Eu tinha 11 anos quando nos conhecemos, seu jeito arrogante e rabugento despertou-me o desejo insano de querer lhe perturbar, e o sorriso que brotou em meus lábios quando fomos colocados no mesmo time fez a Uzumaki me olhar de esgueira.
-Prazer, sou Senju Hashirama. -lhe estirei a mão sorrindo, e ele com sua cara de poucos amigos fingiu não me ouvir, o que fez meu sorriso se alargar mais. -Hora, achei que Uchihas fossem mais educados.
-Não há necessidade de nos apresentarmos, você já sabe meu nome. -rebateu com raiva.
-É uma questão de educação não é Megumi.
-Não me chame de Megumi, não somos íntimos. -ela brandou raivosa e eu ri, sabendo que daquele dia em diante, eu não pararia mais de perturbá-la, ela ficava fofa raivosa.
-Hora somos do mesmo time, não precisamos de formalidades, não é Madara-chii? -ele me olhou assassino e eu ri mais alto.
-Você tem problemas, com toda certeza tem problemas. -meu Sensei brandou.
Madara como todo o Uchiha não tinha frequentado a academia ninja até aquele ano, quando enfim eramos separados em times, e mesmo antes eu não me lembrava de vê-lo uma misera vez rondando a vila, coisa que só vim entender anos depois, que este estava sendo preparado para liderar seu clã.
Aquela não era uma boa época para ser criança, a guerra entre as vilas ninjas nos cercavam, e com o tempo todos tivemos de lutar nela.
Uzumaki Megumi era nossa médica, Uchiha Madara era nossa força e eu Hashirama Senju era a defesa do time, e por isso sempre nos destacávamos, mesmo que os dois primeiros parecessem me odiar, não que eles também se dessem bem também.
Mas isso mudou no dia em que nosso sensei morreu e ficamos sozinho e cerados entre ninjas que antes lutavam em lados opostos, mas que pareceram se unir para nos derrotar. Eram 12 deles e nós apenas 3.
-Eu fico com os 5 da direita. -sorri para Madara ao meu lado, que bufou.
-Os 6 da esquerda são meus então.
-Ei eu posso lutar sabia. -Megumi brandou raivosa.
-O que sobrar é seu! -dei de ombros e impedi um kunai de me acertar. -Opa parece que tem alguém desesperado aqui.
Sabíamos que a chance de vencer ali era quase nula, pois não eram só aqueles 12, muitos mais nos esperavam mais a frente, e estávamos longe demais de Konoha para tentar sonhar com aquilo, mas quando olhei para Madara ambos tínhamos o mesmo intuito, não deixaríamos que Megumi morresse ali, pois querendo ou não eramos um time, e ela era a única entre nós que sofreria coisas terríveis caso fosse capturada viva, ambos entendiamos que aquilo era algo imundo demais para que nós deixássemos ocorrer a ela.
Nos separamos e começamos a lutar, e mesmo cansados e ofegantes não paramos nem mesmo por um segundo, nem mesmo quando meu braço foi cortado por eu não conseguir desviar de uma kunai por cansaço. Mal vi quando uma kunai se aproximou de meu rosto, mas essa foi desviada por uma shuriken, e meus olhos seguiram o dono desta.
Madara segurava a lateral da barriga estancando o sangue ali, e tinha a mão estendida, ele provavelmente tinha baixado a guarda para me salvar, e aquilo me espantou, nunca pensei que ele se machucaria daquela forma por mim.
-Não me olhe assim baka, se você morrer, será um a menos, e se você não percebeu estamos em desvantagem aqui. -ele brandou caindo para trás.
Eu fui para sua frente quando um ninja do som pulou para cima dele, e o derrubei antes mesmo que pudesse se aproximar mais.
-Uzumaki cuida da ferida do Uchiha. -ela ficou perdida alguns minutos mas logo foi para o lado de Madara.
-Não se coloque a minha frente, eu... -ele começou a gritar.
-Você se colocou a minha frente primeiro, agora eu pretendo ficar ao seu lado, somos um time, e se um sair vivo, todos sairão, ou morreremos os três aqui. -ele me olhou sério, e eu sorri. -Vou dar a vocês 5 minutos, durante esse tempo ninguém passará por mim, depois disso será com você Madara.
-Estou ansioso para vê o que irá fazer Senju. -ele sorriu de lado pela primeira vez.
