Coloquei a mão no rosto pedindo a Kami calma, e quando enfim a porta do meu escritório foi arrombada, meu melhor amigo que sentava a minha frente já sorria levemente, esperando o barraco que se seguiria.

-PAIII... -a loira gritava e bufava.

-Tsunade filha se acalme, fará mal para...

-VOCÊ NÃO FEZ ISSO! -eu suspirei e a olhei nos olhos, eu já imaginava que ela faria esse escândalo quando descobrisse sobre a irmã.

-Eu não tinha escolha filha, sua irmã enfrentou o conselho, ela está mais segura longe daqui. -minha filha pendeu para frente e Madara já estava ao seu lado a apoiando para que não caísse e eu me assustei com essa sua reação, pois se tinha uma coisa que minha filha mais velha não seria nunca era uma pessoa fraca.

-Você não pode ter feito isso pai. -eu vi as lágrimas em seus olhos e me desesperei indo até ela, e quando Madara a ajudou a sentar na cadeira eu segurei sua mão.

-O que houve Tsunade, o porque dessa aflição toda? -ela me olhou chorosa.

-A Lya está grávida pai. -vi meu desespero refletido nos olhos de Madara, e sabia que ele se via da mesma forma nos meus. -Eu nem tive tempo de contar a ela pai, ela não sabe.

-Itachi?

-Ele saberá assim que utilizar o sharingan perto dela Hashirama, você sabe que podemos ver o chacka circulando no corpo das pessoas, então ele verá o fluxo da Lyandra-hime e a do bebê.

-Você acha que... -eu comecei.

-Ele vai se descontrolar se eles ficarem em risco, e diferente de mim, não haverá ninguém que o possa parar, nem mesmo o Sasuke pode com ele Hashirama. -meu coração falhou.

-Peçam para eles voltarem. -Tsunade suplicou.

-Não, se eles estiverem aqui o perigo pode ser maior, principalmente agora. -me levantei e Madara assentiu entendendo. -Tudo que podemos fazer é confiar que nada dará errado.

-Itachi não deixará que nada aconteça a eles Tsunade-hime, fique calma. -meu amigo disse passando segurança para minha filha, uma segurança que eu sabia que nenhum e nós sentia.

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O tapa em minha face doeu tanto que eu sentia todo o rosto latejar, e não me surpreendi quando o sangue escorreu por minha bochecha de um corte que suas unhas tinham causado quando este me bateu.

-Vamos princesa, eu quero ouvir você gritar. -eu olhei para o homem chamado Hidan com tanto ódio que senti todo meu corpo tremer, mas não deixei nem mesmo um ruido sair de minha garganta. Eu não lhe daria esse gostinho. -Hó a bastarda filha do Hokage é orgulhosa, mas vamos vê o quanto você aguenta sem gritar por ajuda. -ele me sorriu lunático. -Já que Orochimaru a quer viva eu não posso a sacrificar para Jashin, mas nada me impede de brincar com você.

Fazia alguns minutos que ele tinha entrado comigo naquele casebre nos limites da cidade, e eu me perguntava como este tinha chegado ali, como tinha adentrado a cidade sem ser visto? Será que Suna estava tão desprotegido assim?

Uma coisa que tinha me chamado atenção no falatório sem noção do meu alucinado raptor era que assim como Orochimaru uma vez me chamara, este também havia me chamado de bastarda, e dizer que Orochimaru me queria viva me intrigava ainda mais. Se fosse ao meu cunhado ou marido eu até entenderia, porém eu não tinha nada a oferecer!

O tal Kakuzu me segurava prendendo-me pelos braços desde que eu chegara ali, e nada fazia ou dizia enquanto seu amigo se divertia em tentar me fazer gritar. Hidan veio até mim girando uma kunai na mão e com um sorrisinho passou essa vagarosamente por minha coxa abrindo um rasgo não só em minha calça mais em minha pele também. Trinquei os dentes com ainda mais força e respirei mais fundo, e apesar de não poder controlar as lágrimas de dor eu não gritei, eu não gritaria por ajuda, eu não gritaria por ele. Foquei minha mente no pensamento de que aquilo era passageiro, ou seja não duraria para sempre, não podia durar, nada é eterno, eu só precisava respirar e aguentar.

