Itachi saiu de casa e minha irmã o seguia de perto, eu não tinha a mínima ideia do que realmente estava acontecendo, e o fato de meu marido está usando o Mangenkyo me assustava, ele não era o tipo de pessoa que se preocupava atoa, quem dirá ficar naquele estado de alerta total.
Saber que a vila estava sendo atacada mais uma vez era algo dolorosamente angustiante, e a completa falta de informação só piorava ainda mais meu estado de espirito, afligindo-me por completo.
Atravessamos a ponte e Itachi me apertava fortemente contra si, e caminhávamos pela rua de árvores Sakuras que agora estavam sem folhas.
Pessoas corriam mais a frente e eu podia ouvir alguns gritos. Filas se formavam com alguns ninjas retirando os civis da cidade e os levavam para um lugar seguro, crianças tentavam correr em uma fila mais se atrapalhavam e algumas caiam, enquanto outras choravam pelos pais. Muitas pessoas tossiam, e era notável seu cansaço, as mais prejudicadas pareciam ser ninjas, mas algumas crianças um pouco mais velhas também estavam no mesmo estado.
-Eles vão ser perfeitos sacrifícios para Jashin. - um homem magro de cabelos grisalhos penteados para trás com comprimento médio, distintos olhos rosa púrpura sorri lunaticamente. Ele vestia uma capa preta com nuvens vermelhas e tinha uma arma grande com três laminas (um ceifador triplo). -Quem eu devo sacrificar primeiro essas pequenas criancinhas ou vocês? -ele apontou para nós, com uma risada estrambólica. -Foda-se, vou matar a todos.
Ele foi para cima das crianças agitando sua arma e quando eu gritei assustada um dos ninjas que acompanhava as crianças o tentou parar e esse acabou morto. Sangue respingou por todo o lado, e o homem pareceu se divertir ainda mais com o desespero que a cena causou. As crianças gritaram desesperadas assim como eu, mais minha atenção foi retirada daquele lunático quando Itachi se movimentou bruscamente e puxou minha irmã consigo.
Itachi me colocou na calçada e minha irmã ficou ao meu lado quando este se pós a nossa frente, e só aí eu percebi que um homem alto, moreno, de olhos verdes tinha batido em uma das árvores, provavelmente passou direto quando tentava acertar meu marido que desviou. O homem usava uma capa igual ao outro, mas esse possuía máscara preta no rosto com os olhos sendo a única parte visível.
-Mas que merda é essa? -o homem com ceifador gritou, quando Neji apareceu e o chutou para longe das crianças.
-Quem são vocês e o que querem em nossa vila? -Tenten perguntou estressada.
-Calada garotinha, somos pagos... -o de olhos verdes não terminou de falar, pois meu marido tinha desferido um golpe forte em seu estomago o fazendo literalmente voar alguns metros.
Eu ajeitei o manto para cobrir todo o meu corpo quando percebi o olhar malicioso do homem ceifador em cima de mim.
-O que temos aqui, as princesas da Vila da Folha juntas, puta que pariu Jashin seja louvado, esse sim é um sacrifício que vale a pena. -o seu sorriso sádico me fez arrepiar e seu olhar desejoso sobre nós não deixava nenhuma dúvida de suas intenções.
Algumas casas próximas explodiram e um homem louro montado num pássaro que parecia ser de papel sobrevoava a vila jogando o que a pouco percebi serem bombas. Mas esse logo foi derrubado por um Chouji gigante.
-Para onde está olhando delícia? -me assustei quando percebi que o ceifador estava próximo de mim, mas ele não chegou nem a dar mais um passo quando sua capa começou a pegar fogo, um fogo negro.
-Amaterasu. -sibilou minha irmão admirada, enquanto o homem retirava atrapalhado as pressas sua capa, e Itachi se punha a nossa frente novamente.
