O sorriso estava em meus lábios antes mesmo que eu acordasse. Como eu sabia disso? Simples! Meu marido estava novamente em casa, e este tinha dormido agarrado comigo. E quando digo agarrado, quero dizer que ele me abraça forte com uma mão e não me deixa sair de perto de si até que acorde. Nos primeiros dias de nosso casamento foi um pouco difícil para mim, foi complicado me acostumar, e eu me via sempre acordando várias vezes durante a noite quando ele me apertava mais contra si por eu provavelmente ter tentado "fugir" deste, porém com o tempo eu me acostumei com isso. O grande problema é que agora havia me acostumado tanto com a situação, que sempre que ele não dormia comigo por estar em missão, eu me via revirar por horas na cama sentindo a falta de seu calor e de sua proteção, e quase não dormia.
"Maldito verão!". –penso quando sinto um pequeno latejar na cabeça, e sei que logo vou precisar de um remédio pois sempre fico doente quando sinto o clima muito quente.
Não me mexo, não tento me levantar ainda, não quero acorda-lo, não agora quando posso admira-lo, e eu bem sei o como ele estava cansado, vi isso no seu rosto quando foi me buscar ontem no trabalho. Mas ele nunca reclama, e apenas me sorri quando estamos sozinhos e diz "Tadaima" quando pisa na porta de casa, e eu lhe respondo sempre com um "Okaery", pois isso mostra como somos uma família agora.
Levanto um pouco a cabeça devagar para não acorda-lo, e observo sua bela face a dormir em uma sono tranquilo, enquanto sua longa franja recai sobre seu belo rosto marcado por aquelas olheiras permanentes, que o dar uma ar másculo à bela face. Aquilo sim era um senhor remédio para mim. Sua pele está mais corada, o que me leva a entender que que este pegou muito sol ultimamente, sem falar em seus lábios que estão um pouco mais secos, e isso me faz pensar que suas missões tem sido em algum lugar com bastante sol, pois apesar de tudo Konoha ser uma vila onde o sol é quase sempre constante, ela tem uma alta taxa de umidade, ou seja, a temperatura mais alta que temos aqui é de 20 graus em dias de verão, o que não nos deixa com as pelas marcadas assim como a sua está agora.
Minha mente está a mil tentando ligar todos os pontos. Nas últimas semanas Itachi tem feito mais missões, e isso estava me intrigando. Não precisávamos de dinheiro, pois sendo Itachi um ninja AMBU desde os 14 anos (agora atual líder da mesma), tinha uma pequena fortuna pessoal, já que suas missões eram no mínimo Rank-A e mais comumente Rank-S, e se isso não bastasse tínhamos a soma total do que ganhamos como presente de casamento dos convidados, sem falar que desde os meus 15 anos eu era conselheira do Hokage, então também tinhas minhas próprias reservas. Ou seja, tínhamos dinheiro de sobra, dinheiro suficiente para parar de trabalhar agora, e criar filhos e netos sem se preocupar com mais nada. O que me leva a crer que algo grande está para acontecer, ou pior ainda, já está acontecendo, e por isso eu estava louca para colocar minhas nervosas mãos nos relatórios das últimas missões de Itachi. O problema é que meu pai não os havia liberado ainda, e quase me fez arrancar os cabelos quando convocou uma maldita reunião para nos apresentar tudo, ou seja, o maldito conselho todo. E meu excelentíssimo marido não quis me contar nada (ok ele não poderia mesmo que quisesse), e essa falta de informações estava me matando de ansiedade, tanto que meu estomago estava ficando desregulado.
O conselho do Hokage era formado atualmente por mim (a mais jovem conselheira), Madara (melhor amigo de meu pai e líder do clã Uchiha), Tobirama (irmão mais novo de meu pai e atual líder do clã Senju, que assumiu a liderança no lugar de meu pai quando este foi nomeado Hokage), Minato (último ninja do extinto clã Namikaze, e futuro Hokage), Hiashi (atual líder do clã Hyuuga), e mais uma bando de velhos babões que passavam mais tempo preocupados com suas bundas velhas do que com a vila, e geralmente só aconselhavam tolices.
-Tachii... –ele me tirou de meus pensamentos quando me puxou para si enfiando o rosto em meu pescoço e cheirando ali me fazendo rir com a cócega.
-Bom dia Lya. –suspirei ao ouvi sua voz rouca pelo sono, e ainda sim mordi o lábio pensando em como aquele homem conseguia ser tão sexy.