-Seu cabelo é muito lindo. -ele pegou uma mexa do meu cabelo e o cheirou, e aquilo me deu nojo. Cortou um pedaço dali e saiu o cheirando e ficou se lambendo. -Acho que já está na hora de nos divertimos de verdade.

-Hidan. -eu estremeci com a voz do homem atrás de mim. -Lembre de não matá-la, ou eu mato você.

-Eu sei, eu sei, não se preocupe, só vou me divertir com o corpo dela um pouco, não se inquiete que eu deixarei um pouco para você brincar também. -eu tentei me soltar de Kakuzu me debatendo quando Hidan se aproximou de mim com aquelas mãos asquerosas.

Eu tinha cortes nas coxas, nos braços e na barriga, mas até aquele momento eu tinha me mantido firme, mas quando as mãos dele apertaram com força meu seio direito a dor foi indescritivelmente maior, então gritei, um grito fino e dolorido arrancando uma gargalhada de Hidan e um risinho baixo de Kakuzu.

-A princesa nunca teve seu corpo violado por outro homem, mas não se preocupe, vou lhe mostrar o que um homem de verdade é capaz. -ele lambeu o sangue de minha bochecha e meu estomago embrulhou com nojo dele. -Aquele seu marido com cara de "tédio eterno", não deve ser lá muito presente não é? Não deve nem saber te fazer gozar! Não se preocupe, nos brincaremos bastante com você. -ele se aproximou de mim ainda mais, quase me beijando. -Eu irei quebrar você! -eu senti um medo súbito que só piorou quando ouvi o grasnar daquele pássaro estranho.

Sua mão que antes apertava meu seio, foi descendo por minha cintura e eu tentei chutá-lo, mas ele segurou minha perna com a mão livre a apertando dolorosamente em cima de um dos muitos machucados. Quando sua mão adentrou a minha calça eu não pensei, eu esqueci de qualquer orgulho idiota que eu pudesse ter e apenas gritei com todas as minhas forças, com todo meu ser, mesmo sabendo que aquilo era inútil, mesmo sabendo que o maior motivo de não ter feito isso desde o começo era o medo da decepção que eu tinha de ele não estar ali por mim, para me proteger como havia me prometido.

-ITACHIIIIIII -Hidan sorriu loucamente e afundou ainda mais a mão em minha calça alcançando minha calcinha, e eu deixe-me cair para frente cansada.

O que eu esperava, que ele invadisse a casa do nada e me resgatasse daquela situação? Como ele poderia fazer isso? Como ele poderia me achar? Eu era a causadora de tudo aquilo, eu me coloquei naquela situação. Eu não podia culpá-lo por não estar ali por mim, então sorri.

-Já está gostando tanto assim, e olha que...

-Desculpa Itachi! -ele me olhou como se eu fosse louca, enquanto isso seus dedos enfim puxavam minha calcinha para o lado, pretendendo tocar em um lugar que tinha sido até então apenas de um homem.

Sangue respigou em meu rosto, e quando o som de algo se quebrando foi registrado por meu cérebro, e naquele momento eu já não entendia o que estava acontecendo, pois as mãos que antes me seguravam fortemente já não estavam ali. O sangue que me banhou vinha da mão que antes pertencera a Hidan e que agora estava apenas o catoco ali, e quando pensei em gritar ela fora arrancada jogada no chão como um pedaço de carne.

-Amaterasu. -aquela voz gélida manteve o grito preso em minha garganta, e o fogo negro começou a consumir o que um dia fora uma mão.

Eu fui puxada com força e meu rosto bateu em algo duro, e um aperto fora me dado por um braço forte me mantendo presa ali.