-Amaterasu? -Itachi se pós em uma posição de defesa, com uma kunai em cada mão, mas não se manteve nessa posição por muito tempo já que o homem de olhos verdes veio para cima dele, mas Neji usou uma barreira de chakra para impedi-lo de continuar em nossa direção, e ele e Tenten se colocaram ao nosso lado também.
-Eu só tinha ouvido falar, e Itachi é o único que consegue utilizar-lo. -o olho de Itachi sangrava, e eu me segurei para não ir até ele. -É a técnica de fogo de mais alto nível, sendo conhecida como o mais forte ninjutsu de Itachi-san, que decorre de seu dojutsu. Diz-se representao "Mundo Material e Luz" (Busshitsukai to Hikari). A utilização dessa técnica coloca uma grande pressão sobre o utilizador, geralmente fazendo os olhos sangrarem dessa forma. -olhei para meu marido que se mantinha concentrado a nossa frente.
Quando o homem com o ceifador partiu para cima de nós agora sem camisa e chamando mais palavrões do que eu pudesse acompanhar, o caos se instalou. Eu nunca tinha visto meu marido em uma luta real além daquela com Oroshimaru, mas devo dizer que essa com toda certeza não tinha comparação.
Itachi deu cobertura a Neji e Tenten, e em nenhum momento eu o vi dar uma ordem sequer, mas pareciam que eles lutavam sincronizados. E os dois invasores que lutavam separados tinham dificuldade em manter a luta contra eles três.
O terreno a frente explodiu e o homem loiro novamente apareceu sobrevoando o ar em seu pássaro, e esse gritava loucamente que deveriam voltar, e quando percebi um imenso Samurai azul tomava o meio da cidade.
-Susanoo. -eu sussurei maravilhada.
Era a primeira vez que eu o via, mais era impossível não saber que aquilo era o jutso mais poderoso de Madara em ação, e ele deveria está realmente muito puto para usar aquele recurso tão poderoso. Porém nada me surpreendeu mais quando do outro lado da vila surgiu cinco imensos portões com a face de um demônio.
-Invocação, Rashomon Quíntuplo. - sussurrei perdida em pensamentos, eu já tinha ouvido falar dessa poderosa técnica de meu pai que como o nome já diz ela tem enormes propriedades defensivas, uma invocação de cinco portões gigantes para bloquear qualquer ataque. Além de que sua defesa é bastante formidável,sendo o meu pai também é capaz de mudar com esta a trajetória de um ataque tão poderoso quanto a espada do Susanoo.
-O realmente está acontecendo aqui? -minha irmã perguntou mais para si do que para mim, mas mesmo assim eu a respondi também perdida.
-Eu também gostaria de saber Tsunade-ne-chan. -foi tudo que consegui balbuciar.
-Precisamos ir! -Itachi me colocou no colo, e seus olhos tinham voltado ao ônix. -Tsunade, Dan está a caminho, você provavelmente será requisitada no hospital, eu levarei Lyandra para o quartel general da AMBU. -minha irmã fez que sim, e antes mesmo que respondesse seu marido apareceu do seu lado.
Olhei para o lado a procura de nossos atacantes, mas nem sinal deles, assim como não havia de Neji e Tenten me fazendo imaginar que estes os perseguiam.
-Itachi? -ele me segurou mais firme, e seu rosto estava uma máscara fria, eu não sabia o que se passava dentro dele, nem um mínimo de sentimento era demonstrado ali.
-Preciso ajudar os outros, mas primeiro tenho de me preparar. -eu fiz que sim. -Após isso deixarei você na casa de sua mãe, um esquadrão ninja está protegendo a casa do Hokage, pois sua mãe está lá.
Chegamos rapidamente no quartel general, mas eu mal tive tempo para olhar os detalhes, pois ele passou direto correndo e só parou no que me parecia ser um vestiário.
-Vista isso, era de quando eu era mais novo então deve servir em você até que possa se trocar em casa. -peguei a camiseta que ele me estendia e tirei a capa.