Projetei uma proteção de madeira e varias camadas sobre essa, e mesmo assim eles continuaram atacando com tudo, ainda restavam quatro, então esperei que se aproximassem e criei uma pequena floresta e as flores desta soltaram polens venenosos, usei uma pequena quantidade para não atingir nenhum de nós e só as usei quando tive certeza de que estavam próximos. Usei quase todo o meu chackra, talvez por isso meus joelhos cederam batendo fortemente no chão.
-Hashirama. -a mão dele encostou no meu ombro e o apertou. Era a primeira vez que ele me chamava pelo primeiro nome. -Agora é minha vez, descanse um pouco.
-Conto com você Madara. -liberei a barreira que nos protegia e ele logo sumiu, e no mesmo instante Megumi se pós a minha frente.
-Eu vou proteger você, e não ouse falar nenhuma merda. -ela rosnou fofa como sempre, e seu rosto tinha uma determinação jamais vista por mim.
-Conto com você Megumi-chan! -ela deu um sorriso envergonhado, e foi naquele momento que eu soube, meu coração pertenceria apenas a ela, e eu morreria feliz para proteger aquele sorriso.
Sim, nos sobrevivemos, lutamos por dias e nos escondemos como pudemos, mas a partir daquele momento um sempre protegia as costas do outro, e nós três lutamos juntos várias vezes, e com isso aprimoramos nossas técnicas. Quando voltamos a vila e fomos recebidos pelos braços felizes de nossas famílias, contudo não eramos mais as mesmas crianças, eramos pessoas que tinham mais sangue em nossas mãos do que os que circulavam em todas as nossas veias do corpo.
Fomos enviados várias vezes ao campo de batalha, mas nunca nós separávamos, aprendemos a confiar e conhecer completamente as habilidades uns dos outros, e quanto mais tempo se passava mais aprimorávamos nossos conhecimentos.
-Porque não diz a ela que a ama? -Madara perguntou enquanto caminhávamos pela vila.
- Muito simples não é?" Olá Mehumi-chan, como vai? Bom eu só queria dizer que te amo!" Rá muito engraçado você. -Madara continha um sorriso nos lábios finos. -E no mais o Fugaku está sempre andando com ela. -ele fechou a cara.
-Minha irmã é apaixonada por Fugaku, e você sabe que eles são prometidos, assim como eu e a Minay-san. -sua voz estava estranhamente fria, e eu o olhei sem entender, então seu semblante se tornou triste. -Essa é a única coisa que tenho inveja de você Hashirama, você e livre para amar.
-Como se você com essa cara de "cachorro brabo" fosse conquistar alguém. -eu lhe estirei língua. -Ninguém em sã consciência se casaria com você Marada. -ele me olhou assassino e eu comecei a correr rindo.
Ele me perseguiu pela vila, e as pessoas já tão acostumadas com isso apenas saiam dá frente para nós passamos, e alguns outros ninjas apenas gritavam, "Pega ele Madara", "Corre Hashirama, ele vai te matar!", e outras coisas mais que eu não conseguia ouvir na pressa. Porém quando ouvimos o grito dela ambos paramos, e com um simples olhar nos dividimos, e começamos a pular entre as árvores.
-Pare com isso Fugaku, ela já disse que não vai aceitar! -ouvimos a voz inconfundível de Minay.
-Não me tome por você imouto-baka, eu não vou desistir de quem eu amo por causa de regras tolas dos nossos pais. -Fugaku foi para cima dela de novo, e eu pude ver uma marca no rosto dela, ele provavelmente há havia batido.
-Mas ela não o quer, ela nem aceitou o seu colar, você... -ele preparou outro tapa para dar-lhe mas seu pulso foi segurado fortemente por meu amigo.
-Você está bem Minay-chan? -perguntei ajudando-a a se levantar.
-Hai, Senju-san. -ela me respondeu com sua voz melodiosa.
-O que pensa que está fazendo Fugaku? -Madara apertava tanto o pulso de Fugaku que parecia que seus ossos virariam pó logo, e este caiu de joelhos no chão gritando.
-Madara. -eu o alertei e este olhou para mim com o sharingan ativado, e eu apenas suspirei. -Sua noiva está assustada e machucada e você quer brigar? -dei de ombros. -Vou deixá-la em casa então. -dei um meio sorriso e ele olhou para nós e soltou Fugaku me fazendo sorrir de lado.
-Cuide dele, eu vou levá-la. -ela tremeu um pouco quando ele falou.
-Não se preocupe Minay-chan, ele ladra mais não morde. -ela deu um sorriso mínimo e afirmou, enquanto Madara bufava.