-Bom dia Tachii. –alisei seu cabelo de forma carinhosa, embrenhando meus dedos no meio desses para penteá-los, eu amava a textura lisa e sedosa destes, e agora que estavam uns 3 centímetros maiores pareciam ainda mais bonitos.
-Deveria ter me acordado mais cedo, você vai acabar se atrasando. –ele disse dando um beijo em meu pescoço, e novamente eu rir de modo espontâneo.
-Não quis te acordar Tachii, desculpe, mas você precisa descansar um pouco. –ele foi subindo os beijos e uma de suas mãos já estavam apertando meu bumbum, e quando puxou lentamente minha calcinha para baixo todo meu corpo formigou num desejo ansioso por este. –Tachii, assim eu vou me atrasar mesmo. –disse brincando, me aproveitando enquanto ainda estava sã, e ele me beijou desejoso.
-Eu cuido do café enquanto estivermos no banho. –mordeu meu lábios e se afastou para retirar minha camisola.
-Fechado. –soltei o laço de sua calça sabendo que aquela era sua única peça, e ele sorriu e me puxou segurando firmemente minhas cochas colocando cada uma de minhas pernas ao lado de seu corpo. Sua calça deslizou por suas pernas e ele a deixou ali no chão mesmo, e eu já estava louca de desejo por ele.
Itachi subiu suas mãos até minha bunda e me beijou lascivo enquanto me levava até o banheiro. Eu senti quando ele fez os selos com a mão, no começo eu mal prestava atenção e sempre me assustava quando dava de cara com o seu clone das sombras andando junto de nós pela casa, mas com a convivência eu aprendi a notar os pequenos detalhes.
Itachi me prensou contra os azulejos da parede do banheiro e eu senti seu pequeno amigo tocando na minha entrada de forma leve me matando com o calor da antecipação. Cravei as unhas em suas costas, um sinal claro que eu não estava afim de esperar e ele sorriu de lado, e me abaixou um pouco se encaixando lentamente em mim. Ambos gememos com os lábios levemente encostados e eu levei minhas mãos ao seu pescoço, enlaçando ali.
Ele começou lento me obrigando a sentir seu tamanho por completo em mim, mas quando o ouvi sugar o ar e seu sharingan se ativar eu sabia que ele estava no seu limite. Ele fixou os olhos em mim sabendo o meu desejo insano por aqueles olhos.
-Tachii... ah ah... Tachi... –gemi e ele me beijou com desejo enquanto me estocava com mais força e eu enfiei uma das mãos em seu cabelo.
-Droga... –o ouvi gemer entre o beijo e eu soube que estava apertando involuntariamente seu membro dentro de mim, o levando a loucura.
Eu sabia disso por que já havíamos conversado sobre essas circunstância, e ele tinha me explicado que de alguma forma eu conseguia "apertá-lo" de uma forma que este não conseguia se segurar. Não foi uma conversa fácil, mas ajudou bastante para quebrar alguns tabus entre nós e fortalecer nossa intimidade.
Itachi me imprensou um pouco mais acabando com qualquer espaço que havia entre nossos corpos, e apertou ainda mais minhas nádegas, e eu já revirava os olhos.
-Lya... ahrg... Se você... –ele não deu mais nem três estocadas e ambos chegamos ao orgasmo juntos, como sempre. –Um dia... eu ainda vou conseguir me "segurar"... –eu ri leve, estava mais do que satisfeita, já que tínhamos aproveitado a noite anterior também.
Ele ligou o chuveiro e me ajeitou para que eu ficasse agora em pé e ficou me segurando apenas pela cintura enquanto ambos tentávamos tomar banho. Eu ensaboei seu peito, braços e axilas (o que o fez rir). Lavei as mãos e ele puxou dois banquinhos que sempre ficavam ali, e me sentou cuidadoso em um e sentou-se no outro a minha frente ficando de costas para mim. Peguei o shampoo que ficava no suporte baixo ao meu lado, e coloquei uma boa quantidade em minha mão, e comecei a passar em seus cabelos fazendo uma massagem leve ali. Depois ensaboei suas costas, enquanto ele ensaboava suas pernas. Itachi se levantou e foi se enxaguar no chuveiro e depois voltou com o shampoo e lavou meu cabelo, e como sempre eu me pegava pensando o quão leves eram seus movimentos, e por fim me ajudou a ensaboar o corpo.
-Suas pernas estão mais grossas. –disse displicente e eu rir com o quão detalhista ele era.