Itachi me colocou num banco e saiu dizendo que iria se vestir e pegar umas armas, então eu já tinha vestido a camisa azul com a marca de seu clã nas costas quando este voltou, ele pegou o manto preto que eu mantinha dobrado no colo e vestiu. Itachi trazia em mãos uma pasta preta, mas não disse nada quando se abaixou me vestindo com uma calça ninja preta folgada.
-Essa pasta contém tudo o que você quer e precisa saber Lya. -ele me entregou e me colocou no colo novamente. -Tudo o que eu consegui descobrir sobre a Akatsuki está aí. Foi ingenuidade minha achar que poderia proteger você disso.
-Itachi...
-Vamos, vou levar você! -ele estava tenso.
Eu entendia isso, entendia como ele estava se sentindo, e uma parte de mim me dizia que eu o estava atrapalhando. Se não fosse por minha causa ele já estaria lutando ao lado de todos os outros ninjas, já estaria lutando pela vila, contudo, nesse momento ele estava aqui, estava cuidando de mim, e ainda teria de me deixar em um lugar seguro perdendo mais e mais tempo.
Fazia tempo que eu não me sentia uma inútil, tanto tempo, que me senti surpresa com essa tapa de realidade em minha face, mas eu não podia me abalar, não agora, não quando as coisas estavam tão ruins. Todos estavam lutando com suas forças pela vila, então eu faria o possível para ajudar do meu jeito, ou pelo menos o possível para não atrapalhá-lo mais.
Ele bateu na porta de minha casa onde minha mãe prontamente o atendeu e nos deu passagem, e entrou rapidamente me colocando no sofá com cuidado.
-Tachii. -segurei em sua camiseta e ele se abaixou dando-me um selinho. -Tenha cuidado.
-Eu voltarei para te buscar assim que der. -eu sorri.
-Eu não duvido disso. -ele fez que sim e se levantou.
-Megumi-san, cuide dela por favor. -ele se curvou para minha mãe que assustada apenas fez que sim, e então ele pediu licença se despendido de nós e saiu.
Não era comum um Uchiha se curvar para alguém, então quando meu marido pediu aquilo tão formalmente a minha mãe que era agora sua família também meu coração apertou angustiado, e um persentimento ruim perpassou minha espinha, assim como o pensamento que assolou em minha mente.
"Será que eu estive vivendo um conto de fadas? Como meu marido realmente me vê? O que Itachi pensa de nosso casamento?" -eram muitas perguntas, e a cada segundo outra surgia, tentando achar os pontos cegos daquela história.
Parei de pensar nisso quando minha mãe depois de sair de seu choque, veio até mim.
-Lya filha como você está? -ela sorria, porém eu via a aflição escondida por trás de seus olhos.
-Estou bem mãe, Itachi estava em casa quando o ataque começou e garantiu que eu e Tsunade-ne-chan ficássemos bem. -expliquei.
-Sua irmã esta bem também? -ela suspirou em alivio.
-Sim, o Dan nos encontrou e provavelmente a levou para o hospital. -apertei a pasta em minhas mãos. -Eles com toda a certeza vão precisar dela lá.
-Com certeza vão. -ela afirmou. -Vou fazer um café para nós.
-Obrigada mãe. -esperei minha mãe sair.
Eu gostaria de ter ido para meu quarto, mas sem minha cadeiras de rodas eu não teria condição de sair dali, e mais uma vez eu me vi presa por minha condição, e praguejei baixinho minha inutilidade.
Abri a pasta e peguei o relatório completo, deixando os desenhos e os prováveis relatórios parciais para depois.
"Missão de Investigação: Oroshimaru XXXXXX!
Por: Uchiha Itachi!
Relatório Completo da Missão!
Durante os últimos meses segui pistas de Oroshimaru por vários países diferentes onde este passou, não à um só país desse mundo onde este não tenha passado, e em cada um ele recrutou ninjas Rank-S para o que imaginei originalmente, trabalhar para si.