O som de metal se chorando bem próximo a mim me fez olhar para trás, onde uma espada me protegera de um golpe certeiro da foice de Hidan, que a pressionava com todas as forças ali. Ele sangrava por um catoco de braço onde antes o pulso se ligava com a mão. Eu fui girada, e com um chute Hidan foi jogado longe, e com apenas uma mão ( a mesma que segurava a espada), um soco de Kakuzu foi parado, ele com toda certeza estava mirando em mim.

-Não ouse. -a frieza com que aquelas palavras foram ditas me arrepiaram, e eu enfim levantei o rosto olhando para aquela face gélida, e foi naquele momento que eu entendi o porque dos Uchihas serem conhecidos como demônios.

Itachi girou o punho de Kakuzu e com uma cotovelada na cabeça esse se ajoelhou, mas antes que algo mais acontecesse Itachi se afastou escapado da foice de Hidan. Eram dois contra um, e eu temi pelo que poderia nos acontecer.

-Itachi. -eu chamei, mas em nenhum momento ele me olhou, e nem mesmo afrouxou a mão que apertava minhas costas contra si, e aquilo estava começando a me machucar.

Itachi guardou a espada na bainha em suas costas, com simplicidade, como se nada ali o incomodasse.

-Eu vou matar você maldito. -Hidan gritou maníaco. -Você não pode com nós dois seu filho da puta, viado dos infernos.

O riso que meu marido deu ficaria gravado eternamente em minha memória, pois eu nunca ouvira coisa mais macabra em toda a minha vida. Então quando os dois homens investira contra nós ele levou a mão livre calmamente a frente do rosto com apenas dois dedos levantados e os olhos fechados. Eu podia ver seu olho direito sangrar.

-Susanoo. -Itachi abriu os olhos quando os homens estavam a centímetros de nós, mas esses bateram em uma muralha de chacka azul.

Um gigantesco esqueleto se formou, e nós estávamos em seu centro. Tudo ao nosso redor havia sido destruído, e o casebre não mais existia. Eu vi pessoas gritarem assustadas e correrem para longe de nós, e quando o esqueleto começou a tomar forma de uma samurai eu sabia que Itachi não seria parado.

Alguns ninjas de Suna chegaram ao local, mas ninguém ousou interferir, na verdade eles pareciam mais uma plateia embasbacada com o que viam.

-Lya-chan? -ouvi Hinata gritar preocupada e só aí me dei conta da presença dela e de Naruto.

-Não se aproximem. -eu gritei e o olhar de Itachi foi para eles. A espada do samurai mirou minha amiga e Naruto se pós a frente dela.

-ITACHI MALDITO. -Naruto gritou, e Susanoo preparou o ataque.

-TACHII PARE. -eu gritei mas ele nem pareceu me ouvir, apenas me apertou mais quando Hidan e Kakuzu investiram contra nós inutilmente.

A espada de Susanoo foi certeira e se Naruto não tivesse tirado Hinata do local, eu não queria nem imaginar o que poderia ter acontecido a ela. Prédios foram reduzidos a pó, e o caos fora instaurado.

-NARUTO FUJA! -ouvi Sasuke gritar, mas não conseguia o ver. -Itachi não distingui amigos de inimigos agora.

"Se algo acontecer a você eu colocarei essa vila a baixo." Aquelas palavras apareceram como um pressagio ruim em minha memória, e quando meu cunhado gritou avisando que meu marido só pararia com aquilo quando esgotasse suas forças eu temi não só pelas vidas deles, mas pela vida de Itachi. Eu precisava o parar.

Assim como Naruto, Sasuke apareceu em meu campo de visão com Sakura em seus braços, o sharingan ativado, e mesmo contra eles surpreendentemente Susanoo investiu. Eu me afligi por completo, se nem mesmo o rosto de seu irmão e sua amada o fez parar o que eu poderia fazer.