Ele passou por nós e a olhou, e está prontamente o seguiu. Minay era um ano mais nova que nós, e tinha sido prometida a Madara desde o seu nascimento, assim como a irmã mais nova de Madara, Mikoto, tinha sido prometida a Fugaku, pois os pais desses eram primos de terceiro grau, e ambos eram muito fortes, fazendo assim com que a linhagem desses se perpetuasse. O problema era que todos sabíamos que Fugaku era uma cobra, e não era lá uma pessoas de muito caráter e força, e Minay era como um anjo, tão meiga e fofa que todos se sentiam na necessidade de protegê-la, sem falar na sua voz, que tinha um timbre único, fazendo com que está sempre fosse chamada para cantar nos festivais da vila. Então juntar Minay com Madara era um contraste tão grande que eu me via perguntando em como seus pais poderiam continuar com aquela loucura, pois obviamente eles seriam completamente infelizes.
-Nem pense em fugir Fugaku. -me virei para ele que tentava sorrateiramente sair dali.
-E você acha que pode comigo Hashirama? -ele ativou o sharingan e eu sorri, a tempos eu procurava uma oportunidade para lhe surrar, e sorri feliz com essa chance que a vida acabará de me dar.
-Há claro que não, você é um Uchiha com o todo poderoso sharingan... -debochei, e ele veio para cima de mim.
Quando horas depois eu saia do hospital com uma Megumi furiosa ao meu lado, eu tinha um sorriso feliz em meus lábios.
-Onde ele está Hashirama? -Madara apareceu a minha frente.
-Lá dentro, acho que exagerei, 3 costelas quebradas, tadinho. -balancei a cabeça, e meu amigo sorriu de lado. -Acho que lavei minha alma.
-Você acha isso muito engraçado não é? -Megumi brandou raivosa.
-Na verdade eu acho. -dei de ombros.
-Porque fez isso Hashirama? Porque bateu daquela forma no Fugaku-kun. -eu travei no lugar, e a olhei de lado, ela parecia querer chorar.
-Para que eu não o fizesse, pois eu com certeza o mataria. -Madara se pronunciou fazendo-nos o olhar. -Ele bateu na irmã...
-Isso não é motivo, eles são irmãos...
-Ele bateu nela porque esta estava defendendo você. -me voltei para ela. -E eu bati nele por simplesmente pensar que poderia te tocar. -rosnei. -Mas parece que eu...
Ela se jogou em meus braços me abraçando.
-Baka, eu sei me defender! E eu nunca o preferiria a você. -eu a segurei firme em meus braços sorrindo.
-Caram. -Madara se pronunciou chamando atenção, e ao olhar ao redor percebemos que algumas pessoas nos fitavam com caras feias.
-Ô povo invejoso viu, vão arrumar o que fazer. -senti um cascudo na cabeça. -Itai!
-Baka, respeite os mais velhos. -Madara riu, riu de se dobrar e ambos o seguimos.
-Esqueça o que disse mais cedo Hashirama, eu não tenho inveja de você. -ele ainda tentava se controlar. -Eu pelo menos não vou morrer de apanhar de minha esposa.
-O que disse Madara-kun? -Megumi estralava os nós dos dedos o olhando maligna e foi a primeira vez que eu vi meu amigo engolindo em seco, pois ambos sabíamos a força de um soco dela.
Ambos nos olhamos e desatamos a correr pela vila, agora com uma Megumi furiosa atrás de nós, e vários coros de, "Pega eles Uzumaki-san", "Bate neles!", "Dali Uzumaki"... Ô povo maldito para gostar de desgraça.
Depois desse dia eu e Megumi passamos a namorar, e um ano depois, pouco antes do fim da guerra nos casamos. Nossos pais não foram contra, o clã Uzumaki e o meu tinham boas relações e por causa da guerra era normal os jovens se casarem cedo. Mas tamanha foi minha surpresa quando pouco mais de 3 meses depois do meu casamento Madara me convidava para o seu.
-Você não parece feliz Madara, parece que está me convidando para seu enterro e não para o seu casamento. -ele bufou irritado. -Qual é não pode ser tão ruim, e a Minay-chan é linda.
-Ela ama meu irmão Izuna. -eu não consegui esconder a surpresa. -E mesmo eu não consegui mudar a ideia de meus pais sobre esse casamento. -ele encostou as costas na árvore a qual treinávamos a pouco.
-Já tentou conversar com ela. -ele me olhou assassino e eu o olhei sério. -Se você não for sincero com ela Madara as coisas só vão piorar.
-E você acha que eu não sei. -ele rosnou indignado.