-Tsunade-ne-chan anda aplicando chakra para que elas não parem de crescer como o resto do meu corpo.
-Seus seios também estão maiores. –ele sorriu de lado novamente quando eu fiquei envergonhada, e no fim acabei os olhando de relance constatando que ele falava a verdade.
-A culpa é sua Tachii. -falei e fiz bico, que ele prontamente mordeu de forma sexy me fazendo esquecer imediatamente da birra.
-Eu não estou reclamando Lya. –ele me disse baixo e rouco e me beijou.
-Oi? Estávamos falando do que mesmo? –ele riu leve e me levantou me levando até o chuveiro ligando-o para que eu pudesse tirar o sabão do corpo. –E você está com febre. –o olhei de lado, eu já me sentia bem melhor. –Não me olhe assim, você não me deixa trabalhar doente. –o seu clone das sombras entrou no banheiro com uma toalha e me enrolou nela enquanto ele enrolava uma nele.
-Você nunca ficou doente. –acusei como se aquilo fosse algo ruim.
-Se eu ficasse você me deixaria trabalhar? –me perguntou sorrindo, e seu clone me colocou no braço e me tirou do banheiro também sorridente –maldito.
-Não, eu não deixaria. –disse chateada por ele ter ganho aquela discussão. –Mas Tachii-kun... –ele me olhou curiosos. –Eu tenho reunião do conselho. Você sabe que não posso faltar a isso. –ele ficou sério e apenas confirmou. –Eu levarei você então, e esperarei até a reunião acabar. –o olhei sem entender o real motivo daquilo.
Era normal Itachi me levar para o trabalho, contudo de lá ele e a sempre treinar com Sasuke, Óbito (quando estes não estavam em missão) ou mesmo Madara. Porém era a primeira vez que ele ficaria me esperando e algo me dizia que minha quase imperceptível febre não era a real causa disso. Seu clone me ajudou a me vestir, estava abotoando meu vestido quando Itachi me olhou firme estudando-me e por fim maneou a cabeça sabendo que eu já tinha ligado alguns pontos soltos naquela situação.
-Conversamos depois que sua irmã sair, mas por hora vamos apenas tomar nosso café como uma família normal. –fiz que sim sentindo que as coisas estavam bem piores do que eu tinha suposto inicialmente.
Terminamos de nos arrumar e ele dispensou o clone antes de irmos tomar café. E apesar da febre, minha fome matinal que a pouco tinha piorado me atacou novamente com força fazendo minha boca salivar em desejo com o cheiro de café com torradas. Ele mal me colocou na cadeira e eu já atacava as torradas e puxava a geleia de morango, e cantarolei animada enquanto passava essa na torrada.
-Kami, que torrada deliciosa. –ele riu negando enquanto depositava uma xícara de café a minha frente.
-Isso tudo é fome Lya?
-A culpa é sua, e você sabe disso. –ele ficou envergonhado e foi minha vez de rir apesar de estar na mesma situação.
-Você não sabe... –ele parou de falar quando ouvimos a porta bater. –Com licença. –maneei a cabeça afirmando e ele saiu para abrir a porta e voltou pouco depois com minha irmã que exibia um barrigão a tira colo.
-Nechan bom dia, aceita um café.
-Bom dia Lya. –ela disse já se sentando ao meu lado e Itachi tomou a cadeira a minha frente como sempre. –Você ainda pergunta? Eu já vinha salivando pelo caminho só com o cheiro dessas torradas. –sorri com a nossa coincidência.
Tsunade-nechan estava grávida de pouco mais de 6 meses agora, uma gravidez que ela descobriu duas semanas após meu casamento, na época ela já estava com 1 mês. E apesar de sua nova condição ela foi enfática de que não permitiria que mais ninguém tomasse seu lugar em meu tratamento e seguiu como minha médica, por isso assim como na casa de meus pais, ela vinha todas as manhãs cuidar de mim. O que eu era imensamente grata, e pouco mais de três meses depois o tratamento começou a surtir o efeito esperado e eu comecei a sentir as pernas de novo. Aconteceu em um dia em que Itachi estava em missão, e após chorarmos um bom tempo abraçadas eu a pedi que não contasse a ninguém ainda, pois eu queria fazer uma surpresa. E desde então vinhamos fazendo seções mais pesadas, mas apenas nessa semana eu tinha enfim conseguido me firmar sozinha, faltando agora apenas voltar a andar.