-Uma hora seu chacka vai acabar maldito e eu vou fazer questão de comê-la na sua frente. -Hidan disse socando a barreira que nos protegia e mais uma vez Itachi me apertou, me fazendo gemer de dor.

-Tachii... -ele não me olhou, então resolvi que o obrigaria a isso, enlacei seu pescoço ficando na ponta dos pés, e a dor da pressão em minhas costas me fez chiar. -Pare Tachii! -disse em seu ouvido, mas nem uma reação veio daquele rosto. -Sorri e limpei o sangue quase seco que descerá por seus seu olho. -Você prometeu que nunca me machucaria Tachi, que não importasse o que eu fizesse você jamais me machucaria, e eu acreditei em suas palavras. -fiquei de frente para ele e encostei nossos lábios. -Eu amo você! -aquelas shurikens foram direcionadas para mim e eu sorri. -Prometeu-me que sempre me protegeria, mas se você morrer, se você se for... -eu solucei chorosa. -Quem irá me proteger amor? -ele afrouxou o aperto. -Por favor Tachii, eu preciso de você.

Ele me abraçou completamente, um abraço protetor e caloroso, e o Susanoo começou a desaparecer. E eu chorei aliviada.

-Não se mexa, não ouse dar um misero passo Uchiha Lyandra, eu vou acabar com isso. -sua voz grossa e cortante em meu ouvido não me dava brechas para responder, aquilo era só uma ordem, era uma ameaça clara.

-Hyuga, Haruno, cuidam da Lyandra. Sasuke, Naruto, eu deixo o feioso com vocês, o vodu é meu. -ele beijou minha testa, e eu notei que nossos amigos estavam ao nosso lado agora. -Deixo minhas desculpas para depois, por hora, vamos acabar com isso.

-HAI. -todos disseram.

-Droga o cara parece o Frankenstein dattebayou. -Naruto reclamou e Sakura entrou na minha frente e começou a me examinar.

-Lya-chan, onde doí mais? -ela me puxou para que eu sentasse e eu assim o fiz, mas não lhe respondi minha mente estava focado na luta a frente.

-Ele vai ficar bem Lya, você...

-Não Hina-chan, a culpa é minha, tudo isso é culpa minha... -mordi meu lábio e senti o gosto de sangue ali.

Sakura começou a me avaliar e Hinata segurava minha mão. Sasuke e Naruto pareciam ter um pouco de dificuldade ao lutar com Kakuzu, diferente de Itachi que quando cansou de lutar com Hidan o prendeu em um genjutso (imagino eu), pois o homem simplesmente ficou deitado no chão babando e sangrando. Itachi fez menção de ajudar Sasuke e Naruto mas esses o mandaram ficar de fora.

-Como ela está Haruno? -ele se pós a nossa frente, seu olhar percorreu todo meu corpo, e parou ficando puto, sua mão se fechou em punho ao olhar o corte em minha barriga que Sakura tentava estancar e fechar. -no inicio eu não entendi sua reação, eu tinha cortes piores nas pernas, contudo quando as palavras de Sakura se fizeram ouvir eu me assustei.

-Ela vai ficar bem tem apenas alguns cortes, mas nada que eu não possa resolver. -ela ficou vermelha e olhou de mim para Itachi, que parecia fazer uma pergunta muda a ela, e esta assentiu. -O bebê parece não ter sofrido nada, mas devemos ficar de olho, já que a Lya-chan passou por fortes emoções, isso pode ser perigoso nessa fase da gravidez. -seus olhos ainda com o Mangenkyo ativado me olhavam com um claro alivio, enquanto eu estava em choque.

Eu olhei para todos ali sem entender, do que eles estavam falando...

-Bebê... isso é... isso é impossiv... -coloquei a mão na cabeça e as palavras morreram em minha boca, e todos ficamos ali calados.

Um estrondo foi ouvido, e Itachi se virou olhando para a luta que se seguia, e no segundo seguinte ele estava no meio dela.