-Você a ama, então a faça te amar. -foi sua vez de ficar surpreso, coloquei a mão em seu ombro batendo ali. -Vocês vão viver uma vida juntos, vão dividir alegrias e tristezas, então mostre a ela quem você realmente é, e não o que ela pensa de você meu amigo.
-Não há nada que eu possa...
-Você é Uchiha Madara, o melhor ninja de seu clã e futuro líder deste, sem falar que será meu braço direito quando eu for Hokage um dia. -ele riu pelo nariz negando. -Então, não ha nada que você não possa fazer ou conquistar meu amigo. -ficamos nos olhando por alguns minutos, até que este maneou a cabeça afirmando e me estirou a mão.
-Sabe que sempre poderá contar comigo para proteger suas costas. -eu a apertei.
-Elas estão sempre coladas meu amigo!
Tsunade e Shisui brincavam no jardim da casa, na verdade Tsunade tentava mordê-lo enquanto este corria desbaratado pelo jardim, enquanto Obito sendo apenas um bebê de colo parecia torcer por seu irmão, e Megumi e Minay apenas riam dos filhos.
-Pare de se preocupar com Tobirama, ele já é um homem feito Hashirama. -suspirei resignado.
-Sei disso Madara, mas eu não entendo o porque dele não ter me procurado para o ajudar, e ter escolhido apenas fugir. -fechei minhas mãos em punho, aquilo estava corroendo minha alma.
-Isso não é algo que você vá entender apenas... -ambos nos viramos e corremos, o medo percorria nossas veias aumentando a adrenalina, sabíamos que estávamos longe demais, sabíamos que não chegaríamos a elas antes deles, mas mesmo assim não pensamos em mais nada a não ser protegê-las.
O horror da cena a minha frente quase me fez paralisar, havia sangue demais no que um dia
fora o jardim tranquilo da casa de meu amigo. Megumi tinha alguns ferimentos, mas mantinha seguros consigo uma Tsunade e um Shisui chorosoa, enquanto corpos a rodeavam, e mas a frente estavam Izuna e Minay.
-NÃO... -Madara gritou ao meu lado, quando Minay se deixou cair e um fio vermelho descia por seus lábios.
-Ela preferiu você, irmão. -disse ele louco, e Madara correu até a mulher que lhe tocou a face chorosa.
-Gomen Madara... eu não consegui proteger... Óbito... -ela cuspiu sangue nele enquanto tossia. E eu me pus a proteger minha mulher e as crianças. -Por favor... por favor... cuide do Shisui amorrrr. -e ela sorriu para ele. -joguei uma shuriken, impedindo que Izuna se aproximasse deles, mas não pude fazer muito mais pois ninjas investiram contra mim e eu precisei lutar para protegê-los.
Eram todos Uchihas, e mesmo eles não puderam contra a força de meu amigo.
Quando Madara se levantou com o corpo de Minay nos braços, eu sabia que algo nele estava muito errado, e quando este abriu os olhos eu vi sua pupila em formato diferente eu tive certeza. Estava ali, era o tão famoso Mangenkyo, o poder ocular que muitos Uchihas almejavam, e que apenas poucos despertavam, aquele era um poder despertado pela quebra da alma, uma dor tão profunda que marcava para sempre a alma do possuidor, lhe dando poderes para destruir tudo, e ele mesmo.
-Susanoo... -foi a primeira vez que eu vi aquele enorme esqueleto azul feito de chackra, que logo começou a tomar forma de um enorme samurai, com Madara a cima dele.
-Pare Madara. -eu gritei, mas tudo que pude ouvir em meio a poeira foi a risada macabra de Izuna.
-Ele não lhe dará ouvidos Hashirama, a única que poderia pará-lo está morta nos braços dele. -ele riu mais e eu joguei uma kunai na direção da voz, mas esse se defendeu. -Ele só parará agora quando morrer.
Tentei alcançar Izuna mas o maldito fugiu em meio a poeira, então me voltei para Megumi que ainda estava ferida e assustada com as crianças no colo, olhando fixamente para o gigante samurai azul que destruía tudo a sua frente.
-Megumi. -ela me olhou aterrorizada. -Fuja com as crianças.
-Não. -ela segurou meu quimono assustada. -Você...
-Eu trarei nosso amigo de volta. Eu voltarei para vocês. -a olhei firme, e ela piscou e depois me sorriu leve.
-Eu não vou passar a noite curando suas feridas. -então ela se aproximou e me beijou de leve. -Por isso trate de não se machucar muito. -eu sorri.
-Você acha que...
-Eu também sobrevivi a guerra Hashirama. -ela ajeitou as crianças no colo. -Vá e traga nosso amigo de volta. -fiz que sim, e quando ela me deu aquele sorriso, eu sabia que nada me impediria de voltar para ela.
