barriga daqui para frente será muito difícil, pois a tendência é por causa dos gêmeos, ela ficar meio gigante. – Ele rira. Hermione enrubescera um pouco. Sabia bem disso e feitiços desilusórios tinham sido sua rotina desde que a barriga começou a aparecer. Tinha certeza que não conseguiria escondê-la para sempre, no entanto tinha que segurar o quanto pudesse. Era uma heroína de guerra, era lógico que a notícia se espalharia mais dia menos dia, mesmo que pedisse sigilo total a todos que sabiam. Por isso, precisava contar a todos os amigos antes que isso ocorresse ou ai sim, teria pessoas bravas com ela. Suspirou, pensando em Draco e nos pais dele, tinha quase certeza que ambos não sabiam sobre o envolvimento dela com o loiro e com eles não precisava se preocupar. Mas Draco sim. Esperaria que ele viesse até ela, se não viesse então ela seguiria em frente e talvez um dia o procurasse para que ele pudesse conhecer os filhos.
- Senhor Auvegner, me desculpe, mas podemos remarcar a consulta?
- Claro que sim, por que não vem aqui amanhã no mesmo horário. – ele disse escrevendo algo em um pergaminho e o enfeitiçando para que seguisse para a recepção, para provavelmente remarcar o horário dela.
- Me desculpe mesmo Senhor! – ela disse já puxando a mãe que parecia meio emburrada por ter que ir embora. A castanha quis rir dela.
- Tudo Bem Hermione, até amanha! – Hermione refez o feitiço que vinha usando antes de sair do consultório e rumou assim para a entrada para que pudesse aparatar. Estava morta de saudade dos amigos. Sua mãe parecia tentar acompanha-la e quando parou na porta para irem para casa, Jane soltara o que a castanha já esperava que ela dissesse desde que tinham saído do consultório.
- Ora! Essas visitas não podiam esperar Hermione? A saúde dos bebês é, com certeza, mais importante!
- Mamãe! - Hermione brigou - Com certeza são Harry e Rony e os bebês estão ótimos. Agora segure minha mão que vamos aparatar. – Sua mãe entortou a boca em sinal de reprovação, mas segurou suas mãos. Quis rir com a birra dela, mas tratou logo de aparatar ou levaria outro olhar fuzilante de sua mãe.
Quando apareceram na frente de casa Hermione correu para a porta e a abriu, estava com tanta saudade. Ela pode ver Harry e Rony sentados na sala de visitas prestando atenção no que seu pai falava. Rony que parecia um pouco entediado fora o primeiro a vê-la entrando na sala e o primeiro que ela abraçara.
- Ronald, Harry! Que saudade de vocês! – ela emendara abraçando Harry que já estava de pé ao lado dela.
- Mione! Você sumiu, não foi em nenhum baile dado aos heróis de Guerra. – Harry disse se sentando junto com Ronald, sua mãe os cumprimentara com um sorriso e um leve aceno de cabeça dizendo que ia pegar chá para todos.
- Sim! Eu lhes disse nas cartas que a Instituição Villeardium não tem me dado descanso, eles são bem exigentes.
- Ah sim! Creio que você que não dá descanso a eles filha! – seu pai soltara rindo e Harry e Ronald o acompanharam.
- Conhecemos bem Hermione para saber que ela já esta estudando a matéria do próximo ano! – Rony emendara fazendo piada.
- Hey! Eu ainda estou aqui sabia! – A castanha disse em uma falsa voz de brava. Mas ela não aguentara e seguira o riso dos amigos e pai. Ela sabia que aquilo era verdade, não era atoa que ela quase fora para a Corvinal.
- Então meninos o que os trás aqui na minha humilde residência? – Nessa hora sua mãe já voltara com o chá e os biscoitos e se sentara no sofá ao lado de seu marido.
- Nunca mais foi nos ver na Inglaterra Hermione! Isso é meio estranho! Mamãe e Gina têm reclamado. – Rony dissera como se estivesse brigando com ela. Era fato que ele estava correto, mas realmente não queria encontrar os amigos e ficar mentindo para eles.
- Eu sei Ronald. Sinto muito, mas prometo que eu e meus pais passaremos o natal e ano novo com todos na Toca como vocês dois já haviam sugerido em carta.
- Bem! – Harry emendara colocando a xicara – Fora vir aqui jogar na sua cara que você sumiu Mione. Queríamos te entregar uma intimação do Ministério da Magia. As coisas na Inglaterra têm tomado seus rumos e os comensais capturados têm sido julgados e presos. Como os Malfoy se renderam no final da Guerra o caso deles só será julgado agora.
- Eles estão então respondendo o processo em liberdade? – Hermione perguntara um pouco desesperada demais. Ela queria ter saído casual, mas não fora tão bem sucedida. Deus! Só de Harry dizer o nome Malfoy o coração dela já parecia querer sair de seu peito e sua barriga ficava gelada. Estava totalmente nervosa e sua mãe parecera perceber pegando sua mão e apertando-a, um gesto corriqueiro para quem observava mais que fizera ela se acalmar.
- Sim, mas agora com o julgamento deles o Ministério nos intimou para depor sobre tudo que ocorreu já que eu vi Malfoy tentar matar Dumblodore e ele nos salvou na Mansão Malfoy e sua mãe me livrou de ser morto por Voldemort uma terceira vez. – Harry continuara não parecendo perceber que a amiga ficara nervosa, e se percebera não dera sinal algum.
- Sim, aquele filho da mãe é um maquiavélico, aposto que fez tudo que fez por que tinha certeza da derrota eminente de Voldemort- Ronald emendara com asco na voz, era uma rivalidade tão idiota que Hermione nem se limitara a prestar atenção, era o pai de seus filhos ora. Ele que fosse falar daquele jeito longe dela. Quis rir com seu nervosismo idiota, afinal Ronald não tinha nem ideia do envolvimento dela com Draco.
- Enfim queríamos saber se queria depor a favor de Malfoy. Você se lembra de quando ele nos salvou na casa dele, não é? – Hermione assentiu para o amigo. Sim ela se lembrava daquilo muito bem, talvez bem até demais...


Gente, Obrigado a todos que estão lendo e acompanhando!

Eu não aviso as coisas aqui no e peço desculpas por isso... Enfim pessoa gostaria que soubessem que agradeço muito a todos que comentam e queria avisar que a história já está quase chegando ao fim da primeira parte. É isso, comentem e continuem lendo, qualquer opinião ou erro, por favor, me avisem. Gente tem mais uma coisa, acho que não deixei muito claro na cronologia da história, mas ela não ficou grávida no sexto ano. Se vocês prestarem atenção ela está de seis meses, mas guerra já acabou então...