-Parabéns Lya-chan! -Hinata foi a primeira a se pronunciar me tirando do torpor que eu tinha me enfiado.

-Parabéns. -Sakura disse sorrindo sonhadora.

Eu não sabia o que dizer, não sabia o que pensar, eu não sabia mais nada. Grávida, céus como eu não havia percebido isso antes? Todos os sintomas, a preocupação excessiva de Itachi! Itachi, ele pelo jeito já sabia a algum tempo, mas se sabia por que não me disse?

Olhei para minha barriga ainda tão lisa, e mesmo agora eu ainda não conseguia acreditar totalmente no que me diziam, na verdade eu não queria acreditar, eu não podia estar grávida, não agora com o mundo em guerra e as coisas entre nós daquele jeito. Será que foi por isso que ele não me contou o que estava acontecendo?

-Terminei. -Sakura anunciou, e no mesmo instante eu fui erguida.

-Não Baka. -Sasuke segurava Naruto pelo braço impedindo-o de vir até nós. -Ele não vai permitir que ninguém se aproxime dela.

Itachi acenou com a cabeça para os outros, e a ultima coisa que vi foi Sakura abrir a boca para falar algo, mas antes que sua voz pudesse se fazer ouvir Itachi já me carregava dali. Ele estava focado no caminho a frente e eu me vi tentando formular algo para dizer, mas sempre que eu abria a boca as palavras morriam nesta. Ele estava meio ofegante, e várias vezes este fechou os olhos como se tentasse se controlar.

Itachi só parou quando chegamos em nosso atual apartamento, e a porta desse estava aberta, e ele passou direto para o nosso quarto, fechando a porta com o pé e a força foi tanta que esta tremeu, eu esperava que ele me colocasse na cama como sempre fazia, mas esse passou direto para o banheiro comigo, e só parou quando adentrou o box, ele nem o fechou e já ligou o chuveiro.

-Tire o sangue de você. -ele ordenou entre dentes me colocando no chão, e eu firmei os pés no chão me apoiando em sua camisa.

Comecei a me lavar e ele parecia impaciente, me puxou para si e me beijou com força, enquanto suas mãos passeavam livres por meu corpo, eu tentei corresponder, mas quando suas mãos começaram a tirar minha camiseta eu me assustei.

-Não ouse se negar a mim Lyandra. -ele me olhou com aquelas shurikens e me imprensou com seu corpo na parede do banheiro. -Eu não vou conseguir me acalmar até ter você.

Sua boca sufocou qualquer coisa que eu tenha tentado dizer, e ele friccionou seu sexo no meu me fazendo gemer, então eu o ajudei a retirar sua camisa, e quando arranhei suas costas ele grunhiu entre nossos lábios. Itachi desligou o chuveiro, e apressadamente me virou, e eu apoiei as duas mãos na parede quando este puxou meu quadril para si e gritei assustada quando ele deu um tapa na minha bunda. Ele abriu a minha calça e retirou está e minha calcinha enquanto se inclinava sobre mim me dando leves mordidas entre meu pescoço e ombro.

-Abra as pernas Lyandra. -sua voz em meu ouvido me fez arrepiar, e eu me virei para olhá-lo envergonhada, mas ele bateu em minha nádega novamente. -Agora Lya... -eu mentiria se dissesse que todo o meu corpo não vibrou em um desejo antecipado do que ele faria comigo, aquela voz autoritária estava me enlouquecendo.

Fiz o que ele me pediu, ele deu um sorrisinho no pé do meu ouvido. Ele beijou minhas costa e me ajudou a retirar o sutiã.

Quando Itachi puxou meu quadril e me penetrou sem dó eu nem consegui gritar, e se ele não estive me segurando eu com toda certeza teria caído. Ele levou seus dedos habilmente a meu clítoris e começou a trabalhar ali enquanto me penetrava sem dó, mas eu sabia que ele ainda assim estava se segurando, usando todo seu alto controle para não me machucar mais que aquilo.