-Papa... -Shisui chorou. -Mama. -Tsunade segurou a mão dele.
-Papai o tralá de volta, não chole Susui, eu to aqui. -eu sorri para eles me virando.
-Corra Megume, leve-os o mais longe que puder daqui. -esperei ela ir, antes de sair dali.
Corri e pulei em cima do prédio mais alto próximo a ele, que se mantinha na testa do monstro.
-Madara para com isso. -gritei e quando este se virou para mim foi com o punho gigantesco vindo em minha direção. -Estilo Madeira! Nascimento da Floresta Botânica. -fiz os selos e uma enorme floresta brotou do chão, segurando o samurai. -e eu fiz as plantas o jogarem para longe da cidade, evitando um caos mair com nossa luta.
Quando eu cheguei ao local vi que Madara já sangrava pelo olho, ouvido e nariz, eu sabia que seu corpo estava no limite.
-Pretende morrer assim Madara? -o samurai se levantou o levando com sigo.
-Eu não pude proteger... -o monstro usou a espada contra mim.
Tive de criar vários muros gigantescos de madeira para o impedir de me atingir.
-Mas ainda tem um filho para criar. -ele não me deu atenção e eu sabia que se aquilo continuasse por mais tempo ele morreria. Então fiz a coisa mais louca da minha vida e me inclinei dando impulso e chegando até o local que este estava, mesmo ele estando protegido por aquela camada de chackra. -Eu cuidarei de Shisui como um filho se você morrer em meio a alguma batalha, assim como sei que você cuidaria de Tsunade se algo acontecesse comigo e Megumi. -o samurai me notou em sua testa e preparou o punho para me acertar. -Mas não assim Madara, não você morrendo como um covarde, não com você desrespeitando o ultimo pedido de Minay-chan. -ele enfim me olhou e eu me joguei para trás evitando levar um soco daquele monstro que se bateu caindo, e eu tive de cobrir o rosto pela poeira levantada. -O QUE VOCÊ VAI DIZER A MINAY QUANDO ENCONTRA-LÁ MADARA? -eu gritei. -COMO VAI TER CORAGEM DE OLHA-LÁ E DIZER-LHE QUE COVARDIMENTE DEIXOU PARA TRÁS O FILHO QUE ELA MORREU PARA PROTEGER BASTARDO.
Quando a poeira baixou o samurai azul havia sumido, e no meio de tudo estava um Madara chorando e gritando abraçado a única mulher que amou, e tudo o que eu pude fazer foi olhar de longe e me deixar chorar também, por que aquela tristeza também era minha.
-Hashirama. -ele chamou fraco se levantando com ela nos braços. -Cuide do meu filho até eu voltar. -fiz que sim e ele jogou algo em minha direção e eu peguei com a mão direita. -Se um dia eu me descontrolar novamente e sua voz não me alcançar quero que use isso. -olhei para o colar em minhas mãos, o colar Uchiha que Minay antes exibia orgulhosamente em seu pescoço.
-Onde vai?
-Caçar... -ambos nos olhamos profundamente.
-Cuidarei bem de Shisui até que volte. -ele apenas afirmou e sumiu.
Eu jamais poderia mensurar a dor que ele sentiu naquele dia, a dor de perder a mulher e o filho, a dor que o dera tamanho poder. Por isso não o julguei quando este voltou mudado, não o juguei por tentar se afastar de todos, mas também não deixei nunca de estar lá por ele, de estar na sua porta todos os dias com a desculpa de que Tsunada estava com saudades de Shisui, ou de que Megumi o queria para jantar e eu não queria morrer por este ter me dito não. Sim, levou muito tempo para que ele voltasse a dar um mínimo sorriso, mas quando isso aconteceu em um dia de verão quando Shisui despertou o sharingan por proteger Tsunade em uma briga de crianças, eu o vi sorri para o filho e dizer que nunca tinha ficado tão orgulhoso deste.
-Estou orgulhoso de você Shisui, por proteger sua irmã. -nunca vi Shisui sorrir tanto.
-Eu sempre a protegerei pai.
E ele realmente fez isso, por anos ele protegeu Tsunade que era do seu time, e quando à Lyandra foi trazida a nós, ele e Tsunade cuidaram dela como se está fosse sua filha, por isso quando aquele fatídico acidente aconteceu nenhum de nós estava realmente preparado, nenhum de nós podia acreditar que mais dor atingiria aquela família, e que outro Uchiha despertaria aquele maldito poder.