Com o passar dos meses esses ninjas se mantiveram na completa obscuridade, tornando quase impossível seguir seus rastros, porém no ultimo mês estes começaram a atacar pequenas vilas e matar pessoas, tudo isso inicialmente de forma aleatória, mas com o tempo descobri que estes estavam recebendo trabalhos pois agora eles se alto intitulavam o grupo Akatsuki, e diziam que eles recebiam qualquer tipo de missão, com tanto que os contratantes pudessem pagar por elas.
Passei então a investigar os membros do grupo, e procurei primeiro pelo sobreviventes de seus ataques. Das pequenas vilas nada sobrou, então me dirigi para as testemunhas oculares (quase inexistentes), e passei a coletar o máximo de informações possíveis. Consegui informações sobre a fisionomia de alguns dos integrantes e pela descrição das bandanas que estes utilizavam durante os ataques, soube exatamente a que vila antes eles pertenciam.
Todos os integrantes da Akatsuki usam as bandanas de sua antiga vila a mostra, com um risco no simbolo, um risco transversal feito para simbolizar a deserção e o ódio por sua vila natal, um anel identificando suas posições na organização, um chapéu de palha e uma roupa negra decorada com nuvens vermelhas.
Quando os integrantes saem à campo, trabalham em duplas, geralmente coletando informações e novos jutsus, mas seu objetivo primário ainda me é desconhecido. "
Me assustei quando minha mãe me tocou, e ela deu um pulo também assustada, ambas sorrimos nervosamente e ela me estendeu um xícara de café, que aceitei agradecida.
Passei o dia lendo os relatórios de Itachi, e mal vi o tempo passar de tão concentrada que estava. Itachi tinha conseguido a ficha de alguns dos integrantes da Akatsuki, pois a grande maioria deles era procurado em suas vilas com recompensas altíssimas por suas cabeças.
Hidan o homem da foice e Kakuzu o de olhos verdes eram os nomes deles, dos homens que tinham nos atacado. Eu tinha lido mais de uma vez a descrição em suas fichas existentes na pasta, e ainda sentia minhas mãos tremerem toda vez que pensava sobre isso. Aqueles homens não eram apenas fortes, eram demônios, e quanto mais eu lia as fichas dos outros integrantes mais eu entendia o porque de meu pai e Madara terem usado jutsus tão poderosos para protegerem a vila, ou será que foi a si mesmos?
Quase pulei do sofá quando meu pai entrou em casa a noite, eu ainda estava sentada no sofá, não tinha levantado nem mesmo para ir no banheiro (como se eu pudesse), e minha bexiga estava apertada, mas nem isso me tirou a alegria de vê-lo bem.
-Querido, você está bem? -meu pai apenas maneou a cabeça.
-Sim, e você? -o sorriso cansado que ele deu para minha mãe não subiu a seus olhos.
-Graças a você sim. -ele beijou sua testa, e se afastou dela.
-Vim só avisar que estava bem e que agora as coisas estão sobre controle. -minha mãe afirmou. -Vou voltar para a torre, tenho muito o que fazer e amanhã bem cedo terei de me reunir com o conselho para decidirmos o que fazer.
-Pai. -o chamei e ele pareceu surpreso ao me notar ali. -Pode me levar com você? Eu gostaria de dar uma olhada em alguns arquivos, há algo que está me intrigando. -ele afirmou cansado.
-Tome um banho primeiro Hashirama e coma algo, você provavelmente irá passar a noite lá. -ele olhou sério para minha mãe e já abria a boca para protestar quando ela continuou. -Se você desmaiar de fome não ajudará ninguém, e a Lya precisa de um banho assim como você.
-Certo. -meu pai suspirou sabendo que não ganharia aquela discussão.
Ele me ajudou a chegar ao banheiro e minha mãe me separou uma roupa de quando eu era solteira e vivia ali. Depois de aliviar minha bexiga, tomei um banho desajeitada, e dessa vez praguejar mais alto por minha inutilidade quando tive problemas nas tarefas mais básicas. Então quando por fim fiquei pronta chamei meu pai, que me ajudou a sair dali.