Ambos estávamos ofegantes, e quando ele gemeu em meu ouvido foi o ápice para mim, e ele segurou minha mão ali no azulejo e a apertou.

-Tachii. -eu gemi e ele mordeu meu ombro.

-Ainda não... -eu não entendi o que ele queria dizer com aquilo, nem mesmo quando ele me virou para si me beijando ardentemente.

Itachi puxou minhas coxas para cima e no susto eu enlacei as pernas em sua cintura, e quando nossos olhos se encontraram um sorriso sacana brincou em seus lábios e ele me penetrou novamente apertando minhas coxas. Itachi saiu do boxe, e foi até a pia me sentando em cima da bancadinha desta. Ele continuou a ir fundo em mim, mas dessa vez sem tanta pressa, as shurikens que eram sua íris atual, deram lugar aos três pontinhos pretos tão conhecidos por mim quando este gozou comigo pela segunda vez.

Itachi me tirou da bancada me carregando até a cama, agora bem mais calmo, e quando ele me deitou calmamente na cama e ficou sobre mim eu lhe sorri e embrenhei minhas mãos em seus cabelos e este desceu os beijos por meu colo, mas quando chegou ao meu seio direito eu gemi com a leve dor e ele me encarou, e só aí eu percebi que aquele lugar tinha uma grande mancha rocha.

-Onde mais Lyandra? -eu tremi e virei o rosto, e ele levou as duas mãos ao meu rosto me obrigando a encará-lo. -Onde mais Lya? -ele perguntou carinhoso e se inclinou me beijando enquanto fazia um carinho circular em minhas bochechas. -Aqui. -ele beijou minha bochecha arranhada. -Aqui. -ele se inclinou beijando meu braço. -Aqui também? -e assim continuou, beijando carinhosamente cada parte do meu corpo que havia sido machucado, mas ao beijar minha barriga, eu me arrepiei, e meu coração deu um salto com o sorriso que brotou em seus lábios, e quando esse alisou carinhosamente minha barriga eu respirei fundo, controlando a vontade de chorar.

Itachi voltou a beijar todo o meu corpo e a alisar cada parte ali, como se para limpar meu corpo de qualquer vestígio de Hidan. Quando Itachi entrou em mim novamente, ele o fez de uma forma mais calma, e colou nossas testas mantendo seus olhos nos meus, e prendeu minhas mãos nas suas.

-Itachi, por favor! -eu supliquei, e ele mordeu meu lábio e fez que não, ele pretendia me torturar até o fim, mesmo que aquilo fosse uma tortura para ele também. Enlacei minhas pernas em sua cintura novamente, só que agora o obrigando a ir mais fundo e ele riu, um riso que alcançou seus olhos, que agora voltavam enfim ao ônix tão conhecido por mim. Eu sorri-lhe quando ele bombou com mais vontade e finquei as unhas em suas mãos gemendo seu nome e pedindo por mais.

Estávamos suados, ofegantes, mas indescritivelmente felizes, então quando Itachi se deitou ao meu lado e me puxou para si encostando seu queixo em meu ombro, eu apenas me aninhei ali, mantendo nossas mãos unidas sobre minha barriga.

-Eu nunca mais vou permitir que você saia da minha vista Lyandra. -ele beijou meu ombro e eu senti algo molhado ali, mas quando tentei me virar ele me manteve presa. -Eu nunca tinha sentido tanto medo em minha vida Lya. -sua voz estava embargada e eu apertei sua mão mais firme. -Foi a primeira vez que me senti impotente sobre algo Lyandra, que percebi que não era rápido e forte o suficiente para proteger minha família, que era apenas mais um ser humano. -eu nunca esperei que ele choraria, não Uchiha Itachi.

-Tachii...

-Não Lya, dessa vez eu não vou permitir que você saia desse quarto sem me ouvi. -ele foi firme, mesmo eu sentindo ainda mais lágrimas em meu ombro. -Não vou permitir que se coloque em risco com nosso filho novamente.