-Ela está com febre Tsunade, você poderia dá uma olhada nela por favor? –ele pediu e eu o olhei soturna, eu não era uma criança, qual era a dele com uma pequena febre.
-Claro Itachi-kun, mas imagino que seja apenas uma gripe leve, está tendo um surto na vila, e eu até tenho alguns remédios em minha bolsa. Passei a última noite os desenvolvendo, então agora vou levá-los para o hospital.
-Obrigado. –ela apenas acenou ocupada demais com a torrada em sua boca.
Por causa das visitas diárias Itachi e minha irmã acabaram se aproximando e assim como Sasuke, Tsunade-ne-chan sempre comia com agente na mesa da cozinha. Ela sempre tomava café e Sasuke geralmente era arrastado pelo irmão para jantar e apesar de sua cara de emburrado eu sabia que ele ficava feliz por passar um tempo com o irmão mais velho. Tínhamos a sala de jantar, que por minha causa só era usada para comermos quando nossas famílias -ou melhor a minha- vinham nos visitar. Por que a culpa era minha? Simples! Eu amava comer na cozinha, já que a mesa era pequena e tinha apenas 4 cadeiras, o que nos dava a sensação de proximidade, dando um ar de casal a situação. Itachi nunca reclamou desse meu jeito não convencional, na verdade eu podia jurar que este até gostava, já que sempre me levava para lá, deixando a sala de jantar de lado.
Meus pais já tinham vindo jantar conosco várias vezes, sem falar nos almoços de domingo onde a cada fim de semana reversávamos entre uma das três casas (a minha, a de meus pais e a da minha onechan). Então até aí tudo bem, o problema era os pais de Itachi que tinham vindo apenas uma vez para jantar, e nem chegaram a sentar na mesa, e já saíram daqui com a promessa de nunca mais voltar, e eu me sinto mal por isso até hoje, mesmo com Itachi me dizendo que o problema não era eu, e sim a raiva insana do orgulho ferido que seu pai sentia por Madara ter permitido que Itachi escolhesse sua mulher, já que o normal era o líder do clã escolher. Mas eu sabia que o fato de eu não ser uma ninja só agravava a situação, sem falar na minha condição de cadeirante que parecia uma afronta ainda maior aos olhos de Fugaku.
Lembro de naquele dia ter pedido a tarde de folga a meu pai, pois como seria a primeira vez que meus sogros viriam a nossa casa eu quis fazer o meu melhor para agrada-los. Era o dia em que fazíamos dois meses de casado, e talvez por isso o próprio Itachi tenha se disposto a convidar os pais e o irmão.
Itachi deixou a casa um brinco, e eu tratei de preparar um jantar completo. Três tipos de salada para a entrada com um file de salmão grelhado ao tempero, uma barca de sushi de vários formatos que fez Itachi me olhar admirado, e me agradecer com um beijo carinhoso, E por fim, duas sobremesas, uma de limão, favorita de Sasuke e Fugaku (Por que será em? Caram), e uma de chocolate para Mikoto. Terminamos tudo cedo, o que nos deu tempo de sobra para nos arrumarmos. Mas eles mal entraram em nossa casa quando Fugaku começou a me atacar.
- "É uma clara falta de educação o homem abrir a porta da casa quando a esposa..."
- "Pai." –Sasuke o chamou, e em sua voz tinha um aviso claro, e por isso eu larguei o prato de salada de qualquer forma na mesa e empurrei a cadeira para a sala.
- "Minha esposa está ocupada na sala de jantar e minha mão não vai cair por abrir a porta." –Itachi disse tão sério que me assustei um pouco, já que era a primeira vez que ele agia assim em nossa casa.
- "Me desculpe pela falta de educação Fugaku-sama, Mikoto-sama e Sasuke-san, eu não ouvi quando bateram na porta. –expliquei sincera.
- "Não se preocupe querida..." –Mikoto começou a falar mais foi interrompida por seu marido.
- "Calada Mikoto, não comece a mimá-la, ela tem de saber como uma Uchiha deve se portar já que agora carrega nosso nome. "–ele disse com tanto nojo aquilo, que me senti mal na mesma hora. – "Já é uma afronta a nossa família ela continuar trabalhando."
- "Minha mulher..." –Itachi falou com uma calma assustadora, talvez por isso seu pai tenha se dado o direito de lhe interromper.