Pedi a meu pai para me levar até o guarda roupas, e o abri retirando minha mochila de lá, coloquei as roupas de Itachi que eu antes vestia, e a pasta com os relatórios dentro desta, e a fechei colocando-a em minhas costas. Meu pai não disse nada quando viu a pasta, apenas a olhou enquanto eu a guardava.
-Pedi uma cadeira de rodas para você, assim poderá se locomover tranquilamente pela torre. -ele me explicou e eu podia ver o cansaço através de seus olhos.
-Muito obrigada pai. -me segurei para não pedir desculpas por está lidando trabalho, eu não queria dar mais motivos para ele se preocupar com a filha inútil tendo uma crise de depressão.
-Não se preocupe com isso filha.
Comemos em silencio, ou melhor, nos obrigamos a comer, pois eu nem mesmo sentia o gosto da comida, e após isso nos despedimos agradecendo minha mãe por tudo e meu pai me levou correndo nos braços até a torre, e só parou a sua frente.
-Hokage-sama eles já lhe esperam na sala. -um ninja AMBU se prostrou a nossa frente, e este colocou a cadeira de rodas que trazia ao chão, e meu pai me sentou nela.
-Pode ir pai, eu ficarei bem, não se preocupe. -ele beijou minha testa e eu o sorri quando este me olhou por alguns segundos.
-Se precisar de algo...
-Eu não exitarei em o procurar. -ele respirou fundo e afirmou.
-Onde está Uchiha Itachi? -meu pai perguntou ao ninja.
-A pouco recebemos a notícia que ele está voltando para a cidade com os outros, Hokage-sama. -o ninja respondeu prontamente.
-Leve minha filha até ele, e o mande ficar com ela, até lá, proteja-a com sua vida. -meu pai mandou.
-Sim Hokage-sama. -o ninja respondeu se curvando.
-Obrigada. -eu pretendia protestar, mas não era certo contestar uma ordem do Hokage na frente de seus subordinados.
Meu pai adentrou o prédio e o ninja já e a me pegar nos braços quando eu o pedi para me levar na cadeira de rodas mesmo, pois eu queria ver o estado da vila. Ele não protestou, apenas fez como pedi, e se limitou a empurrar a cadeira.
Respirei fundo várias vezes, meus olhos ficaram embaçados ao notar a destruição da vila, eu podia ver pessoas tentando encontrar algo nos escombros, e corpos sendo recolhidos. Sangue e poeira se misturavam com lágrimas secas nos rostos de muitos e mais uma vez naquele longo dia eu percebi como era uma completa inútil.
Paramos perto do portão da vila e eu estava tão perdida em pensamento lamentando-me por tudo e sentindo pena de mim mesma, que só me dei conta da cena a frente quando ouvi seu nome.
-Itachi-san. -a voz surpresa dela me fez olhar a cena inicialmente com curiosidade, e meu coração tratou de interpretar a cena primeiro, e talvez por isso eu não tenha conseguido comandar meu corpo.
As lágrimas que eu segurei durante todo o dia rolaram abundantes e quentes contrastando com minha face gelada pelo vento noturno. Pisquei várias vezes como que esperando que a cena a minha frente fosse uma alucinação, que fosse apenas uma peça criada por minha mente cansada, mas mais uma vez a realidade me bateu naquele dia, quando ele se pronunciou acabado com qualquer esperança vã que eu pudesse ter de que aquilo não era algo real.
-Por favor não faça mais isso. -ele a apertou ainda mais em seus braços. -Dá próxima vez eu posso não está lá para proteger você. -meu coração apertou com aquela sua voz angustiada.
Meu marido, o homem que sempre amei e admirei, que eu jurava conhecer mais que qualquer outro, estava ali abraçado a ela, demonstrando uma face triste e preocupada que eu nunca vi, demonstrando seus reais sentimentos, demonstrando seu amor. Ela era a mulher que ele amava, e eu era apenas a inútil com quem ele tivera de casar.