-Me desculpe. -foi tudo que consegui dizer e ele me apertou mais contra si.

-Não Lyandra, esse foi um erro nosso, um erro que quase custou suas vidas, então escute. -ele beijou meu ombro molhado. -Eu amei muito a Haruno, ela foi meu primeiro amor. -mordi o lábio inferior com força fazendo o possível para chorar em silencio, e ele beijou meu pescoço. Aquilo foi tudo oque eu mais tentei evitar de ouvir. -Mas quando percebi que ela amava meu irmão e que o sentimento era reciproco eu resolvi me afastar prometendo a mim mesmo que me esqueceria daquilo, que acabaria com aquele sentimento. -ele respirou fundo. -Quando você se machucou por minha causa eu fiquei sabendo da ideia do meu tio de te casar com Sasuke, o que os fariam ser infelizes, então me ofereci para casar com você. No começo meu tio Madara pensou que eu só estivesse me sentindo culpado e não me levou a sério, então eu propus diretamente a vocês naquele jantar, eu não queria que meu otouto, Sakura e você fossem infelizes. Eu fiz aquilo achando que você sentia algo por mim, mas quando você não aceitou se casar comigo de imediato aquilo feriu meu orgulho, e só piorou quando meu tio disse a você que poderia escolher entre um de nós. -ele bufou e eu acabei rindo entre o choro. -E a cada dia que você não nós dava uma resposta eu ficava cada vez mais apreensivo, e comecei a imaginar como seria se você escolhesse o Sasuke. Então tomei a decisão de ir até você, de conversar diretamente com você e lhe explicar tudo. Eu realmente não esperava que você me deixasse falar, e o que era para ser uma simples conversa acabou comigo te fazendo me prometer que aceitaria se casar comigo. -ele riu leve e eu o acompanhei. -Eu te beijei por impulso, eu não tinha planejado aquilo, mas não resisti a te ver com aquela face corada para mim, e acabei usando a desculpa de estar fazendo aquilo para te "agradecer" por me salvar. -ele parou tomando folego e eu não consegui segurar minha língua e não perguntar.

-Por que me deu o colar Itachi? -ele respirou fundo e me puxou para virar para ele, limpou meu rosto e encostou nossos lábios num selinho cálido.

-Por dois motivos. -ele beijou-me novamente. -O primeiro era que eu não queria que você passasse pelo mesmo que minha mãe, eu nunca vou perdoar meu pai por tratá-la como um simples objeto, como algo que ele apenas possui por capricho. Eu escolhi casar com você Lya, você seria e me daria uma família e eu aprenderia a te amar. -ele colocou uma mecha do eu cabelo atrás de minha orelha e passou a alisar minha bochecha. -O segundo é um segredo de nosso clã que eu esperava nunca precisar te contar. -Itachi me olhou como se estivesse se desculpando. -O cordão contém um selo com nosso sangue que é capaz de nós parar caso entremos em frenesi, mas ele só funciona se estiver em outra pessoa, ele é feito para proteger quem amamos de nós mesmo Lya. Se eu tivesse te machucado mais ele teria sido ativado.

-Você morreria? -ele apenas afirmou calmo e aquilo me assustou. -Mas você não me machucou, você estava me protegendo! -exasperei-me, e ele me olhou triste e passou sua mão de leve por minhas costas, e eu gemi quando este pressionou um ponto ali.

-Eu nunca vou me perdoar por isso. -seus olhos brilhava por causa das lágrimas, e eu levei minha mã a limpar seu rosto molhado.

-Itachi, isso foi culpa minha, eu provoquei tudo isso por causa de ciúmes...