- "Eu sei que você permitiu isso, mais isso não muda o fato de ser um claro insulto as nossas tradições, ela está levando nosso nome para a lama. –Sasuke se afastou do pai e puxou sua mãe consigo, mesmo eu não vendo nenhuma mudança em meu marido, que permanecia calmo. –Além de tudo é um... grahhhh. –Itachi segurava uma kunai na mão, e esta estava apertando o pescoço do pai, de onde um pequeno filete de sangue saia. O seu movimento foi tão rápido que só o percebi quando Fugaku engasgou.
- "Não termine a frase pai, ou vou ser obrigado a sujar o tapete de minha casa com seu sangue, quando cortar vagarosamente sua garganta por insultar minha mulher." –sua voz fez meu sangue gelar.
-"Ita.." –tentei falar, mas ele continuou não me dando ouvidos.
- "É a segunda vez que lhe aviso pai, não haverá uma terceira. Agradeça por minha mãe e minha mulher estarem no recinto, pois se não fosse isso eu não hesitaria. Agora saia de minha casa e não ouse pisar aqui até que tenha aprendido a respeitar minha esposa." –eles ficaram se olhando mortalmente.
- "Vamos MIkoto, Sasuke. Eu não sei o que deu em mim para vir aqui." –Itachi estreitou os olhos levemente.
- "Nem eu!" –Itachi tirou a kunai de seu pescoço e Fugaku bufou saindo. – "Me desculpe mãe." –ele disse com uma voz triste e ela lhe sorriu negando, fez uma breve reverencia para mim e o abraçou calorosa antes de sair apressada. – "Sasuke."
- "Eu cuidarei dela, não se preocupe nisan."
- "Obrigado otouto!" –ambos acenaram um para o outro e Sasuke me reverenciou antes de sair.
Quando por fim todos se forma ele fechou a porta e se virou para mim e suspirou antes de começar a andar em minha direção.
- "Me desculpe por assustá-la assim, e por te fazer passar por isso." –fiz que não.
- "Não se preocupe comigo, eu apenas tinha me esquecido de como você pode ser assustador quando sério." –respirei fundo. – "Me desculpe por te trazer tantos problemas e afasta-lo da sua família."
- "A culpa não é sua Lya, meu pai só nos vê como ferramentas." –foi a primeira vez que eu vi tristeza em seu olhar.
- "Tachii!" –o puxei para um beijo. – "Que tal chamarmos a HInata-cha e o Naruto-nechan para jantarem com agente, assim nos divertimos com a Hina-chan enfartando no jantar." –ele sorriu de leve.
- "Acho uma idéia perfeita!"
Sai de minhas lembranças quando minha irmã me deu um cascudo.
-Ai nechan isso doí. –ela bufou brava, e eu não culparia sua gravidez por seu mal humor, já que ela sempre foi brava.
-Você não está se concentrando Lya. –ela reclamou e eu suspirei me desculpando. –Tudo bem, deixe-me dá uma olhada em você, deve ser a febre.
Ela me ajudou a tirar o vestido, e eu me deitei de barriga para cima para que ela me examinasse. E assim ela o fez, e começou a passar sua mão com chakra por sobre mim, mas parou num determinado ponto, e seu rosto se transformou numa máscara de choque, e eu já e a perguntar desesperada o que estava acontecendo quando Itachi invadiu o quarto, e este quando me olhou me assustou, pois eu percebi que seu sharinga estava ativado, e pela primeira vez eu o vi se transformar no Mangenkyo sharingan, e num piscar de olhos ele já estava comigo em seus braços e colocou uma capa cobrindo meu corpo.
-Itachi? –o medo transpassou minha espinha fazendo com que a adrenalina percorresse meu corpo, Itachi nunca entrava no quarto quando minha irmã estava aqui, era uma linha silenciosa de privacidade que havíamos traçado respeitosamente.
-Estamos sendo atacados. –ele nem me olhou, toda a sua atenção estava dignada a algo lá fora que eu não conseguia enxergar.
-Itachi-san eu...
-Não Tsunade, eu protegerei vocês duas, não ouse sair do meu lado. –ele ordenou e pela primeira vez eu vi minha irmã ficar calada diante de uma ordem, ela odiava receber ordens, e isso só me deixou ainda mais agoniada. –Ele me ajeitou em seus braços. –Vamos eu vou deixar vocês duas em um lugar seguro.
Respirei me acalmando quando minha irmã o olhou e confirmou. Ela confiava nele, e eu também não tinha por que não confiar, não tinha porque ter medo, Itachi com toda certeza nos protegeria.