-Por um mal entendido. -ele encostou nossas testas. -Você abriu a mochila de Sasuke e encontrou aquele porta-retratos. -eu só consegui murmurar um desculpe envergonhada de minha idiotice. -Não, tudo isso começou por minha causa, por eu ter abraçado a Haruno. -eu suspirei, enfim tínhamos chegado na pior parte da conversa. -Eu quase a vi morrer, e por pouco consegui salvá-la, por isso a abracei Lya, eu não tinha nenhum sentimento ali além de preocupação com a segurança de alguém que eu vi crescer, e claro quando você nós viu e reagiu daquela forma eu lhe dei todo o direito de me odiar. -eu abri a boca para dizer que o entendia perfeitamente, que no lugar dele faria a mesma coisa, mas esse não me deu tempo. -Mas saiba que nem por um momento eu me preocupei ou me desesperei como hoje, como quando achei que perderia você.

-Itachi..

-Eu amo você Lyandra. -ele fixou os olhos em mim, e não pareceu se importar com meu choque. Eu me obriguei a respirar novamente quando ele continuou. -E não pense que estou dizendo isso por você estar grávida, pois nem mesmo isso me parou quando eu te machuquei. -ele encostou nossos narizes. -Nada me pararia naquele estado, a não ser você.

-Co... como assim?

-Isso já aconteceu algumas vezes, por isso que nos Uchihas recebemos a fama de demônios Lya. Os cordões foram criados para proteger quem amamos, para nos matar quando não conseguimos mais voltar a si. Mas você conseguiu me trazer de volta a razão com sua voz, assim como um dia seu pai trouxe meu tio Madara. -ele sorriu. -Vocês Senjus são os únicos que conseguem controlar a nós Uchihas. -ambos rimos.

-Então você... -respirei tomando coragem. -Não sente nada pela Saki-chan? -ele fechou os olhos.

-Sinto, um carinho especial, ela é alguém que eu quero proteger, assim como a meu irmão. -eu lhe sorri agradecida por ele ser sincero.

-Eu entendo, também me sinto assim em relação a Naruto-nichan e Gaara-kun. -ele beijou minha testa, e alisou minha barriga. -Porque não me contou quando soube?

-Eu tentei te contar, mas depois várias coisas foram acontecendo e eu achei melhor esperar, eu não sabia como você reagiria.

-Itachi eu estou feliz, eu apenas não sei... não sei como vai ser agora. -ele apertou minha mão. -Eu tenho medo.

-Eles jamais vão encostar em você de novo. -sua face estava agora fria e eu levei a mão ali alisando.

-Por que Orochimaru tem interesse em mim Tachi, por que ele me quer? Eu nem mesmo possuo uma linhagem ninja. -exasperei-me.

-Olhe para mim Lya. -eu assim o fiz. -Não quero que fique pensando nisso, eu não vou mais permitir que se envolva com qualquer coisa relacionada a Akatsuki.

-Tachii..

-Não Lyandra, eu quero você e nosso filho seguros, não me obrigue a te arrastar de volta para Konoha e te trancar em nossa casa. -ele me apertou contra si. -Eu prefiro ter você triste porém segura, não duvide disso.

-Tachii. -fiz bico e ele continuou sério, então me inclinei o beijando. -Se é isso que deseja, assim será.

-Obrigado. -ele se curvou me beijando e me puxando mais contra si. -Obrigado por confiar em mim até o fim, e por me dar uma família.

-Obrigada por me proteger, e por me dar esse maravilhoso presente.

Ambos sorrimos um para o outro, e mesmo em meio aqueles caos, nós estávamos felizes, mais felizes do que jamais estivermos em nossas vidas. Itachi tinha me ensinado que não precisávamos de desculpas, e que em uma briga não havia um lado certo, apenas havia aquele que estava disposto a ouvir contanto que o outro estava disposto a falar. Ambos erramos ali, mas apendemos a lição e nunca mais erraríamos assim, nunca mais em nossas vidas deixaríamos as coisas mal resolvidas, pois daquele dia em diante eramos uma família, onde um sempre podia ser sincero com o outro. Pois tínhamos mais alguém chegando, alguém que trazia uma mistura de nós dois, um simbolo puro de nosso amor.